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RESTA UM na noite de Fortaleza

Um filme só acontece depois que chega ao espectador. Por isso, você é a pessoa mais importante desta noite de TERÇA na qual RESTA UM será exibido, pela primeira vez, em Fortaleza.

O CONVITE para esta noite no Centro Cultural Oboé tem a intenção de ser espalhado por aí aos quatro ventos pra que possamos ter uma sessão de cinema com casa cheia.


Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho durante o período de gravações em Goiânia…

Vá e leve os amigos ! Se não puder ir, pelo menos recomende a uma porção de parceiros porque, afinal, sempre RESTA UM

Venha você também descobrir porque O Resto é sempre maior que o Principal…

 

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA RESTA UM 

Argumento, Roteiro, Fotografia e Direção – Aurora Miranda Leão

Trilha: Ricardo Bacelar

Câmera adicional – Julinho Léllis

Imagens de celular: Aurora M. Leão e Ingra Liberato

Contribuição afetiva – Rubens Ewald Filho

Colaboração no Roteiro: Alex Moletta,Miguel Jorge,Rogério Santana 

Estrelando INGRA LIBERATO

 Participação: Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler, Bruno Safadi, Samuel Reginatto, Miguel Jorge, Henrique Dantas, Carol Paraguassu e Patrícia Luciene

Produção: Aurora M. Leão e Julinho Léllis 

Edição: Aurora Miranda Leão e Lília Moema

Filmes citados:  Amanda & Monick, de André da Costa Pinto

                              Aos Pés, de Zeca Brito

                              Áurea, de Zeca Ferreira

                             Harmonia do Inferno, de Gui Castor     

 

Realização: Aurora de Cinema & Cabeça de Cuia Filmes       

                                      

RESTA UM – LANÇAMENTO em Fortaleza
HOJE, 19, 19:30h
COQUETEL no Centro Cultural Oboé – rua MARIA TOMÁSIA, 531

Informações: 3264.7038
ENTRADA FRANCA

Uma Fortaleza para Saudar ZILA MAMEDE

Primeira Exibição de Pegadas de Zila é no CINE CEARÁ

Curta de Valério Fonseca, com música do compositor potiguar Dudé Viana, homenageia a poetisa que amava o mar

Nascida na Paraíba, ZILA MAMEDE (1928-1985) passou a maior parte de sua vida no Rio Grande do Norte e é de lá que vem esta poética homenagem, tão sutilmente azul, densa e enigmática como a própria obra de Zila.  

Valério Fonseca, o diretor do curta, nasceu em Natal e reside há quase 20 anos no Rio. E foi de seu bem situado apê no coração do Humaitá que a saudade apertou e começou a fazer morada na sensibilidade aguçada do poeta-cineasta.

Provando que a distância da terra natal era apenas contingência geográfica, Valério foi tomando contato com a obra de Zila através de conterrâneos. Os anos foram se passando e a força das palavras de Zila foram tomando o coração de Valério. E como todo cineasta que se preza, não deu outra: a inspiração fez nascer o mote para um novo roteiro.

E o cineasta partiu para comprar livros e se familiarizar com a obra de Zila. Entre idas e vindas a Natal, e contatos com moradores do Rio Grande do Norte que conheciam Zila, ainda que só pelas obras, Valério começou a elaborar o roteiro.

Rosamaria Murtinho vive Zila Mamede no cinema (fotos Aurora Miranda Leão)

Aos poucos, o simples argumento foi ganhando forma. E foi num dos muitos e felizes encontros com esta redatora, que Valério comentou sobre a vontade de levar a obra de Zila ao cinema. Veio então a idéia de uma atriz para dar vida e alma à poetisa, e, por saber de minha antiga e forte amizade com Rosamaria Murtinho, Valério me contou que pensava em Rosinha para viver a personagem. Até porque as duas tinham semelhança física. Ao que eu concordei de pronto.

Lembro de nós ainda no festival de Jericoacoara, em 2010, comentando sobre ZILA. Naquele momento, como sói acontecer com todo aquele em cujas mãos uma câmera transforma a realidade em quadros até então inesperados, Valério só tinha olhos, ouvidos, palavras e pensamentos pra Zila Mamede. Combinei com ele então: iria ao Rio para fazer a produção com ele.

Pouco tempo depois, eu e Rosamaria nos encontramos no Festival de Cinema de Goiânia e fiz a ela o convite pra participação no filme. Contei sobre ZILA e do quanto estimo Valério, amigo a quem o gosto pelo cinema e a convergência de idéias fizeram de mim companheiro desde sempre. Rosinha prontamente, e com satisfação, aceitou o desafio.

O tempo andou serelepe, Valério foi passar as festas da virada de 2010 e início de 2011 com a mãe, e de Natal mesmo me ligou contando, pleno de alegria, das filmagens feitas lá, justo na praia do Meio, onde faleceu a poetisa.

Enquanto isso, eu de Fortaleza fazia a ponte NATAL-FORTALEZA-RIO e agendava as filmagens pro início do ano, quando eu queria ir ao Rio, matar a permanente saudade dos muitos amigos plantados ali, rever os lugares onde mora meu coração (como Ipanema, Copacabana, Cinelândia, Lagoa, Leblon e São Conrado), e lançar meu curta RESTA UM.

