Arquivo do mês: maio 2010

Os Anos Rebeldes de GILBERTO BRAGA

Gilberto Braga relata processo de criação da série, que sofreu pressão do Exército e inspirou os caras-pintadas

Revisitar um programa de televisão em livro é iniciativa que raramente vale o papel. Anos Rebeldes, a minissérie de Gilberto Braga que a Globo exibiu em 1992 no pré-impeachment de Fernando Collor, é uma dessas raridades e não meramente por ter marcado uma época. Marcou duas: a dos anos de chumbo retratados no programa (de 1964 a 1971, com breve flash da anistia em 1979), e, por acaso, aquela em que foi exibida, quando inspirou os pacatos estudantes da temporada a sair do sofá, pintar a cara e tomar as ruas para engrossar o coro de “Fora Collor” ao som de Alegria Alegria, tema de Caetano Veloso que abria a minissérie.

 

Nostálgica para uns, a série trouxe a outros um passado que contextualizava o advento da pílula anticoncepcional, a indignação mundial contra a presença norte-americana no Vietnã, a conquista do espaço, as Copas de 66 e 70, o tal milagre econômico, o tropicalismo e a Jovem Guarda, entre tantas idolatrias.

A larga lista de conquistas bastaria para explicar por que Anos Rebeldes – Os Bastidores da Criação de Uma Minissérie, que a Editora Rocco lança esta semana, é de uma riqueza de detalhes nunca antes vista na arte de dissecar um roteiro feito para a televisão. Lá está a reprodução na íntegra de todo o script dos 20 capítulos da série, acompanhada da análise de seu criador, Gilberto Braga.

O caso é que, além da competência que em linhas gerais conduziu esta produção da TV Globo, um script igualmente atraente se desenhou nos bastidores da minissérie. Como primeiro título da teledramaturgia brasileira disposto a enfocar o período da ditadura no Brasil, Anos Rebeldes sofreu pressão do Exército e forte censura interna. Várias cenas foram reescritas.

Ao lembrar que em 1988 Roberto Marinho quis suspender a exibição de O Pagador de Promessas mas foi convencido por Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então principal executivo da Globo) a só cortar 4 dos 12 capítulos da minissérie de Dias Gomes, Gilberto narra a tensão por que passou ao escrever sobre a história de João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), Maria Lúcia (Malu Mader), Heloísa (Cláudia Abreu), Edgar (Marcelo Serrado) e Galeno (Pedro Cardoso). “Tinha medo de escrever e, depois, que as cenas fossem cortadas por alguém”, conta o autor no livro. Foi Cláudio Melo Souza o intermediário escalado por Roberto Marinho para ler algumas partes do roteiro. “Seu parecer dizia que, do décimo ao décimo quarto capítulo, estávamos carregando demais nas tintas políticas.”

Um dos trechos cortados do original, publicado à época pelo Jornal do Brasil e mencionado no livro, é o seguinte: um policial aborda Maria Lúcia num muro e separa as pernas dela com o cassetete, levantando sua saia quase até a calcinha, numa insinuação de abuso sexual. Era demais.

Cláudia Abreu, Gilberto Braga e Malu Mader: trio de respeito

Escravos. Mas a censura interna enfrentada pelo autor em 1992 não se compara às sanções sofridas por ele mesmo em 1976, quando, em uma reunião em Brasília com censores do governo militar, comprometeu-se a não mais mencionar a palavra “escravo” na novela Escrava Isaura, escrita por ele à época para a Globo. A história foi inteiramente transportada para o script de Anos Rebeldes e aparece no último capítulo, pela voz de Galeno.

Detalhista, o autor fala de seu esmero com a seleção musical de suas produções. Reconhece méritos e falhas – seus e alheios. Diz que era alienado nos anos que tão bem retratou, conta que foi Sérgio Marques, com quem assina o texto, quem o orientou melhor sobre a época, e faz lá suas críticas a figurino e elenco – como as restrições às interpretações de José Wilker e de Cláudia Abreu no início da produção.

Anote-se, no entanto, que nem nas contrariedades Braga perde o humor, o que não significa que ele se renda às armadilhas do final feliz. Ainda bem.

