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DÉBORA TORRES, uma mulher chamada Cinema

 

Carta aberta a uma amiga de Cinema e Afetos

Eu a conheci numa das edições do Festival de Cinema de Gramado. Corria o ano de 2005 e eu estava na adorável cidade gaúcha para cobrir como jornalista o imponente festival dos Kikitos. Fui acompanhada de minha doce Princesa Joyce, de fundamental importância na minha vida e sempre me trazendo boas energias.

Joyce M.L. Martins e Débora Torres: encontro feliz em Gramado…

O primeiro contato com ela foi ainda de dia no meio daquele alvoroço de gente que ficam os concorridos stands do Festival de Gramado. De cara, achei-a uma pessoa muito simpática, espontãnea, acessível, alto astral, como deve ser alguém que pretende atuar junto ao público. Joyce também encantou-se rápido com ela.

À noite, na sessão do Palácio dos Festivais, frio danado em Gramado, nos reencontramos. Lá estava ela, mais uma vez com um sorrisão festeiro estampado no rosto. Conhecia várias pessoas ali mas a conversa fluiu mais bacana foi com ela.

Papo vai ideia vem, contou-me estar ali para entender melhor como se faz um festival de cinema, pois estava à frente de um que aconteceria em  Goiânia, quando novembro chegasse. Eu então falei que queria muito ir, pois não conhecia a capital goiana e aquela seria uma ótima oportunidade. Ao que ela de pronto respondeu, ‘você já é minha convidada”.

Semanas depois, recebia um telefonema dela  confirmando o convite. E em novembro de 2005, lá estava eu embarcando a Goiás para conferir  o I Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro.

Esta mulher, de quem falo com o maior respeito e a mais profunda admiração chama-se Débora Torres. Desde essa época, do tempo de nosso providencial encontro em Gramado, ficamos amigas.

Débora Torres e o cineasta Beto Brant numa edição do Festival de Goiânia…

Já ao tempo daquela primeira edição do Festival de Goiânia percebi nela a enorme vocação para o trabalho, a dedicação incansável por fazer sempre melhor as coisas nas quais acredita, a determinação em alcançar os objetivos aos quais se propõe, a invejável disposição para fazer acontecer o que delimitou como meta , e a disponibilidade em atender sempre bem a quem quer que lhe procure.

Assim é Débora Torres. Um vulcão em constante ebulição, espraiando sua energia com a força e rebeldes cachos louros, os quais,  por semelharem aos meus,  fazem com que muitos perguntem se somos irmãs. “Sim”, tantas vezes respondo, “de alma, intenção e objetivos”.

Aurora, Guido Campos, Débora Torres e Ângelo Lima no I Festival de Goiânia

Assim como idealizou, criou e fez nascer o Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro (apoiada  pelo escritor Miguel Jorge e contando com o peso do nome e da trajetória de Rubens Ewald Filho), Débora o fez também em Anápolis, e tanto lá como cá, criou dois importantes e respeitados festivais de Cinema Brasileiro.

Walace Oliveira, Débora Torres, Aurora Miranda Leão e Delvo Simões: equipe afinada em Anápolis…

É o Brasil que vemos nas telas que ela “inventa” para iluminar o  cerrado brasileiro. É com uma infra-estrutura super qualificada e equipe de grande disposição que Débora vem conquistando a adesão de grandes produtores, realizadores, artistas e técnicos, capazes de contribuir para o melhor desenvolvimento de seu ideal de fazer e produzir cinema neste cenário tão pródigo em histórias, tão rico em cultura, e ainda tão deficitário em investimentos.

Ingra Liberato, Aurora Miranda Leão, Rosamaria Murtinho e Débora Torres

Semana passada, voltei de oito agradáveis dias passados no município goiano de Anápolis, onde Débora conseguiu implantar mais um festival marcante, que aconteceu em 2011, e já nasceu com oxigênio para vida longa.

Débora Torres e o Secretário Augusto Almeida na primeira edição em Anápolis…

O II Festival de Cinema de Anápolis teve fôlego de gigante e só confirma a natural vocação de Débora Torres para os grandes desafios e para consolidar sua história nas trilhas da Arte e da Cultura. A Prefeitura de Anápolis, na pessoa do prefeito Antônio Roberto Gomide, aceitou ingressar na proposta de Débora (através  da Secretaria de Cultura) e o resultado é que hoje Anápolis realiza um festival de cinema  pleno de méritos, com repercussões muito além das fronteiras de Goiás e com capilaridade suficiente para  crescer ainda mais e tornar-se referência no panorama de grandes empreendimentos artísticos implementados no país.

Também atriz, Débora está no curta O Sumiço de Alice, rodado em Anápolis ano passado…

Débora Torres festejada pela atriz Bruna Chiaradia em Anápolis…

E para quem pensa que entre um festival e outro, Débora estava só recarregando as baterias, aí vai uma ressalva: depois da  primeira edição em Anápolis, Débora conseguiu arranjar fibra e  assumiu a produção-executiva do filme Vazio Coração, primeiro longa do cineasta goiano Alberto Araújo, que está em fase de montagem. Além de reunir grandes profissionais na equipe técnica, Débora conseguiu juntar no elenco nomes de peso como Lima Duarte, Othon Bastos, Murilo Rosa, Beth Mendes, Oscar Magrini, o embaixador Lauro Moreira e Larissa Maciel, entre outros. Uma grande história vem a caminho…

Alberto Araújo e Débora Torres: vem aí o longa Vazio Coração

Ao lado desta profissional competente e sempre disposta a fazer mais e melhor, Débora Torres é uma pessoa que cultivou minha admiração e cativou minha estima também pelo seu perfil humanitário. É amiga para todas as horas, mãe dedicada, irmã solidária, e filha exemplar. Ao mesmo tempo em que  muitas vezes está ‘aperriada’ com tantas solicitações, sempre desatando os nós naturais numa produção com a intensidade e extensão de um festival de cinema –podemos vê-la reiteradas vezes ao telefone se virando em mil (ela cuida pessoalmente de tudo porque sabe que o olho do dono é que engorda o boi) -, ela também é capaz dos mais ternos gestos de delicadeza, afeto, simpatia e compreensão, bem como adora promover encontros, reverenciar os que simbolizam relíquias e trazem lições, e não se nega a uma boa dose de festa e comemoração.

Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho: encontro de Cinema

Foi Débora quem me trouxe a amizade de Rubens Ewald Filho; o encontro com os queridos Walter Webb, Guido Campos e Ângelo Lima; a oportunidade de desfrutar da companhia de Gustavo Falcão e Beto Brant; de conhecer Zezita Matos e Lola Laborda; e até o inesquecível encontro com a doce Isabella – a atriz que fez a inspirada ‘Capitu” de Paulo César Sarraceni. Sem falar em tantos tantos outros afetos e encontros marcantes.

