Sua bênção, Fernanda Montenegro e Lima Duarte !

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Na simplicidade de uma cena, a grandeza de dois intérpretes excepcionais !

                                                                                                    Aurora Miranda Leão*

Uma situação corriqueira do dia-a-dia, numa casinha simples do interior do Tocantins, em que são figuras centrais uma mulher e um homem, já na terceira idade. Os dois são amigos de longa data e por idas e voltas do destino, acabaram se encontrando, reencontrando e mantendo uma intensa e bonita relação afetiva.

A teledramaturgia, que nos dá a chance cotidiana de enxergar o Brasil em suas múltiplas configurações, com sua enorme teia de mazelas, contradições, incongruências, e sentidos, é quem nos traz também a possibilidade do encontro com nossa identidade. A galeria tem fartura para todos os gostos, e é tão rica que há anos nos tem premiado com reconhecimento internacional.

No meio do enorme acervo de obras, no qual há nomes do quilate de Bráulio Pedroso, Janete Clair, Dias Gomes, Jorge Andrade e Cassiano Gabus Mendes, temos os contemporâneos como Gilberto Braga, Ricardo Linhares, Walcyr Carrasco, Duca Rachid, Thelma Guedes e Joãao Emannuel Carneiro, para citar apenas alguns.

Pois hoje nos sentimos de tal modo arrebatada por uma cena ‘corriqueira’ da novela do horário nobre, que nossa primeira tomada de território foi pegar a caneta e escrever. Por isso, este comentário é sobre uma cena da novela de Walcyr Carrasco, O outro lado do paraíso.

A cena é tão trivial que um espectador menos atento pode passar por ela batido. Mas é justamente na extrema simplicidade de sua construção que está imersa a profunda riqueza de sua produção de sentidos. É no assenhorar-se do corriqueiro – como quem debruça na janela e admira o vento a secar roupas no varal – que reside a eloquência de toda a significação da cena.

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Fernanda e Lima reafirmam grandeza excepcional da Teledramaturgia Brasileira ! 

Não há um conflito enorme, não houve nenhum gancho especial, nenhuma interrupção necessária para preparar o espectador, nada de grandes diálogos, falas bem elaboradas, figurinos ou iluminação diferente para nos transportar para um clima A ou B. Todo esse aparente e ordinário lugar comum da cena serviu para ressaltar, emoldurar e destacar ainda mais a grandeza da cena exibida nesta quarta pela TV Globo em O outro lado do paraíso.

Para nós, a novela marcou com a cena seu inesquecível 7 a 1 e serviu para nos tirar o foco da situação crítica terrível  em que está assolado o país – violência e desmandos políticos que corroem o país inteiro –, e para conduzir nossa emoção rumo a uma fenda de esperança que ainda existe e que nos reaviva a crença de que ainda é possível acreditar no país, apesar de tudo e mesmo diante de tanta criminalidade, de toda ordem.

Uma cena como a que Fernanda Montenegro e Lima Duarte protagonizaram nos faz crer que a Teledramaturgia ainda é capaz de nos salvar do abismo em que nos assolaram.

E nos deparamos com indagações assim:

Que país do mundo pode exibir em sua televisão aberta, em horário nobre, um duelo de Gigantes da Cena como o Brasil ?

Que Narrativa de Ficção Seriada do mundo – além da nossa – pode se orgulhar de oferecer ao seu imenso público cotidiano, de graça, a honra de ver a contracena dramática, em sua forma mais perfeita de excelência artística ?

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Que Teledramaturgia do continente pode de arvorar de ter Fernanda Montenegro e Lima Duarte como dois Patrimônios vivos e genialmente sublimes de sua densa e complexa engrenagem estética ?

Nós podemos ! E contar com estes dois gigantes da Cultura Brasileira dando o show desta noite – digno de aplausos em cena aberta – em meio ao caos ético e político em que está chafurdado o país, é um alento e um sopro de esperança em meio ao inóspito cenário em que estamos todos mergulhados !

Por isso é que a gente só pode é RIR MUITO quando a TV Globo concorre ao Emmy e quem ganha é a teledramaturgia (?) da Turquia...

Viva, Fernanda Montenegro !!!
Salve, Lima Duarte !!! 

Ainda que por nada mais merecesse elogios, só por contar com a atuação de Fernanda Montenegro e Lima Duarte, e, sobretudo, pela cena magnânima do capítulo desta quarta, 28 de março, a novela O Outro Lado do Paraíso já pode estampar agora o selo de reconhecimento e aplauso à cena mais linda deste Março de 2018 !

         Levando em conta, ademais, que Lima Duarte é o ator mais longevo em atuação no país – ele está na primeira imagem exibida pela TV brasileira, em setembro de 1950, quando a TV Tupi exibiu as primeiras imagens da TV no Brasil, e que Fernanda Montenegro é, reconhecidamente (por seus pares, pelo público e no mundo inteiro) a Primeira Dama do Teatro Brasileiro (com dezenas de personagens inesquecíveis vividos nos palcos – de Shakespeare a Nelson Rodrigues, de Fassbinder a Domingos de Oliveira, de Millôr Fernandes a Tchecov, de Augusto Boal a Adélia Prado -, a presença dos dois atores na narrativa ficcional brasileira se agiganta !

