Arquivo do dia: 10/04/2010

Inscrições ComuniCurtas 5

As inscrições às Mostras Competitivas do ComuniCurtas, o Festival Audiovisual de Campina Grande – PB, prosseguem até 5 de junho. Regulamento e ficha de inscrição em www.comunicurtas.com.br.

Dentre as Mostras, competitiva Tropeiros da Borborema: serão aceitos vídeos produzidos por realizadores naturalizados paraibanos, filmes rodados na Paraíba de até 20 minutos. Mostra Competitiva Brasil para trabalhos de até 20 minutos produzidos em qualquer estado do país. Mostra Competitiva Estalo: Para trabalhos de até um minuto de duração produzidos por realizadores naturalizados paraibanos.

Mostra Competitiva A idéia é… : aberta a todos os profissionais, estudantes e agências publicitárias da Paraíba. Mostra Competitiva Tropeiros do Telejornalismo: serão aceitas tele-reportagens com até 5 minutos de duração, abordando qualquer conteúdo.
Idealizado pelo jovem cineasta André Costa, o ComuniCurtas incentiva produções cinematográficas regionais e nacionais, bem como as produções televisivas e de agências de publicidade e propaganda do Estado da Paraíba. Todas as produções participantes das Mostras Competitivas concorrem ao Prêmio Machado Bittencourt

O Festival, em sua quinta edição, homenageia o diretor de fotografia paraibano, João Carlos Beltrão, grande referência para a nova geração de cineastas paraibanos. João receberá o prêmio Machado Bittencourt em reconhecimento a sua obra e pela contribuição que tem dado ao audiovisual no Estado.

Este ano, o ComuniCurtas acontece de 23 a 27 de agosto. O Festival é uma realização UEPB – DECOM – CCSA e conta com o apoio do Moinho de Cinema da PB e do SESC – Centro.

SIMONE GRAVA DVD em Recife

A cantora SIMONE escolheu Recife para registro do DVD é fruto de parcerias para a execução do DVD Na Veia: hoje e domingo, Simone é atração em show no teatro Guararapes.

“Queria ter ido ir antes a Pernambuco, mas não conseguia casar a agenda com bons apoios. Quando a gravadora me mostrou a proposta de vir para cá (o Nordeste), achei ótimo. Assim posso rever a cidade de que tanto gosto, e fazer um trabalho bonito.”

O espetáculo será gravado sem cortes (“Acho isso (as interrupções) um saco. Quem vai ao show não quer saber se o áudio está ruim. Isso é um problema meu”), e terá direção de José Possi Neto, conhecido por imprimir refinamento em tudo que faz.

“Gosto do desafio de mostrar um repertório novo, principalmente em teatros. Dá para costurar bem o tema que quero propor. O espaço fechado proporciona isso. Em lugares mais abertos, tudo fica complicado”, explica. A costura de que ela fala é a experiência literária de narrar o desejo, a paixão, temas latentes em todas as 20 canções apresentadas. Muitas delas têm a pegada quase narrativa do sexo, como a versão para Paixão, de Kleiton e Kledir.

Talvez a escolha para tais canções seja o momento atual da intérprete, que chega aos 60 anos – 37 de carreira – em plena forma e ainda arrancando suspiros. “Estou feliz. Eu sou uma pessoa muito feliz”, limita-se a dizer. “Quando gravei o álbum, queria uma coisa mais para cima. Um amor leve. Não me permito mais pensar em nada pesado. Não me dou esse direito”, completou. E essa leveza é sentida quando ela se revela sem arrependimentos, nem da fase dita cafona, na década de 80, nem do álbum de canções de Natal.

“Não me arrependo de nada. Tudo faz parte da minha história. Meus únicos arrependimentos são de não ter começado a estudar canto mais cedo, nem de tocar bem um instrumento. Vivo o hoje, o ontem já foi. Esse é o meu melhor momento”, afirma.

