Raimundo Rodriguez imprime sua arte em série gravada no Pantanal

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Raimundo Rodriguez: em qualquer tempo, a criação de universos mágicos com matriz na cultura popular

Chama O Pantanal e Outros Bichos a série que deve ser exibida ano que vem pela rede de TV pública do Brasil, que tem direção de Amauri Tangará, e foi rodada no Pantanal. 

Com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/BRDE /ANCINE), a série terá 26 capítulos e tem como público-alvo crianças e adolescentes. O enredo fala de tecnologia e meio-ambiente. Tudo começa na fazenda de um  casal que vive no Pantanal. Os avós recebem  com alegria a visita dos netos mas quando percebem que as crianças só querem saber de tecnologia (o dia todo com o celular), eles decidem levá-los para conhecer o mundo mágico do Pantanal. É aí que aparecem os diversos personagens mitológicos da região, como o Pé de Garrafa, a Mãe do Morro e a Porca dos sete leitões.

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O Pantanal e outros bichos é uma realização da produtora Cia D’Artes Brasil e o elenco conta com 90% de atores mato-grossenses. Tati Mendes, produtora-geral da série, conta que 8 companhias de teatro da região foram convidadas a participar, dentre elas o Grupo Tibanaré, a Cia Faces de Teatro (de Primavera do Leste) e o In-Próprio Coletivo:

Além de contemplar os artistas locais, a produção da série também fez questão de chamar artistas nacionais conhecidos, como é do ator Roberto Bonfim, que tem mais de 50 novelas no currículo, dezenas de peças teatrais e 44 longas-metragens, vai interpretar o avô em O Pantanal e Outros Bichos. Outro convidado de fora da região era o cineasta Geraldo Moraes, que faleceu há poucos meses.

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Roberto Bonfim tem papel de destaque em série sobre o Pantanal…

“Eu faço o avô, o velho fazendeiro. Ele é um pantaneiro, na verdade ele não é do Pantanal, ele é do Rio de Janeiro, mas casou com uma pantaneira, comprou uma fazenda e passou a ser um fazendeiro da região. A história gira em torno desses netos, que são informatizados, vidrados no celular, e que vem visitar o avô e começam a largar a tecnologia visitando esse mundo fantástico”, diz Bonfim. “Fiquei maravilhado exatamente por isso. Eu já fui folclorista, mas este mundo da fantasia, esses entes, essas entidades fantasiosas do Pantanal, eu não conhecia. Eu conheço do nordeste, conheço do Sul… mas a ‘Mãe do Morro’, o ‘Pé de Garrafa’, são personagens que eu não conhecia. Quando eu comecei a ler, eu falei “mas como é que eu não conhecia?” Então me entusiasma nesse sentido. Primeiro porque revela este mundo magnífico do Pantanal, um outro mundo. Você imagina, eu fui folclorista e não conhecia, imagina o resto do Brasil?!”

Mas o grande trunfo dessa produção televisiva é contar com a presença do artista plástico Raimundo Rodriguez, o que por si só já é indício de que vem por aí uma obra com requintes de alta qualificação cenográfica, visual e imagética.

Raimundo Rodriguez é um artista com singularidades de poeta popular. Ama o que faz e parece despetalar sua alma em mil pedacinhos quando assume um trabalho. A rotina do artista vira de cabeça para baixo: ele mergulha de tal modo no universo a ser criado que seu cotidiano passa a ser o do mundo que ele vai representar com sua criatividade ancestral. Seja imaginando o figural dos personagens ou desenhando mentalmente a ambiência ao qual vai dar vida, cor e sentido, Raimundo Rodriguez é um artista em quem a arte coabita, indissociável, com sua personalidade.

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Raimundo Rodriguez e Luiz Fernando Carvalho: quem ganha é a Dramaturgia !

Ciente disso é que o diretor/cineasta Luiz Fernando Carvalho o convidou para criar a ambiência cênica da minissérie Hoje é Dia de Maria, e nunca mais perdeu Raimundo de vista. Juntos, criaram obras memoráveis como A Pedra do Reino, Capitu, Meu Pedacinho de Chão, e Velho Chico, e já sabemos que vem mais por aí. A parceria de Carvalho e Rodriguez é um marco decisivo na teledramaturgia brasileira.

Pois bem: qualquer espectador esperto percebe isso, e os que militam na área do audiovisual tem sobejas razões para querer a assinatura de Raimundo Rodriguez em suas produções. Portanto, se RR está na criação estética de O Pantanal e Outros Bichos, a série televisiva tem meio caminho andado para agradar.

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A marca de Raimundo Rodriguez é o trabalho com reciclagem. E é por esse viés que o artista assina a cenografia, os figurinos e a direção de arte de O Pantanal e Outros Bichos. Entusiasmado, ele conta: “Achei maravilhoso o projeto, principalmente porque eu só aceito trabalhar com pessoas que se identificam com meu trabalho. Porque, na verdade, o que eu faço é continuar o meu trabalho como artista plástico, eu não preciso mudar a minha forma de linguagem. O que eu faço é adequar essas peças, o que eu crio para a dramaturgia exigida”, conta. “A minha identidade vai aparecer muito mais no mundo mágico, porque eu uso muita lata. O cavalo é de lata, a sereia é de lata, de caixas de leite na parte metálica, tudo eu remeto a lata, é uma linguagem que é reconhecida dentro do meu trabalho”.

