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CINEMA na Vila das Artes

Doc.Web em fase de produção
O curso, voltado para coletivos e grupos culturais em atuação na cidade, tem o objetivo de utilizar as mídias digitais e virtuais como ferramentas de divulgação e mostrar que existem outras formas de se relacionar com o audiovisual. O curso teve início em abril deste ano oferecendo disciplinas como Antropologia, História e Cultura Local; Introdução à Linguagem Audiovisual, Cultura Digital, Dispositivos e Ambientes Interacionais; Roteiro; Direção; Produção; Edição; Fotografia e Documentário. Desde o início do mês os grupos da primeira turma saíram às ruas para produzir e gravar os documentários. As histórias diversas são uma profusão de acontecimentos. Todos os vídeos poderão ser vistos na internet, numa página que será criada em breve.  A segunda turma começa a gravação em outubro. Acompanhe a proposta de cada grupo:

>>Juma – O grupo formado por esportistas e praticantes do Le Parkour vai mostrar  como acontece esta atividade em Fortaleza. O Le Parkour é a arte do deslocamento que tem como objetivo mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando as habilidades do corpo humano e pode ser praticado em áreas rurais e urbanas.
>>Sinfonia Urbana – o grupo parte para o Caos e o Cósmico formado no Centro da cidade.
>>Adoro Perigo – faz um mergulho no universo afetivo dos travestis.
>>Artelaria Produções – a partir do projeto Não se deve chutar cachorro machucado, os integrantes do grupo apresentarão um documentário com cartas, impressões e expressões de pessoas de vários estados do Brasil e países da América Latina.
>>REM (Rede de Educadores em Museus do Ceará) – prepara o documentário sobre os moradores do centro da cidade, suas relações com o cotidiano, as edificações e seus sentimentos.

Matou a Família e foi ao Cinema é exibido na quarta

O Cineclube Vila das Artes exibe quarta, dia 22, o longa Matou a Família e Foi ao Cinema, de Júlio Bressane, um dos primeiro filmes do chamado “cinema marginal”. Com entrada gratuita a sessão tem início às 18h30 e é seguida de debate.

Matou a Família e Foi ao Cinema, obra-prima de Júlio Bressane, consiste numa série de episódios desconectados em tempo e lugar. O único elo que liga é o assassinato, o que ocorre logo na abertura, quando um rapaz (Antero de Oliveira) cansa das discussões ríspidas e diárias dos pais, num apertado apartamento de classe média em São Paulo. Ele mata os dois a navalhadas e vai ao cinema assistir ao filme “Perdidas de Amor”, sobre duas garotas (Márcia Rodrigues e Renata Sorrah) que se apaixonam enquanto curtem dias de férias numa granja isolada.  Após o filme, haverá debate com a participação do professor e pesquisador MARCELO IKEDA.

Neste mês, a Vila das Artes exibe filmes do Cinema Nacional sempre às quartas –feiras. Na próxima semana, o filme é Mar de Rosas (1977), da cineasta Ana Carolina.

IMAGENS ao VIVO Ganham Jornada

Nova forma de fazer e interagir com imagens e sons

 

O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza realiza de segunda, 13, a 23 próximos, a Jornada Brasileira de Imagens ao Vivo. Além do CCBNB-Fortaleza, a Jornada acontecerá em espaços como a Vila das Artes e a Casa Amarela, através da realização de oficinas, performances, palestras e debates gratuitos com personalidades que representam o estado da arte das Imagens ao Vivo no Brasil.

Segundo o curador e produtor da jornada, sociólogo Júlio Lira, a produção de Imagens ao Vivo propõe uma nova forma de fazer e interagir com imagens e sons. Além da edição em tempo real, diante dos espectadores, outra característica desta arte parece se afirmar com igual potência: são resultantes de um processo de afirmação de autonomia por parte dos criadores, produtores e públicos diante das normatizações do sistema de produção e exibição dominante instituído e projetado a partir dos Estados Unidos”.

Na América Latina, o Brasil se destaca na produção de obras deste tipo. Nas mostras anuais, realizadas em Sampa e no Rio, mais de 40 artistas já se apresentaram. Este ano, o Itaú Cultural levou mostras mais simplificadas para Curitiba e Belo Horizonte.