Depois da passagem por Pernambuco, Simone segue para uma rápida turnê no Norte do país e, em seguida, vai para Lisboa (Portugal), onde tem público cativo. Para o próximo ano, a inquieta cigarra já planeja voos mais altos, como a gravação simultânea de dois álbuns. “Seria uma loucura, mas quero muito fazer. Talvez eu passeie pelos anos 80. Tenho muita vontade de gravar um CD só com músicas da Marina. No disco Na veia, eu gravei uma música dela e acho que essa parceria pode render muito mais”, finaliza, deixando uma pista dos caminhos que pretende percorrer.

“Sou extremamente insegura. Acho que todo artista é assim. Nunca me sinto realizada. Não sou compositora e fico muito nervosa antes de cantar. Sou a madrasta de mim mesma. Meu trabalho é só alegria e prazer, mas parece que tem um diabinho sempre falando atrás. O passar do tempo é cruel, mas ao mesmo tempo é maravilhoso. Sem isso não teria o tesão de cantar Minha formação é ampla, sem preconceitos. Só não consigo entender a música eletrônica. O que me prende é melodia, não batida”

CinePE Terá O Bem Amado e Quincas Berro…

A 14ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual, será aberta dia 26 com a exibição do aguardado  O BEM AMADO, filme de Guel Arraes, baseado na obra homônima do dramaturgo baiano DIAS GOMES.

Outra exibição ainda inédita no circuito e com estréia marcada para o festival pernambucano é a de Quincas Berro D’Água, novo longa de Sérgio Machado com Paulo José e Flávio Bauraqui,  produzido pela VideoFilmes, de Walter e João Moreira Salles. 

Nascido em Pernambuco, Guel Arraes é um dos homenageados do Cine PE , que pagará tributo também ao ator Tony Ramos, à atriz Julia Lemmertz e à Globo Filmes.

Já o documentário Continuação (RJ), de Rodrigo Pinto sobre o músico pernambucano Lenine, encerra o festivalto na noite do dia 2 de maio, no Cine São Luiz recém-restaurado, antes da cerimônia de premiação.

A seleção de filmes foi baseada em critérios bastante ponderados, que levaram em consideração a qualidade cinematográfica, o ineditismo do filme, sua representatividade regional e o currículo do diretor – explicou Alfredo Bertini, codiretor, com sua mulher, Sandra, do Cine PE.

 A mostra competitiva de longas-metragens é composta por seis títulos, nem todos inéditos no circuito comercial ou de festivais nacionais. O Homem Mau Dorme Bem (DF), de Geraldo Moraes, por exemplo, ganhou um troféu Candango de ator coadjuvante (Bruno Torres) do Festival de Brasília ano passado.

As melhores coisas do mundo (SP), de Laís Bodanzky, chega aos cinemas cariocas e paulistas no dia 16 – o Cine PE servirá de plataforma de lançamento do longa-metragem naquele estado, marcado para o dia 30.

Há dois documentários na peleja: Cinema de guerrilha (SP, de Evaldo Mocarzel, e Seqüestro, de Wolney Atalla, sobre as investigações da Divisão Antissequestro de São Paulo, já exibido na Mostra de São Paulo. Léo e Bia (RJ), que marca a debute do músico Oswaldo Montenegro como diretor de uma peça inspirada em uma de suas mais famosas canções, e Não se pode viver de amaor (RJ), de Jorge Durán (É proibido proibir, completam a lista de candidatos aos troféus Calunga. O filme de Durán, com Cauã Reymond, Ângelo Antônio e Simone Spoladore no elenco, chega fresquinho da competição do Festival de Guadalajara (México), realizado em março.

 – Concluímos o filme dias antes do início do festival mexicano. Já temos um convite para participar do Festival de Montreal (Canadá). Depois, vamos tentar um festival na Europa e lançamos aqui no Brasil – planeja Durán.

A produção do CinePE recebeu um total de 426 filmes inscritos – 70 longas (seis a mais que na edição de 2009) e 356 curtas. Durante os seis de de competição, serão exibidos 63 filmes (47 curtas e 16 longas) no Teatro Guararapes, em Olinda, a cidade vizinha, e no Cinema São Luiz, no centro do Recife antigo. 21:18