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A propósito de um personagem chamado Maria…

E agora Maria ?

Sua graça era Maria
O clarão do sol forte
Em seu olhar recendia
E a cascata do rio
Com seu passo acompanhava
Todo dia


Lavava roupa
De noite e de dia
Num tinha tempo bom nem ruim
Só muita vontade de ver brotar a alegria
Agora ela tava tão só, mesmo assim nunca fria

Maria era menina de dia
De noite, virava uma mulher
E foi assim q conquistou seu Zé
Até que um dia ele se foi
E a tristeza afundou os olhos de Maria

Maria ficou só com duas gurias
Que nem ela quando brincava
Na beira do rio com outras meninas
E nem o sol, o vento ou a chuva
Faziam esmaecer aquela alacridade
Que nascia como feito torrente
Maria, na beira do rio, à flor dos dias

Porém naquele dia que correu
Foi tudo tão ligeiro
Que Maria mal percebeu
Uma dor foi tomando de conta
E Maria foi ficando mofina

 

A tristeza bateu nela de com força
E Maria, sem notar nem saber
Como estancar a dor
Mergulhou num precipício
E de lá não soube mais sair

O coração ficou triste
O dia já não tinha mais cor
Era uma filha e a caçula
E Maria não via graça
Na vida
Nem de dia nem de noite
Nem no rio, nem nas ruas
Nem cotovia queria ver
Flanar naquelas águas tão turvas

E naqueles dias tão sombrios
Que mergulharam Maria
Na solidão do desencanto
No desvario do amor sem resposta
Nos passos do gesto sem volta
E da melancolia sem hora de todo dia.

Ah, Maria, Maria
Agora eu sei o quanto te machuca os pés
Andar descalça nas ruas…
O quanto a noite ficou fria
E o tanto que o rio virou lembrança
Afiada como um açoite
Incapaz de estancar a amargura…

Ah, Maria, Maria
Agora você entende aqueles estranhos sinais
O fim da tarde, a água escura do rio
Ficou pra trás a pureza das cantigas de roda
A ventania nos cabelos
E o colorido das festas no olhar

Ah, Maria, Maria
Mas eu lembro o quanto você sorriu
Lembrando daqueles dias…
Quisera agora pudesse vir em sortilégio
Uma cantiga pra transformar
Tamanha dor em poesia…

* Poema criado por Aurora Miranda Leão no início da madrugada de sexta-feira, 16 de março de 2012,  pensando numa Maria, a Maria que Arthur Leite criou, Lília Moema flagrou pra telas, e ambos me entregaram… subitamente inspirada pelo Poeta que visito todo dia, meu adorado HERBERT VIANNA…

* As fotos que ilustram este post são do curta-metragem Um dia que corre, que está em fase de montagem,..
 

Mais um JOBIM para perpetuar IPANEMA de Vininha

Neto do maestro soberano, Daniel Jobim vai gravar suas mãos na Calçada da Fama de Ipanema

 

Num ato solene e público programado para 19 horas do domingo, 25 de setembro, na porta da Livraria Toca do Vinicius, em Ipanema,  o músico Daniel Jobim vai ”perenizar” suas mãos numa placa de cimento fresco, a número 100, integrante da famosa CALÇADA DA FAMA DE IPANEMA, monumento à cultura carioca em construção no elegante bairro da “famosa Garota”, desde 1969.
 

 

Na mesma ocasião, o projeto Bossa-Nova-Ipanema-Rio, seu Museuzinho e a Livraria Toca do Vinicius festejam seu 18º aniversário de fundação (27 de setembro de 1993). O conjunto de placas que compõe o Monumento de Mãos CALÇADA DA FAMA de Ipanema faz parte do acervo do Museuzinho Bossa-Nova-Ipanema-Rio.

TOM & VINÍCIUS de MORAES: eles criaram a BOSSA NOVA e fizeram dela a mais relevante manifestação mundial da Música Brasileira… SARAVÁ !!!