“Percebemos também em Fortaleza a necessidade de lançar olhares sobre essas práticas audiovisuais que não correspondem aos padrões desenhados e desejados pela grande indústria. Interessa-nos evidenciar a produção de Imagens ao Vivo – esta forma de produção criativa impossível de ser assimilada pela atual disposição da indústria cinematográfica”, visualiza Júlio Lira.

As Imagens ao Vivo também são conhecidas como Live Images ou Cinema ao Vivo. São práticas de expressão audiovisual eletrônica nas quais uma significativa parte do processo criativo das imagens em movimento acontece em tempo real e na presença do público, sob a direção de um ou mais criadores-exibidores.

Há produções que utilizam imagens de arquivos pré-gravadas, numa espécie de quebra-cabeça sempre renovado. Outras trabalham projetando situações que estão acontecendo naquele momento. Há também criadores que se utilizam de softwares para sintetizar imagens abstratas. “Para uns, a criação se aproxima de um tipo de música visual; para outros, a brincadeira é deslinearizar as narrativas utilizando hipertextos. Enfim, este tipo de produção audiovisual escapa às classificações e fronteiras”, destaca Júlio Lira.

O curador e produtor da Jornada enfatiza: o evento foi pensado de forma a funcionar, além do entretenimento que é, como uma intervenção cultural em Fortaleza. “A proposta é oferecer elementos para que estas práticas sociais possam se desenvolver com regularidade e consistência em Fortaleza, seja subsidiando artistas e técnicos, seja ampliando o repertório do público ou descortinando as questões estéticas e sociais para todos os interessados”.

A Jornada selecionou trabalhos que já podem ser considerados antológicos, tanto por suas características artísticas, quanto por suas participações num muito recente e já histórico momento de surgimento de um circuito dedicado a este tipo de prática estética. “Por outro lado, acrescentamos criações audiovisuais realizadas recentemente em Fortaleza, sinalizando um estado da arte local”.

Outra proposição da Jornada é apresentar, dentro dos recursos disponíveis, uma maior diversidade de proposições estéticas e tecnológicas, de forma a levar o público a compreender e se nutrir da natureza multiforme das práticas de edição ao vivo e das questões estéticas envolvidas. Daí a presença de propostas diferenciadas: “há narrativa hipertextual, montagem musical, cinema abstrato, de produção de imagens sintéticas, interação corpo-imagem – todas convergindo na conciliação entre planejamento e improviso, na valorização da pesquisa experimental e na intimidade com os recursos tecnológicos, tão evidentes em softwares e interfaces desenvolvidas especialmente para várias obras que serão apresentadas”.

A expectativa é também de pensar sobre os caminhos para a gestão política das inter-relações entre arte, ciência e tecnologia. “Como facilitar o desenvolvimento de redes e ambientes criativos com tal interdisciplinaridade? Como pensar em culturas que sejam estruturalmente mais preparadas para a fluidez das novas práticas estéticas? Como pensar em políticas públicas culturais que contemplem as novas sociabilidades decorrentes da informatização do cotidiano? Finalmente, há um desejo de que os encontros contrariem a noção de consumo cultural. Que a possibilidade de encontros, diálogos, de imaginação cultural se instaure”.

As palestras e debates da Jornada procuram oferecer aos participantes um quadro da produção das imagens ao vivo no mundo e mais especificamente no Brasil. “A ideia é mostrar artistas, obras, processos de criação colaborativos, eventos, financiadores, enfim, como acontece a emergência deste novo campo artístico”, afirma Júlio.

“Estamos dando especial atenção à discussão e aprendizagem sobre softwares, condição básica para a divulgação da prática. Teremos oficina de apresentação dos programas Quase-Cinema, Walking Tools e do soft-interface Engrenagem. Foram reservadas vagas para exibidores populares e alunos dos cursos de Cinema. Além disso, está prevista uma mesa para discutir especificamente a relação entre “Softwares, interfaces digitais e práticas poéticas do Audiovisual ao Vivo”. O software em si é um objeto (um dispositivo artístico) ou um suporte para processos artísticos? Certamente, esses momentos de palestras e debates servirão para jogar luz sobre questões como essa”.

