Arquivo do dia: 24/03/2010

FAMA Faz História em Atibaia

A FAMAFanfarra Municipal de Atibaia é a primeira banda sulamericana que participou de um mundial fora do continente.

Fundada em dezembro de 1990, a banda conta hoje com mais de 100 integrantes. Como parte do Projeto Música e Cidadania, a Fanfarra de Atibaia é um estímulo aos jovens da cidade a estudar música, pois oferece aos seus participantes incitação à cultura musical e ao civismo.

Após a conquista de muitos títulos regionais, estaduais, interestaduais e nacionais, a Fanfarra de Atibaia, em 2005, consagrou-se Campeã Mundial pela WAMSB – World Association of Marching Show Bands, na cidade de Taubaté em São Paulo. O título conquistado colocou a FAMA, e o Brasil, no hall das melhores bandas do mundo.

Em 2006, após a conquista de mais um Campeonato Brasileiro, a FAMA foi convidada para representar o Brasil no 13º Festival Internacional de Bandas e Fanfarras, na cidade de Milipilla no Chile. Essa foi a primeira viagem internacional da Fanfarra Municipal de Atibaia.

Já no ano de 2009, a FAMA foi convidada para participar do WMC – Word Music Contest, na cidade de Kerkrade, sul da Holanda. Os jovens músicos de Atibaia partiram rumo ao velho mundo e trouxeram dos Países Baixos uma medalha de ouro inédita para o Brasil, consagrando-se como uma das 10 melhores bandas do mundo.

Hoje, a FAMA é a única banda brasileira a ter um título mundial e a conquistar prêmios no exterior. E, neste ano, recebeu dois convites: um para o mundial da Alemanha, e, o outro, para apresentar dois concertos, um deles na sede da Orquestra Filarmônica de Berlim.

Para seus integrantes, poder fazer parte desta “família” é poder sonhar com um futuro melhor e ter a certeza de poder alcançá-lo.

FAMA e Principais Títulos conquistados:

Medalha de Ouro no Mundial WMC – Word Music Contest, em Kerkrade, Holanda – 2009

Campeã Mundial – 2005

Campeã Sulamericana – 2004

Heptacampeã Nacional – 1994, 1999, 2000, 2001, 2002, 2006 e 2009

E mais de 120 títulos em campeonatos estaduais e concursos aberto de Bandas e Fanfarras.

ARTE é Tão Importante quanto a VIDA

Felipe Hirsch não pára. Se a estréia simultânea do filme Insolação e da peça Cinema sugeria que ele pudesse dar um tempo para respirar e divulgar seus trabalhos, não é bem por aí. Hirsch trabalha as noites e madrugadas inteiras (“durmo das 6h às 11h”) e conversa sobre seus próximos projetos, música e a paixão pela arte com profundidade e desenvoltura, como se estivesse falando de algo trivial. Pura rotina.

 
AE
Felipe Hirsch: “A arte precisa ser
tão importante quanto a vida”
 

Rotina esse que segue em alta rotação. As peças do repertório da Sutil Companhia – “Não Sobre o Amor”, “Viver Sem Tempos Mortos”, “Avenida Dropsie” – seguem viajando pelo Brasil e o mundo, e outras três devem ser remontadas. A ópera “O Castelo do Barba Azul”, do compositor húngaro Béla Bartok, volta em maio; a primeira parte de “Os Solidários”, com Marco Nanini, deve retornar como “Pterodáctilos”; e o primeiro grande sucesso da carreira de Hirsch, “A Vida É Cheia de Som e Fúria”, baseado em “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby, pode ser remontado em função de seu aniversário de 10 anos. 

“Meu desafio é tirar as pessoas da frente da televisão”, afirma o diretor em entrevista ao iG, que também serve para ilustrar sua polivalência. Afinal de contas, não é qualquer um que tem no currículo espetáculos com Fernanda Montenegro e até um show com Roberto Carlos e Caetano Veloso, no ano passado, em homenagem a Tom Jobim. Na entrevista abaixo, o diretor continua falando de como foi trabalhar com esses grandes nomes da música e da dramaturgia, da vontade de dirigir um musical e da necessidade de lotar os teatros. “A arte precisa ser tão importante quanto a vida”.

