Ficção Seriada ganha livro na Intercom

Na próxima quinta, dia 6, será lançado livro relevante para o estudo das várias formas de ficção seriada exibidas no Brasil e alvo de estudos acadêmicos no país.

O livro será lançado durante a 41a edição da INTERCOM, Congresso Nacional mais importante da área de Comunicação, que está sendo realizado em Joinville (Santa Catarina) até sábado, 8 de setembro.

LIVRO Ficção Seriada - menor

Os autores são:

Alexandre Tadeu dos Santos, Ana Carolina, Maoski, Andrei Maurey Leite, Aurora Miranda Leão, Camila Mendonça, Carlos Vinícius Lacerda, Daiana Sigilliano, Daniela Ortega,Gabriela Borges, Gêsa Cavalcanti, Guilherme Livardi, Guilherme Moreira Fernandes, Hertz Wendel de Camargo, Isabela Norton, Janiclei Aparecida Mendonça,  João Paulo Hergesel, Laryssa Prado, Lucas Martins Néia, Luiz Siqueira, Marcos Nicolau, Maria Amélia Abrão, Mariana Barbosa Gonçaves, Mariana Marques de Lima, Mateus Vilela, Naiane Almeida, Raphael Parreira e Silva, Robéria Nádia Nascimento, Soraya Ferreira, Tadeu Ribeiro, Tissiana Pereira e Vanessa Guimarães do Nascimento.

Saiba mais:

A INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – é uma instituição sem fins lucrativos, destinada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado. A entidade estimula o desenvolvimento de produção científica não apenas entre mestres e doutores, mas também entre alunos e recém-graduados em Comunicação, oferecendo prêmios como forma de reconhecimento aos que se destacam nos eventos promovidos pela entidade.

Fundada no dia 12 de dezembro de 1977 em São Paulo, a Intercom preocupa-se com o compartilhamento de pesquisas e informações de forma interdisciplinar. Além de encontros periódicos e simpósios, a instituição promove um congresso nacional – evento de maior prestígio na área de pesquisa em Comunicação, que recebe uma média de 3,5 mil pessoas anualmente, entre pesquisadores e estudantes do Brasil e do exterior. O evento, sediado em cidade escolhida pelos sócios no ano anterior, é precedido de cinco congressos regionais.

A sociedade é responsável, ainda pelo lançamento de livros e revistas especializados em Comunicação, e pela busca de parcerias com entidades de mesmo objetivo e institutos e órgãos de incentivo à pesquisa brasileiros e estrangeiros. Esse intercâmbio é um incentivo à formação científica, tecnológica, cultural e artística, além de uma forma de capacitar professores, estudantes e profissionais da Comunicação.

SERVIÇO

Lançamento do livro Ficção Seriada – Estudos e Pesquisas (vol 1)

Editoras: Jogo de Palavras e Provocare

Organizadoras: Fernanda Castilho e Lígia Prezia Lemos

DATA: 06 setembro 2018

Onde: Publicom, evento da INTERCOM

Realização: 41a INTERCOM

Local e Horário: Ginásio do Colégio Univille, em Joinville (SC), 17h 

ENTRADA FRANCA

 

 

Beto Falcão eleva emoção de Segundo Sol

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                     Novela tem cena com emoção típica de Último Capítulo

* Aurora Miranda Leão

         Segundo Sol é novela daquelas que Chegou, chegando. Tipo Celebridade, de Gilberto Braga, ou Jóia Rara, de Duca Rachid e Thelma Guedes. Desde a estreia, a novela nos evidenciou, com extrema vivacidade, a volta do melhor de João Emanuel Carneiro à narrativa teleaudiovisual.

      Quem acompanha novela, como esta redatora, ou quem conhece bem a dramaturgia de João Emanuel Carneiro, sabe: o autor se notabilizou por sua extrema competência em criar boas histórias. Mas tem mais do que isso: a capacidade singular do autor em criar ganchos, aquelas pausas ou interrupções que separam um capítulo de outro, suspendendo o suspense ou o desenrolar da cena num momento de muita emoção, para cativar o telespectador e fazer com que este retorne à telinha no horário combinado, dia seguinte.

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       Isso é uma característica primordial das telenovelas e esse aspecto não nos permite esquecer que foi assim que os romances-folhetins fizeram história no início do século XIX. A aceitação do público foi tamanha que os folhetins ganharam lugar cativo na imprensa, a partir da França, e se espalharam pelo mundo, sempre com extrema empatia popular. No Brasil, escritores famosos escreveram romances do gênero, especialmente para figurar nos rodapés das páginas dos jornais. E o êxito foi tanto que as vendas dos matutinos aumentaram e escritores chegaram a ser contratados para escrever especialmente para esse espaço dos jornais.

Autores como José de AlencarMachado de AssisManuel Antônio de AlmeidaLima Barreto e Joaquim Manuel de Macedo, por exemplo, criaram folhetins para publicação em jornais, os quais depois seriam editados em livros. O romance urbano A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é considerado o exemplo de folhetim mais popular da história do Brasil, tendo feito sucesso em época na qual a maioria da população do país ainda era analfabeta.

Bom, mas essas informações, a título de introdução, são só para evidenciar que os ganchos são um fenômeno secular, que sempre teve como premissa conquistar leitores, amealhar seguidores e conquistar audiência. E nessa seara, quando chegamos à teledramaturgia, temos em João Emanuel Carneiro – autor de Da cor do pecado, Cobras e lagartos, A Favorita, Avenida Brasil, A regra do jogo, e Segundo sol, seu representante mais notório.