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Hoje é dia de Maria: obra que celebra a parceria Luiz Fernando Carvalho e Raimundo Rodriguez

Para Raimundo Rodriguez – esse cearense notável que tivemos a honra de conhecer através da telenovela Meu Pedacinho de Chão (obra-prima de Benedito Ruy Barbosa e Luiz Fernando Carvalho), o importante não é usar a reciclagem pela reciclagem, mas sim valorizar a energia dos produtos: “Eu falo sempre que a reciclagem é um princípio humano. Desde que o homem é homem ele recicla. Quando ele transforma uma pedra em uma ponta de lança, ele já reciclou. Eu acho que é uma questão de sobrevivência. Eu gosto da questão dos materiais. Pra mim, se é material, eu uso como matéria-prima. O que eu gosto é de ter a energia das coisas usadas. Se aquilo foi usado por alguém, utilizado pra construir uma casa, pra cavar um buraco, pra erguer outra coisa, que seja o que for, e aquilo não tem mais aquela função, eu gosto de transformar e dar uma nova vida a elas”.

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O fabuloso cenário de latas criado por Raimundo Rodriguez para abrigar a narrativa da telenovela Meu Pedacinho de Chão

Mitos do Pantanal

Amauri Tangará, diretor da série, tem mais de vinte e cinco anos de experiência, diversos longas e curtas no currículo, além de uma extensa estrada no meio teatral. Mas esta é a primeira vez que trabalha com televisão:

Você fazer uma série de 26 capítulos, onde você tem que ter uma preocupação muito grande com o fio condutor da historia, de prender o espectador, criar situações para que ele queira continuar vendo esses capítulos, tudo isso é uma estreia pra mim. Eu cheguei a fazer até uma série no Araguaia de cinco capítulos, mas como era uma série documental, era diferente, cada capítulo era temático, então não tinha problema nenhum. Mas essa não, essa é uma história só”, afirma. “O trabalho então corresponde a quatro longas-metragens ! São quatro longas-metragens numa história só, então é um tremendo desafio”.

Segundo o diretor, outro desafio foi colocar o Pantanal como pano de fundo da história, e inserir os mitos no roteiro: “E depois também a forma como nós encontramos de poder misturar o real e o irreal, a fantasia e a realidade, que se cruzam, que estão juntos. Então isso tudo ajuda você a desenvolver um tema, te dá mais facilidade, porque como você mistura as duas coisas, você não sabe mais que momento está com o real e o irreal. Foi muito legal transitar por esses dois lados, recuperar alguns mitos que são daqui”.

O diretor Amauri Tangará junto ao cavalo de lata criado por Raimundo Rodriguez. (Foto: Olhar Conceito)

A ideia inicial da história partiu de Luck P. Mamute, escritor e filho de Amauri. Tudo começou há cerca de dois anos: “Quando o Amauri chegou pra mim e falou ‘vamos fazer uma série pra crianças, com uma temática diferente’, eu olhei pro lado e vi minha filha e minhas três sobrinhas com o celular na cara, e a gente na Chapada dos Guimarães. Então pensei, alguma coisa está errada, vamos pegar essa molecada e colocar num universo com essa tecnologia, mas que eles tenham outras possibilidades. E foi mais ou menos daí que nasceu O Pantanal e outros bichos, pra molecada sair da frente do celular e ver tudo o que a gente tem no mundo. E o que está dentro da série, nada mais é do que possibilidades, porque eu duvido alguém falar que não existe”.

As gravações da série terminaram em setembro e a ideia é que o produto esteja pronto em janeiro ou fevereiro: “Nos primeiros seis meses depois de pronta, ela vai ficar à disposição de todas as TVs públicas do Brasil, que são 180 canais. Seria uma forma de pagamento do dinheiro que a gente pegou emprestado. Porque as pessoas acham que este é um dinheiro público, mas não é. Esse é um dinheiro de um fundo que a gente vai ter que devolver. A gente pega esse dinheiro, faz o filme, depois vai ter que devolver para que continuem gerando outros projetos. Esses primeiros seis meses, serão como se a gente estivesse pagando juros disso. Depois vai ficar à disposição pra gente vender para qualquer canal que quiser”, explica Amaury Tangará.

Os produtores da série também estudam a produção de um longa-metragem, um livro de receitas pantaneiras do ‘Tio Berê’ e outras temporadas da série: ‘O Cerrado e Outros Bichos’, ‘A Floresta e Outros Bichos’ e ‘A Cidade e Outros Bichos’.

Parte da equipe envolvida com a série para TV pública sobre o Pantanal, vendo-se a direita o ator Roberto Bonfim (sentado) e o artista plástico Raimundo Rodriguez.

