Karim Ainouz e Fernanda Montenegro abrem Cine Ceará amanhã

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O 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema será aberto amanhã em Fortaleza com a exibição do novo filme do cearense Karim Ainouz, A vida invisível de Eunice Gusmão, indicado ontem para concorrer ao Oscar.

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Na sessão solene de abertura, estarão Karim Ainouz e Fernanda Montenegro, além de grande parte da equipe do filme vencedor de Cannes este ano.

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Dramaturgia em aula gratuita

Quais são as ferramentas para construir a dramaturgia do documentário versus ficção” é o tema da masterclass a ser conduzida pelo premiado montador cubano-canadense Ricardo Acosta durante a edição deste ano do Festival de Cinema do Ceará. A atividade acontecerá dia 5 de setembro, às 14 horas, no Porto Iracema das Artes, como parte da programação do 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. O acesso é gratuito, por ordem de chegada.

ACOSTA

O cineasta Ricardo Acosta integra o júri da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem. Na masterclass, ele discutirá temas relacionados aos desafios criativos, os caminhos para a construção das narrativas na montagem, e a responsabilidade ética com o sujeito e os personagens do filme.

Editor-chefe, consultor de roteiro, e consultor criativo, Acosta trabalha há mais de 25 anos na indústria cinematográfica. Residindo no Canadá desde 1993, já recebeu o Emmy e os prêmios Genie e Gemini da Academia Canadense de Cinema e TV.

Ricardo foi montador do documentário espanhol “O Silêncio dos Outros” (dir. Almudena Carracedo e Robert Bahar, 2018), com produção de Pedro Almodóvar e Agústin Almodóvar, ganhador do Prêmio da Paz e Prêmio do Público, da mostra Panorama, no Festival de Berlim, entre outros prêmios. Do filme “Sembene!” (dir. Jason Silverman e Samba Gadjigo, 2015) que estreou no Festival Sundance e foi nominado para a Câmera de Ouro, no Festival de Cannes. Além de “Marmato” (dir. Mark Grieco, 2014), que também estreou no Festival Sundance, e venceu o prêmio de melhor montagem de documentário da Associação de Editores Cinematográficos Canadenses (CSA).

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Fernanda Montenegro faz participação especial no novo longa de Karim Ainouz e estará novamente na telona quando na próxima edição do Oscar !

O Cine Ceará prosssegue até 6 de setembro em Fortaleza. É uma realização da Secretaria Especial da Cultura – Governo Federal, Associação Cultural Cine Ceará e Bucanero Filmes com apoio do Governo do Estado do Ceará por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC), Secretaria Estadual da Cultura, e da Prefeitura de Fortaleza através da Secultfor. Conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, através da SP Combustíveis, M. Dias Branco, Cagece, Banco do Nordeste, Café Santa Clara, Nacional Gás, Cegás, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Agência Nacional de Cinema (ANCINE). A promoção é da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira. Agradecimentos: Enel.

SERVIÇO

Masterclass Quais são as ferramentas para construir a dramaturgia do documentário versus ficção – Com Ricardo Acosta, dia 5 de setembro, às 14 horas, no Porto Iracema das Artes (R. Dragão do Mar, 160 – Praia de Iracema). Gratuito. Acesso por ordem de chegada.

Mais Informações: (85) 3219-5865 (Porto Iracema das Artes). Mais informações: www.cineceara.com Email: contatos@cineceara.com. Tels: (85)3055-3465 e 99134-1101. Instagram: @cineceara. Facebook: FestivalCineCeara.

Novelas são tema de debate hoje com Valmir Moratelli na Livraria da Travessa

Avenida Brasil - Novela

“O que as Telenovelas Exibem enquanto o Mundo se Transforma” é o livro do jornalista Valmir Moratelli que será debatido hoje na Livraria da Travessa de Botafogo, logo mais, às 19h. O lançamento é da editora Autografia e haverá sessão de autógrafos.

Um importante diferencial do livro de Moratelli é que ele é fruto de uma intensa pesquisa de mestrado do autor, que acabou realizando um percurso que perfaz 20 anos de análise da Teledramaturgia Brasileira, com isso sagrando-se como escritor do primeiro livro-referência sobre o tema assinado por um carioca.

Valmir Moratelli traça um perfil instigante que envolve a construção das narrativas de teleficção com as trajetórias do cotidiano político brasileiro, evidenciando que analisar umas sem olhar as outras é um caminho incompleto e ineficaz.

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Camila Pitanga e Domingos Montagner em cena da novela Velho Chico (2016).

Em sua extensa pesquisa, realizada na PUC-Rio com orientação da profa Dra Tatiana Siciliano, Valmir Moratelli discute aspectos de gestões políticas e o quanto e como isso impactou na eleição de temáticas para as novelas da TV Globo. São abordados os períodos de Fernando Henrique Cardoso [1999-2002, segundo mandato]; Luiz Inácio Lula da Silva (2003-10]; Dilma Roussef [2011-16] e Michel Temer [2016-18].

“O objetivo deste livro é mostrar que a telenovela brasileira se diferencia das de outros países porque é totalmente relacionada com o que acontece de impacto em nossa sociedade. A novela é um retrato muito fiel do nosso tempo. Talvez seja o produto que melhor fale o que nós somos”, afirma Moratelli.

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“Foram dois anos de pesquisa para o meu mestrado que acabaram produzindo este material, que analisa assuntos considerados tabus da teledramaturgia, como empoderamento da mulher, inclusão do negro na sociedade como protagonista e diversidade sexual, nos últimos 20 anos. O que percebemos é que os temas das novelas da Rede Globo variam dentro da mudança de cada governo”, observa o autor.

“Na era FHC, com o início da estabilização financeira, as histórias tinham parte da trama fora do Brasil, e isso seguiu até ‘I love Paraisópolis’” (2015)”, salienta. “Com a gestão Lula, temos as transformações sociais. ‘Cheias de charme’ (2012) é um marco, porque colocou como protagonistas três empregadas domésticas. Depois, vêm Dilma e Temer, e a gente tem o aprofundamento da divisão social e as questões éticas acaloradas. Um bom exemplo é ‘Pega pega'”. (2017), conta Valmir.

“Se a gente tira do contexto o que está vivendo, deixa de entender aquilo que está indo ao ar”, finaliza Valmir Moratelli.

debate

O debate desta noite será na Livraria da Travessa, em Botafogo. A atriz Glamour Garcia, a Britney de A Dona do Pedaço, participará do encontro, que terá mediação de Tatiana Siciliano, professora da PUC-Rio, e a presença de Rosane Swartman, co-autora da novela das 19h, Bom Sucesso.

SERVIÇO

Sessão de autógrafos e debate sobre o livro

“O que as Telenovelas Exibem enquanto o Mundo se Transforma”

QUANDO: Hoje, terça, ENTRADA FRANCA

Horário: 19h

ONDE: Livraria da Travessa, em Botafogo (Rio).