  Para quem perdeu: a personagem de Fernanda vai avisar que se descobriu viúva e pede o amigo em casamento. Mas ele não aceita que a iniciativa parta da mulher e diz que ele é quem tem de pedir. É tudo muito simples, mas tudo o que a aparente singeleza esconde, explode em atuações soberbas e fornece um material riquíssimo de significações para diversos estudos a partir da narrativa teledramatúrgica.

Um show emocionante, lindo, estupendo ao leve alcance de um click ! Acesse pelo site Globo.com ou veja/reveja pelo Globo Play !

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Um caloroso Parabéns aos notáveis Fernanda Montenegro e Lima Duarte !!! E vida longa à nossa Teledramaturgia !!! 

Pode me chamar: Ana Ratto lança Tantas

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       Pode me chamar ! Este é o nome do single de Anna Ratto que chegou às plataformas digitais. O álbum completo da cantora carioca será lançado dia 6 de abril e se chama Tantas.

       Lançamento da gravadora Biscoito Fino, esse será o quinto álbum da carreira de Anna, que agora traz a competente direção artística da atriz e jornalista Bianca Romaneda.  

     Pode me chamar, da banda Eddie, de Recife, é a música que abre o disco. “Essa música tem uma mistura de samba-rock com dub, com reggae no meio, cheia de ousadia. Abre o disco chamando para pista”, afirma Anna Ratto. A gravação da faixa conta com Jr Tostoi na guitarra e programações; Marcelo Vig na bateria e programações; Fernando Caneca no violão sete cordas e tenor; Alberto Continentino no baixo; e Jovi Jovianiano na percussão. 

        Frevolenta é a faixa do álbum que Anna compôs com Jam da Silva. A ideia de Tantas é que novos compositores tenham trabalhos divulgados. “Já gravei muitos ídolos consagrados, como Gil, Erasmo, Belchior, Tom Zé. Neste disco quis cantar os meus ‘jovens ídolos’ e estar mais comprometida com meu canto, ser canal, sem a obrigação de compor”, comenta. Os compositores interpretados são todos da geração de Anna ou até mais novos.

        O álbum com composições de Caio Prado, Matheus Von Krüger, Ana Clara Horta, Bruna Caram, Duda Brack, Tó Brandileone, João Cavalcanti, Rodrigo Maranhão, tem também participação do Quinteto da Paraíba e Carlos Posada. Na capa do disco, Anna Ratto está com figurino de Ronaldo Fraga numa fotografia de Nana Moraes. A cantora agora está em fase de preparação da turnê de lançamento do álbum, que estreia no Rio de janeiro, dia 27 de abril, no Espaço Cultural Sergio Porto, no Humaitá.

          E a assinatura de Bianca Romaneda na direção artística é, por si só, um diferencial de qualidade importante: Bianca, além de jornalista competente e de acurada sensibilidade, é atriz, flerta bonito com a poesia e a música, e seu trabalho sempre traz um bonito traçado cuja marca principal é uma poética em que a delicadeza tem passos ritmados com igualdade social e liberdade de expressão.

Anna Ratto CD

          Sobre o trabalho com Anna Ratto, Bianca Ramoneda postou em seu Instagram:

“Ela me chamou e eu fui ! Hoje o single está disponível em todas as plataformas digitais. Nasceu uma parceria linda e criamos o conceito visual e cênico deste novo trabalho. Um disco, um show, vem muita coisa boa por aí ! Para criar esta imagem, contamos com a parceria luxuosa da fotógrafa Nana Moraes e do multiartista Ronaldo Fraga. Ronaldo veste Anna com um figurino de tatuagens desenhado exclusivamente pra ela, em papel vegetal, sobre foto clicada por Nana. São camadas e camadas de criações, onde uma ideia se soma à outra, pro bem de todos. Cristina Moura imprime sua sutileza numa make corajosa porque discreta, É como acredito que tudo deva ser. Identidade que fortalece a artista e a representa para o mundo, com a força e a beleza que ela tem. Obrigada a todos que confiam na minha direção artística. E bora dançar que eu tô precisando”.

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Bianca Ramoneda, em encontro com Aurora Miranda Leão, assina a direção artística do novo CD de Anna Ratto.

Saiba mais

         Anna Ratto é considerada uma das melhores vozes de sua geração por Nelson Motta (fonte: Programa Sintonia Fina), lançou o primeiro disco (Do Zero-2006) já sob a chancela e participação de talentos como Pedro Luís e Rodrigo Maranhão. No segundo (Girando-2008) contou com a honrosa presença do mestre Edu Lobo, em duo. Neste disco, a cantora reforçou o lado autoral inaugurando parceria com Edu Krieger, além de fazer releituras ousadas para autores como Roberto e Erasmo Carlos, Gilberto Gil e Novos Baianos.

      Nome artístico da psicóloga Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto, há mais de 10 anos essa carioca aportou na música com vigor e sensibilidade. Anna Ratto despontou na música com belo repertório, ótima afinação e elogios da crítica especializada.

        Foi em fevereiro de 2014 que Anna Ratto gravou seu primeiro DVD (ao vivo) em parceria com o CANAL BRASIL, no Teatro Rival BR (RJ). O show contou com as participações  de Erasmo Carlos e Lucas Vasconcellos.