E veio fevereiro, e lá fomos nós. Depois de uma linda noite onde os amigos e o calor humano foram muito Mais Cinema que o próprio exercício coletivo do RESTA UM, partimos pras filmagens “caseiras” de Pegadas de Zila.

* Aqui cabe um parêntese para ressaltar a alegria de rever tantos amigos da seara do mais-que-perfeito: Cavi Borges (que nos acolheu como irmãos e nos sorriu com um abraço), INGRA LIBERATO (protagonista do RESTA UM), bela presença a tornar sempre melhor e mais iluminado qualquer lugar onde esteja; o adorável casal Rosana e Carlos Alberto Mattos, afeto traduzido com constância e reciprocidade; Iziane Mascarenhas e Antônio Luís Mendes, que deram um charme especial à noite; Fabinho Souza, amigo querido e parceiro daqueles que topa qualquer aventura; Rogério Santana, amigo goiano que colaborou conosco no roteiro; Carminha Araújo, filósofa e amiga das fotografias; e teve ainda o jovem ator e produtor Bruno, a querida e ótima atriz Vera Ferreira, a beleza loura de Patrícia, e mais e mais e mais… me perdoem os que, por falta de lápis e papel na mão, a tinta se perdeu e o mouse esqueceu de escanear no meu HD.

Foi nesta noite que Valério e Rosamaria se conheceram. E a presença de ZILA no cinema foi selada.

As filmagens no RIO transcorreram num mar onde só vicejavam ondas de paz, ternura e mansidão. Como se os versos de Zila ancorassem em águas luminescentes: em apenas 3 dias, tínhamos todo o itinerário sentimental, traçado por Valério, pronto.

Para colaborar nas filmagens, eu e Valério convidamos Iziane Mascarenhas (atriz/roteirista/cineasta) e Saulo Moretzshon (esteta do som e da edição). E este encontro foi numa bela tarde de sol carioca, testemunhado por outro amigo do lado esquerdo, Zeca Ferreira (do inesquecível curta Áurea).

Quando Valério me contou que o filme tinha sido selecionado pro Cine Ceará foi uma alegria especial. Afinal, sabemos o quão é grande e forte a concorrência pro festival alencarino, e ser selecionado entre 400 concorrentes, é tarefa específica pra quem tem ousadia, sensibilidade, foco na objetiva, ciência do dever cumprido, e maestria no manejo das artes da imagem e nos enigmáticos padrões do sensório.  

Aurora, Valério e Iziane na produção de “Pegadas de Zila”, que estréia no Cine Ceará

Agora, é chegado o momento mais delicado do percurso: ZILA vai chegar à tela. A primeira exibição pública será no nobiliário espaço do Teatro José de Alencar, centro agitado de Fortaleza, para uma platéia onde estarão jornalistas, críticos, artistas, estudiosos da Sétima Arte e profissionais de todas as áreas da Comunicação, videastas, cineastas, enfim, cinéfilos e público de todas as vertentes.

Portanto, é momento para celebrar: enfim, o sonho de VALÉRIO, a trajetória da poetisa encantada com o mar, e as filigranas da obra densa e enigmática de ZILA MAMEDE chegam à tela nobre de um dos mais concorridos festivais de cinema do país.

Se viva fosse, ZILA estaria feliz da vida de saber que, àquela noite, uma platéia inteira estará ávida pra saber mais de sua história, irmanada numa igual vontade de conhecer mais e melhor sobre sua vida e sua profícua produção poética.

Ademais, ZILA MAMEDE não poderia deixar de estampar um comovido sorriso, marejado em lágrimas. Afinal, sua obra está sendo revisitada.

E os primeiros passos desta estrada começam justamente numa cidade banhada pelo mar, os verdes mares bravios da capital da Terra da Luz.

Uma Fortaleza para saudar ZILA, como merece a vigorosa poesia de sua artesania emocional.

E pra fechar como as conchas de um mar cristalino e verde-anil como Zila sempre sonhou, a inspirada música de Dudé Viana, cujo canto faz A Ponte de Zila tocar sorrateiramente as cordas do coração, e a voz da poesia ecoar muito fundo.

Nada mais cinematograficamente poético do que este final para ressaltar a importância de ZILA e a necessidade de se conhecer sua obra.

Valério, Rosamaria, Saulo e Iziane nos bastidores das gravações (foto Aurora Miranda Leão)

SERVIÇO

Lançamento do curta-metragem PEGADAS DE ZILA

Onde: Teatro José de Alencar

Programação CINE-CE

Dia e Hora: quinta, 9, 19h

ENTRADA FRANCA


          Curta em homenagem à poetisa Zila Mamede
               
           Com: Rosamaria Murtinho

          Roteiro e Direção: Valério Fonseca
          Still e Produção-executiva: Aurora Miranda Leão
          Still em Natal: Leticia Santos
          Arte: Iziane Mascarenhas
          Montagem: Saulo Moretzsohn
          Música : Dudé Viana
          

A propósito do Resta Um…

Porque o RESTO é sempre MAIOR que o Principal 

Estávamos todos contagiados. O mesmo sentimento de euforia e entusiasmo contagiou a mim, Ingra Liberato, Rosamaria Murtinho, Miguel Jorge, Rogério Santana e Alex Moletta naquela agradável noite goiana, ancoradouro privilegiado para nossa emoção, transformando em vibração entusiástica os pilares e preceitos nos quais se ergueu a Belair. A calorosa sensação de ter encontrado alguma coisa que parecíamos buscar há tempos, invadiu o espírito de todos, e nossa vontade era sair abraçando cada um, como dizia a inspirada letra de Chico : “Era uma canção, um só cordão, uma vontade, de tomar a mão de cada irmão pela cidade”… Sim, era como se, a partir das contundentes e belas imagens garimpadas por Bruno Safadi e Noa Bressane, tudo começasse a criar sua própria lógica e os sentidos eregiam conexões absolutamente inovadoras, criando sensorialidade onde antes havia interrogação e tédio. Uma incisiva sintonia aflorou e o rosto de cada um estampava fulgores até então impensáveis.

