Marcelo ADNET e Marcius Melhem encharcam TV de Humor, Talento, Inteligência e Ironia !

*Aurora Miranda Leão

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O programa mais bacana da grade atual da TV Globo responde pelo sugestivo nome de Tá no Ar: A TV na TV !

Em sua quarta temporada, o programa assinado por Marcelo Adnet e Marcius Melhem  insere-se naquele grupo singular de programas que consegue ser sempre novo e melhor a cada edição.

Tá no Ar: a TV na TV é escrito por Alexandre Pimenta, Angélica Lopes, Daniela Ocampo, Leonardo Lanna, Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Maurício Rizzo, Thiago Gadelha e Wagner Pinto e tem redação final de Marcelo Adnet e Marcius Melhem. A direção geral é de Mauricio Farias. No elenco, além de Adnet e Melhem, Danton Mello, Luana Martau, Carol Portes, Georgiana Goes, Marcio Vito, Maurício Rizzo, Renata Gaspar, Veronica Debom e Welder Rodrigues.

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Esta temporada de TÁ NO AR avaliza o quarto ano do programa como atração televisiva competente, importante e poderosamente inteligente: Marcelo Adnet, Marcius Melhem e companhia seguem criativamente instigantes, capazes de transmutar o tantas vezes combatido efeito zapping num mote para fazer rir com hilárias paródias da vida nacional, com as quais o público rapidamente sintoniza.

Seja simulando programas conhecidos, parodiando comerciais, ou simplesmente exercitando o melhor do besteirol, Tá no Ar segue como o melhor programa de humor da televisão brasileira na atualidade !

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Um dos quadros mais aguardados: Adnet como o revolucionário que detesta a TV Globo 

Com o contexto político nacional, onde assuntos espinhosos e tantas vezes vexatórios são cotidianos, os criadores do TÁ NO AR exercitam com maestria sua capacidade de fazer rir, criticar, informar, opinar, e fazer chacota com temas que o telespectador imediatamente sintoniza. Isso pôde ser visto logo na estreia da temporada 2017 com a chamada do filme “A Dama da Delação”, atração do “canal Brasília”,  cujo logo no canto da tela fazia alusão ao Canal Brasil e seu catálogo de chanchadas nacionais. No enredo, ações típicas do esquema de corrupção, tudo sendo gravado por uma moça, digamos, “nada recatada”. Fácil encontrar semelhança com a realidade brasileira. Outro esquete divertido parodiava o comercial de um supermercado carioca, no qual um animado garoto-propaganda anunciava demissões em massa num momento de crise. O TÁ NO AR aproveitou para colocar o dedo na ferida com sua costumeira eloquência, parodiando o comercial do Banco do Brasil, com o slogan “Branco no Brasil: há mais de 500 anos levando vantagem”. 

A cada terça, o programa parece vir ainda mais inspirado ! Pena que já está sendo anunciado o final desta temporada 2017: programa com a qualidade de TÁ NO AR deveria fazer parte da grade permanente da TV. Assim como OS NORMAIS, Casseta & Planeta, e MISTER BRAU, Tá no Ar sair da grade de programação provoca imediato mal-estar no público quando se aproxima seu fim indesejável.

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Luana Martau e Marcius Melhem em quadro hilário sobre música sertaneja…

No programa da terça, 14 de março, o quadro em que Marcius Melhem aparece sendo entrevistado como um estudioso do ritmo musical Sertanejo, dizendo que ele surgiu no século XIX, e já nasceu revolucionário, dando exemplos do ritmo bombando em várias partes do mundo – como aconteceu no final dos anos 50 – foi ANTOLÓGICO !!!

Naquele tempo, segundo o estudioso, o Sertanejo já fazia enorme sucesso em Cuba… Pense num gol de placa ! Sensacional ! Melhem era o estudioso, enquanto Marcelo ADNET aparecia protagonizando um clipe produzido em grande estilo. Vale ressaltar que, neste quadro, ADNET fazia sempre o vocalista dos vários grupos sertanejos mostrados. Sim, porque depois da passagem por Cuba, teve também uma amostragem do sucesso do Sertanejo na China… Hilárioooo !!!

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O ritmo Sertanejo já fazia muito sucesso em Cuba nos anos 50…

OUTROS DESTAQUES:

“Classificação indicativa é um pé no saco”

A Tosca Produções com suas super ofertas no comércio

O Cine México com patrocínio dos SHUFFLES

THE VOICE OF TRONES

Ambientalistas da Paixão a primeira novela inteiramente auto-sustentável dda TV Brasileira.

