
Estes movos importantes lançamentos da meritória Coleção APLAUSO, idealizada por Rubens Ewald Filho, serão lançados semana que vem, em Sampa, numa demonstração indubitável de apoio, respeito e incentivo ao Teatro.
VIVAAAAAAAAAAA !!!
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APLAUSOS para mais estes 2 sugnificativos lançamentos da Imprensa Oficial de São Paulo !
A memória da Cultura Brasileira agradece.
Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, livro de Sergio Fonta (Coleção Aplauso, Editora Imprensa Oficial de São Paulo, 600 p.) Lançamento: HOJE na Livraria Travessa / Leblon, às 19h.
PORQUE RUBENS CORRÊA MERECE NOSSA ETERNA SAUDADE e ADESÃO

Rubens Corrêa foi um dos maiores atores do Brasil, talvez o maior. Para alguns esta afirmação pode parecer um exagero, mas não é: ele foi mesmo. Quem o assistiu em cena nunca mais o esqueceu. Diário de um louco, que ele interpretou com 33 anos, Marat-Sade (em São Paulo e depois Rio) ainda nos anos 60, O assalto, O arquiteto e o imperador da Assíria, Hoje é dia de rock, O beijo da mulher-aranha, mais que tudo Artaud! e O futuro dura muito tempo, seu último trabalho antes de retomar Artaud! até o fim de seus dias, todos estes trabalhos-ícones, entre dezenas de outros, transformaram-se num legado apaixonado de quem amou o teatro como poucos.
Nascido em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, em 23 de janeiro de 1931 e morto em 22 de janeiro de 1996 no Rio de Janeiro, Rubens Corrêa construiu sua carreira ao lado do diretor e também ator Ivan de Albuquerque, cujo impulso definitivo veio com a inauguração do Teatro Ipanema, onde a dupla emplacou seus maiores sucessos. Mas Rubens não se limitou ao teatro e, embora não fosse o seu chão, realizou belos trabalhos também em cinema, como Na boca da noite e Álbum de família, entre outros, e na televisão, em novelas como Partido alto, Kananga do Japão e Pantanal, em Especiais como O bispo do rosário ou seriados como Decadência, de Dias Gomes, na Rede Globo, seu último trabalho em tv. Além disso, dirigiu inúmeros espetáculos com enorme sensibilidade, além de fazer a trilha sonora para vários deles. Amou o teatro, a poesia, a música, a vida e o ser humano. Um nome para não esquecer. Agora ficará para sempre lembrado também em livro.
O ator, dramaturgo e diretor Sergio Fonta conheceu Rubens Corrêa nos anos 70, bem jovem, quando começava sua caminhada, ainda como repórter, trabalhando no Jornal de Ipanema e no Jornal de Letras. Entrevistou-o diversas vezes durante a vida mas, desde a primeira vez, surpreendeu-se com seu carisma, sua inteligência e sua generosidade. Mais impactado ainda ficou quando assistiu à montagem histórica de O arquiteto e o imperador da Assíria, no Teatro Ipanema, em que Rubens contracenava com José Wilker, então surgindo como ator: acabou repetindo a dose por oito vezes mais.
Na introdução de Um salto para dentro da luz, Sergio Fonta fala da emoção daquele momento:
“ – O que dizer das atuações de Rubens, senhor do seu espaço, comandante irrevogável, dilacerado e definitivo, e de Wilker, pleno como o Arquiteto? Dois belos momentos de teatro. E o que dizer da inesquecível trilha sonora criada por Cecília Conde? E da encenação com direito a pietás, missas mozartianas e um enorme e misterioso chapéu branco de mulher”?
O trabalho de pesquisa de Fonta durou mais de um ano. Além da escrita do próprio livro em si, colheu dezenas de depoimentos e entrevistas com todos os que conviveram com Rubens no teatro, na tv ou no cinema, entre eles, Sérgio Britto, Ary Coslov, Julia Lemmertz, Emiliano Queiroz, Caíque Botkay, Ivone Hoffmann, Ricardo Blat, Fauzi Arap, Evandro Mesquita, Cristina Pereira, Thelma Reston, José Wilker, Nildo Parente, Maria Padilha, Walter Lima Júnior, Jacqueline Laurence, Rosamaria Murtinho e Tizuka Yamasaki.
