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Arrastão BAGÉ: porque a cidade virou território de Cinema !

Estávamos todos os dias nos jornais e rádios da cidade. A televisão também acompanhava a maratona de Cinema e a RBS TV – emissora mais conhecida pela repercussão nacional – nos deu apoio através de matérias e veiculação de vinheta promocional.

Os colunistas sociais mais destacados, como Gylmar de Quadros e Marcos Pinto (ambos também radialistas com programas de bastante audiência na rádio POP Rock) foram super receptivos ao festival e abriram generosos espaços para que a divulgação chegasse ao coração dos bajeenses.

Em outras rádios, como a Rádio Clube de Aristides Kússera e a Rádio Cultura, com Edgar Musa, também levantaram a bandeira do Festival de Cinema da Fronteira de forma super receptiva.

Os principais jornais O Minuano e Folha do Sul estamparam notícias diárias com o festival e, muitas vezes, deram ao evento o destaque da Primeira Página. E teve ainda a Zero Hora e o Classi SUL contribuindo para tornar Bagé a Capital Pampeana do Cinema na segunda quinzena deste dezembro onde Bagé foi o centro das atenções de cinéfilos, cinemeiros, estudiosos, produtores, jornalistas, artistas e interessados em Cinema, por qualquer razão.

Depois do III Festival de Cinema da Fronteira, Bagé nunca mais será a mesma em termos de Arte & Cultura, e isso será sempre devido à sensibilidade e disposição do prefeito Dudu Colombo e à laboriosa equipe da Secretaria de Cultura de Bagé.

Noite de EMOÇÃO – Jean-Claude Bernardet recebe Homenagem das mãos da atriz Arly Arnaud: reecontro feliz promovido pelo Cinema da Fronteira…

A realização do Festival veio somar-se às muitas e oportunas ações que marcam o Bicentenário de Bagé, agregando valores e somando esforços pra tornar o município ainda mais rico em Patrimônio Histórico e Artístico, evidenciando o enorme potencial que a cidade registra em termos de Cultura e de pioneirismo, em várias áreas.

Pelas ruas, o folder com a programação diária, cartazes e pessoas indagando sobre o festival, nos cumprimentando e felicitando pela realização do III Festival de Cinema da Fronteira.

Em dia de Cinema no Rádio: Luciano Madeira, Zeca Brito, Aristides Kússera e Sapiran Brito falam sobre o Festival…

Foi assim o clima em Bagé, agradável cidade na quase fronteira com o Uruguai, durante a semana de 10 a 17 de dezembro deste 2011, que já  anuncia seu final e sinaliza dias pródigos para a Sétima Arte naquele município do Pampa gaúcho.

Ator Danny Gris, voz oficial do Festival, em momento de gravação com Marcos Gliosci…

O Festival foi mais uma realização da Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura, e marcou de forma intensa e qualificada a agenda sócio-cultural do município.

Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet: Sétima Arte super bem representada…

As jornalistas Aurora Miranda Leão e Adriana Niemeyer: ambas Curadoras de Cinema,  em Bagé e Lisboa…

Comissão julgadora da Mostra BiNacional: involuntariamente, a tradução da sensibilidade feminina…

Leonardo Machado: além de Mestre de Cerimônia, ator encantou com sua bela voz e animou a noite no “Garajão do Sapiran”…

Ingra Liberato esbanjou simpatia e fez bonito na cerimônia de encerramento…

Helena Ignêz e Jean-Claude Bernardet: Homenageados celebraram em Bagé o Cinema de todas as fronteiras…

Filmes de A a Z; Realizadores na mesma vibe; vários Estados representados; Celebridades, cinéfilos e voluntários de prontidão; além das festas mais descontraídas com cantoria e dança – este o tom do Festival mais agregador do país

O centenário Palacete Pedro Osório: Cultura em cenário de Cinema…

A cidade gaúcha começou a respirar CINEMA desde o sábado, 10 de dezembro, data na qual foi aberto o III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA.

Talvez muito poucos pudessem imaginar que ali se viveria, durante sete dias, um verdadeiro vendaval de Cinema, com filmes, encontros e discussões sobre a Sétima Arte pululando em todos os quadrantes.

Dos mais compenetrados aos mais brincalhões, teve de tudo no III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA, realizado pela Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Cultura. De 10 a 17 de dezembro, Bagé parou para ver, ver, ouvir, curtir, discutir e aplaudir CINEMA.

A centenária sede da Prefeitura Municipal de Bagé (foto Joyce Miranda Leão)

A produção bajeense surpreendeu e havia quase 30 filmes de curta-metragem em competição, fato merecedor de orgulho pelos cidadãos bajeenses, uma vez que até há pouco não se falava em produções audiovisuais em Bagé.

Cena de O Sabiá, curta de Zeca Brito, rodado totalmente em Bagé…

Para isso, concorreram fortemente as muitas oficinas audiovisuais promovidas pela Prefeitura Municipal, motivada sobretudo pela efeméride dos 200 anos do município do Pampa gáucho, que, aliás, é tão bonito, que deixou meio mundo de visitantes encantados e querendo retornar em 2012.

Assim, o Festival de Cinema da Fronteira – que foi o último do ano no país – serviu como grande território de agregação e CONGRAÇAMENTO entre a multifária teia de profissionais que se envolvem, por aptidão, talento, paixão e/ou vocação, nas lides cinematográficas.

Édson Papo Furado: velha guarda do samba capixaba na tela de Bagé…

Desde um filme de um jovem iniciante, como o cineasta capixaba GUI CASTOR ( o documentário Anjo Preto, contando a história do sambista Édson Papo Furado, lá de Vila Velha), passando pelo emblemátivo OLGA (de Jayme Monjardim) e chegando aos consagrados Whisky e El Baño del Papa, e até ao recém-lançado Antes que o mundo acabe…, o Festival de Cinema da Fronteira revelou-se uma importante, neecessária e singular vitrine para o Cinema dos mais diverosos gostos, olhares, sintonias e formas de expressar a vida através das imagens sonorizadas, ou sons imageticamente pensados.