Circuito Penedo de Cinema mobiliza Alagoas

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A bela cidade alagoana de Penedo, às margens do rio São Francisco,  vai sediar o Circuito Penedo de Cinema, a partir da próxima segunda-feira.

O Circuito Penedo de Cinema é uma realização da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e tem como coordenador-geral o professor Sérgio Onofre, cuja dedicaçãoo ffaz com que a cada ano mais parceiros apóiem o evento e mais públcio seja aatraído paraa programação.  No lançamento oficial da programação do Circuito, dia 16 de outubro, Sérgio Onofre disse: “Peçam mais cinema. Cinema educa, cinema areja a mente. Um salve ao cinema brasileiro !”, disse ele para uma plateia que explodiu em aplausos.

Esse lançamento aconteceu no aconchegante Centro Cultural Arte Pajuçara, que estava lotado, e entre as atrações do CPC foram anunciadas a presença da atriz Clarice Abujamra e do ator Irandhir Santos (queridíssimo desde sua atuação na novela Meu Pedacinho de Chão).

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Irandhir Santos é a figura mais aguardada em Penedo…

Irandhir Santos estrá em Penedo para participar de um bate-papo sobre o premiado filme Tatuagem, do diretor Hilton Lacerda, que será exibido na Praça 12 de Abril, a partir das 22h, no último dia do evento.

Já Clarice Abujamra, que estará no telão em Como Nossos Pais   premiado filme de Laís Bodanzky, a ser exibido na noite de abertura do CPC -, participará de conversa com o público na mesma praça, logo após a exibição, grifada para às 20h. 

Ainda na programação, o ator e escritor Doc Comparato fará o master class O audiovisual dos anos 80 à virada do século. A atividade será na Casa da Aposentadoria, das 14h30 às 17h na terça, dia 7. No mesmo local, ocorrerá a Conferência de Encerramento sobre Políticas Públicas para o Audiovisual com a diretora-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Debora Ivanov, às 14h do sábado (11).

Outros Destaques 

A Sala de Exibição, localizada na Praça 12 de Abril, será o ponto central do Circuito, no qual serão exibidos todos os filmes. Da terça (7) até a quinta (9), haverá a quarta edição da Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, sempre das 14h às 16h, com filmes relacionados à temática do meio ambiente e debates com pesquisadores da área. A Mostra conta com total apoio do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), um dos patrocinadores do Circuito.

De terça (7) a sexta (10), o público poderá assistir às mostras competitivas Universitária e Brasileira, onde serão exibidos 30 filmes, a partir das 19h. Durante as manhãs, o local será palco para a programação voltada às crianças. De quarta (8) a sexta (10), sempre das 9h às 11h, será a vez da Mostra de Cinema Infantil, que reúne os pequenos das redes particular e pública de ensino da região.

Já no sábado (11), ocorrerá a apresentação dos trabalhos acadêmicos na Casa da Aposentadoria, no horário das 8h às 12h. Ainda no mesmo dia e horário, acontecem outros dois eventos simultâneos: a Reunião dos Cineclubes Alagoanos, no Clube de Pesca de Penedo (Capespe) e o Espaço para Reuniões de Trabalho e Setoriais, no Centro de Extensão Universitária (CEU).

Além disso, diversas oficinas pela manhã, master class e mesas-redondas na faixa vespertina – todos com temáticas variadas – complementam a programação do Circuito.

E assim como ano passado, nesta edição a programação do Circuito Penedo de Cinema também contará com apresentações musicais nos fins de noite. Na quinta (9), Lambertos e Lara Melo abrem os trabalhos. Na sexta (10), Janu e o grupo Olha o Xote continuam a programação e no sábado (11), após a solenidade de premiação dos vitoriosos, apresentam-se as atrações Batuque Sururu, Wilson Santos e Orquestra de Tambores e Jurandir Bozo.

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Cidade pronta para acolher CIRCUITO

O presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, destaca a importância de patrocinar eventos como o Circuito Penedo de Cinema por meio de um trabalho de gestão cultural dos recursos hídricos:

“Estamos criando uma outra visão. Um rio não é um canal. Ele é, sobretudo, um ecossistema e um elemento fundamental para a estabilidade emocional das populações. Um rio é um patrimônio paisagístico e quem mais expressa esse olhar sobre ele são os produtores culturais. Fazer cultura é fazer gestão sustentável por uma política pública que garanta água de qualidade e a riqueza do imaginário do nosso povo”,afirma Anivaldo Miranda.

Já o prefeito de Penedo, Marcius Beltrão, agradece o apoio da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para a realização do CPC e diz que no próximo ano, almeja a realização do Circuito no novo Centro de Convenções de Penedo.

“Reinauguramos o Teatro Sete de Setembro, a casa mais antiga de espetáculos do Estado e temos, no Cine São Francisco, a maior sala de cinema com mais de 1,1 mil lugares. A Prefeitura, junto ao Ministério do Turismo, está transformando este local num grande Centro de Convenções. E, com certeza, ano que vem, faremos esse evento ´de onde ele nunca deveria ter saído: no antigo Cine São Francisco, um ícone da arquitetura moderna do Brasil”, diz o prefeito Marcius Beltrão.