AUTOR: VALMIR MORATELLI

Presença de Rosane Swartman (Bom Sucesso)

Tatiana Siciliano (PUC-RJ)

Glamour Garcia (A Dona do Pedaço)

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A atriz Glamour Garcia (em cena de A Dona do Pedaço com Juliana Paes) é presença confirmada esta noite na Livraria da Travessa.

Christina Musse lança novo livro com reflexão sobre Comunicação

Livro Musse

Comunicação e Universidade – reflexões críticas é o livro que acaba de ser lançado em Juiz de Fora com organização da jornalista, pesquisadora e Profa. Doutora Christina Musse.

Christina Musse tem uma bagagem invejável e tem inúmeros livros publicados, como autora ou organizadora, e ainda integra coletâneas e atua intensamente na seara acadêmica, seja participando de eventos da área da Comunicação, organizando seminários e simpósios em Universidades, além de orientar estudantes de Mestrado e Doutorado na UFJF.

O livro “Comunicação e Universidade: reflexões críticas” traz o selo da editora Appris e foi lançado no último dia 15 de agosto no Centro de Conservação da Memória (CECOM) da Universidade Federal de Juiz de Fora. Segundo Christina Musse, “é um livro escrito por muitas mãos, e, mais do que nunca, necessário para a reflexão da importância da Universidade na constituição de um país livre e democrático.”

“Comunicação e Universidade: reflexões críticas” começa traçando um histórico da universidade pública no Brasil e os desafios de se realizar uma comunicação nas instituições, objetivando criar uma imagem positiva da instituição para o maior público possível. Esta análise é feita por meio de artigos e texto de pesquisadores da área.

A segunda parte do livro apresenta um histórico da formação e a criação de uma secretaria responsável pela Comunicação da UFJF, e também reúne relatos dos profissionais da área da Comunicação que trabalham ou já trabalharam na Diretoria de Imagem Institucional, sobre os trabalhos realizados e suas experiências bem sucedidas.

“Falar sobre universidade é algo extremamente necessário. A ideia do livro foi de fazer uma reflexão sobre o porquê de a Comunicação ser importante para sedimentar junto aos vários públicos uma imagem positiva e de pertencimento da comunidade em relação à universidade. O livro traz colaboração de pesquisadores que tem textos muito bons para essa reflexão.Também têm um pouco de história e o processo comunicacional da nossa Universidade”, afirma a professora Christina Musse.

O LIVRO

“Comunicação e Universidade: reflexões críticas” inova ao reunir o pensamento teórico de atuantes pesquisadores do campo, como José Marques de Melo, Carlos Chaparro e Margarida Kunsch.

A organizadora Christina Musse destaca a participação do saudoso acadêmico José Marques de Melo, um dos mais respeitados nomes da Comunicação e cita trecho dele: “A universidade assumiu,durante muito tempo,o perfil de gueto intelectual isolada do mundo a que pertencia[…] Felizmente, o panorama hoje é completamente distinto. As nossas universidades estão convencidas de que a sua subsistência institucional depende de recursos externos.” 

A obra traz também a contribuição crítica dos professores Eduardo Magrone e Antônio Hohlfeldt, como também a experiência prática, resultado do trabalho de planejamento e gestão de ações de comunicação, realizado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais.

A primeira parte, “Pensar a Comunicação e a Universidade”, apresenta importantes referenciais teóricos para o entendimento crítico da Comunicação na Universidade. Os artigos de Ângelo Ésther, Eugênia Barichello, Márcio Simeone Henriques, Wilson Bueno e Boanerges Lopes incorporam novas reflexões sobre a instituição no ambiente complexo da contemporaneidade.

A segunda parte, “Retratos da Comunicação na UFJF”, é composta por relatos e estudos de caso, que expõem de forma crítica os processos de criação e utilização de produtos e serviços desenvolvidos pelo Setor de Comunicação da UFJF. Três autores contextualizam a Universidade em abordagens de cunho historiográfico: Lola Yazbeck, Guilherme Fernandes e a própria Christina Musse, cujos textos mostram como a comunicação consolida-se como estratégia de gestão.

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Christina Musse tem atividade intensa na Comunicação.

Um pouco mais sobre Christina Musse

Christina Musse possui mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001) e doutorado também em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). É professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Juiz de Fora.

É Professora visitante da Universidade de Paris VIII, Saint-Denis, na França, onde ministrou aulas, participou de Seminários e atuou juntos aos professores Anne-Marie Autissier e Alain Sinou, do Instituto de Estudos Europeus, em março de 2015. Vice-coordenadora da GT de Estudos do Jornalismo da Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação – Alaic, desde 2018.

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MUSSE é autora dos livros: “Imprensa, cultura e imaginário urbano: exercício de memória sobre os anos 60/70 em Juiz de Fora” (2007); “Memórias possíveis: personagens da televisão em Juiz de Fora” (com a colaboração de Cristiano José Rodrigues) (2011) e “Os cinemas de rua de Juiz de Fora: memórias do Cine São Luiz” ( com a colaboração de Gilberto Faúla Avelar Neto e Rosali Maria Nunes Henriques).

É co-autora do livro “Memórias do cineclubismo: a trajetória do CEC – Centro de Estudos Cinematográficos de Juiz de Fora” (de autoria de Haydêe Sant’Ana Arantes) (2014). Foi editora-chefe da revista “A3” de Jornalismo Científico e Cultural (2011/2014). Atualmente, é membro do Conselho Editorial desta publicação, como também integra o Conselho Editorial da “Revista Brasileira de História da Mídia”.

É líder do grupo de pesquisa COMUNICAÇÃO,CIDADE, MEMÓRIA/CNPq (COMCIME) do PPGCOM/UFJF. Participa da Rede de Pesquisa Jornalismo, Imaginário e Memória (JIM), junto com os Grupos de Pesquisa JORXXI, da Universidade Tuiuti, do Paraná, e Tecnologias do Imaginário, da PUCRS. do Rio Grande do Sul.

Foi coordenadora do GP de Telejornalismo da INTERCOM. É ex-coordenadora e participa do GP de História da Mídia Audiovisual e Visual da Rede Alcar – Associação Brasileira dos Pesquisadores em História da Mídia. Faz parte da Rede Telejor, de Pesquisadores em Telejornalismo, dentro da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPjor).

É coordenadora dos projetos de pesquisa: “Cidade e memória: a configuração do espaço urbano pelas narrativas audiovisuais”; “Ruínas do passado: a imprensa, a memória e os depoimentos da CMV-JF” e do projeto “Ruínas narrativas: a construção midiática dos imaginários sobre a ditadura militar em Minas Gerais”. Coordenou os projetos de pesquisa “Memórias da imprensa de Juiz de Fora”; e “Memórias Possíveis”, este último, desenvolvido pelo grupo de pesquisa do qual é líder, em parceria com o Museu de Arte Murilo Mendes da UFJF.

Cinema Musse

Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Videodifusão, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação, globalização, cultura, memória, cidade, identidade e televisão. Foi apresentadora do programa semanal “Panorama Entrevista”, veiculado pela TV Panorama, hoje, TV Integração, emissora afiliada à Rede Globo de Televisão, de novembro de 2005 a dezembro de 2009. Na emissora, foi responsável pelo projeto “Curso de Treinamento Básico em Telejornalismo”, que capacitou dezenas de estudantes da UFJF, nas áreas de produção, reportagem, edição e apresentação de TV. Foi produtora e repórter de televisão de 1981 a 1994, na antiga TV Globo de Juiz de Fora.

