Arquivo do dia: 04/03/2010

ROBERTO CARLOS: 50 na OCA

Como comemorar 50 anos de uma carreira bem-sucedida? Após turnê que começou em abril do ano passado em Cachoeiro de Itapemirim, sua cidade natal, com direito a passagem pelo Maracanã, Roberto Carlos foi além de seu tradicional horizonte: passou do palco para uma grande mostra.

A expô Roberto Carlos – 50 Anos de Carreira, que será aberta amanhã à noite na Oca, é um desejo antigo do artista, que já cogitava a ideia desde 2002.

O projeto tomou forma com curadoria de Marcello Dantas, que promete um trabalho high-tech: “O rei sempre foi um artista de ponta em questões tecnológicas, então é coerente darmos sequência a isso”.

O cantor é quem comanda a exposição, em detalhes. Tudo o que será visto, como as instalações e filmes, foi aprovado em última instância por ele, que também selecionou pessoalmente os objetos que compartilhará com o público até maio.

  Arte Folha  

Nos quatro pisos da Oca, prédio projetado por Niemeyer, o público poderá satisfazer a curiosidade por quadros do cantor, por seus discos de ouro, carros e sua coleção de cachimbos e terá a chance de tocar em fotos ampliadas do rosto do artista. Mas não é essa a intenção principal do curador: “Essa é uma exposição sobre o artista que melhor dialogou com a cultura brasileira nas últimas cinco décadas. Não queremos que isso seja um trabalho só para fã-clubes”, diz Dantas.

Assim, além de trazer à tona emoções do séquito de fãs, a mostra reapresenta períodos marcantes da carreira de Roberto Carlos em documentários. Carlos Nader assina a direção de dois vídeos exibidos em grandes projeções no primeiro andar do prédio, que tratam da jovem guarda e da parceria com Erasmo Carlos.

Internet

A exposição também marca uma tentativa de maior aproximação entre o artista e a internet. A tarefa coube a Marcelo Tas, blogueiro, apresentador do “CQC” e fã de Roberto.

No subsolo do pavilhão, serão expostos vídeos e contribuições enviadas em homenagem a Roberto Carlos pela rede (o site www.robertocarlos50anos.com.br receberá arquivos até o fim da mostra), com destaque para a canção “Como É Grande o Meu Amor por Você”, que ganhou espaço exclusivo. “O Roberto navega mais no mar do que na internet. Ele é muito cuidadoso, teme o descontrole da rede, mas se emocionou com o que mostramos”, conta Tas.

ROBERTO CARLOS – 50 ANOS DE MÚSICA
Quando: estreia amanhã, às 19h; até 9 de maio, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h (aberta no dia 8 de março, segunda-feira)
Onde: Oca (Pavilhão Lucas Nogueira Garcez – av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3 – parque Ibirapuera); tel. 0/xx/ 11/3079-1065
Quanto: de R$ 5 (ter. e qua.) a R$ 20; grátis para maiores de 60 anos

GUILHERME ARANTES e a Sonoridade Essencial

Enfim, o talento e criatividade de  GUILHERME ARANTES começam a ser revisitados, embalados  por suas inegáveis qualidades. E a obra do artista começa a se desvincular de rótulos preconceituosos que lhe vinham sendo pregados há quase duas décadas.

“O pessoal dos anos 80 me chamava de brega –coisa que eu de fato era naquelas circunstâncias”, afirma. “No reinado do pop-rock, era vetado ao homem ter sentimentos. E eu, como o Erasmo Carlos, não tinha pudor nenhum de rasgar as emoções. Agora, estou me vingando da isolada que esse pessoal me deu. A mesma coisa que me fez maldito ali, hoje me dá a chance de perdurar.”

  Divulgação  
Guilherme Arantes em Salvador, onde vive desde 2000; cantor e compositor faz show neste domingo no Auditório Ibirapuera
Guilherme Arantes em Salvador, onde vive desde 2000; cantor faz show neste domingo no Auditório Ibirapuera

E essas chances vêm aumentando. De um par de anos para cá, as velhas canções de Guilherme têm se tornado cada vez mais constantes no repertório de artistas –principalmente das vozes femininas.

