Arquivo do dia: 27/05/2010

Cinema e Música em JERI

I FESTIVAL JERICOACOARA – CINEMA DIGITAL
EVENTO PROMOVIDO PELO CLAN DO CINEMA E ANHAMUM PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS LTDA.
DE 9 A 13 DE JUNHO.
OFICINAS
SEMINÁRIO
EXIBIÇÃO DE FILMES
PROGRAMAÇÃO COMPLETA:www.jericinemadigital.com.br

  

DIAS 11 E 12 TAMBÉM ACONTECE NA PRAIA DE JERICOACOARA O III JERI ECO CULTURAL
EVENTO PROMOVIDO PELA FREE LANCER PRODUÇÕES E 77 EVENTOS

DIA 11/06 – Desfile de moda das lojas locais com apresentação da coleção desenvolvida pelas crocheteiras locais E Show com Bandas locais.
DIA 12/06
– Show com a Banda de Fortaleza Batucada Elétrica de Hoto Júnior e  Show inédito com Falcão          (O RAPPA) e a Banda Loucomotivos.

SEMPRE A PARTIR DAS 22H

CURTA SANTOS – É Hoje !

Acontece agora o lançamento da oitava edição do CURTA SANTOS.

Cenário: Conversa Fiada Bar 

Este ano, a equipe terá um desafio extra: dar conta de preencher a lacuna deixada por TONINHO DANTAS, seu ilustre criador, que passou pro andar de cima recentemente. E pra isso conta com o incansável JUNINHO BRASSALOTTI, ator, produtor, braço esquerdo e direito de Toninho. 

A busca constante pela consolidação de um pólo audiovisual regional continuará, portanto hoje, os organizadores realizam este evento aberto ao público, com diversas novidades e surpresas.

Realizadores da região e de todo o país podem se inscrever, a partir de hoje, nas mostras competitivas Olhar Caiçara Independe, Olhar Caiçara Universitário, Videoclipe Caiçara‘ e Videoclipe Brasilis. As três primeiras estão voltadas para produções desenvolvidas no litoral do Estado de São Paulo, sendo que a última, permite que produtores de todo Brasil inscrevam seus trabalhos.

Visite: www.curtasantos.com.br, www.curtasantos.com.br/blog, www.twitter.com.br/curtasantos, www.youtube.com.br/curtasantos

Conversa Fiada BarRua Benedicto Calixto, 13Pompéia

Fotógrafos se Encontram

I º Encontro da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil

 

Representantes de diversos festivais, galerias, museus, escolas e outras iniciativas de todo o Brasil ligadas à Fotografia se reúnem em Brasília em torno de políticas de desenvolvimento para setor. 

Criada em 2009, depois de a Carta de Paraty ser apresentada ao Ministério da Cultura – documento redigido durante o 5º Paraty em Foco como contribuição do setor fotográfico à cultura nacional –, a Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil organiza o seu primeiro grande encontro nacional. Formada por produtores, festivais, galerias, escolas e afins, somando até o momento 95 iniciativas, a RPCFB propõe ações de cooperação na formulação de políticas públicas capazes de difundir e consolidar a produção fotográfica no país além de criar uma rede sólida de cooperação entre os diversos setores da produção cultural na fotografia.  Não se trata de uma rede de autores e, sim, de iniciativas para fortalecimento do trabalho dos autores. A pesquisa e o mapeamento da fotografia brasileira também estão entre as principais pautas da agenda da rede. Posteriormente, todo o conteúdo desenvolvido será disponibilizado em um portal na internet e editado por catálogos.

 

O crescimento do número de feiras, festivais, bienais, cursos acadêmicos etc. demonstra a dimensão hoje da fotografia no Brasil e no mundo. “Estava na hora então de traçar uma nova história da produção nacional”, comenta Iatã Canabrava, um dos líderes da iniciativa e coordenador em São Paulo, ao lado de Clicio Barroso, do Encontro na capital federal. Já em Belém, o evento conta com Miguel Chikaoka, em Fortaleza com Tiago Santana, em Porto Alegre com  Carlos Carvalho e no Rio de Janeiro com Milton Guran e Patrícia Gouveia, entre muitos outros protagonistas do fazer cultural na fotografia.

Neste primeiro Encontro – organizado pela Associação de Fotógrafos Fototech (representante da Rede no convênio firmado com o MinC), pelo Estúdio Madalena (produção e pesquisa), pela A Casa da Luz Vermelha (produção local – Brasília) e integrantes da RPCFB – a proposta focaliza diversos temas que envolvem a produção cultural da fotografia brasileira como, o ensino da fotografia sob o impacto das novas mídias, fotografia e inclusão sócio-cultural, fotografia e memória,  políticas públicas, gestão cultural em fotografia, entre outros.

Por ocasião da abertura do I º Encontro da RPCFB e das comemorações do aniversário de 50 anos da cidade de Brasília, o Ministério da Cultura, a Associação de Fotógrafos Fototech e A Casa da Luz Vermelha promovem a partir de quinta-feira, dia 27 de maio, a exposição “Brasília 50 anos”, dos fotógrafos Anderson Schneider, Cristiano Mascaro, Dorival Moreira, Samuel Cytrynowicz e Sérgio Jorge, com curadoria de Rosely Nakagawa (em cartaz até 20 de junho /A Casa da Luz Vermelha SCES Trecho 02 Conjunto 31 – ASBAC – DF).