Capital goiana foi a concha envolvente que abrigou o RESTA UM

Assim, foi-se desenhando com mais clareza a idéia inicial de fazer um registro imagético do inesperado encontro em Goiânia, cidade aprazível demais para deixarmos perder-se nos desvãos do andamento voraz do cotidiano, próprio da modernidade líquida onde estamos imersos(tão bem definida pelo sábio sociólogo Zigmunt Balman).

Miguel Jorge, Ingra l.iberato, Alex Moletta, Aurora, Rogério Santana, Rosamaria Murtinho e Débora Torres: cada um, a seu modo, contribuindo pro RESTA UM

Qual deveria ser o próximo passo então ? Como alinhavar os elos das intersecções que fomos amealhando ao longo daqueles dias, arejados de imagens e plenos do oxigênio das afinidades que se impõem pela naturalidade de ideais siameses ? Como traduzir pelo gesto da palavra e a alquimia do olhar análogo aquela luminosidade que nos arrebatava e intrometia-se em nossas conversas, todas as horas, noite adentro ? Como significar a eloqüência do instantâneo entrosamento em Goiânia e o contato absolutamente conversor expresso no encontro com a Belair ? A Belair de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignêz…

Cineasta Júlio Bressane, inspirador do clima nas gravações do Resta Um

As idéias então foram tomando assento: no restaurante do hotel, na van que nos conduzia ao cinema, nas cadeiras da sala de exibição, nas trocas de assunto a palpitar quando, a maioria de nós, assumia a função de jurados.

Então Samuel Reginatto, imagem da alegria numa única noite de cinema e festa, se juntou a Júlio Léllis, cineasta amante da Literatura e da sensatez; e se somou à disponibilidade integral de Ingra Liberato, ganhando a benfazeja cumplicidade de Rosamaria Murtinho; e conquistou Miguel Jorge, sábio escritor que de imediato aderiu à nossa idéia de fazermos um filme; e chegou até a Alex Moletta, ator e roteirista a nos encher de ânimo e verdade; e encontrou guarita em Débora Torres, chegando até Rogério Santana, e extrapolando fronteiras para ganhar Sílvio Tendler, Henrique Dantas e o próprio Bruno Safadi. 

Assim, em apenas cinco dias de absoluta imersão no universo da Sétima Arte, do qual Goiânia é âncora todos os novembros, foi gestado o Resta Um, curta-metragem agora ofertado para o olhar, a mente e o coração de quem estiver na platéia ou com este texto em mãos.

Resta Um é um curta digital, colorido, tem 19’25”, roteiro e direção de Aurora Miranda Leão. Ingra Liberato é a presença mais constante, embora não possamos dizê-la “personagem principal” ou protagonista. Isso não existe nos filmes Belair. Lá como cá, os atores não representam mas valem pelo que representam, como nos diz Antônio Medina Rodrigues, e aí a cabeça do espectador tem todo o controle e pode optar por entender o que quiser. O que pra uns pode estar explícito, para outros pode ser apenas um jogo do roteiro ou uma insinuação da direção.  

A imagem icástica de Ingra Liberato a ilustrar o cartaz, bem como o material de divulgação do filme, mostra o indicador da atriz apontando… como a indicar que Resta Um

O que resta encontrar então neste novo filme que Aurora Miranda Leão ora nos oferece ? 

O que resta pode ser você, espectador, que não participou das filmagens e não conviveu com o grupo formado em Goiânia. Resta você que entende a intenção da obra ou resta você que vai sair do cinema perguntando sobre o que é mesmo que viu e qual o sentido deste filme. 

Resta Um filme a ser feito, um fotograma a ser exibido. 

Resta Um desejo de falar da vida e contar da alegria através do cinema. Resta Um desejo de contagiar e fazer coro ao convite de Sílvio Tendler para tentar fazer mais gente entrar nesta canoa. 

Resta Um ator que não estava nas filmagens, um vinho que não foi tomado, e um beijo que não foi roubado. Resta você que se pergunta sobre o sentido deste filme, resta você que poderia ter dado um depoimento. Resta Um espectador que chegou atrasado e um diretor que não foi convidado.

Resta Um convite que não foi aceito e um amor que não se realizou. Resta Um filme que não foi feito e um roteiro inacabado, um caminho a ser seguido e um piano esquecido no canto da sala. 

Resta Um punhado de bons filmes a ver e belas músicas pra ouvir.

Resta Um violão que emudeceu e um canto de passarinhos que não se reproduziu.   

Resta Um carinho esquecido, um afago a ser lembrado e um afeto nunca recebido.

Resta Um filme a ser visto, um aplauso a ser ouvido e um som a ser imitado.

Resta Um enquadramento por fazer, um som e uma luz em sintonia.

Resta Um coração a ser tocado, um amor a ser encontrado.

