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Tudo que Deus Criou, Beth Formaggini e Programação Oficial do COMUNICURTAS

Saiba como vai ser o Festival que mobiliza Campina Grande

André da Costa Pinto, idealizador e Coordenador-Geral do Festival, informa:

SEGUNDA, 27 de Agosto

19h – SESC Centro Cerimônia de Abertura

Entrega do Prêmio Machado Bittencourt pela contribuição ao Cinema Paraibano para o cineasta Taciano Valério.

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema

Ato Institucional – Fic – Direção: Helton Paulino (Campina Grande) 20’ Classificação Indicativa: 16 anos Arrumando as Malas – Doc – Direção: Ana Célia Gomes (Campina Grande) 13’ Classificação Indicativa: Livre Essas Senhoras – Doc – Direção: Gláucio Souza (Santa Rita) 6’26’’ Classificação Indicativa: Livre Psicodélico – Fic – Direção: Carlos Santos e Silvânia Araújo (Campina Grande) 8’8’’ Classificação Indicativa: 16 anos Nêgo – Doc – Direção: Marcelo Coutinho (João Pessoa) 7’ Classificação Indicativa: Livre O Tratamento – Fic – Direção: Cássia Lobão (Campina Grande) 15’ Classificação Indicativa: 12 anos Parrá – Becos da Boemia – Doc – Direção: Hemano Araruna (João Pessoa) 20’ Classificação Indicativa: LIvre

Mostra Competitiva Brasil

Parede Branca que Poderia Ser – Pedro Paulo de Andrade (SP) – Fic / 16’50’’ Classificação Indicativa: Livre Cadê meu Rango? – George Munari Damiani (SP) – Animação / 04’15″ Classificação Indicativa: Livre Entre Muros – Adriana Tenório (RJ) – Fic / 16’54’’ Classificação Indicativa: 12 anos

23h – “Cachaçaria da Rose” – Programação Social

Ingra Liberato e Aurora Miranda Leão na noite de abertura do Comunicurtas em 2011…

TERÇA, dia 28

10h – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

Debate com realizadores dos filmes exibidos na noite anterior

14h – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

Oficina de Fotografia para Cinema em Preto e Branco (Ministrante: João Carlos Beltrão)

Oficina de Roteiro para Mídias Interativas (Ministrante: Nathan Cirino)

Oficina de Make Up para Construção de Efeitos Especiais (Ministrante: Inêlda de Cristo)

18h – SESC Centro

Abertura da Exposição de Artes Digitais “Paralelos Utópicos…” do artista Belarmino Neto

Abertura das Exposições Fotográficas: “Fetiche por Wagner Pina”; “Mostra Interiores por Fábio Takahashi e Walter Brandão”; e “Diversidade do Real por Franklin Bonfim”

Mostra Competitiva A idéia é…

Homenagem Campina Grande 1 – Agência Criare Ligo Já – Agência Sin Qual é a sua? – Agência Sin A Liga Teaser/ A Liga – Agência Dabliu A Propaganda Talento – Agência Cafécom

Mostra Competitiva Telejornalismo

Quadro Gente Viva: Mestre Clovis, O Bonequeiro – TV Paraíba/ Cabo Branco Torcedores Maiorais – TV Itararé Qual o Seu Sonho? – Giordani Matias, Ângela Defensor e Claucy de Sousa – Alunos DECOM/UEPB Presente Dias das Mães – TV Itararé

José Mojica Marins chega ao Festival: primeiro Homenageado do COMUNICURTAS…

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema

Jogo de Olhar – Doc – Direção: Marcus Vilar (João Pessoa) 15’ Classificação Indicativa: Livre Bota Abaixo – Fic – Direção: Altieres Estavam (Campina Grande) 15’ Classificação Indicativa: 10 anos 30 segundos – Fic – Direção: Wagner Pina (Campina Grande) 12’15’’ Classificação Indicativa: 16 anos Testemunhos – Doc – Direção: Carlos Mosca (Campina Grande) 13’ Classificação Indicativa: Livre 

Mostra Competitiva Brasil

Tradicionalíssimo – Ives Albuquerque (CE) – Doc / 15’ Classificação Indicativa: Livre As Curvas de Niemeyer – Alunos do Projeto Animação (ES) – Animação / 10’ Classificação Indicativa: Livre A Noite dos Palhaços Mudos – Juliano Lucas (SP) – Ficção / 15’ Classificação Indicativa: 10 anos

23h – BAR DO TENEBRA- Programação Social

Ator Bruno Oliveira: atração especial do COMUNICURTAS

QUARTA, 29 AGOSTO

10h – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

10h Debate com realizadores dos filmes exibidos na noite anterior

14h – SESC Centro – Mostra FelizIdade – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

Oficina de Fotografia para Cinema em Preto e Branco (Ministrante: João Carlos Beltrão)

Oficina de Roteiro para Mídias Interativas (Ministrante: Nathan Cirino)

Oficina de Make Up para Construção de Efeitos Especiais (Ministrante: Inêlda de Cristo)

19h – SESC Centro Mostra Competitiva A idéia é…

A Melhor Jogada: Sinuca – Agência Criare XVI Salão de Artesanato – Agência Sin Prostituição Infantil – Trabalho Acadêmico Adelino Pereira da Silva Planta Baixa – Agência Cafécom Balão – Agência Dabliu A Propaganda

Mostra Competitiva Telejornalismo

Um Sonho em Quadrinhos – TV Itararé Série Caminho da Esperança: Seca Sustentável/ Desertificação – TV Paraíba Jovem Escritora/ Zona Rural – TV Itararé

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema

O Vôo da Borboleta – Fic – Direção: Érik Medeiros (Campina Grande) 18’18’’ Classificação Indicativa: 14 anos Duduta, o outro dom do mestre – Doc – Direção: Anne Emanuelle e Thaíse Carvalho (Campina Grande) 15’ Classificação Indicativa: Livre Três – Fic – Direção: Thomas Freitas (João Pessoa) 14’ Classificação Indicativa: 14 anos

Mostra Competitiva Brasil

Dique – Adalberto Oliveira (PE) – Doc / 18’30″ Classificação Indicativa: Livre Estrada – Marcel Kunzler (RS) – Fic / 20’ Classificação Indicativa: 10 anos

Mostra Outros Olhares

Longa – metragem: “Onde Borges Tudo Vê” – Taciano Valério (PB) Ficção/77’ Classificação Indicativa: 16 anos

23h – Sítio São João – Programação Social

Dia-a-dia do COMUNICURTAS: sessões de cinema sempre lotadas…

QUINTA, 30 AGOSTO

10h – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

Debate com realizadores dos filmes exibidos na noite anterior

10h – SESC Centro – Mostra Infantil

14h – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

Oficina de Fotografia para Cinema em Preto e Branco (Ministrante: João Carlos Beltrão)

Oficina de Roteiro para Mídias Interativas (Ministrante: Nathan Cirino)

Oficina de Make Up para Construção de Efeitos Especiais (Ministrante: Inêlda de Cristo)

Oficina de Direção de Arte (Ministrante: Ana Paula Cardoso)

Oficina de Construção do Ator (Ministrante: Daniel Nigri)

14h – Marc Center Hotel

Encontro dos Realizadores Audiovisuais Paraibanos / Elaboração da Carta de Intenções a ser entregue aos prefeitavéis de Campina Grande

19h – SESC Centro

Mostra Competitiva Telejornalismo

A Rainha da Borborema Abre os Braços Para o Rei do Baião – TV Paraíba/ Cabo Branco Números CG: Série Aniversário de Campina Grande – TV Itararé Série Infância Legal: Crack – TV Paraíba/ Cabo Branco

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema

De Ciências e Afetos – Fic – Direção: Sandro Mangueira (Campina Grande) 13’ Classificação Indicativa: 10 anos Platô – Doc – Direção: Kleyton Canuto (Campina Grande) 18’ Classificação Indicativa: 12 anos