João Emanuel Carneiro é, apropriadamente, conhecido como o Rei do Gancho. E o codinome é mais que merecido, não só porque ele cria ganchos ótimos mas pela quantidade e qualidade dos ganchos que cria a cada capítulo. E mais além: os ganchos do autor acontecem também entre um bloco e outro de sequências, a cada intervalo. Ou seja: não é só de um capítulo para o outro que o telespectador fica vidrado esperando que rumo tomará o conflito da vez, e sim a cada pausa de bloco para entrar nos “reclames do plim plim”, como diria o incansável Faustão.

Daí, vem a excelência de João Emanuel: uma capacidade espetacular e incomparável de criar ganchos sem fazer a história voltar pra trás, sem criar inverossimilhanças, sem quebrar a diegese (coerência interna da história) e, sobretudo, sem tripudiar com a fidelidade do telespectador. Daí porque, quem assiste às novelas de João, vira fã e fica cativo da obra do dramaturgo, como esta que vos escreve.

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Karola, Remmy e Beto na cena fatídica que vitimou Beto e o marido de Luzia…

Um exemplo inconteste do que dizemos é a novela Segundo Sol, atração atual das 21h na Rede Globo. O que o autor tem emocionado seu público com a pertinência, beleza, eficácia e prodígio de sua narrativa não é coisa para se menosprezar, muito menos ignorar. Segundo Sol vai terminar sua trama como a novela mais bem realizada dos últimos 5 anos, pelo menos, e, oxalá, vai até bater a emblemática Avenida Brasil em termos de construção narrativa (aqui somando-se excelência do roteiro, dos diálogos, das estratégias argumentativas, dos conflitos, dos capítulos-chave, da sinergia perfeita com as músicas, da direção, atores, figurinos, fotografia).

Ou seja: tudo em Segundo Sol concorre para seu êxito. E, obviamente que, de Avenida Brasil pra cá, o autor viveu novas situações, aprimorou suas leituras, ouviu diversas narrativas, contabilizou novas histórias, e lapidou ainda mais sua aptidão para a escrita teleaudiovisual, assim como novos recursos tecnológicos apareceram e foram incorporados pela produção da emissora líder, fatos que contribuem, de forma inconteste, para a riqueza do constructo audiovisual que conferimos diariamente no horário nobre.

Acerca de tudo isso, vimos falando desde o início da novela em nosso instagram (@auroradecinema). Quem nos acompanha, já sabe de nossa imensa admiração por João Emanuel e de nossa adesão a Segundo Sol. O que queremos mesmo ressaltar neste post é o quão magnífico foi o capítulo desta quarta, 29 de agosto, no qual o ápice foi o novo julgamento de Luzia Batista, vivida com maestria por Giovanna Antonelli.

Toda a situação que envolve esse novo julgamento – incluindo a coragem de Luzia e de Beto de se submeterem ao tribunal sabendo dos grandes riscos que correm -, o drama e a apreensão dos filhos e da família dos dois, a dúvida sobre o depoimento da única testemunha (um senhor pobre e doente), anteriormente comprada, as ameaças de Laureta e Karola, a revelação da falsa morte do grande popstar do Axé -, tudo isso reveste o capítulo de uma dose emocional extra, com potência de último capítulo. Acresça-se ainda o grande show Tributo a Beto Falcão, que acontece em paralelo no centro histórico de Salvador para reverenciar a memória do ídolo morto. E quem organiza é a diretora-mor do fã clube de Beto, a despachada Goretti (Thalita Carauta em atuação excelente), namorada do irmão caçula do músico, que até fez música ‘psicografada’ pelo espírito do compositor Falcão.

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 O epicentro da cena do julgamento de Luzia foi Beto Falcão: com um texto pujante, de acentuado cunho ético, moral, social e amoroso, a cena foi de arrepiar ! Não bastassem as lindas palavras ditas por Beto, revelando toda a farsa em que se viu enrolado – as dificuldades que passou, os dias de coma, a separação drástica de Luzia, o afastamento dos filhos que esta teve de passar, o rompimento inesperado do relacionamento dos dois -, Beto anunciou, com toda veemência, que poderia ser preso ou sofrer qualquer tipo de punição mas estava ali prestando seu depoimento para salvar Luzia pois “ela é inocente e eu faço tudo isso para livrar Luzia da cadeia, porque ela é inocente, ela nunca teve culpa nenhuma pela morte do marido”.

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Emílio Dantas em interpretação magistral como o apaixonado e sofrido Beto/Miguel…

E, em nenhum momento, Beto acusou a verdadeira vilã, sua ex-mulher (e encosto permanente) Karola, nem o irmão cafajeste Remmy, nem a cafetina Laureta. Com a postura mais serena do mundo, e falando como quem extrai as sílabas do coração, Beto assumiu todas as culpas, pediu perdão aos pais, a toda a família, aos filhos de Luzia, aos fãs e, sobretudo, ao filho Valentim. E reiterou, diversas vezes, que Luzia é inocente e que a ama, e ama desde sempre. Desde quando a conheceu na ilha de Boiporã.

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Giovanna Antonelli, Chay Suede, Luisa Arraes e Emílio Dantas na fictícia Boiporã…

No tribunal, assistindo a tudo calados e extremamente comovidos, os enteados Icaro e Manuela, o filho Valentim, a futura cunhada Cacau, Groa (o amigo islandês de Luzia), e as vilãs Laureta e Karola. Uma cena lindamente construída, emoção de alta magnitude, com capacidade para fazer rir e chorar de empatia, em volume máximo. Emílio Dantas em atuação estupenda ! Aliás, o ator atua com tamanha espontaneidade que já virou Beto Falcão, dentro e fora da narrativa. Porque a gente simplesmente esquece que ele é Emílio (tal sua transformação), e só o vê como Beto Falcão, o autor da famosa Axé Pelô. Aplausos de pé para o Ator !!!