Cristina Padiglione – O Estado de S.Paulo

STANLEY KRAMER: Um Nome Importante

Clique para AmpliarStanley Kramer, produtor – diretor exponencial quando era entrevistado pelo jornaista John Stanley
ACERVO L G MIRANDA LEÃO

Clique para AmpliarKramer revisa o equipamento num momento de pausa na filmagem de  Orgulho e Paixão (1957)
ACERVO L G MIRANDA LEÃO

Clique para AmpliarA beleza de Vivien Leigh ainda impressionava 25 anos depois de “E O Vento Levou …”, aqui em A Nau dos Insensatos (1965)
ACERVO L G MIRANDA LEÃO

Poucos cinéfilos deste nosso tempo se dão conta da importância de Stanley Kramer, produtor-diretor dos melhores de quantos brilharam no cinema hollywoodiano e se projetaram além-mar.

Ousadia e competência foram sua marca. Se apreciadores da 7ª Arte forem ler esta biofilmografia de Kramer, antes uma homenagem póstuma deste crítico no Caderno de Cultura ao renomado cineasta, e recorrer às nossas distribuidoras para aquisição ou locação de alguns de seus filmes, poderão aquilatar melhor o valor intrínseco do cinema de Kramer.

Assim também a sua permanência em artigos de revistas estrangeiras ou em revisões feitas por cineclubes americanos ou europeus, graças aos quais se preserva para as novas gerações a memória crítica dos filmes de ontem e de seus mestres ou filmmakers, como queiram outros.

Há tempos vínhamos sentindo a ausência de Kramer neste espaço matutino, pois escolhas diversas não significam esquecimento ou preferências nossas por outros nomes, mas, sim, necessidade de mais pesquisas e referências sobre a importância do cineastra nova-iorquino no mundo do cinema. A exemplo dos nossos textos sobre Welles, Kubrick, Bergman, Resnais, Truffaut, Malle, Murnau, Riefenstahl, Scorsese, Losey, Godard, Mulligan, Eastwood, Dmytryk, Siegel, Winkler, dentre outros, impunha-se há tempos o nome do nosso ilustre homenageado.

Pontos de Partida

Stanley Earl Kramer nasceu em 29 de setembro de 1913 na cidade de Nova Iorque, próximo à vizinhança de classe trabalhadora de Manhattan conhecida como “Cozinha do Inferno” (Hell´s Kitchen).

Filho de pais divorciados, Kramer foi criado pela avó materna, fã do filme mudo. Além disso, a família Kramer tinha duas ligações familiares com a crescente indústria do cinema. A primeira porque a mãe do jovem Kramer trabalhava como secretária da Paramount Pictures, fundada em 1912 por Adolph Zukor (1873 – 1976), inquieto imigrante húngaro chegado aos EUA em 1888.

* Acompanhe o artigo de LG Miranda Leão na íntegra: www.diariodonordeste.com.br/cultura

CASA CHEIA na ESTRÉIA de SOPROS de VIDA

 

Nathália Timberg e Rosamaria Murtinho dividem o palco

Público cearense lotou teatro Celina Queiroz para ver ROSAMARIA MURTINHO e Nathália Thimberg.

Elas passaram 25 anos dividindo um só homem. Agora, chegou a hora de se enfrentarem. De um lado, a esposa Francis, interpretada por Rosamaria Murtinho; do outro, a amante Madeleine, por Nathalia Timberg.

Em Sopros de Vida, do inglês David Hare, elas remexem o passado e falam sobre o presente revelando suas sensações, sentimentos e preconceitos. Em cartaz no Teatro Celina Queiroz (Unifor) HOJE, 29, às 21h, e amanhã, 30, às 19h. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Outras informações: 3477 3175 / 3477 3033.

Hermanos Rumo à COPA

Centenas de torcedores compareceram à despedida com bandeiras e cartazes de apoio ao grande time argentino 

Ônibus leva a Seleção da Argentina ao aeroporto
Torcedores cercam ônibus da delegação argentina
 
 
Diego Maradona e sua equipe partiram ontem de Buenos Aires rumo à África do Sul. Em uma despedida emocionante, em frente ao prédio da Associação de Futebol Argentino, centenas de torcedores foram desejar boa sorte à delegação do país. Vestidos com a camisa da seleção, alguns exibiam bandeiras e cartazes. Um deles dizia: “Um Diego são dois Pelé”, em outro estava escrito: “Temos Certeza que você e o Barba (Deus) trarão a Copa. Força Diego!”

