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Perpendicular traz Minas a Fortaleza

 

Três artistas visuais de Minas e três do Ceará em mostra no CCBN

 

Uma iniciativa une três artistas de Minas Gerais e três do Ceará. Eles foram convidados a trabalhar e conviver diariamente, buscando formas de parceria e troca para estimulaar a criação de projetos artísticos a serem apresentados ao público no interior do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza e nas ruas da capital cearense.

Contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 8ª edição, o projeto PERPENDICULAR FORTALEZA acontecerá em Fortaleza no período de 21 a 24 deste mês (quarta a sábado da próxima semana).

A programação incluirá performances, ações e intervenções urbanas, além da construção de instalações, lançamento de livros, palestras, apresentação de portfólios e mesas de conversa abertas ao público.

As atividades acontecerão nas seguintes datas e horários: dia 21 (quarta), às 16h; dia 22 (quinta), às 18h; dia 23 (sexta), às 10h; e 24 (sábado), às 17h.

Criado e realizado pelo artista visual, pesquisador de arte e performer mineiro Wagner Rossi Campos, o projeto conta com  participação, ainda, dos seguintes artistas convidados: Sabyne Cavalcanti, Uirá dos Reis e Yuri Firmeza (os três do Ceará); Raquel Versieux e Fernando Ancil, ambos de Minas Gerais.

André Costa revela Tudo que Deus criou… e faz bonito pelo Cinema em Campina Grande

 
Aproxima-se o grande dia do lançamento: o super aguardado filme de André da Costa Pinto – Tudo que Deus criou - tem pré-estreia nacional neste sábado, na paraibana Campina Grande, onde foi filmado.
 
As primeiras cenas foram rodadas ainda em 2009, tendo a Universidade Estadual de Campina Grande como realizadora. Tudo que Deus Criou é o primeiro longa-mentragem do cineasta, produtor, professor de Cinema e idealizador do Festival ComuniCurtas, André da Costa Pinto, dos premiados curtas Amanda e Monick e A Encomenda do Bicho Medonho.
 
A produção é fruto de uma parceria entre o diretor André da Costa Pinto e o produtor Adriano Lírio – ambos bastante premiados nos últimos anos por seus trabalhos na área audiovisual.
 
O elenco tem nomes de vasta estrada na cena artística nacional: Letícia Spiller, Guta Stresser, Maria Gladys, Paulo Vespúcio e Cláudio Jaborandy. Mas vale ressaltar: a maior parte do elenco é composta por atores da própria Campina Grande, todos eles ex-alunos de Aandré Costa, como o estreante Paulo Phillipe, que faz o protagonista Miguel.
 
Letícia Spiller em grande momento de atuação…
 
Amor, tristeza, dor, melancolia e momentos de extrema delicadeza compõem o filme, que tem roteiro do próprio André Costa. O filme é uma parceria da Medonho Produções com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que vem sendo pródiga em fomentar o audiovisual em suas hostes, sobretudo depois da chegada revolucionante de André da Costa Pinto aos quadros da UEPB.
 
Tudo que Deus criou foi inteiramente rodado em Campina Grande, principalmente nas ruas João Pessoa e Félix Araújo, no centro da cidade, e tem a aplaudida assinatura de João Carlos Beltrão na fotografia, e a da cantora e compositora Val Donato na trilha sonora.
 
 
A pré-estreia nacional acontece este sábado no Hotel Garden, em Campina Grande, às 20h, com sessão especial para convidados da UEPB e imprensa, contando com a participação de todo o elenco. Dia seguinte (26), no mesmo local, haverá duas sessões especiais, às 15 e às 17h, gratuitas e abertas a todos os interessados.
 

Z.NON em cartaz no CCBN Fortaleza

Exposição marca 10 anos da morte do artista plástico Zenon Barreto 

Exposição aberta ontem no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, marca dez anos da morte do artista plástico cearense Zenon Barreto.

Denominada Z.NON, a mostra tem entrada franca e poderá ser visitada até 18 de março (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 12h às 18h).

ZENON da Cunha Mendes BARRETO foi um pintor, desenhista, gravador, escultor, cenografista e ilustrador cearense, nascido em Sobral em 31 de dezembro de 1918 e falecido em Fortaleza em 18 de janeiro de 2002.

