Arquivo do dia: 22/04/2010

Pró-Livro com projeto na Bienal de Sampa

 

No Dia Mundial do Livro, Instituto Pró-Livro anuncia projeto temático para a Bienal de SP

Na 21ª edição do evento, instituto apresenta “Livro Vivo – Viajando pelas Histórias”

O Instituto Pró-Livro (IPL) comemora o Dia Mundial do Livro, neste dia 23, em grande estilo: ele está a todo vapor com a organização do evento Livro Vivo – Viajando pelas Histórias, a ser implantado na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto.

A primeira experiência bem sucedida foi na 20ª edição do evento, em 2008, com a instalação da Biblioteca Viva. A instalação multimídia contou a história da escrita, do livro e das bibliotecas, além de promover para as crianças a oficina do autor. Em 2009, foi a vez do Rio de Janeiro.

Durante a XIV Bienal Internacional do Livro do Rio, o IPL apresentou o projeto Floresta de Livros, um espaço temático voltado para o público jovem e que contou com Árvores Falantes, Livro Mágico, Salas Secretas e a Grande Clareira. O espaço tornou a visitação à Bienal carioca ainda mais mágico.

Para o IPL, participar de bienais com ações voltadas às crianças e aos adolescentes é uma oportunidade de consolidar sua atuação como promotora de instalações lúdicas e de encantamento envolvendo o livro, mas principalmente  é a oportunidade de promover um profundo estímulo à leitura.  “Esses eventos especiais proporcionam ao público infantil uma nova representação envolvendo o livro, que não é possibilitada nas escolas e bibliotecas. O contato com autores e novos lançamentos, as megas instalações das editoras e as atrações do evento promovem a percepção sobre o livro, como objeto de consumo cultural e de desejo”, diz  Zoara Failla, gerente de projetos especiais do Instituto Pró-Livro.

Já o novo projeto, Livro Vivo, oferece a possibilidade de viajar pelo livro e com o livro, para que descubram que ele pode levar a instigantes e prazerosas descobertas. “Além disso, mostrará que as novas tecnologias, desde que usadas de forma lúdica e desafiante, podem ser aliadas para atrair crianças e jovens para o livro”, completa Zoara.

Em um ambiente mágico, formado por cenografia, sonoplastia e recursos multimídia e digital, os visitantes descobrirão personagens da literatura clássica infanto-juvenil, as diferenças culturais, a história da língua portuguesa, entre tantas outras descobertas. “Em suas ações, o Instituto procura privilegiar como público alvo as crianças e os jovens, o que demanda mobilizar os principais responsáveis pela sua educação e hábitos de leitura: educadores, pais, bibliotecários, animadores e mediadores de leitura”, comenta Sônia Jardim, presidente do Instituto Pró-Livro.

Estes projetos educativos são frutos da análise dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil que terá sua 3ª edição divulgada no segundo semestre de 2010,  e  aponta o comportamento do leitor brasileiro. Desde maio de 2007, ano que efetivamente  começou a lutar pelos objetivos de fomentar a leitura no Brasil,  o IPL já  contribuiu com inúmeros projetos próprios e patrocinados em todo o Brasil.

O IPL elegeu essa missão como resposta institucional à preocupação de especialistas de diferentes segmentos dos setores público e privado com relação aos índices de letramento e hábitos de leitura da população em geral e principalmente dos jovens – que são significativamente inferiores aos níveis dos países industrializados e em desenvolvimento.

A entidade se propôs ainda a desenvolver ou apoiar projetos seguindo cinco eixos, orientados pelos eixos do PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) : promoção e acesso ao livro; fomento à leitura e à formação de mediadores visando melhorar os índices de letramento; valorização da leitura; desenvolvimento da cadeia produtiva do livro; e inclusão cultural e a cidadania.

A tecnológica e lúdica instalação da Bienal de São Paulo será a porta de entrada para que mais crianças, jovens e suas famílias possam descobrir o prazer de viajar no mundo da leitura. 

www.prolivro.org.br

FILME CULTURA Será Lançada TERÇA

 

Capa da nova FILME CULTURA, para cujo lançamento nos chega convite da Secretaria do Audiovisual, CTAV e Mínistério da Cultura.

Carlos Alberto Mattos é do Conselho Editorial. Portanto, revista já recomeça bem.

FILME CULTURA de Volta. VIVA !

A histórica revista Filme Culturauma referência de leitura sobre cinema no Brasil entre 1966 e 1988 -, volta a ser publicada a partir deste mês, com o lançamento da edição nº 50, marcado para a próxima terça, 27, entre as 18h30 e às 21h30, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo.