Resta a você, que por algum compromisso importante, desatenção ou sono, pode ter perdido o programa, o consolo de assistir ao insólito TÁ NO AR: A TV NA TV via GloboPlay – o aplicativo gratuito da TV Globo !

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Risada garantida: Rick Matarazzo e Tony Karlakian, presenças obrigatórias do Tá no AR !

 

 

NOSOTROS: imigrantes cantam e dançam numa revoada em praça pública

A carreta-palco da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes estaciona na capital paulista, mais precisamente no Parque do Trote, a bordo do espetáculo “épico-musical” NOSOTROS. O universo latino-americano entra em cena sob o ângulo mitológico.

A história nasceu por meio de entrevistas com imigrantes de vários países residentes em São Paulo, além da pesquisa sobre as mitologias andina (com o rei inca Inkarri) e brasileira (o mito Guarani da Terra Sem Mal). Daí surgiu Juanito, um imigrante que busca uma vida melhor para si e sua família. Um grupo de saltimbancos chega com o arauto Ekeko, o Deus andino da prosperidade, e com Aracy, uma andarilha indígena brasileira. NOSOTROS tem direção de Ednaldo Freire e dramaturgia do professor, cineasta, roteirista e dramaturgo Alex Moletta.

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SINOPSE:

Uma trupe de saltimbancos, conduzidos por uma revoada humana formada por imigrantes, narram a história de Juanito: um típico andino que deixa seu local de origem para tentar uma vida melhor numa terra sem mal chamada: Nosotros. Uma história permeada por desafios, comicidade, música, sonhos e angústias daqueles que ousam se aventurar por terras desconhecidas.

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FICHA TÉCNICA:

Direção:  Ednaldo Freire

Dramaturgia:  Alex Moletta

Cenário e Figurinos: Luiz Oliveira Santos

Músicas e Direção Musical:Gustavo Kurlat

Arranjos e Produção Musical: Vicente Falek e João Paulo Nascimento

Elenco: Aiman Hammoud, Mirtes Nogueira, Carlos Mira, Maria Siqueira,Giovana Arruda, Harley Nóbrega, Ian Noppeney

Orientador de Pesquisa: Hugo Villavicenzio

Preparação de Voz e Corpo: Verlucia Nogueira

Assistente de Cenografia e Adereços: Vânia Tosta

Cenotécnico: Edson Freire

Operador de Som: Gabriel Kavanji

Operador de Luz: Marco Vasconcellos

SERVIÇO: NOSOTROS, uma revoada latino-americana

                   Novo Espetáculo da Fraternal CIA

O QUE: Espetáculo teatral a ser apresentado no Parque do Trote, na Vila Guilherme, em São Paulo. QUANDO: Estreia dia 18 de março. Horário: 15h  ENTRADA FRANCA.

Cataguases VERDE na vanguarda da Cultura

Neste sábado, 18 de março, a partir das 19 horas, será inaugurada em Cataguases (MG), no Centro Cultural Humberto Mauro, a mostra VERDE 90 ANOS (1927/2017), organizada pelos poetas Joaquim Branco, P.J.Ribeiro e Ronaldo Werneck.

A exposição é composta por imagens & textos e, na noite de abertura, haverá um sarau com poemas dos integrantes da revista Verde pela equipe do Proler, um bate-papo aberto ao público com os organizadores da mostra, e o lançamento de dois livros: Uma Verde História, de Fernando Abritta & Joaquim Branco e Rosário Fusco por Ronaldo Werneck: Sob o signo do imprevisto