“ – Espero ter contribuído para a preservação da memória deste grande ator, diz Fonta. Seu universo é tão vasto, suas amizades tão permanentes, pois todos os que deram seus depoimentos conservam intactos seu sentimento por ele, que, talvez, fosse necessário mais um livro sobre ele, tanta a admiração e a saudade de quem o conheceu ou o viu num palco”.
Rubens Corrêa, um Salto para Dentro da Luz, será lançado no dia 24 de janeiro, próxima segunda-feira, na Livraria Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h.
Algumas declarações sobre Rubens Corrêa para o livro Um salto para dentro da luz, de Sergio Fonta
Emiliano Queiroz:
“RUBENS CORRÊA, um homem bom e generoso. Um artista BELO, um encantador de almas”.
Rosamaria Murtinho:
“Rubens deixou como legado o amor a um ideal, o amor ao teatro. A procura do texto bom para mostrar ao público. Ele sempre nivelou por cima. Sempre procurou coisa boa, espetáculo bom. E o público ia. Sempre”.
Maria Padilha:
“Arte e ética juntos são imbatíveis! Esse, para mim, é o maior legado que o Rubens deixou”.
Júlia Lemmertz:
Além de ser um ator incomparável, era uma criatura linda, dava vontade de ficar por perto dele e conversar muito”.
Sergio Britto:
“Eu sempre disse que nós, atores, tentamos dialogar como os personagens à nossa frente. Sempre achei que o Rubens dialogava mais alto, sem exageros, ele dialogava com Deus. As suas falas adquiriam dimensão maior. Não eram meras palavras de um texto, era um ser humano tentando a comunicação maior. Esse é o Rubens Corrêa que merece ser lembrado”.

* Foi com grande alegria que soube, há mais de um ano, que Sérgio Fonta trabalhava na feitura desta biografia do ator RUBENS CORRÊA e, por causa disso, eu e Sérgio trocamos figurinhas desde então. Uma enorme e saudável alegria saber que ele se debruçava sobre vida e obra deste Mestre Querido de todos os Palcos e Telas, uma satisfação imensa partilhar este lançamento auspicioso de hoje com você, leitor amigo. Mais uma meritória iniciativa da Imprensa Oficial de São Paulo.
Esta redatora teve a honra e a alegria de entrevistar RUBENS CORREA, de vê-lo algumas vezes, sempre MAGNÂNIMO, em cima do palco, e ademais, a imensa Glória de ser aluna do Ator-Entidade, o Ator-Soberano, o Ator de todos os papéis e pra quem qualquer APLAUSO será, sempre, merecido.
Saudades enormes de Rubens Corrêa !
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O roteiro do filme inédito do diretor Ricardo Pinto e Silva é o novo livro da Coleção Aplauso. A comédia romântica conta a história dos encontros e desencontros amorosos dos personagens principais, Júlia e Jonas, e de outros casais que integram a trama, e deixa evidentes as diferenças entre homens e mulheres no modo de encarar os relacionamentos e, principalmente, o amor.
