JORGE SALOMÃO em ENTREVISTA EXCLUSIVA

O poeta e agitador cultural Jorge Salomão, figura emblemática da cena cultural carioca há pelo menos duas décadas, é o entrevistado do programa Conversando com Arte deste domingo, 11 de abril.


 
Baiano de Jequié, acostumado tanto aos bastidores da produção quanto às luzes do palco, Salomão foi testemunha ocular de um movimento que influenciou decisivamente a cultura brasileira na segunda metade do século 20: o Tropicalismo.
 
Ele e seu irmão, Waly Salomão, transitaram fortemente pelos caminhos do movimento que até hoje influencia gerações e gerações de músicos, poetas e artistas brasileiros.
 
No programa deste domingo, em entrevista concedida a jornalista Aurora Miranda Leão no Rio de Janeiro, Jorge Salomão fala com a eloqüência que lhe é peculiar e trafega com competência pelo Audiovisual, Música, Poesia, Artes Plásticas, Moda e mais, com espaço também para seu recente CD – CRU Tecnológico – onde seus  textos estão acompanhados de arrojado tratamento musical.
 
“Quando era pequeno, eu, Waly e minhas irmãs, brincávamos sempre de teatro em nossa casa. Tivemos uma infância rica. Era a época da Rádio Nacional, com cantoras como Marlene, Linda e Dircinha Baptista. Em Jequié, também existiam três cinemas e neles nós assistimos a todos os filmes da chanchada, depois o neorealismo italiano…  No curso clássico, em Salvador, descobrimos Jean Paul Sartre e passamos a ler Marx. Éramos conhecidos como os ‘vermelhos’ pelos outros alunos…  Na juventude, eu li todo o romance nordestino, descobri a obra de Rachel de Queiroz… Essa história de ficar tudo no centro Rio/São Paulo é muito boba. Vivemos num país grande, maravilhoso. É preciso fazer dele um campo de possibilidades. Para isso, estão aí os artistas, os pensadores: eles devem abrir caminhos, derrubar estruturas…
 
“O fato de eu ser nacionalmente conhecido não me coloca numa poltrona, separado de tudo. No Brasil, você sempre deve ficar lutando para não desistir. Então, eu tonifico e quero tonificar, de algum jeito, o pensamento. A gente precisa mudar a cabeça das pessoas. Eu? Já fiz a revolução na minha cabeça. Não me enquadro nesses esquemas de ser maldito, marginal, o escambau”.
 
 Com idéias assim, polêmicas, antenadas com o agora e sempre olhando em direção à não estagnação da criatividade, Jorge Salomão está em entrevista imperdível no próximo CONVERSANDO COM ARTE da Universitária FM, domingo, das 15 às 16h.
 

 
O poeta JORGE SALOMÃO entre as jornalistas  Bernadete Duarte e Aurora Miranda Leão durante o II Curta Lençóis, realizado em novembro passado em Barreirinhas (MA).

O programa, patrocinado pela Banco do Nordeste do Brasil e levado ao ar pela Universitária FM de Fortaleza, é uma produção de Calé Alencar, e pode ser acompanhado pelos endereços www.auroradecinema.com.br e www.radiouniversitariafm.com.br 

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