O artista chegou em Fortaleza e ingressou na Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) em 1949. Participou e foi premiado em diversos eventos: Salão de Abril, Salão de Arte Moderna, Bienal Internacional de São Paulo, Panorama de Arte Atual Brasileira e Salão de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul, entre outros.

Zenon ministrou cursos de desenho, atuou como cenógrafo e figurinista em peças encenadas no Theatro José de Alencar, em Fortaleza. Em 1950, coordenou a restauração da Casa de José de Alencar, e publicou os álbuns Dez Figuras do Nordeste, contendo xilogravuras de arquétipos humanos nordestinos com poemas de cordelistas cearenses e prefácio de Câmara Cascudo, e Ritos, Danças e Folguedos do Nordeste, documentário com xilogravuras prefaciado pelo poeta cearense Patativa do Assaré.

Painel de pastilhas no Museu de Arte da UFC: Zenon Barreto nas ruas…

Possui obras no Museu Nacional de Belas Artes, Palácio da Abolição (Fortaleza), Paço Municipal de Fortaleza, Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade de Fortaleza, Embaixada do Brasil em Londres, e é co-autor do grande vitral do Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado. Possui diversas esculturas em logradouros de Fortaleza, sendo a mais famosa a que retrata a figura de Iracema, personagem do romance de José de Alencar, encravada na praia do mesmo nome. 

A nova estátua da índia Iracema, na praia homõnima em Fortaleza: obra de Zenon Barreto, de 1996 …

O inventor de coisas (texto de Jacqueline Medeiros)

Nas mãos de Zenon Barreto, materiais aparentemente pesados, como cimento, ferro e latão, deram forma a figuras e a objetos nordestinos. A incorporação destes elementos  está diretamente ligada às concepções de arte e realidade a partir da década de 1960 no Brasil. Nesta mostra, onde predominam as obras denominadas “Homenagem ao artesão e ao trabalhador rural”, Zenon desloca o sentido funcional das ferramentas de trabalho e cria possibilidades simbólicas abertas a uma pluralidade de leitura a serem escolhidas ou criadas pelo espectador.

As obras, pertencentes ao acervo do Banco do Nordeste, são oriundas da exposição de inauguração do espaço cultural do Banco,  nas dependências do BNB Clube de Fortaleza em 23 de fevereiro de 1989. O título Z.NON faz referência a seu jeito crítico e irônico de encarar a vida. É uma alusão às pessoas que confudiam seu nome:  zé (José)Non, o que Zenon prontamente assumiu no título de sua exposição em 1952.

Nas esculturas da mostra, Zenon se refere à realidade imediata do seu cotidiano, vivida entre sua fazenda no sertão de Caridade-CE e a capital Fortaleza. As ferramentas e objetos rurais estão deslocados de seus contextos usuais, eles passam a oscilar entre a condição de objeto real e a de elemento formal, compositivo e articulados entre si, sempre com a herança da abstração geométrica e construtiva. Pode-se dizer que a organização dos elementos segue, de certa forma, os ideais de racionalidade e do desenvolvimento da forma, herança da arte construtiva e concreta.

Para o construtivismo, a pintura e a escultura são pensadas como construções e não como representações. O termo construtivismo liga-se diretamente ao movimento de vanguarda russa. Não são pequenas as influências do construtivismo na América Latina, em geral, e no Brasil, em particular, no período após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Marcas da vanguarda russa podem ser observadas no movimento concreto de São Paulo, Grupo Ruptura, e no Rio de Janeiro, Grupo Frente. Contudo, a ruptura neoconcreta estabelecida com o manifesto de 1959 não afasta as influências do construtivismo russo na arte brasileira.  A maior parte dos mais de cem artistas brasileiros da 5ª edição da Bienal de Arte de São Paulo, em 1959, tinha ligações com o abstracionismo, com grande número de concretistas e construtivistas, o que reflete a produção do País naquele momento. Zenon participou daquela Bienal de Arte com obras geométricas e construtivas: os desenhos com nanquim “Hospedaria de Flagelados” e “Labirinteiras”, ambos de 1959.