Além destes lançamentos e do sarau com poemas dos integrantes da revista, a exposição VERDE 90 ANOS vai mostrar fotos individuais e em grupos dos membros do movimento, de várias situações em casa, com a família, as capas das revistas e livros, os textos mais representativos, os logotipos criados por Rosário Fusco, desenhos e caricaturas, e as biografias resumidas de cada um dos “Verdes”. Haverá também um bate-papo com os organizadores, aberto a perguntas do público.
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“Em boa hora, o poeta e cronista Ronaldo Werneck nos oferece este excelente Sob o signo do imprevisto. É um título para constar da biblioteca de todos aqueles que cultuam Rosário Fusco e admiram Ronaldo Werneck”, diz o escritor Luiz Ruffato no texto de orelha do livro do querido poeta Ronaldo Werneck. Na apresentação, escreve Joaquim Branco: “O leitor que se prepare. Aqui conhecerá a (a)ventura imperdível de um romancista que excede o romance e extrapola todos os limites da criação literária e – por que não dizer? – humana”.
A Revista Verde
“Por que enredos da Providência Divina foi nascer, à beira de um riacho chamado Meia-Pataca, um grupo de poetas interessantes que hão de deixar uma certa marca no momento poético que estamos vivendo?” – perguntava-se o respeitado crítico Tristão de Athayde n´O Jornal, do Rio de Janeiro, em 1928, ao escrever sobre a revista Verde, lançada no ano anterior na mineira Cataguases.

 
VERDE tirou seis edições: as cinco primeiras em 1927; uma em 1928; e a última em 1929, toda dedicada a Ascânio Lopes, o principal poeta do grupo, que acabara de falecer, aos 22 anos. O primeiro número publicava apenas escritores mineiros – Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura etc – e entre eles os rapazes da cidade, núcleo de resistência da Verde e fundadores da revista: Ascânio Lopes, Cristóphoro Fonte-Boa, Camilo Soares, Enrique de Resende (o mais velho, então com 28 anos), Francisco Inácio Peixoto, Guilhermino Cesar, Martins Mendes, Oswaldo Abritta e Rosário Fusco, o mais novo deles, com 17 anos.
Já a partir do segundo número, vieram colaborações de escritores dos quatro cantos do país e até do exterior. Principalmente dos modernistas de São Paulo, capitaneados por Mário e Oswald de Andrade, que chegaram mesmo a escrever poema famoso dedicado aos rapazes da Verde, publicado no quarto número da revista, onde diziam: “Todos nós somos rapazes/ muito capazes/ de ir ver/ de forde verde/ os ases de Cataguases”
No terceiro número da VERDE é publicado um “abusado” manifesto, que se tornaria famoso e capaz de ser resumido nos seguintes itens:
 
1.º Trabalhamos independentemente de qualquer outro grupo literário.
2.º Temos perfeitamente focalizada a linha divisória que nos separa dos demais modernistas brasileiros e estrangeiros. 
3.º Nossos processos literários são perfeitamente definidos. 
4.º Somos objetivistas, embora diversíssimos uns dos outros.
5.º Não temos ligação de espécie nenhuma com o estilo e o modo literário de outras rodas.
6.º Queremos deixar bem frisada a nossa independência no sentido “escolástico”.
7.º Não damos a mínima importância à crítica dos que não nos compreendem.
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Ronaldo Werneck, Joaquim Branco e P.J. Ribeiro: preservando a memória da VERDE
Os dois textos sobre o livro de Ronaldo Werneck, assinados por Luiz Ruffato e Joaquim Branco, já estão no blog do escritor. Acesse:

Cine Ceará recebe inscrições

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As inscrições ao Festival de Cinema do Ceará estão abertas até o próximo dia 7 de maio.

A 27a edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinemaserá realizada de 5 a 11 de agosto no Cineteatro São Luiz, no centro da capital cearense.

São competitivas as mostras Ibero-Americana de Longas-Metragens e Brasileira de Curtas-Metragens, cujo regulamento pode ser consultado em http://www.cineceara.com.

 As inscrições devem ser realizadas somente pelos canais online, que são o website do festival, através do preenchimento e envio eletrônico da Ficha de Inscrição, ou pela plataforma www.movibeta.com, onde o Festival está registrado com o nome “27º Cine Ceará”.

 O Cine Ceará tem a finalidade de levar ao público uma parcela significativa da produção de cinema e vídeo ibero-americanos, possibilitando o intercâmbio entre produtores brasileiros e dos países ibero-americanos, e a divulgação de novos talentos na área do audiovisual. Este ano, um dos homenageados será o ator e comediante Dedé Santanna.

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 MOSTRAS COMPETITIVAS

Para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem podem concorrer trabalhos de curta-metragem de ficção, documentário, animação ou  experimental, com duração máxima de 25 minutos, concluídos a partir de 2016, que não tenham participado do processo seletivo de edições anteriores do Festival. Os realizadores devem ser brasileiros ou radicados no país há mais de três anos. A prioridade na seleção será para obras ainda não exibidas no estado. Os selecionados vão disputar o troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Curta-Metragem, Direção, Roteiro, Produção Cearense e Prêmio da Crítica.

A Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa Metragem é aberta a trabalhos de longa-metragem de realizadores da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha, concluídos a partir de 2015, nos gêneros de animação, ficção, documentário ou experimental, com duração mínima de 60 minutos. Outras informações sobre os critérios de participação devem ser consultadas nas disposições gerais do regulamento.

Na seleção desta mostra também serão priorizados filmes inéditos no Ceará. Os selecionados vão concorrer ao Troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Longa-Metragem, Direção, Fotografia, Edição, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator, Atriz e Prêmio da Crítica.

Além do Troféu Mucuripe, o CineCE concederá ao vencedor na categoria de Melhor Longa-Metragem um prêmio em dinheiro, em moeda brasileira, no valor equivalente a dez mil dólares americanos. O pagamento será realizado sob a forma de recurso para distribuição da obra no Brasil.

O 27° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, via Secultfor, e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará, Corte Seco Filmes e Bucanero Filmes, com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

 SERVIÇO

27° Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema – Inscrições abertas até 7 de maio. O Festival vai acontecer de 5 a 11 de agosto. Informações: http://www.cineceara.com. E-mail: contatos@cineceara.com. Tel: (85) 3055-3465.

Pirenópolis prepara festival de cinema

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Seguem abertas as inscrições para as mostras competitivas do III PirenópolisDoc – Festival de Documentário, grifado para agosto no charmoso Cine Pireneus, na cidade goiana de Pirenópolis.

Para participar, os realizadores devem se inscrever pelo site www.pirenopolisdoc.com.br até 6 de maio, nas três categorias disponíveis: competição nacional de documentários de longa ou média-metragem (a partir de 31 min), competição nacional de documentários de curta-metragem (até 30 min), e competição regional, dedicada às produções goianas. Podem ser inscritos filmes e vídeos documentários realizados no Brasil ou em coprodução do Brasil com outros países, e finalizados a partir de janeiro de 2016. O regulamento completo está disponível no site.

A programação do festival traz novidades para este ano: parceria internacional com a Ao Norte, de Portugal, para a realização de uma mostra especial de documentários internacionais em língua portuguesa, além do Encontro Internacional de Estudos de Cinema, Fotografia e Artes Digitais, que em breve também anunciará a abertura para inscrições de trabalhos acadêmicos.

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A bela Pirenópolis, cidade turística por excelência, que vai abrigar festival de cinema documentário…

Inscrições para Filmes de Diversidade

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Abertas até 1º de maio as inscrições ao DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás -, a ser realizado entre primeiro e 4 de junho, em Goiânia.

São aceitos curtas e longas-metragens de qualquer gênero, desde que relacionados à temática da sexualidade humana em suas diversas formas de expressão. Os filmes devem ter sido produzidos a partir de 2015, sem disponibilidade na internet, e ter no máximo 25 minutos de duração.

A inscrição online deve ser feita no site do DIGO, http://digofestival.com.br/digo. A lista final dos filmes selecionados será divulgada até 10 de maio e as cópias de exibição das obras devem ser enviadas até 20 de maio.

Para o DIGO, estão previstas mostras paralelas e competitivas, sendo que somente os filmes escolhidos pelo júri oficial e júri popular receberão o Troféu DIGO. Ainda está prevista a realização de performances, teatro, exposições e debates para incentivar diálogos sobre temáticas que envolvam a diversidade sexual e de gênero.

O DIGO faz parte da Red DIVERCILAC – Diversidad em el Cine Lationamericano y Caribeño – rede de festivais da América Latina e do Caribe -, o que proporcionará aos inscritos a possibilidade de participação na programação em festivais internacionais em regime de network e vice e versa, além de mostras especiais itinerantes.

Os melhores curtas-metragens serão contemplados com o Troféu DIGO, a ser entregue para as diversas categorias, incluindo melhor direção, roteiro e interpretação em curtas goianos, nacionais e internacionais. O público também elegerá seus curtas nacionais e internacionais preferidos, que os quais também receberão troféu. Dentre os prêmios especiais, estão o Prêmio Christian Petermann (Menção Honrosa) para Melhor Filme.