A Diva HELENA IGNEZ, exemplo único de Mulher, Mãe, Atriz libertária e vanguardista, Diretora consagrada e produtora adiante de seu tempo, conquistou Bagé pela simplicidade, elegância dos gestos, beleza de seu filme Luz nas Trevas e magia contagiante de sua intepretação no clássico O Bandido da Luz Vermelha.

Quem aproveitou para ver Helena Ignêz nos dois filmes, jamais verá cinema do mesmo jeito.

Por outro lado, JEAN-CLAUDE BERNARDET, o exponencial Pensador de Cinema, diante do qual todos nós sabemos muito pouco, reafirmou o que ouvimos falar a respeito dos verdadeiros sábios: eles são tão comumente simples que se parecem com qualquer um de nós. Mas ao lado da invejável simplicidade, simpatia, cordialidade, delicadeza e refinamento dos gestos e das palavras, pulsa uma inteligência vibrante, um comichão de sapiciência e observação precisa que, quando indagado, tem sempre uma resposta convincente, sóbria, judiciosa. Uma lição de vida e de respeito ao Cinema estar e conversar com Bernardet.

Portanto, conviver com Jean-Claude Bernardet e Helena Ignez nestes dias de sol, chuva e leve frio em Bagé foi um presente dos Deuses – do Teatro, do Cinema, da Boa Conversa, do Ser Humano esculpido em argamassa de metal precioso.

Que venham novos, maiores e melhores Cinema da Fronteira.

Como almeja e promete o Prefeito Dudu Colombo, que foi, desde a primeira hora, um entusiasta e incentivador do Festival de Cinema da Fronteira.

Escritora Elvira Nascimento, Helena Ignêz, Aurora M. Leão e artista bajeense Marilu Teixeira…

Saraváaaaaaaaaaaa !!!

Defronte à Catedral: depois do Festival de Cinema, Bagé passa a ser vista como um pólo de produção e difusão no interior gaúcho… (foto Joba Migliorin)

BARBARIDADE: Sucesso do Festival em Bagé ecoa na vitória de MESSI… Saravá !

A semana passada – 10 a 17 de dezembro – foi de muita agitação, trabalho, correria, alguns atropelos (normais pra quem faz um evento tão grande), conversas de cinema, exibição defilmes em diversos locais da cidade de Bagé, mas sobretudo foi um tempo em que o relógio parou pra evidenciar o quanto é possível fazer do Cinema uma ponte frutífera para consolidar ações artísticas e  propagar modos de ver o mundo e fazer cultura. Sobretudo, a semana em que Bagé foi sabiamente consagrada a Capital Pampeana do Cinema foi um involuntário oásis afetivo para interagirmos com pessoas de todas as raças, credos, cores, religiões, e referendarmos a importância e necessidade de convivência entrer sonoridades, imagéticas, sensibilidades e visualidades diferentes, todas bem vindas e necessárias.

Como jornalista e pessoa que há tantos anos se divide entre atuar, escrever, falar ao microfone, apresentar cerimônias de cinema/teatro/música/dança, e produzir os mais variados eventos na seara cultural, coube a mim ter o privilégio de assumir a Curadoria do III Festival de Cinema da Fronteira, atendendo a honroso convite do jovem cineasta e artista plástico Zeca Brito – por quem me encantei desde o primeiro momento em que o vi, numa insólita noite onda dançava Paralamas em ritmo de forró… coisa comum de acontecer comigo, sabem os muitos que me conhecem.

Zeca desde logo me falou sobre sua querida Bagé e das mostras de Cinema que ali realizava. Era tanto o carinho com que ele falava da cidade e tanta a empolgação que seus olhos traduziam em foma de sinergias emotivamente imagéticas, que nã otive dúvidas: juntaria a energia de Zeca com minha desfronteiriça gama de fazer Cinema e estaria em Bagé neste 2011 para juntos pensarmos e realizarmos o Festival de Cinema da Fronteira.

Passei um mês naquela bela cidade do sul do Rio Grande do Sul, onde recebi, desde a primeira hora, a melhor das acolhidas. Tanto da parte do pessoal do hotel que me acolheu, o bem localizado e aprazível MÓR, como da equipe que integra a Secretaria de Cultura do Município, comandada por Sapiran Brito, misto de ator, cantor e escritor, que organizou as duas mais animadas festas do Festival de Cinema da Fronteira.

Eu tenho muito e muito mais, de bom, agradável e festivo pra falar sobre Bagé mas no momento, meu cansaço se mistura com os resquícios do calmante do qual sempre me valho para enfrentar horas de vôo… com a minha inquietação natural, se não fizer isso, bem capaz de ficar “querendo saltar’ do avião antes da hora…

Aurora e o dublê de fotógrafo e cinegrafista, Larronda, que cuidou dos Cinejornais e making-of do Festival…

Casarões de Bagé: eles se espalham por todos os cantos e encantam o olhar…

Viva o CINEMA ! Aurora entre os atores Sirmar Antunes e Eduardo Cardoso…

Portanto, ainda não estou em timing adequado pra exprimir todo meu agradecimeto, minha saudade, minha enorme satisfação de ter estado em Bagé com a maravilhosa turma que ali fizemos ems todos estes dias, que transcorreram voando…

Marcos Gliosci e Sérgio Galvani trabalham em prol do Festival de Cinema de Bagé…

Radialistas Aristides Kússera e Sapiran Brito divulgam festival na Rádio Clube

Acordei e sequer sabia direito onde estava: achei que ainda estava no hotel e precisava levantar correndo pra arrumar as malas…

Depois de algumas horas, vim ao Lap visualizar as últimas fotos-recuerdos do Festival, e, com grande alegria, vi minha caixa de mensagens repleta de e-ms com parabéns, agradecimentos, fotos, apoios ao nosso trabalho no festival…

Não dá pra falar de tudo neste momento, nem agradecer devidamente a todos.