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Emílio Dantas e Danilo Mesquita em bela parceria no horário nobre…

A cena era apenas mais uma,  fruto da vocação extraordinária de João Emanuel de escrever belos textos, situações comoventes e diálogos preciosos. Que são enriquecidos pela competência de Maria de Médicis e a equipe de diretores que ela coordena com eficácia, e integram o núcleo do não menos competente Dennis Carvalho. Mas acabou tornando-se A Cena !

lau post meu - Cópia

A fala de Laureta após ouvir Beto defendendo Luzia em discurso emocionante…

Portanto, assistimos todos a um capítulo com potencial para ser o grandioso Último Capítulo. Mas o autor sabe tanto que tem muito mais para oferecer a seu telespectador, que não hesita em fazer de cada capítulo de Segundo Sol uma página de ouro a figurar na literacia dramática da ficção seriada televisiva.

                 Nota DEZ com louvor ! 

                Viva, Segundo Sol ! E Parabéns a toda a equipe de atores, atrizes e profissionais notáveis que fazem desta a melhor telenovela dos últimos anos no horário nobre !

equipe SS

Emílio Dantas, Gio Antonnelli, Fabrício Boliveira, a diretora Maria de Médicis, Deborah Secco, Vladimir Brichta e Adriana Esteves na coletiva de lançamento da novela.

 

Empate de Cinema em Gramado !

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A noite de sábado, 25 de agosto, foi de festa de cinema e entrega de KIKITOS em Gramado. A 46a edição do festival de cinema mais conhecido do país consagrou os longas “Ferrugem” e “Benzinho“, coroando cada um dos filmes com 7 troféus. Já a coprodução paraguaia “As herdeiras” dominou a premiação na mostra de longas estrangeiros. 

Os discursos políticos por parte dos artistas premiados, com aplausos e vaias como resposta do público, permearam toda a festa. A defesa aguerrida do curta-metragem como formato a ser considerado no novo sistema de pontuação da Agência Nacional de Cinema (Ancine) também entrou na agenda de reivindicações dos cineastas.

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Na competição brasileira, Ferrugem ficou com o Kikito de melhor filme e mais dois troféus, de melhor roteiro, dividido pelo diretor Aly Muritiba e a corroteirista Jessica Candal, e de melhor desenho de som, para Alexandre Rogoski.

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Adriana Esteves e Karine Teles em cena de Benzinho

“Benzinho”, que está em cartaz no circuito comercial desde quinta, ficou com quatro estatuetas, incluindo os prêmios das votações da crítica e do júri popular. Do júri oficial, o título levou os troféus de melhor atriz, para Karine Teles, e de melhor atriz coadjuvante, para Adriana Esteves.

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Premiado como Melhor Ator, Osmar Prado pediu a volta do Estado de Direito no Brasil, o fim das conduções coercitivas e denunciou “a injusta prisão do presidente Lula”.

O restante da premiação artística ficou dividida entre “10 segundos para vencer” e “A voz do silêncio”, com dois Kikitos cada. Do primeiro, Osmar Prado, como Kid Jofre, pai e treinador de Éder Jofre, ganhou o prêmio de melhor ator, e Ricardo Gelli, como Tonico Zumbano, ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante. Do outro, André Ristum ficou com a estatueta de direção, e Gustavo Giani com o de montagem.

Simonal amealhou três prêmios, todos técnicos. Entre eles, o de melhor trilha sonora, para os irmãos Max de Castro e Simoninha, músicos e filhos de Wilson Simonal.

Única animação da competição brasileira de longas e o representante gaúcho da mostra, A cidade dos piratas recebeu uma menção honrosa do júri. Na justificativa da premiação, no entanto, um aviso: não foi por unanimidade.

O júri formado pelo exibidor Adhemar de Oliveira, pelo produtor Rodrigo Teixeira, pela atriz Zezé Polessa e pelos diretores Iberê Carvalho e Lina Chamie deixou de fora dois filmes. “Mormaço“, de Marina Meliande, e “O avental rosa”, de Jayme Monjardim.

*Com informações de ALESSANDRO GIANNINI
Leia mais: https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/ferrugem-benzinho-sao-os-grandes-vencedores-do-46-festival-de-gramado-23012343#ixzz5PJx0avdP 
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Filme estreia dia 30: vamos ao Cinema !

Festival de Gramado começa nesta sexta

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Será aberta amanhã a 46a edição do Festival de Cinema de Gramado !

As ruas da cidade gaúcha estão inteiramente decoradas com motivos do evento – incluindo as bicicletas que homenageiam filmes e os premiados desta edição. No Hotel Serra Azul, a estrutura de recepção aos convidados e imprensa, e as salas de debates e conferências ganharam módulos e praticáveis que segmentam os amplos salões, com a identidade visual do festival. 
Ao todo, entre 400 e 500 trabalhadores estão envolvidos diretamente na realização do evento, dividindo-se entre as equipes de produção geral, produção de palco, Gramado Film Market, bilheteria e Educavideo, além daquelas que dão suporte técnico para que tudo aconteça a contento, como o receptivo, segurança, limpeza, produção, transporte, brigadistas e o pessoal responsável pelos geradores.
Nesta edição 2018, o Festival de Cinema de Gramado conta com patrocínio de Snowland,  Stella Artois e Casa Aveiro By Dolores. Tem ainda apoio de Gramado Parks, Stemac Grupos Geradores, Lugano, Cristais de Gramado, Viviela London, G2 Net Sul e ENIT – Agência Nacional de Turismo da Itália. A agência oficial é a Vento Sul Turismo, e a empresa responsável pelo transporte, a Kia.

Abraccine lança livro sobre os 100 filmes essenciais da animação nacional

A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) vai lançar, dia 20, o livro Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais, que apresenta as principais obras do gênero no Brasil, cuja trajetória começou em 1917 com o curta-metragem “O Kaiser”, dirigido por Seth. O livro também oferece artigos históricos registrando os principais movimentos e personagens da centenária história da animação brasileira.

Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais é a terceira publicação da série “Melhores”, lançada pela entidade, que já compilou destaques entre os documentários e entre todos os filmes brasileiros da história. Além de repetir a parceria com o Canal Brasil e a editora Letramento, a obra contou com a parceria da ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação.

No lançamento, haverá debate entre cineastas e críticos sobre o panorama da animação brasileira. Os convidados para a mesa são Nara Normande, diretora do curta “Guaxuma”, que participa da competição em Gramado; Ivonete Pinto, autora de artigo sobre “Castelos de Vento” e professora da Universidade Federal de Pelotas; Daniel Feix, presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul; e Gabriel Carneiro, organizador de Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais e integrante do júri da imprensa no Festival de Gramado. A mediação será de Paulo Henrique Silva, presidente da Abraccine e também organizador do livro, que estará à venda na ocasião.

Depoimentos de diretores convidam para o Festival

As redes do 46º Festival de Cinema de Gramado já estão no clima do evento, com dezenas de depoimentos de cineastas, atores e atrizes, que estarão na serra gaúcha para o mais tradicional festival de cinema do Brasil, realizado de forma ininterrupta desde sua criação, em 1973. No Facebook, vídeos gravados por figuras importantes do cinema nacional mostram as expectativas de quem está contando os minutos para mostrar suas produções.

É o caso de Jayme Monjardim, que depois de ser aclamado com sua superprodução “Olga”, em 2004, que abriu o festival de cinema em sessão hors-concours, apresenta, em 2018, aquele que ele vem considerando seu primeiro filme autoral, “O Avental Rosa”: “Vai ser um momento mágico”, aposta. André Ristum, diretor de “A Voz do Silêncio”, quarto filme com o qual participa em Gramado, espera uma “noite incrível, com sala cheia” para a estreia nacional de seu longa: “Será a primeira sessão pública no Brasil!”, comemora.

Já a diretora de O Banquete, Daniela Thomas, escreveu depoimento sobre as razões por trás de seu filme – desde a concepção do roteiro, o desafio de filmar em planos-sequência de mais de uma hora de duração, até a trajetória da ideia, surgida há mais de 20 anos: “Um filme construído, de um lado, pelo meu fascínio por atores – com quem trabalho e convivo há quarenta anos – com o engajamento que eles podem trazer para um papel, e de outro, pela verossimilhança que persigo no meu cinema e que aqui centrou-se no diálogo”, declara.

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Palácio dos Festivais Abre Hoje

Nesta quinta, o Palácio dos Festivais abrirá suas portas para a avant-première do evento, quando o público pode conferir a produção dos jovens cineastas gramadenses. São obras produzidas dentro do escopo do Programa Municipal Escola de Cinema, o Educavídeo, que este ano acolhe 75 alunos de colégios públicos de Gramado, oferecendo capacitação em técnica audiovisual.

 

 

 

 

Eleições no Brasil: 25 anos de História

livro LENDA jul 2018 - Cópia

Será aberto amanhã em Curitiba o XI Congresso da Associação Brasileira de Ciência Política. 

Promovido pela Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), o congresso vai reunir na capital paranaense alguns dos mais importantes nomes de estudiosos de Ciência Política e áreas correlatas.

O Congresso da ABCP terá como cenário o campus da Reitoria da Universidade Federal do Paraná, de 31 de julho a 3 de agosto de 2018. O tema geral do Encontro é Democracia e representação: impasses contemporâneos.

Amanhã à noite, quando da solenidade de abertura do XI Congresso da ABCP, serão lançadas algumas publicações, dentre os quais destacamos o livro “25 anos de Eleições Presidenciais”, organizado por Felipe Borba e Argelina Cheibub Figueiredo. Cientistas sociais de fundamental relevância na área participam com artigos. Confira aqui o que o livro apresenta:

SUMÁRIO
PARTE I
TENDÊNCIAS E PADRÕES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

CAPÍTULO 1 – O PERSONALISMO (RACIONAL) E O PRESIDENCIALISMO NA POLÍTICA BRASILEIRA
Glaucio Ary Dillon Soares
Sonia Terron

CAPÍTULO 2 – DUVERGER NOS TRÓPICOS: COORDENAÇÃO E ESTABILIDADE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS PÓS-REDEMOCRATIZAÇÃO
Fernando Limongi
Fernando Guarnieri

CAPÍTULO 3 – VOTOS NULOS E EM BRANCO NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS
Jairo Nicolau

CAPÍTULO 4 – O VOTO DO ELEITOR POBRE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (1989-2014)
Argelina Figueiredo
Natalia Maciel
Sergio Simoni Jr.
Thiago Moreira

CAPÍTULO 5 – POR QUE DILMA DE NOVO? UMA ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO ESTUDO ELEITORAL BRASILEIRO DE 2014
Oswaldo E. do Amaral
Pedro Floriano Ribeiro

PARTE 2
OPINIÃO PÚBLICA, CAMPANHA ELEITORAL E VOTO

CAPÍTULO 6 – O VIÉS DA COBERTURA POLÍTICA DA IMPRENSA NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS DE 2002, 2006 E 2010
Pedro Santos Mundim

CAPÍTULO 7 – HORÁRIO GRATUITO DE PROPAGANDA ELEITORAL: ESTILO, ESTRATÉGIAS, ALCANCE E OS DESAFIOS PARA O FUTURO
Afonso Albuquerque
Camilla Tavares

CAPÍTULO 8 – FINANCIAMENTO POLÍTICO NA NOVA REPÚBLICA
Vitor Peixoto
Mauro Campos

CAPÍTULO 9 – RELAÇÃO ENTRE PROPAGANDA, DINHEIRO E AVALIAÇÃO DE GOVERNO NO DESEMPENHO DE CANDIDATOS EM ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS NO BRASIL
Felipe Borba
Emerson Urizzi Cervi

CAPÍTULO 10 – DEBATES ELEITORAIS NA TV COMO EVENTOS DE CAMPANHA…….225
Fábio Vasconcellos

CAPÍTULO 11 – VINTE E CINCO ANOS DE CAMPANHAS NO BRASIL: DE COLLOR A DILMA
Mara Telles
Joyce M Leão Martins
Teresinha Pires
Erica Anita

CAPÍTULO 12 – DISRUPÇÃO NOS MODELOS DE COMUNICAÇÃO ELEITORAL: DESAFIOS E TENDÊNCIAS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
Fábio Vasconcellos
Emerson Urizzi Cervi

*O lançamento é aberto ao público.