Fanny Ardant: É Possível Morrer de Amor

Musa do cinema francês participa do projeto coletivo Then and Now, que vai reunir 14 curtas em um longa

Fanny: ‘Morrer de amor é coisa muito atual, me dizia Truffalt’. Foto: Keiny Andrade/AE

Reproduzimos entrevista do crítico Luiz Zanin Oricchio com a atriz

Fanny Ardant, musa do cinema francês, atriz de Truffaut, Resnais, Lelouch e Costa-Gavras, está em São Paulo. Não como atriz. Ou melhor: não apenas como atriz, mas como cineasta. Ela dirige o curta-metragem Chimères Absentes (Sonhos Ausentes), parte do projeto coletivo Then and Now, concebido e produzido pela Art, que vai reunir 14 curtas num longa a ser lançado em 2011. Um programa com cinco desses filmes, inclusive o de Fanny e o da brasileira Tata Amaral, será exibido no SescTV (Canal 137 da NET), domingo, às 21h. Fanny conversou com o Estado.

Como você entrou no projeto?

Uma noite recebi um telefonema de uma pessoa me perguntando se eu gostaria de fazer um filme sobre a tolerância religiosa. Havia apenas uma regra: deveria ter seis minutos de duração. Há dois anos esse mesmo projeto tivera por tema os direitos do homem. Por que não? Sempre tive atração pelas coisas desconhecidas. Como eu não era uma pessoa suficientemente religiosa, desviei um pouco o tema e falei dos ciganos, que não formam uma religião mas uma cultura e um modo de vida. Eles aceitaram e está aí.

Não é o seu primeiro filme como diretora. Vimos aqui na Mostra de SP o seu longa-metragem Cinzas e Sangue. O que a levou a dirigir, depois de uma experiência tão intensa como atriz?

Não foi uma decisão racional. Eu estava fazendo uma peça no teatro e tinha todas as tardes livres. Comecei a pensar e, em seguida, me pus a escrever. Sou essencialmente uma atriz. Esse é o grande amor da minha vida: representar. E eu gostaria de ter atuado neste filme. Mas preferi concentrar minha atenção em dirigir. Além disso, era um filme difícil, feito sem dinheiro. Agora, no curta-metragem Chimères Absentes, eu me permiti dirigir e atuar ao mesmo tempo. Como me avisaram que não haveria dinheiro mesmo, decidi pelo menos me divertir (risos). Sempre me lembro que o cinema não é tão importante assim.

Mastroianni dizia: o cinema não é grande coisa…

Mas só grandes atores e atrizes podem dizê-lo.Pois é. Sempre vi a minha vida sobre um palco, seja no teatro, seja no cinema. O cinema amplifica as coisas. Tudo é grandioso. Tudo é tão intenso e dói… Mas sempre há algo em mim que diz: atenção, isso é apenas um jogo.

Essa sua intensidade me faz lembrar um cena em particular, uma cena inesquecível…

Eu acho que sei qual é (faz um gesto com a mão, indicando uma queda)… 

Em ‘A Mulher do Lado’…

Exato. Eu tinha certeza de que era esta (rindo).

É aquele momento em que sua personagem se encontra com o de Gérard Depardieu e simplesmente desmaia de paixão…

Essa cena é como um testamento. A gente pode morrer de amor. Era um filme, uma ficção. Um jogo, uma brincadeira. Mas estava dizendo tudo o que eu de verdade penso. Eu me lembro que Truffaut dizia que essa era uma história atual. Todo mundo pensa que morrer de amor é coisa de Anna Karenina, Madame Bovary, de personagem de Balzac. Não. É eterno. Pode-se morrer de amor mesmo hoje em dia.

A nouvelle vague fez 50 anos e você filmou com alguns dos diretores que fizeram parte desse movimento. Acredita que tenha sido o período mais importante do cinema francês?

O cinema é como o vinho. Há as grandes colheitas, que dependem de fatores como o sol, as condições da terra, etc. Mas não devemos nos deter apenas nos grandes períodos do cinema, assim como não podemos ficar escravos dos grandes vinhos. O cinema é como a terra e o vinho, que vão se amalgamando. E talvez a nouvelle vague tenha sido inspirada por pessoas que vieram antes. Eu nunca acreditei numa teoria do cinema. Acho que é um métier muito individualista. Há lugar para todos e tudo alimenta tudo. Isso para dizer que houve a nouvelle vague e hoje estão vindo novas técnicas. Novas ondas (vagues) nesse movimento incessante do cinema. Alguma coisa se prepara e vai revolucionar o mundo do cinema. As coisas mudam, mas estamos sempre contando as mesmas histórias. Desde Homero.

Para entender – Os curtas de Then and Now têm 6 minutos e serão reunidos no longa previsto para 2011. Inclui diretores como Tata Amaral (Brasil), Fanny Ardant (França) Faouzi Bensaidi (Marrocos), Sergei Bodrov (Rússia) Jafar Panahi (Irã) e Robert Wilson (EUA), entre outros. O tema é a diversidade cultural, e concentra-se no ponto específico da tolerância religiosa. É um dos desafios do mundo globalizado, que não aprendeu a conviver com o diferente.