Arquivos da Tag: ALICE GONZAGA

DÉBORA TORRES, uma mulher chamada Cinema

 

Carta aberta a uma amiga de Cinema e Afetos

Eu a conheci numa das edições do Festival de Cinema de Gramado. Corria o ano de 2005 e eu estava na adorável cidade gaúcha para cobrir como jornalista o imponente festival dos Kikitos. Fui acompanhada de minha doce Princesa Joyce, de fundamental importância na minha vida e sempre me trazendo boas energias.

Joyce M.L. Martins e Débora Torres: encontro feliz em Gramado…

O primeiro contato com ela foi ainda de dia no meio daquele alvoroço de gente que ficam os concorridos stands do Festival de Gramado. De cara, achei-a uma pessoa muito simpática, espontãnea, acessível, alto astral, como deve ser alguém que pretende atuar junto ao público. Joyce também encantou-se rápido com ela.

À noite, na sessão do Palácio dos Festivais, frio danado em Gramado, nos reencontramos. Lá estava ela, mais uma vez com um sorrisão festeiro estampado no rosto. Conhecia várias pessoas ali mas a conversa fluiu mais bacana foi com ela.

Papo vai ideia vem, contou-me estar ali para entender melhor como se faz um festival de cinema, pois estava à frente de um que aconteceria em  Goiânia, quando novembro chegasse. Eu então falei que queria muito ir, pois não conhecia a capital goiana e aquela seria uma ótima oportunidade. Ao que ela de pronto respondeu, ‘você já é minha convidada”.

Semanas depois, recebia um telefonema dela  confirmando o convite. E em novembro de 2005, lá estava eu embarcando a Goiás para conferir  o I Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro.

Esta mulher, de quem falo com o maior respeito e a mais profunda admiração chama-se Débora Torres. Desde essa época, do tempo de nosso providencial encontro em Gramado, ficamos amigas.

Débora Torres e o cineasta Beto Brant numa edição do Festival de Goiânia…

Já ao tempo daquela primeira edição do Festival de Goiânia percebi nela a enorme vocação para o trabalho, a dedicação incansável por fazer sempre melhor as coisas nas quais acredita, a determinação em alcançar os objetivos aos quais se propõe, a invejável disposição para fazer acontecer o que delimitou como meta , e a disponibilidade em atender sempre bem a quem quer que lhe procure.

Assim é Débora Torres. Um vulcão em constante ebulição, espraiando sua energia com a força e rebeldes cachos louros, os quais,  por semelharem aos meus,  fazem com que muitos perguntem se somos irmãs. “Sim”, tantas vezes respondo, “de alma, intenção e objetivos”.

Aurora, Guido Campos, Débora Torres e Ângelo Lima no I Festival de Goiânia

Assim como idealizou, criou e fez nascer o Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro (apoiada  pelo escritor Miguel Jorge e contando com o peso do nome e da trajetória de Rubens Ewald Filho), Débora o fez também em Anápolis, e tanto lá como cá, criou dois importantes e respeitados festivais de Cinema Brasileiro.

Walace Oliveira, Débora Torres, Aurora Miranda Leão e Delvo Simões: equipe afinada em Anápolis…

É o Brasil que vemos nas telas que ela “inventa” para iluminar o  cerrado brasileiro. É com uma infra-estrutura super qualificada e equipe de grande disposição que Débora vem conquistando a adesão de grandes produtores, realizadores, artistas e técnicos, capazes de contribuir para o melhor desenvolvimento de seu ideal de fazer e produzir cinema neste cenário tão pródigo em histórias, tão rico em cultura, e ainda tão deficitário em investimentos.

Ingra Liberato, Aurora Miranda Leão, Rosamaria Murtinho e Débora Torres

Semana passada, voltei de oito agradáveis dias passados no município goiano de Anápolis, onde Débora conseguiu implantar mais um festival marcante, que aconteceu em 2011, e já nasceu com oxigênio para vida longa.

Débora Torres e o Secretário Augusto Almeida na primeira edição em Anápolis…

O II Festival de Cinema de Anápolis teve fôlego de gigante e só confirma a natural vocação de Débora Torres para os grandes desafios e para consolidar sua história nas trilhas da Arte e da Cultura. A Prefeitura de Anápolis, na pessoa do prefeito Antônio Roberto Gomide, aceitou ingressar na proposta de Débora (através  da Secretaria de Cultura) e o resultado é que hoje Anápolis realiza um festival de cinema  pleno de méritos, com repercussões muito além das fronteiras de Goiás e com capilaridade suficiente para  crescer ainda mais e tornar-se referência no panorama de grandes empreendimentos artísticos implementados no país.

Também atriz, Débora está no curta O Sumiço de Alice, rodado em Anápolis ano passado…

Débora Torres festejada pela atriz Bruna Chiaradia em Anápolis…

E para quem pensa que entre um festival e outro, Débora estava só recarregando as baterias, aí vai uma ressalva: depois da  primeira edição em Anápolis, Débora conseguiu arranjar fibra e  assumiu a produção-executiva do filme Vazio Coração, primeiro longa do cineasta goiano Alberto Araújo, que está em fase de montagem. Além de reunir grandes profissionais na equipe técnica, Débora conseguiu juntar no elenco nomes de peso como Lima Duarte, Othon Bastos, Murilo Rosa, Beth Mendes, Oscar Magrini, o embaixador Lauro Moreira e Larissa Maciel, entre outros. Uma grande história vem a caminho…

Alberto Araújo e Débora Torres: vem aí o longa Vazio Coração

Ao lado desta profissional competente e sempre disposta a fazer mais e melhor, Débora Torres é uma pessoa que cultivou minha admiração e cativou minha estima também pelo seu perfil humanitário. É amiga para todas as horas, mãe dedicada, irmã solidária, e filha exemplar. Ao mesmo tempo em que  muitas vezes está ‘aperriada’ com tantas solicitações, sempre desatando os nós naturais numa produção com a intensidade e extensão de um festival de cinema –podemos vê-la reiteradas vezes ao telefone se virando em mil (ela cuida pessoalmente de tudo porque sabe que o olho do dono é que engorda o boi) -, ela também é capaz dos mais ternos gestos de delicadeza, afeto, simpatia e compreensão, bem como adora promover encontros, reverenciar os que simbolizam relíquias e trazem lições, e não se nega a uma boa dose de festa e comemoração.

Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho: encontro de Cinema

Foi Débora quem me trouxe a amizade de Rubens Ewald Filho; o encontro com os queridos Walter Webb, Guido Campos e Ângelo Lima; a oportunidade de desfrutar da companhia de Gustavo Falcão e Beto Brant; de conhecer Zezita Matos e Lola Laborda; e até o inesquecível encontro com a doce Isabella – a atriz que fez a inspirada ‘Capitu” de Paulo César Sarraceni. Sem falar em tantos tantos outros afetos e encontros marcantes.

Aurora, Walter Webb e Débora Torres no I Festival de Cinema de Anápolis

Isabella, a eterna ‘Capitu’, e Débora Torres, fotografadas por Aurora Miranda Leão na praia de Copacabana…

Eu estava em férias na Cidade Maravilhosa, e ela também, na companhia do filho Gabriel. Marcamos de nos encontrar na praia de Copacabana e assim  foi. Pouco mais de um ano depois, Isabella faleceu, e Débora ficou sabendo por este Aurora de Cinema. Dia seguinte, ela me ligou aos prantos lamentando e chorando a saudade da amiga por quem ainda queria fazer tanto.