As ferramentas que tem a força de transformação da terra em alimento, tornam-se inúteis e não têm mais serventia. Seria mais uma de suas posturas críticas diante do trabalho rural e a civilização global como um elemento problemático e contraditório da sociedade contemporânea ? Zenon, além de artista, sempre foi um homem político, muito inquieto, criticando o ambiente cultural de Fortaleza. Poderia o artista estar propondo uma crítica social? Zenon vivenciava, naqueles finais dos anos 1980, o universo da produção rural e as contradições de que o avanço cientifico e econômico global não ocorrem em concomitância com os avanços sociais, beneficiando todos os setores da sociedade. O que poderia ter mobilizado o artista em torno de uma arte que se coloca a serviço da vida do povo.

Zenon busca um cruzamento entre as formas regulares e geométricas e o aspecto bruto e cru dos objetos do sertão, considerando suas ressonâncias simbólicas. Uma postura crítica como lhe é peculiar, daí seu interesse pelos elementos locais, fugindo do universalismo e preocupando-se com o papel do indivíduo e da subjetividade.

Banda Redonda: de Plínio Marcos a Helena Ignez, a folia ganha as ruas de Sampa

A banda mais antiga e tradicional de São Paulo cidade faz a abertura da semana carnavalesca em Sampa. Fundada por atores do Teatro de Arena, jornalistas, músicos e outros artistas que frequentavam o Bar e Restaurante Redondo, a Banda Redonda pede passagem, coloca os foliões e sambistas nas ruas.

Pois eu acabo de descobrir esta notícia do Blog do Marcelo Rubens Paiva e achei tão bacana que decidi reproduzir aqui, com o devido crédito a Marcelo, jornalista antenado e cronista dos melhores.

Na próxima segunda, tem encontro em frente ao TEATRO DE ARENA – Eugênio Kusnet, na  Rua Theodoro Baima, 94, esquinas da Rua da Consolação com Av. Ipiranga. A concentração será 19h e a saída do desfile ás 21h. Durante a concentração haverá o aquecimento com o Carlão, General da Banda de SP e a entrega do Troféu Banda Redonda, para personalidades que fazem a diferença na cultura, artes e no esporte.

Helena Ignez: carreira no teatro e cinema chega ao Carnaval e receberá merecida homenagem…

Este ano, eles são: Carlos Cortez, Helena Ignez, Inezita Barroso, Osmar Santos, Paulo Vanzolini, e Silvia Vinhas.

Todos os anos a Banda homenageia personalidades destacadas no meio cultural, artístico e esportivo. Já receberam o troféu Banda Redonda: Alaíde Costa, Analy Alvarez, Ari Toledo, Caio Luiz de Carvalho, Chico de Assis, Chico Pinheiro, Denis Derkian, Doutor Sócrates, Dr. Davi Serson, Dráuzio Varella, Emilio Fontana, Esther Góes, Etty Frazer, Ivan Giannini, João Acaiabe, João Batista de Andrade, Ligia Cortez, Maria Alcina, Netinho de Paula, Oswaldo Mendes, Paulo Goulart, Regina Braga, Renato Borghi, Renato Consorte, Sérgio Mamberti, Tadeu di Pietro, Walderez de Barros, Bárbara Bruno, Dr. Demetrio Hossne, Dr. Paulo Meneghini , José Renato Pécora, Lauro César Muniz, Regina Echeverria entre outros. 

Homenageados que irão receber Troféu Banda Redonda em 2012: Carlos Cortez – cineasta e diretor de “Geraldo, o Filme” e “Querô”; Helena Ignez – atriz e diretora de cinema e teatro; Inezita Barroso – a Rainha do Folclore Brasileiro; Osmar Santos – Locutor Esportivo e pintor, e o “Pai da Matéria” e da “Gorduchinha”; Paulo Vanzolini – genial compositor paulistano e Silvia Vinhas – jornalista e apresentadora de TV. Informações sobre os homenageados ao final deste release. 