Mídia, Democracia e Política em Aula Magna da UFJF

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Acontece nesta quinta, 9 de março, no anfiteatro da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora, a aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Comunicação. A palestra será ministrada pelo Dr. Mauro Pereira Porto, professor do Departamento de Comunicação da Tulane University em Nova Orleans, nos Estados Unidos, e tem como título Mídia, Democracia e Polarização Política.

A palestra do professor Mauro Pereira Porto será a Aula Magna inaugural da turma do Mestrado em Comunicação 2017 da UFJF e é aberta ao público.

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A palestra do professor Mauro Pereira Porto vai analisar a relação entre meios de comunicação e polarização política no contexto da atual crise da democracia representativa no Brasil.

Segundo a perspectiva analítica proposta, a crise é resultado, em parte, da reação da classe média tradicional contra o processo de inclusão social que ocorreu durante os dois mandatos do Presidente Luis Inácio Lula da Silva. Esta reação da classe média é alimentada e sustentada por padrões de representação simbólica construídos pelos meios de comunicação. Em particular, a mídia tem tido um papel ativo na disseminação de imagens estigmatizantes sobre os grupos sociais recentemente incluídos, especialmente os negros e a chamada “nova classe média”.

A palestra conclui ressaltando que a mobilização política conservadora dos setores médios e o caráter frequentemente excludente das mensagens da grande mídia estão relacionados, constituindo uma polarização política que cria importantes obstáculos para o funcionamento efetivo da democracia representativa.

TV, Comunicação e Cotidiano

“A Comunicação não é um processo simples em que uma mensagem é levada de um emissor até os receptores através de um meio (televisão). É na comunicação que o significado das coisas – inclusive dos fenômenos políticos – é construído, onde o mundo da política adquire um sentido específico. A televisão não só transmite informações sobre o mundo da política: ela o interpreta, confere a ele um determinado significado.”

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“Entender o papel da TV desta forma nos permite não só reconhecer a sua importância, mas também superar algumas teorias simplistas que tendem a ver a televisão como uma instituição onipotente, todo-poderosa, frente a uma audiência passiva, facilmente manipulável. Quando afirmo que a televisão é o elemento mais dinâmico e importante na formação da nossa visão de mundo, não pretendo afirmar que seja o único.”

QUEM É MAURO PEREIRA PORTO

Bacharel em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (1988), Mauro Peereira Porto é Mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília (1993) e tem Doutorado em Comunicação pela University of California, San Diego (2001). Atualmente, é professor da Tulane University, Nova Orleans (EUA). O professor e pesquisador tem vasta experiência na área da Comunicação Política, com ênfase na relação entre mídia e democracia, atuando principalmente nos seguintes temas: mídia e política no Brasil, jornalismo, telenovelas, propaganda política na televisão, sociedade civil e accountability, midia e consolidação democrática na América Latina.

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UFJF receberá novos alunos do Mestrado em Comunicação discutindo Mídia e Democracia

Dois Irmãos: Luiz Fernando Carvalho faz Poesia da obra de Hatoum

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Cauã Reymond, em papel difícil, reafirma imenso talento…

A minissérie que abriu o tradicional janeiro de grandes minisséries na TV Globo terminou ontem após 10 capítulos de uma produção com a assinatura prodigiosa e relevante de Luiz Fernando Carvalho (LFC).

DOIS IRMÃOS surge após a força dramático-imagética que foi a novela Velho Chico, também dirigida por Luiz Fernando, mas estava já gravada há 2 anos.

Trata-se de adaptação da obra homônima do escritor amazonense Milton Hatoum, adaptada por Maria Camargo. Conta a saga de uma família de libaneses residente em Manaus. O foco central da ação são os gêmeos Omar e Yaqub (vividos em 3 fases distintas pelos atores Lorenzo Rocha, Matheus Abreu e Cauã Reymond). Os gêmeos, desde garotos, vivem em disputa pela atenção dos pais, Halim (Antonio Caloni/Antonio Fagundes) e Zana (Juliana Paes/Eliane Giardini), e o amor da jovem Lívia (Monique Bourscheid/Bárbara Evans). Assim como no livro, a história é narrada por Nael (Ryan Soares e Irandhir Santos), filho de Domingas (Zahy Guajajara), um misto de agregada e empregada da família dos gêmeos.