Peço apenas que esperem pois estou tentanto dar um traço no meu cansaço, driblar minha saudade, e revitalizar meu pequeno arsenal de palavrasde gratidão, apreço e admiração pois só tenho a AGRADECER a Bagé, a Zeca Brito, a seus pais – os queridos artistas Marilu Teixeira e Sapiran Brito -, que viraram mais que irmãos e amigos, conterrâneos queridos de outros Pampas, companheiros de todas as horas, fiéis no afeto e solidários em todos os momentos.

Aurora M. Leão, André Miguéis e Zé Agripino respirando cinema em Bagé…

Agradecer e parabenizar ao Prefeito Dudu Colombo e a seu vice Carlos Fico, que se esmeraram em possibilitar que todas as solicitações da Curadoria e as demandas da produção fossem atendidas. Sem esse substancial apoio do Poder Público, nosso Festival teria sido capenga. Obrigada, Dudu, e Parabéns pela sensibilidade e a intrépida equipe, sobretudo os que fazem a Secretaria de Cultura.

Agradecer sensibilizada, feliz e comovida à extrema delicadeza e generosidade do mestre Jean-Claude Bernardet com o nosso embrionário Festival de Cinema da Fronteira, ele que nos dedicou carta tão bela e comovente, e nos legou dias e noites de agradáveis bates-papos e de lampejos de sabedoria visando a contribuir para que possamos encontrar de forma mais decisiva o cerne do festival, para torná-lo um festival que marque não pela grandiosidade de suas ações mas pelo respeito aos que fazem e aos que assistem, aos que fazem do Cinema o seu ofício e aos que acreditam na Sétima Arte como veículo propulsor de valorização do humano e perpetuação da beleza e da liberdade em qualquer parte onde a vida se faça Luz. 

Arly Arnaud foi quem entregou o troféu Rainha da Fronteira a Bernardet…

Agradecer e, sobretudo APLAUDIR,  a disponibilidade de Jean-Claude Bernardet e a desta magnânima atriz que é HELENA IGNEZ, que com sua força serena, sua lucidez iluminadora e sua generosidade contagiante propiciou as mais belas noites de Cinema em Bagé, influenciando decisivamente os que com ela estiveram, não pela presença naturalmente delicada, mas pelo comportamente visceralmente libertário e a delicadeza sutil e constante em todos os momentos, nas mínimas ocasiões onde se fez perceber uma guerreira da PAZ, do Amor, da convivência sem estrelismos nem preconceitos de espécie alguma.

Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet deram o tom, engrandeceram, abrilhataram e foram os grandes artífices do melhor que o CINEMA viveu nestes sete dias em que a Fronteira consagrou a Sétima Arte como sua Rainha.

Zeca Brito, Arly Arnaud, Helena Ignez e Aurora Miranda Leão em momento de curtição…

Tudo o mais de bom, belo e vigoroso que aconteceu no III Festival de Cinema da Fronteira teve o toque de Midas destes dois, que nos ensinaram, ensinam e continuam a ser Faróis iluminando o melhor das estradas nas quais as imagens ganham movimento para embelezar, contar histórias, trazer reflexões, sacudir marasmos, cutucar indiferenças, suscitar novos parâmetros, acender chamas, propagar outros caminhos, questionar padrões ultrapassados, vicejar o novo e reiterar o permanente.

Ao lado deles dois, Adriana Niemeyer (jornalista de observações precisas e sorriso farto), Catalina Moragues (estilista espanhola), Mirella Meira (professora de Artes da Universidade de Pelotas), os atores Sirmar Antunes, Danny Gris, Miguel Ramos e Eduardo Cardoso, o jornalista Cid Nader, os realizadores José Agripino, André Miguéis, Diego Müller, e mais uma enorme turma de ‘fazedores’ de cinema em Porto Alegre, Bagé e Pelotas (Larronda, Tamille e Tatá Padilha, Virgínia Simone e Matheus, Luffe Bollini e tantos tantos mais), fizeram de Bagé e do Festival de Cinema da Fronteira uma imensa e intraduzível SAUDADE que hoje me acompanha e me faz vir às lágrimas em pleno sol escaldante deste Pampa (?) cearense…

Ingra na principal praça de Bagé, a Silveira Martins (foto Aurora Miranda Leão)

E para fechar com cortina de ouro, a semana de Cinema em Bagé, tivemos a honra e alegria de contar com INGRA Liberato e Leonardo Machado como Mestres de Cerimõnia da solenidade de entrega de troféus aos vencedores do Festival. Um luxo para poucos !

Leonardo Machado e Ingra Liberato passam o texto da cerimônia de encerramento…

A dupla mandou bem demais, foram sérios quando a ocasião pedia e descontraídos no tom certo.

Ainda nos deram o prazer de ficar conosco até o sol nascer na manhã de domingo em Bagé…

Leo Machado e Zeca Brito cantam na melhor das festas: a do Garajão do Sapiran, que teve inesquecível arroz de carreteiro no cardápio…

De quebra, e com muito cheiro e gosto de Festa, BAGÉ ainda me fez vivenciar a incomparável VITÓRIA de meu time BARCELONA, o Melhor de todos os Melhores, como anuncia desde ontem a IMPRENSA de todos os quadrantes.

Leonardo Machado esbanjou simpatia e musicalidade… um luxo curtir a noite cantando com ele, que se dividiu entre o violão e a percussão,  em Bagé…

E tudo isso por causa de um único nome, pequeninho, humilde, quietinho na dele, sem chamar atenção de nada nem pra nada, a não ser para as jogadas excepcionais que arma, com cabeça de gênio e pés lapidados para fazer os GOLS que corações do mundo inteiro saúdam como LINDOS, INCOMPARÁVEIS, SENSACIONAIS, DESCONCERTANTES e FENOMENAISSSSSSSSSS :

Lionel MESSI !!!