Mostra Competitiva Brasil

Quando Morremos a Noite – Eduardo Morotó (RJ) – Ficção / 20’ Classificação Indicativa: 18 anos A Vida no Mangue – Alunos da Escola de Ensino Fundamental Martim Lutero (ES) – Animação / 8’ Classificação Indicativa: Livre

Mostra Outros Olhares

Primeiro longa de André da Costa Pinto, rodado totalmente em Campina Grande, com patrocínio UEPB, está na programação…

Longa – metragem Tudo que Deus Criou, deAndré da Costa Pinto (PB) 1h45min Classificação Indicativa: 18 anos

23h – Bar do PUB10 – Programação Social

As apresentadoras Thaíse Carvalho e Tayra Sódi com esta Aurora de Cinema…

SEXTA, 31 AGOSTO

10h – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

Debate com realizadores dos filmes exibidos na noite anterior

10h – Presídio Serrotão – Mostra Livre

14h – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

Oficina de Direção de Arte (Ministrante: Ana Paula Cardoso)

Oficina de Construção do Ator (Ministrante: Daniel Nigri)

HOMENAGEM: Beth Formaggini vira nome de Prêmio à Pesquisa…

19h – SESC Centro

Entrega do Prêmio Machado Bittencourt a Documentarista e Pesquisadora Beth Formaggini pelo conjunto da obra.

Instituição do Prêmio Beth Formaggini de Pesquisa 

Mostra Outros Olhares

Curta – metragem: Joãozinho de Carne e Osso – Direção: Paulo Vespúcio (Rio de Janeiro) 16’ Classificação Indicativa: Livre

Mostra Competitiva Estalo

Com Tato – Direção: Marcelo Quixaba (João Pessoa) Dog Em Cheirinho Baum – Direção: Fabiana Melo (Campina Grande) Dona Mariaaa! – Direção: Rummening Tavares (Campina Grande) Desalinho – Direção: Luciana Ribeiro (Campina Grande) No ar!? – Direção: Coletivo Oficina DEMOCOM (Campina Grande) Zed is Dead – Direção: Ian Costa (Campina Grande)

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema

Fogo – Pagou – Doc – Direção: Ramon Batista (Nazarezinho) 8’31’’ Classificação Indicativa: Livre O Reino Encantado de Caiana – Doc – Direção: Ítalo Jones Marinho (Campina Grande) 18’ Classificação Indicativa: Livre Patuá – Fic – Direção; Renato Hennys (Campina Grande) 8’13’’ Classificação Indicativa: 16 anos O som do aboio – Doc – Direção: Adriano Roberto (João Pessoa) 14’ Classificação Indicativa: Livre

Mostra Competitiva Brasil

Hempocrisy – Maria Aline Moraes (PE) – Doc / 20’’ Classificação Indicativa: 14 anos

Jus – Marcelo Didimo (CE) – Doc / 18’18″ Classificação Indicativa: Livre

Trocam-se Bolinhos por Histórias de Vida – Denise Marchi (RS) – Ficção / 15’ Classificação Indicativa: Livre

23h – “Bar do PUB10” – Programação Social

Sábado, ENCERRAMENTO (01/setembro)

10h – Central de Aulas UEPB/Bodocongó

Debate com realizadores dos filmes exibidos na noite anterior

20h – SESC Centro Premiação VII Comunicurtas

23h – Programação Social

Aurora Miranda Leão, André da Costa Pinto, Yomana Rocha e Ana Célia Gomes na edição 2008.  Mais um grande Encontro de Cinema vem aí !

Olhar de Cinema termina hoje e tem ótimos filmes na disputa

AURORA DE CINEMA direto do Festival de Curitiba

Como se não bastasse acontecer na adorável capital curitibana, há ótimos filmes em competição no Festival OLHAR DE CINEMA - cuja solenidade de encerramento acontece esta noite -, todos foram exibidos em sessões gratuitas e a programação foi bem recebida pelo público, acontecendo em vários espaços diferentes.

O imponente edifício do SESC Paço da Liberdade, palco do Seminário e debates

Com Assessoria de Comunicação a cargo da Planeta Tela (leia-se Celso Sabadin), o festival idealizado e comandado por Aly Muritiba, Mirela Merlo e Antônio Júnior, arregimentou vários profissionais e movimentou espaços culturais diversos para abrigar a polpuda grade de programação desta primeira edição, que contou com patrocínio da Volvo, Scheweppes e Copel; apoio da RPC-TV, Sesi, Sesc, Shopping Crystal e outras empresas.

Dentre os jornalistas, estamos por aqui, abrigados no Hotel Slaviero Slim – bem no coração do centro histórico - o Aurora de Cinema, o Cinequanon (com Cid Nader), Sérgio Alpendre, Eduardo Antunes, Diego Benevides, Carlos Alberto Mattos e Rubens Ewald Filho – perdão se algum nome me escapa…

Entre realizadores, pesquisadores e estudiosos da Sétima Arte, podemos citar Hernani Heffner, Evaldo Mocarzel, Lina Chamie, Leonardo Cata Preta, Fernando Severo, Eduardo Kishimoto, Eduardo Nunes, Frederico Machado, Cláudia da Natividade, Sandra Zawadzki, é Cássia Hauari, para citar apenas alguns.

Filme de André da Costa Pinto: potência que vem de Campina Grande…

O Festival nasceu da disposição de um trio ‘parada dura’ em busca de fomentar o cinema e alavancar a produção audiovisual em Curitiba: os diretores Aly Muritiba, Marisa Merlo e Antônio Júnior não se intimidaram na hora de arregaçar as mangas e fazer o festival de cinema acontecer na capital paranaense. Durante um ano, foram à luta para produzi-lo.

Assim, foram 7 dias, nos quais o OLHAR DE CINEMA exibiu 72 filmes de 22 países e diversas cidades brasileiras. Segundo Antônio Jr., a realização do festival partiu de ideias bem definidas: “Escolhemos esses espaços onde os filmes foram exibidos porque eles já são conhecidos do público que busca assistir a algo que fuja do formato norteamericano. A ideia era justamente essa: exibir filmes que trouxessem alguma coisa a mais, além do cinema de  Hollywood.

Mesmo sendo a primeira edição, o festival recebeu mais de 1500 inscrições de mais de 80 países. O critério de escolha dos filmes foi justamente “escolher produções independentes que não teriam espaço na programação das cadeias de cinema ou porque possuem uma baixíssima distribuição, ou porque não despertam o interesse mercadológico dos cinemas locais. São filmes que dificilmente chegariam ao público, não fosse pelo festival.” 

Sudoeste é um dos fortes concorrentes…

Diante da lista de filmes exibidos, da plena participação do público em todos os espaços e atividades – até mesmo nas oficinas ofertadas – prova o acerto da organização do Festival e aponta para novas edições, com bastante fôlego para se firmar no calendário dos grandes festivais do país.

A solenidade oficial de encerramento acontece esta noite, a partir das 20h, no Teatro Guairinha.

O AURORA DE CINEMA acompanha tudo com um OLHAR DE CINEMA… 

Vem de Campina Grande um Cinema Vital: Tudo que Deus criou, um filme tão sincero como André da Costa Pinto

AURORA DE CINEMA  direto de CURITIBA

São fortes as imagens de abertura: uma voz potente em oração intercala cenas de sexo. Fé, religiosidade, perversão, sexualidade, autoridade.

Wilhelm Reich (1897-1957),neurologista, psiquiatra e psicanalista, pioneiro da revolução sexual, da psiquiatria social e da medicina psicossomática, está inteiro lá, nas entrelinhas:

“A estrutura caracterológica do homem atual – que vem perpetuando uma cultura patriarcal e autoritária há quatro mil anos –caracteriza-se por um ‘encouraçamento contra a natureza dentro de si mesmo e contra o mundo social que o rodeia’. Esse encouraçamento do caráter é a base da solidão, do desamparo, do insaciável desejo de autoridade, do medo da responsabilidade, da angústia mística, da miséria sexual, da rebelião impotente, assim como de uma resignação artificial e patológica. Os seres humanos têm adotado uma atitude hostil quanto ao que está vivo dentro de si mesmos, do qual têm se distanciado. Esse encouraçamento não possui uma origem biológica, e sim social e econômica”.