A longa carreira em teatro e televisão deste que é um dos mais atuantes e criativos artistas brasileiros é agora contada em detalhes e fotos no livro Emilio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz, escrito pela jornalista Erika Riedel. O lançamento do novo título da Coleção Aplauso é na próxima terça (20), em Sampa
Erika Riedel Coleção Aplauso / Imprensa Oficial do Estado de São Paulo 620 páginas R$ 15,00
Poucos artistas nacionais possuem currículo tão extenso quanto Emilio Di Biasi. Somente a cronologia dos trabalhos no teatro e televisão ocupa 10 páginas do livro que conta em detalhes a vida e obra desse ator e diretor que teve o primeiro contato com o teatro de forma inusitada para um menino de sua idade na época: a ópera. E ao contrário do que grande parte das crianças de hoje pensaria sobre esse programa – estamos falando da década de 1940 –, sua expectativa pelo dia era tão grande que ficou até doente na véspera. Filho de italianos, o pai o levou para ver “A Tosca”, de Puccini, no Teatro Municipal de São Paulo. Desde então Emílio nunca mais largou o teatro, mesmo sem lembrar exatamente como foi o espetáculo – desse dia guardou a sensação de encantamento. E é essa história que abre o novo livro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Emílio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz, escrito pela jornalista Erika Riedel e com lançamento marcado para terça-feira (20 de julho), às 18h30, na Loja de Artes da Livraria Cultura (Conjunto Nacional – Av. Paulista 1.475).
Sua vida no palco começou durante o curso ginasial em São Paulo, no Colégio São Bento, quando participou de uma opereta depois de passar por testes. Um pouco mais tarde, trabalhando no Citibank, onde entrou como office-boy, ingressou no grupo de teatro da empresa, “Os Diletantes”, pelo qual encenou diversas peças. Depois atuou em grupos amadores, mas sem a garantia de que conseguiria sobreviver do teatro e temendo a reação do pai pela escolha pelos palcos, prestou concurso para o Banco do Brasil. Passou, começou a trabalhar e, ao mesmo tempo entrou na faculdade de Direito do Largo São Francisco. Porém, mal assistia às aulas, uma vez que era da turma dos boêmios e abandonou o curso no fim do segundo ano. Quando foi chamado por Antonio Abujamra para atuar em uma peça do Teatro Oficina começou a carreira profissional, tentando conciliar com a vida de bancário.
Na seqüência, Abujamra criou um outro grupo e chamou Emílio para algumas peças, como Sorocaba, Senhor e Terror e Miséria do III Reich e outras. Di Biasi descreve na obra o trabalho que desenvolvia voltado para a conscientização política, especialmente da classe operária e dos estudantes, por meio das peças.
Em uma das passagens do livro, ele narra o dia em que eclodiu o golpe militar de 1964, quando estava em Porto Alegre para uma estréia. “Fomos para uma praça em frente ao teatro São Pedro ver no que podíamos ajudar, a gente estava disposto até a pegar em armas. Clima de revolução mesmo. Foi um momento fascinante. A gente era revolucionário no teatro e de repente surgiu a oportunidade de ser revolucionário fora do teatro”. Nessa época, ainda era funcionário do Banco do Brasil. Mas após o terceiro pedido de licença não remunerada para excursionar com o grupo, saiu de lá e assumiu a carreira profissional de teatro.
Outro trecho da obra é a viagem de navio para a Europa, para onde foi disposto a passar algum tempo e ter contato com o teatro daquele continente. Para isso, conseguiu uma bolsa do Itamaraty, que embora curta ajudava a pagar algumas despesas. Ficou quase um ano em solo europeu, assistindo a ensaios e fazendo pequenos estágios em produções na Itália, França, Alemanha, Inglaterra. Chegou até a fazer um teste para um filme de Fellini.
A primeira peça que Di Biasi dirigiu foi Cordélia, espetáculo com Norma Bengell como protagonista e que enfrentou problemas com a censura – em sua narrativa ele descreve também as dificuldades em se fazer e tentar sobreviver de teatro naquela época de repressão política e as “visitas” que os artistas recebiam de homens do DOPS. Apesar disso, fez sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro e, a partir de então, sua carreira de diretor foi em frente.
Na década de 1980, Emilio chegou à televisão. Sua primeira novela foi na TV Bandeirantes. Ali também fez sua primeira direção, na novela “Os adolescentes”. A ida para a Rede Globo aconteceu em 1988, para ser assistente de direção da novela “Vida Nova”, de Benedito Ruy Barbosa. Mais para a frente tornou-se diretor do Departamento de Recursos Artísticos da emissora. Ao mesmo tempo, dirigia também algumas novelas, como “Renascer”, “Rei do Gado” e “Esperança”, todas em parceria com Luiz Fernando Carvalho e de muito sucesso. Passou também pela Record e Cultura.