O novo projeto Filme Cultura consiste, além da revista, no lançamento do website: www.filmecultura.org.br e da coleção histórica em versões fac-símile e microfilmes, esta em convênio com a Biblioteca Nacional’.

A Filme Cultura 50 traz um núcleo temático intitulado Cinema Brasileiro Agora, com artigos e mesa-redonda sobre o estado atual do cinema na Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, pois como afirma no editorial  Gustavo Dahl, diretor da publicação, ‘Viajar de Norte a Sul pelos ambientes de produção audiovisual que estão gerando novos olhares é uma opção que se impôs, como recomeço de conversa’.

Outros textos abrangem ensaios, críticas além de diversas seções voltadas para aspectos de atualidades, tecnologia, curtas-metragens, resenhas de livros e internet, perfil de personalidades da cultura cinematográfica brasileira, republicação de textos históricos, etc. Além do corpo de redatores fixos da revista, escrevem também críticos e pesquisadores de várias regiões do país.

Em texto de apresentação do nº 50, o ex-secretário do Audiovisual do Minc, Silvio Da-Rin, fala da vocação de fênix da Filme Cultura: ‘Desaparecida, por vicissitudes comuns às iniciativas que vicejam no campo estatal, por várias vezes renasceu, renovada, para cumprir a função que o singelo título sugere, em forma de binômio indissolúvel.’

A Filme Cultura amparada pela força do estado, foi a mais longeva de todas as revistas de cinema já editadas no Brasil. Entre seus articulistas estavam Antônio Moniz Vianna, Carlos Fonseca, Sérgio Augusto, Jean-Claude BernardetIsmail Xavier, Inácio Araújo, João Luiz Vieira, Orlando SennaRogério Sganzerla e Jairo Ferreira.

Carmen Miranda em cena de Alô, Alô Carnaval, grande êxito da CINÉDIA

Seus editores foram Flávio Tambellini, Ely Azeredo, José Carlos Monteiro, David Neves, José Haroldo Pereira, Leandro Tocantins, José Carlos Avellar, João Carlos Rodrigues, Cláudio Bojunga e Paulo Roberto Ferreira.

No endereço www.filmecultura.org.br os internautas poderão encontrar o conteúdo completo da revista, assim como matérias adicionais, íntegra de mesas-redondas e vídeos. O site vai disponibilizar também a coleção histórica completa de Filme Cultura em PDF, página a página e com sistema de busca por palavras-chave.

O site está em construção e entrará no ar em duas etapas – uma com a edição mais recente já na data do lançamento – e outra quando do lançamento da coleção fac-símile, que será simultâneo em papel e internet. No site os visitantes poderão deixar seus comentários, sugerir pautas para a revista e interagir com a equipe de redação.

A publicação será trimestral, podendo ser adquirida em livrarias de referência e na Funarte (Rio). A revista também será distribuída gratuitamente a bibliotecas e instituições culturais do país.

A coleção histórica em fac-símile também estará à venda a partir de julho.

A versão em microfilmes pode ser consultada na sessão de periódicos da Biblioteca Nacional.

Cena de Matou a família e foi ao cinema, clássico de Júlio Bressane

O projeto foi concretizado graças a uma parceria entre o Centro Técnico Audiovisual e o Instituto Herbert Levy, com patrocínio da Petrobras.   

Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134Botafogo Tel.: (21) 32894600

Acesse: http://carmattos.wordpress.com / https://twitter.com/carmattos

 

História Afro-Brasileira em Livro

Escrito com a sensibilidade de quem educa jovens e adultos na periferia, o livro conta a história afro-brasileira partindo da vida de um personagem como tantos outros das escolas do Brasil. O objetivo é valorizar a participação do negro em todo o processo histórico e cultural brasileiro.

Ao longo da história do Brasil, poucos autores têm retratado a participação efetiva dos negros no processo de formação do povo brasileiro e a real herança cultural deixada por eles. Atualmente, graças ao esforço dos movimentos sociais negros, essa contribuição vem sendo reconhecida na sociedade brasileira. O livro História da África e afro-brasileira – Em busca de nossas origens, terceiro volume da Coleção Consciência em Debate, é mais um avanço neste sentido.

Os educadores Elisabete Melo e Luciano Braga contam a história da África sob a ótica do personagem Lube, um jovem humilde que volta à escola muito tempo depois de ter abandonado os estudos. Na sala de aula, conhece suas origens africanas e a história de seus antepassados – dos primórdios do surgimento da humanidade até a luta por igualdade no século XXI.