 

Aurora, Alice Gonzaga e Débora Torres tietam Murilo Rosa: Anápolis 2011

Por outro lado, eu tive a honra de apresentar Débora a Alice Gonzaga, esta figura que tanto admiramos, grande e querida amiga, herdeira do pioneiro Adhemar Gonzaga (baluarte da crítica de Cinema e fundador da primeira produtora de cinema do país, a Cinédia). A Débora também apresentei outra amiga querida, a atriz Rosamaria Murtinho, e ela me reaproximou de Ingra Liberato, que eu não via pessoalmente há tanto tempo.

Walace Oliveira, Débora Torres e Aurora Miranda Leão: Cinema em Anápolis

Eu poderia ficar muitas horas e páginas comentando sobre Débora Torres e dizendo de sua importância no meu caminho. Tenho somente coisas boas a contar e muitas risadas pra rememorar. Mas tenho ainda de sair recolhendo sinais e impressões da segunda edição do Festival de Anápolis, e sobre Débora terei muitas e muitas outras oportunidades para  agradecer pela convivência e as oportunidades, e parabenizar pela disposição e maneira de estar na vida como quem sabe que o  relevante é construir pontes, ignorando as farpas da estrada, e buscando sempre alcançar as dimensões do Bem, do Bom e do Belo, para que a vida seja uma construção de somas favoráveis e não um rosário de lamentações tediosas  e infrutíferas.

Débora Torres, Rafaela Torres e Aurora Miranda Leão festejam sucesso do cinema em Anápolis…

Um beijo muito carinhoso a você, Débora, desta admiradora que tem a grata satisfação de inscrever-se entre suas amigas.

Anápolis encerra Festival de Cinema com fôlego de gigante…

Festival idealizado por Débora Torres e realizado pela Prefeitura Municipal reúne grandes filmes e expressivos nomes, provando que veio para ficar e demarcar importante espaço no cenário audiovisual

A segunda edição do Festival de Cinema de Anápolis consagrou como grandes vencedores os filmes Estômago, Olhos Azuis e Como Esquecer.

Realizado de 19 a 26 de março, o festival foi idealizado pela produtora e cineasta Débora Torres, e possível graças à Prefeitura Municipal (através da Secretaria de Cultura), que tem como diretriz básica investir em Cultura e Educação. Único festival a homenagear o pioneiro Adhemar Gonzaga (jornalista fundador da revista Cinearte e da Cinédia) com o nome de uma mostra, o Festival de Cinema de Anápolis reuniu importantes nomes da cinematografia brasileira, de diversas regiões, numa semana de muita troca de experiências, debates, oficinas, homenagens, e exibições gratuitas, no teatro municipal e em diversas praças de comunidades da periferia anapolina.

Rubens Ewald Filho assinou a Curadoria da Mostra Adhemar Gonzaga de Longas-Metragens, na qual concorreram os seguintes filmes: Onde está a felicidade ?; As melhores coisas do mundo; Estômago; Como esquecer; O Palhaço; e Olhos azuis – todos os filmes contaram com pelo menos um representante presente ao festival, que teve ainda mostra de curtas anapolinos e mostra de documentários do centro-oeste.

A abertura foi com o documentário Bokemboka – a trajetória de ‘Seu Menino’ (vencedor do Prêmio Incentivar, concedido pela Prefeitura Municipal de Anápolis, na primeira edição do Festival), seguindo-se Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho.

Entre os muitos homenageados, Zózimo Bulbul, João Batista de Andrade, Embaixador Lauro Moreira, Vantoen Pereira Jr., Hermes Leal, André Moraes, Oscar Magrini, David Cardoso e Bete Mendes (a única que não pôde comparecer devido a compromissos por conta da novela Gabriela). Todos estes receberam o Troféu Anápolis, criação do artista anapolino Napefi.

David Cardoso também recebeu o troféu Anápolis e lançou livro no Festival…

Betina Vianny lançou livro com a obra do pai, e recebeu cumprimentos de Aurora Miranda Leão…

O festival também contou com lançamentos dos seguintes livros: ‘Davi Cardoso – O Rei da Pornochanchada’, autobiografia do ator; Acervo de Alex Vianny, de autoria da atriz Betina Vianny; Ensaios de Cinema, do crítico L.G. de Miranda Leão; Dicionário de Filmes Brasileiros – Curtas e Médias, por Antônio Leão; Cinema (d) e Horror: ensaios críticos, por Carolina Sartomen; além do lançamento do Box Mulheres que fazem cinema, reunindo 10 curtas de cineastas goianas – lançamento da Associação de Cinema Independente de Goiás (Acine).

No palco, convidados recebem box Mulheres de Cinema, lançado pela ACINE…

O Festival de Anápolis contou ainda com uma mostra paralela de filmes do cineasta João Batista de Andrade, e outra com curtas-metragens do ator e cineasta Zózimo Bulbul, que também participou (e foi muito aplaudido) de debate promovido pelo Cineclube Xícara da Silva, co-realizador do Festival. Aliás, cineclubistas do centro-oeste estiveram reunidos ali também por conta do I Encontro Anápolis de Cineclubes. E teve ainda o Festivalzinho, de 20 a 25 de março, com a exibição do filme Pequenas Histórias, de Helvécio Ratton, ofertado às crianças das escolas municipais mas com entrada franca a toda a comunidade.

Zózimo Bulbul e Vladimir Carvalho em foto de Aurora Miranda Leão…

Germano Pereira mostrou que além de ótimo ator, também canta e toca com simpatia e competência… a noite foi no Pub 767 e a platéia quase não deixa ele sair do palco… Saravá !

A comissão julgadora, coordenada pelo produtor Delvo Simões, foi formada por Rosamaria Murtinho, Alice Gonzaga, Leandro Firmino da Hora, Walter Webb, Ingra Liberato, o embaixador Lauro Moreira, Germano Pereira, Vladimir Carvalho e Jarleo Barbosa. Dentre as oficinas, Cinema e Filosofia com a socióloga gaúcha Ada Kroef, e Produção de curta digital de baixo custo, com o dramaturgo e roteirista Alex Moletta.

Alice Gonzaga, David Cardoso e Aurora Miranda Leão no hall do Teatro Municipal…

Murilo Rosa e Elisa Tolomelli no debate sobre o longa Como esquecer

Além de todos os nomes já citados, circularam em Anápolis na semana do Festival, os seguintes atores, atrizes e produtores: Carlos Alberto Riccelli, Murilo Rosa, Fernando Alves Pinto, Irandhir Santos, Erom Cordeiro, Gustavo Machado, Babu Santana, Bruna Barros, Elisa Tolomelli, Cláudia Natividade, Mallu Moraes, Ana Carolina Machado (do filme O Carteiro), Wandi Doratiotto, Flávia Rodrigues, Ângelo Lima, e as belas atrizes Gisella Motta e Bruna Chiaradia (do filme O Palhaço).