Resta Um barco no oceano e um barco-olho rumo ao infinito.

Resta Um motivo a mais para se cultivar a ética, um passo a mais a ser dado, um gesto a menos a ser esquecido.

Resta Um belo quadro na parede, flores viçosas na varanda e um roteiro a ser escrito.

Resta Um canto triste a embalar a solidão e um tango sempre disposto a tocar.

Resta Um coro de pássaros a anunciar uma manhã na qual os jornais só estampem boas notícias e um amor de pai e mãe que nem a dor da ingratidão abafou.

Resta Um gol argentino a ser aplaudido, um drible de Messi a ser imitado e uma canção de Lupicínio ecoando na sala. 

Resta Um desvario a ser socorrido, um cotidiano de sonhos a percorrer o imaginário e um arrojo de Kubrick a ser lembrado. 

Resta Um quadro de Picasso a querer ver, um Renoir ainda intacto, um Rembrandt pra quem desconhece as nuances da cor e um bolero de Ravel acordando as madrugadas douradas. 

Resta Um caminho novo a buscar, uma ousadia nova a perseguir e um lixo amontoado na calçada que Vik Muniz precisa transformar. 

Resta Um samba em homenagem à nata da malandragem, um swingue de Gil e Mautner, um ator com a competência de Mauro Mendonça, um desejo de ouvir a contagiante gargalhada de Zéu Brito e mais algumas pérolas de Wisnik.

Resta Um canto feliz de andorinha a sonorizar a espera tão acalentada, e um movimento de Tchaikovsky tocando pra quem não tem medo da música clássica. 

Resta Um texto de Rubens Ewald Filho pra ler, um poema de Jorge Salomão que não nos sai da cabeça, um personagem para Fernando Eiras interpretar e um ator da grandeza de Emiliano pra gente ensinar aos que ainda vão chegar.

Resta Um brilho no olhar da criança esquecida nas madrugadas soturnas das grandes cidades, e um brilho de esperança no gesto de quem vivencia a solidariedade. 

Imagem de Aos Pés, premiado curta do cineasta gáucho Zeca Brito…

Resta Um take a mais de Zeca Ferreira, mais um documentário que Gui Castor está a concluir, uma nova inquietude imagética de André da Costa Pinto, e um novo mergulho nas invenções fílmicas de Zeca Brito.

Resta Um outro Benjamim de Gardenberg para Paulo José, um outro Suassuna para Nachtergaele, um texto com a concisão de Carlos Alberto Mattos, um novo documentário com a assinatura de João Moreira Salles e o precioso olhar de Coutinho.

Resta Um livro a ser lido e um grande autor a ser celebrado. 

Resta Um disco bonito na vitrola, um guardanapo com um poema que a noite revelou, um lenço para amparar lágrimas de amor. 

Resta um quadrilátero de paixão nas esquinas nas quais ela em vão aguardou um adeus. Resta Um um sinal de que a vida é o bem maior. 

Resta Um poeta que a noite teima em querer despertar e um silêncio revelador que o ouvido atento antevê. 

Resta Um desassossego da alma em desalinho pela paixão que arrebata e se intromete nas horas mais improváveis.

 

Resta Um violão dedilhando Bossa Nova e um bar em Ipanema rememorando Vininha.

Resta Um choro de flauta aguardando Pixinguinha e um verso ousado de Clarice, Coralina ou Adélia Prado.

Resta Um solo de Toquinho, uma marchinha do Lalá, um twiiter de Carpinejar e um olhar acurado de Caetano que a manhã precisa revelar. 

Resta Um minuto para que possamos afirmar a palavra necessária e um espanto ante à embriaguez do luar. 

Resta Um comovido apelo à Paz e uma busca incessante pela alquimia dos grandes amores. 

Resta Um olhar sempre atento à obra de Truffaut e à dramaturgia de Fassbinder, um interesse crescente pelo bandoneon de Piazzolla e um espanto ante à indiferença da sociedade do descartável. 

Resta Um motivo sempre novo para ver Fernanda representar e reler a grandeza necessária de Ibsen. 

Resta Um atrevido gosto pelos filmes incompreensíveis e um incontido apego aos lugares onde a emoção fez amigos e plantou saudades. 

Resta Um cantinho, um violão, um microfone para celebrar Mário Reis e um anseio de ouvir cantar como Francisco Alves. 

Resta Um filme de Bressane a ser visto e estudado e um olhar acurado sobre a cinematografia inspiradora da Belair. 

Resta Um dilacerante silêncio ante a brutalidade do desaparecimento de John Lennon e um inexplicável mal-estar ante as ingerências nefastas da política no cotidiano. 

Resta Um infinito e revolucionário desejo de se perpetuar nos fotogramas que hoje são pixels nas alquimias da edição digital, tão rápida e eficiente que nos faz brincar com as horas e achar graça da facilidade de criar temporalidades diversas, fazer andar pra frente e retroceder nos ponteiros de nossa imersão cotidiana. 

Resta Um constante e permanente desejo de continuar abraçando o cinema brasileiro e um desejo intermitente de ouvir o som paralâmico da guitarra de Herbert Vianna

Resta Um olhar para A Última Palavra, aquela que nos tirará do dilema profundo que parece nos atar ao nada existencial. 

Resta Um indormido desejo de expressar-se e traduzir em imagens o que vai n’alma e no pensamento. 