 

 

BACURAU vence mais um festival

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O filme pernambucano do Brasil, Bacurau, dos cineastas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, acaba de conquistar mais três prêmios: desta vez na 23a edição do  Festival de Cine de Lima, no Peru.
Os prêmios são: Melhor Filme, Melhor Direção e Prêmio da Crítica Internacional. Com estreia marcada no Brasil para o próximo dia 29, Bacurau já tem na bagagem o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e o prêmio de Melhor Filme na principal mostra do Festival de Cinema de Munique.
As pré-estreias comerciais do filme começaram poucas horas depois da sessão de sexta em Gramado, a primeira exibição pública de Bacurau no Brasil. No Palácio dos Festivais, na serra gaúcha, a exibição foi como filme de abertura (fora de competição) do 47° Festival de Gramado, o mais popular do país. Os diretores, a atriz Sonia Braga e parte da equipe técnica e elenco apresentaram o filme, aplaudido em cena aberta. No sábado, a coletiva de imprensa no Hotel Serra Azul teve super lotação.
Bacurau é a segunda coprodução entre a CinemaScopio do Recife (“O Som ao Redor”, “Aquarius”) e a SBS em Paris (“Synonymes”, de Navad Lapid, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Elle”, de Paul Verhoeven, “Mapas Para as Estrelas”, de David Cronenberg). O filme de Kleber e Dornelles é também uma coprodução com Globo Filmes, Simio Filmes, Arte France Cinema, Telecine e Canal Brasil.
Produzido por Emilie Lesclaux, Said Ben Said e Michel Merkt, tem patrocínio da Petrobras, Fundo Setorial do Audiovisual, Funcultura (Governo de Pernambuco) e do CNC (Centre National de la Cinematographie, France).
ELENCO
Sonia Braga : Domingas
Udo Kier : Michael
Teresa: Bárbara Colen
Pacote: Thomás Aquino
Lunga: Silvero Pereira
Plinio: Wilson Rabelo
Damiano: Carlos Francisco
Forasteira: Karine Teles
Forasteiro: Antonio Saboia
Erivaldo: Rubens Santos
Isa: Luciana Souza
Madalena: Eduarda Samara
Carmelita: Lia de Itamaracá
Terry: Jonny Mars
Kate: Alli Willow
Jake: James Turpin
Julia: Julia Marie Peterson
Bob: Charles Hodges
Willy: Chris Doubek
Joshua: Brian Townes
Carranca: Rodger Rogério
DJ Urso: Jr. Black
Madame: Zoraide Coleto
Sandra: Jamila Facury
Deisy: Ingrid Trigueiro
Robson : Edilson Silva
Tony Jr: Thardelly Lima
Claudio: Buda Lira
Nelinha: Fabiola Liper
Flavio: Marcio Fecher
Maciel: Val Junior
Raolino: Uirá dos Reis
Bidé: Valmir do Coco
Luciene: Suzy Lopes
Angela: Clebia Sousa
Darlene: Danny Barbosa
FICHA TÉCNICA
Roteiro e Direção: Kleber Mendonça Filho & Juliano Dornelles
Produção: Emilie Lesclaux, Saïd Ben Saïd et Michel Merkt
Produtora Executiva: Dora Amorim
Produtor Associado: Carlos Diegues
Diretor de Fotografia: Pedro Sotero
Diretor de Arte: Thales Junqueira
Figurino: Rita Azevedo
Montagem: Eduardo Serrano
Som : Nicolas Hallet
Design de som e montagem de som : Ricardo Cutz
Mixagem: Cyril Holtz e Ricardo Cutz
Casting: Marcelo Caetano
1° assistente de direção : Daniel Lentini
Direção de Produção: Cristina Alves & Dedete Parente
Música Original: Mateus Alves e Tomaz Alves Souza
Caracterização e Efeitos: Tayce Vale

Telenovelas ganham visão aprofundada de Valmir Moratelli

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“O que as novelas exibem enquanto o mundo se transforma”. Este é o título do livro que o jornalista, cineasta e doutorando em Comunicação pela PUC-RJ, Valmir Moratelli, lança daqui a pouco na concorrida Feira Literária de Paraty.

A obra de Moratelli traduz um mergulho profundo no universo da teledramaturgia, e apresenta um viés inédito sobre a mais importante produção brasileira da indústria cultural: o autor selecionou duas décadas de realização teledramatúrgica, voltando sua apreciação para as temáticas políticas evidenciadas nas telenovelas. Isso não só é um viés nunca antes abordado como é hercúleo, ousado, relevante e muito corajoso. Ademais, sendo um redator de mão cheia e um criador original de narrativas, a visão de Moratelli é precisa e de leitura instigante, logo seu livro é, além de muito bem-vindo, necessário.

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“O que as novelas exibem enquanto o mundo se transforma” é o terceiro livro do escritor, que lançou anteriormente Eu Rio, Tu Urcas, Ele Sepetiba, e Diálogos para Santos Cegos, um delicioso apanhado de contos divertidos e com uma visão perspicaz desta modernidade líquida emprenhada de fakes news, falsos mitos que se desfazem no ar em velocidade galopante e ridículas celebridades de fachada.

Outrossim, para apimentar o gostinho de conhecer o novo livro de Moratelli, ele mesmo conta: “As mudanças temáticas mais bruscas acontecem quando há ações de governo que transformam a percepção de vida da população”.

O livro de Valmir Moratelli mostra que, no período de 1998 a 2018, a TV brasileira experimentou avanços nunca antes vistos. Para tanto, há os exemplos das obras de João Emanuel CarneiroCobras e Lagartos, Avenida Brasil e A Regra do Jogo, que corroboram essas transformações sociais e políticas. Esse período abrange o segundo mandato de FHC (1999-2002), os dois de Lula (2003-2010), os de Dilma (2011-2016), além de Temer (2016-2018).

Nesta tarde, a partir das 16h, na Casa Autografia da FLIP, no Centro Histórico de Paraty, Valmir vai participar de debate cujo tema é Procuram-se novos protagonistas de novela: A ficção na TV, ao lado da atriz Dandara Mariana e da jornalista Ana Paula Gonçalves. A mediação fica por conta do emérito pesquisador, Mauro Alencar.

A seguir, reproduzimos entrevista do autor feita pela jornalista Luciana Marques, do site ArteBlitz (www.arteblitz.com):

Nessa sua imersão na teledramaturgia da Globo nesses últimos 20 anos, o que mais surpreendeu você nesse paralelo com a política? É impressionante perceber como a ficção televisiva – seja ela série, minissérie ou telenovela – mantém mãos dadas com os acontecimentos sociais e políticos. Essa era a hipótese da minha pesquisa, eu desconfiava que havia algo ali subentendido, daí fui pesquisar. Fiz um levantamento de todas as produções da TV Globo num recorte de 20 anos, traçando sua temática principal, para depois detectar onde começa a ter mudanças. E o que percebi é que as mudanças temáticas mais bruscas acontecem quando há ações de governo que transformam a percepção de vida da população. Um exemplo: desde 2015, quando o país entrou em recessão, nenhuma novela teve cena gravada no exterior. Por quê? Além de ter ficado caro demais gravar lá fora, o público deixou de planejar viagens em dólar. Novela acompanha hábitos e dita tendências.