Aurora, Walter Webb e Débora Torres no I Festival de Cinema de Anápolis

Isabella, a eterna ‘Capitu’, e Débora Torres, fotografadas por Aurora Miranda Leão na praia de Copacabana…

Eu estava em férias na Cidade Maravilhosa, e ela também, na companhia do filho Gabriel. Marcamos de nos encontrar na praia de Copacabana e assim  foi. Pouco mais de um ano depois, Isabella faleceu, e Débora ficou sabendo por este Aurora de Cinema. Dia seguinte, ela me ligou aos prantos lamentando e chorando a saudade da amiga por quem ainda queria fazer tanto.

 

Aurora, Alice Gonzaga e Débora Torres tietam Murilo Rosa: Anápolis 2011

Por outro lado, eu tive a honra de apresentar Débora a Alice Gonzaga, esta figura que tanto admiramos, grande e querida amiga, herdeira do pioneiro Adhemar Gonzaga (baluarte da crítica de Cinema e fundador da primeira produtora de cinema do país, a Cinédia). A Débora também apresentei outra amiga querida, a atriz Rosamaria Murtinho, e ela me reaproximou de Ingra Liberato, que eu não via pessoalmente há tanto tempo.

Walace Oliveira, Débora Torres e Aurora Miranda Leão: Cinema em Anápolis

Eu poderia ficar muitas horas e páginas comentando sobre Débora Torres e dizendo de sua importância no meu caminho. Tenho somente coisas boas a contar e muitas risadas pra rememorar. Mas tenho ainda de sair recolhendo sinais e impressões da segunda edição do Festival de Anápolis, e sobre Débora terei muitas e muitas outras oportunidades para  agradecer pela convivência e as oportunidades, e parabenizar pela disposição e maneira de estar na vida como quem sabe que o  relevante é construir pontes, ignorando as farpas da estrada, e buscando sempre alcançar as dimensões do Bem, do Bom e do Belo, para que a vida seja uma construção de somas favoráveis e não um rosário de lamentações tediosas  e infrutíferas.

Débora Torres, Rafaela Torres e Aurora Miranda Leão festejam sucesso do cinema em Anápolis…

Um beijo muito carinhoso a você, Débora, desta admiradora que tem a grata satisfação de inscrever-se entre suas amigas.

Anápolis vai consolidando Festival de Cinema com competência e profissionalismo

AURORA DE CINEMA, DIRETO DO FESTIVAL DE ANÁPOLIS

É estimulante perceber as importantes melhoras no Festival de Cinema de Anápolis…

Estive aqui na primeira edição e por isso posso afirmar com conhecimento de causa: o Festival de Cinema de Anápolis cresceu consideravelmente nesta segunda edição e já é um dos mais fortes do primeiro semestre no circuito de festivais de cinema brasileiro.

Débora Torres e sua competente equipe estão de Parabéns !

Erom Cordeiro, Bruna Chiaradia, Giselle Mattos e a videasta goiana Flávia no debate pós-sessão de O Palhaço

Público participou ativamente dos debates no festival de Anápolis…

Antônio Leão autografa Dicionário de Curtas e Médias para a cineclubista Carol Paraguassu, uma querida…

Betina Vianny autografa livro sobre o pai para a atriz Ingra Liberato…

Cinema por mulheres: Gisella Motta, Flávia, Bruna Chiaradia e Aurora Miranda Leão

Murilo Rosa e Elisa Tolomelli apresentam filme Como Esquecer

Ingra Liberato concede entrevista para o videomaker Carlos César…

Anápolis vai viver semana de Capital do Cinema Brasileiro

Está tudo pronto para o II Anápolis Festival de Cinema. O festival, idealizado e coordenado pela produtora e cineasta Débora Torres, reverteu-se de pleno êxito quando de seu lançamento, ano passado, e este ano vem maior e com boas novidades. O festival será aberto na próxima segunda, 19, às 19 horas, e prossegue até dia 26, no Teatro Municipal de Anápolis.

Débora Torres (entre Murilo Rosa e Alberto Araújo): energia para comandar um festival que já nasceu grande…

A abertura do II Anápolis Festival de Cinema será marcada pela exibição do filme documentário Bokemboka – A trajetória de Washington “Seu Menino”. A obra tem direção de Carlos César, o Cesinha, e foi produzido a partir do Prêmio Incentivar da primeira edição do festival.

A abertura da Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro será com a exibição do documentário Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho, um olhar sobre as bandas e o movimento de rock em Brasília, nos anos de 1970. 

Rubens Ewald Filho, Curador da Mostra de Longas, é presença garantida

O festival ainda terá a presença do renomado crítico de cinema e curador da Mostra de Longas-metragens Convidados, Rubens Ewald Filho; do curador da Mostra de Curtas Documentários do Centro- Oeste, Beto Strada; a atriz e curadora da Mostra Curtas Anápolis, Mallu Moraes; os atores Leandro Firmino e Germano Pereira, e o cineasta João Batista de Andrade.

Germano Pereira, sucesso na novela Passione, estará no festival de Anápolis

A mostra de longas-metragens de Ficção Brasileira homenageia o pioneiro Adhemar Gonzaga, fundador da CINÉDIA, a primeira companhia cinematográfica brasileira. Nessa modalidade, além do filme Rock Brasília, serão exibidos, a cada noite, os filmes Onde está a Felicidade ?, de Carlos Alberto Riccelli; As Melhores Coisas do Mundo, de Lais Bodanzki; Estômago,de Marcos Jorge; O Palhaço, de Selton Mello; Como Esquecer,de Mallu De Martino; e Olhos Azuis, de José Joffily, sempre às 19 horas, no Teatro Municipal.

Selton Mello vai a Anápolis com o seu premiado O Palhaço

O II Anápolis Festival de Cinema é aberto a toda comunidade, a qual terá a oportunidade de acompanhar a exibição de filmes de produção regional e nacional gratuitamente. O festival ainda possibilita a aproximação da plateia com atores e produtores cinematográficos, gerando assim uma interação única oportunizada pelo Festival.

Alice Gonzaga, filha do pioneiro Adhemar Gonzaga, estará na comissão julgadora e no curta O Sumiço de Alice, a ser exibido no encerramento…

FESTIVALZINHO

Junto à programação do II Anápolis Festival de Cinema, acontece o Festivalzinho, sessões de filmes desrtinados às crianças da rede municipal de ensino. Também serão ministradas durante o festival as oficinas Cinema & Filosofia com Ada Kroef , e Produção de Curta Digital de Baixo Custo com o cineasta/ator/dramaturgo Alex Moleta, além da realização de debates com diretores, produtores e elenco dos filmes das mostras competitivas.

