Arquivo do dia: 29/03/2010

LIMA DUARTE FAZ 80… VIVAAAAAA !

Mineiro de Desemboque, LIMA DUARTE chega aos 80 pra glória da Cultura Brasileira.

PARABÉNS do Aurora de Cinema ao Grandioso Ator que todos aprendemos a admirar e a APLAUDIR ao longo de mais de 50 anos de carreira.

LIMA DUARTE chegou em Sampa de carona num caminhão que transportava mangas. O início da carreira foi no rádio como faz-tudo, até chegar a sonoplasta e, finalmente, a radioator, quando adotou o nome artístico de Lima Duarte por sugestão de sua mãe. Ingressou na televisão em 1950, no programa que marca a estréia da TV no Brasil, sendo ele e Hebe Camargo os únicos pioneiros vivos.

Esteve no elenco da primeira telenovela brasileira, Sua Vida Me Pertence, tornando-se um dos principais nomes do gênero.

Depois de anos na Rede Tupi, tendo passado por grandes dificuldades financeiras devido ao caos da emissora, que acabou falindo, foi contratado pela Rede Globo como diretor, graças à fama obtida ao conduzir a telenovela Beto Rockfeller. Conseguiu dar um salto na carreira ao interpretar o personagem Zeca Diabo, na novela O Bem-Amado, de Dias Gomes.

O inesquecível Zeca Diabo da obra imortal de DIAS GOMES

Imitando a voz fina de um parente na interpretação do violento jagunço, obteve grande notoriedade e foi premiado, transformando o personagem num dos maiores sucessos da história das telenovelas. Em 1984, substituiu Rolando Boldrin no programa Som Brasil, onde também contava histórias de escritores consagrados como Guimarães Rosa, de quem é admirador confesso.

E  desde que começou, LIMA foi aperfeiçoando sua vocação e talento sendo reconhecidamente um dos MELHORES ATORES DO PAÍS.

Como Sinhozinho Malta em Roque Santeiro, ao lado de Regina Duarte, que fez a memorável Viúva Porcina…

Dentre as muitas novelas, destacamos sua atuação primorosa em

  • 2009 – Caminho das Índias …. Shankar
  • 2007 – Desejo Proibido …. Viriato Palhares
  • 2005 – Belíssima …. Murat Güney
  • 2004 – Senhora do Destino …. Senador Vitório Vianna
  • 2004 – Da Cor do Pecado …. Afonso Lambertini
  • 2002 – Sabor da Paixão …. Miguel Maria Coelho
  • 2001 – Porto dos Milagres …. Senador Vitório Vianna
  • 2000 – Uga-Uga …. Nikos Karabastos
  • 1998 – Pecado Capital …. Tonho Alicate
  • 1998 – Corpo Dourado …. Zé Paulo
  • 1997 – A Indomada …. Murilo Pontes
  • 1996 – O Fim do Mundo …. Coronel Ildásio Junqueira
  • 1995 – A Próxima Vítima …. Zé Bolacha (José Mestieri)
  • 1993 – Fera Ferida …. Major Emiliano Cerqueira Bentes
  • 1993 – O Mapa da Mina …. delegado
  • 1992 – Pedra sobre Pedra …. Murilo Pontes
  • 1990 – Meu Bem, Meu Mal …. Dom Lázaro Venturini
  • 1990 – Rainha da Sucata …. Onofre Pereira
  • 1989 – O Salvador da Pátria …. Sassá Mutema
  • 1985 – Roque Santeiro …. Sinhozinho Malta
  • 1984 – Partido Alto …. Cocada
  • 1982 – Paraíso …. João das Mortes
  • 1979 – Marron Glacê …. Oscar
  • 1979 – Pai Herói …. Malta Cajarana
  • 1977 – Espelho Mágico …. Carijó
  • 1975 – Pecado Capital …. Salviano Lisboa
  • 1974 – O Rebu …. Boneco
  • 1973 – Os Ossos do Barão …. Egisto Ghirotto
  • 1973 – O Bem-Amado …. Zeca Diabo
  •  Como Shankar em Caminho das Indias, o papel mais recente, na premiada trama de Glória Perez

    Viva LIMA DUARTE !

    ALINNE e SOLANO: MELHORES no DOMINGÃO

    Mateus Solano, que conjuga em igualdade de condições Beleza e Competência, vence na escolha anual do programa Domingão do Faustão, como Melhor Ator na votação do público x funcionários da TV Globo, ao lado de ALINNE MORAES, que venceu na categoria MELHOR  ATRIZ.