Gisella Motta, Flávia Rodrigues, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão…

Wandi Doratiotto, Aurora Miranda Leão e Fernando Alves Pinto: curtição na noite anapolina…

Carlos Alberto Riccelli também curtiu a noite anapolina e distribuiu simpatia…

De quebra, a organização do Festival ofereceu alguns passeios prá lá de especiais, entre esses uma visita à Base Aérea de Anápolis, ao Porto Seco, e um passeio à Pirenópolis, onde um grupo, liderado pelo produtor Walter Webb, foi fazer uma visita à atriz Eliane Lage (Diva do cinema brasileiro dos anos 50, estrela dos filmes Sinhá Moça e Ravina).

Walter Web, Eliane Lage, Lucília e Vladimir Carvalho, e Lauro Moreira…

Confira os vencedores:

1.1 – Melhor Filme de Ficção  – ESTÔMAGO-de Marcos Jorge-R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) mais troféu;

1.2 – Melhor Direção-OLHOS AZUIS-de José Joffily – R$ 12.500,00 (doze mil e quinhentos reais) mais troféu;

1.3 – Melhor Ator-OLHOS AZUIS-Irandhir Santos –R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.4 – Melhor Atriz-COMO ESQUECER-Ana Paula Arósio –R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.5 – Melhor Ator Coadjuvante-ESTÔMAGO-Babú Santana – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.6 – Melhor Atriz Coadjuvante-ESTÔMAGO-Fabíula Nascimento – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.7 – Melhor Roteiro-OLHOS AZUIS- Paulo Halm e Melanie Dimantas – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.8 – Melhor Fotografia-AS MELHORES COISAS DO MUNDO- Mauro Pinheiro Jr. – R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.9- Melhor direção de Arte-O PALHAÇO- CLAUDIO AMARAL PEIXOTO-

R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.10-Melhor Montagem-OLHOS AZUIS- Pedro Bronz- R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.11-Melhor Som-ONDE ESTÁ A FELICIDADE?- Miriam  Biderman, ABC, e Ricardo Reis

 R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

1.12-Melhor trilha Sonora-AS MELHORES COISAS DO MUNDO-BiD- R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu; 

A produtora e roteirista Cláudsa Natividade com Babu Santana: prêmios para Estômago

1.13- – Melhor curta-metragem documentário do Centro-Oeste-DIGA 33-de Angelo Lima –– R$ 6.250,00 (seis mil duzentos e cinquenta reais) mais troféu;

 

David Cardoso, Carlos Alberto Riccelli e Rubens Ewald Filho: feliz reencontro de amigos…

1.14 – Melhor curta-metragem Anapolino-O GIRO DA CAPELINHA-de Arnaldo Salustiano de Moura – Prêmio Incentivar- Secretaria Municipal da Cultura à Produção de curta-metragem que será destinado à produção de um novo curta-metragem a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do 3º ANÁPOLIS FESTIVAL DE CINEMA – R$ 37.500,00 (trinta e sete mil e quinhentos reais) mais troféu;

 

Débora Torres e Alice Gonzaga: amizade acalentada pela Sétima Arte…

Anápolis vai consolidando Festival de Cinema com competência e profissionalismo

AURORA DE CINEMA, DIRETO DO FESTIVAL DE ANÁPOLIS

É estimulante perceber as importantes melhoras no Festival de Cinema de Anápolis…

Estive aqui na primeira edição e por isso posso afirmar com conhecimento de causa: o Festival de Cinema de Anápolis cresceu consideravelmente nesta segunda edição e já é um dos mais fortes do primeiro semestre no circuito de festivais de cinema brasileiro.

Débora Torres e sua competente equipe estão de Parabéns !

Erom Cordeiro, Bruna Chiaradia, Giselle Mattos e a videasta goiana Flávia no debate pós-sessão de O Palhaço

Público participou ativamente dos debates no festival de Anápolis…

Antônio Leão autografa Dicionário de Curtas e Médias para a cineclubista Carol Paraguassu, uma querida…

Betina Vianny autografa livro sobre o pai para a atriz Ingra Liberato…

Cinema por mulheres: Gisella Motta, Flávia, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão

Murilo Rosa e Elisa Tolomelli apresentam filme Como Esquecer

Ingra Liberato concede entrevista para o videomaker Carlos César…

O Sumiço de Alice encerra esta noite II Festival de Anápolis

Com homenagens a diversos nomes do Cinema Brasileiro e entrega de prêmios aos vencedores, será encerrada esta noite a segunda edição do Festival de Cinema de Anápolis, em Goiás

Curta-metragem reunindo os participantes do I Festival de Anápolis será exibido esta noite…

Depois de uma semana intensa no agradável clima de fazenda da Estância Park – encantador resort de Anápolis- , numa convivência onde o cinema foi o pontapé das conversas e encontros, a noite de hoje será de alegria, festa e celebração, mesmo embalada numa crescente aura de saudade…

O AURORA DE CINEMA está na área conferindo e guardando momentos singulares. Confira estas imagens:

O cenário paradisíaco da Estância que hospeda os convidados do festival…

Germano Pereira, Alice Gonzaga, Rubens Ewald Filho e Aurora Miranda Leão…

Erom Cordeiro, Aurora, Leandro Firmino e Guido Campos…

Encontro feliz em Anápolis: Aurora Miranda Leão, Babu Santana e Bruna Barros…

Anápolis vai viver semana de Capital do Cinema Brasileiro

Está tudo pronto para o II Anápolis Festival de Cinema. O festival, idealizado e coordenado pela produtora e cineasta Débora Torres, reverteu-se de pleno êxito quando de seu lançamento, ano passado, e este ano vem maior e com boas novidades. O festival será aberto na próxima segunda, 19, às 19 horas, e prossegue até dia 26, no Teatro Municipal de Anápolis.

Débora Torres (entre Murilo Rosa e Alberto Araújo): energia para comandar um festival que já nasceu grande…

A abertura do II Anápolis Festival de Cinema será marcada pela exibição do filme documentário Bokemboka – A trajetória de Washington “Seu Menino”. A obra tem direção de Carlos César, o Cesinha, e foi produzido a partir do Prêmio Incentivar da primeira edição do festival.

A abertura da Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro será com a exibição do documentário Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, um olhar sobre as bandas e o movimento de rock em Brasília, nos anos de 1970. 

Rubens Ewald Filho, Curador da Mostra de Longas, é presença garantida

O festival ainda terá a presença do renomado crítico de cinema e curador da Mostra de Longas-metragens Convidados, Rubens Ewald Filho; do curador da Mostra de Curtas Documentários do Centro- Oeste, Beto Strada; a atriz e curadora da Mostra Curtas Anápolis, Mallu Moraes; os atores Leandro Firmino e Germano Pereira, e o cineasta João Batista de Andrade.

Germano Pereira, sucesso na novela Passione, estará no festival de Anápolis

A mostra de longas-metragens de Ficção Brasileira homenageia o pioneiro Adhemar Gonzaga, fundador da CINÉDIA, a primeira companhia cinematográfica brasileira. Nessa modalidade, além do filme Rock Brasília, serão exibidos, a cada noite, os filmes Onde está a Felicidade ?, de Carlos Alberto Riccelli; As Melhores Coisas do Mundo, de Lais Bodanzki; Estômago,de Marcos Jorge; O Palhaço, de Selton Mello; Como Esquecer,de Mallu De Martino; e Olhos Azuis, de José Joffily, sempre às 19 horas, no Teatro Municipal.