Acompanhando Lube nessa viagem ao longo dos séculos, o leitor entra em contato com a história da África e com o destino dos milhões de negros que foram trazidos à força para o Brasil. Nesse percurso, surgem políticos, artistas e líderes praticamente desconhecidos, configurando o resgate da tradição e da memória afro-brasileira.

“O livro mostra um pouco do que está sendo feito na educação para valorizar a participação do negro em todo o processo histórico e cultural brasileiro”, revelam os autores.

A escola, onde parte da história se desenrola, é um dos Centros de Integração de Jovens e Adultos (Ciejas) que existem na capital paulista. Baseados na inclusão, os centros atendem cerca de 1.800 alunos a partir dos 15 anos de idade, em horários diferenciados, a fim de acolher aqueles que pretendem voltar aos bancos escolares. Os cursos vão da alfabetização até o 9º ano, dividem-se em módulos e ainda oferecem a dupla docência em sala de aula.

Resultado de mais de um ano de pesquisas, realizadas também em sala de aula, o livro resgata a imagem e a importância dos heróis africanos. “Esse reconhecimento eleva a autoestima do estudante negro”, afirma Braga.

Dividido em nove capítulos, o livro aborda a história do continente africano, o período de escravização, a vinda para o Brasil de milhões de africanos e o período pós-abolicionismo. “O objetivo é contribuir para um novo momento na formulação de políticas de combate à discriminação etnorracial na educação”, afirma Elisabete. Ao longo da obra, eles compartilham descobertas, experiências e saberes advindos de uma trajetória de estudo, aprendizado e, também, de muita esperança. “Fizemos uma viagem pela história da humanidade para entender o processo de exclusão dos grandes centros e a formação das periferias”, complementa Braga.

Em todos os capítulos, o personagem principal fala sobre sua vida e as mudanças ocorridas depois que ele retomou os estudos e conheceu um pouco mais sobre sua verdadeira origem. A obra inclui cartas baseadas em fatos reais sobre atos de preconceito e discriminação, e uma viagem aos primórdios da humanidade. Mostra a África antes do período colonial, ressaltando as riquezas e os costumes de um povo que vivia conforme os ensinamentos de seus antepassados, e aborda o tráfico negreiro para as Américas. Os autores percorrem também o caminho dos escravizados até a liberdade conquistada no Brasil, destacando os quilombos e os vários personagens marcantes da história que sempre estiveram à frente da luta por um país igualitário.

No final da obra, eles sugerem aos professores atividades práticas que podem ser realizadas com os alunos. O objetivo é discutir de maneira crítica a participação do negro e sua importância histórica na sociedade brasileira. “O livro é uma fonte de novidades, curiosidades e riquezas culturais ainda tão distantes das escolas”, concluem os educadores.

Consciência em Debate

A coleção Consciência em Debate, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA), pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, tem por objetivo debater temas prementes da sociedade brasileira, tanto em relação ao movimento negro como no que concerne à população geral.

Os autores

Elisabete Melo é bióloga, pedagoga e especialista em Educação Profissional Integrada pelo Instituto Federal de Educação de São Paulo (Ifesp). Professora das redes municipal e estadual de São Paulo, atua na área de Biologia/Ciências e na educação de jovens, adultos e portadores de necessidades especiais.

Luciano Braga é educador e especialista em Educação Profissional Integrada pelo Instituto Federal de Educação de São Paulo (Ifesp). Professor das redes municipal e estadual de São Paulo, trabalha com jovens, adultos e portadores de necessidades especiais, sobretudo no ensino de Artes.

Título: História da África e afro-brasileira – Em busca de nossas origens – Coleção Consciência em Debate
Autores: Elisabete Melo e Luciano Braga
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
Páginas: 128
ISBN: 978-85-87478-40-5
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: http://www.selonegro.com.br

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McCartney Canta na Cidade do México

Ex-Beatle Paul McCartney tocará na Cidade do México no dia 27 de maio no Foro Sol, local com capacidade para 60 mil pessoas.

Será a segunda visita de Paul ao México. Em 1993, ele também tocou no Foro Sol.

O governo do Estado de Iucatã disse já ter começado negociações para que o ex-Beatle faça um show no sítio arqueológico de Chichén Itzá em 2011. No último dia 3, Elton John se apresentou no local.

Há especulações sobre uma possível apresentação de McCartney no Brasil.