Depois da homenagem, os jogadores seguiram para o aeroporto. Os argentinos estão no grupo B da Copa do Mundo e enfrentam a Nigéria no dia 12 de junho. Depois os “hermanos” jogam contra a Coreia do Sul e a Grécia.

Por GLOBOESPORTE.COM Buenos Aires

Cinema e Música em JERI

I FESTIVAL JERICOACOARA – CINEMA DIGITAL
EVENTO PROMOVIDO PELO CLAN DO CINEMA E ANHAMUM PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS LTDA.
DE 9 A 13 DE JUNHO.
OFICINAS
SEMINÁRIO
EXIBIÇÃO DE FILMES
PROGRAMAÇÃO COMPLETA:www.jericinemadigital.com.br

  

DIAS 11 E 12 TAMBÉM ACONTECE NA PRAIA DE JERICOACOARA O III JERI ECO CULTURAL
EVENTO PROMOVIDO PELA FREE LANCER PRODUÇÕES E 77 EVENTOS

DIA 11/06 – Desfile de moda das lojas locais com apresentação da coleção desenvolvida pelas crocheteiras locais E Show com Bandas locais.
DIA 12/06
– Show com a Banda de Fortaleza Batucada Elétrica de Hoto Júnior e  Show inédito com Falcão          (O RAPPA) e a Banda Loucomotivos.

SEMPRE A PARTIR DAS 22H

CURTA SANTOS – É Hoje !

Acontece agora o lançamento da oitava edição do CURTA SANTOS.

Cenário: Conversa Fiada Bar 

Este ano, a equipe terá um desafio extra: dar conta de preencher a lacuna deixada por TONINHO DANTAS, seu ilustre criador, que passou pro andar de cima recentemente. E pra isso conta com o incansável JUNINHO BRASSALOTTI, ator, produtor, braço esquerdo e direito de Toninho. 

A busca constante pela consolidação de um pólo audiovisual regional continuará, portanto hoje, os organizadores realizam este evento aberto ao público, com diversas novidades e surpresas.

Realizadores da região e de todo o país podem se inscrever, a partir de hoje, nas mostras competitivas Olhar Caiçara Independe, Olhar Caiçara Universitário, Videoclipe Caiçara‘ e Videoclipe Brasilis. As três primeiras estão voltadas para produções desenvolvidas no litoral do Estado de São Paulo, sendo que a última, permite que produtores de todo Brasil inscrevam seus trabalhos.

Visite: www.curtasantos.com.br, www.curtasantos.com.br/blog, www.twitter.com.br/curtasantos, www.youtube.com.br/curtasantos

Conversa Fiada BarRua Benedicto Calixto, 13Pompéia

Fotógrafos se Encontram

I º Encontro da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil

 

Representantes de diversos festivais, galerias, museus, escolas e outras iniciativas de todo o Brasil ligadas à Fotografia se reúnem em Brasília em torno de políticas de desenvolvimento para setor. 

Criada em 2009, depois de a Carta de Paraty ser apresentada ao Ministério da Cultura – documento redigido durante o 5º Paraty em Foco como contribuição do setor fotográfico à cultura nacional –, a Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil organiza o seu primeiro grande encontro nacional. Formada por produtores, festivais, galerias, escolas e afins, somando até o momento 95 iniciativas, a RPCFB propõe ações de cooperação na formulação de políticas públicas capazes de difundir e consolidar a produção fotográfica no país além de criar uma rede sólida de cooperação entre os diversos setores da produção cultural na fotografia.  Não se trata de uma rede de autores e, sim, de iniciativas para fortalecimento do trabalho dos autores. A pesquisa e o mapeamento da fotografia brasileira também estão entre as principais pautas da agenda da rede. Posteriormente, todo o conteúdo desenvolvido será disponibilizado em um portal na internet e editado por catálogos.