Resta Um permanecente intuito de reaprender a amar pra não morrer de amar mais do que pude. 

Resta, sobretudo, essa vontade enorme de acertar e prosseguir fazendo cinema e apostando em coisas nas quais acreditamos, sejam elas concludentes ou não. 

Resta ademais um desejo de falar de vida, o aconchego do abraço amigo nas noites eternas, e a ânsia de chegar a um tempo onde a ingratidão morra de sede, a indiferença naufrague de tédio, a injustiça definhe por inanição e a estupidez se envergonhe de existir… 

Porque, enfim, Resta Um desejo de amar e ser amado

Amar sem mentir nem sofrer

Desejo de amar sem mais adeus…

Até, quem sabe,

Resta Um desejo de morrer de amar mais do que pude. 

Enfim, Resta Um anseio de que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. 

* O título deste artigo e as palavras finais nos foram inspirados por textos do cronista Artur da Távola, bem como as citações óbvias aos versos do saudoso poeta Vinícius de Moraes

Zeca Ferreira, Anjos do Meio da Praça e Dandara Guerra Vencem Maracanaú

Encerrada em solenidade na noite de domingo, a primeira edição do FestCine Maracanaú – Festival de Cinema Digital e Novas Mídias, comandada pelo documentarista e produtor audiovisual, Afonso Celso.

Anna Costa e Silva e Merck Miranda (foto Aurora Miranda Leão)

Maracanaú é um município limítrofe a Fortaleza e o festival aconteceu de 14 a 19 deste dezembro de 2010 com sessões diárias no Cine Teatro Dorian Sampaio, contando ainda com oficinas e seminários sobre a relação audiovisual/TV/Novas Mídias.

O festival começou bem e tem tudo pra deslanchar de vez, sendo Maracanaú o município industrial do Ceará, onde atuam diversas e  importantes correntes empresariais do Estado.

Nesta primeira edição, o festival contou com o fundamental apoio do Banco do Nordeste do Brasil, da Coelce, da VIVO, Logos Soluções, e do Porto D’Aldeia Resort e Ceará Segurança, além da parceria com a empresa de comunicação ComuniCAR. Ressalte-se o belo troféu concedido aos vencedores, uma “maracanã” estilizada, simbolizando a ave popular que dá nome à cidade-sede. 

Entre os vencedores, Os Anjos do Meio da Praça, de Alê Camargo (SP) foi escolhido o MELHOR CURTA, enquanto o curta Vozes, de Anna Costa e Silva com troféus de Melhor Atriz para Dandara Guerra e Melhor Fotografia para Alexandre Ramos.

Realizadores Jorge Oliveira e Alê Camargo vencem com Documentário e Animação

O longa argentino La Tigra, Chaco  venceu Melhor Direção (Federico Godfrid e Juan Pablo Sasiaín) e Melhor Fotografia (Paula Gulgo). Já o DOC Perdão, Mister Fiel, de Jorge Oliveira (DF), venceu as categorias de Melhor Ator  (Roberto De Martin)  e Melhor Roteiro (Jorge Oliveira).

Produção argentina La Tigra, Chaco leva dois troféus na categoria longa-metragem

 Também levaram estatuetas Todas as  Línguas, de Merck Miranda (TO), escolhida Melhor Produção na Mostra Novas Mídias, e Mães de Metal, de  George Andreoni (CE) na Mostra Rodolfo Teófilo.                  

O I Festcine Maracanaú é uma realização Abraham Filmes Digitais, co-produção  Mungango Produções, com direção-geral de Afonso Celso e produção-executiva de Erivaldo Casimiro. O festival contou com parceria do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura (Secult). Apoio institucional do  Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, Prefeitura Municipal de Maracanaú, Fundação Cultural de Maracanaú e Governo Federal. 

Na comissão julgadora, atuaram Aurora Miranda Leão, Luís Aravenga, Catalina Horta Del Picó e Afonso Celso.

VENCEDORES DO I FESTCINE MARACANAÚ  

MELHOR PRODUÇÃO - TODAS AS LÍNGUAS, MERCK MIRANDA – PALMAS, TO, BRASIL.

 Mostra RODOLFO TEÓFILO 

MELHOR PRODUÇÃO – MÃES DE METAL, DOC, GEORGE ANDREONI, CE, BRASIL.

CATEGORIA CURTA-METRAGEM 

Dandara Guerra vence como MELHOR ATRIZ no curta “Vozes”

MELHOR ATRIZ – DANDARA GUERRA 

MELHOR ATOR – LUIZ ALARCON, por EL CIRCO DE LAS LUCES (Chile). 

MELHOR ROTEIRO – FREDERICO MACHADO, por VELA AO CRUCIFICADO (MA) 

Cantora Áurea Martins em belo filme de Zeca Ferreira, vencedor do FestCine Maracanaú

MELHOR DIREÇÃO – ZECA FERREIRA, por ÁUREA (RJ) 

MELHOR CURTA – OS ANJOS DO MEIO DA PRAÇA, de ALÊ CAMARGO (SP) 

MELHOR FOTOGRAFIA – ALEXANDRE RAMOS, por VOZES (RJ) 

“Vela ao Crucificado”, produção maranhense de Frederico Machado

MENÇÃO HONROSA 

Curta “DEVER CUMPRIDO”, de CÉLIA GURGEL (CE). 

“FRACTAIS SERTANEJOS”, documentário de HERALDO CAVALCANTI (CE).  