    O público, penhorado, bate palmas e consagra a sensacional dupla de VIVER A VIDA.

    MATEUSsolando completamente , na pele de dois gêmeos que – faz com impressionante maestria – e ALINNE – esbanjando charme, beleza, simpatia, espontaneidade e qualificação interpretativa -, SÃO DUAS GRANDES CONFIRMAÇÕES da telinha neste semestre.

    E podem aguardar: muitos outros prêmios, na mesma categoria, ainda virão para estes dois FABULOSOS ATORES !

    VIVAAAAAAAAA !!!

    A Grande Família Completa uma Década

     
    Elenco de "A Grande Família" na temporada passada; série chega ao décimo ano

    Seriado A GRANDE FAMÍLIA: uma década de comunicação fácil com o público, onde se destaca o hiper ótimo PEDRO CARDOSO

    LG Relembra Carol Reed

    (Sir) Carol Reed, Um Mestre Esquecido

    Clique para AmpliarCarol Reed em pose de galã para revista inglesa, quando obteve prêmio da crítica por “O Pária das Ilhas” (1952)
    ACERVO DE L G MIRANDA LEÃO

    Clique para Ampliar 

    Diretor cinematográfico de primeira linha nascido em Londres, Carol Reed (1906-76) recebeu do governo inglês, em 1952, o título honorífico de Sir do Império pelos serviços relevantes prestados ao seu país, ao projetá-lo para o mundo contemporâneo via imagens expressivas do cinema, antes, durante e depois da II Guerra Mundial. 60 anos nos separam do lançamento na Capital inglesa de uma de suas obras-primas, “O 3° Homem” (The Third Man), para uns um filme wellesiano, para outros o fruto opimo de um aprendiz do mestre de Wisconsin, para outros ainda uma simbiose entre um cineasta de gênio e seu pupilo e admirador. Ao dirigir Welles como ator, Reed selou definitivamente sua carreira. Por tudo isso, entendemos justa e esclarecedora esta homenagem do Caderno de Cultura a Reed, mormente quando alguns dos seus filmes se encontram em DVD à disposição dos cinéfilos

    Ainda adolescente, segundo vimos em nossos arquivos, Reed pretendeu tornar-se fazendeiro ou agricultor, decorrência provável de suas vivências de garoto e adolescente no rico ambiente rural de sua família. Por isso mesmo, depois de graduar-se pela King´s School em Canterbury, seus pais o enviaram para os EUA para cumprir um treinamento em serviço numa grande propriedade rural. Mas alguma coisa não se encaixava bem com a visão do jovem Reed, pois havia nele, segundo registram os amigos de ginásio, um certo fascínio pelo teatro e isso o fez retornar a Londres, seis meses depois, para iniciar sua carreira como ator. Sua família deve ter-se surpreendido com a decisão, só é difícil saber como agiram seus pais em face desse desvio de caráter profissional.

    Confira matéria na íntegra acessando www.diariodonordeste.com.br/cultura

    Para saber mais sobre o Mestre LG – crítico de Cinema em atividade ininterrupta há mais de 50 anos e um dos únicos cearenses vivos que presenciaram a visita de Orson Welles ao Ceará -, acesse www.auroradecinema.com.br

    Ou conheça o Blog do LGhttp://lgmirandaleao.blogspot.com

    Filme em Homenagem a Welles Será Rodado no Rio

    Acolhido por Hollywood como um jovem prodígio, Orson Welles (1915-1985) morreu amargurado, com a carreira abalada pela reputação de cineasta genioso e extravagante. Parte do mistério envolvendo a penosa derrocada profissional do autor do clássico Cidadão Kane (1941) poderá ser revelada pelo roteiro de The assassination of Orson Welles (O assassinato de Orson Welles), que o diretor americano John McTiernan, responsável por algum dos maiores sucessos do cinema de ação dos anos 80 e 90 como O Predador e Duro de Matar, pretende dirigir este ano – quando fazem 50 que Welles nos deixou. O filme é ambientado no Brasil dos anos 40, quando Welles passou uma longa temporada no país tentando filmar dois dos três episódios de É Tudo Verdade, nunca concluído.

    Mctiernan diz que Welles foi vítima de uma campanha de difamação orquestrada pela imprensa americana. À frente dela estariam os jornais controlados por William Randolph Hearst, o magnata da mídia americana, que supostamente teria servido de inspiração para Cidadão Kane.