Mais informações: http://alacip.org/?p=15975

Zefa revela talento de Claudia Di Moura ao país !

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Atriz baiana está fazendo de sua personagem um dos trunfos de Segundo Sol  
   * Aurora Miranda Leão

      A narrativa de Segundo Sol foi tema do nosso post anterior. Hoje, voltamos à novela para destacar o trabalho da atriz Cláudia Di Moura.

              Assim como eu, você, leitor amigo do #blogauroradecinema, também deve ter conhecido a atriz somente agora, no horário nobre da telinha. Sim, porque até então Cláudia era atriz ‘restrita’ a Bahia, já que o teatro não promove a mesma visibilidade da televisão, num país de passagens com preços tão exorbitantes como é este Brasil.

       Daí que a presença de Cláudia Di Moura, além de ser mais uma constatação da relevância da produção teleaudiovisual como espaço potencial para evidenciar as centenas de artistas valorosos que vivem espalhados Brasil afora, reforça a ambiência nordestina definida pela obra de João Emanuel, Márcia Prattes, Maria Di Médicis e Dennis Carvalho. Outrossim, além de ser importante para a carpintaria profissional da atriz, a presença de Cláudia Di Moura é uma aquisição significativa também para o cenário artístico da Bahia e um trunfo para a instigante história ambientada em Salvador. 

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Cláudia Di Moura e o abraço do diretor Dennis Carvalho…

  O primeiro grande momento da personagem Zefa no enredo talvez tenha sido quando seu filho Roberval (interpretado com brilhantismo por Fabrício Boliveira) descobre que é filho bastardo do patrão de Zefa, o rico e corrupto empresário Severo Athayde (vivido por Odilon Wagner). 

          Como seria esperado, mesmo fora da ficção, o jovem negro revolta-se contra o pai, que nunca o assumiu, faz um escarcéu diante de toda a família e decide ir embora dali. Sentindo-se aviltado, diminuído e vilipendiado por todos os anos de invisibilidade, Roberval arruma suas coisas e chama a mãe para seguir junto com ele, abandonando o passado de humilhação e aviltamento. Mas a mãe não adere a Roberval, o que o deixa surpreso e furioso, e ele se aparta dela, diminuído, indignado, e diz que ela não é mais sua mãe. A cena é de uma orça impressionante, não só pela atuação dos atores mas por tudo que cerca a narrativa: o confronto mais pujante da sequência é debaixo de chuva, e colaboram para a tensão a trilha, o enquadramento da direção, a fotografia e os diálogos bem construídos.

Zefa

A emocionante cena em que Roberval e Zefa se apartam…

Roberval então passa a trabalhar na construção civil e numa das construções onde trabalha, conhece a poderosa Laureta. Os dois tem um caso e Roberval termina ganhando um bom dinheiro, vai morar no exterior, e fica ausente do país por quase 20 anos. Nesse tempo, a mãe tenta algum contato com ele, mas ele não dá o menor sinal de vida pra ela. No tempo que ficou fora do país, acabou tornando-se um rico empresário na África e volta ao Brasil disposto a reencontrar um grande amor. Por conta desse amor, que é Cacau (interpretada por Fabíula Nascimento), Roberval volta a falar com a mãe.

A trama é muito boa e não chama Segundo Sol à toa: quem acompanha a novela, sente que há, no subtexto da história pessoal de cada personagem, um motivo para que suas vidas se apresentem, em diversos momentos, como regidas por duas energias distintas, ou seja: há sempre uma curva nas voltas do caminho; uma espécie de espelho subjaz em cada conflito ou situação criada pelo desenrolar da história. Embora isso seja um traço bem pertinente ao histórico criativo de João Emanuel Carneiro, em Segundo Sol isso emerge com uma força exponencial, pois há uma série de fatores atuando em uníssono para assegurar o êxito da novela. Mas isso já é tema para outro comentário, mais extenso, que faremos noutra ocasião. Por enquanto, queremos apenas registrar que  Segundo Sol tem potencial para alcançar o mesmo êxito da notável Avenida Brasil.

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Odilon Wagner, Cláudia Di Moura e Fabrício Oliveira: muito pano pra manga na ótima trama de Segundo Sol

Vamos então agora destacar duas cenas emblemáticas de Segundo Sol, nas quais a atuação de Cláudia Di Moura foi decisiva:

Nas duas cenas, o conflito mãe e filho está em relevo: a primeira foi exibida em 19 de julho e foi mais ou menos assim:

O capítulo teve como ponto alto o estopim da condição profissional de Rosa ser contada a seus pais, de forma humilhante, por Laureta. Foi uma cena fortíssima, na qual a atuação dos atores foi um ponto qualificadamente determinante. Adriana Esteves, Letícia Colin, Roberto Bonfim e Kelzy Ecard ganharam falas para arrebentar, e não fizeram por menos. Outro ponto que merece comentário nosso em outro post.