McCartney em gravadora independente

 

Paul McCartney escolheu uma gravadora independente, chamada Concord Music Group, para relançar álbuns de seu catálogo, lançados originalmente pela EMI.

A parceria entre o ex-Beatle e a gravadora independente começou em 2007, quando ele lançou o álbum Memory Almost Full, distribuído pelo selo Hear Music, uma parceria com a loja Starbucks.

“Desde então, eu tenho tido um bom relacionamento com a Concord e gostei do nosso amor mútuo pela música” disse McCartney em comunicado oficial.

O álbum de estréia da banda Wings, da qual McCartney era vocalista, será relançado em agosto com material bônus.

  Stephen Chernin – 4.abr.2009/AP  
Paul McCartney vai se apresentar no México em maio
Paul McCartney escolheu gravadora independente para relançar seus álbuns

ATHOS marca cena teatral santista

 

Meu querido amigo JUNINHO BRASSALOTTI em cena

CICLO’S – Um Olhar Diferenciado é uma performance multimídia que propõe um olhar diferenciado a um espaço comum.  O espetáculo itinerante apresentará intervenções de dança contemporânea, flamenco, teatro, circo, poesia, música e audiovisual de uma maneira interativa onde o espectador é também co-criador da ação.

O espetáculo propõe uma pesquisa sobre o corpo e a criação em locais alternativos, desconstruindo a função original de uma casa e seus espaços. 

GRUPO ATHOS

Iniciou seus trabalhos em 2002, sob direção de Míriam Carbonaro, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Santos. Recebeu provisoriamente o nome de Grupo Oficial da Escola Livre de Dança, e em Julho de 2004, passou a ser ATRIUM Cia. de Dança. E em 2007  transformou-se no   ATHOS – Núcleo Artístico 
 
 Tem como proposta  apresentar espetáculos criados pela equipe do núcleo artístico, formatados com linhas de pesquisas em diversas áreas artísticas que permitem mixar-se com o nosso estilo de dança. Propor caminhos para fruição artística, procurando atrair olhares para espaços diferenciados, reinventar e desafiar propostas coreográficas simples ou complexas, em sua melhor performance, desenvolver investigações temáticas, criar movimentações corporais não se fixando a um único formato, são pontos fundamentais da ATHOS.

O grupo conquistou vários prêmios pelos festivais que passou entre eles 10º, 11 e 12º Passo de Arte, Festival de Londrina, Mapa Cultural Paulista e Regional. 

Em 2009 teve 7 indicações no Prêmio Plínio Marcos da Secretaria de Estado da Cultura, onde a classe artística votava nos trabalhos que destacaram no ano e levou 5 prêmios: Melhor grupo de dança, melhor espetáculo de dança para in- TRADUZA, melhor coreógrafa e bailarina para Miriam Carbonaro e melhor bailarino para Junior Brassalotti

CICLO’S – Um olhar diferenciado
ATHOS NÚCLEO ARTÍSTICO

Rua Guaiaó, 147

Bairro Aparecida
Santos – SP
Ficha técnica: 

Direção: Míriam Carbonaro e Jorge Gonçalves 

Produção: Junior Brassalotti 

Elenco: Leandro Siqueira, Fernanda Iannuzzi, Luciana Vilela, Junior Brassalotti, Jorge Gonçalves, Bruno Russo, Fabiano Di Mello, André Souza, Dana Almie Lie, Katya Ribas, Joaquim Ribas, Késia Farias, Victor Carvalho e Josy Martinez.

BASTIDORES da ARTE, do cinema e da política nos anos 70

 

Cineasta, morto precocemente em 1984, participou como ator e assistente de direção de filmes com Antonioni, Rossellini, Bertolucci, Glauber e Neville de Almeida.

Um vento me leva: Lembranças de Jirges Ristum

Org. Ivan Negro Isola

Colaboração: André Ristum

Imprensa Oficial, 188 páginas, R$ 100,00 

Irreverente, contestador. Distante do convencional. Sempre bem-humorado. Uma figura apaixonante e também apaixonada pelo que fazia: cinema e versos.Alguém que amava a beleza. Assim era Jirges Ristum, um desses homens que, de tão especiais, são difíceis de esquecer.