Um filme fala por si. Sendo mais precisa e objetiva, um filme revela muito sobre seu diretor. No caso de Tudo que Deus criou, filme de André da Costa Pinto exibido ontem à noite em lançamento nacional em Curitiba – dentro da programação do OLHAR DE CINEMA – Festival Internacional de Curitiba, o filme tem as marcas principais do cineasta estampadas em todo o seu desenho narrativo: verdade, ousadia, fé e a pulsação da sexualidade.

O filme de André tem uma sinceridade absoluta e um desnudar de alma muito próprio do realizador paraibano: André da Costa Pinto é dessas pessoas cuja tradução preliminar é a sinceridade. Quase transparente, André é o que é, onde quer que esteja: corajoso, audaz, frágil, amoroso, puro, impulsivo, seja lá que adjetivo possa se encaixar em sua personalidade, tal é o diretor, tal é seu filme.
Com a mesma simplicidade, espontaneidade, coerência e invejável sinceridade com que se expõe em mesas de debates e encontros de cinema – como aconteceu durante a mesa do Seminário de Cinema Contemporâneo promovido pelo Festival, onde atuou ao lado de Hernani Heffner -, contando os fatos pitorescos vivenciados até conseguir realizar a primeira edição do festival de cinema que idealizou junto com amigos em Campina Grande (e que hoje caminha para a sétima edição, o ComuniCurtas), André da Costa Pinto se revela igualmente simples, claro, afetuoso e destemido neste seu ousado, potente, poético e simplesmente belo filme Tudo que Deus criou.

Guta Stresser: mergulho abissal na dramática história de Ângela…

Através de uma história cotidiana, cheia de fatos comuns em tantas famílias nordestinas de qualquer parte do país, permeada de aspectos humanitários – onde misturam-se afetos, carências, sensualidades, fragilidades, dificuldades e até pitadas bem humoradas -, André da Costa Pinto conseguiu reunir um naipe de bons atores, protagonizando um roteiro forte e bem alinhavado, onde sobressai-se a competência da fotografia, da direção de arte, a composição de figurinos, e, sobretudo, uma direção que concedeu aos atores um espaço de visível liberdade para criar, propiciando assim um leque de grandes atuações, todas num mesmo nível de competência. Há uma profunda harmonia na interpretação de todo o elenco, tornando absolutamente crível as situações desenhadas na tela, e gerando pontos de fácil adesão às emoções tão vastas e corriqueiras ali apresentadas. Vendo o filme de André, lembro-me de frase lapidar da atriz Helena Ignez: “Todos os filmes de atores são bons filmes”. No caso de Tudo que Deus criou este dado é irrefutável.

Parece-me que o filme de André da Costa Pinto - jovem até então conhecido ‘apenas’ pelo caloroso festival audiovisual que realiza há 7 anos em Campina Grande – ComuniCurtas – e pelos muitos prêmios que ganhou com seus dois curtas (A Encomenda do Bicho Medonho, e Amanda & Monick) – vai causar tanto impacto no circuito cinéfilo e cinematográfico como aconteceu com meu conterrâneo Karim Aïnouz ao lançar Madame Satã. Diante deste, como daquele, não dá para ficar impassível. Tudo que Deus criou é filme para se gostar ou odiar.

Sem dúvida, André da Costa Pinto inaugura com esta sua primeira ficção em longa-metragem (inteiramente patrocinada pela Universidade Estadual da Paraíba – UEPB -, graças à sensibilidade e empenho pessoal da Reitora Marlene Alves) uma nova e relevante página no cinema paraibano.

Guta Stresser e André da Costa Pinto: vem aí mais um longa juntos…

Dando a cara a tapa, ousando com sua juventude e salutar mania de mergulhar sem medo do salto e impregnado de calor humano (como é afetuosa a forma como André se aproxima de coisas, fatos e pessoas), André da Costa Pinto fez um filme que, não bastassem todas as suas qualidades, já seria um capítulo novo, importante e definitivo para o Cinema Brasileiro. Afinal, com Tudo que Deus criou, André da Costa Pinto fez/faz o primeiro longa inteiramente filmado em Campina Grande, portanto, fora da capital do Estado, e com verba advinda exclusivamente de uma Universidade pública (onde ele estudou, hoje leciona e dirige o setor de Audiovisual), e com 90 % da equipe paraibana. Mesclou atores do quilate de uma Maria Gladys (dando ao filme um frescor e uma ousadia que nos remete, pela própria presença desta atriz emblemática, a uma inspiração no Cinema Marginal) com jovens atores de Campina Grande – com destaque para os ótimos Paulo Phillipe e Bruno Oliveira, e o estreante José Victor (criança que está na fila aguardando um transplante de coração, e que é filho de uma aluna de André) - e construiu um filme diante do qual ninguém pode passar impune. E para não desprezar a relevância das atuações, aplausos para a magnífica atuação das atrizes (Gladys, Guta e Letícia) e para o trabalho de Claudio Jaborandy e Paulo Vespúcio (cujo ápice é a cena em que ele ouve do namorado a revelação de sua enfermidade…). Sem a pujança inegável de seu elenco, André da Costa Pinto não alcançaria o resultado que vemos na tela.

Paulo Phillipe e Guta Stresser: irmãos vivendo realidades insólitas…

A fotografia, assinada pelo craque João Carlos Beltrão (assinando sua primeira direção autoral em longa), é um trunfo a mais com composições belíssimas e antológicas, como a cena em que a chuva acontece e cai abundante de significantes e simbologias, compondo com os pombos à beira do telhado uma das imagens mais plásticas do cinema destes dias de tantos efeitos especiais e digitalizações construídas. No filme de André e pela câmera de João Carlos Beltrão, a construção imagética é fruto do olhar sensível, da habilidade em operar a câmera (sem gruas, travellings, e com muita câmera na mão) e do mergulho apaixonado em busca de criar uma história e ofertá-la, da melhor forma, ao espectador.

A plateia silente e respeitosa da primeira exibição no Festival Olhar de Cinema - haverá outra esta tarde -, mostrou com atenção, soluços, risos – nas cenas da personagem Maura, vivida magistralmente por Letícia Spiller) e muitos aplausos ao final, que o filme chegou com seiva para conquistar plateias as mais diversas.

Não é um filme de temática fácil. Não há ajuda de trilha sonora conduzindo a narrativa principal (embora haja três momentos fortes de música, onde
André incorpora composições da conterrânea Val Donato e do músico carioca Nervoso, nome artístico de André Paixão), e há cenas bem fortes de crueldade verbal, desarmonia afetiva, embates familiares, e dificuldades financeiras bem típicas que colocam alguns numa aviltante zona de exclusão. Não são cenas fáceis de digerir, melhor (?) fechar os olhos diante de certas situações tão dolorosas e humilhantes, alguns dilaceramentos d’alma que estão na tela e causam incômodo. Ao final, os letreiros indicam: tudo é baseado em fatos reais.

Paulo Phillipe, Letícia Spiller, Paulo Vespúcio e José Victor: Tudo que Deus criou

Como André conta quando o convidam a debater o filme, da mesma forma singela como explica o seu fazer cinema e sua maneira de ver a vida e enxergar o mundo, como foi o nascimento do roteiro. Mas isso eu vou deixar pra você descobrir quando lhe for dada a chance de conhecer de perto Tudo que Deus criou e seu diretor, o cineasta André da Costa Pinto.

Tudo que Deus Criou: filme de André da Costa Pinto é atração hoje em Curitiba

AURORA DE CINEMA direto do OLHAR DE CINEMA – Festival INTERNACIONAL de CURITIBA

É grande a expectativa entre cinéfilos de plantão, estudantes, realizadores e profissionais do Audiovisual em Curitiba para conferir esta noite a estreia nacional do longa TUDO QUE DEUS CRIOU, primeira ficção do jovem paraibano André da Costa Pinto.