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Letícia Colin e Roberto Bonfim numa contracena de intensidade e emoção…

E em meio à avalanche de emoções mobilizada por essa situação – vivida por Rosa diante dos pais -, a cena de Zefa para a qual chamamos a atenção aqui, passou quase despercebida. Procuramos uma imagem na web que pudesse ilustrar e não encontramos sequer menção à cena, uma das mais belas entre mãe e filho, até hoje, protagonizadas na teledramaturgia: 

Foi quando a força do Amor se fez soberana e sobrepujou até a condição sempre submissa da linda personagem vivida pela querida baiana Cláudia Di Moura: 

Questionada pelo filho porque insistia em ficar ao lado de Severo (corrupto juramentado), Zefa emocionada diz que ama o patrão e pede ao filho que respeite suas escolhas !

Foi o primeiro sinal da personagem na direção de mostrar-se intensa, mulher, feminina, sexuada e também capaz de altivez em meio a uma história de submissão, subtração, e sentimentos escondidos sob muito silêncio e sofrimento.

A construção verbo-visual da cena foi primorosa, e terminou com o espanto filial ante tamanha revelação, para encerrar mostrando uma Zefa triste e chorosa dentro de um ônibus.

Ali abriu-se uma fresta importante para o telespectador conhecer uma profusão de emoções que pulsam na alma da personagem, submersos à custa de sentimentos escondidos e guardados sob a tutela da submissão, do racismo, da condição secular de opressão às mulheres !

Gol de placa do autor, da direção e da competência notável da atriz !

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Aplausos de pé para Cláudia Di Moura !

A outra cena é uma em que Zefa, em atitude inédita, enfrenta o patrão e assume e uma postura cheia de eloquência e altivez. É EMPODERAMENTO que fala, né ?! E, neste caso, duplo: da personagem e da atriz !

Em providencial analogia, podemos dizer que se trata de uma escala geométrica:
na medida em que a potência do discurso narrativo se intensifica, a interpretação de Cláudia Di Moura vai-se revelando arrancada das entranhas !

O que mais pode querer um autor do que encontrar um intérprete que eleva a qualidade do seu texto ? E uma atriz, o que mais pode desejar da profissão que receber um texto que lhe permita colocar a alma em cena e transfigurar-se em outro ser ?

Cláudia Di Moura está criando acordes poéticos com as palavras de João Emanuel Carneiro e Márcia Prates, e baila nas cenas lindamente desenhadas por Maria di Médicis e Dennis Carvalho !

Quem ganha e agradece, penhorado, são seus fãs, nos quais me incluo, GRATA.

Aplausos de pé para Cláudia Di Moura e a emblemática cena do capitulo do dia 26 de julho na casa da família de Severo Athayde !

Cláudia

                                     Bem-vinda sois, Cláudia Di Moura !

SEGUNDO SOL: Trama reafirma excelência dramatúrgica de João Emanuel Carneiro

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Adriana Esteves (em cena com Narcival Rubens) faz a poderosa Laureta, ‘rainha da Armação’…

Sem mimimi nem quaquaquá, novela das 9 é exemplo que dignifica Teledramaturgia

                                                                                             *Aurora Miranda Leão

luisa

                                    Luísa Arraes e Giovanna Antonelli são filha e mãe

         Há muito, a telenovela Segundo Sol está merecendo de nós um rasgado elogio público.

            Desde sua estreia, a trama de João Emanuel Carneiro (dirigida por Maria Di Médicis e Dennis Carvalho) nos chama atenção pela excelência: seja do texto, do discurso, das imagens, da fotografia, ou das atuações. Tudo em Segundo Sol (SS) destaca-se pela qualidade. E temos ressaltado isso desde a estreia da novela do horário nobre em nosso instagram @auroradecinema.

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Roberto Bonfim e Kelzy Ecard engrandecem seus personagens !

            É de tal modo pujante a narrativa de Segundo Sol que já podemos afirmar: a novela é uma outra Avenida Brasil (AB), Melhor e com maior capilaridade. Nisso não há comparação de valor artístico das obras mas a constatação de que tudo o que era/é excelente em Avenida, nesta atual o é igualmente. Com a vantagem, para Segundo Sol, de novos progressos tecnológicos, muito mais chão na trilha literária do autor, novos recursos imagéticos, maior sintonia entre ficção e realidade; técnicos com competências ainda mais aguçadas (afinal, de lá pra cá, foram alguns anos apreendendo novos formatos para destacar o mais relevante de cada cena), e um telespectador muito mais exigente.

            Certo é que Segundo Sol é uma obra que impressiona pela qualidade de sua narrativa ! Chega a ser surpreendente a capacidade de João Emanuel Carneiro de lançar toda noite para a audiência um novo novelo para tecer – e que a gente pensa que levará alguns dias para o bordado ser concluído) -, até que, de repente, o novo desenho se apresenta e ele já oferece outro, de bandeja, para nós que acompanhamos a obra com afinco.

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Chay Sued e Adriana Esteves em atuações primorosas !

           Fico do lado de cá da poltrona a aplaudir essa ousadia notável do escritor, como quem se joga do alto do despenhadeiro, sem rede de proteção, e ainda diz: “pode olhar, que não vou morrer !” Ou seja: pode curtir, telespectador, que a trama não vai parar de surpreender ! Muito ao contrário: quanto mais situações novas o autor coloca, mais e mais surpresas ele oferece ao público, sem medo de estancar o motor !

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Nanda Costa e Letícia Colin vivendo mulheres poderosas !

          Isso nos leva a lembrar o acertado codinome de João Emanuel Carneiro: o autor é sim, sem nenhum favor, o Rei do Gancho ! E como é prazeroso acompanhar uma novela dele.