MESSI, MESSI, MESSI !!!

MESSENSACIONALLLLLLLLLLLLLLLLLLLL !!!

E não sou eu quem diz: o mundo se curva diante da GENIALIDADE INCOMUM do Mestre da Bola… Saraváaaaaaaaaaaaaaa !!!

Barbaridade, Tchê !

Cata Preta vence e Festival consolida Bagé como Rainha de Cinema !

Realização da Prefeitura Municipal, Festival foi sucesso de público e crítica

Foram 7 dias de intensa programação cultural, que além das exibições de filmes em diversos locais de Bagé, Aceguá e Candiota, ainda abriu espaço para celebrar a dança, apreciar música da melhor qualidade e conversar sobre o cinema de todas as fronteiras, em todas as linguagens, com todos os públicos. 

Porque os que fazem o FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA acreditam num cinema que comporta todas as linguagens… que se irmana em todas as vertentes; que se espalha em qualquer direção… e contamina em qualquer lugar onde a sagração à vida se faça LUZ e contagie pela beleza, a diversidade, o respeito a todos os credos, crenças e comportamentos. 

Em Bagé, a Sétima Arte juntou artistas de Cinema, Teatro, Dança, Fotografia, Música e Artes Plásticas, irmanados numa mesma vontade de repercutir Cinema no coração e no cotidiano das pessoas. Durante uma semana, o III Festival de Cinema da Fronteira tornou Bagé a Capital Pampeana do Cinema. 

O FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA integra as comemorações do Bicentenário de Bagé, que foi aberto em julho deste ano e prossegue até julho de 2012. Tudo começou como um pequeno facho de luz, onde o audiovisual congregava saberes e disseminava cultura, através de duas mostras realizadas em 2009 e 2010 no Centro Histórico Vila de Santa Thereza.

A Vila de Santa Thereza é um ponto histórico de confluência artística e sócio-cultural relevante para a construção do acervo histórico de Bagé. Foi lá, com o Visconde de Magalhães, que tudo começou. Avançamos e chegamos à primeira exibição de imagens animadas em Bagé: o calendário registrava 19 de setembro de 1897 no extinto Theatro 28 de setembro.

Um salto na história e vamos encontrar as primeiras salas de projeção, e o senhor Aristides Kússera, pioneiro da projeção de cinema em Bagé. Entramos em 2011 e o FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA reconhece a atuação de Aristides Kússera e oficializa este pioneiro como seu Presidente de Honra.

Sirmar Antunes, Zeca Brito e Arly Arnaud em dias de Cinema da Fronteira…

Este foi um ano de investimento maciço em cultura na cidade de Bagé, nossa querida Rainha da Fronteira. A Prefeitura Municipal de Bagé investiu de forma intensa na realização de oficinas de formação, para as quais trouxe à cidade diversos profissionais capacitados a ensinar aos bajeenses as muitas etapas de uma produção de cinema.

Luciano Madeira, Zeca Brito, Aristides Kússera e Sapiran Brito: momento de cinema no rádio…

Assim, este III Festival de Cinema da Fronteira insere-se no calendário cultural de Bagé como importante marco de revitalização da atividade audiovisual no município, bem como está devidamente capacitado a tornar-se um evento relevante para o circuito de festivais do país.

O III Festival de Cinema da Fronteira é uma realização da Prefeitura Municipal através da Secretaria de Cultura com produção da Primeiro Corte Produções. Para conseguir concretizar o festival, a produção contou com patrocínio do Banrisul e dos supermercados Peruzzo através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Apoio da UniPampa, UrCamp, IfSul, Centro Histórico Vila de Santa Thereza, e Associação Pró Santa Thereza. Apoio cultural: RBS TV, Prefeitura Municipal de Aceguá – Secretaria de Educação, Cultura, Turismo/ Esporte e Lazer; Prefeitura Municipal de Candiota – Secretaria Municipal de Cultura; Empresas JW; e Combustíveis Ollé.

Eduardo Cardoso, Aurora Miranda Leão e Cid Nader celebrando afetos em Bagé…

O Festival de CINEMA DA FRONTEIRA ofertou à cidade de Bagé 5 mostras de cinema, sendo três mostras expositivas e duas competitivas. Em uma semana de intensa e diversificada programação cultural, tivemos a honra de ter entre nós nomes da maior importância para o cinema do Brasil e a inserção de nossa Sétima Arte no roteiro da Cinematografia mundial.

Tivemos entre nós a magnânima atriz e cineasta HELENA IGNEZ , e o crítico, ensaísta, ator e roteirista JEAN-CLAUDE BERNARDET, um dos nomes mais importantes da Cultura Brasileira. Também está entre nós a jornalista ADRIANA NIEMEYER, jornalista e idealizadora do Festival Itinerante da Língua Portuguesa – o FESTIN – cuja presença iluminada veio acrescentar ao CINEMA DA FRONTEIRA o melhor da produção lusófona, estreando entre nós o FESTIN BAGÉ.

Os bajeenses e nossos visitantes tiveram ainda oportunidade de assistir a filmes nas mostras de Longas-Metragens e YAYÁ VERNIERI, que homenageia uma grande atriz de Bagé. Bagé foi por uma semana a CAPITAL PAMPEANA DO CINEMA, e encerrou as atividades do FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA na certeza do dever cumprido, e apostando nesta noite como o ápice de um grande congraçamento entre todos quanto fizeram/fazem e farão sempre do CINEMA a arte mais rica de todas.

O Céu no andar de baixo, do mineiro Leonardo Cata Preta, foi o grande vencedor !

