Arquivo do dia: 06/03/2010

De Santos para o Oscar…

O Segredo de Kells, filme independente, concorrendo ao Oscar  de Melhor Animação e o brasileiro Marcelo de Moura é um dos responsáveis pelo sucesso do filme. Sua produtora, LightStar Studios, que fica em Santos, fez a caracterização dos personagens em 40 dos 75 minutos do filme. Esse trabalho durou pouco mais de um ano, sendo que a produção toda demorou cerca de três anos para ser finalizada. O resultado é uma co-produção entre Bélgica, França, Irlanda e Brasil, que está concorrendo à estatueta com outras quatro superproduções. O orçamento de O Segredo de Kells foi pequeno, de US$ 6 milhões, se comparado ao de seus concorrentes Up – Altas aventuras e A Princesa e o Sapo, US$ 150 milhões e US$ 105 milhões, respectivamente. Este último longa também teve cooperação brasileira: a produtora HGN, parceira da Disney, fez algumas etapas da produção, em um trabalho que durou 10 meses.

 

“A indicação prova que não precisa ser um ‘blockbuster’ para competir no Oscar, nem ter um orçamento imenso. Nós não esperavávamos que o filme chegasse entre os cinco. Ele já estava selecionado entre os 20 e todo mundo estava contente”, diz Moura. É sua primeira participação no prêmio com um filme independente. Antes, havia trabalhado em três animações indicadas ao Oscar: A Era do Gelo, Pocahontas e Mulan, sendo que os dois últimos concorreram à melhor canção (e Pocahontas venceu).

NORMA BENGELL Volta ao Teatro

Assim como Winnie, protagonista da peça Dias Felizes, de Samuel Beckett, Norma Bengell, a mais nova intérprete da personagem, não desistiu de seus sonhos. Mesmo soterrada por processos referentes a prestação de contas do longa O Guarani (o qual Norma dirigiu e produziu, além de atuar), a atriz e diretora de 75 anos considera que “tudo passa” e mantém a esperança de voltar a se dedicar a outras grandes personagens no cinema, seja como diretora, produtora ou atriz.

 

Cinema é a minha vida. Não fiz mais nenhum longa-metragem (desde “O Guarani”, de 1996). Fiquei desapontada, claro. Dá muito trabalho, é muito dinheiro, muita chateação. O que fizeram comigo não foi brincadeira. Inveja, uma coisa horrorosa – disse Norma, que pela primeira vez encena um texto Beckett.

O diretor da peça, Emilio Di Biasi, transforma em elemento cênico as possíveis identificações entre atriz e personagem, realidade e ficção, projetando ao fundo do cenário uma cinebiografia de Norma, que inclui filmes como “A casa assassinada”, Os Cafajestes, O Pagador de Promessas, O Homem do Sputnik, Noite Vazia, “Os deuses e os mortos”, “A idade da terra”, Rio Babilônia e Eternamente Pagu. Além disto, Biasi optou por soterrar Winnie em latas de filme, discos (Norma também se dedicou à carreira de cantora e compositora e lançou dois discos, um em 1959, “Ooooooh! Norma” e outro em 1977, “Norma canta mulheres”) e objetos eletrônicos.

Saiba mais: www.globo.com

DRICA MORAES em casa…

A atriz DRICA MORAES, querida do público e da crítica por seu grande talento e simpatia naturais, recebeu alta e está em casa. A atriz fora internada no início de fevereiro por causa de uma leucemia mas reagiu bem ao tratamanto e está de volta ao lar, pra alegria de tantos quanto gostamos tanto dela.

DRICA é a única artista numa família de sete irmãos: Alessandra, Pedro, Diogo, Bruno, Eduardo e Gabriel. Começou a atuar aos treze anos no teatro Tablado, com a peça Tribobó City.

A estréia na TV foi em 86 na Globo, no episódio O sequestro de Lauro Corona do Teletema, escrito por Ricardo Linhares e dirigido por Carlos Magalhães. Apesar de pequeno, o papel chamou a atenção do diretor Roberto Talma, responsável pelo seriado, que a convidou para fazer Top Model, de Walter Negrão, em 1989. No entanto, só teve destaque na mídia a partir de 1995, como Renata, a garota do casal Unibanco, ao lado do ator João Camargo. Foram mais de trinta campanhas em cinco anos.

Em 1996, atuou no remake de Xica da Silva, na Manchete, assinado por Walcyr Carrasco, com Taís Araújo fazendo sua estréia. Drica interpretou a antagonista da trama, Violante Cabral, um dos papéis mais importantes de sua carreira. Com o mesmo autor ainda faria sucessos como O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta e Alma Gêmea.

Em 1998, fez a primeira protagonista em novelas, Madalena, em Era Uma Vez. Protagonizou ainda a série Garotas do Programa em 2001, e em 2004, ao lado de nomes como Selton Mello, Andrea Beltrão, Marisa Orth e Pedro Paulo Rangel, protagonizou a série Os Aspones.

Em 2006, fez breve participação na novela Pé na Jaca, substituindo Malu Mader.

Em 2008, mostrou sua versatilidade ao dar vida à sofredora Vânia de Queridos Amigos e participou do filme Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca.

É uma das fundadoras da Cia. dos Atores, companhia teatral de grande sucesso, cuja sede fica no Rio. É uma atriz competente e de versatilidade, indo do drama à comédia com a mesma qualidade.

O mais recente trabalho na tevê foi no seriado DECAMERÃO – A Comédia do Sexo, onde atuava ao lado de Daniel Oliveira, Déborah Secco e Matheus Nachtergaele

SANTORO e Falabella Gravam em Roma

Rodado nas cidades de São Paulo e Paulínia, no fim do ano passado, o longa Meu País teve suas filmagens encerradas nesta semana, em Roma (Itália).

Dirigido por André Ristum, o filme mostra o reencontro de uma família desestruturada. Rodrigo Santoro interpreta Marcos, um homem obrigado a retornar ao Brasil depois que seu pai sofre um derrame.

O elenco conta ainda com Cauã Raymond, Débora Falabella, Paulo José e o italiano Norman Mozzato (Vermelho como o Céu e A Poeira do Tempo).