Arquivo do dia: 13/05/2010

Lembrando Paranapiacaba…

 
Saudades da bucólica Paranapiacaba… a foto é do Cacinho, nosso amigo da animação, que fincou âncora em Juiz de Fora…
 
Depois tem mais…

Joaquim Nabuco x Negritude: BrasilÁfrica

Desde ontem, em meio às atividades do Ano Nacional Joaquim Nabuco, o auditório Benício Dias, do Museu do Homem do Nordeste, em Recife, abriga o ciclo de seminários Escravidão no Atlântico Sul e a Contribuição Africana no Processo Civilizador Brasileiro. Promovido pela Diretoria de Pesquisas Sociais da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), os seminários têm como objetivo estimular o debate entre pesquisadores que estudam o tema da escravidão. 

“A ideia é ressaltar a resistência da população africana. Os palestrantes dos seminários são historiadores que discutem esses tipos de resistência, seja no âmbito da família, da educação ou da economia. Queremos enfatizar a luta dos africanos“, comenta a pesquisadora Rosalira dos Santos Oliveira, uma das organizadoras do seminário e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Fundaj.



O evento segue até sexta e é aberto ao público. As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas pelo site http://www.fundaj.gov.br ou pelo e-mail: neab@fundaj.gov.br. Quem não poder ir até o Museu do Homem do Nordeste (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte) pode acompanhar as palestras e mesas-redondas ao vivo, também pela internet: http://nabuco.fundaj.gov.br/aovivo.

Ao final do seminário, na sexta-feira, será aberta a exposição Para que não esqueçamos: o triunfo da escravidão, na Galeria Massangana, da Fundaj, em Casa Forte (Avenida 17 de agosto, 2187). A mostra é organizada pelo Centro Schomburg da Pesquisa Cultura Negra, sediado em Nova York, e integra o projeto A rota dos escravos, da Unesco.

São 32 painéis ilustrativos, com textos bilíngües (português e inglês), que apresentam fotografias e pinturas sobre a história da escravidão negra nas Américas, desde o início até sua influência na arte contemporânea feita na África e por afro-descendentes. A mostra fica em cartaz até 12 de junho.

Programação completa:
Dia 12/5 (quarta-feira)
14h – Abertura

15h – Conferência de abertura – Negociando vidas: História de traficantes de escravos africanos

•     Conferencista: Marcus Joaquim Maciel de Carvalho–professor titular História/UFPE

•     Coordenação: Adolfo S. Nobre – Diretor do Museu da Abolição

16h20 – Mesa Redonda 1: Trocas econômicas e simbólicas entre as duas bordas do Atlântico sul: Relações Brasil e África

•     Acácio Almeida Santos (PUC/SP)
•     Lisa Earl Castilho (UFBA)

•     Coordenação: Lindivaldo Júnior – Assessor técnico da Secretaria de Cultura da Prefeitura da Cidade do Recife

Dia 13/5 (quarta-feira)

14h – Mesa Redonda 2: Tecendo letras e lutas: Iniciativas educacionais do povo negro

•     Maria Lúcia Rodrigues Muller (UFMT)
•     Itacir Marques da Luz (Secretaria Estadual de Educação-PE)
•     Ana Flávia Magalhães Pinto (Doutoranda Unicamp/SP)

•     Coordenação: Maria de Fátima Oliveira Batista – Coordenador do GTêre – Secretaria de Educação Esporte e Lazer – Prefeitura da Cidade do Recife

16h20 – Mesa Redonda 3: Laços de família, relações de parentesco, afetividade e resistência: a família negra sob a escravidão.

•     Isabel Cristina F. dos Reis (UFRB)
•     Cristiane Pinheiro S. Jacinto (IFMA)
•     Solange Pereira da Rocha (UFPB)

• Coordenação: Rosilene Rodrigues – Diretora da Diretoria de Promoção da Igualdade Racial/Secretaria de Direitos Humanos e Defesa Cidadã da Prefeitura da Cidade do Recife

Dia 14/5 (sexta-feira)

14h – Mesa Redonda 4: Lutas políticas, organização e estratégias dos povos africanos no Brasil 

•     Isabel Cristina Martins Guillen (UFPE)
•     Paulino de Jesus Cardoso (UDESC/SC)
•     José Bento Rosa da Silva (UFPE)

•     Coordenação: Drª Maria Bernadete Azevedo Figueroa Procuradora de Justiça – Ministério Público de Pernambuco – coordenadora do GT Racismo

17h30 – Conferência de encerramento: O triunfo sobre a escravidão

•       Conferencista: Ubiratan Castro de Araújo – professor UFBA, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon

•       Coordenação: Rosalira Santos Oliveira – Antropóloga e pesquisadora (Fundaj/Dipes)

19h – Momento de Congraçamento: Apresentação cultural