A atriz Bete Mendes é presença confirmada em Anápolis

Presenças

O Festival contará com a presença de grandes personalidades do cinema como Rubens Ewald Filho (curador da mostra de longas convidados); do compositor e trilheiro, André Moraes; Beto Strada (curador da mostra de curtas documentários do Centro- Oeste); as atrizes Mallu Moraes (curadora da mostra de curtas anapolinos), Bete Mendes, Rosamaria Murtinho (presidente do júri), Betina Viany e Ingra Liberato; os atores Oscar Magrini, Irandhir Santos, Leandro Firmino, Germano Pereira, Murilo Rosa, Gustavo Machado, Wandi e Babu Santana; os cineastas Zózimo Bulbull, Carlos Alberto Riccelli, Selton Mello, João Batista de Andrade, José Joffily, Jarleo Barbosa, Walter Webb, Vladimir Carvalho e Alex Moleta (oficineiro do festival); o embaixador Lauro Moreira; os jornalistas, Hermes Leal, Cid Nader e Aurora Miranda Leão (também atriz e cineasta); os produtores Fabiano Gullane, Marcelo Tôrres, Elisa Tolomelli, Ligocki, Alice Gonzaga, Biza Viana e Cláudia Natividade; o fotógrafo Vantoen Pereira Júnior; entre outros.

 A atriz Ingra Liberato vai levar sua beleza para Anápolis…

Premiações

Os filmes selecionados para o II Anápolis Festival de Cinema concorrerão ao troféu Beto Leão de Cinema.  O prêmio é uma homenagem in memoriam ao ex-crítico, pesquisador, roteirista, diretor, produtor e escritor goiano. Também serão conferidos o Troféu Anápolis (criação do artista plástico Napefi) aos vencedores e Troféu Anápolis Homenagem a nomes significativos do cinema brasileiro.

Irandhir Santos, do elenco de Olhos Azuis, estará em Anápolis

OS LONGAS DE ANÁPOLIS
Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro
ROCK BRASÍLIA – Era de Ouro

Datal: Dia 19 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 20 de Março às 19 horas
Local: Parque Ipiranga 

ONDE ESTÁ A FELICIDADE ?

Datal: Dia 20 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 21 de Março às 19 horas
Local: Industrial Munir Calixto 
AS MELHORES COISAS DO MUNDO

Datal: Dia 21 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 22 de Março às 19 horas
Local: Vila Formosa 
ESTÔMAGO

Datal: Dia 22 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Distrito de Goialândia – Anápolis GO 

O PALHAÇO

Datal: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 23 de Março às 19 horas
Local: Distrito de Souzânia – Anápolis GO


COMO ESQUECER

Datal: Dia 24 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 25 de Março às 19 horas
Local: Bairro São Joaquim 

OLHOS AZUIS

Datal: Dia 25 de Março às 19 horas
Local: Teatro Municipal de Anápolis
Reexibição: Dia 26 de Março às 19 horas
Local: Bairro Recanto do Sol

Confira a premiação:

Longa-metragem de ficção – Mostra Adhemar Gonzaga

Melhor Filme de Ficção – R$ 25 mil, mais troféu;
Melhor Direção – R$ 12,5 mil, mais troféu;
Melhor Ator –R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Atriz –R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Ator Coadjuvante – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Atriz Coadjuvante – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Roteiro – R$ 6.250  mil, mais troféu;
Melhor Fotografia – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Direção de Arte – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Montagem – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Som – R$ 6.250 mil, mais troféu;
Melhor Trilha Sonora – R$ 6.250 mil, mais troféu.

Curta- metragem Documentários do Centro-Oeste

Melhor curta-metragem do Centro-Oeste – R$ 6.250 mil, mais troféu.

Curta Anápolis 

Melhor Curta Metragem Anapolino – Prêmio Incentivar – Secretaria Municipal da Cultura. A premiação será destinada à produção de um curta, a ser produzido na região de Anápolis e exibido na abertura do III Anápolis Festival de Cinema. Valor do prêmio R$ 37,5 mil, mais troféu.

INGRA LIBERATO: essa paixão que se renova…

Conheci-a há alguns anos. Pessoalmente.

Ela veio a Fortaleza filmar com Florinda Bolkan, a diva cearense do cinema italiano.

INGRA LIBERATO: para muitos, a eterna “Ana Raio”…

À época, eu era editora de Arte & Cultura do extinto jornal TRIBUNA DO CEARÁ.

Fui com minha amiga Heloísa Menescal – fotógrafa de mão cheia – entrevistar INGRA no hotel onde ela estava hospedada.

Lembro de termos ficado, eu e Heloísa, encantadas com aquela quase menina, meiga, docemente singela e brejeira, elegante no alto de sua simplicidade – nos recebeu sem nenhuma maquilagem e de pés descalços enquanto uma manicure cuidava de suas unhas, e ficamos com ela em seu quarto do Othon Pálace pouco mais de uma hora. Mas aquele tempo foi o suficiente para descobrirmos, por trás do tipo mignon de INGRA LIBERATO, uma mulher de fibra, generosa em sua maneira cordata, delicada, simpática e agradável de acolher quem a procura por reconhecer nela um talento especial – mescla de espontaneidade e dedicado profissionalismo.

INGRA nos deixou tão à vontade que parecíamos tê-la conhecido há anos.

Lembro como fosse hoje: iria fazer uma pequena matéria com INGRA – meu espaço no jornal era diminuto e havia outras matérias da área de Cultura a cobrir.

Mas foi tal a disponibilidade de INGRA para conosco que dediquei a ela a capa do caderno ENTRE ASPAS – como era chamado o caderno cultural que eu tinha o prazer de editar.

Anos depois, comecei a encontrar INGRA em algumas edições do festival de cinema de Gramado – ela casou-se com um músico gaúcho e foi morar na encantadora Porto Alegre.

Com o marido Duca e o filho GUI: relações cultivadas com todo afeto

Outra vez, estive com ela no festival de Goiânia, comandado pela querida Débora Torres. Naquele ano,  a mãe da atriz também estava lá, dona Alba Liberato.

E quando se conhece Alba Liberato é fácil entender porque INGRA é esta mulher tão cheia de graça e carisma: a atriz herdou da mãe (e dizem que o pai também é assim, mas ainda não o conheço) toda uma maneiora de ser especialmente cativante. Que marca e conquista porque singela, sem afetação nem rebuscamentos de espécie alguma, afetuosa, alegre, brincalhona, menina-moleca que parece carregar entranhada n’alma as iguarias da convivência com o próximo que aprendeu no quintal de casa, posando e brincando para as lentes do pai – conforme me contou cheia de brejeirice durante as filmagens de RESTA UM em Goiânia.