Vanessa da Matta fez versão para a belíssima Um Dia, um Adeus, que acaba de entrar na trilha da novela global Cama de Gato. Zélia Duncan releu Cuide-se Bem em CD e DVD ao vivo –mesma música escolhida por Bruna Caram para fechar seu CD Feriado Pessoal. Adriana Calcanhotto incluiu Meu Mundo e Nada Mais no show mais recente, e também deve lançá-la em DVD.

Guilherme reconhece que foi resgatado pelas cantoras, “para quem o sentimento está liberado”. Mas aponta no seu instrumento de apoio outra razão que pode ter colaborado nesse processo de revalorização.

“O piano entrou em desuso depois da fase áurea do pop, de tão usado que foi pelo Duran Duran, pelo RPM e por mim mesmo”, diz. “Mas, passado esse tempo de descanso, voltou com tudo agora, tanto lá fora, em bandas como o Coldplay, como por aqui, no trabalho de caras novos como o [Daniel] Ganjaman e [Marcelo] Jeneci.”

E é só esse instrumento –um piano de cauda– que Guilherme usa para fazer o show de hoje. Estão na lista todas as canções que agora também são de Vanessa, de Zélia, de Bruna, de Adriana. Mas também duas dezenas de outras que ainda estão à espera do redescobrimento.


Já são 34 desde a estréia fonográfica de Guilherme Arantes, e, vá lá, uns 25 do estrondoso apogeu comercial. O momento atual, dá para apostar, é de igual importância no desenrolar dessa história.

INEZITA: 8 DÉCADAS de Cultura Popular e Viola

Na sala de sua casa, no bairro de Santa Cecília, onde até o sofá foi retirado para abrigar seus 22 passarinhos em dezenas de gaiolas, ela comemora hoje 85 anos de vida. Com uma lucidez e uma memória assombrosas, Inezita Barroso está sempre rodeada de gente, mas, no fundo, sente-se solitária.

A solidão, que não tem a ver com valores afetivos – já que ela enche a boca de encantos para falar de amigos e da família, principalmente de seus bisnetos -, diz respeito à falta de aliados na longeva batalha para não deixar morrer o cancioneiro brasileiro de raiz, com especial devoção à música caipira. “Essa música moderninha de hoje, que chamam de sertanejo, não tem valor. É sempre a mesma coisa, com a mulher que abandonou o marido. Com a agravante que eles só tocam no mesmo ritmo, parece um realejo. É completamente diferente da música caipira e a folclórica, que têm vários ritmos, como chamamé, catira, cateretê e tantos outros”, diz Inezita.

A cruzada, que extrapola o campo musical, busca também a preservação do modo simples de agir e de ser do povo caipira. “A Globo se esforça para destruir, mas não consegue – está dentro da gente. É ridículo ver um personagem do campo falando com sotaque carioca”, explica a apresentadora.


Na longa estrada da vida, Inezita carrega uma vida profissional de 55 anos como cantora, lembrando com detalhes a gravação de seu primeiro disco. Acostumada a cantar o repertório de Dolores Duran, Noel Rosa e Ary Barroso em boates como Oasis, em São Paulo, e Vogue, no Rio de Janeiro, ela viu a carreira deslanchar com Moda da Pinga, de Laureano, no lado A, e Ronda, de Paulo Vanzolini, no B, pedidas até hoje nas apresentações pelo País.

Da faceta de apresentadora, a Dama Caipira ostenta a marca de ter o programa de TV que está há mais tempo no ar, sem nunca deixar de ser exibido nem trocar de emissora. São 30 anos de Viola, Minha Viola, na Cultura, exibido sempre aos domingos, às 9 horas, com exigências pertinentes. “O Moacir Franco e o Sérgio Reis já tentaram levar tecladistas, eu não deixo entrar porque isso destoa da música caipira, eles me entendem”, diz Inezita. A postura firme é mais uma forma de respeito ao público.