Paulo Vespúcio, Letícia Spiller e André da Costa Pinto: união por um filme que precisa ser visto e merece o Aplauso AURORA DE CINEMA…

Ator, jornalista, diretor premiado, professor de Teatro/Comunicação e Audiovisual, André da Costa Pinto hoje é Coordenador do Núcleo de Audiovisual da Universidade Estadual da Paraíba, que funciona em Campina Grande, cidade paraibana que o acolheu de braços abertos (ele é de Barra de São Miguel e tem orgulho de dizer isso) e para a qual ele tem dedicado seu suor, ideias, iniciativas e emoções em prol de construir ali um cenário forte de produção audiovisual. E tem conseguido.

O estreante Paulo Phillipe contracena com Maria Gladys, que tem atuação primorosa…

Os exemplos são inúmeros e não saberia apontá-los todos agora. Mas a maior prova poderá ser vista hoje na telona do Espaço Itaú de Cinema, quando será exibido seu longa Tudo que Deus Criou dentro da programação do I OLHAR DE CINEMA - Festival Internacional de Cinema de Curitiba, com entrada franca.

Letícia Spiller em Tudo que Deus criou: atriz faz uma cega, dignifica o papel e escancara sua versatilidade e competência…

Confira trailler sobre a pré-estreia de TUDO QUE DEUS CRIOU em Campina Grande:

http://www.youtube.com/watch?v=LealwdAJpH4 

O filme, baseado em histórias reais, retrata o drama de uma família paraibana e é o primeiro longa-metragem inteiramente rodado em Campina Grande. André da Costa Pinto faz questão de ressaltar o apoio decisivo da professora Marlene Alves para tornar possível a produção, que custou apenas 150 mil reais, e tem patrocínio integral da Universidade Estadual da Paraíba, contando com 90% de paraibanos na equipe.

No elenco, Maria Gladys, Guta Stresser, Cláudio Jaborandy, os já citados Letícia Spiller e Paulo Vespúcio, e o estreante  Paulo Phillipe. Um elenco coeso, onde todos atuam em sintonia, compondo um belo painel interpretativo. Pontos pro diretor, que também é ator e deixou os colegas livres para criar. O resultado é um filme que tem frescor, vitalidade, emoção e muita sensibilidade.

Espere pra ver e tenha certeza que vem de Campina Grande um cinema instigante, inovador, criativo, ousado, enraizado no profissionalismo e cheio de vontade de mostrar que o Nordeste pode, o interior também sabe fazer, e o Brasil precisa conhecer e Aplaudir.

* Em breve, mais informes sobre TUDO QUE DEUS CRIOU

Olhar de Cinema é aberto em noite festiva

Há muitos anos, não vinha a Curitiba. E é com imensa alegria que estou de novo nesta adorável cidade, emoldurada por flores e cenários bucólicos, para conferir a primeira edição do OLHAR DE CINEMA - Festival Internacioanl de Cinema, idealizado e produzido pela trinca Aly Muritiba, Antônio Júnior e Marisa Merlo. 

A ressaltar, de saída, a inspirada apresentação midiática do Festival, com belíssima arte abrindo o bem fornido catálogo – assinado pelos Estúdios Tijucas (Francisco Gusso e Pedro Giongo) e mais Daniel Imaeda, e estampando belas camisetas. A organização, atenta a detalhes mínimos que fazem toda a diferença, é digna de aplausos, bem como a iniciativa de distribuir com participantes e convidados créditos para refeições, que podem ser trocados por almoços ou jantares em diversos locais da cidade. Como se não bastasse ser hermana argentina, Eugênia Castello ainda nos acolhe com simpatia e prestimosidade, secundada por Marianna Helena e Rafaela Rodrigues. Como Assessores de Imprensa, Carolina Bressane e Celso Sabadin.

Confira os filmes da programação:

COMPETITIVA JANELA INTERNACIONAL  (Longas) 

Ave (Avé) Première Brasil
De Konstantin Bojanov
Bulgária, 86’, 2011

 Enquanto pede carona de Sofia para Ruse, Kamen conhece Avé, uma garota fugitiva de 17 anos. Em cada carona que pegam juntos, Avé inventa novas identidades para eles, e suas mentiras compulsivas complicam cada vez suas vidas. Relutantemente atraído por essa aventura, Kamen começa a se apaixonar por Avé. 

Melhor Roteiro e Melhor Filme no Fantasporto 2012.

Prêmio Jovem Talento no Festival de Hamburgo. 

Prêmio Especial do Júri no Festival de Sarajevo. 

Prêmio da Crítica Internacional (FIPRESCI) no Festival de Varsóvia. 

Country Music (Musica Campesina) – Première Brasil
De Alberto Fuguet
Chile/EUA, 105′, 2011

Alejandro Tazo, um chileno com cerca de 30 anos, chega de ônibus em Nashville, vindo da costa Oeste dos Estados Unidos.  Ele foi assaltado no caminho? Por que ele está ali? Como ele chegou ali? O que ele fará na cidade da música? 

Habana Muda (Habana Muda) Première Brasil
De Eric Brach
França, 61’, 2011

Esse cuidadoso filme de observação segue Chino, um homem surdo que tenta sustentar sua esposa, também muda, e dois filhos pequenos, em Havana. Chino mantém uma relação aberta com um homem que vive no México e que o ajuda financeiramente. Este triângulo amoroso aos poucos se desenrola cheio de surpresas, algumas vezes inusitadas, perturbadoras e comoventes. 

Karen Llora En Un Bus (Karen Cries In A Bus)
De Gabriel Rojas Vera
Colômbia, 98’, 2011

Após dez anos de completa dedicação ao seu abastado marido, Karen percebe o quanto abdicou de sua própria vida. Cansada de tudo, ela decide ir embora. Com suas economias ela aluga um quarto no centro de Bogotá e tenta arrumar um emprego, mas sua idade e inexperiência a deixam em desvantagem. 

Las Acacias, co-produção Argentina-Espanha, é um dos concorrentes…

Las Acacias (Las Acacias)
De Pablo Giorgelli
Argentina/Espanha, 85’, 2011

Estrada entre Assunção e Buenos Aires. Um caminhoneiro precisa levar consigo uma mulher desconhecida. A mulher não está só. Ela embarca com seu bebê. Restam 1.500 km por percorrer. 

·         Vencedor dos prêmios ACID, Golden Camera e Young Critics em Cannes 2011.

·         Vencedor do Troféu Sutherland no British Film Institute 2011. 

·         Vencedor do Horizon Awards em San Sebastian 2011. 

Sangue Do Meu Sangue (Blood Of My Blood)
De João Canijo
Portugal, 140′, 2011

As dificuldades da vida na periferia de Lisboa e os sacrifícios que duas mulheres estão dispostas a fazer pela sua família. Márcia está determinada a encerrar o ciclo de pobreza de sua família e quando ela descobre que sua filha está namorando um professor mais velho, não medirá esforços para terminar essa relação indesejada.

·         Grande Prêmio do Júri no Festival de Miami. 

·         Vencedor de 4 prêmios no Festival de Coimbra, incluindo Melhor Diretor. 

·         Prêmio da Crítica Internacional (FIPRESCI) no Festival de San Sebastian. 

Snackbar (Snackbar) – Première americana

De Meral Uslu
Holanda, 83’, 2012

Ali é dono de uma lanchonete no subúrbio de uma grande cidade holandesa, que serve de refúgio para vários jovens descendentes imigrantes marroquinos. Esses jovens são violentos e envolvidos com diversos crimes e para eles, Ali é como se fosse um tio, um homem turco mais velho e de confiança; compreensivo, divertido e também rigoroso. Mas e se Ali, com seu vício em jogar gamão, comprometer tudo isso ? 

Sudoeste (Southwest)
De Eduardo Nunes
Brasil, 128’, 2011

Numa vila isolada do litoral brasileiro onde tudo parece imóvel, Clarice percebe a sua vida durante um único dia, em descompasso com as pessoas que ela encontra e que apenas vivem aquele dia como outro qualquer. Ela tenta entender a sua obscura realidade e o destino das pessoas à sua volta num tempo circular que assombra e desorienta. 