Aliás, depois que você assiste a uma novela de Joõa Emanuel Carneiro, com a atenção necessária (sem perder um capítulo), nunca mais você precisa perguntar se tal ou qual novela é boa. Porque as novelas de João Emanuel são paradigmáticas: todas as tramas dele são notáveis, o que vem num crescendo indubitável desde A Favorita.

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Boliveira e Fabíula Nascimento fazem um casal muito enrolado…

             Outrossim, em Segundo Sol, o texto primoroso de João Emanuel Carneiro (que tem Márcia Prattes como parceira na redação) ganha relevo com a atuação magnânima do elenco – com destaque para Adriana Esteves, Vladimir Brichta, Letícia Colin, Chay Sued, Deborah Secco, Luísa Arres, Fabrício Boliveira, Cláudia Di Moura, Fabíula Nascimento, Emílio Dantas, Nanda Costa, Roberto Bonfim– e a profícua parceria de Maria Di Médicis e Dennis Carvalho na direção. Tudo junto e misturado, ressaltamos que daí decorrem todos os demais acertos da obra, da escolha das músicas à fotografia notável (a Bahia nunca vista de forma tão linda na telinha), passando pelos figurinos adequados e culminando com o sotaque espetacular que ouvimos através dos que traduzem em áudio as palavras de João Emanuel e Márcia Prates.

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Fabrício Boliveira e Cláudia Di Moura em atuações magnânimas !

Aliás, é mister sublinhar a enorme repercussão da novela nas redes sociais, nas quais há diversos twittes e contas no Instagram dedicadas aos personagens de maior sintonia com o público. Nesse viés, ressaltamos a emblemática atuação de Letícia Colin – que é, ressalvando as diferenças de caráter e atitude, a Carminha desta novela (no sentido de empatia da personagem); Chay Sued e Vladimir Brichta, os grandes destaques masculinos (como em AB foram Murilo Benício e Juliano Cazarré); Giovanna Lancelotti (atuação tão exponencial quanto o foi a de Isis Valverde em AB), e Cláudia Di Moura, que se destaca pelo magnetismo de sua atuação – tal como em AB tivemos a estreante Cacau Protásio se sobressaindo, embora a personagem Zefa tenha como pilar uma densidade dramática que não havia em Zezé, a qual a atriz assume com a maior competência.

rosa

Letícia Colin e Chay Sued imprimem selo de Grandes Intérpretes a Rosa e Icaro.

   Um 10 GIGANTE para Segundo Sol, sobre a qual ainda pretendemos escrever vários outros artigos, pois motivos não faltam, e sobram percepções pelas quais a obra deve ser analisada. Além disso, evidências de que o enredo é forte candidato ao Emmy, e vários outros prêmios, desfilam na nossa telinha diariamente.

            O tema é palpitante demais. Retornaremos a Segundo Sol em breve.

Drica e Lê

Rosa e Laureta: protagonismo feminino traduzido em grandes personagens, vividas por duas atrizes soberbas !

Café Mediterrâneo: sabor e requinte no coração da Aldeota

#auroradecinemaindica

café Med

                                                                                   *Aurora Miranda Leão 

          Caía a tarde de quinta, cheirinho de sexta estendendo o tapete e uma vontade de celebrar as bendiciones de la vida. Afinal, mudar de idade deve servir, sobretudo, para festejar, brindar à vida e dizer Presente em alto e bom som !

           E sabe aquela conhecida história do poeta Drummond ? Pois é, no meio do caminho tinha… No meu, era um café ! E é dele que quero falar pra você, leitor amigo do #blogauroradecinema.

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              O café, tão apreciada iguaria do menu europeu, chegou com força lá pras bandas do sudeste já tem boas décadas. Mas aqui por Fortaleza, a novidade veio pegar mesmo de uns cinco anos pra cá. E quando falo de café, óbvio que estou passeando de mãos dadas com a metáfora porque melhor do que o café é a cafeteria e o naipe de prazeres que oferecem esses espaços.

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           Nos tempos da vovó, a família tinha horários para se reunir e o pretexto era o café. À mesa, bolo, iguarias refinadas, doces caseiros, tapioca, cuscuz, queijo de coalho e muita imaginação. Jogar conversa fora era um programa do qual não se abria mão.

           Nos tempos do agora, o gostinho do café vive ancorado nas lembranças daqueles alpendres fartos de aconchego e comida gostosa, e resiste ao tempo como antídoto para o estresse e a pressa que pensa ser “dona da vida”, como aquele famigerado Marquês de uma terra já perdida que Fagner canta tão lindo, empoderando a música de Sivuca e Paulinho Tapajós.

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       E tudo isso a propósito de um café supimpa que descobri aqui na capital cearense. Sim, a Fortaleza de sol, férias, amigos e boas opções de compra, também marca pontos quando se fala em comida e paladar.

       Nós, cearenses, somos tão conhecidos pelos bons dotes culinários que por aqui nas terras de Caminha e Alencar, podemos até dizer que “quem não gosta de baião, queijo coalho, paçoca e peixada é porque bom sujeito não é: é ruim da cachola ou doente do paladar”.

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Aqui pelo Ceará, aliás, também falamos umas coisas exóticas que provocam risos fartos por aí ! Quer ver ? Quem não acha engraçado falar em “coisa boa de rebolar fora !” E vai dizer que nunca teve vontade de rir ao ouvir um elogio desses: “Eita, coisinha boa da molesta !”

         Pois é, cearense tem dessas coisas sim ! E além das praias bonitas, da culinária saborosa, do falar engraçado, também temos pessoas que por aqui chegam e se apaixonam. Como aconteceu com o compositor paraense Carlos Barroso, que escreveu os versos que adoro cantarolar desde criança: “Eu só queria que você fosse um dia ver as praias bonitas do meu Ceará !”