Até a segunda grande paixão da apresentadora, a natação, fica de lado por causa da falta de tempo. As gravações do Viola, Minha Viola, sempre às tardes das quartas-feiras, no Teatro Cultura, na Avenida Tiradentes, são compromisso sagrado. “Quando pegávamos a estrada para gravar o programa, eu cheguei a viajar de bicicleta e em carro de boi, por respeito ao meu auditório. Há quatro anos, sofri um acidente sério em casa, levei um tombo e rasguei minha canela. Os médicos disseram que só me dariam alta em uma semana. Não podia esperar e fugi do hospital, detesto reprise. A vida é assim, eu gosto de trabalhar”, relembra Inezita. A história se repetiu no ano passado. Com suspeita de pneumonia, a cantora não abandonou um público de 6 mil pessoas que se espremiam debaixo de chuva no Sesc Itaquera. “Eu vou pôr a viola lá no alto. Se tivesse mais aliados nesta luta… Mas não gastei 55 anos da minha carreira à toa. Hoje vejo cada vez mais orquestras de violas e fábricas do instrumento para crianças. É um orgulho tremendo.”

* Com texto de Lucas Nobile

TEATRO no Lunático

O LUNÁTICO CAFÉ & CULTURA é um bem equipado e agradável espaço cultural localizado na zona sul carioca e cuja administração cabe ao ator GUSTAVO FALCÃO, parceiro em projetos como esse e tantos outros onde o TEATRO é o foco principal, de seus tios, Adriana e João Falcão.

Gustavo é dos mais brilhantes atores de sua geração – ao lado de Wagner Moura, Zéu Britto, Wladimir Brichta e Lázaro Ramos, com quem fez A Máquina – no teatro e no cinema -, natural de Pernambuco, e um ser humano de rara sensibilidade.

Recomendamos este curso e todos os eventos que acontecem no LUNÁTICO, sempre um programa de qualidade.

Nova de Gilberto Braga este ano

Diretor de núcleo de Lado a Lado — novela das 21h de Gilberto Braga e Ricardo Linhares — Dennis Carvalho está em Los Angeles procurando o melhor cenário para gravar as cenas de um sequestro de avião que acontece nos primeiros capítulos da novela. O que mais agradou o diretor até agora é o avião que foi usado em Lost.


O elenco da novela já está praticamente fechado. Petrônio Gontijo, que atualmente está no ar em Poder Paralelo da Record, acertou sua participação. Deborah Secco, Eriberto Leão, Antônio Fagundes e Cássio Gabus Mendes também.

Murilo Rosa em Novos Filmes

Confira como Murilo Rosa está diferente de bigode, caracterizado como o personagem Marcos Resende, protagonista de Aparecida, o filme, de Tizuka Yamasaki. No longa, ele é um empresário cético, dono da fábrica Metal Nobre,  cuja vida é modificada pela fé depois que seu filho entra em coma.

O filme está sendo rodando em São José dos Campos e tem previsão de lançamento para o fim deste ano. Em 2010, o ator poderá ser visto em três quatro longas: “No olho da rua”, “Como esquecer” e Área Q, rodado no Ceará e Los Angeles..

Dama da Lapa

Christine Fernandes, a médica Ariane de Viver a Vida, mulher centrada e profissional séria, vai encarnar uma personagem mais ousada no teatro. Ela será uma prostituta na peça A Dama da Lapa, com texto de Marcelo Pedreira, que deve estrear no segundo semestre deste ano, no Rio.

MACALÉ nas Telas

 Uma das histórias a respeito de Jards Macalé dá conta de que puseram esse nome artístico nele porque o compositor jogava futebol tão mal quanto o jogador Macalé, do Botafogo. O público vai poder tirar a prova em Jards Macalé – Um morcego na porta principal, documentário que chega ao circuito amanhã (assista ao trailer) . O músico joga bola numa das cenas do filme, que traz entrevistas com o próprio e com gente que fez parte da vida e da carreira de Macalé, como Maria Bethânia, José Celso Martinez Corrêa e Gilberto Gil. Com direção e roteiro de Marco Abujamra e do jornalista do GLOBO João Pimentel, o documentário ganhou o prêmio especial do júri do Festival do Rio de 2008.