Quais as novelas que trouxeram as principais transformações na sociedade desde a redemocratização? Como pesquisei as produções a partir de 1998, não me arriscaria a prolongar a análise até a redemocratização. Mas no período entre 1998 e 2018, cito as tramas de João Emanuel Carneiro como exemplos interessantes para se perceber as transformações que vivemos. Cobras & Lagartos foi ao ar em 2006, e falava de consumo. Vivíamos no país uma pujante fase econômica. O núcleo central se passava dentro de um shopping de luxo que imitava a Daslu. Depois, Avenida Brasil, em 2013, retratou a ascensão da classe C. João colocou o núcleo pobre como sendo o central e o rico como coadjuvante cômico da história. E o que vivíamos nas ruas? O protagonismo da classe popular, que agora tinha condições de frequentar aeroportos e comprar bens duráveis. Em A Regra do Jogo, de 2015, o que mais se falava era da pacificação dos morros e o poder paralelo de ex-policiais. João levou sua novela para o morro da Macaca dominado por facções de milícias. A meu ver, ele só errou com Segundo Sol, de 2018, que se passou na Bahia. Era uma chance e tanto de fazer uma novela histórica, com elenco majoritariamente negro.

E o que você destacaria da sua pesquisa em temas como mulher, racismo e homossexuais? O avanço foi grande ou ainda falta mostrar mais famílias de negros nas tramas, família de gays ou lésbicas criando seus filhos? Todos esses tabus só estarão superados quando não precisarmos mais falar deles como uma exceção. Mas vamos pegar o exemplo da diversidade sexual. Em 1995 teve uma novela, A Próxima Vítima, que trouxe um casal gay, Jeferson e Sandrinho. Os atores chegaram a apanhar nas ruas, porque não se aceitava aquele tipo de comportamento. Hoje tem casal gay em Malhação, na novela das 6, na das 7… Em 2016, por exemplo, Ricardo Pereira e Caio Blat protagonizaram cena de sexo em Liberdade Liberdade, e as redes sociais repercutiram muito isso. Assim como foi comemorado o beijo do Félix em Amor à Vida. Acredito que avançamos muito na temática da diversidade sexual. Algo que não vi ocorrer com tanta força em relação aos negros, visto que somos o país com a maior população negra fora da África. Nossa TV ainda não mostra isso. Em alguns casos, a julgar por certas produções, parece que somos um país escandinavo.

Esse protagonismo de mulheres em tramas, como a gente vê atualmente na novela das 9 com a figura da Maria da Paz, é algo que foi se construindo aos poucos? Não, a mulher sempre foi foco de interesse da telenovela no Brasil e no mundo, até por ser, historicamente, seu público-alvo. O que tem mudado é a forma como ela é tratada. Tivemos um ou outro respiro ao longo do tempo, como Malu Mulher em 1979, que tratava de agressão doméstica, alcoolismo, dupla jornada… Mas essas temáticas não condiziam com a época. A atualidade exige que se repense o papel da mocinha que só tinha final feliz nos braços do galã, tendo gêmeos ou subindo ao altar no último capítulo. A mocinha pode ser feliz sozinha, conquistando seu emprego dos sonhos ou fazendo uma viagem incrível. Pode ser até uma mecânica, como foi em Fina Estampa. A mulher moderna exige outras representações, como ser mãe solteira ou nem ser mãe. E isso tem a ver com conquistas que estão acontecendo hoje. Neste sentido, “A Dona do pedaço” mostra uma mulher independente, dona do próprio negócio. Vamos ver se ela não vai cair no padrão de felicidade do último capítulo (risos).

Na primeira parte do livro, você define como “Quarteto Mágico” um grupo de autores fundamentais para a telenovela moderna. Quem foram eles? Janete Clair, Dias Gomes, Jorge de Andrade e Lauro César Muniz. Os quatro, trazidos por Boni para a Globo, fundaram o que hoje se entende como “novela brasileira”. Trouxeram suas experiências com rádio, literatura e teatro, além de seus pensamentos de esquerda para construírem conflitos humanos críveis ao brasileiro. Tanto que são eles referências para todos os autores da atualidade que entrevistei. São atemporais, suas obras ainda dialogam com nosso tempo.

Já é possível prever como as novelas vão reagir ao atual momento da política brasileira? A pauta conservadora vai influenciar as tramas? Ainda é cedo para análise desse tipo, mas vai ser interessante daqui a um tempo analisar como a ficção na TV se comportou diante das discussões políticas que começam a dominar o cenário político. O atual governo se mostra contrário a discussões ambientais, à criminalização da homofobia, diz que racismo é algo “raro no Brasil”, quer acesso facilitado às armas… Ou seja, é um outro tipo de pauta que, desde janeiro, domina as ruas.

Qual é a sua novela inesquecível? Que difícil! Do período analisado no livro, Avenida Brasil é fortíssima, pelo que já falei há pouco. Antes disso, O Rei do Gado, do Benedito Ruy Barbosa, por ter trazido a “indigesta” questão da reforma agrária para o horário do jantar da elite brasileira. Coisas que só a novela é capaz de fazer.

Cearenses celebram Cultura e Arte em Vaivém de redes em São Paulo

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Símbolo da cultura indígena e objeto presente na criação da identidade brasileira, a rede está em trabalhos de cerca de 140 artistas, incluindo Associação das Rendeiras de Bilro da Santana do Cariri, Nilo, Vanessa Teixeira e Virgínia Pinho      

Nove artistas cearenses participam da exposição Vaivém, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 29 de julho.

Com curadoria de Raphael Fonseca, crítico, historiador da arte e curador do MAC-Niterói, a mostra reúne 300 obras de 141 artistas (sendo 32 indígenas) dos séculos 16 ao 21, reveladoras do valor das redes de dormir para  as artes e a cultura visual do Brasil.

Entre os artistas, Antônia Cardoso, Gertrudes Gonçalves, Graça Maria, Joana D’Arc Pereira, Maria Luiza Lacerda e Sheila Caetano, da Associação das Rendeiras de Bilro da Santana do Cariri. A obra é uma rede de bilro confeccionada por elas.

O público também pode apreciar a xilogravura O sepultamento de Jesus – Via Sacra, de Nilo, uma rede de carnaúba feita pela Vanessa Teixeira, e a obra A saída da fábrica Cione, de Virgínia Pinho.