·         Prêmio de Melhor Contribuição no Festival de Havana. 

·         Melhor Fotografia, Prêmio da Crítica e Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio. 

The Education (Die Ausbildung)
De Dirk Lütter
Alemanha, 85’, 2011

 Jan é um jovem reservado, tímido e pouco ambicioso. Ele está em seu último ano de treinamento em uma empresa de médio porte e não há nenhuma garantia de um emprego no final desse processo. Preso em um departamento com desempenho ruim, Jan faz tudo o que pode para agradar seu chefe. Mas manter tamanha disciplina e produtividade fica difícil quando ele se apaixona por Jenny, uma colega de trabalho. 

·         Prêmio Diálogo no Festival de Berlim. 

Totem (Totem) – Première Brasil

De Jessica Krummacher
Alemanha, 86’, 2011

A jovem Fiona vai trabalhar na casa da família Baur. Pai, mãe, filha e filho vivem suas próprias vidas, sem se comunicarem uns com os outros. Ninguém dessa família percebe que Fiona tomou uma decisão importante, apenas o vizinho começa a se preocupar. 

Volcano (Volcano/ Eldfjall)
De Rúnar Rúnarsson
Islândia, 95’, 2011

Quando Hannes se aposenta de seu emprego de zelador, um vazio se inicia em sua vida. Ele está afastado de sua família, praticamente não tem amigos e a paixão pela esposa desapareceu. Por causa de acontecimentos drásticos, Hannes percebe que ele tem que ajustar sua vida para ajudar alguém que ama. 

·         Melhor Filme (Júri Oficial e Crítica) no Montreal Festival of New Cinema. 

·         Prêmio de Jovem Diretor nos Festivais de Chicago e Valladollid. 

·         Melhor Filme no Festival de Denver. 

·         14 Indicações no Eddar, o Oscar da Islândia, tendo vencido em 5 categorias, incluindo Melhor Filme). 

·         Melhor ator (Theodór Júlíusson) na Mostra de São Paulo 2011. 

COMPETITIVA OLHARES BRASIL

(Longas) 

As Hiper Mulheres (The Hyperwomen)
De Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro
Brasil, 80’, 2011

Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente. 

·          Prêmios Especial do Júri e Melhor Montagem no Festival de Gramado.

·          Melhor Som no Festival de Brasília.

·          Melhor Documentário no Festcine de Goiânia. 

Estradeiros (Wanderers)
De Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira
Brasil/Argentina, 79′, 2011

Documentário sobre uma tribo nômade que ocorre em grande parte do Brasil e da America Latina. Constituída por indivíduos de diversas origens, os integrantes dessa tribo vestem-se de maneira muito peculiar, com roupas puídas, quase sempre sujas, cabelos desgrenhados e andam a pé. Vendem suas artes em práticos mostruários de tecido que carregam por todos os lugares por onde passam. Road movie filmado no Brasil, Argentina, Bolivia e Peru. 

·          Melhor Filme na Semana dos Realizadores no Rio de Janeiro em 2011. 

·          Prêmio Abraccine (Crítica) no Cine PE 2012. 

Girimunho (Swirl)
De Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr
Brasil/Espanha/Alemanha, 90’, 2011

Bastú perde o marido Feliciano e busca nos sinais do dia-a-dia e em suas lembranças sentimentos que irão ajudá-la nessa transformação. Maria carrega em seu tambor as tradições de seu povo. Duas senhoras no sertão mineiro fazendo o redemoinho da vida girar. 

·         Prêmio Especial do Júri no Festival de Havana e no Festival Três Continentes, de Nantes. 

HU (HU Enigma)
De Pedro Urano e Joana Traub Csekö
Brasil, 78′, 2011

Um edifício partido ao meio: de um lado, o hospital do outro, a ruína. E no horizonte, a Baía de Guanabara, o Rio de Janeiro, a saúde e educação públicas. Inteiramente filmado no monumental, e apenas parcialmente ocupado, prédio modernista do Hospital Universitário da UFRJ. Uma metáfora em concreto armado da esfera pública brasileira. 

Letícia Spiller: atuação primorosa no filme de André da Costa Pinto

Tudo Que Deus Criou (All of God’s Creations) – Première mundial
De André da Costa Pinto
Brasil, 105′, 2012

Um órfão, uma senhora cega, e toda responsabilidade de assumir uma família jogados sobre os ombros de um jovem de 23 anos, que passa por um conflito de identidade. O que Deus criou pensando em cada um deles ? 

 COMPETITIVA JANELA INTERNACIONAL (Curtas) 

Beast (Csicska)
De Attila Till
Hungria, 20’, 2011

Balogh, um pequeno agricultor húngaro, domina sua esposa, seus filhos e seu escravo “contratado”. Isolado do resto do mundo em uma fazenda distante, ele tenta manter uma família ideal que formulou a partir de rígidas tradições. 

Cross-country (Cross)
De Maryna Vroda
França, 15’, 2011

No início, o garoto é obrigado a correr. Depois, corre por conta própria. Por fim, contempla outra corrida. 

·         Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Curta em Cannes de 2011. 

It Is Nothing (Ce N’est Rien) – Première Brasil
De Nicolas Roy
Canadá, 14’, 2011
 

Michel vive com sua filha, Marie. Hoje, suas vidas monótonas se transformam em um drama. 

 ·         Selecionado à Palma de Ouro de Melhor Curta em Cannes de 2011. 

Juku (Juku)
De Kiro Russo
Bolívia/Argentina, 18′, 2011

Cerca de dez mil pessoas entram diariamente na Posokoni, a maior mina de estanho da Bolívia, e fazem seus caminhos pela escuridão primitiva. 

July 1st, An Unhappy Birthday (七一生日不快樂) – Première Brasil
De Miao Li
Hong Kong, 25′, 2011

Lau foi com sua namorada, Ranya, na última marcha de 01 de julho, em 2010. Este ano eles vão participar novamente da marcha para celebrar esse encontro, o seu aniversário e protestar contra o governo. Mas algo vai mudar radicalmente este alegre dia. 

Late And Deep (Late And Deep) – Première Brasil
De Devin Horan
Noruega/Estados Unidos, 17’, 2011

Escuridão no norte. Ao acordar, claridade. Sob a vastidão do céu, uma noite de corpos tomados por febre. “Late and Deep” é a segunda parte de uma tetralogia que explora os dizeres do escritor existencialista Sadeq Hedayat: “Na vida, é possível tornar-se um anjo, humano ou animal. Eu não tenho nenhuma dessas possibilidades”. 

 Memórias Externas De Uma Mulher Serrilhada (External Memories of an Aliased Woman)
De Eduardo Kishimoto

Brasil, 15’, 2011

Fragmentos digitais da intimidade de Josi. 

 Mezanin (Mezzanine) – Première América
De Dalibor Matanic
Croácia, 14′, 2011

Tudo se passa em uma cidade alienada, ditada por princípios impiedosos da sociedade coorporativa, na qual uma jovem mulher aceita ser reduzida a simplesmente carne humana, pois essa é a única forma de existir dentro do jogo da sobrevivência. A mãe encoraja a filha a embarcar nesse mundo impiedoso, mesmo sendo consciente que sua própria filha está sendo irreversivelmente prejudicada. As duas jogam silenciosamente para alcançar seus objetivos. 

Narcocorrido (Narcocorrido) – Première Brasil
De Ryan Prows
Estados Unidos, 23′, 2011

O Narcocorrido é uma balada folclórica mexicana criada por presos para mitificar contos que ilustram o decadente tráfico de drogas ocidental moderno. Quando uma policial da fronteira, gravemente doente, detém um carregamento do crime organizado em uma última disputa por sua sobrevivência, ela se vê representada em um Narcocorrido. Será que ela reconhecerá seu desespero diante dos traficantes ou reprimirá seus sentimentos para sobreviver ? 

One Night With You (Une Nuit Avec Toi) – Première Brasil
De Jeanne Leblanc
Canadá, 13′, 2011

Desde a infância, Samuel sempre foi gordo. Contudo, aos seus 23 anos, suas fantasias são garotas magras. Diante da indiferença de seus desejos inacessíveis, ele tenta recorrer a Emily, uma jovem mulher na mesma situação. 