       O DVD reuniu canções da safra autoral de Anna, como Cabra-Cega, Serena, Perto-Longe e Seja Lá Como For. “Queremos mostrar mais do que uma intérprete de música brasileira. A Anna compõe e queríamos explorar esse lado. Já tínhamos ótimo material pra isso”, disse Roberta Sá, diretora-artística do DVD, lançado em 2015.

        E as referências da compositora estão lá bem delimitadas: Gilberto Gil e Os Novos Baianos, além de uma versão ‘pop-funkeadada’ da bela “Velha Roupa Colorida”, de nosso conterrâneo Belchior, bem diferente das conhecidas com Elis e o próprio autor. A banda que acompanha Anna Ratto no DVD é formada por um “timaço”: Fernando Caneca (guitarra), Emerson Mardhine (baixo), Fabrizio Iorio (acordeom e teclados), Marcelo Costa (percussão), Cesinha (bateria) e Lucas Vasconcellos (guitarra e programações).

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Ouça nas plataformas digitais:

YouTube https://youtu.be/qRyZc_8YhkI
Apple Music https://itunes.apple.com/br/album/pode-me-chamar-single/1357980094
iTunes 
https://itunes.apple.com/br/album/pode-me-chamar-single/1357980094

*Aurora Miranda Leão é jornalista e edita o #blogauroradecinema

 

 

Portugal recebe filmes de Animação

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A aposta em jovens criadores é o foco do Bang Awards, festival português de filmes de animação, o qual, em sua próxima edição, terá como tema o Amor. As inscrições podem ser feitas até 31 de julho pelo site www.bang-awards.com

Na ultima edição, o festival contou com mais de 300 filmes em competição, oriundos de 65 países. A plataforma online permitiu ainda que os filmes, exibidos na cidade de Torres Vedras, fossem vistos em mais de 5.300 cidades de mais de 400 países, como Taiwan, China, Rússia, Estados Unidos ou Brasil. Ao todo, foram registadas mais de 400.000 visualizações através da plataforma do Bang Awards.

Na escolha dos vencedores, o Bang conta com um painel de júris internacional: Joan Ashworth (Inglaterra), Taku Furukawa (Japão), Rino Stefano Tagliafierro (Itália) e Marcelo Marão (Brasil).

Os principais prêmios estão divididos em três categorias: votação online, melhor filme online e melhor filme original.

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A cerimônia de abertura do festival está agendada para 6 de outubro, em Torres Vedras, na Sala de espectáculos Bang Venue, um espaço cultural de partilha de conhecimento, que terá workshops, oficinas de cinema, concertos, e exposições.

Curta Araçá: inscrições na reta final

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Abertas até amanhã as inscrições para a Mostra de Curtas Araçá.

A Mostra será realizada de 22 a 25 de maio, no salão São Benedito, na cidade de São Mateus (ES), com programação durante o dia e a noite, visando especialmente o atendimento do público estudantil (Ensinos Fundamental, Médio e Superior, educadores, agentes culturais e apreciadores da sétima arte). No dia da abertura, haverá palestra seguida de debate sobre Gêneros Cinematográficos, além de roda de conversa no final de cada sessão. Os selecionados serão conhecidos no dia 16 de abril.

O evento tem a perspectiva de promover e divulgar curtas-metragens produzidos em todo o território nacional, aliando formas de entretenimento, arte, cultura, reflexão, valorização, divulgação e debate sobre Cinema.

A Mostra de Curtas, está sendo realizada por seis anos consecutivos e tornou-se um evento de destaque na agenda cultural do município de São Mateus e da região norte do Espirito Santo, contemplando um público amplo de adolescentes, jovens, adultos, acadêmicos e professores e profissionais da área da Comunicação Social, além da participação de atores e produtores dos filmes selecionados para a Mostra. Durante esses anos, a Mostra contabiliza público aproximado de 25 mil pessoas e mais de 800 produtores com filmes inscritos para seleção.

A Mostra de Curtas Araçá é um projeto idealizado pelo Centro Cultural Araçá, organização da Sociedade Civil de São Mateus-ES. Com 23 anos de atividades sócio-culturais, o Araçá possui há 14 anos um Núcleo de Produção Audiovisual voltado para a formação de adolescentes e jovens, através da oferta de oficinas teóricas e técnicas de Produção Audiovisual, possibilitando ferramentas que resultam em diversos produtos audiovisuais veiculados no site, redes sociais e canal do Araçá no Youtube.

A Mostra de Curtas Araçá não é competitiva, não haverá premiação em dinheiro e todas as sessões de Cinema terão a entrada gratuita.

As inscrições deverão ser realizadas por meio de formulário on line disponibilizado em: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdEYrGMWs3P3FwvLnn0JalJ2X4yNDqrq9Al7kEFBYkRBVAakg/viewform?c=0&w=1

Festival Finos Filmes recebe inscrições até dia 30

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Mostra de curtas-metragens brasileiros chega à 5a edição 

Para quem deseja participar de uma das mais importantes mostras brasileiras de curtas-metragens, o Festival de Finos Filmes, o dia 30 de março é a data-limite para o envio de produções. Os filmes devem ter até 20 minutos de duração e terem sido realizados a partir de janeiro de 2016. Para participar, o realizador não deve ter nenhum longa-metragem em seu currículo. Serão escolhidas de 12 a 15 obras.