“Longe de reforçar os estereótipos da tropicalidade, esta exposição investiga as origens das redes e suas representações iconográficas: ao revisitar o passado, conseguimos compreender como um fazer ancestral, criado pelos povos ameríndios, foi apropriado pelos europeus e, mais de cinco séculos após a invasão das Américas, ocupa um lugar de destaque no panteão que constitui a noção de uma identidade brasileira”, afirma o curador, que pesquisou o tema por mais de quatro anos para sua tese de doutorado numa universidade pública. 

Com pinturas, esculturas, instalações, fotografias, vídeos, documentos, intervenções e performances, além de objetos de cultura visual, como HQs e selosVaivém ocupa todos os espaços expositivos do CCBB São Paulo, do subsolo ao quarto andar, e está estruturada em seis núcleos temáticos e transhistóricos.

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PERCORRENDO A EXPOSIÇÃO  

Vaivém tem início com Resistências e permanências, instalada no subsolo do edifício e mostra as redes como símbolo e objeto onipresente da cultura dos povos originários do Brasil: “Mesmo com séculos de colonização e até com as recentes crises políticas quanto aos direitos indígenas, elas se perpetuaram como uma das muitas tecnologias ameríndias”, conta Raphael Fonseca.

Nesse núcleo, a maioria das obras é produzida por artistas contemporâneos indígenas, como Arissana Pataxó. No vídeo inédito Rede de Tucum, ela documenta Takwara Pataxó, a Dona Nega, única mulher da Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro (BA), que ainda guarda o conhecimento sobre a produção das antigas redes de dormir Pataxó, feitas com fibras extraídas das folhas da palmeira Tucum.

Carmézia Emiliano começou a pintar de maneira autodidata, em Roraima. Ficou conhecida por telas que registram o cotidiano dos indígenas Macuxi, muitas protagonizadas por mulheres, e terá expostas pinturas feitas especialmente para o projeto, além de obras mais antigas. Também da etnia Macuxi, Jaider Esbell criou a instalação A capitiana, que conta a nossa história: a uma rede de couro de boi estão presos um texto de autoria do artista e uma publicação com documentos sobre as discussões em torno das áreas indígenas de seu estado.

Outro destaque é Yermollay Caripoune, que, vivendo na região do Oiapoque, entre a aldeia e a cidade, participou de poucas exposições fora do Amapá. Na série de seis desenhos que desenvolveu para Vaivém, o artista apresenta a narrativa dos Karipuna sobre a origem das redes de dormir.

O núcleo reúne ainda trabalhos de grandes nomes da arte brasileira, como fotografias dos artistas e ativistas das causas indígenas Bené Fonteles Cláudia Andujar, e o objeto de Bispo do Rosário Rede de Socorro, uma pequena rede de tecido onde se lê o título da obra.

O segundo núcleo da exposição, A rede como escultura, a escultura como rede reúne trabalhos que mostram redes de dormir a partir da linguagem escultórica, distribuídas por diferentes espaços do CCBB São Paulo, a começar pelo hall de entrada. Rede Social é uma instalação interativa do coletivo Opavivará!, com uma rede gigante que convida o público a se deitar e balançar ao som de chocalhos.  

arte CCBB

Estão neste núcleo trabalhos do jovem artista Gustavo Caboco (foto), de Curitiba e filho de mãe indígena, e Sallissa Rosa, nascida em Goiânia e filha de pai indígena. Ele apresenta uma série de gravuras em que discute seu pertencimento e não-pertencimento às culturas ameríndias do Brasil. Ela, um vídeo criado a partir de selfies enviadas por mulheres em redes de dormir, revelando uma visão complexa sobre o lugar da mulher indígena na sociedade contemporânea brasileira.

De Hélio Oiticica foram selecionadas fotografias da pouco conhecida sérieNeyrótika. De Ernesto Neto, um conjunto de obras do início de sua carreira, anos 1980, nas quais as redes não aparecem literalmente, mas são sugeridas numa dinâmica de tensão e equilíbrio.  A ação Trabalho, de Paulo Nazareth, ganha nova versão: com uma vaga de emprego anunciada em jornal, o artista contratou um funcionário, que deverá permanecer deitado numa rede instalada no CCBB São Paulo durante oito horas por dia, até o fim da mostra. Integram ainda o segmento redes de artesãs de diversas regiões do Brasil.

No segundo andar do edifício estão dois núcleos. Olhar para o outro, olhar para si traz documentos e trabalhos de artistas históricos e viajantes, como Hans Staden, Jean-Baptiste Debret Johann Moritz Rugendas, que registraram os aspectos da vida no Brasil durante a colonização. Ao lado deles, artistas contemporâneos indígenas foram convidados a desconstruir o olhar eurocêntrico dessas imagens a respeito de seus antepassados e propor novas narrativas.

Entre eles, dois do Amazonas: a pintora Duhigó, que apresenta a inédita acrílica Nepũ Arquepũ (Rede Macaco), sobre o ritual de nascimento de um bebê Tukano, e Dhiani Pa’saro, ainda pouco conhecido fora de seu estado natal, que expõe a marchetaria Wũnũ Phunô (Rede Preguiça), composta por 33 tipos de madeira e inspirada em duas variações de grafismos indígenas: o “casco de besouro” (Wanano) e o “asa de borboleta” (Ticuna).

O coletivo MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin), do Acre, criou para o CCBB São Paulo uma pintura mural que faz referência ao canto Yube Nawa Aibu, entoado para trazer força e abrir os caminhos em cerimônias tradicionais. Já Denilson Baniwá, nascido no Amazonas e residente no Rio de Janeiro, fez intervenções digitais e físicas sobre obras de artistas brancos que retrataram povos indígenas.

Em Disseminações: entre o público e o privado, as redes surgem em atividades do cotidiano do Brasil colonial, como mobiliário, meio de transporte e práticas funerárias. Um dos destaques é Dalton Paula, artista afro-brasileiro de Goiás, que lança em suas pinturas um olhar sobre as narrativas a respeito da negritude no Brasil desde a colonização.

Os lugares que as redes ocupam na vida contemporânea no Brasil, em especial na região Norte, também estão pontuados nesse núcleo. Fotografias de Luiz Braga, por exemplo, exibem redes de dormir em cenas do dia-a-dia no Pará.

No terceiro andar do CCBB São Paulo, Modernidades: espaços para a preguiça, a rede passa a ser associada à preguiça, à estafa e ao descanso decorrentes do encontro entre o trabalho braçal e o calor tropical. O ponto central é ocupado por “Macunaíma” (1929), livro de Mário de Andrade. O personagem que passa grande parte da história deitado em uma rede está em obras de diferentes linguagens.

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Macunaíma: imortalizado no cinema pelo talento de Grande Otelo

Carybé, o notável argentino amigo de Vinícius, foi o primeiro artista a fazer ilustrações de Macunaíma. Um desenho pouco exibido de Tarsila do Amaral mostra o Batizado de Macunaíma.Joaquim Pedro de Andrade dirigiu o longa-metragem que, estrelado por Grande Otelo, completa 50 anos em 2019, e os cartunistas Angelo Abu e Dan X adaptaram a história em quadrinhos.

No espaço também estão a célebre Djanira, com o raro autorretrato Descanso na rede, em que surge ao lado de seu cachorro, e peças de mobiliário desenhadas por Paulo Mendes da Rocha Sergio Rodrigues.