 

O crescimento do número de feiras, festivais, bienais, cursos acadêmicos etc. demonstra a dimensão hoje da fotografia no Brasil e no mundo. “Estava na hora então de traçar uma nova história da produção nacional”, comenta Iatã Canabrava, um dos líderes da iniciativa e coordenador em São Paulo, ao lado de Clicio Barroso, do Encontro na capital federal. Já em Belém, o evento conta com Miguel Chikaoka, em Fortaleza com Tiago Santana, em Porto Alegre com  Carlos Carvalho e no Rio de Janeiro com Milton Guran e Patrícia Gouveia, entre muitos outros protagonistas do fazer cultural na fotografia.

Neste primeiro Encontro – organizado pela Associação de Fotógrafos Fototech (representante da Rede no convênio firmado com o MinC), pelo Estúdio Madalena (produção e pesquisa), pela A Casa da Luz Vermelha (produção local – Brasília) e integrantes da RPCFB – a proposta focaliza diversos temas que envolvem a produção cultural da fotografia brasileira como, o ensino da fotografia sob o impacto das novas mídias, fotografia e inclusão sócio-cultural, fotografia e memória,  políticas públicas, gestão cultural em fotografia, entre outros.

Por ocasião da abertura do I º Encontro da RPCFB e das comemorações do aniversário de 50 anos da cidade de Brasília, o Ministério da Cultura, a Associação de Fotógrafos Fototech e A Casa da Luz Vermelha promovem a partir de quinta-feira, dia 27 de maio, a exposição “Brasília 50 anos”, dos fotógrafos Anderson Schneider, Cristiano Mascaro, Dorival Moreira, Samuel Cytrynowicz e Sérgio Jorge, com curadoria de Rosely Nakagawa (em cartaz até 20 de junho /A Casa da Luz Vermelha SCES Trecho 02 Conjunto 31 – ASBAC – DF).

Fanny Ardant: É Possível Morrer de Amor

Musa do cinema francês participa do projeto coletivo Then and Now, que vai reunir 14 curtas em um longa

Fanny: ‘Morrer de amor é coisa muito atual, me dizia Truffalt’. Foto: Keiny Andrade/AE

Reproduzimos entrevista do crítico Luiz Zanin Oricchio com a atriz

Fanny Ardant, musa do cinema francês, atriz de Truffaut, Resnais, Lelouch e Costa-Gavras, está em São Paulo. Não como atriz. Ou melhor: não apenas como atriz, mas como cineasta. Ela dirige o curta-metragem Chimères Absentes (Sonhos Ausentes), parte do projeto coletivo Then and Now, concebido e produzido pela Art, que vai reunir 14 curtas num longa a ser lançado em 2011. Um programa com cinco desses filmes, inclusive o de Fanny e o da brasileira Tata Amaral, será exibido no SescTV (Canal 137 da NET), domingo, às 21h. Fanny conversou com o Estado.

Como você entrou no projeto?

Uma noite recebi um telefonema de uma pessoa me perguntando se eu gostaria de fazer um filme sobre a tolerância religiosa. Havia apenas uma regra: deveria ter seis minutos de duração. Há dois anos esse mesmo projeto tivera por tema os direitos do homem. Por que não? Sempre tive atração pelas coisas desconhecidas. Como eu não era uma pessoa suficientemente religiosa, desviei um pouco o tema e falei dos ciganos, que não formam uma religião mas uma cultura e um modo de vida. Eles aceitaram e está aí.

Não é o seu primeiro filme como diretora. Vimos aqui na Mostra de SP o seu longa-metragem Cinzas e Sangue. O que a levou a dirigir, depois de uma experiência tão intensa como atriz?

Não foi uma decisão racional. Eu estava fazendo uma peça no teatro e tinha todas as tardes livres. Comecei a pensar e, em seguida, me pus a escrever. Sou essencialmente uma atriz. Esse é o grande amor da minha vida: representar. E eu gostaria de ter atuado neste filme. Mas preferi concentrar minha atenção em dirigir. Além disso, era um filme difícil, feito sem dinheiro. Agora, no curta-metragem Chimères Absentes, eu me permiti dirigir e atuar ao mesmo tempo. Como me avisaram que não haveria dinheiro mesmo, decidi pelo menos me divertir (risos). Sempre me lembro que o cinema não é tão importante assim.

Mastroianni dizia: o cinema não é grande coisa…

Mas só grandes atores e atrizes podem dizê-lo.Pois é. Sempre vi a minha vida sobre um palco, seja no teatro, seja no cinema. O cinema amplifica as coisas. Tudo é grandioso. Tudo é tão intenso e dói… Mas sempre há algo em mim que diz: atenção, isso é apenas um jogo.

