Arquivo do dia: 28/03/2010

O Amante do Meu Marido em temporada paulista

 

Com a marca de 500 apresentações e cerca de 350 mil espectadores, a comédia O Amante do Meu Marido, reestreou a terceira temporada da peça no teatro Ruth Escobar. Há três anos consecutivos em cartaz, Mateus Carrieri, Adelita Del Sent, Milton Levy e Miriam Lins voltam a São Paulo com o grande sucesso, depois de curta temporada pelo litoral de São Paulo. 

Na trama o aposentado Espiridião (Milton Levy) tem um sonho: ser ator. Entre um telefonema ao agente onde interpreta o papel de homossexual e a inesperada chegada de sua esposa que ouve parte da conversa, a confusão está armada. Telma (Miriam Lins) acredita que o marido realmente seja homossexual e tenha um caso com Arnaldo (Mateus Carrieri). 

Para aumentar o burburinho, Dorothy (Adelita Del Sent), empregada da casa flagra o patrão em novos e divertidos ensaios de seu papel provocando grandes mal entendidos e muitas risadas do público.

“A peça ganhou força e aceitação por ser despretensiosa e ter uma narrativa leve e divertida”, conta Mirian Lins diretora e atriz da peça.

 FICHA TÉCNICA

Texto: Rodolfo da Rocha Carvalho (Carvalhinho) /Direção: Miriam Lins

Produção: Walkíria Miranda Fizio| Ronaldo Lukesi Trilha Sonora: Fábio Saltini

Fotos: Cleber de Paula Assistente de Direção / Operador de luz e som: Gustavo Pires

Inscrições para Festival em Sydney

Convocatória aberta para 2010

O Festival do Filme Latino-Americano de Sydney (SLAFF) anuncia a abertura de inscrições à sua 5a edição, a realizar de 1 a 19 de Setembro.

Todos os filmes exibidos no festival concorrerão a prêmios pelo júri popular nas seguintes categorias: melhor curta e longa metragens, melhor documentário e melhor diretor local. Os prêmios variam de 500 a 3000 dólares australianos para os melhores diretores.

Os vencedores dos prêmios de votação popular, de 2009, foram:
Melhor Longa-Metragem: Pachamama, Toshifumi Matsushita – $1500 prêmio em dinheiro
Melhor Documentário: The Circle (O Círculo) (El Circulo) – José Pedro Charlo & Aldo Garay – $1000 prêmio em dinheiro
Melhor Curta-Metragem: La Oroya: Full Metal Air (La Oroya: Ar Metálico. Respirando contaminação e promessas) (La Oroya: Aire Metálico. Respirando contaminación y promesas), Alvaro Sarmiento Pagan – $500 prêmio em dinheiro

Prêmio de Melhor Cineasta Local: Amanecer, Alvaro Ruiz – prêmio de $3000

Clique aqui para as regras oficiais em português
Clique aqui para inscrir un filme (Formulario em português)

Inscrição até 30 DE ABRIL

infos: http://www.sydneylatinofilmfestival.org/2009/

Inscrições para Festivais e Prêmios

CURTA-SE
Abertas inscrições ao Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe – Curta-SE 10, para curtas  com até 15 minutos de duração, e longas metragens, a partir de 70 minutos de duração. Os trabalhos devem ser inscritos até 7 de maio através do site www.curtase.org.br, e os filmes em língua espanhola e em português de Portugal devem estar, obrigatoriamente, legendados em português do Brasil. O Curta-Se 10 será realizado em Aracaju, de 14 a 18 de setembro em Aracaju.

Mais informações: mostras@curtase.org.br / (79) 3302-7092.

PRÊMIO DE PESQUISA MEMÓRIAS REVELADAS
Até 30 de julho

Abertas inscrições ao Prêmio de Pesquisa Memórias Reveladas. O concurso de monografias com base em fontes documentais referentes ao período do regime militar no Brasil (1964-1985), está aberto a qualquer pessoa, que pode inscrever, no máximo, 01 (uma) monografia, individualmente ou em grupo. Ao todo serão selecionados três projetos, que serão editorados e publicados, com tiragem de 1000 (hum mil) cópias. O envio das monografias e dos documentos de inscrição deverá ser realizado até 30 de julho. Mais informações: http://www.memoriasreveladas.gov.br ou http://www.arquivonacional.gov.br.