OFICINAS 

Oficina de apresentação do software quase-cinema, com Alexandre Rangel
de 13 a 16 de setembro, a partir das 18 h, na Vila das Artes

 

Oficina de apresentação da interface e software Engrenagem, com Bruno Viana
de 17 a 20 de setembro, a partir das 17h, na Vila das Artes
 

Informações e inscrições: (85) 3105-1404 

PERFORMANCES

Pinturas de luz, com Alexandre Rangel
Dia 15 de setembro, 18h, no CCBNB

Kairos, com Cia Independente de Dança
Cristiana Parente e Pedro Parente
dia 16 de setembro, 18h, no CCNB

Aufhebung, com projeto/banda HOL (Henrique Rosque)
Dia 17 de setembro, 20:30h, na Vila das Artes

Fortaleza, com Fred, Thaís e Uirá
Dia 17 de setembro, 21:30h, na Vila das Artes

Hermess, com coletivo Laborg
Dia 18 de setembro, 20:30h, na Vila das Artes

Ressaca, de Bruno Viana
Dia 18 de setembro, 21:30h, na Vila das Artes

Ressaca / Pinturas de luz, culminância das oficinas
Dias 22 e 23 de setembro, 21:30h, na Casa Amarela

Palestras e debates

O estado da arte das imagens ao vivo, palestra com Márcia Derraik (pesquisadora, curadora da mostra Live Cinema)
Dia 15 de setembro, 19h no CCBNB

Softwares, interfaces digitais e as práticas poéticas do Audiovisual ao Vivo, mesa redonda com Alexandre Rangel, Pedro Parente, Bruno Vianna, 1mpar
Dia 16 de setembro, 19h no CCBNB

Processos criativos e performáticos da música visual, palestra com Henrique Roscoe  e coletivo Laborg
Dia 17  de setembro, 19h na Vila das Artes

Narrativas hipertextuais e Cinema ao Vivo,
palestra com Bruno Vianna
Dia 18 de setembro, 19h na Casa Amarela

Processos colaborativos na produção audiovisual, palestra com Karla Brunet
Dia 20 de setembro, 19h, na Casa Amarela

Relações entre arte e tecnologias digitais no Brasil, entrevista de Cícero Inácio da Silva a Júlio Lira e Paulo Amoreira
Dia 21 de setembro, 19h, no CCBNB

Ao vivo: o movimento do quadro ao pixel, palestra com Patrícia Moran e Beatriz Furtado (mediação)
Dia 22 de setembro, 19 horas, na Casa Amarela

E Shakespeare com o universo audiovisual ?

Shakespeare no universo audiovisual – da fidelidade à adaptação intercultural é tema do Debates Incalculáveis na próxima segunda

                                    

 O teatro e a figura de William Shakespeare são presenças constantes na produção audiovisual desde fins do século XIX, quando a primeira película shakespeariana foi realizada. Nos dias atuais suas obras se reproduzem no audiovisual, em programas de TV, internet, games e até aplicativos de telefonia móvel.  
Pensando nisso, o programa Debates Incalculáveis, realização do Complexo Vila das Artes (Prefeitura de Fortaleza) agendou para a próxima segunda (16) às 18h30 palestra sobre o tema Shakespeare no universo audiovisual – da fidelidade à adaptação intercultural.  
O convidado do mês é o pesquisador Marcel Vieira, professor do Curso de Cinema da Universidade Federal do Ceará e doutorando em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense. O encontro é aberto ao público.
Mais informações: 3252.1444

Cinema Brasileiro na Vila

    
O Pagador de Promessas, com Glória Menezes e Leonardo Villar, vencedor da Palma de Ouro em 1962, baseado na obra de DIAS GOMES