Reunindo mãos impressas de nomes como Pixinguinha, Oscar Niemeyer, Paulo Gracindo, Chico Buarque, Bellini, Elis Regina, Lula, Chacrinha, Vinícius de Moraes, Ruy Castro, Leila Diniz,  Grande Otelo, Tônia Carreiro, Helô Pinheiro, Martha Rocha, Roberto Menescal, Milton Nascimento, Wagner Tiso, Aldir Blanc, Johnny Alf, Braguinha, Maria Bethânia, Toots Thielemans, Henri Salvador, Ferreira Gullar, Toquinho, Marlene e Emilinha, entre tantas outras personalidades saídas do Teatro,  Cinema, Esporte, Poder Público e da Música, a Calçada da Fama de Ipanema. não por acaso, lembrará, em sua centésima placa, do mais célebre nome de morador do Bairro (já que o Poeta Maior da Bossa Nova, Vinícius de Moraes, nunca morou no bairro), o músico e compositor, Tom Jobim. E nenhuma carícia à sua memória lhe seria mais cara do que o reconhecimento ao jovem talento de seu neto, o músico Daniel Jobim, que gravará suas mãos na Placa nº 100.

VINÍCIUS e PIXINGUINHA: dois ases da MÚSICA eternizam FAMA da Calçada…

Durante o ato de gravação da centésima placa de cimento da Calçada da Fama, o músico Daniel Jobim será homenageado pela tradição musical de Ipanema. Para tanto, estão sendo convidados a participar a Banda de Ipanema e o Quarteto de Samba Jazz No Olho da Rua. O artista plástico César Villela, designer das famosas e charmosas capas de LPs do Selo Elenco, e considerado o principal projetista visual da Bossa Nova, vai autografar 100 camisas exclusivas impressas com a marca da Placa 100, numeradas e disponibilizadas para venda durante o evento.  

DANIEL JOBIM: o número 100 na famosa calçada de IPANEMA…

Segundo o professor Carlos Alberto Afonso, responsável pelo Projeto, “o convite à Daniel Jobim para gravar suas mãos na Placa Nº 100 simboliza a felicidade do Bairro de Ipanema, em particular, e da música, em geral, face à materialização da garantia de perpetuação da Grande Música e do Grande Músico Brasileiro, Tom Jobim, que permanece vivo na nova geração.” 

Banda de IPANEMA sempre inspira uma vibe alegre e emotiva…

Serviço:

Homenagem a Daniel Jobim com a gravação da Placa de nº 100 e aniversário de 18 anos da Toca do Vinícius, do Projeto Bossa-Nova-Ipanema-Rio e de seu Museuzinho.

Dia 25/09, às 19h.

 

LEILA DINIZ, eterna Musa da Banda, lembrança viva na memória de quantos amam IPANEMA…

A Banda de Ipanema vai abrir e encerrar o evento tocando Cidade Maravilhosa, hino da cidade do Rio de Janeiro.

Quarteto No Olho da Rua faz intervenção tocando três músicas em homenagem a Daniel Jobim.

Endereço: Calçada da Toca ( Rua Vinicius de Moraes, 129 C ), grátis.

Telefone para outras informações: (21) 2247-5227.

 

IPANEMA, o bairro mais carismático do RIO, graças à preciosidade da criação musical de TOM JOBIM & VINÍCIUS DE MORAES… foto Aurora Miranda Leão

Porque Goiânia Inspira Poesia…

 

À bênção, Aurora, que com sua alegria , me faz ter esperanças.

À bênção, Rosamaria Murtinho, que com seu olhar me fez compreender o que é a Esperança.
À bênção, Ingra, que com seu talento nos fez amar a Arte de Sorrir.
À bênção, Alex, por ter dividido conosco tanto Saber.
À bênção, Rogério,  que com seu silêncio, nos fez comprender a Palavra
À bênção, Itamar, Débora,Miguel Jorge que permitiram-me conhecê-los.
À benção a cada povo de Goiânia…

À benção, Goiânia !


Saravá, Saravá!

À bênção, Aurora, eu vou ter que dizer, Parabéns ! Você é grande!

Se alguém disser que você é capim, não acredite!
Você é o mais belo trigo!!!

 Um abraço que te envolva em felicidade.

Júlio Lellis.

Saudades do FestCine Goiânia…

Foram oito dias de intensas conversas onde a Sétima Arte era o tema principal: projeções em salas lotadas, distribuição de sorrisos e autógrafos, um congraçamento bonito de se ver e que agora nos enche de saudade… Que venha o FestCine 2011 !

SARAVÁ !!!

Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler e Ingra Liberato

Rubens Ewald Filho fez duas concorridas palestras provando ser uma “enciclopédia ambulante de Cinema”

Satisfação entre amigos: Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho

Débora Torres, Aurora e Rubens Ewald Filho no Cine Goiânia Ouro

Alex Moletta, de Santo André: dicas para fazer vídeos com pouca grana

Débora Torres, que lançou curta no encerramento, Ingra Liberato e Itamar Borges

Carol Leão autografa livro do pai, o saudoso cineclubista BETO LEÃO

Simone Spoladore concede entrevista a Mariley Carneiro

Documentarista Orlando Lemos com a filha Ana e as sobrinhas

Ator Guido Campos, cineasta Bruno Safadi e produtora Débora Torres

Jovem e competetente ator gaúcho Samuel Reginatto anuncia Os Famosos e os Duendes da Morte

Escritor Miguel Jorge (GO) e Alex Moletta (SP)

Amigas cinemeiras: Aurora Miranda Leão e Carol Paraguassu

TURMA BOA: Miguel, Ingra, Alex, Aurora, Rogério, Rosinha e Débora Torres

MULHERES DE CINEMA: Ingra Liberato, Aurora Miranda Leão, Rosamaria Murtinho e Débora Torres

Argentino Lazzarini: “Equipamentos de ponta não substituem a capacidade de contar uma boa história”

Cineasta Jeferson De e documentarista Julinho Léllis

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Rosamaria Murtinho, presidente oficial do Júri

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Rosamaria Murtinho conversa com Irandhir Santos

Esta jornalista autografa livro do pai, LG de Miranda Leão

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Caco Ciocler, homenageado na noite de abertura, recebe Troféu Goiânia, idealizado pelo artista Siron Franco, da secretária municipal de Educação, Márcia Carvalho.

Ia tudo bem e… RESTA UM

Divulgação das primeiras imagens - bastidores das filmagens iniciais do curta que reúne três regiões: Bahia, Rio Grande do Sul e Pará, através das interpretações de Ingra Liberato, Samuel Reginatto e Rosamaria Murtinho… gravado esta semana em Goiânia…

Ficha Técnica inclui Alex Moletta, Júlio Léllis, Aurora Miranda Leão, Rogério Santana, Miguel Jorge e muitos outros… aguardem novas informações… 

RESTA UM…

Deu na Sônia Pinheiro…

* Reproduzindo notícia publicada sexta, 8 de outubro, na coluna da jornalista Sônia Pinheiro

TELONA

Depois de articular o júri da edição 6 do Festival de Cinema Latino-Americano de Canoa Quebrada (Curta Canoa), a jornalista & atriz Aurora Miranda Leão já tem convite para compor a comissão julgadora de outros dois festivais: em Goiânia e no Piauí.

 

Nestes festivais, Aurora lançará o novo livro -Ensaios de Cinema, coletânea reunindo alguns dos mais consistentes textos sobre a sétima arte- de seu pai, o crítico LG de Miranda Leão.

 

Patrocinado pelo edital Cultura da Gente, do Banco do Nordeste, o livro tem prefácio do jornalista Rubens Edwald Filho, e será lançado também no FestCine Natal, início de dezembro.

Balanço Imagético de Campina Grande

Maria do Rosário Caetano, amiga querida e jornalista-arquivo do Cinema Brasileiro, me envia CD repleto de fotos feitas em Campina Grande durante a edição 2010 do ComuniCurtas…

Vou publicando aos poucos…

Obrigada pelo cuidado, amizade e atenção à nossa produção audiovisual, ! Os curta-metragistas agradecemos… E um beijo da Aurora

* Saudades de Arly Arnaud, que aparece ao meu lado e também com o documentarista Bertrand Lira e Rosário Caetano antes da sessão competitiva no SESC de Campina Grande, sempre lotada.

Aurora, Arly, Bertrand e Rosário

Arly Arnaud e cineasta Marcus Villar

André Costa, artista querido, Cineasta de Primeira !

Nas Cordas de Herbert, Arly Arnaud e Aurora Miranda Leão

Arly Arnaud, Rosário Caetano e Marcus Villar

Tô devendo à equipe do ComuniCurtas um balanço desta edição sensacional, onde Zeca Brito, Arly Arnaud, Rosário Caetano, Marcus Villar e Rafael Trindade tiveram papel fundamental…

Um beijo aos que partilhamos estes momentos e até já !