Selton Mello vai a Anápolis com o seu premiado O Palhaço

O II Anápolis Festival de Cinema é aberto a toda comunidade, a qual terá a oportunidade de acompanhar a exibição de filmes de produção regional e nacional gratuitamente. O festival ainda possibilita a aproximação da plateia com atores e produtores cinematográficos, gerando assim uma interação única oportunizada pelo Festival.

Alice Gonzaga, filha do pioneiro Adhemar Gonzaga, estará na comissão julgadora e no curta O Sumiço de Alice, a ser exibido no encerramento…

FESTIVALZINHO

Junto à programação do II Anápolis Festival de Cinema, acontece o Festivalzinho, sessões de filmes desrtinados às crianças da rede municipal de ensino. Também serão ministradas durante o festival as oficinas Cinema & Filosofia com Ada Kroef , e Produção de Curta Digital de Baixo Custo com o cineasta/ator/dramaturgo Alex Moleta, além da realização de debates com diretores, produtores e elenco dos filmes das mostras competitivas.

A atriz Bete Mendes é presença confirmada em Anápolis

Presenças

O Festival contará com a presença de grandes personalidades do cinema como Rubens Ewald Filho (curador da mostra de longas convidados); do compositor e trilheiro, André Moraes; Beto Strada (curador da mostra de curtas documentários do Centro- Oeste); as atrizes Mallu Moraes (curadora da mostra de curtas anapolinos), Bete Mendes, Rosamaria Murtinho (presidente do júri), Betina Viany e Ingra Liberato; os atores Oscar Magrini, Irandhir Santos, Leandro Firmino, Germano Pereira, Murilo Rosa, Gustavo Machado, Wandi e Babu Santana; os cineastas Zózimo Bulbull, Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, João Batista de Andrade, José Joffily, Jarleo Barbosa, Walter Webb, Vladimir Carvalho e Alex Moleta (oficineiro do festival); o embaixador Lauro Moreira; os jornalistas, Hermes Leal, Cid Nader e Aurora Miranda Leão (também atriz e cineasta); os produtores Fabiano Gullane, Marcelo Tôrres, Elisa Tolomelli, Ligocki, Alice Gonzaga, Biza Viana e Cláudia Natividade; o fotógrafo Vantoen Pereira Júnior; entre outros.

 A atriz Ingra Liberato vai levar sua beleza para Anápolis…

Premiações

Os filmes selecionados para o II Anápolis Festival de Cinema concorrerão ao troféu Beto Leão de Cinema.  O prêmio é uma homenagem in memoriam ao ex-crítico, pesquisador, roteirista, diretor, produtor e escritor goiano. Também serão conferidos o Troféu Anápolis (criação do artista plástico Napefi) aos vencedores e Troféu Anápolis Homenagem a nomes significativos do cinema brasileiro.

Irandhir Santos, do elenco de Olhos Azuis, estará em Anápolis

OS LONGAS DE ANÁPOLIS
Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro
ROCK BRASÍLIA – Era de Ouro

Datal: Dia 19 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 20 de Março às 19 horas
Local: Parque Ipiranga 

ONDE ESTÁ A FELICIDADE ?

Datal: Dia 20 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 21 de Março às 19 horas
Local: Industrial Munir Calixto 
AS MELHORES COISAS DO MUNDO

Datal: Dia 21 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 22 de Março às 19 horas
Local: Vila Formosa 
ESTÔMAGO

Datal: Dia 22 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Distrito de Goialândia – Anápolis GO 

O PALHAÇO

Datal: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Distrito de Souzânia – Anápolis GO


COMO ESQUECER

Datal: Dia 24 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 25 de Março às 19 horas
Local: Bairro São Joaquim 

OLHOS AZUIS

Datal: Dia 25 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 26 de Março às 19 horas
Local: Bairro Recanto do Sol

Confira a premiação:

Longa-metragem de ficção – Mostra Adhemar Gonzaga

Melhor Filme de Ficção – R$ 25 mil, mais troféu;
Melhor Direção – R$ 12,5 mil, mais troféu;
Melhor Ator –R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Atriz –R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Ator Coadjuvante – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Roteiro – R$ 6.250  mil, mais troféu;
Melhor Fotografia – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Direção de Arte – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Montagem – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Som – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Trilha Sonora – R$ 6.250 mil, mais troféu.

Curta- metragem Documentários do Centro-Oeste

Melhor curta-metragem do Centro-Oeste – R$ 6.250 mil, mais troféu.

Curta Anápolis 

Melhor Curta Metragem Anapolino – Prêmio Incentivar – Secretaria Municipal da Cultura. A premiação será destinada à produção de um curta, a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do III Anápolis Festival de Cinema. Valor do prêmio R$ 37,5 mil, mais troféu.

O Sumiço de Alice será atração na festa de encerramento do Festival de Anápolis

 

O Sumiço de Alice, mais recente curta-metragem Aurora de Cinema Produções, foi escolhido para abrir a solenidade de encerramento da segunda edição do Festival de Cinema de Anápolis, que começa no próximo dia 19 e prossegue até dia 26.

Alice Gonzaga, grande inspiradora e homenageada com o curta de Anápolis…

Rodado em Anápolis (GO), durante o I Festival de Cinema de Anápolis (idealizado e coordenado pela cineasta Débora Torres), realizado em abril de 2011 no município goiano, o curta é um trabalho experimental que agrega diversos nomes importantes do cinema nacional. 

A inspiração veio numa visita à bucólica cidade de Pirenópolis, em passeio proporcionado pela organização do festival, reunindo diversos realizadores, produtores e artistas. 

Berço de tantos filmes brasileiros (como “Simeão, o boêmio”, primeiro filme dirigido pelo goiano João Bennio; O Tronco, de João Batista de Andrade; O Leão do Norte, de Carlos Del Pino; e o curta Borralho, do maranhense Arturo Sabóia de Almada), Pirenópolis é um município tombado pelo Patrimônio Histórico, a atrair, durante todo o ano, um enorme fluxo de turistas por conta de suas belezas naturais, sua tranqüilidade e suas festas populares, como as tradicionais Cavalhadas.

 

Selva Aretuza estreia como atriz em atuação descontraída…

Gravado em formato digital, com imagens captadas em mini DV, o curta O Sumiço de Alice é mais uma produção Aurora de Cinema, finalizada em parceria com a Cabeça de Cuia Filmes (da fotógrafa e cineasta cearense Lília Moema). 

Guido Campos, ator goiano, tem participação destacada em O Sumiço de Alice…

O processo de produção resume-se a 3 dias de filmagens no circuito Teatro Municipal-Estância Park de Anápolis, mas, apesar do pouco tempo, o filme conta com elenco estelar, onde despontam o talento vibrante de Zezeh Barbosa, a criatividade singular dos goianos Deborah Torres e Guido Campos, a expressividade da atriz Dila Guerra, a criatividade do escritor Miguel Jorge, a descontração do cineasta e produtor Walter Webb, a simpatia de Alice Gonzaga, o tom descontraído de Mallu Moraes, a seriedade na estréia de Selva Aretuza e Manaíra Carneiro, além da inteligente participação dos jornalistas Cid Nader e Felipe Brida.