Vila das Artes: exibições gratuitas toda QUARTA

 O Cineclube Vila das Artes apresenta este mês uma seleção de filmes do cinema nacional. A sessão começa 18:30h na rua 24 de Maio, 1221 (centro).
O Cineclube Vila das Artes é espaço de debate sobre filmes de arte de conceituados cineastas. A cada semana, um pesquisador, cineasta ou professor é convidado para conduzir o bate-papo com o público.
Neste mês, estão confirmadas a participação do pesquisador Christiano Câmara para conversar sobre Braza Dormida, de Humberto Mauro – com exibição dia 11 -, e a jornalista Aurora Miranda Leão, para conduzir possíveis leituras sobre Limite, de Mário Peixoto, a ser exibido dia 18.
Dia 25 é a vez de O Pagador de Promessas, premiado filme de Anselmo Duarte. As conversas sobre os filmes podem ser acompanhadas pelo canal www.ustream.tv/channel/cineclube-da-vila .

Programação

Dia 11
Braza Dormida (1928) Direção: Humberto Mauro. Drama. P&B. Mudo.
Bate papo com Christiano Câmara
 
LIMITE: obra antológica do cineasta Mário Peixoto, de 1931

Dia 18
Limite (1931) Direção: Mário Peixoto. P&B. Mudo. 
Conversa com Aurora Miranda Leão

Dia 25
O Pagador de Promessas (1962) Direção: Anselmo Duarte. Drama. P&B.

Cineclube Vila das Artes

 

O filme a ser exibido nesta quarta – 14 de julho -, a partir das 18:30h, com entrada franca, é SOMBRAS. Em seguida, debate com o professor Marcelo Ikeda, da UFC.

(87 minutos, cor, legendado)
Sinopse:

Sombras (1959) é o primeiro filme de Cassavetes e constitui um marco no cinema independente. Com atores e técnicos não profissionais, o cineasta realiza um filme baseado na improvisação e que aborda as relações inter-raciais em Nova Iorque nos anos 50. A narrativa gira em torno de três irmãos mulatos, que convivem com amores e preconceitos: Ben (Ben Carruthers) leva uma vida errante, sem muitos propósitos. Sua irmã Lelia (Lelia Goldoni) está prestes a se apaixonar e sofrer. O outro irmão Hugh (Hugh Hurd) tenta, sem muita sorte, uma carreira como músico. O trio se envolve numa rede que envolve amores, mentiras e preconceitos. Tudo ligado pelo jazz.

Mais do que isso, o filme se trata da relação dos personagens com a cidade e o que esta tem a oferecer às amizades e à paixão do casal central. Outra característica de “Sombras” é que as pessoas ali estão à margem da sociedade e tentam se encaixar da forma que for. A trilha sonora leva a assinatura de Charles Mingus e tem muitos momentos de improviso, assim como a atuação dos atores. O filme é exemplo vigoroso de como fazer filmes com uma câmera na mão e idéias em ponto de ebulição na cabeça.

Neville d’Almeida, o Cinema e a Cidade

O Cinema e a Cidade é o mais novo projeto da Vila das Artes que vai trazer a Fortaleza ao longo deste 2010 quatro cineastas brasileiros para um intercâmbio de ideias sobre o fazer audiovisual. Será uma semana de residência com intensa troca. O resultado será uma coletânea de vídeos de média duração produzidos pelos alunos do Curso de Realização em Audiovisual da Vila das Artes, a serem veiculados na Rede Pública de Televisão e disponibilizados na internet.

O primeiro encontro acontece amanhã com o cineasta Neville D’Almeida, diretor de filmes como A Dama do Lotação, Rio Babilônia, e Navalha na Carne, entre outros. A programação tem parceria com o Banco do Nordeste do Brasil.

 Neville participa na terça (22), às 19h, do Papo XXI no Centro Cultural Banco do Nordeste (R. Floriano Peixoto, 941, Centro), avento aberto ao público. que será mediado pelo coordenador da Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes, Lenildo Gomes.

Durante toda a semana, Neville participará de uma residência com os alunos do curso de audiovisual da Vila das Artes e percorrerá vários espaços da cidade. Destas visitas e do encontro no Papo XXI resultará a coletânea de vídeos.

Informações: (85) 3252-1444 ou 3464-3108.