Alguns Festivais, Muitos Amigos …

Cada festival de cinema é um momento de celebração especial. Cada um tem sua personalidade e em cada um encontramos motivos  para angariar momentos inesquecíveis, pois – como dizia nosso adorável VININHA -, “A Vida é a Arte do Encontro”… 

Portanto, vamos relembrar festivais de 2008, 2009, 2010…

Zanella, Aurora e Bernardo em Ribeirão Pires...

Aurora e André Costa agitam noite do Comunicurtas

Julinho Science, Aurora, Marão e Zeca Brito

 

Zeca Ferreira e Aurora na animação de Jeri

 

Carlos Segundo curtindo no Festival de Jeri

Filipe Wenceslau, Valério Fonseca e Zeca Ferreira: amigos queridos

Jornalistas em Jeri: Síria Mapurunga e Aurora Miranda Leão

Animação em JERI

Filipe, Zeca, Aurora, Valério, Síria e Lucas Harry

 Rosamaria Murtinho, Alice Gonzaga e Aurora

Ney Latorraca, Aurora e Luiz Carlos Lacerda

Leona Cavalli, Aurora, Fafy Siqueira e Teca Pereira

E Eu Joguei Flores Faz Última Sessão

* Reproduzimos matéria especial da jornalista Isabel Costa, publicada no jornal O Povo deste sábado, 28/08/2010

As duas faces do devaneio

Um relacionamento de tia e sobrinha que se confunde com afeto de mãe e filha. Esse é o ponto de partida para a peça E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias que se despede do Teatro Sesc Emiliano Queiroz

“Sonho é sonho”. A fala parece banal, corriqueira. Entretanto, reflete um mosaico de emoções, aspirações e, na maioria das vezes, frustrações humanas vividas em E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias. No espetáculo, assinado por Caio Quinderé, os sonhos, em seu estado mais puro, não possuem obrigação de tornarem-se realidade e podem permanecer eternamente na imaginação dos viventes.
Para explorar esse tema, a peça, que se despede neste fim de semana de temporada no Teatro Sesc Emiliano Queiroz, traz duas personagens que constroem uma relação similar a de uma mãe com uma filha. Maria do Desterro e Maria Lúcia são respectivamente a tia e a sobrinha que dividem uma quitinete no décimo andar de um prédio. A esperança de uma vida melhor fez Maria Lúcia comprar um bilhete de loteria. E, como tantos brasileiros, depositou a perspectiva de uma vida financeira melhor apenas nesta possibilidade. Acontece que o bilhete cai pela janela. Nenhum problema irremediável até o momento. Se junto dele não tivesse ido a chave do lar.
Nesse momento, a tragicomédia começa a explorar uma vertente intimista. “Elas ficam presas nesse apartamento. E estão lá sozinhas, as duas, e vem toda a questão do tempo de relacionamento. Os medos, as culpas, as gentilezas. Vem à tona essa relação da tia e da sobrinha, que na verdade é uma relação de mãe e filha”, explica o diretor Caio Quinderé.
Um suposto namorado chamado Renato entra sorrateiramente na trama. Maria Lúcia tenta falar com ele para pedir auxílio, mas não obtém sucesso. Outras questões vão permeando o enredo. A tia Maria do Desterro fala de um antigo amor não concretizado. O Aparecido é o rapaz que jamais apareceu, sequer em fotografias. Estes dois homens tornam-se presentes e atuantes apesar de não existirem visivelmente.
O espetáculo é caracterizado como tragicomédia e no início comporta-se perfeitamente como tal. “Depois, as personagens vão se interiorizando mais, vão sentindo mais a questão dos sentimentos humanos”, enfatiza Caio Quinderé. A discussão parte para seus momentos mais drásticos. O cansaço faz a sobrinha, Maria Lúcia, travar uma conversação com a Lua. “Ela acaba despejando essa carga dramática no espetáculo”, completa Caio.
A atriz Aurora Miranda Leão estava há dez anos afastada dos palcos. Então, surgiu o convite de Caio Quinderé para um papel construído especialmente para ela. “Fiquei encantada quanto eu escutei o título. A peça tem uma comunicação muito fácil com a plateia, por que coloca problemas muito comuns. São mulheres que passam por problemas cotidianos. Coloca a plateia para refletir e emociona”, afirma a atriz que interpreta Maria Lúcia, a sobrinha.