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Quem acompanha o trabalho sempre instigante e competente de Luiz Fernando Carvalho já sabe: quando vem obra dele, vem produção esmerada, misto de beleza e reflexão, calmaria rítmica e avalanche emocional, músicas que evocam ou sublinham sentimentos que permeiam as emoções em relevo na trama, despertando uma polaridade que conjuga – com extrema delicadeza e pertinência – o claro e o escuro, o trágico e o alegre, o erótico e o rude, o avanço e retrocesso, o direito e o avesso, o sagrado e o profano, a beleza e o sombrio.

Em DOIS IRMÃOS – que a TV Globo lançou com o ótimo apelo “Assista a esse Livro !” – essa polaridade, ancestral e típica da vida, é moldura e conteúdo que Luiz Fernando Carvalho alcança e converte em refinada linguagem, traduzida em brilhante forma artística.

O duplo de cada personagem, das ações, dos acontecimentos, das reações, é dado precípuo da obra. Quem acompanhou com atenção, por certo lembrar-se-á dos momentos de pura euforia de Zana (a matriarca dividida entre Juliana Paes e Eliane Giardini), as nuances de Halim (Antônio Calloni e Antônio Fagundes), e o duelo permanente entre os gêmeos, com a recorrente polaridade evidenciando-se na eterna rivalidade entre irmãos, ademais sendo esses personalidades tão distintas, movidos por ódio e vingança desde muito cedo.

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Trabalho de caracterização foi tão perfeito que levamos um ‘susto’ quando o personagem Nael cresceu e apareceu com Irandhir Santos: parecia tratar-se do mesmo ator em idade mais avançada… Sensacionallll !!!

O escritor Milton Hatoum, amazonense autor do livro, deve estar muito feliz: as vendas de seu livro tiveram expressivo aumento após a estreia da minissérie, e sua obra agora ganha visibilidade nacional. E quem pode concorrer com o alcance da Televisão ? Ganhou Hatoum, ganhamos nós com esta Jóia da Teledramaturgia que é a minissérie DOIS IRMÃOS.

Mesmo já considerando, há tempos, LFC como um dos mais relevantes e competentes diretores de Teledramaturgia do país – costumamos dizer que “Todos os outros fazem novela; só Luiz Fernando Carvalho faz obra de Arte” -, o diretor sempre nos surpreende – positivamente – a cada novo trabalho.

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Que riqueza é assistir a uma obra assinada por LFC ! Que refinamento ele empresta a detalhes ! São pequenas pérolas encravadas em blocos de capítulos, perfazendo um total criativo cuja obra final deve equivaler mais que a um longa-metragem em esforço, trabalho e alcance, tal é o preciosismo na arquitetura cênico-imagética que facilmente identifica-se nas criações de LFC. O diretor é mestre na construção de um matelassê teleaudiovisual que evidencia uma enorme diversificação de intertextualidades, cujo acme é uma analogia constante, permanente, sutil e evidente entre as questões evocadas nas tramas e nas injunções que se desenrolam qual num tabuleiro de xadrez, complexo e inextricável, que esboça a realidade paradoxal e polarizada de um país perplexo ante tantas adversidades.

Em DOIS IRMÃOS é possível também identificar um diálogo com o clássico “O Tempo e os Conways”, do dramaturgo inglês J.B. Priestley, e ainda com O Jardim das Cerejeiras, do notável Anton Tchecov. Outros mais poderão ser aludidos. Esses me vêm à memória agora. O fato é: o sensório de Luiz Fernando Carvalho é pródigo em criar analogias, em promover diálogos, em promover alianças, mergulhando longe e fundo para emergir e iluminar a obra a qual ele está ‘construindo’ com matizes e texturas que apontam, insistentemente, para um universo multifário e poliédrico, pois assim esboça-se a sensibilidade do diretor, conforme o olhar mais atento pode perceber em suas notáveis criações artísticas. Nesse viés, Luiz Fernando Carvalho traz em seu arcabouço uma multiplicidade de influências, inspirações, estilos, e PERGUNTAS ( qual um garimpeiro, sempre em busca de novas pepitas preciosas) que o tornam um profícuo detonador de sentimentos e emoções aflorando em direções várias. É preciso ser muito tosco para não se sentir tocado pelos magnânimos quadros audiovisuais que LFC consagra às suas obras.

*Não sei o nome do clássico do cancioneiro mundial que encerrou a minissérie, mas que achado ! Mão na Luva, como diria Machado de Assis.

