Arquivo do mês: junho 2010

Por conta do GUARNICÊ…

 
Aurora Miranda Leão, Marton Olympio, Estela Piccin e Andreson Carvalho na sessão de encerramento do 33o Festival GUARNICÊ de Cinema…

 
Curtindo o incrementado arraíá da praça Maria Aragão, coordenado pela Fundação de Cultura do Município (FUNC) – leia-se Euclides Moreira Neto -, de trás pra frente: Luiz Bargmann Netto (SP), Aurora Miranda Leão, Andreson Carvalho (RJ), Marton Olympio (Rio), Jorge Salomão, Mariley Carneiro (GO) e Estela Piccin (SP)… 

 

Andreson Carvalho e Mariley Carneiro encantados com as festas juninas maranhenses. A foto mostra a decoração do “arraiá da Lagoa”, oportuna homenagem ao Tambor de Crioula, numa criação do artista Manuel Veiga (primo de nosso querido Veiga  Júnior)…

 

Ambientação inspirada na Praia Grande, pelas lentes de Marton Olympiosaudades de São Luís

 

Fotógrafo goiano João Caetano, figura principal do Doc O Olhar de João, e Andreson Carvalho, cineasta e professor da área de SOM

 
A super premiada Mariley Carneiro – jornalista e realizadora goiana que dirigiu O Olhar de João – divide a alegria da vitória com a também jornalista, Aurora Miranda Leão. Foto Andreson Carvalho

Os 70 de John Lennon

Os discos-solo de John Lennon foram digitalmente remasterizados para marcar a data em que o genial vocalista dos Beatles completaria 70 anos, informa a EMI.

Entre os discos a serem relançados, Imagine (1971), Rock ‘n’ Roll (1975) e o álbum ganhador de um Grammy, Double Fantasy, o último que lançou antes de ser assassinado, em dezembro de 1980, remasterizado para eliminar  algumas instrumentalizações.

Engenheiros da EMI e a viúva de John, Yoko Ono, foram os encarregados de remasterizar os oito álbuns que o Artista lançou durante sua carreira solo.

Alguns singles que não foram incluídos nesses discos também serão lançados com o título John Lennon Signature Box.

Yoko afirmou que em um ano “tão especial” espera que o relançamento dos trabalhos de John “permita que sua música chegue a um novo público”.

“Espero que a remasterização destas 121 músicas faça com que aqueles que já conheciam o trabalho de John encontrem nova inspiração em seu incrível talento como compositor, músico e cantor e em seu poder como cronista da condição humana”, afirmou.

Para Yoko, as músicas de John, que no dia 9 de outubro completaria 70 anos, têm hoje a mesma “relevância” de quando foram compostas.

  AP  
O cantor John Lennon
 John Lennon: três álbuns remasterizados para comemorar 70 anos

Argentina se prepara com serenidade

 

Em dia de folga, Maradona recebe Danny Jordan na concentração

maradona danny jordan

Maradona e Jordan se encontram na concentração
argentina em dia de folga  (Foto: Reprodução/Olé)

A três dias do jogo contra a Alemanha, os jogadores argentinos foram contemplados com uma tarde de folga. Depois de um leve trabalho físico pela manhã, os comandados de Maradona almoçaram e foram liberados para aproveitar a tarde desta terça-feira em Pretória. Quem apareceu na concentração sul-americana foi o presidente do Comitê Organizador da Copa, Danny Jordan, que fez uma visita ao treinador da Argentina em retribuição ao apoio manifestado por Maradona à organização do Mundial.

Enquanto Jordan e Maradona se encontravam, Messi e Palermo tratavam de seguir rumo ao bairro onde estão hospedados seus familiares, assim como fez boa parte dos atletas. Já os jogadores Heinze, Mascherano e Verón optaram por aproveitar a tarde nas dependências da concentração argentina.

Agüero e Lionel Messi sob o comando de Maradona: MESSI é a grande preocupação da equipe alemã
Por GLOBOESPORTE.COM Pretória, África do Sul

DocTV Mostra Luz por trás da colina…

divulgação de estreia.jpg

Esta semana entra no ar, em rede nacional, filme sobre Afonso Lana, marcando mais uma leva de produções Doc TV, edição IV. 

A direção é do cineasta de Uberlândia, Carlos Segundo, que vem cumprindo promissora trajetória no audiovisual, sendo ademais estudioso da Sétima Arte e fotógrafo de rara sensibilidade. Quem assina a produção é a Rascunho Digital.

Programa imperdível na rede pública de TV, a partir desta quinta, primeiro de julho.