A reitora Valéria Correia, destaca a relevância do Circuito Penedo de Cinema, dando continuidade ao movimento cultural promovido pela 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas:. “Acabamos recentemente este grande evento literário, que foi a Bienal, e logo mais teremos o Circuito. Então essa é a forma da Universidade Federal de Alagoas responder à crise, mostrando cultura e socialização do conhecimento. Com isso, a UFAL vem e cumpre a sua missão e, certamente, teremos dias de glória na cidade de Penedo”, diz com muito entusiasmo a Reitora Valéria Correia.

Realização

O Circuito Penedo de Cinema será realizado de 6 a 11 deste novembro em Penedo por meio da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Governo do Estado, via Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e pelo Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e da Prefeitura de Penedo.

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*O Blog Aurora de Cinema estará em Penedo cobrindo o Circuito de Cinema de Alagoas.

Competências Midiáticas são tema de congresso internacional que começa hoje

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Começa hoje em Juiz de Fora o II Congresso Internacional sobre Competências Midiáticas, realização da Faculdade de Comunicação da UFJF.

A abertura está grifada para às 9h desta segunda no Museu de Arte Murilo Mendes. Durante os três dias do congresso, a cidade mineira vai receber pesquisadores, profissionais e estudantes de Comunicação do exterior e de várias cidades do país.

O objetivo é promover o intercâmbio de informações sobre as Competências Midiáticas e os resultados encontrados no projeto conjunto que está sendo desenvolvido pela Rede Alfamed. O congresso terá a presença de palestrantes do Brasil e do exterior.

A programação prevê discussões sobre o panorama atual midiático e os desafios para a popularização deste campo de estudos a fim de promover o desenvolvimento da Competência Midiática no século XXI.

                                        SERVIÇO: 

II Congresso Internacional sobre Competências Midiáticas 
Quando: de 23 a 25 de outubro de 2017 em Juiz de Fora.

Local: FACOM – UFJF

Entrada Franca.

Mais informações:
http://cicom.observatoriodoaudiovisual.com.br/

Dja Marthins e José Araújo: artistas do teatro e da TV que a gente adora !

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Duas figuraças super Queridas: os atores José Araújo e Dja Marthins !

Encontrar com gente que acredita e defende as mesmas coisas é sempre oxigenante ! Por isso, ffoi um presente divino encontrar ja Marthins e José Araújo numa tarde de primavera na lendária Copacabana.

Dja e Zé são artistas de nossa maior estima. Tenho por eles uma Admiração imensa, nascida de minha saudável mania de gostar de histórias. Por isso, a teledramaturgia me acompanha desde criança. E quando os vi atuando com maestria em televisão, interpretando personagens que eles tornaram marcantes, foi aquele arrastão na minha sensibilidade ! De pronto, fui logo tentar descobrir quem eram os dois intérpretes que pegaram uma trama já quase no meio e pareciam integrados à narrativa desde sua gênese. Predicado que só acontece com os vocacionados.

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Dja Marthins, José Araújo e Nathália Dhil em cena da novela Jóia Rara

Dja e Zé faziam um bondoso casal que acolhia a personagem de Nathália Dill na pequena obra-prima chamada Jóia Rara, das queridas autoras Duca Rachid e Thelma Guedes – novela em que Mel Maia foi a protagonista e brilho com todo o esplendor de seu talento ímpar !

A web nos possibilitou a aproximação com Dja e José Araújo. Mas nós já antevíamos que nossa sintonia tinha raízes mais fortes.

Zé e Dja 1 edit

Queridos de muito tempo, eu, Zé e Dja já havíamos combinado encontros mas só naquela sexta, 13 de outubro, isso foi possível. Em nosso feliz encontro, descobrimos até que já nos conhecíamos: eu na plateia deles – em teatros diferentes e com espetáculos grandiosos como Negócios de Estado (direção do saudoso Flávio Rangel) e Praça Onze (belíssimo musical dirigido com a competência de Ernesto Piccolo), e eles, nos palcos, lapidando o talento que conquistou minha emoção através da telinha. 

Zé e Dja 2 - edit

Queridos José Araújo e Dja Marthins: 

Que Maravilhaaa conhecer Vocês, ao vivo e a cores !

Nós edit

 Jornalista Aurora Miranda Leão, José Araújo e Dja Marthins em encontro no Rio…

OBRIGADA pelo carinho, a generosidade, o encontro, a confiança !
Encontrá-los foi um Presente do mais alto Quilate ! 
Um beijo afetuoso e um enorme abraço com meu Aplauso e minha Admiração.

Eu Dja e Zé em Copa edit

Aurora Miranda Leão com o ator/cantor José Araujo e a atriz Dja Marthins: amizade nascida via televisão…

Que Deus nos abençoe e nos faça encontrar muitas e muitas outras vezes para brindar esta velha nova Amizade !