Could See A Puma (Pude Ver Un Puma)
De Eduardo Williams
Argentina, 18′, 2011

Um acidente leva um grupo de garotos dos altos telhados das suas vizinhanças, passando pela sua destruição, às profundezas da Terra. 

Tomorrow, Algiers? (Demain, Alger ?) – Première Brasil
De Amin Sidi-Boumediène
Argélia, 20’, 2011

Três rapazes discutem sobre a viagem que um de seus amigos irá fazer e sobre um estranho evento que pode acontecer no dia seguinte. No andar de cima, Fouad está fazendo suas malas, sem saber se terá coragem de despedir de seus amigos. 

 Wind Session Tiger Woman (Wind Session Tiger Woman) – Première Brasil
De Paavo Hanninen
Estados Unidos, 11’, 2011

Um jovem se muda para uma nova cidade somente para constatar que está completamente sozinho. O único contato que ele faz é com uma vizinha de meia idade que vive no andar de baixo. Eles iniciam uma estranha conexão que pode ser mais profunda do que ele deseja. 

COMPETITIVA OLHARES BRASIL (Curtas) 

Assunto de Família (Family Affair)
De Caru Alvez de Souza
Brasil, 13′, 2011

Domingo, dia de futebol. A família de Rossi se organiza em torno da TV. Eunice, sua mãe, olha através da janela enquanto Borges, seu pai, e Cauã, seu irmão mais velho, assistem ao jogo. Rossi tenta achar seu lugar na casa. 

Dona Sônia Pediu Uma Arma Para Seu Vizinho Alcides (Dona Sonia Borrowed A Gun From Her Neighbor Alcides)
De Gabriel Martins
Brasil, 18′, 2011

Dona Sônia quer vingança. 

Entre Nós, Dinheiro (Between Us, Money)
De Renan Rovida
Brasil, 25’, 2011

Churrasco de fim de ano na firma. O que era para ser uma festa é trabalho para os funcionários. As relações mediadas pelo dinheiro e pela exploração se juntam ao discurso democrático do patrão e à sua própria ilusão no crescimento econômico do país. Trabalhando, é possível enriquecer? Um dia de “festa” na periferia do Capital. 

Na Sua Companhia (By Your Side)
De Marcelo Caetano
Brasil, 21’, 2011

A noite e a solidão estão cheias do diabo. Aí chega você. E a agridoce vida. 

Oma (Oma)
De Michael Wahrmann
Brasil, 22′, 2011

Ela fala alemão, eu falo espanhol. Ela não escuta, eu não entendo. 

Praça Walt Disney (Walt Disney Square)
De Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira
Brasil, 21′, 2011
 

Uma abordagem diferente sobre a vida urbana contemporânea que reflete a sociedade brasileira. O documentário descreve ao mesmo tempo um bairro, um cidade e um país. O lugar real: Boa Viagem, Recife, Pernambuco, Brasil. 

Realejo (Barrel organ)
De Marcus Vinicius Vasconcelos
Brasil, 13’, 2011

A cada lua cheia, um realejo mágico decide o futuro de todos os habitantes de um misterioso planeta. Um desses seres, cansado desta rotina opressora, fará o impossível para mudar sua realidade. 

Vereda (Pathway) – Première Mundial
De Diego Florentino
Brasil, 20’, 2012

O pescador paira sobre a correnteza e sobrevive das sobras do amor gasto. Toma pra si a beleza que o mar revolto lhe deu em troca de sua vida. 

MOSTRA OUTROS OLHARES (Longas) 

Either Way (Á Annan Veg) – Première América do Sul

De Hafsteinn Gunnar Sigurdsson

Islândia/Reino Unido, 84’, 2011

Em algum lugar remoto no norte da Islândia, dois funcionários de uma administradora de rodovias, Finnbogi e Alfred, passam o verão pintando faixas nas imensas estradas. Tendo somente um ao outro como companhia, esse local inóspito torna-se um lugar de aventuras, desastres e descobertas.  

Gangster Project (Gangster Project) – Première América do Sul

De Teboho Edkins

Alemanha/África do sul, 54’, 2011

Na Cidade do Cabo, um jovem branco estudante de cinema decide sair do conforto de seu bairro seguro. Ele quer fazer um filme de gângster, com bandidos reais. Após uma longa busca por um personagem interessante, ele acha a gangue perfeita e entra em sua rotina. A realidade logo aparece e a vida claustrofóbica dos traficantes não corresponde exatamente às suas expectativas. 

Gesto (Sign) – Première Brasil

De António Correia

Portugal, 80’, 2011

Portador de deficiência auditiva profunda, o jovem António quer estudar cinema e  fazer filmes para todos, surdos e ouvintes. Vive o primeiro amor com Irina, uma jovem surda, que não compreende o fato de António querer sair da escola e do país. Pela primeira vez na vida, o mundo de António está desabando. 

I’m A White Mercenary (Man Yek Mozdore Sefid Hastam) – Première América

De Taha Karimi

Iraque, 63’, 2012

Saeid Jaf, um comandante mercenário do Partido Baath, do Iraque, está sendo julgado no Tribunal iraquiano, acusado de participar do genocídio de Anfal, contra os países curdos. 

Olhe Para Mim De Novo (Look At Me Again)

De Claudia Priscilla e Kiko Goifman

Brasil, 77’, 2011

Syllvio Luccio atravessa os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Pelo caminho, encontra uma família com doença genética, uma mãe que recorreu ao DNA para saber se seu filho – já com 33 anos – foi trocado na maternidade, e uma família de albinos. 

Siberia (Sibérie) – Première Brasil

De Joana Preiss

França, 81’, 2011

Um casal faz uma longa viagem pela ferrovia Transiberiana. Equipado com câmeras digitais, eles registram sua cumplicidade e falhas, controlam suas fraquezas e confissões, diante de um território frio e infinito. É a ocasião para pôr seu amor à prova do isolamento, do desconhecido e do cinema. 

The Bird (L’oiseau)

De Yves Caumon

França, 90’, 2011

Anne é discreta, secreta, um mistério para si mesma. Não tem amor, não sente emoções e isso a deixa bem. Anne passou por uma provação, mas não perdeu a cabeça. Ela pôs-se em quarentena, está fazendo o caminho de volta rio acima, refazendo sua jornada, levando uma coisa de cada vez, esperando a alegria voltar.

 The Sleeping Girl (Das Schlafende Mädchen) – Première Brasil

De Rainer Kirberg

Alemanha, 105′, 2011

Dusseldorf, Alemanha, começo dos anos 1970. Hans, um jovem e introvertido estudante de artes, conhece Ruth, uma jovem vagante em um parque. Fascinado, Hans faz dela a inspiração de suas obras e a leva para viver em seu estúdio. Ruth rapidamente se insere no cenário artístico, Hans, temendo que a situação saia de seu controle, a tranca.  Ele acredita que pode estudar os mistérios da garota dentro de seu estúdio, e confunde arte e vida real. 

Twiggy (La Brindille) – Première América do Sul

De Emmanuelle Millet

França, 85’, 2011

A jovem Sarah vive em um albergue e não tem emprego fixo. Quando ela decide que quer conseguir um emprego estável, descobre que está grávida. Em choque, fica dividida entre aceitar sua gravidez inesperada e seu desejo de crescer profissionalmente. 

 Viagem a Portugal (Journey to Portugal)

De Sérgio Tréfaut

Portugal, 75’, 2011

Maria, uma médica ucraniana, chega ao aeroporto de Faro, em Portugal, com um visto de turismo. Entre todos os passageiros do seu avião, Maria é a única a ser detida e interrogada pela Imigração. A situação piora quando a polícia percebe que o homem que espera Maria no aeroporto é senegalês. Filme inspirado numa história real. 

·         Prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante (Isabel Ruth) no Festival de Coimbra. 

