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Coisa de Circo: Política e eleições no Brasil

Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses

NÃO TEM A MENOR VERGONHA NA CARA DE APRESENTAR…

                 … UMA PALHAÇADA FEDERAL 

Grupo circense de Santos estréia espetáculo de rua que fala da palhaçada nas eleições e na política brasileira 

O grupo Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses de Santos acaba de estrear o espetáculo Uma palhaçada federal, na concorrida cidade do litoral paulista.

Trata-se de espetáculo para ser apresentado em ruas, praças e espaços abertos, tendo o palhaço como personagem, cujo espaço de atuação é o cenário político e as eleições no Brasil. A produção é de meu querido amigo Juninho Brassalotti.

Sinopse: 

Chevette e Fuxico são dois palhaços desempregados e desiludidos com a banalização da profissão, até que Fuxico resolve se candidatar à presidência da República dando início a uma série de confusões. Uma sátira que evidencia a diferença entre os políticos e os palhaços. Este espetáculo foi contemplado com o FACULT – Programa de Apoio Cultural 2010 da Prefeitura Municipal de Santos – Secretaria de Cultura. 

O Porquê da PALHAÇADA 

Tendo como tema central o cenário político brasileiro e as eleições, os  criadores Júnior Brassalotti e Sidney Herzog utilizam-se de técnicas circenses variadas para a composição dos palhaços Fuxico e Chevette, tipos fixos de investigação estética da dupla de atores desde 2005. 

Diz o programa da peça: Ele, o palhaço, nos contagia, nos arrasta, permitindo que nos afetemos pela alegria, pelo jogo, pela rebeldia, possibilitando uma visão crítica da vida, o que nos desperta a busca por outros modos de existência. Nesse sentido, a transgressão pode ultrapassar o comum, o naturalizado, abrindo espaço para novas relações e maneiras de sentir, pensar, agir. 

A política brasileira às vezes é compreendida apenas pela sua organização partidária. Sendo assim, comumente, muitas pessoas se declaram ‘apolíticas’ por não entenderem que esse conceito está em nossas vidas pelo simples fato de existirmos. Qualquer ato, opinião ou escolha que fazemos é de característica política. O que pretendemos com esta peça é buscar a reflexão sobre essa alienação a respeito do tema que permite aos políticos brasileiros a facilidade para a corrupção. Os palhaços fazem isso com muito humor, das mais diferentes maneiras, passando pelos protestos e a negação e também pela criação e afirmação de outras possibilidades de existência, reflexão e ação

O espetáculo que acaba de estrear em Santos é baseado na contraposição das características do tipo cômico do circo, com olhar no dia a dia da política, e na pesquisa em farto material na imprensa escrita, virtual e televisiva, expondo alguns fatos e situações que serviram como fonte para os assuntos apontados na montagem. A linguagem do palhaço com um roteiro e pesquisa de acontecimentos do cotidiano para a dupla, é  o ponto de partida: 

Tratamos da organização da política brasileira de uma maneira divertida e, ao mesmo tempo, ácida, levando ao público o ponto de vista do povo colocado em personagens cômicos, que traduzem as contradições da sociedade e as angústias do cidadão. Acreditamos que outros mundos são possíveis e o palhaço nos diz isso construindo outras lógicas, abarcando os paradoxos, transformando as coisas, os seres e as relações

Queremos levar ao público questões políticas de modo bem humorado. Uma reflexão sob o ponto de vista dos palhaços do que é a política e como funcionam as eleições no Brasil.

Diz Brassalotti: “O circo especificamente é a forma de expressão que o Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses encontrou para dialogar diretamente com a população, nas ruas, de forma poética e lúdica. É a nossa forma de exercer a arte e a cidadania, ocupando espaços públicos e proporcionando diversão, além de acesso à arte e à cultura”. 

Histórico do grupo  

 Os  Panthanas – Núcleo de Pathifarias  Circenses é o primeiro grupo da Baixada Santista de pesquisa da linguagem circense, nascido na Escola Livre de Circo em Santos, em abril de 2005.

 

Essa oficina, ministrada pelo Núcleo Pavanelli de São Paulo, teve como objetivo implementar na cidade, através da Oficina Cultural Regional Pagu, uma Escola de Circo com aulas permanentes e que proporcionasse aos participantes a capacitação profissional,  para execução de números circenses, espetáculos e  formação de instrutores. 

Com aulas de história do circo, teatro, teatro de rua, expressão vocal, percussão, perna de pau, malabares, acrobacias, trapézio, tecido e palhaço, o curso foi tomando forma e formou alguns alunos com maior interesse na formação circense e na atuação como profissionais da área. 

Além da parte prática, esse grupo mergulhou numa profunda pesquisa sobre a história do circo no Brasil e no mundo, capaz de fornecer-lhes base concreta para montagens. 

Formaram no início de 2006 o grupo Os Panthanas foram mais de 100 apresentações por toda a Baixada Santista e Estado de São Paulo, em ruas, palcos, praças e festivais,  as quais conferiram ao grupo experiência e  maturidade artística, e a certeza da opção de levar o circo para praças e palcos do Brasil. 

Seus componentes, em parceria com a Oficina Cultural Pagu e Oficina Cultural Gerson de Abreu do Governo do Estado de São Paulo, ministraram oficinas de circo por todas as cidades da Baixada Santista e algumas do Vale do Ribeira, levando o circo para várias pessoas, incentivando novos grupos e apaixonados por essa milenar arte e dividindo o conhecimento adquirido com o Núcleo Pavanelli na Escola Livre de Circo da Oficina Pagu. 

Uma palhaçada federal é o 3º espetáculo do grupo, contemplado  com o  Facult (Fundo de Apoio a Cultura 2010 da Prefeitura Municipal de Santos – Secretaria de Cultura). 

Serviço:

Espetáculo: Uma palhaçada federal

Grupo: Os  Panthanas – Núcleo de Pathifarias  Circenses  


Ficha técnica:

Elenco, dramaturgia e produção: Sidney Herzog e Junior Brassalotti

Direção: Marcos Pavanelli e Simone Brittes Pavanelli 

 Trilha sonora original:  Letras: Junior Brassalotti e Sidney Herzog

Música: Zero Beto Freire

Figurinos e fotografia: Kadu Veríssimo

 Preparação vocal: Fernando Pompeu e Elisângela Lima 

Preparação de técnicas circenses: Marcos Pavanelli

 Iluminação: São Pedro

Caricaturas: Joel Gustof 

Design visual : Betinho Neto

Classificação etária: livre

Realização: Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias  Circenses   

 Apoio: Prefeitura Municipal de Santos, Secretaria de Cultura, FACULT – Programa de Apoio Cultural – 2010. 

Apoio Cultural: Athos – Núcleo Artístico, Espaço Teatro Aberto, Núcleo Pavanelli, Associação Cultural Olhar Caiçara,  Santos Convetion & Visitours Bureau e A Confraria Produções. 

Quando: 

ESTRÉIA: 17 de Março – Sábado: Concha Acústica 

18 de Março – Domingo no Emissário Submarino, 17h 

19 de Março – Segunda:  12h30 na Praça Mauá (em frente à Prefeitura Municipal de Santos). 

Entrada franca