    Perseguido pelo magnata

    – Enquanto ele esteve aqui, filmando, a partir de 1942, sua imagem foi literalmente destruída nos EUA. Nunca mais conseguiu trabalhar direito de novo  – afirma McTiernan. – Soberba (1942), que ele deixou filmado antes de vir para cá, foi reeditado pelas suas costas e lançado de qualquer maneira. Os jornais de Hearst publicaram reportagens dizendo que ele teria vindo ao Brasil para evitar o alistamento na Segunda Guerra Mundial. Welles tinha sim se apresentado ao Exército, mas não fora aprovado porque tinha problemas nas pernas. Então se ofereceu para fazer trabalhos diplomáticos, e o governo americano o enviou para o Brasil, preocupado com a aproximação entre o presidente Getúlio Vargas e o governo da Alemanha.The assassination of Orson Welles será filmado no Rio, destino final de Jacaré, o pescador que liderou uma viagem de jangada entre o Ceará e a então capital da República para chamar a atenção para os direitos trabalhistas da classe. O episódio foi recriado por Welles para um dos curtas que compõem a trilogia É tudo verdade, ambientada na América do Sul, uma das iniciativas geradas pela política de Boa Vizinhança. O roteiro está sendo desenvolvido por Robert Boris, grande pesquisador da vida e obra de Welles.

    ert elles.

    Boris é louco por tudo que diz respeito a Welles. Ele me procurou e me mostrou um roteiro de 300 páginas! Pedi para ele fazer algo mais enxuto. Ele prometeu uma nova versão para a semana que vem – contou McTiernan, que está com a carreira congelada nos Estados Unidos desde 2006, devido a um processo em que o FBI o acusa de ter pago a um investigador particular para grampear os telefones de Karl Roven, produtor de Rollerball (2002), que lhe devia dinheiro.

    Queriam que eu mentisse no tribunal, o que não fiz. Por causa desse processo, que me rendeu quatro meses de prisão, tornei-me um diretor “imbancável”; nenhum banco ou seguradora bota dinheiro em projeto meu. Por isso, acredito que The assassination of Orson Welles terá um estrutura mais independente.

    A verdade sobre as pressões que Welles sofria – ou parte dela – só veio à tona uma única vez, em uma entrevista a Merv Griffin, apresentadora de um programa da CBS, concedida duas horas antes da morte do cienasta, em 1985. McTiernan acredita que a hostilidade da mídia americana em relação a Welles esteja relacionada ao desprezo que ele sentia pelos poderosos:

    Essa aversão aos ricos é visível em todos os seus filmes, desde Cidadão Kane. Welles nasceu no Meio-Oeste, não era um aristocrata. Ele é da mesma geração que desenvolveu a indústria automobilística, como os Ford. A atitude política que veio daquela região, na virada do século 19 para o 20, era muito igualitária. Não gostavam dos ricos, achavam imoral que exibissem sua riqueza. Para eles, os bem-sucedidos deveriam dividir o seu sucesso com a comunidade. E Welles era um deles, e brigou muito com o sistema. Ele era um touro e sua ira escapou de seu controle muitas vezes. Foi destruído por causa disso.

    Tourada como metáfora

    Uma das histórias de É Tudo Verdade se passa no México e envolve um garoto criado numa fazenda que faz amizade com um bezerro, que o segue aonde vai, como um animal de estimação. Tempos mais tarde, o bicho, já crescido, é mandado para as touradas. O garoto chega ao estádio a tempo de salvar o animal da morte. A simbologia acompanhou o diretor até sua morte: Welles foi cremado e suas cinzas foram espalhadas numa arena de touradas na Espanha.

    Tentei entender o significado da tourada para ele. Não sei o que contam para vocês, mas nos EUA sempre nos disseram tratar-se de um ritual envolvendo a batalha do homem contra um animal selvagem. Mas não é. Começou no século 18, na Espanha, pelas mãos da aristocracia. O touro não é uma besta selvagem, é um bicho da fazenda, e as pessoas se identificam com ele. A tourada significa o seguinte: não se meta com o cara vestido com roupas caras e que usa uma capa vermelha grande, porque sua ira não o levará a lugar nenhum, o toureiro é quem detém a espada. E Welles sabia que a tourada ensinava os camponeses a temer os ricos.

    * Texto de Carlos Helí de Almeida