Jards Macalé foi filmado em 2002 e 2003, e partiu da vontade de Pimentel de falar do seu antigo vizinho.

– O Macalé morava perto da casa dos meus pais, e um dia eu quis fazer aula de violão com ele. Apareci na casa dele, fiquei tocando a campainha e nada; até que ele, que estava dormindo, apareceu de cueca, tomou meu violão e fechou a porta na minha cara – lembra Pimentel.

Um pouco desse temperamento do músico está na tela, em histórias como a que Dori Caymmi conta. Ao modificar um acorde numa música de Jards Macalé contra sua vontade, Dori foi surpreendido por um Macalé muito enraivecido, que entrou num lotação onde ele estava e gritou para todos os passageiros ouvirem que ele o “tinha traído com aquela mulher”, como se os dois tivessem um romance.

O filme traz Yards Mahatkalef – como o músico diz que é seu nome em árabe – sendo entrevistado por Jaguar e lhe contando como foi expulso de quatro colégios; fotos de álbuns de família; e trechos de filmes em Super-8 do tempo em que morou em Londres com Caetano Veloso. Há ainda Nelson Pereira dos Santos falando das trilhas que o músico fez para filmes seus, como “O amuleto de Ogum”, em que Macalé também atua.

Jards Macalé levou Pimentel e Abujamra a entrevistarem cerca de 50 pessoas; em torno de 20 entraram na obra.

– Uma das nossas grandes dificuldades foi o fato de não haver material sobre o Macalé. O que líamos sobre ele eram sempre curtas referências em obras sobre outros. Então tivemos que ir atrás de muita gente, para formar um material de pesquisa – conta Marco Abujamra.

Essa ausência de material talvez seja explicada pelo modo como ele preferiu conduzir sua carreira, acrescenta Abujamra:

– Ele atravessou o Opinião, a época dos festivais… Produziu um dos mais importantes discos do Caetano, “Transa”, e foi com ele para Londres. Mas não se fixou a nenhum grupo. Poderia ter feito isso com o tropicalismo, por exemplo, quando Bethânia e os outros baianos frequentavam a casa dele. Mas o Macalé sempre pautou a trajetória dele em cima de princípios próprios, não fez concessões mercadológicas e sempre teve personalidade forte, que não permitia interferências no seu trabalho. Depois desse documentário, o que a gente pôde concluir é que ele faz só o que está com vontade de fazer.

* Texto de Alessandra Duarte

Molibdênio de Braga Tepi Aporta no Rio

O molibdênio é um metal utilizado com muita frequência na produção de aços de alta resistência. O elemento químico não pode ser encontrado livre na natureza, mas existe em abundância no nosso planeta – na água do mar, por exemplo – e é considerado essencial à vida. Agora, a substância dá nome à primeira exposição do escultor Braga Tepi, a ser aberta amanhã  no Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana..

Nascido Francisco de Oliveira Braga, em Teresina, em 1972, o artista faz uso de peças automotivas para criar obras que, nas suas próprias palavras, buscam “colocar o ser humano na situação de tragédia em um universo surreal e visionário”. São esculturas de corpos quase sempre misturados a máquinas, colocados em situações que vão da exuberância ao desespero:

– A indústria hoje sai de dentro do homem – observa Tepi, cujo pseudônimo vem da junção das palavras Teresina e Piauí – Seguimos caminhos tortuosos, evoluímos tecnológica mas não espiritualmente. É essa diferença que tento capturar.