Como foi dirigir o show do Caetano e do Roberto?
Fui lá por dois motivos. Porque tenho um carinho imenso pela [produtora] Monique Gardenberg, e logicamente uma admiração imensa pelo Caetano e pelo Roberto, mas fui muito porque sou um alucinado pelo Tom Jobim. Lembro do meu pai escutando Tom, tocava muito na minha casa. Tom é o símbolo de um Rio de Janeiro que eu conheço e partilhei – sou de lá, apesar de sair muito cedo. Foi um processo intenso pelas características e visibilidade da coisa toda, mas acho que fomos muito atentos para que fosse íntegro. É muito fácil em projetos desse tamanho que a coisa se corroa por dentro, já que existe uma quantidade de vaidades, de interesses, fúteis ou não, muito grande, não só dos artistas. O tempo conta as coisas melhor. Acho que quando a gente escuta um disco do Chico Buarque e Caetano em 1972, a gente tem toda a memória para criar junto. Hoje quando a gente vê um encontro desses, as coisas são mais distantes umas das outras do que próximas. Não sei como esse trabalho ficará no tempo. Tenho muita curiosidade de olhar para trás e ver o que aconteceu.

Para mim era improvável que você acabasse trabalhando com esses medalhões da MPB.

Eu também achava improvável, mas por isso aceitei. Admiro muito o Caetano, mas ele se dirige, seus shows são lindamente dirigidos. Se ele me chamasse pra dirigir um show dele, diria que de jeito nenhum faço melhor do que aquilo. O Roberto também tem o show dele para o público dele, que é muito bem realizado para o que interessa a ele e a esse público. Foi uma situação única e por isso me uni a ela porque gosto de estar nesses lugares improváveis. Quanto mais eu misturar coisas, mais me sinto feliz.

Você também já trabalhou com grandes nomes da dramaturgia brasileira: Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Marco Nanini, Marieta Severo. Como é sua relação com eles?

O bonito dessa história toda é quando você desperta neles uma paixão infantil, que é o que fez eles começarem. Você tem que se relacionar com isso, e não com o que eles se tornaram, de toda essa trajetória de vaidade. Quando você desperta aquilo, você percebe que eles são uns meninos, garotos lunáticos que conseguiram passar a vida inteira fazendo isso aqui [aponta para o teatro]. Eles são realmente irresponsáveis, curiosos. Você vê que eu trabalhei com o Paulo [Autran, em “O Avarento”] e ele nunca falou “eu sei fazer isso” ou “isso eu já fiz muito”. Paulo era uma criança, realmente. Fernanda [Montenegro, em “Viver Sem Tempos Mortos”] é também. É isso que você acessa neles, a paixão. E acho que por isso também de alguma maneira eles gostam de trabalhar comigo, porque não sento na frente deles para ficar cultuando. Sento pra dizer, “escuta, também sou um garoto maluco, mas comecei depois de vocês”. Existe um jogo infantil nisso tudo.

Divulgação
Fernanda Montenegro: “ela é uma criança”

O programa de rádio que você participa, “Rádiocaos”, está agora sendo transmitido também no Rio de Janeiro. Você está tocando algum outro projeto relacionado à música?


Queria muito me dedicar ao Rádiocaos. Se eu tivesse grana, só faria isso: escrever sobre música, ter um programa de rádio, amaria fazer isso por um tempo. Mas infelizmente não consigo me dedicar só a isso. E não só por grana, mas também por todas essas ideias perturbadas que você está ouvindo (risos). O fato é que eu não consigo parar a minha vida para fazer um programa de rádio. Eu adoraria fazer um musical. Mas o meu musical não ia ser muito para o [teatro] Alfa (risos).

O que você está achando dessa febre de musicais que chegou ao Brasil?