Vencedores e produção comemoram acerto do I FestCine MARACANAÚ

CATEGORIA LONGA METRAGEM 

MELHOR ATRIZ – ALICIA RODRIGUEZ, pelo filme NAVIDAD (FRANÇA-CHILE) 

MELHOR ATOR – ROBERTO DE MARTIN, por PERDÃO MISTER FIEL (DF). 

MELHOR ROTEIRO – JORGE OLIVEIRA, por PERDÃO MISTER FIEL (DF). 

MELHOR DIREÇÃO - FREDERICO GODFRID e JUAN PABLO SASIAÍN (AR) por LA  TIGRA, CHACO  

MELHOR FILME – MORENITA, EL ESCÁNDALO, de Alan Jonsson Gavica (MÉXICO). 

MELHOR FOTOGRAFIA - PAULA GULGO, por LA TIGRA, CHACO (AR)

Como Estará a Tela em Maracanaú

LONGAS SELECIONADOS PARA  MOSTRA COMPETITIVA  

NAVIDAD

Ficção, 103’, França/Chile

Direção: Sebastian Lelio e Manuela Martelli – Classificação: 12 anos

Cannes 2009, Quinzaine des Réalisateurs

 

LA TIGRA, CHACO

Ficção, 75’, Argentina, 2009.

Direção: Federico Godfrid e Juan Sasiaín – Classificação: 10 anos

 

MORENITA, EL ESCÁNDALO

Ficção, 92’, México, 2008

Direção: Alan Jonsson – Classificação: 14 anos

 

MASANGELES

Ficção, 122’, Uruguai, 2008

Direção: Beatriz Flores Silva – Classificação: 12 anos

 

PERDÃO MISTER FIEL

Doc, 95’, Brasil-DF, 2009

Direção: Jorge Oliveira – Classificação: 14 anos  

CURTAS SELECIONADOS À MOSTRA COMPETITIVA  

HUMANOIDE NO ROBOT

Ficção/Animação, 20’, Chile, 2010

Direção: Ignacio Ruiz – Classificação: Livre

Short Film Corner 63º Festival de Cannes

 

NA CASA AO LADO

Ficção, 6’23”, Brasil, 2009

Direção: Naiara Rimoli – Classificação: Livre

 

AO MEU PAI COM CARINHO

Ficção, 15’, Brasil – SP, 2010

Direção: Fausto Noro – Classificação: Livre

 

QUANDO AS CORES SOMEM

Animação, 15’, Brasil – SP, 2009

Direção: Luciano Lagares – Classificação: Livre

 

GAROTO BARBA

Ficção, 14’, Brasil – PR, 2010

Direção: Christopher Faust – Classificação: Livre

 

 EL CIRCO, DE LAS LUCES

Ficção, 13’27”, Chile, 2009

Direção: Francisco Inostroza – Classificação: Livre

 

FRACTAIS SERTANEJO

Doc, 19’, Brasil – CE, 2009

Direção: Heraldo Cavalcanti – Classificação: Livre

 

HOMEM-BOMBA

Ficção, 13’, Brasil – RJ, 2009

Direção: Tarcísio Lara – Classificação: Livre

 

O ANÃO QUE VIROU GIGANTE

Animação, 10’, Brasil, 2008

Direção: Marão – Classificação: Livre

 

CONSEQUÊNCIA

Ficção, 14’, Portugal, 2009

Direção: Luís Ismael – Classificação: 12 anos

 

SOM DO TEMPO

DOC, 10’, Brasil – CE, 2009

Direção: Petrus Cariry – Classificação: Livre

 

OS ANJOS DO MEIO DA PRAÇA

Animação, 10’30”, Brasil – SP, 2009

Direção: Alê Camargo – Classificação: Livre

 

BORRA DE CAFÉ

Ficção, 18’, Brasil – PB, 2009

Direção: Aluízio Guimarães – Classificação: 12 anos

 

TOTO – UM ARTISTA DEL HAMBRE

Ficção, 20’, Chile, 2008

Direção: Pablo Stephens – Classificação: 10 anos

 

ÁUREA

Ficção, 16’, Brasil – RJ, 2009

Direção: Zeca Ferreira – Classificação: Livre

 

VELA AO CRUCIFICADO

Ficção, 13’, Brasil – MA, 2009

Direção: Frederico Machado – Classificação: Livre

 

SITIADOS

Ficção, 13”, Brasil – RJ, 2009

Direção: Marcello Quintela e Boynard – Classificação: 10 anos

 

VOZES

Doc, 19’, Brasil – RJ, 2009

Direção: Ana Costa – Classificação: Livre

 

MOSTRA NOVAS MÍDIAS

On line, Caroline Cardoso e Gabriel Carvalho, Palmas-TO,

Basta um pé…e uma mão, Leila Dias, Palmas-TO

Todas as Línguas, Merck Miranda, Palmas-TO

Dois Caras, André Araujo, Palmas-TO

Bulling, Warlla Christye, Palmas-TO

 MOSTRA RODOLFO TEÓFILO

Rodolpho Theóphilo, Eriberta Nogueira, Doc, 20’

Incelença da Perseguida, Silvio Gurjão,Ficção, 14’

Deus Lhe Pague, Raylka Franklin, 13’

Mães de Metal, Doc, George Andreoni, 20’

Porque as Coisas são Assim, Animação, Michelline Helena, 5’34”

Massafeira Livre, Doc, Robério Araújo, 20’

 

EXIBIÇÃO ESPECIAL

O Luiz de Fortaleza

Doc, 14’, Brasil – CE

Direção e produção: Afonso Celso

Alguns Festivais, Muitos Amigos …

Cada festival de cinema é um momento de celebração especial. Cada um tem sua personalidade e em cada um encontramos motivos  para angariar momentos inesquecíveis, pois – como dizia nosso adorável VININHA -, “A Vida é a Arte do Encontro”… 

Portanto, vamos relembrar festivais de 2008, 2009, 2010…

Zanella, Aurora e Bernardo em Ribeirão Pires...