O Finos Filmes objetiva estimular debates e reflexões a partir de temas que não se restringem ao campo cinematográfico. A proposta é que os filmes sejam pontos de partida para um debate multidisciplinar.  Na edição anterior, convidados como Fernando Haddad, Maria Rita Kehl, e Cláudio Couto fizeram parte de mesas de debate

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O festival vai acontecer em São Paulo com exibições no Museu da Imagem e do Som (MIS), na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Caixa Belas Artes, Matilha Cultural e outros pontos a confirmar.

Para mais informações, acesse o site do Festival de Finos Filmes (www.finosfilmes.com.br), a página do evento no Facebook (facebook.com/finosfilmes) e Instagram (@finosfilmes).

Gui Castor inova, mais uma vez, e vai lançar Cinema em Vinil

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Em Vitória, há um festival de cinema que nasceu pequenino mas cheio de ousadia. É o aguerrido CINE RUA 7 !
Também pudera: o festival nasceu de uma ideia do fotógrafo, cineasta, publicitário e documentarista Gui Castor, um capixaba cheio de talento e criatividade, que tivemos a alegria de conhecer na bucólica região do Caparaó, em 2006, e nossa conexão foi imediata.
Gui e o Cine
Gui Castor: cineasta e produtor capixaba
De lá pra cá, nunca mais nos desencontramos. Gui Castor é autor (diretor, roteirista e produtor) de alguns dos filmes mais instigantes e bem feitos do país. A diversidade temática é uma de suas marcas, assim como o destaque para questões sociais, com critérios singulares de alteridade, e uma riqueza imagética e de enfoque que o tornam um dos cineastas mais importantes e fecundos de uma geração atenta ao que acontece no seu entorno e, no caso dele, em conexão com coisas relevantes, onde quer que elas estejam sendo produzidas.
Assim como Gui Castor,foi só o Cine Rua 7 ganhar o centro de Vitória e a luz de seu telão se acender para que o festival ganhasse as cores, as caras e os corações da grande Vitória. Já há alguns anos, o Cine Rua 7 virou referência na agenda de eventos audiovisuais do país e é lindo ver o festival acontecendo, os filmes iluminando a efervescente Rua 7 (no coração comercial da capital capixaba) e as pessoas brilhando os olhos e aplaudindo as exibições, de todos os gêneros, para todos os gostos.
E este ano,  Gui Castor já anuncia mais uma novidade para seu querido e grandioso festival da Rua 7:o LP do Cine Rua 7 !
Rua 7
O centro de Vitória pára para verouvir o Cine Rua 7 !
Foi ao final da última edição do festival, em 2015, que surgiu a ideia de fazer o LP Cine Rua 7.
A trilha sonora será composta por músicas autorais de bandas que participaram das edições do festival.
Entre uma música e outra, depoimentos de pessoas que estiveram na plateia de uma edição muito foda feita pelo estúdio Funky Pirata.
Participaram: Zeela; Lordose pra Leão (música inédita); Sol na Garganta do Futuro; Soltos & Prensados; Big Bat Blues Band, Camarilo, Espírito de Porco (inédita) e uma gravação ao vivo de uma ação feita pelos músicos Negoleo; Anderson Paiva (Xuxinha); Hugo Coutinho e Jeremy Naud.
Agora, Gui Castor e a equipe que trabalha com ele na realização do Cine Rua 7 estão em uma campanha de financiamento coletivo para a produção do disco.
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Gui Castor prepara mais uma edição do Cine Rua 7…

UFJF: A Universidade onde todos queremos estudar

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                                                                                                                 * Aurora Miranda Leão

 Por entre os verdes das matas, que por lá crescem frondosos  –  enriquecidos pelas sombras das araucárias e os tons dos ipês -, há tijolos e mais tijolos sobre os quais está imerso um mundo de livros e conhecimento. O terreno é enorme e engrandece a zona da mata mineira. Ali é para onde converge a nata do pensamento: entre leituras, estudos e questionamentos se constroem sentidos, alcançam-se significados e estudam-se narrativas que priorizam a inteligência, a ética e a consciência crítica. Como se de repente o tempo estancasse para que possamos falar de algum vilarejo onde areja um vento bom, assemelhado aquele de que nos dá notícia a bela canção de Marisa Monte.

       Então é lá, onde a cada dia a manhã semeará outros grãos, que as Minas Gerais foram batizadas de zona da mata. Por ali, existe um aprazível cenário, no qual se vislumbra um vasto contingente de prédios: todos juntos formam a Universidade Federal de Juiz de Fora. O campus fica entre dois bairros importantes e muito procurados em Juiz de Fora, o São Pedro e o Cascatinha, este assim um misto de Leblon carioca e Aldeota cearense.

           Bem servida por linhas de ônibus, a UFJF afirma e reafirma, cotidianamente, a importância das universidades para a formação e desenvolvimento sustentável de qualquer cidade. É notório e indiscutível: a UFJF responde pelos grandes avanços que Juiz de Fora alcançou em termos de urbanização, saúde, economia, arte, política, e articulação cultural, para citar apenas alguns aspectos.