 

Mallu Moraes, Guido Campos e Dila Guerra: trio é pura descontração …

Um belo plano-seqüência gravado em Pirenópolis responde pela abertura de O Sumiço de Alice. O filme vai-se desenvolvendo e, ao longo de seus 20 minutos, uma sucessão de imagens e depoimentos insólitos vão mapeando a intrincada história do inopinado e misterioso sumiço de Alice.

 

Débora Torres: produtora revela dimensão de seu talento como atriz…

Até o final, paira no ar a pergunta que não quer calar: como e porquê Alice sumiu  

* O Sumiço de Alice terá sua  exibição pública no II ANÁPOLIS FESTIVAL DE CINEMA, às 19h, abrindo a solenidade de encerramento. 

A  ótima Zezeh Barbosa é destaque com participação cativante e bem humorada…

FICHA TÉCNICA 

Argumento, Roteiro, Fotografia e Direção: Aurora Miranda Leão

Produção: Aurora de Cinema e Cabeça de Cuia Filmes

Apoio de Set: Pedro Pinheiro e Ângela Torres

Assistente de produção: Itamar Borges, Mallu Moraes e Luziany Gomes

Direção de Platô: Laura Pires

Trilha sonora  – Carmina Burana, de Mozart (versão remix)

                                 Capricho, de Villa Lobos

 (Antônio Meneses, violoncelo - Cristina Ortiz, piano)

                            

Edição: Aurora M. Leão e Lília Moema

Still: Edvaldo Cajazeira e Laura Pires

Elenco:  ALICE GONZAGA

                ZEZEH BARBOSA

                DÉBORA TORRES

                GUIDO CAMPOS

                WALTER WEBB

                MIGUEL JORGE

                SELVA ARETUZA               

                DILA GUERRA

                MALLU MORAES

                JOÃO BATISTA DE ANDRADE

                MANAÍRA CARNEIRO

                CID NADER

                FELIPE BRIDA

                SERINA RARUÁ

                ITAMAR BORGES

                LAURA PIRES

                ED CAJAZEIRA

 

Tânia Carvalho e Hernani Heffner: novos cursos na CINÉDIA

Quem convida é Alice Gonzaga. E quando ela convida, é porque vale a pena !

Alice Gonzaga: bastião em defesa do Cinema Brasileiro

Para os que apreciam Cinema ou querem saber mais sobre meandros da Cultura, a chance é esta ! 

Curso : Cinema Brasileiro Contemporâneo

A Cinédia Cena Criativa abriu as inscrições para cursos a serem promovidos nos próximos meses. Dentro da programação, uma excelente pedida é o curso Cinema Brasileiro Contemporâneo, ministrado pelo pesquisador Hernani Heffner, cujo foco é um instigante passeio pelos contornos da produção cinematográfica recente do país, tanto em termos estéticos quanto históricos.

 

Heffner: Cinema traduzido em aulas primorosas…

Hernani Heffner é conservador-chefe da Cinemateca do MAM, curador do Festival Cine-Música, professor da PUC-RJ e pesquisador da Cinédia.  A partir do dia  15, às 19h. 

Outro dos mais interessantes cursos da programação CINÉDIA é o curso com a jornalista Tania Carvalho, uma das profissionais mais queridas e mais competentes de sua área.

Curso: AS DORES E DELÍCIAS DE SER UM GHOST WRITER

Para a jornalista Tania Carvalho, a função do ghost writer é pesquisar, entrevistar, recolher arquivos e papéis esparsos, enfim, toda a memorabilia sobre o assunto e, especialmente, OUVIR o autor, porque as ideias, o jeito de se comunicar, os maneirismos são daquele que assina o livro. O ghost é simplesmente um ghost e disso deve se orgulhar. 

 

Tania Carvalho é autora de alguns dos mais significativos títulso de biografias lançadas pela Coleção APLAUSO (Imprensa Oficial de São Paulo). Seus textos são uma delícia: você lê de um fôlego só !

Cá entre nós, ser aluna de Tania carvalho deve ser um tremendo privilégio !

Portanto, se você é do rio ou pode estar por lá e fazer este curso; se gosta de jornalismo e de ler um texto bem escrito, aproveite esta chance.

A Cinédia Cena Criativa oferece o curso inédito AS DORES E DELÍCIAS DE SER UM GHOST WRITER, a partir do dia 20, sempre às 19h.

Imperdível !

 Tania Carvalho assina alguns dos mais relevantes lançamentos da Coleção APLAUSO…
 
Para quem quiser conhecer mais o meticuloso e consagrado trabalho de Tania Carvalho, vale o www.taniacarvalho.net.

 Cinédia Cena Criativa

Rua Santa Cristina, n° 5 – Glória

Tel. (21) 2221-2633     

cinediacenacriativa@gmail.com 

 Mais informações : cinediacenacriativa@gmail.com

Cinema no Brasil completa 115 anos …

Apesar de historiadores divergirem sobre o endereço exato da exibição, Rio vai instalar placa comemorativa na Rua do Ouvidor

Em uma sala alugada do Jornal do Commercio, na Rua do Ouvidor, centro do Rio, ocorreu há exatos 115 anos a primeira sessão de cinema do Brasil. Para marcar a data, a RioFilme anunciou que vai colocar uma placa indicando o local.
“Foi uma iniciativa do belga Henri Paillie, um exibidor itinerante”, lembra o pesquisador Hernani Heffner, especialista em restauro de filmes. Paillie mostrou aos cariocas oito filmetes de cerca de um minuto, com interrupções entre eles. Provavelmente, haviam sido comprados na França e vistos pela Europa, alguns retratando apenas cenas pitorescas do cotidiano.

As exibições duraram duas semanas, contou ontem Heffner, e ficaram restritas aos cariocas mais abastados. “Paillie cobrava ingresso e não era barato. O cinema era para a elite, não para o povão, uma atividade de luxo. Ele era um personagem obscuro. O que se sabe é o que saiu na imprensa à época.”

Segundo o livro Palácios e Poeiras: 100 anos de Cinemas no Rio de Janeiro, da pesquisadora e dona da CINÉDIA, Alice Gonzaga, a sessão ocorreu no número 57 da Rua da Ouvidor. A numeração mudou nesses 115 anos – não é possível saber ao certo em qual das lojas foi.

Luiz de Barros e Adhemar Gonzaga: pioneiros a quem muito deve o Cinema Brasileiro

Hoje popular, a Rua do Ouvidor era sofisticada, a mais importante da então capital do País. Reunia lojas de todos os gêneros, redações de jornais, livrarias e pedestres em suas melhores roupas. Foi a primeira a receber iluminação a gás, em 1860.

O pioneirismo continuou ao abrigar não só a primeira exibição de filme projetado em tela diante de uma plateia – antes só era possível a experiência individual, pelo cinematógrafo inventado por Thomas Edison, em 1888 -, mas também a primeira sala fixa e regular de cinema: o Salão de Novidades Paris, inaugurado em 1897 por Pascoal Segreto, no ano seguinte à sessão celebrada pela placa.