* Atualmente, Dja Marthins integra o elenco do espetáculo Favela, uma comédia musical (direção de Márcio Vieira e texto de Rômulo Rodrigues ) há 5 anos em cartaz no Rio e cidades vizinhas, e José Araújo está em processo de seleção de repertório para show musical que fará no início do próximo ano em Portugal.

Favela com Dja

Dja Marthins integra o super popular musical FAVELA

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José Araújo, que gravou composição de Chico Buarque em seu ótimo CD Duas Ilhas...

 

“No caos, ninguém é cidadão !”

                                                                                             * Aurora Miranda Leão

 

Artistas e Pensadores em defesa da Liberdade de Expressão no Theatro NET RIO…

“A ARTE é o exercício experimental da LIBERDADE”

Com esta frase, de Mário Pedrosa, o ator Michel Melamed deu o tom de seu discurso no evento em defesa da LIBERDADE DE EXPRESSÃO realizado na manhã de terça, 10 de outubro, no Theatro NET Rio, em Copacabana.

Por sua vez, a jornalista Daniela Name afirmou: “Precisamos estourar a bolha no ritmo do AMOR, da generosidade e do compartilhamento. Não podemos admitir que a metáfora continue sendo usada para propagar rótulos !

Bianca Ramoneda e Michel Melamed: defesa contundente da Arte e da  Liberdade de Expressão…

Ando por Copacabana e impressiona-me, cada dia mais, o quadro social que a Princesinha do Mar escancara no cotidiano de suas calçadas, tão abandonadas à própria sorte. O medo e o espanto me acompanham de mãos dadas. No meu entorno, gritam a indignidade, a sede de justiça e a certeza de que o país está sendo expropriado de sua cidadania.

Enquanto caminho perplexa e triste diante do que minha vista alcança, abro o jornal e leio diariamente notícias de políticos apunhalando nossa dignidade, exacerbando de seu direito de ser cretinos, vilipendiando uma imensa multidão que trabalha e vê seu dinheiro escorrer, por entre os dias, muito antes do mês acabar. Em linhas paralelas, artistas e pensadores defendem a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, gritam BASTA ! e planejam ações conjuntas para minorar o caos em que afundaram o Brasil.

Os desmandos são muitos, gravíssimos e em todas as direções. Daí o título deste artigo, pinçado da música emblemática de Herbert Vianna, O CALIBRE.

As ruas do Rio de Janeiro, a cidade mais amada do Brasil, estão tomadas pela miséria que assola o país: pedaços de papelão forram as calçadas e o medo da violência implícita convive a céu aberto com as injustiças sociais e a indiferença com a dor alheia. O descaso com a vida humana grita Socorro ante tanto desgoverno.

“Mendigos nos sinais e o espanto está nos olhos de quem vê o grande monstro a se criar”.

De novo, os versos de Herbert Vianna compõem a trilha de minha perplexidade. Eles me assaltam a gramática ao passar e ver mais mais um entre tantos casais que estão a morar pelas ruas da cidade escancarando a violência da fome que teima em dizer Presente !

Enquanto isso, cria-se uma celeuma e propagam-se toda sorte de despautérios contra as expressões artísticas, que são a voz da Liberdade em todos os continentes. Museus são alvo de uma espiral de xingamentos, obras de arte são proibidas e performances condenadas em nome da ‘moral e dos bons costumes’. Segundo as vozes do atraso e da repressão que atuam como cupins a corroer o que os cidadãos brasileiros conseguiram conquistar a tanto custo (pós-ditadura), está em risco – por conta da Arte e da Liberdade de Expressão – a preservação da moral e da família. Mas essa mesma moral, em nome da qual se exerce o preconceito, o racismo, a violência de todos os matizes, dorme (?) desapiedada no edifício ao lado, em seus endereços cada vez mais protegidos por câmaras, muros altos, cadeados e trancas… como se fosse possível prosseguir incólume numa canoa furada.

Num exercício subliminar de cerceamento da livre expressão, evidenciando a astúcia de seus idealizadores para escamotear a corrupção e desmandos abjetos que partem do planalto central, atua-se para desviar a atenção dos crimes hediondos, da corrupção, da obstrução da justiça, e do completo desgoverno ancorado em Brasília via tapetão. Um homem nu – visto por uma criança na companhia da mãe – serve de pretexto para recrudescer toda gama de discursos nazi-fascistas contra a Arte, a liberdade de pensamento, o direito à livre expressão, e a igualdade de condições para todos os gêneros !

Que país é este ?

Betse e Aurora celebram Guardiãs

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Cineasta BETSE DE PAULA estreia amanhã a série Guardiãs da Floresta

Betse de Paula anfitrionou estes dias um almoço entre amigos para celebrar os 15 anos de sua produtora de cinema !

A AURORA CINEMATOGRÁFICA tem uma lista considerável de títulos, muitos premiados, todos muito bem humorados, e uma equipe bem entrosada, aguerrida e que atua entre luz e sombras sob a batuta competente e segura da diretora Betse de Paula.