Assim, tendo essa ligação estreita e oxigenante com o dia-a-dia do país, é que Luiz Fernando – do alto de sua inquietação criativa – percebeu a ‘necessidade’ de alterar a edição dos capítulos finais de Dois Irmãos, ante a gravidade da rebelião de presídios acontecida em Manaus. Como disse o diretor em entrevista à colega Cristina Padiglione:

“Faz uns dez dias, estava editando a cena da morte de Halim, abatido sobre seu sofá cinza, mudo, cristalizado, perplexo diante das transformações que se iniciaram naqueles tempos, mas que chegam ao ápice nos dias de hoje! Na semana de estreia, assassinatos se multiplicaram nos presídios de Manaus, uma capital abandonada e praticamente esquecida, que entrou para o mapa mundi da tragédia da vida real e ficcional a um só golpe. Tudo se misturou na minha cabeça. Entendo a edição como algo móvel, dinâmico, como a vida. As improvisações continuam ali. Não trabalho com cartilhas. Meu olhar se interessa por estes acasos e espelhamentos. Os acontecimentos em Manaus modificaram a forma de editar os capítulos finais, sim. Senti a necessidade de incorporar à decadência, já posta no romance, a reflexão machadiana de que ‘o progresso já nasce em ruínas’. A edição se tornou mais crítica e política ao refletir o tempo que passa e sua ideia de progresso”.”

Um Viva muito grande e sonoro ao formidável elenco de DOIS IRMÃOS, no qual destacam-se as atuações de Juliana Paes, Antônio Calloni, Eliane Giardini, Antônio Fagundes, Irandhir Santos, e a criação impactante de Cauã Reymond, que esbanjou talento, sensibilidade e invejável profissionalismo.

*Bom rever Michel Melamed, Isaac Bardavid, Ary Fontoura, Maria Fernanda Cândido e Carmen Verônica.

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PARABÉNS ao maestro Luiz Fernando Carvalho e a toda a fabulosa equipe que com ele tornou possível a realização exponencial de DOIS IRMÃOS ! Uma obra que nos enche de admiração por sua riqueza como criação teleaudiovisual, e também por nos relembrar que, no Brasil, há sim motivos muitos para nos orgulharmos, conforme ficamos ao sermos partícipes de um tempo em que se produz obra tão digna em meio a tantas coisas que nos envergonham neste Brasil dos anos 2000.