E MAIS

A montagem ganhou o edital do programa Cultura da Gente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Prêmio de Teatro Mirian Muniz, conferido pelo Ministério do Cultura – Minc – através da Funarte.

SERVIÇO

 E EU JOGUEI FLORES NAS MINHAS MEMÓRIAS – Hoje (28) e amanhã (29), às 19h, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caixas, 1701 – Centro). Entrada gratuita. Informações: 3452 9000 / 3452 9066.

Sentimentos Triviais, Boa Música e Flores a Jogar nas Memórias

O sonho de ganhar na loteria e mudar a vida: novos sonhos, projetos de felicidade encomendados, o vislumbrar de dias diferentemente melhores. Duas mulheres, uma tia e uma sobrinha, dividem o cotidiano solitário numa quitinete qualquer de uma grande cidade. E num momento limítrofe ao desespero, vêm à tona sentimentos como rivalidade entre irmãs, inveja, recalques, intrigas, disputas pelo amor de um mesmo homem, superstições, dúvidas, maledicências, e crença até no desconhecido. 

Esta é a trama básica da dramaturgia que Caio Quinderé nos oferece em E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias. 

Escrita há uns 6 anos, a peça chega agora aos palcos: a estréia acontece no próximo sábado, dia 21, às 19h, no Teatro Sesc Emiliano Queiroz. 

Em cena, Aurora Miranda Leão e Mazé Figueiredo são Maria Lúcia e Maria do Desterro, seguindo caminhos interpretativos a partir das indicações da direção, dividida entre o próprio Caio e Ilclemar Nunes (ator, dramaturgo e diretor cearense, de longa estrada nas artes cênicas). 

Segundo o autor, Caio Quinderé, havia a intenção de uma montagem anterior. Corria o ano de 2005 e os ensaios tiveram início numa sala do teatro José de Alencar com Aurora Miranda Leão e Aline Pereira… até que veio um convite para Caio retornar ao Rio, onde passou parte da infância e adolescência. E o autor deslocou-se para a Cidade Maravilhosa, onde também foi trabalhar com teatro. E foram dois anos de muita atividade na seara da produção. Caio, entretanto, nunca abandonou a idéia de levar as flores das memórias ao tablado e, ano passado, aceitou convite da atriz Mazé Figueiredo para levar adiante o projeto, agora com novo desenho cênico. Mazé então inscreveu o projeto da montagem do espetáculo no edital do programa Cultura da Gente (leia-se Banco do Nordeste) – destinado a funcionários aposentados da instituição – e o resultado não poderia ser mais feliz:  projeto aprovado, foram dados os primeiros passos para a montagem que agora chega ao teatro.  

Aurora e Mazé levam à cena a criação de Caio Quinderé

Mazé Figueiredo e Aurora Miranda Leão estão em cena vivendo Desterro e Lúcia. Caio criou a luz e a trilha sonora, a partir da inspiração recolhida através das notas do piano de Antônio José Forte – de quem Caio ouviu a melodia de E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias, e daí “pescou” o título da peça que ainda estava por escrever… Envolta nos acordes de Antônio José, as letras a brotar do imaginário de Caio foram sintonizar em grandes ícones do nosso cancioneiro, irrigando a cena com sonoridades preciosas, emoldurando com sutileza as palavras que brotam férteis e velozes de sua criação dramatúrgica: Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha enriquecem e dignificam ainda mais o espetáculo, no qual a composição homônima de Antônio José é a célula-mater auditiva.

Hora de preparar a cena e ver transformadas em “realidade” as palavras rascunhadas no papel, Caio convidou Ilclemar Nunes para a direção, Luciano Morais para a produção, Neiara Leão para a criação de figurinos, e o resultado de 4 meses de ensaio poderá ser visto agora, na temporada que começa sábado no Teatro Emiliano Queiroz.

 Vamos ao Teatro !

 

Mazé e Aurora: as conflituadas Desterro e Lúcia

SERVIÇO

E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias

Texto: Caio Quinderé

Direção: Caio Quinderé e Ilclemar Nunes

Onde: Teatro Emiliano Queiroz

ESTREIA: dia 21/8, sábado, 19h

Temporada: 22,28 e 29 de agosto

ENTRADA FRANCA