No quarto andar, o núcleo Invenções do Nordeste, no qual estão obras que transformam em imagens mitos a respeito da relação entre as redes e esta região do país, além de trabalhos nos quais elas surgem como símbolo de orgulho local e de sua potente indústria têxtil. Destaque para uma série de fotografias de Maurren Bisilliat pelo sertão nordestino e as cerâmicas do artista pernambucano Mestre Vitalino que retratam grupos de pessoas enterrando entes dentro de redes.

Ainda no último andar do edifício, uma homenagem a Tunga. O artista, que inaugurou o CCBB São Paulo, em abril de 2001, retorna à instituição 18 anos depois. A instalação Bells Falls ganha uma nova versão e é apresentada ao lado dos registros fotográficos da performance “100 Rede”, realizada em 1997 na Avenida Paulista.

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ITINERÂNCIA DA EXPOSIÇÃO

Vaivém fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 29 de julho. A exposição será também exibida nos CCBB de Brasília (setembro/2019), Rio de Janeiro (dezembro/2019) e Belo Horizonte (março/2020).

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               VAIVEM

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Período da visitação: 22 de maio a 29 de julho de 2019 – Entrada gratuita

Horário: Todos os dias, das 9h às 21h, exceto terças

Telefone: (11) 3113-3651

Visitação com hora agendada: pelo app/site da Eventim

Silvio Tendler lança novo filme e é homenageado na Mostra Ecofalante

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O cineasta carioca Silvio Tendler é o grande homenageado da 8ª Mostra Ecofalante, a ser aberta dia 29 (sessão para convidados) e com exibições gratuitas de 30/05 a 12 de junho, em São Paulo. 

Conhecido por documentários de grande repercussão e por retratar personalidades – como os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek, o cineasta Glauber Rocha e  Milton Santos, considerado como um dos maiores geógrafos do mundo -,Tendler já produziu e dirigiu mais de 80 títulos, entre longas, médias e curtas-metragens, além de séries televisivas.  Temos a honra de ter o mestre Sílvio em participação especial no nosso curta-metragem Resta Um, lançado em 2011. Nesse curta, com roteiro e direção de Aurora Miranda Leão, Sílvio Tendler dá um belo depoimento em defesa do Cinema !

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Na Mostra Ecofalante, que começa na quarta, serão exibidos onze de seus filmes mais  marcantes. 

A programação inclui Dedo na Ferida” (Brasil, 2017, 91 min), grande vencedor da  Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental na categoria ‘Longas’ da Competição Latino-Americana. O filme trata do fim do estado de bem-estar social e da interrupção dos sonhos de uma vida melhor para todos num cenário em que a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza qualquer alternativa de justiça social. 

Sílvio Tendler assina duas das maiores bilheterias do cinema documental brasileiro de todos os tempos, presentes na programação. Tendo alcançado 800 mil espectadores nas salas comerciais, “Os Anos JK – Uma Trajetória Política”(Brasil, 1980, 110 min) retrata a eleição de Juscelino Kubitschek, o nascimento de Brasília e o golpe militar. Tem ainda Jango” (Brasil, 1984, 114 min), que refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. A obra chegou à impressionante marca de um milhão de espectadores. 

O filme O Fio da Meada (Brasil, 2019, 77 min) estreia no festival. Neste filme, o foco é a luta de povos tradicionais brasileiros contra a urbanização opressora, denunciando a violência no campo e nas comunidades tradicionais. No filme, caiçaras, quilombolas e indígenas lutam para sobreviver e tentar impedir que suas reservas naturais sejam destruídas pelo processo de urbanização. 

O Veneno Está na Mesa (Brasil, 2011, 50 min) retrata como o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no planeta, com 5,2 litros por ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo o mundo pelo risco que representam à saúde pública.Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos, sua continuação, O Veneno Está na Mesa 2” (Brasil, 2014, 70 min), apresenta uma nova perspectiva, na qual atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional e suas danosas consequências para a saúde pública.

O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas, com alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. Por sua vez, “Agricultura Tamanho Família” (Brasil, 2014, 58 min) focaliza como no Brasil, dos quase cinco milhões de estabelecimentos rurais, 4,5 milhões correspondem a iniciativas de agricultura familiar, que se utilizam de estratégias de produção em pleno acordo com o meio ambiente, produzindo a maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Ao lado de “O Veneno Está na Mesa” e “O Veneno Está na Mesa 2”, este filme forma a “Trilogia da Terra” do diretor Sílvio Tendler. 

Quando o mundo estava pautado pelo pensamento único da globalização, o professor Milton Santos foi a voz discordante denunciando as perversidades do que chamou de “globaritarismo”, sistema econômico que provoca a concentração de riqueza entre os ricos e que distribui mais pobreza para os desfavorecidos. O longa-metragem Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá (Brasil, 2006, 90 min) apresenta a última entrevista do geógrafo, na qual ele traça um painel das desigualdades entre o Norte rico e o mundo do Sul saqueado, apresentando alternativas e um prognóstico otimista sobre o futuro da humanidade.

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Documentário sobre a vida e a morte de Glauber Rocha, o polêmico cineasta baiano que revolucionou o cinema, Glauber o Filme, Labirinto do Brasil (Brasil, 2003, 97 min) traz imagens do seu enterro: depoimentos de quem acompanhou sua trajetória, seu pensamento e idéias, explodem na tela num filme-tributo à memória de um artista que idealizava um cinema independente e libertário. O filme integrou a competição oficial do Festival de Cannes. 

Finalmente, Utopia e Barbárie (Brasil, 2009, 120 min) é um road movie que passa pela Itália, EUA, Brasil, Vietnã, Cuba, Uruguai, Chile, entre outros, documentando lugares e protagonistas da história, a fim de reconstruir uma narrativa do mundo a partir da Segunda Guerra Mundial. Mas tão importante quanto os temas retratados é o olhar do diretor, que vai-se construindo à medida em que o filme vai acontecendo, de maneira a dar voz a diferentes personagens, independentemente de suas orientações político-partidárias, com o objetivo de chegar a um rico painel de nossa época. 

Silvio Tendler e eu EDIT

Jornalista Aurora Miranda Leão e Sílvio Tendler durante festival de cinema em Anápolis

A programação da 8ª Mostra Ecofalante de Cinema ainda traz um ciclo sobre as utopias e o cinema militante pós-68 (com obras assinadas por grande diretores do cinema), o Panorama Internacional Contemporâneo, a Sessão Infantil e o 2º Seminário de Cinema e Educação, além dos novos programas Mostra Brasil Manifesto e Realidade Virtual. 

As atividades da Mostra Ecofalante de Cinema podem ser acessadas através dos seguintes links:

facebook.com/mostraecofalante

twitter.com/MostraEco

instagram.com/mostraecofanlate

www.ecofalante.org.br

 Serviço

8ª Mostra Ecofalante de Cinema

de 30/05 a 12/06

Abertura: 29/05

www.ecofalante.org.br

 

Ceará faz Cinema em Caminhão e mobiliza público de todas as idades

Salvino Lobo cinema

Cearenses se encantam com cinema em praça pública (foto Salvino Lobo).