Mais da FICHA TÉCNICA:

Fotografia: Alderico Lucas

Produtor: Clóvis Cunha

Arte: Chico de Assis

Fotos: Paulo Brasil

Trilha original: Moita Mattos, Ricardim
Trilha Musical: Eu [Porcas Borboletas], música de Arnaldo Antunes e Enzo Banzo

Ouvindo Herbert Vianna…

Do conterrâneo nordestino, paraibano do coração, uma das primeiras composições, lançada no disco O Passo do Lui, de 1984 – e começava minha longa estrada de fã do Artista e do grupo por ele liderado.

PARALAMAS, Forever !

Os livros na estante

Já não têm mais

Tanta importância
Do muito que eu li
Do pouco que eu sei
Nada me resta
A não ser a vontade de te encontrar
E o motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar

Ao seu lado
Só pra ler

No seu rosto
Uma Mensagem de Amor

HERBERT VIANNA: Sensacional guitarrista, letrista de escol, Artista necessário. Como vinho, melhor a cada ano. Saravá !

CINESUL Termina com Homenagem à Cinédia

 

Caixa de texto:   Divulgação Na noite do último domingo, dia 27, em cerimônia no Centro Cultural Correios, encerrou-se a 17ª edição do CinesulFestival IberoAmericano de Cinema e Vídeo, com a premiação – troféu Cinesul -, pelo júri oficial, de produções do México, do Uruguai e do Brasil, além de uma co-produção entre a Espanha e os Estados Unidos.

Eleitos pelo júri, o mexicano Tierra Madre, de Dylan Verrechia (Melhor Filme de Ficção); “Sociedade de La Nieve”, do diretor uruguaio Gonzalo Arijón (Melhor Longa Documentário). Na Mostra Competitiva Videosul, de Curtas e Médias-metragens, o vencedor na categoria documentário foi o 7Voltas (Melhor Documentário), do brasileiro Rogério Nunes.  Já Flat Love (Espanha/Estados Unidos), de Andrés Sanz, foi considerado o Melhor Filme de Ficção.

Três longas receberam Menção Honrosa, também do júri oficial: Mentiras Piadosas (Argentina/Espanha), de Diego Sabanés, Sombras (Espanha/França), de Orion Canals e Perdão Mister Fiel (Brasil), de Jorge Oliveira.

Os favoritos do público em longas de ficção e de documentário foram: La Buena Nueva (Espanha), de Helena Taberna e Perdão Mister Fiel. Já na mostra Videosul, foram escolhas do público Recife Frio (Brasil), de Kleber Mendonça, como Melhor Ficção, e o “Coletivo” (Brasil), de Liara Castro, na categoria documentário.

Na cerimônia de encerramento, a diretora Alice Gonzaga recebeu prêmio e homenagem pelos 80 anos dos estúdios CINÉDIA, fazendo questão de ressaltar a importância dos técnicos: ‘Meu pai dizia que os técnicos e operadores eram a alma dos filmes e de fato sem eles nenhuma produção da Cinédia teria chegado ao fim. Esse prêmio também é para todos os técnicos’.

Alice segue os passos do pai, Adhemar Gonzaga: valorização dos técnicos é fundamental

Ao fim da homenagem e entrega da premiação a Alice Gonzaga, foram exibidos Adhemar Gonzaga, de Jurandyr Gonzaga, Flat Love, Coletivo e 7 Voltas.

Confira todos os  premiados:  

Júri Oficial – Longa de Ficção:Tierra Madre” (México), de Dylan Verrechia.

Menção honrosa:Mentiras Piedosas” (Argentina/Espanha), de Diego Sabanés.

Júri Oficial – Melhor Documentário:La Sociedad de La Nieve” (Uruguai), de Gonzalo Arijón.

Menção honrosa:Sombras” (Espanha/França), de Orion Canals; e “Perdão Mister Fiel” (Brasil), de Jorge Oliveira.

Videosul – Curtas / Médias-metragens – Melhor documentário:7 Voltas” (Brasil), de Rogério Nunes.

Melhor Ficção:Flat Love” (Espanha/Estados Unidos), de Andrés Sanz.

Menção Honrosa:Karai Norte” (Paraguai), de Marcelo Martinessi.

Voto Popular – Melhor Longa Documentário:Perdão Mister Fiel” (Brasil); “Estela” (Argentina); e “El Diario de Agustín” (Chile/Venezuela), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

Melhor Longa Ficção:La Buena Nueva” (Espanha); “La Virgen Negra” (Venezuela); e “A Canção de Baal” (Brasil), 1º, 2º, 3º, respectivamente

Videosul – Melhor Ficção:Recife Frio” (Brasil); “Ernesto no País do Futebol” (Brasil); e “Karai Norte” (Paraguai), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

Melhor Documentário:Coletivo” (Brasil); “El Precio de la Semilla” (Argentina); “SaaraOásis da Amizade” (Brasil), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

“MARADONA é Insuperável”

Quem diz é o zagueiro alemão Arne Friedrich, que aguarda com grande expectativa a próxima partida de sua seleção pela Copa do Mundo.