Neville d’Almeida em Fortaleza

Cineasta Neville d’Almeida inaugura série O Cinema e a Cidade no Papo XXI

 

Diretor de filmes que uniram invenção artística e consagração popular, como “A Dama do Lotação” (1978), “Os Sete Gatinhos” (1980), “Rio Babilônia” (1982), “Matou a Família e Foi ao Cinema” (1991) e “Navalha na Carne” (1997), o cineasta Neville d’Almeida inaugura a série especial O Cinema e a Cidade, dentro do programa de debates Papo XXI.

 

Além de cineasta, Neville d’Almeidanascido em Belo Horizonte (MG), – é fotógrafo, roteirista, ator, desenhista, escultor e criador de intervenções espaciais e instalações.

Com entrada franca, o debate acontece na próxima terça, 22, às 19 h, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza. No debate, o cineasta compartilhará sua história de vida, trajetória artística e metodologia de trabalho com o público presente ao CCBNB-Fortaleza.

O objetivo da série O Cinema e a Cidade é proporcionar um intercâmbio de reflexões, idéias e ideais sobre o fazer audiovisual. O projeto foi idealizado e será realizado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste, em parceria com a Vila das Artes – Escola Pública de Audiovisual, equipamento da Prefeitura de Fortaleza vinculado à Secretaria de Cultura (Secultfor), que desde 2006 fomenta a formação em arte, apoio à produção e incentivo à pesquisa e à difusão cultural.

Clássicos de graça em Cineclube


O Cineclube Vila das Artes apresenta este mês uma seleção dos melhores clássicos do cinema italiano, como Ladrão de Bicicletas, de Vittorio de Sica e Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, roteiro de Frederico Fellini. Os filmes traçam o perfil sócio-cultural de uma Itália que se reconstruía das dificuldades da pós-guerra. Na sequência, Teorema, de Píer Paolo Pasolini, que expressa uma perspectiva particular da crise estrutural do capital a partir de uma de suas principais instâncias sócio-reprodutivas: a família. A Doce Vida, de Fellini, que traz uma Roma marcada pelas exibições mundanas, a decadência e os excessos. Fechando o ciclo de filmes do mês de junho Acossado, de Jean Luc Godard, retratando um mundo à margem de uma transformação social. As sessões, gratuitas, acontecem todas as quartas, às 18h30, na Vila das Artes sempre com a presença de um pesquisador, cineasta ou professor que conduz o bate papo com o público.  
  
Programação
 
 Dia 02
“Roma, Cidade Aberta” (Itália, 1945) – Filmado logo após a libertação da Itália, em locações reais e com atores amadores, Roma, Cidade Aberta tornou-se o marco inicial do neo-realismo italiano, que mostrou ao mundo que era possível se fazer cinema mesmo sob as condições mais precárias.
 
Dia 09
“Ladrões de Bicicletas” (Itrália, 1948) – Depois de procurar muito, Antonio consegue um emprego para colar cartazes de cinema pela cidade, o que faz com a ajuda de sua bicicleta. Porém, logo no primeiro dia de trabalho, ela é roubada. Junto com o filho pequeno, começa uma busca desesperada pela bicicleta, sua última esperança de uma vida melhor.
 
Dia 16
“A Doce Vida” (Itália, 1960) -  O jornalista Marcello vive entre as celebridades, os ricos e os fotógrafos que lotam a badalada Via Veneto. Neste mundo marcado pelas aparências e por um vazio existencial, ele frequenta festas, conhece os tipos mais extravagantes e descobre um novo sentido para a vida.  
 
Dia 23
“Teorema” (Itália, 1968) – Um jovem chega misteriosamente e se hospeda na casa de uma família burguesa. Aos poucos, ele vai seduzindo a empregada, a mãe, o filho, a filha, e por ultimo o pai. Teorema é um dos filmes clássicos do mestre do cinema italiano produzido em 1968, expressa uma perspectiva particular da crise estrutural do capital a partir de uma de suas principais instâncias sócio-reprodutivas: a família. 
 
Dia 30
“Acossado” (França, 1959) –  Em seu filme de estréia, Godard desconsiderou as formas convencionais e inovou a arte cinematográfica. Em uma narrativa fragmentada, apresenta Michel Poiccaard, um típico ladrão parisiense e admirador de Humprey Bogart. Um filme de perseguição espirituoso, romântico e inovador, que abriu as portas para a nouvelle-vague. Com roteiro de François Truffaut, Acossado é uma obra-prima da cinematografia francesa.