Cidade dos Homens estreia hoje com Dja Marthins em participação especial

A competente atriz Dja Marthins, mais um talento de peso da cultura  baiana, conhecida por sua presença sempre forte e competente – seja no teatro, cinema ou televisão -, está de volta à telinha esta noite:
DJA participa do primeiro episódio de Cidade dos Homens, que estreia hoje uma nova versão, atualizada em 12 anos. Escrita por George Moura e Daniel Adjafre, a minissérie agora tem direção de Pedro Morelli.
“Faço uma mulher que ganha a vida consertando e recuperando os utensílios domésticos dos moradores de uma comunidade. Mas é uma participação pequenina”, avisa Dja. Apesar de lamentarmos que sua participação seja apenas no primeiro capítulo, é bom de todo modo rever Dja atuando, ainda mais numa minissérie com uma trajetória como a de Cidade dos Homens, que destaca a relação de amizade da famosa dupla Acerola e Laranjinha.
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Acerola e Laranjinha retornam e agora já tem filhos…
Em Cidade dos Homens, Dja contracena com os atores mirins Luan Pessoa (Davi) e Carlos Eduardo Jay (Clayton), que  encarnam os filhos de Laranjinha ( Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva). Os intérpretes entram em cena para dar continuidade aos inesquecíveis personagens, numa passagem de 12 anos.
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DJA Marthins iniciou a carreira através do importante  trabalho da Oficina de Espetáculos Calouste Gulbenkian, comandada pelos atores Ernesto Piccolo e Rogério Blat. Inscreveu-se mais tarde no curso de teatro da Universidade Estácio de Sá.
E foi através de um belíssimo espetáculo da dupla Picollo & Blat (que criaram e dirigiram diversos espetáculos bonitos e relevantes em aulas populares, as quais misturavam diversas etnias, gerações e classes sociais) que vi DJA pela primeira vez. Em cena, DJA atuava e cantava no inesquecível musical PRAÇA ONZE. O elenco era enorme, formado por alunos da oficina do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, e não dava pra guardar nome e rosto de todos. Foi só quando vi DJA Marthins emprestando seu talento em #joiarara, que me encantei com sua atuação. E conversa vai, lembrança vem, e o musical PRAÇA ONZE nos fez recordar momentos lindos que ‘vivenciamos’ em dia de festa no palco.
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 Cartaz do inspirado musical de Ernesto Piccolo e Rogério Blat, onde Dja Marthins atuou…
DJA Marthins é conhecida por vários trabalhos na televisão. Egressa do teatro baiano, a atriz estreou na telinha em 2002 com o Beijo do Vampiro, seguindo nas novelas Cobras & Lagartos (2006), Saramandaia,  Joia Rara (2013) e Haja Coração (2016), citando apenas algumas.
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Na última versão de Saramandaia, obra do também baiano Dias Gomes, o saudoso e notável dramaturgo criador de obras como O Bem Amado e O Santo Inquérito, ela fez  a empregada da personagem Candinha Rosado, vivida pela atriz Fernanda Montenegro, e conta que foi “um prazer enorme trabalhar com essa grande profissional”.
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José Araújo e Dja Marthins contracenando em Joia Rara, obra-prima de Duca Rachid e Telma Guedes…
A personagem de Cidade dos Homens é mais uma que evidencia o talento da atriz em trabalhos que destacam as comunidades cariocas. Na peça “Favela”, Dja mostrou nos palcos a vida da Dona Jurema, uma fofoqueira no cotidiano de quem mora no morro. Texto de Rômulo Rodrigues com direção de Marcio Vieira. Em “Áurea, a Lei da Velha Senhora”, de Jean Mendonça,  Dja encarnou a Negra Velha, encantando o público com sua atuação pujante.
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“Gosto de trabalhar na televisão, mas minha paixão é o teatro.  Estou ensaiando Bodas de Ouro, de Vicente Maiolino, com adaptação e direção de Wilson Caetano. Comigo no elenco está Ricardo Romão,  fundador e líder do grupo musical Saci Chorão”, conta a querida DJA.
No cinema, Dja Martins atuou nas produções “Através da Sombra”(Walter Lima Jr), “Polidoro”(Tiago Arakilian) e “Solteira Quase Surtando”(Caco Souza), além dos curtas-metragens “Safári”(Renata Di carmo) e “Vazio do Lado de Fora”(Eduardo Brandão Pinto). Esse último “é sobre o pessoal que foi desabrigado no autódromo”.
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Dja Martins: orgulho e força do Teatro Baiano, revelada ao país pela teledramaturgia.

Entre a saudade e a esperança, repousa a mais bela invenção dos homens

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Sempre que os vejo, brota a mesma emoção. Diante deles, sou uma sempiterna criança entre o alumbramento e o estupor. Sou absolutamente fascinada pelo esplendor que são os fogos de artifício !

Entre comoção e fascínio, eles sempre me renovam as emoções mais bonitas e as mais fundas,sobretudo quando anunciam a involuntária troca de ano.

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Um misto de saudade e esperança toma quando eles começam a estourar no céu ! Carregam junto uma tristeza a ser instalada por um ano que vai perdendo vida, ao mesmo tempo em que reacendem sonhos e anunciam esperanças sempre novas de dias melhores.

Incrível como, a cada ano, eles vem mais cheios de beleza, promovendo uma arrepiante festa de cores no horizonte ! São de uma beleza infinita, sobretudo quando sem misturam formando alianças de cores e formatos nos céus do mundo inteiro. Que magia contagiante e única está embutida na queima de fogos !

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Que magia contagiante e única está embutida na queima de fogos ! Acho-a de um frenesi inigualável, sempre novo porque igual na sua forma de ser sempre fascinante !

Penso que a humanidade já devia ter descoberto ou ‘inventado’ um nome para o ‘criador’ dos fogos de artifício. São, pra mim, uma tão poderosa invenção, que a vida é mais Vida quando celebrada com eles, e se alguém há a merecer um Nobel da Beleza, esse alguém é esse inspirado ‘criador’ dos incomparavelmente notáveis FOGOS DE ARTIFÍCIO !

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A eles, e aos que promovem as celebrações mundiais emolduradas por eles, o caloroso #aplausoblogauroradecinema !

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A todos os leitores e amigos do #blogauroradecinema, nossos melhores votos de um Novo Ano pleno de PAZ, LUZ, Amor e muitos motivos pra comemorar !

             F Z    2017   !