       Quando esse dia chegar, não deixe de passear pela nossa aldeia Aldeota: aqui, a gente tá batendo na porta, não pra lhe aperriar, mas pra convidar você – turista ou cearense de qualquer nacionalidade -, pra recordar nosso “céu pleno de paz, sem chaminés ou fumaça”, debaixo do qual se abriga o Mediterrâneo, um self-service pra lá de arretado, onde tudo que se come, é da melhor qualidade !

Medit

              O Mediterrâneo oferece diariamente o melhor cardápio da capital nas horas em que a fome grita almoço. Pois há pouco mais de um mês, o espaço começou a funcionar como cafeteria.

           Tive o prazer de conhecer o novo ambiente do Mediterrâneo e fiquei encantada: o café tem como cartão de visita a simplicidade da elegância, o atendimento generoso, e o requinte do carta de iguarias !

      Passamos lá por acaso. Ia seguir adiante mas o trânsito colaborou para que optasse por um intervalo. Como estava quase do lado, resolvi entrar e conhecer o Café Mediterrâneo.

        E posso assegurar que foi um Anjo Bom que fez com que eu parasse ali pra reabastecer as energias naquele exato momento: pense num espaço adorável e numa comida que você paga com gosto. Pois este lugar existe e se chama Café Mediterrâneo !

          Eita, cafezin bom da molesta, Sôh !

      Pois se você está em Fortaleza, ou planeja uma vinda a estas paragens, programe aí uma parada no Mediterrâneo. O espaço funciona das 15h às 21h na rua Oswaldo Cruz, em pleno coração da Aldeota,  com as opções mais finas e saborosas da gastronomia !

buffet

P.S.: Indicamos também uma visita ao Mediterrâneo na hora do almoço: o espaço oferece pratos deliciosos de peixe e camarão, oferta diária de comida japonesa, sobremesas incríveis, e ainda um eclético e saudável buffet de saladas com direito a chia, quinoa, linhaça, orégano e castanhas !

Inscrição de Videoclipes

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O Music Video Festival (m-v-f-) anuncia a abertura das inscrições do m-v-f- awards 2018, segmento competitivo do festival que premia os melhores videoclipes produzidos no último ano. Artistas, diretores e produtoras de todo o mundo podem inscrever quantos videoclipes quiserem através do  www.musicvideofestival.com.br  até 31 de julho.
 

Assim como na última edição, além das tradicionais categorias de Melhor Direção em Videoclipe Nacional e Melhor Direção em Videoclipe Internacional – Escolhas do Júri e do Público, o m-v-f- awards também premia, segundo escolha do júri, um Videoclipe Revelação Nacional e um Videoclipe Revelação Internacional, que reconhece novos talentos de direção. Também serão premiados o Melhor Videoclipe de Inovação, destinado aos que estão inovando na linguagem do videoclipe e levando esta arte para novas direções (através de formatos inovadores de produção e distribuição, ou técnicas tais como interatividade, 360º, e realidade virtual, entre outras). Nessa última categoria, concorrem trabalhos nacionais e internacionais para um único prêmio.
 

Um time de curadores e colaboradores do m-v-f- selecionará 15 finalistas nacionais e 15 internacionais, refletindo a qualidade de produção de videoclipes no Brasil e no mundo. Os finalistas serão divulgados no site do festival em data a ser confirmada, seguido da abertura das votações para o público.

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Os vencedores serão conhecidos em cerimônia de premiação aberta ao público em data e local a serem informados.
 

Sobre o Music Video Festival: O m-v-f- é um festival multilinguagens internacional que trata o videoclipe em seu formato de arte audiovisual. Sua programação abrange exposições/instalações sobre o tema, mostras com o que existe de mais interessante na produção mundial de videoclipes, conteúdos audiovisuais inéditos, debates com convidados nacionais e internacionais, premiação e incentivo a novos talentos. Sempre com olhar apurado para a estética audiovisual, em suas cinco edições, o festival já reuniu mais de 35 mil pessoas, premiou 23 videoclipes, recebeu mais de 50 profissionais nacionais e internacionais da área e produziu cinco videoclipes profissionais com novos talentos na direção. O m-v-f- é uma realização da Cinnamon Comunicação.

Outubro de animação em Pernambuco

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Abertas até 12 de julho as inscrições para a mostra competitiva de curtas-metragens da 9ª edição do Animage – Festival Internacional de Animação de Pernambuco, que devem ser feitas pelo www.animagefestival.com

A mostra competitiva premia os melhores filmes selecionados nas categorias Melhor Curta-Metragem – Grande Prêmio Animage, “Melhor Curta Infantil”, “Melhor Curta Brasileiro” e “Prêmio do Público”, além de melhor Direção, Roteiro, Direção de Arte, Técnica e Som. A seleção recebe filmes nacionais e internacionais realizados a partir de 2017, que contemplem técnicas de animação e com duração máxima de 30 minutos.

O Brasil vive um momento importante para a animação brasileira, que acaba de completar 100 anos, e será o país homenageado no Festival de Annecy (França), considerado o maior evento de cinema de animação do mundo. Há nove edições, o Animage colabora na fomentação da animação nacional e internacional, e na formação de público.

Ano passado, o Animage cresceu e levou Mostras Especiais para as cidades de Camaragibe, Arcoverde e Triunfo. Em março, o Animage marcou presença em Portugal, levando uma Mostra Pernambucana para a Monstra – Festival Internacional de Animação de Lisboa, um dos mais tradicionais da Europa.

Em 2018, o Animage será realizado de 12 a 21 de outubro, com programação variada, gratuita ou a preços populares, que exibe uma ampla seleção de curtas e longas, a maioria inéditos e convida nomes importantes do cinema de animação. Além da Mostra Competitiva, oferece sessões e mostras especiais, longas-metragens, oficinas, debates, masterclass, capacitação e promove iniciativas sociais e ambientais.