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Alice Gonzaga: vida dedicada a preservar memória do Cinema Brasileira

Ontem à noite, essa equipe esteve junta na Cinemateca do MAM para o lançamento do documentário DESARQUIVANDO ALICE GONZAGA no Festival do Rio. Foi uma noite supimpa, movida a bom humor e descontração, e na qual a afinada equipe da diretora disse Presente com atenção e desvelo. E o melhor: a “personagem” que o filme revela – a pesquisadora/arquivista Alice Gonzaga -, esbanjava alegria ao lado de familiares, amigos e convidados que acorreram à sessão do MAM, mas, sobretudo, Alice fala maravilhas do filme e não poupa elogios à Betse de Paula. Quer prova maior do acerto de uma direção ?

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Quanto à série Guardiãs da Floresta, que começa a ser exibida amanhã  no Cine Brasil, é um projeto que reúne 10 documentários com histórias de mulheres que lutam pela preservação do Meio Ambiente e pela igualdade de direitos para as Mulheres.

Elas são Dona Rosa, Dona Dijé, Sônia Guajajara, Dona Neta, Doutora Joênia Wapixana, Dona Marilene, Telma Taurepang, Dona Nice, Dona Odila e Dona Ivete. A série registra 7 movimentos, 5 estados, 15 cidades, 10.092 km de território brasileiro.

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Mulheres em luta por direitos em registro da Aurora Cinematográfica

Guardiãs da Floresta é uma série documental sobre lideranças femininas; São quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco, extrativistas, ribeirinhas, mulheres que com sua luta garantem o futuro e a vida no planeta. A série conta com 20 episódios, cada um com 26 minutos, e estreia domingo às 20:30h.

Confira o trailler: https://vimeo.com/158391106

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Partindo de Betse de Paula, feminista de primeira hora, as Guardiãs da Floresta só pode ser um Pitéu ! Assim como o ‘desarquivamento’ de Alice Gonzaga apresenta ao Brasil uma mulher aguerrida e sempre disposta ao próximo passo, (que desde os 6 anos foi ‘capturada’ pelo mundo do Cinema), a série Guardiãs vai apresentar ao mundo a trajetória de destemidas e altivas mulheres, que dia-a-dia emprestam o melhor de si para tornar o mundo um lugar menos insalubre, doando ao Universo a colaboração maior de mostrar como o afeto, a dedicação, a ética e a dignidade tem um poder intrínseco, que aos demais cabe respeitar e tomar como exemplo.

Outrossim, o que mais nos impressiona ao acompanhar a cinematografia de Betse de Paula é encontrar nela uma instigante tradução: se, ao garimpar guardiãs pelos quatro cantos do país, a cineasta encontrou e colocou na tela luminares espontâneas do planeta, ao levar ao ecrã a trajetória da Cinédia através de Alice Gonzaga, Betse inscreve a insigne arquivista como guardiã da memória do Cinema Brasileiro. E assim, o que subjaz evidenciado na produção da Aurora Cinematográfica é uma arretada duma cineasta baiana. que é, também ela, uma notável Guardiã ! Da Memória, das fortalezas deste Brasil gigante, da luta feminista, das minorias, das causas que clamam por nossa sensibilidade, inteligência e empatia !

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Betse de Paula: uma guardiã do sensível e da vida saudável

Portanto, nosso aplauso caloroso para Betse de Paula !

Os filmes de BETSE estão aqui, aptos a serem vistos por quem tenha olhos de ouvir e ouvidos de ver !

Que bom que a AURORA CINEMATOGRÁFICA chega aos 15 !

Que venham muitos e muitos outros 15 !

O mundo agradece, e nossa emoção se fortalece !

SERVIÇO

  1. Lançamento da série GUARDIÃS DA FLORESTA

      Quando: domingo, 15 de outubro 20:30h, no canal CINE BRASIL

     2. Exibição de DESARQUIVANDO ALICE GONZAGA

                       Quando: 20 de outubro

       Omde: Cinemateca do MAM (Festival RECINE)

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Betse de Paula, Hernani Heffner e Alice Gonzaga: guardiães de Cinema !

 

 

Desarquivando Alice Gonzaga estreia amanhã no Festival do Rio

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“Quero lembrar que estou aqui hoje com 82 anos e que a vida pode ser longa, trabalhosa e difícil, mas que também ela recompensa os que perseveram e trabalham sempre”.

É assim que Alice Gonzaga se expressa, sempre cheia de energia e planejando novos passos.

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Alice Gonzaga e Betse de Paula: felizes com a receptividade que ‘Desarquivando’ vem ganhando por onde passa…

Alice é o tema do documentário DESARQUIVANDO ALICE GONZAGA, da premiada cineasta Betse de Paula. O filme teve pré-lançamento na 12a Mostra de Ouro Preto, realizada em junho deste ano, foi exibido também em Gramado, e agora chega ao Festival do Rio.

A exibição de Desarquivando Alice Gonzaga acontece amanhã, às 19h, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro.