A V Mostra Itinerante de Cinema do Ceará acontece em várias cidades cearenses até julho. Realização da Instituto Social de Arte e Cultura do Ceará (ISACC) com apoio do Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Cultura, a Mostra está em sua quinta edição. O objetivo é levar cinema brasileiro para as populações que não podem ter acesso aos filmes produzidos no país e exibidos em salas comerciais.

A equipe do ISACC, tendo à frente o realizador e produtor cultural Adriano Lima, percorre o Estado num caminhão, levando todo o equipamento necessário para que as exibições aconteçam. Durante a programação, são exibidos gratuitamente filmes de curta e longa-metragem, além de videoclipes produzidos por diretores cearenses.

A edição deste ano começou de fato em dezembro passado, na cidade de Aracati, aquela cidade litorânea cheia de lindezas que o cearense ama e todo turista quer conhecer. O pontapé para a largada na ideia do Cinema Itinerante foi marcado em Aracati porque ali, onde se abriga a paradisíaca Canoa Quebrada, Adriano faz anualmente o festival CURTA CANOA (havendo lacuna do passado por falta de verba, mas torcemos para que o festival retorne com toda sua importância), o que motivou a percepção de que, se em plena praia e ao ar livre, a comunidade se reúne para ver as mais diversas produções de cinema, o mesmo poderia acontecer noutras cidades. E assim foi feito. E tem sido sucesso.

A equação é simples: basta uma tela, no meio de qualquer lugar, para compor um cenário propício à exibição de filmes de qualquer tamanho, com histórias de todo tipo, e ainda produções musicais: a tela causa um fascínio e atrai gente de todas as idades, e isso ajuda a formar público para o audiovisual brasileiro. Por isso, é tão importante a iniciativa do ISACC e a determinação do Governo do Estado em bancar o projeto do Cinema Itinerante.

O projeto já passou pelos municípios de Jaguaruana, Palhano, São João do Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Morada Nova, Quixeré, Umari, Pindoretama, Barreira, Redenção e Guaiúba. A programação este ano prossegue até julho, e mais 19 cidades estão no roteiro.

A Mostra Itinerante de Cinema conta ainda com apoio da Secretaria da Educação do Ceará (SEDUC), parceria da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), apoio cultural do Banco do Nordeste (BNB) e tem produção executiva do Instituto Social de Arte e Cultura do Ceará (ISACC).

A finalidade da Mostra Itinerante de Cinema do Ceará é tornar o cinema acessível ao maior número de pessoas, daí porque a iniciativa passa a ser uma política pública de cultura do Estado: “A Mostra tem sido essencial para que pessoas do interior do Estado tenham contato com a arte e a cultura. Muitos aqui tiveram por meio desse projeto o contato pela primeira vez com o cinema e isso é muito gratificante”, afirma Duarte Dias, coordenador de audiovisual da Secult e curador da mostra.

Mas além da exibição gratuita de filmes e videoclipes, a V Mostra Itinerante de Cinema do Ceará também oferece oficinas de Cineclubismo e Animação para as escolas municipais, numa parceria entre a Secretaria da Cultura e Secretaria de Educação do Ceará. Dessa forma, a mostra contribui para a formação dos estudantes, dentro e fora da sala de aula. É uma ótima maneira de aproximar crianças e jovens da linguagem artística e de apresentar possibilidades de inserção no mercado da economia criativa.

Made in Ceará

Outro ponto forte da V Mostra Itinerante de Cinema do Ceará são as produções selecionadas: todas cearenses. Fazem parte da mostra o longa “Padre Cícero: Os Milagres de Juazeiro”, obra de Helder Martins, e seis curtas e médias-metragem que contemplam os gêneros consagrados na linguagem cinematográfica: os documentários “Becco do Cotovelo”, de Pedro Cela e Eduardo Cunha, “Couro Tecido”, de Adriana Barbalho, e “Negro lá, negro cá”, de Eduardo Cunha de Souza; as ficções “Céu Limpo” de Marcley de Aquino e Duarte Dias, “Doce de Coco”, de Allan Deberton, e a animação “Esaú, o contador de história”, de André Dias.

Cinema empresta nova feição para o cotidiano das cidades (foto Salvino Lobo).

Programação da V Mostra Itinerante de Cinema do Ceará

Monsenhor Tabosa

23 e 24 de maio – Exibição20 a 24 de maio – Oficina

Ibicuitinga

26 e 27 de maio – Exibição

03 a 07 de junho – Oficina

Quixadá

28 e 29 de maio – Exibição

03 a 07 de junho – Oficina

Banabuiú

30 e 31 de maio – Exibição

10 a 14 de junho – Oficina

Iguatu

01 e 02 de junho – Exibição

10 a 14 de junho – Oficina

Tarrafas

03 e 04 de junho – Exibição

17 a 21 de junho – Oficina

Potengi

05 e 06 de junho – Exibição

17 a 21 de junho – Oficina

Altaneira

07 e 08 de junho – Exibição

24 a 28 de junho – Oficina

Caririaçu

09 e 10 de junho – Exibição

24 a 28 de junho – Oficina

Crato

11 e 12 de junho – Exibição

24 a 28 de junho – Oficina

Jati

29 e 30 de junho – Exibição

01 a 05 de julho – Oficina

Jardim

01 e 02 de julho – Exibição

01 a 05 de julho – Oficina

Abaiara

09 e 10 de julho – Exibição

08 a 12 de julho – Oficina

Barbalha

11 e 12 de julho – Exibição

08 a 12 de julho – Oficina

*Para mais informações, acesse https://www.secult.ce.gov.br/

Conceição Evaristo será a Homenageada do Prêmio Jabuti 2019

EVARISTO

Bravo: Conceição Evaristo, escritora mineira, é destaque na luta contra a discriminação racial, de gênero e de classe.

Editores e autores brasileiros tem até 28 de junho para inscrever suas obras no mais tradicional e prestigiado prêmio do livro do Brasil, o Prêmio Jabuti.

Realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti confere aos vencedores o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira, do mercado editorial e, principamente, dos leitores. Serão 19 categorias e um vencedor do Livro do Ano.

“É missão da CBL elevar o livro e a leitura a novos patamares. É com orgulho e satisfação que lançamos a 61ª edição do Prêmio Jabuti, que prestigia os esforços e valoriza autores, editores, escritores, ilustradores, capistas, designers e tradutores nas diferentes categorias da criação e produção editorial do livro”, afirma Vitor Tavares, presidente da CBL.

CEV

Organizadores do JABUTI acertam em Homenagear Conceição Evaristo

A personalidade homenageada deste ano será a escritora Conceição Evaristo, escritora e ativista dos movimentos de valorização da cultura negra, que evidencia traços marcantes de sua origem humilde nos seus escritos, com personagens femininas fortes e resistentes. Conceição é Mestre em Literatura Brasileira pela PUC Rio e Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense.