Vila das Artes Promove Debate

 

Encontro recebe  pesquisadores André Lepecki e Eleonora Fabião

O Debates Incalculáveis, programa da Vila das Artes, debruça-se este mês sobre dança e performance e recebe os pesquisadores André Lepecki, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos e Eleonora Fabião da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O encontro é gratuito e acontece na sexta, dia 4, às 18h30.
Com o tema Planos de composição: dança, objeto, política e movimento,  Lepecki abordará como os campos de força críticos, estéticos ou teóricos compõem políticas do movimento na dança experimental contemporânea.
Já a pesquisadora Eleonora Fabião vai refletir sobre Performance no Espaço Público ou As Muitas Peles do Mundo.  A partir da apresentação de um arquivo de performances realizadas em espaços públicos desde meados dos anos 1960 até hoje, a pesquisadora colocará em debate temas relacionados a teoria e a composição da performance como a desconstrução da representação e do cotidiano, o tônus político da performance e os entrelaçamentos entre corpo performativo e espaço.
Esta edição do Debates Incalculáveis é realizada em parceria com o Curso Técnico em Dança do IACC/Secult/Senac-CE e Bienal Internacional de Dança do Ceará.

André Lepecki é professor no Departamento de Estudos da Performance, da Universidade de Nova York onde também faz doutorado. É também curador, crítico, e dramaturgista. Autor do livro Exhausting Dance (Routledge 2006; traduzido em 6 línguas). Foi premiado pela Associação Internacional de Críticos de Arte pela direção e co-curadoria da recriação de “18 Happenings in 6 Parts” de Allan Kaprow.

Eleonora Fabião é performer e teórica da performer. Professora Adjunta do Curso de Direção Teatral da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em Estudos da Performance pela Universidade de Nova York. Ao longo dos anos 90 atuou como membro de grupos de pesquisa e experimentação teatral no Rio de Janeiro.

ROSAMARIA MURTINHO em Fortaleza e JERI

Reconhecida em todo o país pelos 40 anos dedicados ao teatro e à televisão, a atriz Rosamaria Murtinho está em Fortaleza para apresentar o espetáculo Sopros de Vida. Esta é a primeira montagem brasileira de um texto do dramaturgo e roteirista inglês David Hare, conhecido pelo roteiro dos filmes As Horas e O Leitor.

Sopros de Vida evidencia o talento de duas grandes divas de nosso Teatro: Rosamaria Murtinho e Nathália Thimberg estão em cena sob a direção do consagrado dramaturgo Naum Alves de Souza, em espetáculo que chegou a ganhar elogios até da temível Bárbara Heliodora, crítica considerada severa pelos que fazem teatro no Brasil. A peça estreou em janeiro no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, onde fez aplaudida temporada e agora faz turnê pelas principais capitais do Nordeste.

A idéia central do espetáculo é um acerto de contas entre duas mulheres que durante 25 anos dividiram o mesmo homem. Amante e esposa frente a frente, preparadas para um grande duelo. O público aplaudiu, a crítica se sensibilizou e a produção de Hermes Figueiredo teve casa lotada durante três meses.

A montagem que será apresentada em Fortaleza é um dos temas da entrevista que vai ao ar no programa de rádio Conversando com Arte, domingo, pela Universitária FM .

O programa é patrocinado pelo Banco do Nordeste do Brasil, tem produção do compositor Calé Alencar, que é um dos entrevistadores ao lado dos jornalistas Aurora Miranda Leão e Nélson Augusto.

Na entrevista, realizada no Rio de Janeiro, Rosamaria Murtinho fala sobre a escolha da profissão, sobre os anos de dedicação ao teatro e sua participação em diversas telenovelas, incluindo suas atuações nos espetáculos em homenagem a Chiquinha Gonzaga, Isaurinha Garcia e Frida Khalo, nos quais a atriz paraense encarnou essas notórias personalidades da vida real.