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        Ao pé da letra, a implantação do campus da UFJF possibilitou que a cidade de Juiz de Fora desse uma relevante guinada desenvolvimentista, que a inclui entre as concorridas alternativas contemporâneas nas quais viver bem anda de mãos dadas com qualidade de vida, bons serviços e variadas opções de arte e lazer.

      Criada em 1960, quando era presidente Juscelino Kubitschek, a UFJF atingiu um patamar de qualidade reconhecido em todo o país e no exterior, conforme atestam os constantes processos de avaliação do MEC.

         Algumas ações institucionais definem a UFJF como Universidade comprometida com o desenvolvimento regional. Sua estrutura congrega, por exemplo, o trabalho do CRITT (Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia) nas áreas de incubação de empresas de base tecnológica e de transferência de tecnologia (informática, fármacos, eletrônicosagronegócios). Além dessas iniciativas, a UFJF sedia dois agentes da Associação Brasileira para Promoção da Excelência do Software Brasileiro – SOFTEX: o Gênesis e o Agrosoft.

   Outrossim, a UFJF desenvolve um eficiente programa de intercâmbio, através do qual recebe estudantes estrangeiros de muitos países, como Japão, Canadá, Equador, Congo, Angola, Gana, Portugal e Cabo Verde, enviando também alunos de seus quadros para mais de 30 instituições de ensino da Europa, América do Norte e Ásia.

UFJF prédio

        A Universidade de Juiz de Fora possui 16 unidades acadêmicas, agregando 36 cursos de graduação, 29 cursos de mestrados acadêmicos, três mestrados do tipo profissional e 17 cursos de doutorado. São quase 19.000 alunos matriculados e, todo esse contingente, responde por mais de 1000 artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais.

          O crescimento da graduação, especialmente através das matrículas em cursos noturnos, é um dos instrumentos que tornam a Universidade ainda mais inclusiva: a UFJF é sede da realização de duas formas de processo seletivo, o SiSU e o PISM (Programa de Ingresso Seletivo Misto), O curso mais concorrido continua sendo Medicina, mas o #auroradecinema escolheu destacar agora o de Comunicação, célula mater da Faculdade de Comunicação, a popular FACOM, que ficou sexagenária em 17 e entra este 2018 em novo espaço.

        E por falar em inclusão, é preciso destacar a bela Praça Cívica, localizada no centro do Campus, um marco a consagrar a Universidade como espaço público. São mil metros quadrados, totalmente revitalizados, e aos quais toda a população tem acesso. A praça possui fontes luminosas, uma grande área para a prática de exercícios físicos, uma concha acústica (com camarins e sanitários), estação de bicicletas compartilhadas, pista de skate, pista de caminhada e ciclovia.

CÍVICA

No meio do exuberante verde da zona da mata, a Praça Cívica é cartão postal da UFJF

          Na Praça Cívica, são realizados diversos eventos que já pertencem ao calendário de atividades da cidade, como o Domingo no Campus (que promove apresentações artísticas, manhãs esportivas, passeios de bike, e recreação infantil) e o Som Aberto (evento que acontece no primeiro sábado de cada mês, espécie de feira popular de cultura), além de festivais de música, dança, circo e teatro. Vale lembrar que os eventos realizados na Praça Cívica, bem como toda a comunicação da Universidade – em permanente diálogo com a comunidade -, está a cargo da diretoria de Imagem Institucional da UFJF, que tem o comando dedicado, sensível e proativo do querido Prof. Doutor Márcio Guerra.

       Também fazem parte do patrimônio da UFJF alguns dos principais espaços de cultura de Juiz de Fora e região, como o Museu de Arte Moderna Murilo Mendes (MAMM); o Centro Cultural Pró-Música/UFJF; a Casa de Cultura; o Cine-Theatro Central e o Forum da Cultura.

O cotidiano da UFJF

         Por entre a exuberância daquele verde e daquelas montanhas, a vida acadêmica acontece e movimenta seu entorno: há uma profusão de projetos e trabalhos acadêmicos, pesquisas científicas nas mais diversas áreas, produção de televisão, rádio, cinema, informativos, realização de seminários, congressos, jornadas, simpósios e encontros, através dos quais o intercâmbio de saberes e vivências se exprime, se expande e se revigora, oxigenando um enorme contingente de jovens e adultos de todas as idades.

        Todos os dias, desde as primeiras horas da manhã, a UFJF já fervilha de alunos, funcionários e professores, mestres e doutores que ali estão para aprimorar seus saberes, reparti-los, compartilhá-los, e reciclar-se,  reciclando.

         Uma tradução que nos parece propícia ao que acontece na UFJF talvez seja a de um epicentro de efervescência cultural, extremamente estimulante, por onde viceja uma energia com a qual é fácil se contagiar. 

        Naquele cenário super conhecido de Juiz de Fora em que está instalada a UFJF, o pedaço mais popular (porque é o primeiro bloco do campus) abriga as faculdades de Direito, Economia e Administração, Ciências Contábeis, Serviço Social, Educação e Comunicação Social (em fase de mudança para um novo prédio).