Este empresário italiano radicado no Rio trouxe da França a inovação dos irmãos Lumière um ano após sua projeção inaugural. Antes do Salão, a cidade só tinha acesso às chamadas “vistas” (filmetes) por meio de exibidores ambulantes, como Paillie, que usavam equipamentos de projeção franceses para mostrar a novidade em diferentes espaços, como teatros e cafés – daí a dificuldade de se precisar o endereço da primeira sessão.

Controvérsia. O tempo deixou esmaecidos esses registros. “Tem uma história que as primeiras imagens do Rio foram filmadas pelo irmão do Paschoal, Afonso Segreto, que chegava da Europa. Seria uma tomada da entrada da Baía de Guanabara. Essas imagens não existem mais”, diz o professor de Cinema da Universidade Federal Fluminense, José Marinho de Oliveira.

“Homenagem faz quem quer, do jeito que quer, mas não há nenhuma confirmação da primeira sessão”, diz José Inácio de Melo Souza, autor do livro Imagens do Passado, que fala dos primórdios do cinema no Rio e em São Paulo. “Essa primeira sessão seria a do filme do Segreto, mas nunca se soube ao certo. Eles deveriam colocar a placa falando da abertura do Salão de Novidades, seria mais correto.”

A placa está sendo confeccionada e será colocada pela RioFilme e pela Subsecretaria de Patrimônio da Secretaria de Cultura. O presidente da RioFilme, Sérgio Sá Leitão, disse que está a par da controvérsia. “Mas consideramos que há elementos suficientes para assegurar que neste dia, na Rua do Ouvidor, foi exibido um filme. E muito provavelmente foi a primeira vez na cidade e no País. A ideia é assinalar o pioneirismo do Rio e sua vocação precoce para o cinema.”

Cena da comédia Acabaram-se os otários, primeiro filme sonoro brasileiro

CURIOSIDADES

Primeira sala
Paschoal Segreto criou no Rio, em 1897, o Salão de Novidades Paris.

Primeiro sucesso
Com 800 exibições, foi o média metragem Os Estranguladores (1906). Filmes sobre crimes davam maior audiência.

Dublagem ao vivo
Na virada da década de 1910, as películas eram “cantadas”, isto é, com atores dublando-se ao vivo, por trás da tela, com base em imagens já gravadas.

A chegada dos americanos
Em 1911, eles abriram no Rio o Cinema Avenida para exibir exclusivamente filmes da Vitagraph. Com a 1ª Guerra Mundial, a produção europeia se enfraquece e os EUA passam a dominar o mercado mundial.

O primeiro filme sonoro brasileiro
Foi a comédia Acabaram-se os otários (1929), de Luiz de Barros.

Novos Cursos CINÉDIA

A bela casa-sede da CINÉDIA em Santa Tereza: local virou reduto de estudiosos de Arte, amantes da Cultura e apaixonados pela Sétima Arte…

Alice Gonzaga – ao lado do busto do pai, o jornalista ADHEMAR GONZAGA, pioneiro na disposição de criar uma indústria cinematográfica no Brasil : levando adiante o legado do baluarte, transformando o sonho do pai e dividindo o cotidiano da CINÉDIA com jovens, estudiosos e interessados em Arte & Cultura de modo geral.

Newsletter .JPG

ARRASTÃO ANÁPOLIS !

Aurora de Cinema na cobertura do Festival 

 Bela Semente em Prol do Cinema Brasileiro

 

Anápolis, o segundo mais desenvolvido e promissor município de Goiás, bem próximo à bela e hospitaleira Goiânia, acolheu em abril passado um bom bocado do cinema brasileiro. A prefeitura deu chance e Débora Torres, uma mulher aguerrida, dedicada às produções que assina, competente, forte, solidária e disposta, semeou mais um terreno em Goiás, que deverá gerar belos e imponentes galhos para açambarcar todo o variado painel que, cada vez mais, o cinema brasileiro descortina.

Aurora Miranda Leão, Débora Torres, Ed Cafezeira e Almir Torres no resort ESTÂNCIA

O I Festival de Cinema de Anápolis, de 12 a 18 de abril, foi um momento precioso de encontro entre gente que faz cinema – nos bastidores, nos palcos, nas platéias, por trás das câmaras e nas telas dos quatro cantos do mundo.  Estive por lá, com muita honra, como jornalista convidada, e fiquei encantada.

Desde a acolhida no aeroporto, onde três jovens da equipe de Débora já me esperavam há algum tempo – Pedro Pinheiro, Tatiana Lopes e a bela Jéssica – . Ali, reencontrei o simpático casal Laura Pires e Edvaldo Cafezeira, dois queridos de longa data. Assim, tudo foi muito convidativo, desde o início.

Aurora recebe caloroso abraço de Débora Torres na chegada a Anápolis…

O trajeto Goiânia-Anápolis é feito em estrada com boa manutenção e se faz ligeiro. Chegar e dar de cara com o precioso espaço do resort Estância Park foi outra boa surpresa. Foi lá que revi minha querida amiga Débora, idealizadora e coordenadora-geral do Festival que seria aberto àquela noite. Ela vinha acompanhada do irmão Almir, outro que deu a maior força para o êxito do Festival.

Fomos almoçar no amplo e vem servido resto da Estância e lá reencontrei o colega de batente, Cid Nader, outro cujo astral sempre favorece momentos aprazíveis.

Quando a noite começou a se insinuar, nos trouxe junto o abraço da querida Alice Gonzaga, grande baluarte do nosso Cinema, feliz por estar acompanhando a meritório Homenagem ao pai, que nomina a mostra competitiva de longas-metragens.

Aurora Miranda, Selva Aretuza e Alice Gonzaga: companheiras de cinema em Anápolis

A abertura foi no Teatro Municipal: noite festiva, platéia lotada e a primeira exibição pública do filme Hollywood no Cerrado, de Tânia Montoro e Armando Bulcão, um documentário revelador para o quão Anápolis tem a ver com parte da história do cinema, sobretudo o de Hollywood: afinal, no município goiano que agora envereda pelas trilhas do audiovisual, viveu e floresceu muita gente de prestígio no cinema norte-americano, como Joan Lowell, Mary Martin, Larry Hagman, Gilbert Adrian.

Nesta noite, a atriz francesa Eliane Lage – grande diva do cinema brasileiro nos anos 50 (há três décadas, feliz moradora de Pirenópolis), reencontrou-se, depois de tantos anos, com os amigos Walter Webb e Alice Gonzaga. Um belo encontro, abonado em frente ao palco do Teatro Municipal de Goiânia.

Débora Torres, cineasta Alberto Araújo e Tânia Montoro em noite de cinema em Anápolis

A platéia anapolina adorou se ver na tela: suas reações de aprovo eram indisfarçáveis, e ouviam-se muitos risos durante algumas passagens. Oxalá o filme tenha boa visibilidade pelas telas do país e chegue também em solo americano. A comunidade anapolina merece.