Essa sua intensidade me faz lembrar um cena em particular, uma cena inesquecível…

Eu acho que sei qual é (faz um gesto com a mão, indicando uma queda)… 

Em ‘A Mulher do Lado’…

Exato. Eu tinha certeza de que era esta (rindo).

É aquele momento em que sua personagem se encontra com o de Gérard Depardieu e simplesmente desmaia de paixão…

Essa cena é como um testamento. A gente pode morrer de amor. Era um filme, uma ficção. Um jogo, uma brincadeira. Mas estava dizendo tudo o que eu de verdade penso. Eu me lembro que Truffaut dizia que essa era uma história atual. Todo mundo pensa que morrer de amor é coisa de Anna Karenina, Madame Bovary, de personagem de Balzac. Não. É eterno. Pode-se morrer de amor mesmo hoje em dia.

A nouvelle vague fez 50 anos e você filmou com alguns dos diretores que fizeram parte desse movimento. Acredita que tenha sido o período mais importante do cinema francês?

O cinema é como o vinho. Há as grandes colheitas, que dependem de fatores como o sol, as condições da terra, etc. Mas não devemos nos deter apenas nos grandes períodos do cinema, assim como não podemos ficar escravos dos grandes vinhos. O cinema é como a terra e o vinho, que vão se amalgamando. E talvez a nouvelle vague tenha sido inspirada por pessoas que vieram antes. Eu nunca acreditei numa teoria do cinema. Acho que é um métier muito individualista. Há lugar para todos e tudo alimenta tudo. Isso para dizer que houve a nouvelle vague e hoje estão vindo novas técnicas. Novas ondas (vagues) nesse movimento incessante do cinema. Alguma coisa se prepara e vai revolucionar o mundo do cinema. As coisas mudam, mas estamos sempre contando as mesmas histórias. Desde Homero.

Para entender – Os curtas de Then and Now têm 6 minutos e serão reunidos no longa previsto para 2011. Inclui diretores como Tata Amaral (Brasil), Fanny Ardant (França) Faouzi Bensaidi (Marrocos), Sergei Bodrov (Rússia) Jafar Panahi (Irã) e Robert Wilson (EUA), entre outros. O tema é a diversidade cultural, e concentra-se no ponto específico da tolerância religiosa. É um dos desafios do mundo globalizado, que não aprendeu a conviver com o diferente.

Rubens Ewald Filho no Festival da Mantiqueira

 Com dez títulos à venda no estande da Livraria da Vila, sendo sete deles da Coleção Aplauso e um vencedor do prêmio Jabuti, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo participa, a partir de sexta, do III Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura. O evento vai até domingo (30) em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, no interior do estado.

 

Rubens Ewald Filho, idealizador da Coleção Aplaso, vai abrilhantar o festival da Mantiqueira. Viva RUBENS !

Organizador da Coleção APLAUSO, Rubens Ewald Filho mediará mesa no domingo (30), às 10h30, sobre biografias, com a participação dos autores Paulo César de Araújo e Guilherme Fiúza.

Lançada em 2004 pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo com o objetivo de registrar a história das artes cênicas nacionais e de seus principais protagonistas, a Coleção Aplauso já tem mais de 200 títulos publicados. Em sua maioria, perfis dos principais atores, atrizes, diretores do cinema, teatro e da televisão  brasileira..

 

Joana Fomm é figura central de um dos livros a ser lançado

Na Livraria da Vila estarão à venda dez títulos que a Imprensa Oficial escolheu para o festival. Sete deles são da coleção Aplauso: as biografias de Cleyde Yáconis, Etty Fraser, Joana Fomm, Louise Cardoso, Miriam Mehler, Silvio de Abreu e Raul Cortez. Dois são os recém-lançados Paulo Francis – Polemista Profissional, que faz parte da Coleção Imprensa em Pauta, e As Artes de Carybé, coeditado com o Museu Afro Brasil e o Instituto Carybé. Completando a seleção, Resmungos, de Ferreira Gullar, obra vencedora do 49º prêmio Jabuti na categoria Livro do ano – ficção.