 Vikingland (Vikingland) – Première Brasil

De Xurxo Chirro

Espanha, 100′, 2011

Marinheiros galegos trabalham em uma balsa que atravessa da cidade de Romo (Dinamarca) para a ilha de Sylt (Alemanha). Um deles compra uma câmera de vídeo e começa a gravar sua vida cotidiana e a vida de seus companheiros, durante suas passagens no meio de Inverness (Reino Unido). Documentário sobre a imigração galega no norte da Europa. 

MOSTRA NOVOS OLHARES  (Longas) 

Between Us (Entre Nosotros) – Première America

De Paloma Aguilera Valdebenito

Holanda, 50’, 2011

Um grupo de amigos e familiares da América do Sul se encontram num pequeno apartamento em Amsterdam, para uma festa de despedida. A festa é para Diego, que retornará ao Chile com seu filho depois de uma visita de um mês ao seu irmão Pablo, que vive ali com sua mulher, holandesa, e sua filha desde que deixou seu país no final dos anos 70.

 ·         Melhor Ficção no Festival de Biarritz. 

Monika (Monika) – Première Internacional

De Christian Werner

Alemanha, 53’, 2011

Monika quer tirar sua carteira de motorista. Porém, uma arriscada cirurgia a deixa cega. Sua mãe, fragilizada, não suporta ver a filha assim. Monika junta forças e luta por sua independência, começa a estudar fisioterapia e descobre uma nova maneira sensitiva para se conectar com o mundo. 

Para Além Das Montanhas (Yama No Anata / Beyond The Mountains) – Premiere América

De Aya Koretzky

Portugal, 59′, 2011

“Submerjo nas paisagens de Mondego, local onde vim morar com os meus pais quando criança, deixando para trás Tóquio, a cidade onde nasci. Através da leitura de cartas que troquei com amigos e família que ficaram no Japão, reflito sobre a nossa vinda para Portugal e relembro o passado na tentativa de reter a memória efêmera, numa viagem com os espíritos que permanecem comigo.” Aya Koretzky 

 The Lifeguard (El Salvavidas) – Première Brasil

De Maite Alberdi

Chile, 70’, 2011

Mauricio é um salva-vidas que evita entrar no mar. Ele acredita que um bom salva-vidas aplica medidas preventivas. Mas ninguém quer fazer o que Mauricio pede, e ele também não quer se arriscar por ninguém. 

 MIRADA PARANAENSE (Longa

Iván – De Volta Para O Passado (Iván – Back To The Past)

De Guto Pasko

Brasil, 109’, 2011

Em 1942, Iván Bojko foi arrancado de sua aldeia natal na Ucrânia pelos nazistas e levado para trabalho forçado. Em 48 ele imigrou para o Brasil e nunca mais conseguiu voltar para a Ucrânia. 68 anos depois, o filme documenta o retorno de Iván Bojko a sua terra natal, aos 91 anos. 

MIRADA PARANAENSE (Curtas) 

In (In)

De Bruno de Oliveira

Brasil, 10’, 2012

Lembranças do ano de 1997. 

Entre Lá e Cá (Here and There)

De Heloisa Passos

Brasil, 18′, 2012

Carol, Amanda, Talia, Juli, Larissa e Morgana vivem na Ilha de Amparo, em frente ao Porto de Paranaguá. À margem da censura adulta, essas meninas trocam pequenos segredos de amor, fazem confidências e declaram seus desejos adolescentes. 

O Descarte (The Disposal)

De Carlon Hardt e Lucas Fernandes

Brasil, 17’, 2011

Eduardo, um curitibano típico dos anos 90, é surpreendido quando a mulher com quem compartilha um quarto de motel tenta subitamente assassiná-lo. Na busca por entender por que querem matá-lo, ele acaba se envolvendo em uma trama policial regada a sexo, violência e sacanagem. 

 Ovos De Dinossauro Na Sala De Estar (Dinosaur Eggs In T He Living Room)

De Rafael Urban

Brasil, 12’, 2011

A alemã Ragnhild Borgomanero, de 77 anos, estudou fotografia digital e fez cursos de Photoshop e Premiere para manter viva a memória de seu falecido esposo, Guido, com quem reuniu a maior coleção particular de fósseis da América Latina. 

Se Você Deixar O Coração Bater Sem Medo (If You’d Set Your Heart Fearlessly Beating)

De Tamiris Spinelli

Brasil, 7’, 2012

Se você soltar o pé na estrada, eu danço com você o que você dançar. 

RETROSPECTIVA JOHN CASSAVETES 

SOMBRAS (Shadows, 1959) – 35MM – 87’.

A bela morena Lelia (Leila Goldoni) se apaixona pelo branco Tony (Anthony Ray). Um romance que a Nova York dos anos 50 ainda não estava preparada para aprovar. Vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Veneza. 

 FACES (Faces, 1968) – 35MM – 130’.

A desintegração do casal Richard (John Marley) e Maria Forst (Gena Rowlands) parece inevitável. Ambos entram em rota de colisão após Richard conhecer a bela Jeannie (Gena Rowlands), e Maria se envolver com Chet (Seymour Cassel). Adaptado da peça teatral do próprio cineasta, “Faces” foi indicado a três Oscars: Melhor Roteiro Original, Melhor Ator Coadjuvante (para Seymour Cassel) e Melhor Atriz Coadjuvante (para Lynn Carlin). 

 UMA MULHER SOB INFLUÊNCIA (A Woman Under the Influence, 1974) – 35MM – 155’.

Pressionada pela falta de dinheiro, abatida e emocionalmente fragilizada, Mabel (Gene Rowlands) é ameaçada pelo próprio marido Nick (Peter Falk), que pretender interná-la num manicômio. Considerada uma das maiores obras-primas de Cassavetes, “Uma Mulher Sob Influência” recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Atriz e Melhor Direção. 

MORTE DE UM BOOKMAKER CHINÊS (The Killing of a Chinese Bookie, 1976) – 35MM – 108’.

Endividado e desesperado, Cosmo Vitelli (Ben Gazarra) só tem uma maneira de pagar sua dívida com a Máfia: se envolver no submundo do crime e tornar-se um assassino. Ainda que não esteja creditado, Martin Scorsese é um dos autores do argumento original do filme.  

NOITE DE ESTRÉIA (Opening Night, 1977) – 35MM – 144’.

A consagrada atriz Myrtle Gordon (Gena Rowlands) sofre um trauma na noite de estreia de sua nova peça: uma fã morre e Myrtle se sente culpada, o que desencadeia uma forte crise de loucura e alucinações. O filme rendeu a Gena Rowlands o Urso de Ouro de Melhor Atriz no Festival de Berlim. 

 Conheça as Mostras e Premiações:  

 Para Longas Metragens (acima de 50 minutos):

Competitiva Janela Internacional de Longa Metragem – Para filmes brasileiros e internacionais. Concorre ao “Prêmio Olhar” de R$ 10.000. 

Competitiva Olhares Brasil de Longa Metragem – Para filmes  brasileiros e de diretores estrangeiros residentes no Brasil há pelo menos 2 anos. Concorre ao “Prêmio Olhar” de R$ 7.000. 

Novos Olhares – Para 1º.s ou 2º.s filmes de cineastas brasileiros e internacionais. 

Outros Olhares  (Não Competitiva) – Breve panorama de propostas cinematográficas do Brasil e do mundo. 

Mirada Paranaense (Não Competitiva) – Para filmes de cineastas paranaenses ou residentes no Paraná há pelo menos 2 anos. 

 Para Curtas Metragens (até 25 minutos): 

 Competitiva Janela Internacional de Curta Metragem – Para filmes brasileiros e internacionais. Concorre ao “Prêmio Olhar” de R$ 4.000. 

 Competitiva Olhares Brasil de Curta Metragem – Para filmes  brasileiros e de diretores estrangeiros residentes no Brasil há pelo menos 2 anos. Concorre ao “Prêmio Olhar” de R$ 2.5000. 

 Mirada Paranaense (Não Competitiva) – para filmes de cineastas paranaenses ou residentes no Paraná há pelo menos 2 anos. 