OS VENCEDORES DAS MOSTRAS COMPETITIVAS

MELHOR DESENHO DE SOM – filme CORNETEIRO NÃO SE MATA, de Pablo Müller, do Rio Grande do Sul

MELHOR TRILHA SONORA – filme CÉU, INFERNO e OUTRAS PARTES DO CORPO, de Rodrigo John, do Rio Grande do Sul

MELHOR MONTAGEM – Filme Asfixia, de Fábio Aguiar, de São Paulo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE – Filme SETE VOLTAS, de ROGÉRIO NUNES (SP)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – Ágatha Barbosa pelo  Filme Antoninha, de Laércio Ferreira, da Paraíba

MELHOR ATOR -  MIGUEL RAMOS pelo filme A Invasão do Alegrete, de Diego Müller, do Rio Grande do Sul

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – Sôia Lyra pelo filme Doce de Coco, do Ceará

MELHOR ATOR COADJUVANTE – Danny Gris, pelo filme UM CONTO à DERIVA, de Germano Oliveira (RS)

MELHOR FOTOGRAFIA – Filme PRONTA ENTREGA, de ANDRÉ MIGUÉIS, do Rio de Janeiro

MELHOR ROTEIRO – Filme O BRASIL DE PERO VAZ CAMINHA, do Rio de Janeiro – roteiro assinado por Tânia Carvalho, Cecília Vasconcellos, Bruno Laet e Janaína Diniz Guerra.

MENÇÃO HONROSA – Filme documentário MATO ALTO – PEDRA POR PEDRA, de Arthur Leite, do Ceará

MELHOR DIREÇÃO – filme MARCOVALDO, de Cíntia Langie e Rafael Andreazza, de Pelotas, Rio Grande do Sul  

MELHOR FILME – O Céu no andar de baixo, de Leonardo Cata Preta, de Minas Gerais …

INGRA em Bagé para celebrar CINEMA DE TODAS AS FRONTEIRAS

Amada em todo o país por nos ter encantado a todos com sua exponencial atuação na novela ANA RAIO & Zé Trovão, a atriz baiana INGRA LIBERATO está em Bagé distribuindo autógrafos, sorrisos e simpatias.

Por conta de sua presença sempre benfazeja, Ingra é uma habitué de festivais de cinema e está sempre exercitando entre várias funções. Agora mesmo, ela acaba de chegar do Rio, onde foi tratar de assuntos ligados a um novo curta (que elabora em parceria com duas amigas), e está em Bagé para comandar a solenidade de entrega de troféus aos vencedores da terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira.  INGRA vai ocupar o palco do Museu Dom Diogo em companhia do também ator Leonardo Machado, que está sendo aguardado com calorosa receptividade em seu município natal.

Fãs cercam INGRA de afagos e atriz retribui com o carisma de sempre…

BAGÉ consagra CINEMA como grande território da Celebração

Porque o Cinema é A Arte mais rica de todas… 

Desde quando o jovem cineasta Zeca Brito falou-me sobre uma mostra de cinema que realizava em Santa Thereza, um espaço de tradição cultural em Bagé, percebi naquele relato entusiasta e no brilho de seus olhos: ali estava uma pequena semente gritando vida. 

Daí para estar em Bagé neste 2011 assinando a Curadoria do III Festival de Cinema da Fronteira foi um passo rápido e decidido.

 

Bagé é uma cidade gaúcha de fortes raízes históricas e culturais. Foi em 19 de setembro de 1897 que o então Theatro 28 de setembro, no centro do município, era tomado pela Companhia de Variedades Amarantes e recebia o público para assistir à primeira exibição de imagens através do Cinematógrapho Édison. O ator Francisco Santos, também empresário da Companhia, acompanhou com alegria o entusiasmo de sua audiência, eufórica com a inusitada novidade. 

No dia 22 de setembro, o jornal O Comércio noticiava o acontecido e então se registrava a primeira exibição pública de imagens em Bagé. 

É este frescor jovial e o mesmo enlevo observado naquele público inicial que queremos retomar, fomentar, incentivar e prospectar para Bagé através da realização deste III Festival de Cinema da Fronteira, cuja ambiência é de salutar participação artística, de diversos matizes e vertentes, e cujo cerne traz imbutido o apreço pela Cultura, o gosto pela troca de experiências, a vontade de inocular em cada um o gosto pela Sétima Arte, e uma notória disposição de enfatizar a vocação natural de Bagé para as artes e as ações culturais.

 É objetivo principal da Curadoria tornar Bagé a Capital do Cinema durante esta semana de 10 a 17 de dezembro, na qual fechamos o ano de festivais do país, bem como evidenciar o viés de formação, respeito, atenção e aplauso à atividade cinematográfica. Outrossim, queremos difundir o caráter multifário, questionador e libertário deste festival, o qual pode se orgulhar pela honra de homenagear dois ícones do melhor cinema brasileiro, o chamado ‘cinema de invenção’: o escritor e ensaísta Jean-Claude Bernardet, e a atriz e diretora Helena Ignêz.

Na noite-homenagem: Zeca Brito, Helena Ignez, Sapiran Brito, Jean-Claude e Aurora Miranda Leão (foto Joba Migliorin)

Jean-Claude é um francês apaixonado pelo Brasil, que adotou o país como morada há muitos anos. Helena Ignêz é a mais paulista das atrizes baianas, um dos mitos da vanguarda feminina no cinema. Jean-Claude e Helena, França e Bahia, homem-mulher… 

O Cinema da Fronteira revela, até mesmo na escolha de seus homenageados, o viés inortodoxo e geograficamente transgressor de quem entende a Arte como um território sem fronteiras, onde todas as culturas valem o mesmo porque todas são iguais em suas diferenças de cada dia, e podem ser igualmente transformadoras, em suas predisposições artísticas. 

Viva o Cinema ! 

Viva a não-demarcação de fronteiras culturais ! 

Salve os 200 anos de Bagé ! 

Viva a bandeira Bagé, Capital do Cinema !