Assim o descrevem familiares, amigos e colegas cujos relatos contribuem para remontar, tal como num quebra-cabeça, a imagem desse artista de múltiplas faces. Os depoimentos, somados a escritos do próprio Jirges, compõem a coletânea Um vento me leva: Lembranças de Jirges Ristum, editada pela Imprensa Oficial   

Ele era, como dizia Glauber Rocha, “o maior cineasta brasileiro não revelado”. A morte prematura, aos 42 anos, no começo da década de 80, silenciou uma obra que estava em expansão. De volta do exílio, após colaborar com realizadores como Antonioni, Bertolucci e Rosselini, ele acabara de lançar seu primeiro livro de poemas. Definia-se, na época, como “pós-freudiano, pós-marxista, antiplatônico e antiaristotélico” e, por isso mesmo, disposto a “imaginar as histórias sem censura”.  

“Este livro é uma homenagem a Jirges Ristum, uma espécie de almanaque sentimental para nos lembrarmos da sua performática figura”, afirma o organizador, Ivan Negro Isola. “Aliás, as performances do Turco frequentemente faziam lembrar uma chanchada protagonizada pelo José Lewgoy, com quem ele curtia se parecer. Com o Hugo Carvana também”. 

Como explica o organizador, Jirges não deixou uma obra sistemática. “Grafômano, escreveu cartas, bilhetes, guardanapos, anotou ideias, pensamentos, insights. Deixou-nos manuscritos esparsos que constituem relevantes vestígios de uma vida em sintonia com o seu tempo”, acrescenta Isola.

 Aos textos de Jirges combinam-se relatos de quem conviveu com ele: escritores, jornalistas e intelectuais como Aloysio Nunes Ferreira Filho, Cláudio Vouga, Carlos Vogt, Bernardo Bertolucci, Glauber Rocha, Neville de Almeida Tatiana Belinky. O clima e os acontecimentos narrados ajudam a relevar bastidores da arte, do cinema e da política dos anos 70. 

No projeto, ao lado do organizador, colaborou ativamente o cineasta André Ristum, que já havia dedicado ao pai o curta metragem “De Glauber para Jirges” (2007), realizado a partir de cartas enviadas por Glauber Rocha ao amigo Jirges Ristum, então na Itália, em 1976. 

 

“Conheci meu pai duas vezes, de formas diferentes. A primeira foi a mais comum, através do contato pessoal, da convivência, desde meu nascimento até o começo da adolescência. Mas esta era a visão do ponto de vista de uma criança, uma visão idealizada, infantilizada. A segunda forma foi após a morte dele, através dos relatos e histórias que os vários amigos e parentes foram trazendo ao longo dos últimos 25 anos. Aos poucos, essas histórias me ajudaram a construir uma imagem mais real, com uma visão mais adulta, entendendo quem foi meu pai”, afirma André Ristum 

Jirges Ristum nasceu em São Tomás de Aquino, interior paulista, em 1942. A família se mudou para Ribeirão Preto, onde passou a infância e parte da juventude. Estudou direito, e logo começou carreira na imprensa. No final dos anos 60, mudou-se para a Europa. Viveu em Varsóvia, Roma e Londres. Estudou sociologia na London School of Economics and Political Science. 

É já no começo dos anos 70 que se envolve com o cinema. Em Roma, participa da produção de “Anno Uno” (1973-1974), de Roberto Rossellini, como assistente de direção. É ator e diretor de “Claro” (1975), de Glauber Rocha. Depois, assistente de direção de Bernardo Bertolucci em “La Luna” (1978) e de Michelangelo Antonioni em “O Mistério de Oberwald” (1979). 

Com a Lei da Anistia, recupera seu passaporte brasileiro. Está de volta ao país no começo dos anos 80. Logo participa da realização de “Rio Babilônia”, de Neville de Almeida (1981). Pouco depois, publica “Guardanapos” (1983), sua estreia como poeta. Morre prematuramente, de leucemia mielítica aguda, em 18 de janeiro de 1984.  

 “Contraditório e, por vezes, conturbado, pautava sua vida por uma lógica revolucionária ao mesmo tempo em que, à deriva em sua condição romântica, quase que se deixava guiar pelas estrelas”, define-o a irmã caçula, Juçara Ristum Vieira.

Rita Cadillac nas Telas

CURTA-SE: Inscrições até dia 7

Abertas até dia 7 inscrições para o Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe – Curta-SE 10, para curtas, com até 15 minutos de duração, e longas-metragens, a partir de 70 minutos de duração.

Inscrições: www.curtase.org.br

Os filmes em língua espanhola e em português de Portugal devem estar, obrigatoriamente, legendados em português do Brasil. O Curta-SE 10 será realizado em Aracaju, de 14 a 18 de setembro.

Mais informações: mostras@curtase.org.br / (79) 3302-7092.