A semana passada – 10 a 17 de dezembro – foi de muita agitação, trabalho, correria, alguns atropelos (normais pra quem faz um evento tão grande), conversas de cinema, exibição defilmes em diversos locais da cidade de Bagé, mas sobretudo foi um tempo em que o relógio parou pra evidenciar o quanto é possível fazer do Cinema uma ponte frutífera para consolidar ações artísticas e propagar modos de ver o mundo e fazer cultura. Sobretudo, a semana em que Bagé foi sabiamente consagrada a Capital Pampeana do Cinema foi um involuntário oásis afetivo para interagirmos com pessoas de todas as raças, credos, cores, religiões, e referendarmos a importância e necessidade de convivência entrer sonoridades, imagéticas, sensibilidades e visualidades diferentes, todas bem vindas e necessárias.
Como jornalista e pessoa que há tantos anos se divide entre atuar, escrever, falar ao microfone, apresentar cerimônias de cinema/teatro/música/dança, e produzir os mais variados eventos na seara cultural, coube a mim ter o privilégio de assumir a Curadoria do III Festival de Cinema da Fronteira, atendendo a honroso convite do jovem cineasta e artista plástico Zeca Brito – por quem me encantei desde o primeiro momento em que o vi, numa insólita noite onda dançava Paralamas em ritmo de forró… coisa comum de acontecer comigo, sabem os muitos que me conhecem.
Zeca desde logo me falou sobre sua querida Bagé e das mostras de Cinema que ali realizava. Era tanto o carinho com que ele falava da cidade e tanta a empolgação que seus olhos traduziam em foma de sinergias emotivamente imagéticas, que nã otive dúvidas: juntaria a energia de Zeca com minha desfronteiriça gama de fazer Cinema e estaria em Bagé neste 2011 para juntos pensarmos e realizarmos o Festival de Cinema da Fronteira.
Passei um mês naquela bela cidade do sul do Rio Grande do Sul, onde recebi, desde a primeira hora, a melhor das acolhidas. Tanto da parte do pessoal do hotel que me acolheu, o bem localizado e aprazível MÓR, como da equipe que integra a Secretaria de Cultura do Município, comandada por Sapiran Brito, misto de ator, cantor e escritor, que organizou as duas mais animadas festas do Festival de Cinema da Fronteira.
Eu tenho muito e muito mais, de bom, agradável e festivo pra falar sobre Bagé mas no momento, meu cansaço se mistura com os resquícios do calmante do qual sempre me valho para enfrentar horas de vôo… com a minha inquietação natural, se não fizer isso, bem capaz de ficar “querendo saltar’ do avião antes da hora…
Aurora e o dublê de fotógrafo e cinegrafista, Larronda, que cuidou dos Cinejornais e making-of do Festival…

Casarões de Bagé: eles se espalham por todos os cantos e encantam o olhar…
Viva o CINEMA ! Aurora entre os atores Sirmar Antunes e Eduardo Cardoso…
Portanto, ainda não estou em timing adequado pra exprimir todo meu agradecimeto, minha saudade, minha enorme satisfação de ter estado em Bagé com a maravilhosa turma que ali fizemos ems todos estes dias, que transcorreram voando…
Marcos Gliosci e Sérgio Galvani trabalham em prol do Festival de Cinema de Bagé…
Radialistas Aristides Kússera e Sapiran Brito divulgam festival na Rádio Clube…
Acordei e sequer sabia direito onde estava: achei que ainda estava no hotel e precisava levantar correndo pra arrumar as malas…
Depois de algumas horas, vim ao Lap visualizar as últimas fotos-recuerdos do Festival, e, com grande alegria, vi minha caixa de mensagens repleta de e-ms com parabéns, agradecimentos, fotos, apoios ao nosso trabalho no festival…
Não dá pra falar de tudo neste momento, nem agradecer devidamente a todos.
Peço apenas que esperem pois estou tentanto dar um traço no meu cansaço, driblar minha saudade, e revitalizar meu pequeno arsenal de palavrasde gratidão, apreço e admiração pois só tenho a AGRADECER a Bagé, a Zeca Brito, a seus pais – os queridos artistas Marilu Teixeira e Sapiran Brito -, que viraram mais que irmãos e amigos, conterrâneos queridos de outros Pampas, companheiros de todas as horas, fiéis no afeto e solidários em todos os momentos.
Aurora M. Leão, André Miguéis e Zé Agripino respirando cinema em Bagé…
Agradecer e parabenizar ao Prefeito Dudu Colombo e a seu vice Carlos Fico, que se esmeraram em possibilitar que todas as solicitações da Curadoria e as demandas da produção fossem atendidas. Sem esse substancial apoio do Poder Público, nosso Festival teria sido capenga. Obrigada, Dudu, e Parabéns pela sensibilidade e a intrépida equipe, sobretudo os que fazem a Secretaria de Cultura.