Tempos depois, a sintonia mágica do Universo de novo nos aproximou e lá estou eu e Ingra como integrantes da comissão julgadora da sexta edição do FestCine Goiânia.

Era novembro de 2010 e naquela convivência pacificadora e serelepe que Débora Torres sempre nos proporciona, inventamos de criar um curta-metragem durante os dias de sol, trabalho, cinema e muita alegria, prevalecentes  nos bastidores do festival, tão bem orientado pelo querido poeta Miguel Jorge.

Assim nasceu RESTA UM, um exercicio audiovisual coletivo, protagonizado lindamente por INGRA LIBERATO, que esbanja sensualidade, erotismo e delicadeza em takes de genuína inspiração bressaniana.

Eu tive a honra de fazer a câmera – tendo Julinho Léllis como um luxuoso auxílio – e posso afirmar, sem medo de ser exagerada: nunca vi uma atriz com tanta disponibilidade para o novo, para o inventivo, a criativiade e a ousadia como INGRA LIBERATO.

Conosco – todos que assinamos juntos a realização de RESTA UM - ela foi amiga, companheira, espontânea, despachada, íntegra, sensível, humilde, generosa, alegre, paciente, carinhosa… BELA, na acepção integral do termo que perpassa esta definição. 

É esta menina-mulher, baiana de nascimento/gaúcha por opção/brasileira por convicção que hoje aniversaria e pra ela vão todos os nossos votos de muita Saúde, PAZ, Alegrias, novas/boas/constantes oportunidades de trabalho.

PARABÉNS, INGRA LIBERATO !!!

Hoje você aniversaria e os corações de quem lhe quer bem, como o nosso, estão em festa.

Salve, Salve, amiga querida, parceirinha cem por cento, você que une a ação ao pensamento e ao sentimento…

FELIZ  ANIVERSÁRIO, minha doce orquídea dos pampas e flor de liz dos mares baianos.

Que DEUS esteja com você e os seus, sempre mais.

Na peça Inimigas Intimas, atuando ao lado de Fernanda Carvalho Leite

E que possamos estar muitas outras vezes juntas, brincando, conversando, rememorando tantas histórias, curtindo um bom vinho, aplaudindo os colegas e torcendo pelos nossos amigos, fazendo filmes e lapidando personagens…

INGRA LIBERATO, você é como diz uma lendária canção de meu amado HERBERT VIANNA – “Uma paixão que se renova”…

Um beijo no coração…

da sua amiga, fã e parceira, que faz hoje do AURORA DE CINEMA um espaço absolutamente pessoal e afetivamente comovido, por causa de você.

Obrigada pela convivência, o aprendizado, a amizade, o afeto e a generosa e linda participação no RESTA UM.

Você faz do filme um capítulo importante de minha vida, um registro muito sensível em homenagem ao Cinema Brasileiro.

Que todas as telas se iluminem para acolher seu talento !

INGRA LIBERATO em RESTA UM, produção Aurora de Cinema…

Sessões lotadas e boas surpresas no VI COMUNICURTAS

Aberta na noite daa última semana de agosto, como acontece todo ano, a sexta edição do ComuniCurtas acontece em Campina Grande, sob o comando de André da Costa Pinto, e, mais uma vez, supera a edição anterior.

Festival promovido e incentivado o ano inteiro pela Universidade Estadual da Paraíba, através de seu departamento de Comunicação Social, o festival foi aberto este ano com homenagens e a exibição do curta RESTA UM, exercício audiovisual coletivo que tive a honra de conduzir , conseguindo unir os talentos de Ingra Liberato,  Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler, Miguel Jorge, Bruno Safadi, Henrique Dantas, Alex Moletta e Samuel Reginatto e Júlio Léllis, entre alguns outros.

Saudados pelas profícuas palavras do Pró-Reitor Antônio Guedes Rangel Jr. – que enfatizou a disposição da Universidade (UEPB) em incentivar cada vez mais a produção aduiovisual em Campina Grande -, a alegria estampada no rosto dos que todas as noites afloram ao amplo espaço do SESC, não deixa dúvidas: André da Costa Pinto idealizou, foi à luta e conseguiu realizar um dos mais carismáticos festivais de cinema do país, com tudo para tornar-se um pólo aglutinador dos mais concorridos do Nordeste, posto muito tempo alcançado pelo festejado GUARNICÊ de São Luís do Maranhão.

A presença de Ingra Liberato na abertura desta sexta edição foi um trunfo muito aplaudido – é fácil observar nas fotos que pipocam nas redes sociais, tendo a atriz entre fãs e admiradores de todas as idades. Com a elegância própria das mulheres que sabem se afirmar com simplicidade e simpatia, Ingra foi capa de todos os principais jornais da Paraíba entre domingo e segunda. Chegando em Campina, deu entrevistas, autógrafos, não se furtou a estar entre os flashes que A todo momento lhe alcançavam e subiu ao palco para falar da alegria de estar lançando o RESTA UM.

Afinal, foi aqui em Campina Grande o ‘batismo oficial’ do filme, já que foi a primeira vez que INGRA pôde acompanhar um lançamento, tendo ademais a grata sartisfação de ser acolhida por platéia lotada e acolhedora.

Antes da exibição de RESTA UM, o festival exibiu um vídeo em homenagem aos dois cineastas hjomenageados deste ano, os paraibanos Marcus Villar e Torquato Joel – o vídeo foi idealizado pelo jovem realizador Kennel Rógis, aliás, um dos fortes concorrentes do festival com seu belo filme de estréia , o doc Travessia, ambientado em sua Coremas natal.

Após Ingra e eu (que tive a honra de subir ao palco com esta fina flor do teatro-cinema- TV ) dividirmos com os campinenses a satisfação de realizar RESTA UM “porque o Resto é sempre maior do que o principal” -, a tela transformou-se num mosaico de filmes de todos os quadrantes, e tem sido assim toda noite, com uma diversidade de olhares e narrativas que muitas vezes surpreende pela qualidade do inusitado e a riqueza de sensibilidades, nem sempre alcançadas em painel tão eclético.