Aurora e André Costa agitam noite do Comunicurtas

Julinho Science, Aurora, Marão e Zeca Brito

 

Zeca Ferreira e Aurora na animação de Jeri

 

Carlos Segundo curtindo no Festival de Jeri

Filipe Wenceslau, Valério Fonseca e Zeca Ferreira: amigos queridos

Jornalistas em Jeri: Síria Mapurunga e Aurora Miranda Leão

Animação em JERI

Filipe, Zeca, Aurora, Valério, Síria e Lucas Harry

 Rosamaria Murtinho, Alice Gonzaga e Aurora

Ney Latorraca, Aurora e Luiz Carlos Lacerda

Leona Cavalli, Aurora, Fafy Siqueira e Teca Pereira

AOS PÉS Vence Curta Canoa e Festival Deixa Saudades…

Os gaúchos AOS PÉS , do diretor Zeca Brito, e UM ANIMAL MENOR , de Pedro Harres e Marcos Contreras, foram eleitos, respectivamente, melhor filme e melhor vídeo no VI Festival Latino-Americano de Curta-Metragem de Canoa Quebrada – CURTA CANOA , encerrado na noite de sábado, 25, na praia do litoral cearense. Pedro Harres e Marcos Contreras, do vídeo UM ANIMAL MENOR , levaram para casa também o troféu Lua Estrela de Melhor Roteiro .

 

Do Ceará, Heraldo Cavalcanti ganhou o prêmio de Melhor Direção pelo filme FRACTAIS SERTANEJOS. O júri concedeu ainda menção honrosa a duas produções cearenses: os vídeos FILHOS DE REIS , de Eduardo Oliveira, e BOA NOITE ALICE , de Carlos Arthur e Henrique Oliveira.

 

O júri do VI CURTA CANOA foi composto pela jornalista e atriz Aurora Miranda Leão, a atriz e roteirista Iziane Mascarenhas e o cineasta Rodrigo Tasso, coordenador do projeto Canoa Faz Cinema.

 

HOMENAGENS 
 

Duas homenagens foram prestadas pelo CURTA CANOA. Uma delas ao senhor Josiel Pereira, mestre de capoeira Dody, pelo seu trabalho com crianças e adolescentes da comunidade de Canoa Quebrada.

 

Foi homenageado também pelo CURTA CANOA o Fórum dos Festivais , pelos seus dez anos. O Fórum dos Festivais é uma entidade que congrega mais de 70 festivais de cinema no país, entre os quais, o de Canoa Quebrada. O Fórum foi representado na homenagem por Liégi Nardi, diretora do Festival de Gramado; Calebe Pimentel, diretor do Festival de Atibaia, e Mônica Braga, diretora do Festival de Tiradentes e Cine BH, que receberam o Troféu Lua Estrela de Adriano Lima, diretor do CURTA CANOA.

 

O VI Festival Curta Canoa foi realizado pela J.A.Lima Produções, com patrocínio do BNB, COELCE e FAZAUTO. Apoio Cultural: CTAV – Centro Técnico Audiovisual, SEBRAE/CE, ISACC, Prefeitura Municipal de Aracati e Asdecq. Este projeto é apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – Lei Estadual Nº 13.811, e Lei Federal de Incentivo à Cultura. R ealização da J. A. Lima Produções.

 

A sétima edição do CURTA CANOA já está marcada para o período de 10 a 17 de setembro de 2011. 

 

OS VENCEDORES  

 

MENÇÃO HONROSA

 

Vídeo FILHOS DE REIS, de Eduardo Oliveira (CE)

Vídeo BOA NOITE ALICE, de Carlos Arthur e Henrique Oliveira (CE)

 

VÍDEO

 

Melhor Som: ÁUREA , vídeo dirigido por Zeca Ferreira (RJ)

Melhor Direção de Arte: ROBERTO MACHADO , de 7:30 (RJ)

Melhor Trilha Original: CHEIROSA , vídeo dirigido por Carlos Segundo (MG)

Melhor Fotografia: PEDRO URANO , de ÁUREA (RJ)

Melhor Roteiro: PEDRO HARRES e MARCOS CONTRERAS , de UM ANIMAL MENOR (RS)

Melhor Direção: ANDRÉ MIGUÉIS, de PRONTA-ENTREGA (RJ)

Melhor Vídeo: UM ANIMAL MENOR, de Pedro Harres e Marcos Contreras (RS)

 

FILME

 

Melhor Som: ZÉ[S] , filme dirigido por Piu Gomes (RJ)

Melhor Atriz: SABRINA GREVE , de TERESA (SP)

Melhor Ator: MAURÍCIO TIZUMBA, de O FILME MAIS VIOLENTO DO MUNDO (MG)

Melhor Direção de Arte : DALMO LOUSADA, de AO VIVO (GO)

Melhor Trilha Original: MICA FARINA, de O BAILARINO E O BONDE (SP)

Melhor Fotografia: FERNANDO VANELLI, de CORTEJO NEGRO (RS)

Melhor Roteiro: AUGUSTO CANANI, de AMIGOS BIZARROS DO RICARDINHO (RS)

Melhor Direção: HERALDO CAVALCANTI, de FRACTAIS SERTANEJOS (CE)

Melhor Filme: AOS PÉS, do diretor Zeca Brito (RS), que recebeu também do Festival, junto ao Centro Técnico Audiovisual – CTAV, uma cópia em película de até 15 minutos.