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Novos tempos na FACOM

     A Faculdade de Comunicação (FACOM) oferece atualmente cursos superiores de graduação em Jornalismo (Integral e Noturno) e Rádio, TV e Internet. Como unidade acadêmica foi instituída em 1990, mas os passos dessa história começam bem antes. Tudo nasceu com o curso de graduação em Jornalismo, criado em 1958, vinculado à antiga Faculdade de Filosofia e Letras e, posteriormente, à Faculdade de Direito.  

          Hoje, além da graduação, a FACOM conta com um Programa de Pós-Graduação em Comunicação – PPGCOM implantado em 2007, em nível de Mestrado, estando já em curso a implantação do Doutorado na área. Além dos cursos regulares, os docentes da FACOM desenvolvem atividades de Pesquisa e Extensão e uma série de outros projetos. Para os alunos do PPGCOM, existe ainda a presença bonita e simpática, e a atuação competente e amiga da querida Aline Pirâmydes, secretária do Programa de Mestrado (PPGCOM), para quem os alunos distribuem sorrisos, aplausos e gratidão.

          Neste 2018 que estamos apenas começando, a FACOM registra 600 alunos, 33 professores e 15 técnico-administrativos, além de equipe terceirizada. A professora Doutora Gabriela Borges é a titular da Coordenação da FACOM, na qual encontramos alguns dos melhores professores da área: Aluizio Ramos Trinta, Carlos Pernisa Jr., Cláudia Thomé, Christina Musse, Cristina Brandão, Érika Savernini, Francisco José Pimenta, Iluska Coutinho, Márcio Guerra, Marise Tristão, Marcelo Robalinho, Paulo Roberto Figueira Leal, Potiguara Silveira, Ricardo Bedendo, Soraya Vieira, Teresa Neves e Wedencley Alves Santana.

         Porém, essa ‘ordem dos fatores’ não altera em nada a qualidade do ensino: todos os professores da FACOM possuem Doutorado e são docentes com quem é prazeroso estudar. Sobretudo porque a marca dos mestres da FACOM é ensinar motivando, como quem tem gosto em compartilhar e incentivar o estudo, a partir da convicção de que a grande sabedoria é estar sempre pronto a aprender.

               Por essas e outras, acreditamos que a FACOM está a merecer a implantação de seu Doutorado, evidência da qual são pilares o número imenso de estudantes que todos os anos procura os cursos de graduação e mestrado da FACOM-UFJF; a movimentação constante de seu corpo discente e docente na realização e participação nos mais destacados encontros da área (incluindo eventos de longo espectro, como a Conferência Internacional sobre Competências Midiáticas e o curso de Ecologias Digitais com o professor Doutor Mássimo Di Felice); a presença de renomados profissionais da Comunicação em sua agenda acadêmica; a atualidade dos livros estudados; e a dedicação integral de seus mestres – comovente e muitas vezes, apaixonada -, ao notável exercício de transmitir conhecimento e instilar saber nas novas gerações, de todas as idades, que procuram a UFJF para se aprimorar. Ali, então, encontram uma segunda casa. repleta de amigos e companheiros com quem dividir problemas, partilhar idéias, buscar caminhos, encontrar soluções, celebrar conquistas e renovar o fôlego para novas e constantes motivações.

         O Doutorado de Comunicação da UFJF é, pois, uma conquista que se impõe a partir de tantos pontos convergentes para o êxito de sua implantação. O Doutorado da FACOM virá para ratificar o potencial acadêmico e sociocultural da UFJF e coroar a atuação, cheia de méritos, desses Mestres Doutores que nos motivam e engrandecem o ensino e a pesquisa da Comunicação no Brasil.                    Imagem relacionada

AMOR, PAZ, LUZ e FELIZ NATAL !

NATAL Blog

       A você, leitor amigo, e a todos os nossos leitores, parceiros, professores, colegas

                 e queridos que vamos encontrando pelos quatro cantos do mundo !

          Que saibamos ser NATAL em todos os dias do Novo Ano que se avizinha !

    Muito OBRIGADA a todos pelo carinho da visita e pela intensidade da sintonia !

               Sorrie, divulgue, compartilhe !

                      O #blogauroradecinema agradece !

 

Roberto Carlos: o sol sobre a estrada da MPB… e o Sol sobre a estrada é o Sol !

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                                                                                                          *Aurora Miranda Leão

           Roberto Carlos é um fenômeno de Comunicação. Há muito, o notável artista capixaba, deixou de ser apenas um cantor que compõe lindamente, e passou a ser a Força Estranha das coisas que são muito grandes para esquecer.

         Janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar... Estes versos soam forte nos solos do Brasil e revestem-se de um significado emblemático. Para entendê-los em plenitude e entender o tanto de significado que carregam, faz-se mister saber e/ou rememorar parte da história do país.

            Vivia a nossa Pátria-Mãe tão distraída sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações… O Brasil vivia os anos sombrios da ditadura – esta mesma, registrada em música, literatura e jornalismo -, que existiu de modo inconteste e extirpou a liberdade de seu território, instaurou a violência, a censura, a disparidade social e os desmandos do poder de ordem vária.

Por conta da abjeta repressão, as idéias libertárias foram perseguidas enquanto artistas e pensadores foram obrigados a deixar o país. Augusto Boal, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Juca de Oliveira, Guarnieri, Fernando Gabeira, Júlio Bressane, Ferreira Gullar, Artur da Távola, Henfil, Betinho e tantos outros passaram anos no exterior, impedidos de voltar à terra natal.  Seus crimes ? Defender a Liberdade !