 

 AURORA MIRANDA LEÃO assinando a CURADORIA do III FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA

INGRA LIBERATO e LEONARDO MACHADO encerram CINEMA DA FRONTEIRA

Festival que trouxe Helena Ignez e  Jean-Claude Bernardet  a Bagé, terá cerimônia de encerramento esta noite, no Museu Dom Diogo…

Atriz querida por onde passa, INGRA Liberato está em Bagé para participar da última confraternização de Cinema do ano no Brasil… 

Leonardo Machado, natural de Bagé, subirá ao palco simbolizando todos os artistas da Capital Pampeana do Cinema

Como acontece em todo festival de cinema, é hoje a noite mais esperada desta terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira, aberto em Bagé (RS) no último dia 10, com destacada noite de teatro, música e falas oficiais no bosque do Palacete Pedro Osório (imponente sede da Secretaria de Cultura do Município).

Com comissões julgadoras formadas por Adriana Niemeyer, Catalina Moragues, Arly Arnaud e Mirela Meira - BINACIONAL -, e Sirmar Antunes, Miguel Ramos, Danny Gris, Beca Furtado, Ito Carvalho e Mariana Xavier - BAGÉ 200 Anos -, os concorrentes recebem logo mais, às 21h, em solenidade no belo Museu Dom Diogo de Souza, as estatuetas as quais farão jus os vencedores.

Telão na praça da Catedral: cinema de graça é realidade no Festival de Bagé… (foto J. Migliorin)

A solenidade consta de apresentações de coreografias por bailarinas e alunas de dança da cidade (Bagé é cenário onde a dança é fértil), seguindo-se a cerimônia de entrega de troféus, sob o comando de Ingra Liberato e Leonardo Machado; em seguida, show de Lisandro Amaral no Centro de Lazer Administrativo (antiga sede da Reffesa), com exibição de filmes da Mostra Lusófona.

Festival de Cinema da Fronteira: clima de congraçamento começou muito antes do encerramento… (foto Joba Migliorin)

Na sequência, uma grande festa de congraçamento entre todos os participantes e os funcionários da Secretaria de Cultura do Município, deverá tornar inesquecível esta terceira edição do Festival de Cinema da Fronteira.

Salve, Salve !

Que venha 2012 !

Eles são DESTAQUE no Festival de Cinema da Fronteira

Presenças ILUSTRES mobilizam comunidade cultural de Bagé 

Este é o cenário onde acontecem as principais exibições do III Festival de Cinema da Fronteira…

Pouco mais das 4h, eu chegava à rodoviária de Bagé para receber minha querida amiga-irmã ARLY ARNAUD, figura que torna qualquer ambiente animado e especial. O abraço caloroso e demorado denunciava a extrema cumplicidade entre essas duas nordestinas da pesada

E às 10h, já nos dirigíamos para a praça Silveira Martins, de onde saiu um grupo em passeio histórico e turístico por espaços culturalmente relevantes de Bagé…

Zeca Brito, Arly Arnaud e Tatá Padilha ouvem explicações da guia Mariane…

O passeio terminou com visita ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG) PRENDA MINHA, onde foi servido um delicioso almoço com Quebebe, feijão preto e arroz carreteiro…

Começo da noite, aportava em Bagé a queridíssima atriz HELENA IGNÊZ, figura tão carismática, dócil e delicada que é difícil não empatizar imediatamente com ela.

HELENA seria homenageada ontem à noite, mas ela mesma pediu para que a programação do III Festival de Cinema da Fronteira passasse primeiro seu filme Luz nas Trevas, pra ela então debater com o público. E assim aconteceu. Portanto, a HOMENAGEM a Helena Ignêz acontece esta noite, a partir das 20h, junto com a Homenagem ao ensaísta Jean-Claude Bernardet, ocasião em que o público presente ao Teatro Santo Antônio – no Centro Histórico Vila de Santa Thereza – vai conhecer o troféu Rainha da Fronteira, criação da artista uruguaia Conceição Cuerda.

Veja quem são e o que fazem os ILUSTRES CONVIDADOS do Festival de Bagé:

HELENA IGNÊZ – Figura de destaque na cultura brasileira. Integrante de inúmeros movimentos de vanguarda, Helena Ignêz é atriz, diretora de cinema e teatro, roteirista. Com 40 anos de produção e incursão nos vários campos da arte cênica e cinematográfica, consagrou-se como atriz premiada e musa festejada por críticos e cinéfilos, tendo protagonizado alguns dos mais importantes filmes do país, como O Padre & A Moça, O Bandido da Luz Vermelha,  A Mulher de Todos e Família do Barulho.

Estreou na direção de cinema com Canção de Baal, em 2008, e de lá pra cá vem colecionando prêmios, sendo hoje reconhecida como igualmente competente na direção cinematográfica, não se desvinculando nunca de sua marca principal: a ousadia, inteligência , sensibilidade e coerência.

JEAN CLAUDE BERNARDET – Cineasta, crítico e ensaísta de cinema, escritor, professor, roteirista, e ator francês. Passou a infância em Paris, vindo para o Brasil com a família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em 1964. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e doutor em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Além de sua importância como teórico, é também ficcionista, com quatro volumes publicados. Participou de vários filmes como ator, roteirista e assistente de direção. Nos anos de 1990, dirigiu dois ensaios poéticos de média-metragem: São Paulo, Sinfonia e Cacofonia (1994) e Sobre Anos 60 (1999).

Jean-Claude Bernardet, simplicidade em forma de intelectual, ficou UM LUXO SÓ com a camisa do Festival, que evidencia obra de Glauco Rodrigues…

ARLY ARNAUD – Formada em Direção Teatral pela Universidade Federal da Bahia, Arly Arnaud é também radialista, professora de teatro, dança folclórica, Literatura de Cordel, educação artística e folclore brasileiro. Natural de Campina Grande, morou muitos anos em São Paulo e na Bahia, residindo há alguns anos em São Luís (MA). Em 1977, ganhou o troféu Martins Gonçalves de Atriz Revelação, em Salvador, tendo ganho também os troféus Bahia em Cena como Melhor Atriz em 1989 (BA); o troféu Candango do Festival de Brasília em 2005 com o filme Eu me lembro, de Edgar Naavarro; e recentemente ganhou o primeiro lugar no prêmio MAIS CULTURA - EDIÇÃO PATATIVA DO ASSARÉ do Ministério da Cultura.