Aliás, vi aqui em Campina um curta do qual preciso ter uma cópia. Trata-se de instigante roteiro de Fernando Ventura, O Quinto Beatle, tão inusitado quanto interessante . Narrativa bem construída, de fácil absorção, a qual se acompanha com atenção e risos benfazejos até o final. Fernando deve ser mais um entre tantos fãs dos fantásticos de Liverpool. Pensando assim fica mais fácil entender como construiu o encontro insuspeito entre o eterno-Beatle Paul McCartney e um jovem paraibano, na pacata Campina Grande dos anos de 1960. Uma idéia poderosa, que mistura ficção e documentário (?) – vi muitas pessoas comentando a respeito e imaginando como foi a tal passagem de Paul por Campina) – e chega à tela de forma despretensiosa e criativa, com a eloquencia de um ator  de grande envergadura, que conduz o filme com precisão de ourives. Ele é Chico Oliveira, tão desconhecido da maioria de nós quanto fartamente competente. Este filme de Italo Brito e Fernando Ventura é um pitéu entre tantos curtas vistos este ano. Creio que vá rodar muitos festivais, não só pelo constante e crescente interesse que a a obra antológica dos Beatles desperta nas mais distintas platéias como por tratar-se de filme bem realizado, em todos os aspectos. E vem de Campina Grande, mais um curta realizado com o precioso apoio da UEPB (exemplo a ser seguido por Universidades do país inteiro) e o constante e vigoroso apoio que André Costa repassa aos que estão em seu entorno. Ah, André, você bem poderia ser dez….

Após a noite de estréia 2011 do ComuniCurtas, a coordenação promoveu uma acolhedora  recepção no bar Opção, onde uma roda de chorinho acompanhou conversas animadas e muita tietagem. Afinal, além da presença iluminadora de INGRA, ali estava outro doce de pessoa, que tem muito mais admiradores do que se possa imaginar: Elke Maravilha. 

ELKE no palco fala sobre o documentário com ela, feito por Júlia Rezende

Gal Cunha Lima, Gilberto Perin, Luís Carlos, borges, Itamar Borges, Ana Célia e o casal de realizadores argentinos Judith e Martin Barra, que trouxe uma Mostra Argentina ao ComuniCurtas

Aurora, Ingra Liberato e Arly Arnaud no brinde inaugural do ComuniCurtas… 

Em outro post, mais ComuniCurtas.

ComuniCurtas divulga Programação

Cineasta  André da Costa Pinto, idealizador e coordenador-geral do Festival ComuniCurtas de Cinema e Vídeo, que acontece anualmente em Campina Grande, divulga a programação da próxima edição do concorrido festival, que vai acontecer de 29 de agosto a 3 de setembro, nas dependências do SESC e da UEPB.

Segunda-feira (29/08)

19h: Cerimônia de Abertura no SESC Centro
Homenagem a Marcus Vilar e Torquato Joel
Entrega do Prêmio Machado Bitencourt de Contribuição ao Cinema Paraibano

Mostra Outros Olhares
Resta Um – Direção: Aurora Miranda Leão (Fic-20’/CE)

* Lançamento contará com a presença da atriz INGRA LIBERATO, que é a protagonista do curta digital, realizado em Goiânia


Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem
Mais Denso que Sangue – Direção: Ian Abé (Fic-15’/CG) Classificação: 16 anos
O Reino da Serra – Direção: Sinaldo Luna (Doc-15’40’’/CG-Itatuba) Livre

Uma Ciência Encantada – Direção: Chico Sales (Doc-20’/JP) Livre
Manteiga em Venta de Gato – Direção: Pablo Maia (Fic-5’/JP) 
No Ventre da Poesia – Direção: Karlla Christine e Carlos Mosca (Doc-15’/CG) Escravos de Jó – Direção: Daniel Araújo (Fic-20’/JP) Classificação: 12 anos
Maria do Caixão – Direção: Hildeberto Figueiredo e Álisson Marques (Doc-10’33’’/CG) Classificação: Livre
Estrelando : José Sawlo – Direção: Leandro Alves (Doc-19’47’’/CG)

Mostra Competitiva Brasil

Eu não quero voltar sozinho é um dos concorrentes
Menina da Chuva – Direção: Rosário (Animação -6’/ RJ)
Eu Não Quero Voltar Sozinho – Direção: Daniel Ribeiro (Fic-17’/SP)
22h: Programação Social

Terça-feira (30/08)

10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Oficina de Fotografia com João Carlos Beltrão no DECOM/UEPB
Oficina de Direção com Marcus Vilar
19h: Mostras Competitivas no SESC CENTRO

Mostra Competitiva A Idéia é

FENART 2010 – Agência: Arte Final Propaganda
Caricatura (Revista Politika) – Agência Sin
Infinity Doc – Agência Sin
Náufrago – Agência: Dabliu A
São João Rede Pharma – Agência: Criare Comunicações

Mostra Competitiva Tropeiros de Telejornalismo

Juventude Vendida 1 – TV Correiro – Repórter: Wendell Rodrigues
Caravana JPB: Resistência Cultural – TV Cabo Branco/Paraíba – Repórter: Laerte Cerqueira
São João Cordel – TV Itararé – Repórter: Rodrigo Apolinário

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem

22 Anos – Direção: Anne Emanuelle (Doc-10’07’’/CG) Classificação:Livre
O Diário de Márcia – Direção: Bertrand Lira (Doc-20’/JP) Classificação: 12 anos
Antes do Café – Direção: Carlos Mosca (Fic-8’32’’/CG) Classificação:10 anos
A Fábrica de Gravatas – Direção: Érik Medeiros (Fic -10’10’’/CG)

Hoje Tem Espetáculo ? – Direção: Leandro Alves (Doc-15’/CG)

O Prazer em Cartaz – Direção: Sandro Mangueira (Doc-12’/CG)

Tocando um Baixo – Direção: Katiane Alves do Anjos (Doc-15’/Conde) Peregrinos – Direção: Adeilton Costa e Ítalo Jones Marinho (Doc-17’20’’/CG)

O Quinto Beatle – Direção: Ítalo Brito e Fernando Ventura (Doc – 12’04’’/CG)

Mostra Competitiva Brasil

Acercadacana – Direção: Felipe Perez Calheiros (Doc-20’/PE)
Revertere Ad Locum Tuum – Direção: Armando Mendz (Fic-18’/MG)
22h: Programação Social

Quarta-feira (31/08)

10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Oficina de Fotografia com João Carlos Beltrão no DECOM/UEPB
Oficina de Direção com Marcus Vilar no DECOM/UEPB
Oficina de Como Submeter Projetos a Lei Ruanet com Antônio Leal no DECOM/UEPB
19h: Mostras Competitivas no SESC CENTRO

Mostra Competitiva A Idéia é

Chopp – Agência: Dabliu A
Cordel (Artexpress) – Agência: CaféCom
Roleta – Agência Sin
Sumiço – Agência Sin
Ressocialização – Trabalho Acadêmico alunos da Cesrei

Mostra Competitiva Tropeiros de Telejornalismo

Juventude Vendida 2 – TV Correiro – Repórter: Wendell Rodrigues
Lajedo Pai Mateus – Repórter Junino – Repórter: Giordani Matias, Emmanuela Leite e Alidiane Sousa
Caravana JPB: Educação – TV Cabo Branco/Paraíba – Repórter: Laerte Cerqueira