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Detentora de boa parte da memória do cinema brasileiro, Alice Gonzaga é pesquisadora, produtora e escritora, e comanda a Cinédia desde os anos de 1970, onde faz um importante trabalho de preservação e recuperação de clássicos da produtora, como “Lábios Sem Beijo”, de Humberto Mauro, e “Alô, Alô, Carnaval!”, de Adhemar Gonzaga.

  • Adhemar Gonzaga criou a CINÉDIA – primeiro estúdio de cinema do Brasil em 1930, e pela Cia foram feitos muitos filmes importantes da Cinematografia Brasileira.

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Ao lado de Grande Otelo, Alice Gonzaga observa frames do cinema brasileiro

“Eu ainda preciso viver mais uns cinco ou dez anos para dar jeito em muita coisa lá na Cinédia”. Foi assim que Alice Gonzaga reagiu a Homenagem que recebeu do Festival de Cinema de Gramado.

A história da Cinédia, de Alice e de seu pai Adhemar Gonzaga é contada no longa Desarquivando Alice Gonzaga, de Betse de Paula, cuja estreia acontece amanhã à noite dentro da programação do Festival do Rio:

Confira o trailler: https://vimeo.com/219126374

“Tenho muito orgulho desse filme, onde conto muitas verdades e lembranças sobre o cinema brasileiro. Vocês não podem perder!”, diz a incansável Alice Gonzaga num convite para que amantes do cinema – e interessados na preservação da memória da cultura brasileira – estejam amanhã na sessão do MAM !

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                       Betse de Paula e Alice Gonzaga convidam:

                                                Vamos ao Cinema !

Crise política e Democracia em discussão na UFJF

worshop

A atual crise política brasileira tem sido tema de diversos debates no universo acadêmico, em busca de uma compreensão maior sobre as dificuldades do momento presente e suas repercussões nos próximos anos. Com objetivos semelhantes, o Núcleo de Estudos sobre Política Local do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFJF (PPGCSO), coordenado pela professora Marta Mendes, e Grupo de Pesquisa Comunicação, Identidade e Cidadania do PPGCOM/UFJF, coordenado pelos professores Luiz Ademir de Oliveira e Paulo Roberto Figueira Leal, promovem, de quarta a sexta desta semana, o Workshop Dilemas da Representação em Tempos de Crise.

O evento será realizado no Anfiteatro II do Instituto de Ciências Humanas (ICH), e terá palestras e apresentações de papers de alunos da UFJF (incluindo do PPGCOM), da UFMG, USP, UNI-BH, UNICAMP e UERJ. As comunicações orais se darão na parte da manhã (9h às 12h) e tarde (14h às 17h).

No primeiro dia do workshop, às 18h, será realizada a mesa de abertura com o tema Dilemas da representação: abordagens sobre a conjuntura política do Brasil em crise, contando com a participação dos professores Afonso Albuquerque (PPGCOM/UFF) e Paulo Roberto Figueira Leal (PPGCOM/UFJF).

O objetivo do workshop é promover uma reflexão sobre as variáveis que estão por trás da atual crise política, envolvendo temas como os limites do modelo tradicional de representação política e a realidade de disputas eleitorais cada vez mais centradas no ambiente comunicacional. Segundo o professor Paulo Roberto, “É fundamental que a universidade debata questões como essas. Em momentos de crise, setores da sociedade passam a descrer da democracia. Isso é muito perigoso, porque supõe existir alguma solução para problemas políticos que venha de fora da política – uma solução autoritária, por exemplo”. Para ele, a academia deve discutir os riscos dessa linha de pensamento.

O professor Paulo Roberto (PPGCOM) destaca também a importância do diálogo entre os programas de pós-graduação  da universidade, fomentando a transdisciplinaridade, como é o caso deste workshop promovido entre o PPGCOM e PGCSO: “É no encontro com os olhares de outras áreas que sofisticamos nosso próprio olhar. A parceria com o núcleo da professora Marta Mendes, do PPGCSO, é muito relevante para a formação de nossos alunos e para o aprofundamento de nossas pesquisas”, ressalta.

UFJF celebra 60 anos de Jornalismo com ERECOM e Jornadas Internas

A Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) sedia, de segunda a quarta-feira, 18 a 20 de setembro, a 15ª edição do Encontro Regional de Comunicação (Erecom).

JORNADAS

Este ano, o ERECOM será realizado em conjunto com a quinta edição das Jornadas Internas do PPGCOM. A coordenadora do evento, Marise Mendes, faz uma avalia positiva:

“Isso é importante porque a gente conseguiu trazer para as Jornadas, que são voltadas para apresentação de trabalhos dos alunos, as palestras e oficinas”. Marise acredita que esse formato contempla tanto os estudantes de jornalismo quanto os do novo curso de Rádio, Tv e Internet.

O Encontro Regional de Comunicação – ERECOM – foi criado em 2003, visando proporcionar um intercâmbio entre os cursos de Comunicação Social da Zona da Mata e Campo das Vertentes, debatendo temas relevantes no âmbito da graduação, da pós-graduação e das práticas profissionais no campo da Comunicação.
Neste ano, quando se comemoram 60 anos do curso de Jornalismo da UFJF, o ERECOM estará completando 15 anos de existência e dividirá essa importante datas com outra grande celebração,:os 10 anos de criação do Programa de Pós-Graduação, através da realização conjunta com as V Jornadas Internas do PPGCOM.