No programa Conversando com Arte, no ar pela Universitária FM, o público terá também oportunidade de ouvir músicas que embalam a memória afetiva da atriz, além de ter a chance de ouvir a própria Rosamaria interpretando um dos sucessos da lendária maestrina carioca Chiquinha Gonzaga, uma das grandes lutadoras em prol da abolição da escravatura e também do respeito aos direitos autorais.

O Conversando com Arte terá audição domingo, das 15h às 16h, e pode ser sintonizado pela Universitária FM – 107,9 MHz – ou ser acompanhado pelo  www.auroradecinema.com.br e www.radiouniversitariafm.com.br  

Adorável Rosa na programação do Festival de Cinema de Jericoacoara

Adorável Rosa é o nome do documentário que a jornalista Aurora Miranda Leão idealizou para expressar sua admiração pela atriz Rosamaria Murtinho. Admiração que se transformou em amizade há 30 anos quando Aurora teve a oportunidade de conhecer a atriz pessoalmente.

Foi num dia de sol típico na capital cearense que Aurora marcou encontro com Rosamaria Murtinho no antigo aeroporto Pinto Martins, onde a atriz estaria à espera do ator Altair Lima, que vinha chegando do eixo Rio-São Paulo para apresentar a peça A Infidelidade ao Alcance de Todos (Lauro César Muniz), em Sobral. Do aeroporto, Rosamaria seguiria direto para o município cearense, onde a peça seria apresentada, e ali era o lugar onde poderia encontrar a jovem.

Esta então pediu ajuda ao irmão mais velho e lá foram os dois rumo ao aeroporto. Aurora levava um álbum, feito por ela mesma, repleto de fotografias da carreira da atriz. Ao começar a passar as páginas, a atriz descobriu fotos suas que ela mesma nunca tinha visto. Foi então que convidou Aurora para sentar com ela e juntas olharem o álbum. Daí pra frente foi só emoção: as duas foram às lágrimas e a atriz teve uma atitude surpreendente: disse à jovem – “Agora este álbum não é mais seu. Eu vou levá-lo pra mim e em troca eu vou lhe dar minha amizade para sempre”. E assim foi.

 
São, portanto, 30 anos de amizade que o documentário celebra através do audiovisual. O trabalho já foi exibido em alguns festivais de cinema e no Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza, uma vez que faz parte da lista de filmes integrantes de projeto (apoiado pela instituição) através do qual obras audiovisuais recebem transcrição para permitir a acessibilidade de deficientes dos sentidos da visão e da audição.

A sinopse diz: Um olhar espontaneamente revelador sobre a atriz Rosamaria Murtinho evidenciando uma profissional competente, da linha de frente na constelação artística nacional ao mesmo tempo em que expõe uma mulher simples, espontânea, brincalhona, na qual convivem muito bem o lado refinado e elegante – experimentando modelos da griffe Lino Villaventura ou brincos do designer cearense Cláudio Quinderé – e um lado “gente como a gente” que mostra Rosamaria fazendo compras no mercado popular de Fortaleza, comendo caranguejo, brincando nos bastidores do teatro, sem medo de assumir suas dúvidas e temores.

Adorável Rosa é um curta-metragem de 20 minutos de duração, digital e colorido com trilha sonora do pianista Ricardo Bacelar, e será exibido dia 13 na programação do I Festival de Cinema Digital de Jericoacoara, seguindo-se de debate com sua realizadora.

 

O curta tem apoio do Complexo Vila das Artes (da Prefeitura de Fortaleza). do Núcleo de Produção Digital e do Banco do Nordeste do Brasil, parceiros em projeto ligado à Rede Olhar Brasil (Secretaria do Audiovisual/ Ministério da Cultura). responsáveis pela co-produção de Adorável Rosa.

Mais informações: www.auroradecinema.com.br

SERVIÇO

Programa Conversando com Arte

Onde: rádio Universitária FM 107,9 MHz

Dia e Hora: Domingo, 30, 15h

Atração: Rosamaria Murtinho

Documentário Adorável Rosa

Exibição de curta-metragem

Homenagem à atriz Rosamaria Murtinho

Dia e Hora: Domingo, 13/06 em Jericoacoara

Patrocínio: Banco do Nordeste do Brasil