  É preciso que você, caro leitor, saiba que foi preciso a dor e a luta de muita gente para que você pudesse hoje viver num território onde habita a liberdade, e onde qualquer um pode cantar em alto e bom som – “As luzes e o colorido que você vê agora, nas ruas por onde anda, na casa onde mora…” (ainda que preconceitos nefastos insistam em permanecer vivos).

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Roberto anteviu o símbolo em que Caetano se transformaria: “janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar…”

Aqueles anos perversos e inolvidáveis, registram essa inserção poética de Roberto Carlos tem uma atuação poética relevante no que toca esse período umbrífero. Foi o Rei, que com sua voz terna, afinada e inconfundível, destacou a energia de Caetano Veloso para o país quando o músico ainda vivia no exílio e dele pouco se podia falar por aqui. Naqueles terríveis anos de 1970, Roberto Carlos, já um ídolo nacional, jogou luzes, da forma que lhe foi possível, na tensa e deplorável vida sociopolítica brasileira ao celebrar os caracóis de Caetano.  Sim, eram os cachinhos de Caetano que traduziam “um soluço e a vontade de ficar mais um instante”. Algo assim como está tatuado no cancioneiro nacional:  Um dia a areia branca seus pés irão tocar e vai molhar seus cabelos a água azul do mar…

               Por tudo isso, Roberto Carlos abrir seu Especial deste 2017 que se aproxima do final saudando Caetano Veloso foi uma poderosa expressão da grandeza do artista e da riqueza de sua obra. Você poderá indagar: “Caetano ?, mas Caetano nem estava lá...”

            Sim, o baiano querido e festejado em todo o território nacional, não estava lá fisicamente mas Caetano é o autor da música-tema de Roberto Carlos. Foi Veloso quem definiu o Rei como essa força poderosa e inaudita que nos leva a cantar, gerações e gerações, inoxidavelmente, como se o tempo, ainda que passe, tenha o dom de conseguir passar sem nos envelhecer.

            Em seguida, Roberto cantou a sua monumental Fera Ferida, que Caetano gravou em 1987 e, a partir daí, a inscreveu com letras garrafais nas páginas de ouro da Música Brasileira.

           Thiago Iorc, Djavan (dividindo o microfone com o Rei em Pétala e As curvas da estada de Santos), a Sereia Isis Valverde, Simone e Simária, e Erika Ender foram os convidados deste Especial.

              Ao longo de todas essas décadas nas quais Roberto Carlos construiu uma carreira singular no país, estiveram com ele na estrada artistas de todos os matizes, ritmos, tendências. Basta dar uma passada pelo YouTube e você encontrará trocentas vozes distintas cantando e encantando com o Rei. Méritos para o Grande Artista, seu empresário Dody Sirena (que tem uma noção importante sobre o que representa Roberto Carlos para o país), e o magnânimo naipe de músicos que acompanha o Rei há tempos.

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Isis Valverde: Ritinha é a Sereia dos versos do Rei.,,

        O Especial deste 22 de dezembro teve um público muito superior ao dos anos anteriores. A prévia de dados em tempo real, medida pela Kantar, mostra que o programa alcançou cerca de 30 pontos em São Paulo, uma das maiores médias dos últimos 10 anos. Ou seja, bem acima dos 25,1 pontos de 2015 ou dos 22 pontos do ano passado. Mais da metade das TVs ligadas na região estava sintonizada na Globo. Cada ponto do ibope em SP (desde ontem) agora vale por cerca de 72 mil domicílios.

         Roberto Carlos inova e se renova a cada ano ao estar sempre se reinventando, seja pelo funk, o axé, o bolero, o samba, o pagode, o rock, o rap, o hip hop, a Bossa Nova, a salsa, o forró e a música sertaneja. Isso é parte do que explica a presença permanente, benfazeja e instigante de Roberto Carlos na Cultura Brasileira. Além disso, o Rei encanta com sua voz terna, a afinação perfeita, o repertório precioso e cantando cada vez melhor, como diz o colunista Ricardo Feltrin:

“Voz poderosa e com ampla tessitura, sua afinação é absolutamente perfeita, além de uma tonalidade muito bonita. RC não erra, semitona e nem sequer desliza em uma única nota”.

         Aqui, um dado curioso: a presença de RC se irmana a de Caetano Veloso na Música ! Não à toa, os dois artistas dialogam em músicas seminais do cancioneiro popular brasileiro: seja porque um cantou a canção do outro, seja porque outro escreveu pra um, ou porque ambos entoaram juntos músicas e letras que se eternizaram no coração de quem ama. Sim, aquele coração de que nos fala Djavan, no qual, vez em quando, fica faltando um pedaço…

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   Acontece que Roberto Carlos e Caetano Veloso são duas vertentes de um mesmo polo irradiador, no qual a vida brasileira trafega e transita com igual vigor a partir dos ricos atalhos dialógicos erigidos pela obra dos dois artistas. É como se a Força Estranha que vê o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino pusesse no riacho os pés que um dia a areia branca irão tocar, e era solto em seus passos, bicho livre, sem rumo, sem laços… por isso essa Voz, essa voz tamanha…

         Roberto & Caetano, Caetano & Roberto são como a água que nasce na fonte serena do mundo e que abre um profundo grotão… Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação da MPB ! E assim como essa sinergia fina pode ser sentida na poesia de Guilherme Arantes também se vislumbra nas paralelas dos pneus pelas duas estradas nuas (RC e CV) em que nos encontramos com algumas das principais matrizes que configuram a riqueza do pulsar da identidade brasileira. Tema para futuro artigo nosso.