Os alunos de graduação, bem como os do programa de Pós-Graduação vão apresentar suas produções durante os 3 dias: “A gente entende que o Erecom é uma forma especialmente dos nossos alunos de graduação – que muitas vezes têm mais dificuldade de participar do Intercom ou outros eventos – começarem e se incentivar a apresentar trabalhos”.

Além das apresentações, os alunos também poderão participar de oficinas. Algumas das atividades oferecidas são de edição, música e conteúdo, jornalismo gastronômico e publicidade. As inscrições para participar das oficinas vão ser feitas nesta segunda, a partir das 9h, quando será oficialmente aberto o ERECOM 2017.

As Duas Irenes traduz a verve de um contador que faz história para saudar o feminino !

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As Duas Irenes, filme que levou 4 Kikitos em Gramado e foi aplaudido na concorrida mostra Berlinale do festival de cinema alemão, estreou na quinta em todo o país. Hoje ele será exibido no cinema do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza, e, após a sessão, haverá debate com a presença do diretor e de suas duas atrizes, Priscila Bittencourt e Isabela Torres.

O filme tem direção, roteiro e produção (junto com Diana Almeida) de Fábio Meira. As garotas da história são filhas do mesmo pai, mas pertencem a diferentes famílias. Uma descobre a outra e é o primeiro passo para uma aproximação. As duas tem a mesma idade e atravessam as mesmas etapas de vida: o primeiro beijo, o primeiro namorado.

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A história que inspirou Fábio Meira é real: o avô do diretor tinha duas filhas com o mesmo nome. Sua tia nunca quis conhecer a meia-irmã. Ele conta que descobriu a história aos 13 anos, e por volta dos 30 começou a imaginar um roteiro de cinema – E se as duas se encontrassem, o que ocorreria ? Passaram-se 7 anos até que Fábio se decidisse a tornar a história literatura e conseguisse levá-la à telona:

“Na verdade, o filme trata de identidade. Desde a infância, a gente se transforma muito, acho que isso acontece com todo mundo. Então, a Irene que vai em busca da irmã pode ser, ao mesmo tempo, várias Irenes, porque ela vai se transformar, e está se transformando intensamente naquele momento da vida”, afirma Fábio Meira.

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Duas protagonistas, a maioria de coadjuvantes, a diretora de fotografia, a diretoria de arte, a montadora. Foi assim, cercado de mulheres, que Fábio Meira produziu e realizou seu aplaudido As Duas Irenes. “Não foi intencional. Fui criado em uma família de mulheres muito fortes e interessantes. Isso é muito orgânico. Sempre convivi mais com mulheres do que com homens. Não escolhi essa equipe por ser formada por mulheres”, afirma o diretor.

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Fábio Meira e suas atrizes: “As Duas Irenes é um filme feminista, mas de forma natural, sem querer ser panfleto.”

Fábio Meira diz ainda que As Duas Irenes “é uma história muito íntima, mas é também uma história que depende muito do entorno. No filme uma das casas é aconchegante, colorida, e a outra tem poucas cores e é muito estéril. Acho que o formato ajuda a pensar essa relação delas com o espaço. Isso era muito importante pra mim, porque a gente é um reflexo da casa onde a gente nasce, da família onde a gente nasce. Com certeza o espaço é decisivo na nossa formação de identidade.”

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O resultado dessa história que Fábio Meira conheceu na adolescência e transformou em ficção, e desse ajuntamento de mulheres num set de cinema, está num filme belo, forte e poético que você, leitor fiel do #blogauroradecinema, precisa conhecer.

E deve ir ao cinema logo, pois filme brasileiro que não faz um número X de espectadores na primeira semana, sai de cartaz. Portanto, não deixe para amanhã este filme que você pode (e deve) ver hoje !

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Fábio Meira: consagrado em Gramado, diretor assina roteiro e produção de Duas Irenes e coleciona críticas positivas em todo o país !

“Interessante que algumas pessoas da minha família, que estão vendo o filme agora, não sabiam que meu avô teve duas filhas, com mulheres diferentes, e colocou o mesmo nome nelas”, diz Fábio, citando a influência do notável dramaturgo russo Anton  Tchecov: “Ele aborda muito a questão das coisas que não são ditas, e que fazem os tabus perpetuarem.”

No elenco de As Duas Irenes, Priscila Bittencourt, Isabela Torres, Marco Ricca, Suzana Ribeiro, Inês Peixoto, Teuda Bara, Marcela Moura, Ana Reston e Maju Souza.

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Fábio Meira ladeado por mulheres: equipe celebra KIKITOS de As Duas Irenes.

SERVIÇO:

Exibição do filme As Duas Irenes, de Fábio Meira

Onde: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Horário: 19h         #VamosaoCinema !

Confira o trailler: https://www.youtube.com/watch?v=gMkcei9ADQA