ADRIANA NIEMEYER –Jornalista, presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Portugal, e correspondente da RFI em Lisboa, Adriana Niemeyer é também uma das Curadoras do FestIn Lisboa, e está em Bagé estreando a primeira itinerância brasileira do renomado festival, aqui chamado FestIn Bagé, além de integrar a comissão julgadora da mostra BiNacional – competitiva de curtas brasileiros e uruguaios.

Adriana Niemeyer, que faz Cinema em Lisboa, está encantada com a extensa e qualificada programação do Festival de Cinema da Fronteira…

SIRMAR ANTUNES – Com 35 anos de carreira, o ator gaúcho Sirmar Antunes gosta de ser chamado “operário das artes” porque já desempenhou diversas funções na carreira, desde iluminador a diretor. De 72 a 75, Sirmar fez teatro amador. Em 76 debutou com seu primeiro cachê, na peça de Oraci Gimba – Como revisar um marido Oscar. Ele atuava com o grupo SOGA – Sociedade Gaúcha de Artes, de Canoas (RS), dirigido por Newton Pereira. Em 1977, sindicalizou-se, e em 78, a profissão de ator foi reconhecida e ele se tornou, oficialmente, ator. No cinema, a primeira participação foi como um poeta, no filme Domingo no Grenal, em 1979. Em 1986, atua no curta O dia em que Dorival encarou a guarda, de Zé Pedro Goulart e Jorge Furtado, e torna-se conhecido no meio cinematográfico, passando então a figurar em muitos filmes, curtas e longas.

 Sirmar Antunes (à direita) com José Agripino e Eduardo Cardoso em Bagé… foto Aurora Miranda Leão…

Cinema em Bagé: os curtas da Mostra BiNacional…

Veja como acontece a exibição da Mostra Competitiva Binacional de Curtas-Metragens em Bagé…
 
São cinco dias de exibição, iniciadas ontem, domingo, no Centro Histórico Vila de Santa Tereza.

Ali, na sexta, será a vez da competitiva Bagé 200 anos, exibindo somente a produção audiovisual bajeense.

Vale lembrar: todos os dias há exibição de longas em vários pontos de Bagé com o Projeto Rodacine e mostras não competitivas. 

Camila Morgado protagoniza OLGA em momento de destaque na carreira…

Hoje, às 20h, acontece a exibição do filme Deu pra ti, anos 70, de Giba Assis Brasil e Nelson Nadotti, no Cine Sete; e às 21h, na praça dos Desportos, será exibido OLGA, de Jayme Monjardim, com Camila Morgado e Caco Ciocler.

DIA 11 - Domingo
 
A INVASÃO DO ALEGRETE, de Diego Müller (RS), 21’30″ – FICÇÃO
UCRONIAS, de LUCÍA CABRERA (UR), 8’22″ – VIDEOARTE
CÉU, INFERNO E OUTRAS PARTES DO CORPO, de Rodrigo John (RS) 7’33″ – ANIMAÇÃO
ESTEROS DE FARAPOS E ISLAS DEL RIO URUGUAY (UR), 20′ – DOC AMBIENTAL
KINOPOÉTICAS KATARI KAMINA, de Pedro Dantas (SP), 15′ -DOC
O SILÊNCIO DO TEMPO, de Andrea Cohim (PE),  9′ – FICÇÃO
SETE VOLTAS, de Rogério Nunes (SP), 20′ – DOC
PERFORMUSICA, de Daniela Gronrróz, Nancy Marizcurrena e Roberto Martínez (UR), 22’9″- VIDEOARTE

DIA 12 - Segunda
 
A FÁBULA DA CORRUPÇÃO, de Lisandro Santos (RS), 8’15″ -ANIMAÇÃO
APENAS UM, de Leo Tabosa (PE), 7’58″ – FICÇÃO

O OGRO, de Márcio Júnior e Márcia Deretti (GO), 8′ – ANIMAÇÃO
TRAJETO, de Leonardo Wittmann (RS), 14′ – FICÇÃO
TRAVESSIA, de Kennel Rógis (PB), 14′ – DOC

MARCOVALDO, de Cíntia Langie e Rafael Andreazza (RS), 14′ – FICÇÃO
O BRASIL DE PERO VAZ CAMINHA, de Bruno Laet (RJ), 17’40″ – DOC
LA REINA DE LA ENCANDILADA – EL POSTRE DEL DOMINGO (UR),17’37″ – FICÇÃO
 
DIA 13 -

EL AMANECER DEL BARRIO, de Emiliano Mazza de Luca (UR), 14’42″ – DOC
ABATE, de Lucas Sá (MA), 14’10″ – FICÇÃO
BRECHA, de Júlia Araújo e Nathália D’Emery (PE), 6′ -ANIMAÇÃO
ANTONINHA, de Laércio Ferreira Filho (PB), 19’49″ – FICÇÃO
CABO POLONIO (UR), 20′ – DOC AMBIENTAL
MANTEGNA, de Meloo Viana (PR), 10′ – EXPERIMENTAL
PRONTA ENTREGA, de André Miguéis (RJ), 11’21″ – FICÇÃO
MATO ALTO – PEDRA POR PEDRA, de Arthur Leite (CE), 15′ -DOC
 
DIA 14 –

LA FLOR, de Roberto Martinez (UR), 4’44″ – VIDEOARTE
HUMEDALES DEL SANTA LUCÍA (UR), 20’ – DOC AMBIENTAL