GILBERTO FREYRE
Até 15 de dezembro

Aberto o período de recebimento de trabalhos para o 4o Concurso Nacional de Ensaios, promovido pela Fundação Gilberto Freyre. Este ano o tema abordado é a Alimentação na obra de Gilberto Freyre, tendo como referência obras como Açúcar, Nordeste, Casa Grande & Senzala, Sobrados e Mucambos, entre outras. Os trabalhos podem ser entregues até o dia 15 de dezembro de 2010. Confira: www.fgf.org.br.

CINEMA, JUVENTUDE E DIVERSÃO
Abertas até 1° de abril  as inscrições ao Festival Internacional de Cinema para crianças e jovens (Divercine), que acontece de 12 a 18 de julho em Montevidéu, capital do Uruguai, e em diversos países da América do Latina. Confira: http://www.cultura.gov.br/site/2010/01/29/19%C2%B0-divercine/.

PITCHING SOCIAL FUTURA

Canal Futura abre novo espaço para a produção audiovisual independente com a realização do 1º Pitching Social do Canal. A seleção irá premiar dois programas de TV, com 20 minutos de duração e temática livre. Um deverá ser produção de uma ONG, OSCIP ou Instituto e Associação, e o outro de uma TV Universitária. O Pitching, que recebe inscrições até o dia 09 de abril, contemplará cada um dos selecionados com R$ 30 mil reais. Para baixar regulamento e ficha de inscrição, acesse: www.futura.org.br.

INCENTIVO À LEITURA
Até 23 de abril a Casa da Leitura do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler), no Rio de Janeiro, recebe propostas de cursos voltados para formação continuada (prioritariamente) de professores e bibliotecários da rede pública, e outros mediadores de leitura. As propostas de cursos encaminhadas deverão privilegiar as Políticas públicas de incentivo à leitura e à escrita: caminhos de cidadania; as Bibliotecas comunitárias e escolares: formação de mediadores de leitura; e as Leituras literárias do Brasil. Para saber mais acesse www.bn.br. Maiores informações podem ser obtidas via e-mail casadaleitura@bn.br ou telefone (21) 2557- 7437.

AFRICANIDADES E AFRODESCENDÊNCIA

De 11 a 14 de maio será realizado o II Seminário Nacional Africanidades e Afrodescendência na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória.

Com o tema Formação de professores e histórias de vida”, o encontro visa a estimular a discussão crítica sobre as políticas educacionais. Inscrições abertas www.multieventos-es.com.br/africanidades ou no blog do Núcleo de Estudos Afro-brasileros da Ufes http://neabufes.blogspot. com/.

MÚSICA REGIONAL
Até 20 de abril, estão abertas inscrições para a seleção de músicas do Festival Regional de Jaboatão dos Guararapes. Os compositores e intérpretes interessados em participar devem enviar e-mail para secev.festivaldemusica@hotmail.com solicitando o envio do regulamento e da ficha de inscrição. O evento, promovido pela Prefeitura de Jaboatão, através da Secretaria de Cultura e Eventos, acontecerá nos dias 19, 20, 21 e 22 de maio. www.jaboatao.pe.gov.br.

IV MOSTRA TEATRAL EU SOU DAQUI
Abertas  inscrições à IV Mostra Teatral Eu Sou daqui, de Teresina, Piauí. Interessados podem enviar material até 09 de abril, serão aceitos materiais de teatro de todo país. Também poderão participar iniciativas em grupos e individuais, nas categorias teatro adulto ou infantil. O regulamento está disponível no site: http://www.luzesciacenica.blogspot.com/. Mais informações: luzesciacenica@hotmail.com e producaoeusoudaqui@hotmail.com ou (89) 9921 2568.

Oficina Audiovisual na Paraíba

De 6 a 10 de abril a capital paraibana recebe a oficina de audiovisual onde se realiza a conceituação, produção, finalização e exposição de Movscapes.

A ação é da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD-PB) e Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, integrando o programa Rede Nacional de Artes Visuais da Funarte 2009. As inscrições são gratuitas e o participante deve apresentar um breve currículo e justificar seu interesse nas oficinas. Além disso, deverá dispor de uma câmara de qualquer tipo, que permita gravar e editar vídeo.

As oficinas conceituais e práticas serão para até 30 pessoas e serão realizadas na Estação Cabo Branco, localizada no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa. O evento tem como público alvo: estudantes de artes plásticas, audiovisual e cinema, artistas e agentes de cultura, público em geral. Confira a programação no site: http://www.movscapes.com.br/.

Informações e inscrições  (83) 3221-8450.