“A escolha da Conceição foi resultado de uma reflexão de toda a Comissão do Prêmio Jabuti sobre obra da autora, sua relevância cultural para o Brasil hoje, e por muito o que ela ainda tem a oferecer. Conceição representa os valores essenciais para o Prêmio Jabuti. E o Jabuti se sente orgulhoso por homenageá-la”, diz o curador Pedro Almeida.

Nesta edição, os quatro eixos permanecem organizados em: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Algumas atualizações foram realizadas para que o Prêmio seja cada vez mais abrangente e alinhado ao leitor e ao mercado:

  • As categorias Infantil e Juvenil foram separadas.
  • Livros de documentário e reportagem passam a ser inscritos junto à categoria Biografia, e não mais na de Humanidades.
  • A categoria Tradução, alocada no eixo Literatura em 2018, a partir desta edição passa para o eixo Livro.
  • A categoria que foi lançada como Formação de Novos Leitores ganha novo nome, a partir desta edição, Fomento à Leitura, para abranger projetos que vão além formação, mas para todas as atividades de promoção da Leitura.
  • Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro – Capa, Ilustração, Impressão, Projeto Gráfico e Tradução – e Inovação – Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
  • Outra novidade: o Prêmio Jabuti passa a ter duas listas fases de finalistas. Na primeira, serão divulgados pela CBL os dez finalistas para cada uma das 19 categorias. Em um segundo momento, a CBL fará o anúncio dos cinco finalistas.
  • Os primeiros colocados em cada categoria, como ocorre desde o ano passado, serão revelados somente no dia da cerimônia de premiação. Apenas a auditoria Ecovis Pemon terá acesso aos resultados.

O vencedor do Livro do Ano do Prêmio Jabuti 2019 será escolhido entre  as obras vencedoras dos eixos Literatura e Ensaios.

Jaburi

O formato de envio para obras concorrentes nas categorias dos eixos Literatura e Ensaios permanece em arquivo PDF. Apenas para o eixo Livro, será necessário o envio de exemplares físicos, conforme instruções descritas no Regulamento.

 Confira a estrutura de eixos e suas categorias no Prêmio Jabuti 2019:

  • Eixo Literatura (sete categorias): Conto; Crônica; HQ; Infantil; Juvenil; Poesia e Romance.
  • Eixo Ensaios (cinco categorias): Artes; Biografia, Documentário e Reportagem; Ciências; Economia Criativa e Humanidades;
  • Eixo Livro (cinco categorias): Capa; Ilustração; Impressão; Projeto Gráfico e Tradução;
  • Eixo Inovação (duas categorias): Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.Cada um dos autores e editoras vencedoras recebem a estatueta do Prêmio Jabuti.Ao autor, caberá também uma premiação em dinheiro:Vencedor de cada uma das 19 categorias: R$ 5.000 (Cinco Mil Reais)

    Vencedor do Livro do Ano: R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais).

Entendemos que o prêmio pode ampliar o seu alcance sempre, como um farol sobre a melhor literatura produzida no país e ter reforçado seu caráter de mediador, de fomentador da leitura, nos mais diversos aspectos, gêneros e gostos. Quis formar um conselho de editores que se complementam nas múltiplas experiências: acadêmica, literária, infantil, juvenil, em tradução e edição dos gêneros que compõem o escopo editorial do Prêmio, comenta Pedro Almeida, Curador do Prêmio Jabuti.

Ao lado de Almeida, fazem parte do Conselho Curador do Jabuti 2019:

Camile Mendrot (AB Aeterno Produção Editorial)

Mariana Mendes (Canal Bondelê)

Cassius Medauar (Editor -Editora JBC)

Marcos Marcionilo (Sócio e Publisher da Parábola Editorial)

Indicação de Jurados 

O mercado editorial e os leitores podem fazer indicações ou se candidatar para integrar o júri de cada categoria da premiação. O Conselho Curador será responsável pela verificação, seleção e complementação do corpo de jurados. O corpo de jurados terá 57 integrantes, sendo três para cada categoria. Cada jurado deverá escolher 13 obras e terá dois meses para análise e atribuição das notas. O período de Consulta Pública para indicação de jurados é de 16 de maio a 16 de junho.

JABUTI

Como concorrer?

Poderão concorrer ao Prêmio Jabuti obras inéditas com ISBN e Ficha Catalográfica, impressas ou digitais, publicadas em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

Na categoria Fomento à Leitura, podem ser inscritas iniciativas realizadas por pessoa física ou jurídica. O período da ação a ser analisado pelos jurados será de 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

A autoria da obra deverá ser de autor(es) brasileiro(s) nato(s), naturalizado(s), ou estrangeiro(s) com residência permanente no País.

Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro e Inovação.

As inscrições vão até 28 de junho e podem ser feitas pelo www.premiojabuti.org.br ouhttp://www.premiojabuti.com.br, onde está o regulamento completo da premiação.

Mercado Audiovisual Nordeste: reta final de inscrição

AUD MAN

Seguem até sexta as inscrições ao 4º MAN – Mercado Audiovisual do Nordeste, que será realizado em Fortaleza de 25 a 28 de junho. Podem participar empresas produtoras, realizadores de trabalhos audiovisuais de todo o país. Os interessados podem inscrever até três projetos para as Rodadas de Negócios, dois para os Pitchings abertos e um para o Encontro Ibero-americano de Coprodução.

Estão confirmados os players: Canal Brasil, GloboNews, Arte 1, Globo Filmes, Canal Curta, TV Record, Boutique Filmes, NBC Universal, Elo Company, Giros, 44 Toons, Bananeira Filmes e Glaz, que tem entre suas realizações o filme “Cine Holliúdy 2”.

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A participação das empresas produtoras e realizadores no 4º MAN é oportunidade para apresentação de novos projetos audiovisuais – como séries e filmes, de uma única vez -, para representantes de vários canais ou plataformas online de exibição durante os Pitchings, de viabilizar novos contratos nas Rodadas de Negócios, e novas parcerias no Encontro Ibero-americano de Coprodução. A curadoria é de Alfredo Manevy, ex-presidente da Spcine e ex-Secretário Executivo do Ministério da Cultura.

Informações e fichas de inscrição estão disponíveis em www.mercadoaudiovisual.com.br. O Iate Plaza Hotel está com tarifa promocional para os participantes. Confira também no site do MAN.

O 4º MAN é apresentado pelo Ministério da Cidadania – Secretaria Especial da Cultura e BRDE. É realizado pela Bucanero Filmes com apoio institucional da Agência de Desenvolvimento do Ceará – ADECE, da Câmara Setorial Audiovisual – CSA e da Universidade Federal do Ceará através da Casa Amarela Eusélio Oliveira. Conta com parceria da BRAVI.

SERVIÇO

4º MAN – Mercado Audiovisual do Nordeste – Inscrições até 24 de maio. O MAN será de 25 a 28 de junho de 2019 na sede do BNB, em Fortaleza (Av. Dr. Silas Munguba, 5700, Passaré – Fortaleza/CE). Informações: www.mercadoaudiovisual.com.br. Contatos: organizacao@mercadoaudiovisual.com.br

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