A acolhedora Campina Grande conta os dias para o início de mais um ComuniCurtas

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem

Quando Eu Crescer… – Direção: Emanuel Dias (Doc-15’/CG) Classificação:Livre
Durma Comigo – Direção: Renato Hennys (Fic-8’/CG) Classificação:14 anos
Cinema Americano – Direção: Taciano Valério (Doc-15’/CG) 
Travessia – Direção: Kennel Rógis (Doc-13’50’’/Coremas) Classificação: Livre
Pedro Perilima – Direção: Ian Costa (Doc- 13’30’’/CG) Classificação:Livre
Chico do Itararé – Direção: Giovanni Perez (Doc-15’/CG) Classificação:Livre
As Folhas – Direção: Deleon Souto (Fic-14’/Patos) Classificação:Livre
Concreto – Direção: Jaime dos Santos Guimarães (Doc-12’59’’/CG)

Mostra Competitiva Brasil

Asfixia – Direção: Fábio Aguiar (Fic-15’/SP)
Do Morro ? – Direção: Mykaela Plotkin e Rafael Montenegro (Doc-20’/PE)
22h: Programação Social

Quinta-feira (01/09)

9h: Mostra Infantil no SESC Centro
10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Oficina de Direção de Arte com Ana Paula Cardoso no DECOM/UEPB
Bate-papo entre os realizadores de festivais e mostras audiovisuais da Paraíba no DECOM/UEPB
19h: Mostras Competitivas no SESC CENTRO

Mostra Competitiva Tropeiros de Telejornalismo

Caravana JPB: Saúde – TV Cabo Branco/Paraíba – Repórter: Laerte Cerqueira
Presídio Desativado – TV Borborema – Repórter: Renato Diniz
Juventude Vendida 4 – TV Correiro – Repórter: Wendell Rodrigues
Circo de Bairros – TV Itararé – Repórter: Hermano Júnior

Mostra Competitiva Estalo

A Foca do Judeu – Direção: Altiéres Stevam, Diane Silva e Jonatha Medeiros (1’ /CG)
Descida ao Centro da Cidade – Direção: Juliana Terra (1’ /CG)
? – Direção: Fernando de Oliveira Morais (1’ /JP)
Inverno e Mentiras em Campina Grande – Direção: Allan Dantas (1’ /CG)
As 1001 Utilidades de Mainha – Direção: Thiago Lopes (1’ /CG)
No Escuro – Direção: M Quixaba e Carine Fiúza

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem

Lamúria – Direção: Nathan Cirino (Fic- 15’/CG) Classificação:Livre
Degradação das Almas – Direção: Ismael Moura (Fic-15’/Cuité)

As Voltas do Mundo – Direção: Fabrício Santana (Doc-15’/CG-Aroeiras)

Ensaio – Direção: Altiéres Estavam (Fic-9’28’’/CG) Classificação:16 anos
A Identidade da Memória Morta – Direção: Rebecca Cirino (Doc-15’/CG)
Irmãs – Direção: Gian Orsini (Doc-16’/JP) Classificação: Livre
Salete Cobra – Direção: Ailton Francisco (Doc-9’/CG) Classificação: Livre

Mostra Competitiva Brasil

A Dama do Peixoto – Direção: Allan Ribeiro e Douglas Farias (Doc -11’/RJ)
A Fábula da Corrupção – Direção: Lizandro Santos (Animação- 8’15’’/RS)
Carreto – Direção: Cláudio Marques e Marília Aughes (Fic-12’/BA)
22h: Programação Social

Sexta-feira (02/09)

10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Oficina de Direção de Arte com Ana Paula Cardoso no DECOM/UEPB
Mostra de Cinema Argentino no SESC Centro
19h: Mostras Competitivas no SESC CENTRO

Mostra Outros Olhares

Ninjas –Direção: Denison Ramalho (Fic -15’/SP)
Angeli 24 horas – Direção: Beth Formaggini (Doc – 25’/RJ)

Mostra Competitiva Tropeiros da Borborema de Curta-Metragem

Biliu: O Maior Carrego do Brasil – Direção: Lau Barboza (Doc-13’/CG)

Menino Artíficie – Direção: Ana Célia Gomes, Kárem Vasconcelos e Samuel Dias (Doc -15’/CG) Classificação: Livre
Nublado – Direção: João Paulo Palitot (Fic-12’/JP) Classificação: Livre
Olhar Particular – Direção: Paulo Roberto (Doc-10’40’’/Cabedelo)

Zefinha e Sebastião– Um Chifrudo Coroado – Direção: Dianne Ferreira (Animação-6’45’’/CG) Classificação: 12 anos
Metafisica – Direção: Eduardo Gomes (Fic-12’/JP) Classificação: Livre
O Hóspede – Direção: Anacã Agra e Ramon Porto Mota (Fic-17’/CG)

Explícito – Direção: Marcel Henriques (Doc-14’35’’/CG) Classificação: 16 anos

Mostra Competitiva Brasil

Rái Sossaith – Direção: Thomate (Animação-10’/SP)
Casa da Vó Neide – Direção: Caio Cavechini (Doc-20’/SP)
A Fábrica – Direção: Aly Muritiba (Fic-15’/PR)
22h: Programação Social

Numa das edições do ComuniCurtas, Aurora Miranda Leão e André da Costa Pinto, Yomara Rocha e Ana Célia Gomes

Sábado (03/09)

10h: Debate e Coletiva de Imprensa com os Realizadores dos Filmes Exibidos na Noite Anterior
Local: DECOM/UEPB
14h: Fórum dos Realizadores Audiovisuais Paraibanos no DECOM/UEPB
20h: Entrega do prêmio pela contribuição ao Cinema Brasileiro para Hilton Lacerda
Cerimônia de encerramento e entrega dos prêmios no SESC Centro

22h: Programação Social: Festa de Encerramento

RESTA UM na noite de Fortaleza

Um filme só acontece depois que chega ao espectador. Por isso, você é a pessoa mais importante desta noite de TERÇA na qual RESTA UM será exibido, pela primeira vez, em Fortaleza.

O CONVITE para esta noite no Centro Cultural Oboé tem a intenção de ser espalhado por aí aos quatro ventos pra que possamos ter uma sessão de cinema com casa cheia.


Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho durante o período de gravações em Goiânia…

Vá e leve os amigos ! Se não puder ir, pelo menos recomende a uma porção de parceiros porque, afinal, sempre RESTA UM

Venha você também descobrir porque O Resto é sempre maior que o Principal…

 

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA RESTA UM 

Argumento, Roteiro, Fotografia e Direção – Aurora Miranda Leão

Trilha: Ricardo Bacelar

Câmera adicional – Julinho Léllis

Imagens de celular: Aurora M. Leão e Ingra Liberato

Contribuição afetiva – Rubens Ewald Filho

Colaboração no Roteiro: Alex Moletta,Miguel Jorge,Rogério Santana 

Estrelando INGRA LIBERATO

 Participação: Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler, Bruno Safadi, Samuel Reginatto, Miguel Jorge, Henrique Dantas, Carol Paraguassu e Patrícia Luciene

Produção: Aurora M. Leão e Julinho Léllis 

Edição: Aurora Miranda Leão e Lília Moema

Filmes citados:  Amanda & Monick, de André da Costa Pinto

                              Aos Pés, de Zeca Brito

                              Áurea, de Zeca Ferreira

                             Harmonia do Inferno, de Gui Castor     

 

Realização: Aurora de Cinema & Cabeça de Cuia Filmes       

                                      

RESTA UM – LANÇAMENTO em Fortaleza
HOJE, 19, 19:30h
COQUETEL no Centro Cultural Oboé – rua MARIA TOMÁSIA, 531

Informações: 3264.7038
ENTRADA FRANCA

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal

Em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos. 

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, destacando o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que a produtora Aurora de Cinema nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando o que é mesmo o filme que viu, qual seu sentido, e o que querem significar suas imagens.

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado. 

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou. 

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um enorme impulso pra falar de vida, celebrar a Paz e espalhar a alegria. RESTA UM desejo quase incontido de perseguir a utopia do amor sem mentiras, da amizade sem sustos, do afeto sem medo de se ofertar em público, da ternura sem hora marcada pra se instalar. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta Um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis. 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado, e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana.

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna. 

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

*O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes.

 

SERVIÇO: 

Curta-metragem RESTA UM

Exercício coletivo realizado no VI Festival de Cinema de Goiânia

Direção: Aurora Miranda Leão

Produção: Júlio Léllis

Edição: Aurora Miranda Leão e Lília Moema

Colaboração no roteiro: Miguel Jorge, Alex Moletta e Rogério Santana

Estrelando: Ingra Liberato

Participação: Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler

Bruno Safadi, Carol Paraguassu, Henrique Dantas

Realização: Aurora de Cinema e Cabeça de Cuia Filmes

Duração: 20m, cor, digital, gênero Experimental

 

Coquetel de lançamento  

QUANDO e ONDE: 19 de julho, 19:30h

CENTRO CULTURAL OBOÉ – rua Maria Tomásia, 531 – Aldeota

ENTRADA FRANCA
COLABORE, COMPAREÇA, AJUDE A ESPALHAR por aí !

Uma Fortaleza para Saudar ZILA MAMEDE

Primeira Exibição de Pegadas de Zila é no CINE CEARÁ

Curta de Valério Fonseca, com música do compositor potiguar Dudé Viana, homenageia a poetisa que amava o mar

Nascida na Paraíba, ZILA MAMEDE (1928-1985) passou a maior parte de sua vida no Rio Grande do Norte e é de lá que vem esta poética homenagem, tão sutilmente azul, densa e enigmática como a própria obra de Zila.  

Valério Fonseca, o diretor do curta, nasceu em Natal e reside há quase 20 anos no Rio. E foi de seu bem situado apê no coração do Humaitá que a saudade apertou e começou a fazer morada na sensibilidade aguçada do poeta-cineasta.

Provando que a distância da terra natal era apenas contingência geográfica, Valério foi tomando contato com a obra de Zila através de conterrâneos. Os anos foram se passando e a força das palavras de Zila foram tomando o coração de Valério. E como todo cineasta que se preza, não deu outra: a inspiração fez nascer o mote para um novo roteiro.

E o cineasta partiu para comprar livros e se familiarizar com a obra de Zila. Entre idas e vindas a Natal, e contatos com moradores do Rio Grande do Norte que conheciam Zila, ainda que só pelas obras, Valério começou a elaborar o roteiro.

Rosamaria Murtinho vive Zila Mamede no cinema (fotos Aurora Miranda Leão)

Aos poucos, o simples argumento foi ganhando forma. E foi num dos muitos e felizes encontros com esta redatora, que Valério comentou sobre a vontade de levar a obra de Zila ao cinema. Veio então a idéia de uma atriz para dar vida e alma à poetisa, e, por saber de minha antiga e forte amizade com Rosamaria Murtinho, Valério me contou que pensava em Rosinha para viver a personagem. Até porque as duas tinham semelhança física. Ao que eu concordei de pronto.

Lembro de nós ainda no festival de Jericoacoara, em 2010, comentando sobre ZILA. Naquele momento, como sói acontecer com todo aquele em cujas mãos uma câmera transforma a realidade em quadros até então inesperados, Valério só tinha olhos, ouvidos, palavras e pensamentos pra Zila Mamede. Combinei com ele então: iria ao Rio para fazer a produção com ele.

Pouco tempo depois, eu e Rosamaria nos encontramos no Festival de Cinema de Goiânia e fiz a ela o convite pra participação no filme. Contei sobre ZILA e do quanto estimo Valério, amigo a quem o gosto pelo cinema e a convergência de idéias fizeram de mim companheiro desde sempre. Rosinha prontamente, e com satisfação, aceitou o desafio.

O tempo andou serelepe, Valério foi passar as festas da virada de 2010 e início de 2011 com a mãe, e de Natal mesmo me ligou contando, pleno de alegria, das filmagens feitas lá, justo na praia do Meio, onde faleceu a poetisa.

Enquanto isso, eu de Fortaleza fazia a ponte NATAL-FORTALEZA-RIO e agendava as filmagens pro início do ano, quando eu queria ir ao Rio, matar a permanente saudade dos muitos amigos plantados ali, rever os lugares onde mora meu coração (como Ipanema, Copacabana, Cinelândia, Lagoa, Leblon e São Conrado), e lançar meu curta RESTA UM.

E veio fevereiro, e lá fomos nós. Depois de uma linda noite onde os amigos e o calor humano foram muito Mais Cinema que o próprio exercício coletivo do RESTA UM, partimos pras filmagens “caseiras” de Pegadas de Zila.

* Aqui cabe um parêntese para ressaltar a alegria de rever tantos amigos da seara do mais-que-perfeito: Cavi Borges (que nos acolheu como irmãos e nos sorriu com um abraço), INGRA LIBERATO (protagonista do RESTA UM), bela presença a tornar sempre melhor e mais iluminado qualquer lugar onde esteja; o adorável casal Rosana e Carlos Alberto Mattos, afeto traduzido com constância e reciprocidade; Iziane Mascarenhas e Antônio Luís Mendes, que deram um charme especial à noite; Fabinho Souza, amigo querido e parceiro daqueles que topa qualquer aventura; Rogério Santana, amigo goiano que colaborou conosco no roteiro; Carminha Araújo, filósofa e amiga das fotografias; e teve ainda o jovem ator e produtor Bruno, a querida e ótima atriz Vera Ferreira, a beleza loura de Patrícia, e mais e mais e mais… me perdoem os que, por falta de lápis e papel na mão, a tinta se perdeu e o mouse esqueceu de escanear no meu HD.