VideoFilmes lança trailer de Uma Noite em 67

Selecionado para abrir a 15ª edição do É Tudo Verdade em São Paulo, o documentário Uma Noite em 67 já tem trailer oficial. O filme, com a direção de Renato Terra e Ricardo Calil, traz para o cinema a final do III Festival de Música Popular, que se transformou num marco da história cultural do Brasil.  

O longa tem depoimentos inéditos de Chico Buarque, Caetano Velloso, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, finalistas do Festival. 

Uma Noite em 67 é uma produção da Videofilmes. 

Para fazer download do trailer acesse o link:

 http://www.sendspace.com/file/v2qmok  

Ficha técnica

Direção: Renato Terra e Ricardo Calil

Coprodução: VideoFilmes e Record Entretenimento

Produção executiva: João Moreira Salles e Maurício Andrade Ramos

Consultoria: Zuza Homem de Mello

Direção de Fotografia: Jacques Cheuiche

Som: Valéria Ferro

Montagem: Jordana Berg

Mixagem: Denilson Campos

Produção: Beth Accioly

Coordenação de produção: Carolina Benevides

Coordenação de finalização: Bianca Costa

Pesquisa: Antônio Venâncio

Karim Aïnouz e Marcelo Gomes Vencem Toulouse

Os filme brasileiro
Imagem: Stephen Shugerman/AFP Photo

Viajo porque preciso, volto porque te amo, filme de Karim Ainouz e Marcelo Gomes, é o grande vencedor do Festival de Toulouse.

O “road movie” brasileiro ambientado no sertão nordestino acaba de receber o Grande Prêmio Coup de Coeur do Festival Encontros de Cinema da América Latina de Toulouse (19-29 de março). O Festival de Toulouse foi aberto com Estômago, de Marcos Jorge, e terminou com o vencedor do Oscar 2010 de Melhor Filme em Língua Estrangeira O segredo de seus olhos, do argentino Juan José Campanella.

Cerca de 200 filmes foram apresentados durante o evento, que em 22 anos de existência se tornou a mais importante vitrine do cinema latino-americano na França, e talvez na Europa.

Durante o festival foram apresentados projetos para tentar ajudar cineastas e artistas do Chile e do Haiti, países recentemente atingidos por violentos terremotos.

Da AFP Paris

PARIS Revive ANTÔNIO BANDEIRA

Considerado um dos maiores pintores brasileiros de todos os tempos, Antônio Bandeira (1922 – 1967) deve grande parte de seu mérito artístico a Paris.

Nascido em Fortaleza em 1922, foi na capital francesa que o artista viveu a maior parte de seu aprendizado na pintura, travou contato com pessoas e ideias que definiriam seu estilo e realizou exposições que o tornariam célebre na crítica brasileira e internacional. Em entrevista de 1950, disse: “É sobretudo graças a Paris, fermento de arte e de inteligência, que sou reconhecido”.

Agora, mais de 40 anos após sua morte em solo parisiense, a obra de Bandeira volta à cidade que o consagrou, com a mostra A abstração lírica na pintura de Bandeira, aberta ao público a partir de terça-feira na Maison de L’Unesco.

A exposição é composta por 30 obras em óleo e 10 papéis, provenientes de colecionadores particulares e instituições como o MAM. A curadora, Vera Novis, planeja a mostra em Paris desde 1995, quando organizou retrospectivas no MAM e no Masp, mas só conseguiu tirá-la do papel agora, 25 anos depois da última individual póstuma de Bandeira na cidade francesa. As obras dão uma visão de conjunto da obra do artista, com ênfase no período europeu.

A trajetória artística de Bandeira começa na Fortaleza da década de 40. Com pouco mais de 20 anos, o pintor autodidata se aproveitava do bom momento cultural vivido pela capital cearense.

Havia muita efervescência, salões de arte e exposições semestrais. Bandeira ganhava prêmios em todos – destaca Vera Novis.

Em 1945, o suíço Jean- Pierre Chabloz, pintor, desenhista e crítico de arte, realizou uma visita à cidade e, conhecendo a obra de Bandeira, o convidou para uma exposição no Rio.

A primeira passagem na então capital federal foi marcante, mas curta. A cidade foi seu primeiro contato com uma metrópole, uma das grandes inspirações de sua obra.

Ao chegar ao Rio e ver edifícios altos, inexistentes em Fortaleza, ele deslumbrou-se, o impacto foi muito grande – diz a curadora.