Sua participação no cinema, começando por Filme Demência, de Carlos Reichenbach, também é lembrada no livro.
Paulistana, Erika Riedel começou sua carreira na área econômica do jornal O Estado de S. Paulo, para o qual retornou alguns anos depois e passou pelas áreas de artes plásticas, música clássica e teatro. Atualmente desenvolve seus trabalhos na SP Escola de Teatro e é autora de dois textos teatrais: “Folheto” e “Os sapatos azuis da Poodle Branca ”. É crítica teatral e membro da Associação Paulista de Críticos de Arte desde 2005. Para escrever o livro, teve diversos encontros com Emílio Di Biasi.
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A magia dos livros na mostra
“Imprensa Oficial, Um Convite à Leitura”, em cartaz
a partir de sábado na Estação Pinacoteca
A exposição terá mais de 300 livros de várias áreas do conhecimento, resenhas, frases, fotos e textos de autores e artistas, além de vitrines com raridades, processos e projetos gráficos e objetos ligados ao mundo da leitura, das artes, ciências, história e literatura. No Espaço do Leitor, os visitantes poderão folhear e conhecer as obras, algumas já esgotadas. O tema central da mostra envolve o universo dos livros, leitura, linguagem, biblioteca, palavras. Entre os destaques, o belíssimo Livro das Horas de Dom Fernando, de aproximadamente 1378, produzido em edição facsimilar.
A partir deste sábado, 3, a Estação Pinacoteca vai se transformar em palco para o livro, protagonista principal da exposição Imprensa Oficial - Um Convite à Leitura.
Com mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², a exposição trará belíssimas edições representando 18 áreas do conhecimento, com os livros em exposição, todos resenhados, fotos, frases e textos de prestigiados autores e artistas editados pela Imprensa Oficial. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é Alex Wissenbach, da PW Editores. A exposição poderá ser visitada até 15 de agosto na Estação Pinacoteca, Largo General Osório, 66, 3º andar, Centro.
Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, Carybé, Renina Katz, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Machado de Assis, Lasar Segall, Jorge Schawrtz, Oswald de Andrade, Alberto da Costa e Silva, William Faulkner, Oscar Niemeyer e Jorge Luis Borges estarão presentes na exposição, com livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor. Com o foco nos temas palavras, linguagem, leitura e biblioteca, a mostra terá, ainda, 163 títulos da Coleção Aplauso e várias outras coleções publicadas pela Imprensa Oficial.
O presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Hubert Alquéres, destaca o objetivo da iniciativa: “Tivemos o prazer de receber o convite da Estação Pinacoteca para montar essa exposição e queremos dar a nossa contribuição colocando à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa, muitos em coedição com universidades e instituições culturais. Nossa proposta é criar ambientes para instigar os visitantes e provocar sua interação com a linguagem e a palavra”.
A curadora da mostra, Cecília Scharlach, explica que haverá também um espaço especial para os leitores e quatro vitrines com prêmios, peças gráficas, como convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostrando o processo de produção do livro até a impressão. Em uma das vitrines estará exposto o Livro de Horas de Dom Fernando, obra considerada um divisor de águas nos sistemas de gravação e impressão da Imprensa Oficial. “Os livros constantes da mostra são resultado de edições próprias da Imprensa Oficial, e também de nossas parcerias com editoras universitárias (Edusp, Edugmg, Unicamp, UnB, Eduel etc.) e insitutições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles, entre outros. Há ainda edições institucionais de interesse gráfico-editorial. Outra novidade é o lançamento ainda nesta semana: a caixa com os jornais Ex, resgate de nossa memória histórica, jornalística e política.”
Frases de João Guimarães Rosa, Silviano Santiago, José Saramago, Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Julio Cortázar, William Shakespeare, Jorge Luis Borges, Victor Hugo e António Lobo Antunes, entre outros grandes escritores, ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa, por exemplo, a escolhida foi: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.