ASFIXIA, de Fábio Aguiar (SP), 14’50″ – FICÇÃO
YOU BITCH DIE !!!, de Lucas Sá (MA), 3′ – FICÇÃO
VALLE DEL LUNAREJO (UR), 20′ – DOC AMBIENTAL
As FOLHAS, de Deleon Souto (PB), 15′ – FICÇÃO
O CÉU NO ANDAR DE BAIXO, de Leonardo Cata Preta (MG), 15′ – ANIMAÇÃO
POLIAMOR, de José Agripino (SP), 15′ – DOC
DOCE DE COCO, de Allan Deberton (CE), 15′ – FICÇÃO

DIA 15 -

QUANDO A CASA CRESCE E CRIA LIMO, de Amanda Copstein e Filipe Matzembacher (RS),  14’26″  – FICÇÃO
CERRO VERDE E ISLAS DE LA CORONILLA (UR), 20′ – DOC AMBIENTAL
O CÃO, de Abel Roland e Emiliano Cunha (RS), 9’39″ – FICÇÃO
UM CONTO à DERIVA, de Germano Oliveira (RS), 15′ – FICÇÃO
UMA, de Alexandre Barcellos (ES), 14’51″ – DOC
LA FLOR, de Roberto Martinez (UR), 4’44″ – VIDEOARTE
BILIU – O MAIOR CARREGO DO BRASIL, de Lau Barbosa (PB), 15′ – DOC
CORNETEIRO NÃO SE MATA, de Pablo Müller (RS) 19′ – FICÇÃO

LA LÍNEA IMAGINARIA, de Gonzalo Rodriguez (UR) – 27’ – DOC

 

Em Bagé, Cinema tem dança, filmes, missa e boa comida…

Aberta ontem a tarde a Mostra Competitiva BiNacional de Curtas-Metragens do III Festival de Cinema da Fronteira

Antes do início da Mostra, no belo cenário da Centro Histórico Vila de Santa Tereza, a exibição do longa Antes que o mundo acabe (!), da cineasta gaúcha Ana Luíza Azevedo, contando com a presena do jovem ator Eduardo Cardoso, que fez bonito subindo ao palco e conversando com o público sobre como foi fazer o trabalho – sua estréia em longas – e como vê a inclusão do filme no festival de cinema de Bagé.

Eduardo revelou simpatia, simplicidade, disposição e genuíno gosto por atuar e participar de festivais, respondendo com espontaneidade e carinho às perguntas da platéia. Um luxo e uma alegria contar com Eduardo Cardoso no III Festival de Cinema da Fronteira.

Ontem também, chegaram a Bagé o realizador gaúcho Diego Müller, cujo filme A Invasão do Alegrete abriu a mostra competitiva e foi bastante bem recebido pelo público. Uma delícia ver a típica história gaúcha contada de forma tão leve e divertida num roteiro bem amarrado e interpretado por atores do naipe de Sirmar Antunes e Danny Gris, que estavam, ambos, na platéia, abrilhantando a mostra competitiva do Festival. 

Denise Del Cueto, Aurora e Sirmar Antunes, que curte em Bagé o Cinema da Fronteira…

Mas antes da exibição dos curtas, houve uma apresentação de dança – item no qual Bagé é pródigo -, em coreografias criadas pela professora Keilla, que também subiu ao poalco e dançou um número com sua turma.

Sobretudo os dois garotos que dançaram mostraram vocação, talento, tomando conta do palco com leveza e altivez; soltos, leves, concentrados, com um suingue super bacana e mandaram muito bem, recebendo por isso muitos aplausos.

Aliás, as coreografias de Keilla foram bem recebidas, estreladas por belas e dispostas garotas bajeenses, tudo muito bom, apenas com um senão: todas as danças tinham como trilha músicas americanas.

Não que também não haja belos exemplares musicais na América do Norte (quem não curte Bee Gees, Lionel Ritchie, Donna Summer, George Benson ?), mas especialmente quando trabalhamos com crianças e adolescentes, faz-se necessário incutir nelas o gosto, o respeito e a vontade de se expressar através da Cultura que nos identifica e nos toca ao coração primeiro.

Conversei com a simpática Kelly sobre isso e ela me prometeu criar uma coreografia com trilha dos Paralamas… estou aguardando… Saravá !!!

Depois da exibição dos primeiros concorrentes da Mostra Binacional, foi a vez de dar uma chegadinha à Catedral de São Sebastião, onde o bispo Dom Gílio Felício oficiou uma Benção em homenagem aos artistas da Sétima Arte.

A Catedral é um importante prédio histórico de Bagé e estava quase lotada, repleta de jornalistas, realizadores, artistas, a turma da produção, e a comunidade bajeense, que atendeu ao chamado do III Festival de Cinema da Fronteira e compareceu à celebração para disseminar boas energias ao festival que começa com as melhores vibrações.

Em nome do Festival, falou o presidente de Honra, senhor Aristides Kúcera.

Tenor Flávio Leite encantou a platéia do Festival de Cinema de Bagé…

O ponto alto foi a participação do afinadíssimo Coral Auxiliadora e a eloquência da voz do tenor Flávio Leite, que arrancou aplausos calorosos de uma platéia extasiada com sua bela voz e sua emocionante participação.

Encerrada a Bênção aos Artistas, a praça da Catedral parou para ver O Banheiro do Papa, premiada produção uruguaia, que cumpriu a etapa Rodacine do Festival de Cinema da Fronteira.

E para encerrar a noite, um jantar especial no aconchegante Madre Maria, um dos belos restôs de Bagé.

Logo mais, um passeio pelo cemitério de Bagé para conhecer mais sobre a Arte Cemiterial, enquanto em Santa Tereza a programação terá início às 15h com a Mostra da Lusofonia – FestIN Bagé, a ser apresentada pela jornalista Adriana Niemeyer, que também integra o júri da Mostra Binacional.

Aguardem novos posts por aqui…