Braga Tepi 

A trajetória de Tepi como artista começou muito antes das esculturas. Desde a infância possuía facilidade para o desenho, mas o primeiro grande entusiasmo com uma cena cultural aconteceu com o rock de Teresina do fim da década de 80. Seu primeiro envolvimento artístico profissional seria por meio do desenho:

– Na época havia bandas locais, informações de outras cidades, festivais, muita gente interessada. Fui então fazer cartuns para fanzines – recorda.

Dom Quixote feito na oficina

Após desenhar para as duas maiores publicações independentes de Teresina da época – chamadas Boca do Esgoto e B de Hell – ganhou o Salão de Humor da cidade em 1992, com uma história em quadrinhos sobre política. Recebeu elogios, mas a concorrência na área do desenho era muito grande. Decidiu fazer curso de solda no Senai, e de lá foi trabalhar em uma oficina mecânica local. A carreira como escultor chegaria por acaso, só em 2002. Certo dia, olhando para as peças com as quais trabalhava, separou algumas para criar um Dom Quixote que enfeitaria sua casa. A criação agradou a um amigo, que sugeriu uma inscrição para o Salão Municipal de Artes de Teresina. Braga ganharia o 1º lugar na categoria Esculturas.

– Todos trabalhavam com madeira ou argila, na área da arte santeira, e eu inovava com metais. Para mim o prêmio foi um salto muito grande. Decidi aí deixar o cartum.

Passou então a se dedicar exclusivamente ao ferro. O metal, no entanto, era muito pesado e difícil de ser manejado, e professores universitários disseram que seria inviável trabalhá-lo. O conselho para continuar veio de um ferreiro que, com anos de experiência, assegurou que o trato contínuo suavizaria a relação com o material e o tornaria tão maleável quanto papel.

Assim, Tepi continuou criando em ferro e nos anos seguintes ganharia outros prêmios locais. A divulgação de seu trabalho levaria sua obra a ser exposta na Alemanha, em 2004, e em Nova York, em 2007.

Tepi conseguiu toda sua formação artística como autodidata. Não estudou além do ensino médio, mas compensou as lacunas com leituras autônomas e muita intuição.

Aproveitou o conhecimento nato de desenho na escultura, e faz projetos detalhados de todas as futuras obras. Até hoje trabalha na oficina mecânica, onde seus chefes incentivam sua atividade artística.

Seu material de trabalho se expandiu do ferro para outros metais, como alumínio e cobre, adquiridos a preços muito baixos – trata-se de sucata, afinal. Dependendo da resistência, suas peças são forjadas com soldas elétricas ou de oxigênio. Exceto vernizagens foscas e banhos de tinta preta em determinadas peças, todo o resto vem em sua cor original. Qualquer peça automotiva pode ser utilizada, e as criações mais recentes levam em média cinco dias para ficarem prontas.

A exposição reúne 17 esculturas e três desenhos de projetos criados entre 2005 e o final do ano passado.

Nas últimas obras, nota-se mais preocupação com o movimento das figuras. Ao menos três peças – Ânsia, Visionário e Observador do futuro – tratam das expectativas do autor sob diferentes posturas. No fim, a descrição de Tepi de seu trabalho soa como um conselho para todo um mundo regido por relações industriais:

– Quem trabalha com sucata fica dependente dela. Preciso que ela me obedeça.

* Texto de André Duchiade, Jornal do Brasil

LOLÔ S.A. em Horário Nobre

O I Festival de Cinema de Ribeirão Pires, intitulado Um Novo Olhar vai acontecer de 3 a 8 de maio  em Ribeirão Pires (Paranapiacaba, SP).

O representante cearense, cujo filme será exibido na abertura do festival, às 20h, é o documentário Lolô S.A., de Carlos Normando, professor do curso de Audiovisual da Universidade de Fortaleza e realizador dos mais premiados do Ceará.

Lolô S.A. tem argumento, roteiro, fotografia, produção, direção e edição do próprio Carlos Normando e daqui torcemos por sua boa acolhida em Ribeirão Pires.

 
O cineasta e seu “personagem”, o famoso LOLÔ que reside no cariri cearense…