Os livros selecionados representam várias áreas do pensamento e literatura: Artes; Arquitetura, Urbanismo, Meio Ambiente e Design; Fotografia; Ciências; Literatura; Cinema, Teatro, Dança e Música; História e Jornalismo; Coleção Aplauso (Perfil, Especial, Cinema Brasil, Roteiros, Televisão, Teatro Brasil e Crítica); Coleção Gilberto Freyre; Coleção Uspiana; Coleção Artistas da USP; Coleção Crítica e Modernidade; Coleção Palco Sur Scène; Coleção Formação da Estética; Coleção Artistas Brasileiros; Coleção Inventário Deops; Coleção Imprensa em Pauta.
Entre os destaques, duas produções da Imprensa Oficial vencedoras do título de Livro do Ano, mais disputado prêmio literário brasileiro, concedido pela Câmara Brasileira do Livro: Resmungos, de Ferreira Gullar em 2007 e Monteiro Lobato livro a livro – Obra infantil , em 2009, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini
Em todo acervo, há obras premiadas e de excelência gráfica como Arte sacra colonial: barroco memória viva; Cadernos de desenho (Tarsila do Amaral), Caixa Modernista (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi): da gravura à arte pública, Mestres do modernismo, Roupa de artista: o vestuário na obra de arte, Igrejas paulistas: barroco e rococó, Um olhar sobre o design brasileiro, Clarice: fotobiografia, Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX, Joias da Mata Atlântica, Coleção Multiclássicos; Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985(), Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987), Noivas da seca: cerâmica popular do vale do Jequitinhonha, Catedral da Sé De humani corporis fabrica. Epítome. Tabulae sex.
Da Coleção Aplauso, serão 163 títulos, dos mais atuais como Sérgio Ricardo – canto vadio e Célia Helena – uma atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez: sem medo de se expor até os primeiros editados, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.
Outra atração será o quiosque para venda de todas as edições da Imprensa Oficial, montado ao lado da Cafeteria, no piso térreo. Os livros serão vendidos com desconto para professores e funcionários públicos.
O destaque da mostra é O Livro de Horas de Dom Fernando, de 1378, em edição fac-similar a partir de seu original conservado no acervo da Fundação Biblioteca Nacional. Orações em latim com caracteres góticos e iluminação atribuída ao artista italiano Spinello Spinelli compõem a obra, coedição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e da Fundação Biblioteca Nacional, em tiragem reduzida e numerada manualmente.
O exemplar vem acondicionado em caixa e acompanhado de “A imagem e a semelhança: o Livro de horas de Dom Fernando”. Esta publicação traz ensaios de Vera Lúcia Miranda Faillace a respeito dos livros de horas e uma reflexão de Luiz Armando Bagolin sobre o trabalho do pintor e do fotógrafo na utilização de cores e luz, ressaltando a reprodução com qualidade do original nesta edição fac-similar. Bagolin ainda constrói um memorial em torno da produção do livro, anotando detalhes do estudo de cores e das discussões a respeito da aplicação de ouro ou tinta metálica na impressão.
O códice encomendado por dom Fernando, rei de Portugal, desperta enorme interesse nos pesquisadores por sua beleza, elevada qualidade artística e história. Os motivos de este ser o destaque da coleção de livros de horas da Biblioteca Nacional tornam-se evidentes ao se folhear esta edição. Há imagens e cercaduras magníficas, miniaturas, bordaduras, iluminuras, sutilezas de cores se desdobrando em semitons, o realce do lápis-lazúli e o ouro aposto sem parcimônia sobre o pergaminho, reproduzidos com excelência na edição fac-similar.
SERVIÇO
Exposição de Livros da Imprensa Oficial na Estação Pinacoteca.
A partir de sábado (03) de julho até 15 de agosto.
Estação Pinacoteca
Largo General Osório,66 – Centro – Tel. 11 3335-4990
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00
Grátis aos sábados | Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 não pagam.
Publicado em CULTURA
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