O festival teve duas mostras competitivas: a de Longa-Metragem de Ficção Brasileiro, adequadamente chamada Adhemar Gonzaga, num justo e belo preito ao jornalista pioneiro da indústria cinematográfica no Brasil, e a mostra Curta Anápolis, para dar visibilidade à produção anapolina, de todos os gêneros. O Troféu Anápolis, criado pelo artista plástico Napefi, foi entregue a personalidades como Vladimir Carvalho, Miguel Jorge, Tizuka Yamazaki, Ingra Liberato, Murilo Rosa, Luiz Carlos Vasconcellos e Mallu Moraes, além de ter sido entregue aos representantes dos filmes vencedores.

A programação também disponibilizou seu foco para as crianças da rede municipal de ensino – tendo sessões super concorridas – e proporcionou o I Encontro de Cineclubes do Centro-Oeste – com direito à oficina cineclubista coordenada por Carol Paraguassu, e a presença muito intensa de cineclubistas da região.

Edvaldo Cafezeira, Aurora Miranda, Walter Webb e Débora Torres…

Em Anápolis também aconteceram diversas oficinas – alvitres da agilidade mental e disposição para o trabalho que Débora Torres demonstra a todo momento, mesmo quando não se dá conta disso – com aulas de roteiro, produção e direção ministradas pelo baluarte Walter Webb.

Walter Webb distribui simpatia entre Eliane Lage e Alice Gonzaga: trio-Patrimônio

Aliás, sobre esta figura é preciso um parêntese especial: Walter Webb foi presença das mais solicitadas e encantadoras em Anápolis, a todos dedicando uma palavra especial, uma atenção calorosa, um bom fio de enriquecedora conversa, em qualquer direção. Uma enorme alegria conhecê-lo e privar de seu convívio.

Aurora Miranda Leão e a alegria de reencontrar ator Guido Campos

Falando nisso, o que não faltou em Anápolis foi a convivência  com pessoas do mais significativo quilate… ainda estou por descobrir se isso é fruto da energia revitalizante que emanava da acolhedora Estância Park (o belo resort que nos serviu de cenário e aconchego por uma semana) ou se esses “presentes” se configuram no espaço a cada vez que minha irmã querida Débora Torres toma a colcheia e toca pra frente uma enorme caravana de holofotes em direção aos artistas do Cinema e ao cinema dos Artistas Brasileiros.

Serina Raruá e Aurora Miranda Leão: Sétima Arte acontecendo em Anápolis

Desta vez, ela nos trouxe a delicadeza e prestatividade de Serina Raruá, além da disponibilidade sempre atenta de Ângela Torres e a presença sempre benfazeja de Guido Campos e Rubens Ewald Filho, este Homem-Cinema sempre a encantar com sua simplicidade, simpatia, riqueza de memória e conhecimento abalizado sobre tantos temas, um mestre na arte de seduzir e encantar porque nele notoriedade, prestígio, desafetação, riqueza espiritual e carisma são um só trevo de cinco folhas.

E por falar nele, Rubens destacou o quanto a história de Anápolis revela uma espécie de predestinação para o cinema, uma vez que ali viveram, entre os anos 40 e 50, Janet Ganyor – atriz principal do grande clássico do cinema, o filme Aurora, de Murnau -, e seu marido Gilbert Adrian (um dos grandes estilistas de Hollywood). E citou também a presença de Mary Martin, atriz de grandes musicais da Broadway, em cuja biografia há uma marcante passagem pela cidade. “Com uma história dessas, com certeza já estava escrito nas estrelas que Anápolis está diretamente ligada ao cinema”

Secretário Augusto César, Débora Torres, Rubens Ewald Filho e o prefeito Gomide

E assim, divididos entre ricos papos sobre a Sétima Arte, piadas e generosos encontros nos espaços da Estância Park, de dia, e filmes, debates e fartos churrascos noturnos, transcorreu aquele adorável período do festival de cinema de Anápolis.

Neusa Borges, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida: respirando cinema em Anápolis

Churrascaria Los Pampas foi ponto de encontro todas as noites… Haja churrasco !

A cada noite, um debate após os filmes, comandados ora por Débora ora por Guido, reunia público e realizadores num importante intercâmbio de idéias artísticas e disponibilidade para a informação. Toda noite também o entorno do Teatro Municipal acolhia o público, imprensa e convidados com um barzinho agradável e de preços convidativos, aliado a um bom momento musical com artistas da cidade.

Aurora Miranda Leão e Laura Pires na noite-lançamento biografia Roberto Pires

Em Anápolis, também havia uma janela para livros sobre cinema: ali foram lançados o ótimo livro do amigo Alex Moletta – “Criação de Curta-Metragem em Vídeo Dgital” -, o histórico livro de Beto Leão sobre os 100 Anos do Cinema Goiano, e a biografia do cineasta baiano Roberto Pires, que sua viúva Laura Pires autografava emocionada, junto ao lançamento da cópia restaurada do filme Redenção, título iniciático da carreira de Roberto e primeiro longa-metragem baiano.

O festival possibilitou também que, a cada noite, os filmes exibidos no dia anterior pudessem ser vistos por maior número de pessoas, sendo então ofertados em algumas praças de Anápolis, e a equipe comandada pelo elétrico Itamar Borges registrava tudo em making-of.

Débora Torres e o Secretário Augusto César abraçam necessidade do Festival

Os filmes concorrentes eram: Orquestra de Meninos, representado por Murilo Rosa (homenageado com o Troféu Anápolis) – seguido por uma legião de fãs que o acompanhou o dia inteiro em Anápolis: o ator arrebatou uma multidão ao belo parque Ypiranga numa tarde em que diversas orquestras da cidade tocaram em sua homenagem.

Aurora M. Leão e Felipe Brida: jornalistas também tietaram o premiado Murilo Rosa

Murilo foi atencioso e simpático com todos, não se furtando a posar para fotos, dar autógrafos e espalhar beijinhos e abraços entre as tietes. Na visita ao parque municipal, Murilo Rosa (sempre acompanhado dos pais) foi recebido pelo prefeito Antônio Gomide, o secretário de Cultura, Augusto César de Almeida, a diretora municipal de Políticas Públicas, Agueda Maria Zimmer, a coordenadora do programa Criar e Tocar, Marisa Espíndola, e por professores da rede municipal de ensino.

Ator, que passou infância em Anápolis, recebeu bela homenagem do Festival

Dila Guerra e Manaíra Carneiro apresentam o premiado  Cinco Vezes Favela…

Cinco Vezes Favela, o emblemático filme produzido por Cacá Diegues, foi representado por uma das diretoras do primeiro episódio, a pulcra e simpática Manaíra Carneiro, e por Dila Guerra, atriz do último episódio do filme – que Rubens me avisou logo tratar-se de “grande atriz”. As duas foram iluminadas presenças no festival e participaram ativamente do debate pós-exibição.