Para animar os foliões a banda conta com um belo time de intérpretes: Aldo Bueno, Douglas Franco, Germano Mathias, Jandir, João Borba, João Pedro, Maria Alcina, Mazinho do Salgueiro, Silvio Modesto e Tereza Miguel, que serão acompanhados pela Banda Musical do FUMAÇA com mais de 30 integrantes, apresentando tradicionais marchinhas e sambas do carnaval brasileiro. A apresentação fica por conta de Moisés da Rocha  (O Samba  pede Passagem).

 

Dramaturgo Plínio Marcos criou a Bandalha, que acabou gerando a Banda Redonda. Na foto, ele recebe das mãos de Carlão, o general da Banda de São Paulo, seu Troféu Banda Redonda

Banda Redonda – 38 anos de alegria no carnaval paulistano

Dia 13 de fevereiro, segunda-feira, concentração 19h / saída 21h – Grátis.

Informações: Imprensa: Edson Lima: 3739 0208 / Teatro de Arena: 3256 9463 / China: 7705 0622

Roteiro: Ruas Theodoro Baima, da Consolação, Xavier de Toledo, Teatro Municipal, Rua Cons. Crispiniano, Largo do Paissandu, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, regressando ao Teatro de Arena, encerrando o desfile com músicas do verdadeiro carnaval de rua.

Saiba mais: www.oautornapraca.com.br/bandaredonda. Vídeo:

 HISTÓRICO DA BANDA – A “Redonda” substituiu a Banda Bandalha, criada no auge da repressão militar pelo dramaturgo e ator Plínio Marcos em 1972. Plínio gravava a novela Bandeira Dois, no Rio de Janeiro, e não aguentava mais as piadas e provocações dos cariocas, dizendo bloco de paulista é bloco de concreto armadocordão de paulista é cordão de isolamento e, como se tudo isso não bastasse, atormentavam o tão festejado Plínio citando Vinicius de Moraes “São Paulo é o túmulo do samba”.

Àquela altura, a Banda de Ipanema já era famosa, trazendo como musas Leila Diniz e Odete Lara. Injuriado com tantas brincadeiras, Plínio chamou seu colega de teatro, Carlos Costa, o Carlão, que já era frequentador do mundo do samba paulista desde que aqui chegou em 1945, mas ganhava a vida no teatro – Carlão foi bilheteiro, contra-regra e ator, atuou no teatro de Arena, no cinema e foi um grande parceiro do Plínio, atuando em várias peças e, ao seu lado, em vários momentos na luta. Então, Plínio Marcos se autoproclamou presidente da Banda Bandalha e convidou Carlão para ser o vice presidente.

 

Em 1972 e 1973, a banda - sempre saindo da frente do Teatro de Arena e percorrendo o centro -, foi sucesso de cara, tendo no primeiro desfile como Porta Estandarte a atriz Etty Frazer e de mestre sala o ator Toni Ramos. Também contou com ilustres participantes, como a atriz Walderez de Barros, o dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, a atriz Eva Vilma, o ator John Herbert, Pepita e Lolita Rodrigues, os jornalistas Arley Pereira, José Ramos Tinhorão, o ator e artista plástico Luiz Carlos Parreira. Claro que não podiam faltar os sambistas famosos das escolas de samba e parceiros de Plínio e Carlão: Geraldo Filme, Jangada, Jorge Costa, Silvio Modesto, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Zé Ketti, Zeca da Casa Verde, além da turma da “Vagão” e redondeza, entre tantos outros atores, jornalistas e foliões.

A Bandalha durou dois anos, depois de brigas com a prefeitura, Plínio se injuriou e falou que não tinha mais Bandalha. Com o fim da Bandalha, seus remanescentes, encabeçados por Carlão, formaram a Banda Redonda, que desfilou pela primeira vez em 74 - naquela ocasião, mudou a colocação da diretoria, ficando Carlos Costa na presidência e Plínio como vice. Hoje, Carlão continua dirigindo a “Redonda” e tem o China como secretário geral. Com a inspiração do artista plástico Luis Carlos Parreira, a “Redonda” adotou a pomba como símbolo e as cores azul, ouro e branco. Atualmente, os desfiles da banda são acompanhados por cerca de 15 mil pessoas e fazem parte do calendário oficial do carnaval de São Paulo. Além disso, ela é filiada à ABASP -  Associação de Bandas de Carnaval de São Paulo.