 
Eu adoro, não tenho preconceito com teatro nenhum. Eu quero é teatro lotado, de qualquer tipo. Posso não me interessar artisticamente, mas daí a ficar queimando, tendo preconceito… Meu desafio é tirar as pessoas da frente da televisão. Não vou atacar quem está fazendo algo diferente. Existe teatro para 100 pessoas, 200 e para mil. E aí? Também acho que os bombeiros deviam liberar as escadas, porque se alguém está arriscando a vida, é porque tem alguma coisa que preste lá dentro (risos). A Vida É Cheia de Som e Fúria tinha 70, 100 pessoas nas escadas. Quero 200 pessoas nas escadas ! É o seguinte: quanto mais deixarmos a relação com a arte essa massa chata, careta, que em parte também se deve aos artistas, mais a gente vai ser jogado a um canto. Quero teatro lotado, duas mil pessoas vendo Paulo Autran fazendo Molière. É uma coisa linda! Quero a Praça Roosevelt lotada. Não preciso admirar artisticamente tal espetáculo ou outro: quero discutir esse espetáculo, porque isso com certeza vai gerar outros maravilhosos. Arte não é para mesquinhar. Arte é para dominar, precisa ser tão importante quanto a vida, não é supérflua.

Vou falou do sucesso de “Som e Fúria”. Você espera repetir algo tão fenomenal em relação a público no futuro?


Não, nem nunca me preocupei com isso. Aliás, sou um mal acostumado: em qualquer lugar que a gente vá, temos público. Formamos esse público, graças a deus, que não é só de classe, é um público de arquitetos, designers, jornalistas. Desperta o interesse porque fazemos as coisas de alma aberta, acertando e errando, e a gente dá muita importância para o erro. Nunca foi o ponto fazer uma coisa mais ou menos popular, embora eu goste muito da relação do público com a casa cheia. Gosto muito de briga na porta, é um ingrediente muito importante (risos).

E vai ter algo para lembrar os 10 anos do “Som e Fúria” em 2010?

Estamos negociando direitos. Em 2006, quando paramos de fazer o espetáculo, os direitos foram vendidos pela Touchstone Pictures para um musical que faliu em 14 dias na Broadway. O problema é que a partir dessa venda, mudou muito o caráter de liberação envolvendo essa obra. Agora a negociação é com a Disney, para você ter uma ideia. Mas estamos tentando seriamente, temos até um patrocínio para fazer isso.

* Do IG…

Depois do Teatro e da Tevê, ROQUE SANTEIRO Chega ao Cinema

A versão para o cinema de Roque Santeiro, clássico de DIAS GOMES, não será mais dirigida por Daniel Filho. Ele se desentendeu com Hank Levine, um dos sócios da produtora Ginga Eleven, e anunciou sua saída do projeto por e-mail – mandou a mensagem para quatro pessoas. Além da Ginga, o longa-metragem também é produzido pela Globo Filmes e Lereby.

Roque Santeiro é baseado na peça O Berço do Herói, escrita por Dias Gomes em 1963, mas censurada pelo regime militar. Na década de 70, o texto também sofreu censura na versão televisiva. Finalmente, em 1985, DIAS conseguiu adaptar a obra, junto com e Aguinaldo Silva, e Sinhozinho Malta e a viúva Porcina foi vividos por Lima Duarte e Regina Duarte, estavam no horário nobre da Rede Globo. Quem interpretou o personagem título foi José Wilker, nosso querido conterrâneo.

Nos últimos dias, Daniel está envolvido com a divulgação do filme sobre a vida do médium Chico Xavier, que estreia no próximo dia 02 de abril. Entre os trabalhos do diretor está Se Eu Fosse Você 2, maior bilheteria da retomada do cinema brasileiro, visto por mais de 6 milhões de espectadores.

Narizinho não é mais aquela…

 

 

Amanda Diniz, que em 2006 foi a Narizinho do Sítio do Picapau Amarelo na Rede Globo, chega à telona completamente mudada.

Em Sonhos Roubados, novo filme de Sandra  Werneck, Amanda está loura e com os cabelos lisos, visual bem diferente da época em que era a doce neta de Dona Benta.

No filme, a atriz é Daiane, filha de Seu Germano (Ângelo Antônio, o Davi de Cama de Gato). Mas ele não a reconhece como sua filha.

Sonhos Roubados, com Marieta Severo e Daniel Dantas,  estreia dia 23 de abril.

* Informações de Patrícia Kogut