Encerramento dos FARÓIS: IMPERDÍVEL !!!

Jornalista CARLOS ALBERTO MATTOS informa: 

Mostra Faróis -É HOJE o brinde de encerramento, 18h30, na Caixa Cultural.

Vamos reprisar os curtas premiados da Sessão Novas Luzes:

 

Áurea, de Zeca Ferreira

Mãos de Outubro, de Vitor Souza Lima

Bailão, de Marcelo Caetano  

Haruo Ohara, de Rodrigo Grota

 

O programa é lindo e raramente você vai ver esses extraordinários curtas juntos assim de novo.

 

Em seguida à sessão, serviremos um pequeno coquetel. 

Se puder, apareça. Continue ligado no blog www.faroisdocinema.com.br

 

Abraços e obrigado pela atenção durante a mostra.

Carlos Alberto Mattos 

Filme Áurea Consagrado em Taquary…

 
 

 Confira os vencedores do III CURTA TAQUARY, realizado em Taquaritinga do Norte (PE), de 9 a 11 deste setembro, sob o comando de Alexandre Soares

Mostra competitiva Primeiros Passos

Filme: Cortejo – (MG)
Direção: Marilia Poggiali 

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cortejo
Melhor Curta Metragem – Sobre um dia Qualquer (Leonardo Remo – RS) |
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Sobre um dia qualquer
 Melhor Direção – Erez Milgrom (Último Caso – RS)
 
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Último Caso
 Melhor Roteiro – Leonardo Remor (Sobre um dia Qualquer – RS) |
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Sobre um dia qualquer

 

 

Melhor Curta Metragem – Júri Popular


Caminhos de Santo Amaro (João Carvalho – PE) 

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Caminhos de Santo Amaro

 

Mostra competitiva Dália da Serra


Melhor Curta Metragem – Barone Jones 02 (Vanderson Barone) 

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Barone Jones

 

Mostra Competitiva Nacional – Ficção

  
Melhor Curta Metragem – Áurea (Zeca Ferreira – RJ) 

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Áurea
Melhor Direção – Zeca Ferreira (Áurea – RJ) |
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Áurea
Melhor Roteiro – Zeca Ferreira (Áurea – RJ)
 
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Áurea
 Melhor Direção de Fotografia – Breno César (Bode Movie – PB) |
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Bode Movie
 Melhor Edição – Daniel Bandeira (Tchau e Benção – PE) |
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Tchau e Benção
 Melhor Ator – José Geraldo Rodrigues (Suspeito – SP) |
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Suspeito
 Melhor Atriz – Áurea Martins (Áurea) |
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Áurea

 

  

Menção Honrosa
 Menção Honrosa – Recife Frio (Kleber Mendonça Filho – PE)
Pela Singularidade de narrativa e trato apurado de linguagem.
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Recife Frio

Áurea é Música Brasileira nos Faróis

Exiba convite[4...jpg na apresentação de slides
É o cineasta carioca ZECA FERREIRA quem convida:
 
Amigos,
faremos amanhã uma sessão bem especial do Áurea dentro da Mostra Faróis do Cinema, organizada pelo crítico Carlos Alberto Mattos.
O filme passará dentro da sessão Novas Luzes, junto com os curtas “Bailão”, de Marcelo Caetano, “Haruo Ohara” (de Rodrigo Grota) e “Mãos de Outubro” (Vítor Souza Lima), seguido de debates com os realizadores. A sessão acontece no Oi Futuro Ipanema com reprise no domingo, 19, na Caixa Cultural (sem debate). Seguem abaixo os horários. O convite, em anexo, deve ser impresso e apresentado na bilheteria.
Apareçam!

19/09 

OI FUTURO IPANEMA

19h00 - Áurea ( Zeca Ferreira)

- Mãos de Outubro (Vitor Souza Lima)

- Bailão (Marcelo Caetano)

- Haruo Ohara (Rodrigo Grota)

- Encontro com os realizadores 

Dia 19/09 (domingo)

CAIXA CULTURAL

18h30 – Encerramento – Sessão Novas Luzes:

- Áurea (Zeca Ferreira)

- Mãos de Outubro (Vitor Souza Lima)

- Bailão (Marcelo Caetano)

- Haruo Ohara (Rodrigo Grota)

* O documentário Áurea evidencia o talento e a bela voz da cantora Áurea Martins, em bem articulado roteiro do próprio Zeca com belíssima fotografia do cearense Pedro Urano.

O filme é dos mais belos curtas da recente safra brasileira e será exibido semana que vem na Mostra Competitiva do Festival Curta Canoa, que acontece de 18 a 25 na praia cearense de Canoa Quebrada, no município de Aracati.

* VAMOS AO CINEMA !