Foi nesta noite que Valério e Rosamaria se conheceram. E a presença de ZILA no cinema foi selada.

As filmagens no RIO transcorreram num mar onde só vicejavam ondas de paz, ternura e mansidão. Como se os versos de Zila ancorassem em águas luminescentes: em apenas 3 dias, tínhamos todo o itinerário sentimental, traçado por Valério, pronto.

Para colaborar nas filmagens, eu e Valério convidamos Iziane Mascarenhas (atriz/roteirista/cineasta) e Saulo Moretzshon (esteta do som e da edição). E este encontro foi numa bela tarde de sol carioca, testemunhado por outro amigo do lado esquerdo, Zeca Ferreira (do inesquecível curta Áurea).

Quando Valério me contou que o filme tinha sido selecionado pro Cine Ceará foi uma alegria especial. Afinal, sabemos o quão é grande e forte a concorrência pro festival alencarino, e ser selecionado entre 400 concorrentes, é tarefa específica pra quem tem ousadia, sensibilidade, foco na objetiva, ciência do dever cumprido, e maestria no manejo das artes da imagem e nos enigmáticos padrões do sensório.  

Aurora, Valério e Iziane na produção de “Pegadas de Zila”, que estréia no Cine Ceará

Agora, é chegado o momento mais delicado do percurso: ZILA vai chegar à tela. A primeira exibição pública será no nobiliário espaço do Teatro José de Alencar, centro agitado de Fortaleza, para uma platéia onde estarão jornalistas, críticos, artistas, estudiosos da Sétima Arte e profissionais de todas as áreas da Comunicação, videastas, cineastas, enfim, cinéfilos e público de todas as vertentes.

Portanto, é momento para celebrar: enfim, o sonho de VALÉRIO, a trajetória da poetisa encantada com o mar, e as filigranas da obra densa e enigmática de ZILA MAMEDE chegam à tela nobre de um dos mais concorridos festivais de cinema do país.

Se viva fosse, ZILA estaria feliz da vida de saber que, àquela noite, uma platéia inteira estará ávida pra saber mais de sua história, irmanada numa igual vontade de conhecer mais e melhor sobre sua vida e sua profícua produção poética.

Ademais, ZILA MAMEDE não poderia deixar de estampar um comovido sorriso, marejado em lágrimas. Afinal, sua obra está sendo revisitada.

E os primeiros passos desta estrada começam justamente numa cidade banhada pelo mar, os verdes mares bravios da capital da Terra da Luz.

Uma Fortaleza para saudar ZILA, como merece a vigorosa poesia de sua artesania emocional.

E pra fechar como as conchas de um mar cristalino e verde-anil como Zila sempre sonhou, a inspirada música de Dudé Viana, cujo canto faz A Ponte de Zila tocar sorrateiramente as cordas do coração, e a voz da poesia ecoar muito fundo.

Nada mais cinematograficamente poético do que este final para ressaltar a importância de ZILA e a necessidade de se conhecer sua obra.

Valério, Rosamaria, Saulo e Iziane nos bastidores das gravações (foto Aurora Miranda Leão)

SERVIÇO

Lançamento do curta-metragem PEGADAS DE ZILA

Onde: Teatro José de Alencar

Programação CINE-CE

Dia e Hora: quinta, 9, 19h

ENTRADA FRANCA


          Curta em homenagem à poetisa Zila Mamede
               
           Com: Rosamaria Murtinho

          Roteiro e Direção: Valério Fonseca
          Still e Produção-executiva: Aurora Miranda Leão
          Still em Natal: Leticia Santos
          Arte: Iziane Mascarenhas
          Montagem: Saulo Moretzsohn
          Música : Dudé Viana
          

RESTA UM.. filme marcante na cabeça de cada um

São tantas as opiniões que anotamos sobre nosso curta RESTA UM, que resolvemos publicá-las para partilhar com você, leitor amigo, que já conhece ou ainda vai ver este exercício audiovisual coletivo…

Roteiro inteligente, edição competente e condução elegante com Ingra Liberato esbanjando sensualidade.
                                               – Maria Letícia, cineasta

Foi um grande prazer te ajudar nessa. Adorei o filme!
               – Cavi Borges, cineasta

Importa pelo que é capaz de despertar no espectador…
                            – Edinha Diniz, pesquisadora de Música
Absolutamente transgressor, dá gosto ver, faz bem à alma.
                                               – Jorge Salomão, poeta

Bom de ver, leve, descontraído e alegre como sua diretora. Já disse que quero fazer parte do próximo.

                                      – Vera Ferreira, atriz


 Leve, descontraído, dá vontade de assistir mais de uma vez para adentrar melhor neste universo a que o filme nos remete.
                                                                     – Sérgio Fonta, ator

Supimpa ! Um sopro de bendita transgressão no universo audiovisual contemporâneo.
                                            – Carmem Araújo, filósofa

Uma excelente loucura, digna do Bressane… Você é demais, parabéns!
                                          – Miguel Jorge, escritor


Enfim, um filme que faz exatamente o que se propõe: instigar, confundir, mexer com o intelecto. E é gostoso de ver…
                                                      – Alice Gonzaga, pesquisadora

Resta Um é uma bela homenagem à Belair, mostra que ainda hoje a intuição pode vencer a forma e criar algo sensível e singelo.
                                                                          – Alex Moletta, dramaturgo

Tá muito legal o filme e é uma honra ter um trechinho do Áurea passeando lá dentro. Ver o filme deu vontade de estar lá.

                                                                          – Zeca Ferreira, cineasta


 Aurora constrói com habilidade e leveza um painel espontâneo sobre o fazer cinematográfico, renovando nosso espírito de querer encontrar o novo.  
                                                      – Jorge Ritchie, ator     

           
Um filme que reaviva a crença no cinema de invenção. 
                                                – Phylis Lilian Huber, jornalista

Inteligente, ousado, instigante, tão experimental como sua própria diretora.

                                                – Walter Webb, produtor e cineasta

Aurora, o filme é muito bommmmmmm ! Estou encantado… ele passa o tempo inteiro uma enorme vontade de fazer e isso é contagiante. E que atriz espetacular essa Ingra ! Parabéns !

                                                               – Gui Castor, cineasta

 

* O CARTAZ de RESTA UM é criação do amigo Chico Cavas Júnior…