           Hoje, sorrindo, somos nós que choramos ao ouvir Roberto Carlos cantando cada vez melhor e simbolizando o notável Patrimônio Imaterial que atende pelo nome de Música Popular Brasileira.

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Roberto Carlos e suas letras primorosas: “Eu sei que flores existiram mas que não resistiram a vendavais constantes”…

Quando havia galos, noites e quintais: o presépio de Raimundo Rodriguez no Palácio Quitandinha    

cavalinhos

Vem chegando o NATAL: Tempo de Renovar a Esperança !     

                                                                                              *Aurora Miranda Leão

Um presépio atemporal, inspirado na tradição dos grandes mestres em retratar a cena de adoração aos Reis Magos, transportado para o universo lúdico do artista Raimundo Rodriguez, será aberto hoje no histórico Palácio Quitandinha, na carioca serra de Petrópolis.                 

                            Presépio lindo             

                  Instalação da Esperança Renovada é o título da exposição que une, com absoluta riqueza imagética e sensorial, tempos e espaços, culturas e informações, mistérios e magias. Com sua obra intensa, bela e única, o artista cearense cria uma ponte entre o real e o imaginário, o sonho e o cotidiano, o jornalismo e a ficção, ressignificando todo o nosso espectro de simbologias acerca do Natal.

Rai rei

             Inspirando-se especificamente na obra Adoração dos Magos, do pintor holandês Rogier Van Der Weyden (essa temática significou o reconhecimento da importância de artistas do porte de Leonardo da Vinci durante o século XVI), Raimundo Rodriguez reproduz, com rigor formal, todos os personagens que compõem o presépio, adicionando à concepção de espaço plástico uma luz e dramaticidade neo-barrocas singulares.

Rai janela

            O universo de Raimundo Rodriguez, que a televisão tornou conhecido em todo o país através de obras memoráveis como Hoje é dia de Maria, Capitu, Meu Pedacinho de Chão, e Velho Chico (todas, uma parceria do artista com o diretor Luiz Fernando Carvalho), é uma prolífica mistura de intertextualidades. Nele convivem diversos mundos em plena harmonia, e cada um verá, mais ou menos, conforme seu grau de sensibilidade artística.

nonada Quitandinha

        Diante da criação de Raimundo Rodriguez, é possível encontrar dialogias com mestres de várias escolas: desde um Van Gogh até Kurosawa, passando por Mondrian e  Volpi, flertando com Da Vinci e Kandinsky, nas obras de Raimundo viceja um hibridismo potente e saudável, que nos remete de pronto a Shakespeare (dramaticidade), Samuel Beckett (indagações existenciais), ao genial Georges Méliès (sonho), ao dramaturgo Luigi Pirandello (inquietações), e também à musicalidade de seus conterrâneos Belchior, Fagner e Ednardo. Na obra de Raimundo Rodriguez convivem, em perfeita harmonia, a universalidade dos grandes pensadores da humanidade e a insubmissa e multifária cultura nordestina.

RR coisário

           Portanto, adentrar a Esperança Renovada que Raimundo Rodriguez nos oferece, em cada um dos cenários em que se subdivide esta instalação de Petrópolis, é mergulhar na emoção: há beleza e reflexão, riqueza de detalhes e multiplicidade de significações, há atualidade e memória. Assim, nossa esperança é acolhida num convite natural à interlocução porque a criação de Raimundo Rodriguez só se completa no outro. Nada na obra de Raimundo Rodriguez é definitivo. Nenhum cenário é concluso. Nem mesmo pode haver definição única para qualquer de suas criações.

Rai e a obra

O artista Raimundo Rodriguez diante de sua magnânima criação, que arrebata o olhar e promove uma invasão sensória…

             O que Raimundo Rodriguez faz, com invejável maestria, é apontar possibilidades, sugerir caminhos, acender luzes, estender o tapete para a fantasia. Em cada pequeno quadradinho de sua obra, há ruas a percorrer, portas a abrir, janelas a visitar, paisagens a contemplar, atalhos por descobrir.

    E o melhor de tudo é que você poderá ver e constatar tudo isso, ao vivo e a cores: a instalação de Natal de Raimundo Rodriguez estará aberta à visitação pública, de hoje até dia 24, no Palácio Quitandinha (que, por si só, já vale uma visita), em Petrópolis, e tem ENTRADA FRANCA.

Presépio - menor

O Presépio em foto #auroradecinema, ainda em fase de montagem…

O aplauso muito caloroso do #blogauroradecinema ao artista Raimundo Rodriguez e ao seu belíssimo PRESÉPIO – Instalação da Esperança Renovada, que será aberto hoje no Palácio Quitandinha, em Petrópolis.

*Aurora Miranda Leão é atriz e jornalista.