Agradecer sensibilizada, feliz e comovida à extrema delicadeza e generosidade do mestre Jean-Claude Bernardet com o nosso embrionário Festival de Cinema da Fronteira, ele que nos dedicou carta tão bela e comovente, e nos legou dias e noites de agradáveis bates-papos e de lampejos de sabedoria visando a contribuir para que possamos encontrar de forma mais decisiva o cerne do festival, para torná-lo um festival que marque não pela grandiosidade de suas ações mas pelo respeito aos que fazem e aos que assistem, aos que fazem do Cinema o seu ofício e aos que acreditam na Sétima Arte como veículo propulsor de valorização do humano e perpetuação da beleza e da liberdade em qualquer parte onde a vida se faça Luz.
Arly Arnaud foi quem entregou o troféu Rainha da Fronteira a Bernardet…
Agradecer e, sobretudo APLAUDIR, a disponibilidade de Jean-Claude Bernardet e a desta magnânima atriz que é HELENA IGNEZ, que com sua força serena, sua lucidez iluminadora e sua generosidade contagiante propiciou as mais belas noites de Cinema em Bagé, influenciando decisivamente os que com ela estiveram, não pela presença naturalmente delicada, mas pelo comportamente visceralmente libertário e a delicadeza sutil e constante em todos os momentos, nas mínimas ocasiões onde se fez perceber uma guerreira da PAZ, do Amor, da convivência sem estrelismos nem preconceitos de espécie alguma.
Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet deram o tom, engrandeceram, abrilhataram e foram os grandes artífices do melhor que o CINEMA viveu nestes sete dias em que a Fronteira consagrou a Sétima Arte como sua Rainha.
Zeca Brito, Arly Arnaud, Helena Ignez e Aurora Miranda Leão em momento de curtição…
Tudo o mais de bom, belo e vigoroso que aconteceu no III Festival de Cinema da Fronteira teve o toque de Midas destes dois, que nos ensinaram, ensinam e continuam a ser Faróis iluminando o melhor das estradas nas quais as imagens ganham movimento para embelezar, contar histórias, trazer reflexões, sacudir marasmos, cutucar indiferenças, suscitar novos parâmetros, acender chamas, propagar outros caminhos, questionar padrões ultrapassados, vicejar o novo e reiterar o permanente.
Ao lado deles dois, Adriana Niemeyer (jornalista de observações precisas e sorriso farto), Catalina Moragues (estilista espanhola), Mirella Meira (professora de Artes da Universidade de Pelotas), os atores Sirmar Antunes, Danny Gris, Miguel Ramos e Eduardo Cardoso, o jornalista Cid Nader, os realizadores José Agripino, André Miguéis, Diego Müller, e mais uma enorme turma de ‘fazedores’ de cinema em Porto Alegre, Bagé e Pelotas (Larronda, Tamille e Tatá Padilha, Virgínia Simone e Matheus, Luffe Bollini e tantos tantos mais), fizeram de Bagé e do Festival de Cinema da Fronteira uma imensa e intraduzível SAUDADE que hoje me acompanha e me faz vir às lágrimas em pleno sol escaldante deste Pampa (?) cearense…
Ingra na principal praça de Bagé, a Silveira Martins (foto Aurora Miranda Leão)
E para fechar com cortina de ouro, a semana de Cinema em Bagé, tivemos a honra e alegria de contar com INGRA Liberato e Leonardo Machado como Mestres de Cerimõnia da solenidade de entrega de troféus aos vencedores do Festival. Um luxo para poucos !
Leonardo Machado e Ingra Liberato passam o texto da cerimônia de encerramento…
A dupla mandou bem demais, foram sérios quando a ocasião pedia e descontraídos no tom certo.
Ainda nos deram o prazer de ficar conosco até o sol nascer na manhã de domingo em Bagé…
Leo Machado e Zeca Brito cantam na melhor das festas: a do Garajão do Sapiran, que teve inesquecível arroz de carreteiro no cardápio…
De quebra, e com muito cheiro e gosto de Festa, BAGÉ ainda me fez vivenciar a incomparável VITÓRIA de meu time BARCELONA, o Melhor de todos os Melhores, como anuncia desde ontem a IMPRENSA de todos os quadrantes.
Leonardo Machado esbanjou simpatia e musicalidade… um luxo curtir a noite cantando com ele, que se dividiu entre o violão e a percussão, em Bagé…
E tudo isso por causa de um único nome, pequeninho, humilde, quietinho na dele, sem chamar atenção de nada nem pra nada, a não ser para as jogadas excepcionais que arma, com cabeça de gênio e pés lapidados para fazer os GOLS que corações do mundo inteiro saúdam como LINDOS, INCOMPARÁVEIS, SENSACIONAIS, DESCONCERTANTES e FENOMENAISSSSSSSSSS :
Lionel MESSI !!!
MESSI, MESSI, MESSI !!!

MESSENSACIONALLLLLLLLLLLLLLLLLLLL !!!
E não sou eu quem diz: o mundo se curva diante da GENIALIDADE INCOMUM do Mestre da Bola… Saraváaaaaaaaaaaaaaa !!!
Barbaridade, Tchê !





































































