Darlene Glória em cena de Feliz Natal, longa de Selton Mello

Feliz Natal, o impactante filme de Selton Mello, foi representado por sua mãe, a elegante Selva Aretuza, e pelo ator Leonardo Medeiros. Obra colecionadora de prêmios em festivais pelos quatro cantos, o filme de estréia de Selton é ainda melhor do que esperava, digno mesmo de todas as honrarias: aponta um diretor vigoroso, criador de um roteiro instigante (parceria com Marcelo Vindicatto), enriquecido por uma fotografia (Lula Carvalho) em plena sintonia com o leitmotiv do argumento, com enquadramentos belos e inusitados – há pelos menos três momentos em que isso é patente: na vertigem de Mércia (personagem de Darlene) rodando entre luzinhas decorativas do Natal; na cena do personagem Caio (Leo Medeiros) deitado em posição fetal no meio da rua; e na cidade que nos é dada ver se descortinando em seu anoitecer por trás de um muro alto, branco – lindo a mais não poder…

Leonardo Medeiros e Selva Aretuza apresentando Feliz Natal, de Selton Mello

Selton é dono de invejável sensibilidade, evidenciada sobretudo pelos artistas que convoca para trabalhar com ele, dando qualificado destaque ao trabalho de artistas como Darlene Glória, Lúcio Mauro, Emiliano Queiroz, e Paulo Guarnieri. Supimpa este Selton ! Exponencial ator e um diretor de envergadura.

A cineasta Anna Luíza Azevedo entre Eduardo Cardoso e Bianca Menti

Dia seguinte, a cineasta Anna Luíza Azevedo, e os jovens atores gaúchos Eduardo Cardoso e Bianca Menti representaram o filme Antes que o Mundo Acabe, título que fez daquela a noite mais positivamente energizada do festival.

Bianca Menti e Pedro Tergolina em Antes que o mundo acabe

Filme sensível, onde desponta o talento promissor de Pedro Tergolina (de rara beleza), muito bem aproveitado em cenas ao lado de Eduardo e Bianca, Elisa Volpatto e Murilo Grossi. Roteiro caprichado, assinado a quatro mãos por Paulo Halm, Jorge Furtado, Giba Assis Brasil e a própria Anna Azevedo.  Antes que o Mundo Acabe findou por sagrar-se vencedor em diversas categorias e na mais importante delas, Melhor Filme. Um justo reconhecimento a uma obra eivada de méritos, pronta para ser vista, revista e sair encantando, a cada vez em que for exibida.

Já na madruga, Aurora, Eduardo Cardoso, Bianca Menti e Cid Nader em papo de cinema

Fiquei fascinantemente impressionada com mais este belo exemplar do cinema gaúcho e me enchi de saudades de Porto Alegre (o filme tem ademais este mérito, de mostrar a capital gaúcha como uma cidade que precisa ser visitada, fartamente cultural, tranqüila e acolhedora).

Ana Carbatti: mais um prêmio ao talento, premiada por Os Inquilinos

O último filme em competição, Os Inquilinos, do sempre polêmico Sérgio Bianchi, também recebeu vários troféus, incluindo Melhor Atriz e Atriz Coadjuvante (respectivamente, Ana Carbatti e Cássia Kiss).

 

Murilo Rosa (ao lado de Débora Torres) cumprimenta prefeito Antônio Gomide

Necessário salientar: merece parabéns o prefeito Antônio Gomide e a equipe de sua Secretaria de Cultura (na pessoa do secretário Augusto César de Almeida), que apostaram num projeto de suma relevância, não só para a cidade de Anápolis mas pra todo o estado goiano e para os muitos que, diariamente, precisam acordar com a certeza de que vale a pena investir no sonho de fazer Arte no Brasil e prosseguir criando, construindo um cinema que, a par de todas as dificuldades, se mantém ativo e pulsante, cotidianamente.

Murilo Rosa encantou Anápolis e contribuiu com brilhantismo para sucesso do Festival

Idealizado pela cineasta e produtora-executiva Débora Tôrres, o I Festival de Cinema de Anápolis foi organizado pela Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Anápolis em parceria com a ACAA – Associação Cultural e Artistica de Anápolis – , o Cineclube Xícara da Silva, e o Pontão de Cultura Tenda Jovem.

E pra encerrar, vou tentar lembrar de todos com quem estive nestes tão agradáveis dias em Anápolis. É difícil mas vou tentar não esquecer ninguém.

Murilo Rosa foi Melhor Ator por Orquestra de Meninos e encantou em Anápolis

Primeiro a alegria de reencontrar Rubens Ewald Filho e Alice Gonzaga, além de Laura Pires, Edvaldo Cafezeira, Ângela Torres e Itamar Borges. Na última noite, o abraço que não podia faltar, no querido escritor Miguel Jorge, poeta de aguçada sensibilidade. Depois a beleza e simpatia de Manaíra Carneiro, carioca estreando muito bem na direção de longa com Cinco Vezes Favela, acompanhada de outra carioca que também se tornou querida: a super simpática Dila Guerra, participante antenada de debates e conversas sobre cinema.

Dila Guerra, Manaíra Carneiro, Itamar Borges, Mallu Moraes, Felipe Brida, Aurora Miranda Leão e Alice Gonzaga em noite de confraternização em Anápolis

Escritor Miguel Jorge e roteirista Alex Moletta também abrilhantaram festival

E ainda a tranqüilidade pacificadora de Cid Nader e o jeito bem-vindamente  solícito de Felipe Brida, boa-praça de carteirinha.  Sem esquecer de Mallu Moraes, João Batista de Andrade, o embaixador Lauro Medeiros, além de Neusa Borges, Umberto Magnani, Sérgio Bianchi, Selva Aretuza, os atores Leonardo Medeiros, Guido Campos, Eduardo Cardoso e Bianca Menti;  o casal Lucília e Vladimir Carvalho, e a presença sempre bem-vinda de Walter Webb e do querido amigo Alex Moletta.

Documentarista paraibano de Brasília, Vladimir Carvalho, homenageado com Troféu Anápolis, fez contundente discurso ao recebê-lo

E teve ainda o Paulo e o Marcos, conduzindo com simpatia e bom humor todo mundo pra qualquer lugar, e a Serina Raruá, misto de elegância, pragmatismo e disponibilidade. Ficando pro final quem chegou por último: o charme alegremente cativante da esplendorosa Zezeh Barbosa, que chegou no finalzinho mas não precisou nem de cinco minutos pra conquistar a simpatia e adesão de todos. E ainda gravou eloqüente participação no curta O Sumiço de Alice, que virá na seqüência, fruto dos dias ensolarados e prolíficos em solo anapolino.

E para celebrar a última noite do I Festival de Cinema de Anápolis, não podia faltar uma animada festa, que aconteceu na boate Nobel, onde dancei à beça, ao lado de curtidores da noite – como Débora, Serina, Mallu, Itamar, Ângela, Guido e Zezeh –, e na qual precisei “assumir” as pick-ups várias vezes pois o DJ (o simpático Nelsinho) não tinha sequer uma música do “trio fantástico” (Paralamas), nem tampouco uma faixa dos Beatles… a noitada foi inesquecível mas resolvi, a partir de então, assumir meu lado DJ.

Vencedores da mostra de curtas: ator Marcus Annoli e equipe do filme “Entre”

Que venha o Anápólis 2012 !

Dila, Laurita, Mallu Moraes, Aurora Miranda e Zezeh Barbosa: noite final em Anápolis

Um beijo carinhoso a todos que desfrutaram comigo estes divertidos dias em Anápolis e um agradecimento muito forte e sincero a Débora Torres e toda a sua equipe.

* Fotos de Anápolis são de Ed Cafezeira, Aurora Miranda Leão e Felipe Brida

SARAVÁ !!!

Até 2012, se Deus quiser !