Menos de 10 meses depois, ele deixaria a cidade, após obter sucesso com duas exposições coletivas e uma individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil, e ganhar uma bolsa de estudos na França.

Sua pintura nessa época começa a se transformar. Se, no Brasil, tinha Van Gogh como maior inspiração, seu estilo começa a ser alterado por influência de vanguardas como o fauvismo e o cubismo.

– Antes ele tinha um estilo expressionista carregado, pintava madonas, Jesus morto nos braços da mãe, observa Vera. – Em Paris, obras como Mulher Sentada Lendo e Cara trazem uma influência cubista clara.

O artista divide a vida entre os cafés e a academia entre 1946 e 1950. O fim da bolsa, de apenas um ano, não o impede de permanecer na cidade, e eventos consagrados do circuito artístico parisiense como o Salon d’Automne e Salon d’Art Libre, e novos, como o Salon de Mai, apresentam obras do artista. Seu ânimo na Paris do pós-guerra fazia com que as pessoas ficassem encantadas, além de aumentar seu círculo de relações.

É nessa época que Bandeira se torna amigo da pintora francesa Camille Bryen, e o alemão Wolfgang Schulze, já consagrado e conhecido como Wols. A produção do brasileiro nessa época já começava a ficar mais gestual e abstrata, e a influência do amigo é incontestável. Ainda assim, enquanto o alemão lida com temas lúgubres e atormentados, Bandeira prefere temas alegres.

Seu sentimento artístico nada tinha a ver com abstracionismo. Sua verdade interna não era niilista, era o contrário do desespero de Wols. Os opostos se atraíram – comenta a curadora.

Após fundar o grupo Banbryols com os amigos – uma das maiores frustrações do artista foi nunca ter chegado a expor coletivamente com o grupo, cujo nome surgiu das iniciais dos três – é convidado para a 1ª Exposição de Pintura de Artistas da América Latina na Maison de l’Amérique Latine e vive completamente integrado à chamada École de Paris. Esse percurso culmina em sua primeira exposição individual, realizada na Galerie du Siècle. A essa altura já é total sua adesão ao movimento denominado abstração lírica ou informal.

Retorna ao Brasil em 1951, por ocasião da 1ª Bienal de São Paulo, onde o informalismo de sua obra ficará contraposto à linguagem construtivista e precisa dos artistas brasileiros de então. Desenvolve então o estilo que marcará definitivamente sua carreira, variando de pinturas a óleo de extrema delicadeza a outras com traços primitivos, realizadas com bastões. Ao mesmo tempo, os temas variam de árvores, paisagens longínquas ou cidades.

Ele dizia que não era abstrato, que seus temas eram da infância. Pode-se ver fagulhas, constelações, galáxias, explosões e fogo de artifício em seus quadros – detalha Vera.

Premiado por seu cartaz da segunda edição da Bienal, retorna à Europa em 1954 e, depois de alguns meses na Itália, volta a Paris para outra temporada de cinco anos.

Essa segunda estadia em Paris foi a de maior êxito. Fez sucesso junto a marchands de grandes galerias, expôs em Londres em 1955 vendendo mais da metade dos quadros na abertura e em 1956 ganhou outra exposição em Paris – comenta a curadora. – Em 1957 foi a vez de Nova York; no ano seguinte, a de Bruxelas, onde foi convidado a fazer todo o painel do Pavilhão Brasileiro na Exposição universal e internacional, o auge de sua carreira.

Ao retornar ao Brasil, em 1959, Bandeira já é um artista consagrado por críticos como Mário Pedrosa e Sérgio Milliet. Sua atividade nessa temporada de cinco anos é intensa: fica muito amigo de poetas como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Paulo Mendes Campos, inaugura o MAM da Bahia, expõe nos principais museus e galerias do país e, paralelamente, segue enviando trabalhos para mostras em Paris, Munique e Nova York. Volta a Paris em 1965, para sua terceira e última temporada, quando participa de algumas exposições até morrer prematuramente no dia 6 de outubro de 1967, após complicações em uma cirurgia para a retirada das amígdalas.

Duas homenagens póstumas são realizadas em Paris: uma Sala Antonio Bandeira no Salon Comparaisons em 1968, e, em 1971, uma exposição individual na Galeria Debret da Embaixada Brasileira. Em 1985 a Galerie Michel Broomhead apresenta uma mostra individual do artista. A maior coleção de suas obras atualmente se encontra no Museu do Ceará, em Fortaleza, com 34 quadros.

 * Informações de André Duchiade, Jornal do Brasil