Haverá também Prêmios do Público, da Crítica, e o Prêmio Aquisição RPC no valor de R$10.000 para um curta da Mirada Paranaense.

Além de debates, oficinas e seminários que promoverão um intenso intercâmbio de idéias entre o público, estudantes e cineastas brasileiros e internacionais. 

SERVIÇO:

Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

De 29 de maio a 4 de junho de 2012.

Realização: Grafo Audiovisual, Ministério da Cultura, Governo Federal.

Patrocínio: Volvo, Copel, Schweppes. 

Apoio: Estúdio Tijucas, Conta Cultura, Governo do Estado do Paraná, Shopping Crystal

Apoio Cultural: SESI-PR, SESC-PR, SESC Paço da Liberdade.

Promoção: RPCTV, Gazeta do Povo. 

Locais: 

·         Espaço Itaú de Cinema – Shopping Crystal – Exibição da seleção oficial de filmes. Rua Comendador Araújo, 731 – Batel. 

·         Cinemateca de Curitiba – Exibição da seleção oficial de filmes. Rua Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco. 

·         Museu Oscar Niemeyer – Mostra paralela Multiolhares. Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico. 

·         Sesc Paço da Liberdade – Seminário e Debates com os Realizadores.Praça Generoso Marques – Centro. 

·         Sesc da Esquina – Realização das Oficinas. Rua Visconde do Rio Branco, 969. 

·         Teatro Guairinha – Cerimônias de Abertura e Encerramento. Rua XV de Novembro s/n. 

·         SESI  (várias unidades nos bairros) – Mostra Olhar Itinerante.

André Costa revela Tudo que Deus criou… e faz bonito pelo Cinema em Campina Grande

 
Aproxima-se o grande dia do lançamento: o super aguardado filme de André da Costa Pinto – Tudo que Deus criou - tem pré-estreia nacional neste sábado, na paraibana Campina Grande, onde foi filmado.
 
As primeiras cenas foram rodadas ainda em 2009, tendo a Universidade Estadual de Campina Grande como realizadora. Tudo que Deus Criou é o primeiro longa-mentragem do cineasta, produtor, professor de Cinema e idealizador do Festival ComuniCurtas, André da Costa Pinto, dos premiados curtas Amanda e Monick e A Encomenda do Bicho Medonho.
 
A produção é fruto de uma parceria entre o diretor André da Costa Pinto e o produtor Adriano Lírio – ambos bastante premiados nos últimos anos por seus trabalhos na área audiovisual.
 
O elenco tem nomes de vasta estrada na cena artística nacional: Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Gladys, Paulo Vespúcio e Cláudio Jaborandy. Mas vale ressaltar: a maior parte do elenco é composta por atores da própria Campina Grande, todos eles ex-alunos de Aandré Costa, como o estreante Paulo Phillipe, que faz o protagonista Miguel.
 
Letícia Spiller em grande momento de atuação…
 
Amor, tristeza, dor, melancolia e momentos de extrema delicadeza compõem o filme, que tem roteiro do próprio André Costa. O filme é uma parceria da Medonho Produções com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que vem sendo pródiga em fomentar o audiovisual em suas hostes, sobretudo depois da chegada revolucionante de André da Costa Pinto aos quadros da UEPB.
 
Tudo que Deus criou foi inteiramente rodado em Campina Grande, principalmente nas ruas João Pessoa e Félix Araújo, no centro da cidade, e tem a aplaudida assinatura de João Carlos Beltrão na fotografia, e a da cantora e compositora Val Donato na trilha sonora.
 
 
A pré-estreia nacional acontece este sábado no Hotel Garden, em Campina Grande, às 20h, com sessão especial para convidados da UEPB e imprensa, contando com a participação de todo o elenco. Dia seguinte (26), no mesmo local, haverá duas sessões especiais, às 15 e às 17h, gratuitas e abertas a todos os interessados.
 

André da Costa Pinto mostra TUDO QUE DEUS CRIOU em Campina Grande

No próximo dia 25, será lançado o primeiro longa-metragem inteiramente rodado em Campina Grande. A direção é de André da Costa Pinto com produção da Universidade Estadual da Paraíba

Letícia Spiller: papel antológico no filme de André da Costa Pinto

ANDRÉ DA COSTA PINTO é ex-aluno da Universidade Estadual da Paraíba, onde fez jornalismo, teatro e cinema, e de lá criou o Festival COMUNICURTAS, hoje um dos mais importantes festivais de curtas-metragens do país.

De aluno a professor, André ganhou o carinho, o apoio e a cumplicidade de uma legião de amigos, que o acompanham e fazem coro com suas múltiplas e meritórias iniciativas culturais. Na UEPB, André ministrou diversos cursos de Teatro, criou cursos para ensinar como se produz para cinema, ensinou a criação de documentários, educou o olhar e a sensibilidade de muitos jovens que hoje seguem os passos do indormido mestre. Contou, muitas das vezes, com o apoio e a solidariedade da professora Marlene Alves, que veio a ser Reitora da UEPB e no ComuniCurtas do ano passado saudou André como “O Glauber Rocha de Campina Grande”.

Ano passado, foi um ano decisivo e André conseguiu o compromisso oficial da Reitoria da UEPB (através de entusiásticas palavras da Reitora Marlene Alves no palco do SESC, na noite de encerramento do VI ComuniCurtas) de que a Universidade iria implantar o Curso Superior de Cinema. E assim foi: o edital para as inscrições ao concurso para professor estão abertas.

André conversa com Guta Stresser durante as filmagens, sob o olhar atento de Maria Gladys…

Agora, André da Costa Pinto caminha para dar um de seus mais importantes passos: o lançamento oficial de seu primeiro longa-metragem, roteiro assinado por ele e baseado em fatos reais.

Inteiramente rodado em Campina Grande, Tudo que Deus criou teve suas filmagens iniciadas em 2009 com a presença de nomes do quilate de Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Gladys, Cláudio Jaborandy, e Paulo Vespúcio. O longa marca também a estreia do jovem Paulo Phillipe no cinema. A fotografia é assinada por João Carlos Beltrão, conhecido bam-bam-bam paraibano do métier.

Letícia Spiller interpreta personagem cega no filme (Foto: Iramaya Rocha/Divulgação)
Letícia Spiller interpreta personagem cega no filme
(Foto: Iramaya Rocha/Divulgação)

A primeira exibição de TUDO QUE DEUS CRIOU será especial para convidados e está marcada para 25 de fevereiro, no Garden Hotel. No dia seguinte, serão promovidas duas exibições gratuitas para a população, às 15h e às 17h.

Paulo Vespúcio, Letícia Spiller e André da Costa Pinto num intervalo das filmagens…

Segundo André, a trama é baseada na história real de um jovem que, entre dificuldades e traumas, precisa ajudar a sustentar a família. A maior parte das cenas foi ambientada no bairro Rosa Mística.

André da Costa Pinto ficou nacionalmente conhecido quando roteirizou e dirigiu o curta-metragem A Encomenda do Bicho Medonho, aprovado na primeira edição do edital do projeto Revelando os Brasis. Em seguida, André realizou Amanda e Monick, firmando seu nome definitivamente entre os precoces iluminados no gramado do audiovisual. Os dois trabalhos foram bem premiados em festivais e com Amanda & Monick André revelou ao mundo sua inteligência refinada e a singular sensibilidade para transformar em cinema uma história simples mas cercada de preconceitos e barreiras no cotidiano da pequena cidade de Barra de São Miguel (a terra natal do diretor, no interior paraibano).

André da Costa Pinto: com acentuada vocação artística, diretor vai marcar o panorama do Cinema de forma muito intensa com Tudo que Deus criou

Agora ANDRÉ DA COSTA PINTO convida para o lançamento de TUDO QUE DEUS CRIOU.

E podemos antecipar: Em Tudo que Deus Criou, onde as luzes se acendem para iluminar o Infinito e criar ilusões de Cinema, há sempre uma energia muito luminosa, forte, intensa e poderosa que vem lá de Campina Grande, e atende pelo nome de André da Costa Pinto.