Teatro infantil com tradução audiovisual

Uma sessão especial gratuita de teatro infantil com serviço de tradução audiovisual (TAV) será encenada para 100 crianças deficientes audiovisuais na próxima sexta, 28, às 10h30, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108).

Segundo a coordenadora de Programação Infantil e Artes Cênicas do CCBNB, Viviane Queiroz, trata-se de “uma iniciativa pioneira, haja vista que é a primeira vez que se apresenta uma sessão com audiodescrição (TAV) para teatro infantil no Ceará”.

 

O espetáculo é A Vaca Lelé – projeto de José Alves Netto apresentado pelo Grupo Bandeira das Artes, com texto de Ronaldo Ciambroni e direção de Ana Cristina Viana – que será assistida por crianças com deficiência visual do Instituto Hélio Góes, pertencente à Sociedade de Assistência aos Cegos, e da Escola de Ensino Fundamental Instituto de Cegos.

 

Há cinco anos encantando plateias

Apresentado aos domingos de maio (dias 2, 16 e 23) no CCBNB-Fortaleza, o espetáculo A Vaca Lelé está em cartaz há cinco anos, sempre encantando as plateias por onde passa, tendo sido contemplado com o Prêmio Eduardo Campos de Teatro, o Prêmio de Melhor Espetáculo Infantil do Festival de Teatro de Fortaleza e o Prêmio Balaio Destaques do Ano em sete categorias, incluindo Melhor Espetáculo Infantil. Do elenco participam Bruna Alves Leão, Davidson Caldas, Luís Carlos Pedrosa e Solange Teixeira.

O Grupo Bandeira das Artes, que encena A Vaca Lelé, surgiu a partir da motivação de seus produtores – Bruna Alves Leão e Klístenes Braga – em levar o espetáculo para outras cidades da região Nordeste e investir em novas montagens para o teatro infantil, que tem a grande responsabilidade de iniciar os pequenos espectadores no universo do teatro, contribuindo para a formação de platéias e garantindo às crianças o direito de viverem suas fantasias.

 Enredo da peça

No enredo da peça: Matilde, uma vaquinha que vivia fugindo do curral, era cheia de sonhos e curiosidades. Tinha sede de conhecer a vida e seus segredos. Consegue ampliar seus conhecimentos quando se torna amiga do velho espantalho, que tudo sabe e tudo vê. Matilde, a Vaca Lelé, como era chamada, tinha um objetivo: conseguir asas e voar.

Na história, cada personagem que a Matilde conhece é uma lição de vida. Aprende a cantar com a Cigarra, a ser simples e ter personalidade como o Pardal, a não ser incoveniente como a Mosca, a ter ambição vendo a Galinha tão acomodada, a brilhar como os Vagalumes, a ser forte como o Touro. Mas o que Matilde não sabia era que, para ter tanta facilidade, precisaria conhecer o outro lado da vida, o lado ruim das coisas. E Matilde acaba conhecendo o medo. 

 

Audiodescrição e legendagem

O serviço de tradução audiovisual será realizado pelo LEAD, grupo de pesquisa em tradução audiovisual da Universidade Estadual do Ceará (UECE), que atua desde abril de 2008, promovendo acessibilidade audiovisual de deficientes visuais e surdos ao cinema, teatro e museus, entre outros, por meio da audiodescrição, da janela de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e da legendagem. O grupo é formado por mestrandos em Linguística Aplicada e graduandos em Letras da UECE, coordenados pela professora-doutora Vera Lúcia Santiago Araújo. O roteiro de audiodescrição é de Klístenes Braga e Bruna Alves Leão, e a narração de Klístenes Braga.

No momento, o Centro Cultural Banco do Nordeste está estudando a possibilidade de realizar periodicamente espetáculos com esse serviço de tradução audiovisual. O CCBNB-Fortaleza também desenvolve o programa Ouvir Dizer, cujo objetivo é apresentar leituras dramatizadas de textos de autores da literatura brasileira e universal, de forma a proporcionar ao público momentos de reflexão e fruição estética, incentivando ao aprofundamento de possíveis e posteriores leituras. O programa visa ainda ampliar a audioteca do BNB, com a gravação das leituras dramatizadas, disponibilizando tal acervo sonoro a deficientes visuais e a consulta de outros interessados.