O primeiro motivo, é claro, se refere ao desafio de ajudar sua equipe a dar mais um passo rumo ao quarto título mundial. O segundo, informa nesta terça-feira o site oficial da Fifa, é ligado a sua grande admiração pelo técnico da equipe adversária, Diego Armando Maradona, que comandará a Argentina no confronto das quartas de final do torneio contra a Alemanha.

Segundo o site da Fifa, que cita declarações do jogador ao portal oficial da Federação Alemã de Futebol, o atleta acredita que Maradona é a grande atração do Mundial. “Como jogador, e agora como técnico, ele é insuperável. Para mim, ele foi o maior jogador de futebol que já existiu, e vai permanecer nessa condição. Desta forma, mesmo indiretamente, é ótimo o confronto com ele, e será mais bonito ainda se ganharmos de seu time”, diz Friedrich.

Carlitos Tevéz: jogadas sensacionais no Mundial

De acordo com as informações divulgadas, o zagueiro considera a Argentina um adversário superior individualmente, mas aposta na força coletiva da equipe alemã para a vitória. “A Argentina é a favorita”, afirma o zagueiro, que destaca, entre os atletas adversários, os atacantes Lionel MessiCarlos Tevez. “Porém, temos que fazer com que o time seja capaz de apresentar soluções criativas. Estamos coesos, como equipe, e mostramos até agora capacidade de nos mantermos assim frente às seleções que enfrentamos”, acrescentou.

Alemanha e Argentina se enfrentam no próximo sábado, às 11h, na Cidade do Cabo, pelas quartas de final do Mundial da África do Sul.

Toda a nossa TORCIDA e preces indormidas pela VITÓRIA da brilhante seleção comandada por MARADONA.

Só ouvir, durante todo este período do Mundial, em todas as transmissões televisivas onde o futebol é destaque, que “Argentina é a favorita”, “Argentina é a melhor seleção até agora”, “Argetnina é a grande favorita do Mundial” – sobre uma seleção que chegou à Copa desacreditada, já é um som paralâmico em nossos ouvidos atentos e apaixonados.

Fora do time contra a Coreia do Sul, Maradona beija Verón, após substituição no jogo contra Nigéria

Maradona beija Verón após partida contra a Nigéria,  seu estilo habitual de tratar os jogadores

Só por estar assim, e continuar em campo, despertando a máxima atenção até dos adversários, a seleção de MARADONA, MESSI, TEVÉZ, PALERMO, Agüero, Milito, Di Maria, Mascherano, Higuain, Heinze, Sérgio Romero, Gutiérrez, Samuel, Mancuso e toda a trupe da alviceleste, já é CAMPEÃ.

 SARAVÁAAAAAAAAA !!!

Adelante, Companheros ! E vamos a ganar !

Dançar pra bem dançar

cartaz

 Um convite a TODOS e TODAS que queiram dançar com mais liberdade de movimentos e com desenvoltura, revelar seu potencial em TODOS os ritmos e TODAS as danças  !

3as e 5as de 17 às 18:15H                        a partir de 01 de julho

sábados de 9 às 10:30H

1x – R$ 45,00

2x – R$ 60,00

3x – R$ 70,00

Aula avulsa – R$ 15,00

A Flor na Boca do Homem

 


PAGU na Casa das Rosas

 COM DOCUMENTOS INÉDITOS, FOTOBIOGRAFIA EDITADA pela IMPRENSA OFICIAL e Unisanta retrata trajetória de Patrícia Galvão, a musa modernista

“Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão”, de Lúcia  é editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Editora Unisanta.  

Escritora, jornalista, militante política e mulher de teatro, Patrícia Galvão (1910-1962) lutou com paixão em muitas trincheiras. Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão, de Lúcia Maria Teixeira Furlani e Geraldo Galvão Ferraz, coedição da Imprensa Oficial do Estado e da Editora Unisanta, retraça a rica trajetória da musa dos modernistas a partir de amplo material iconográfico e muitos documentos inéditos. O lançamento será dia 1o. de julho, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas, à Avenida Paulista número 37. Viva Pagu também é o nome da mostra que será inaugurada no mesmo dia no local.

Lucia Maria reuniu documentos de e sobre Pagu durante mais de vinte anos. Na fase final do processo, nos últimos cinco anos, contou com a  ajuda do jornalista Geraldo Galvão Ferraz, filho da escritora. O livro traz muitas fotos, mas também desenhos, cartas e textos. Todas as cartas são inéditas, além de fotos e vários textos – como “Microcosmo”, que ela escreveu na prisão, em 1939, e duas peças teatrais inéditas: “Parque Industrial”, baseada no romance homônimo publicado em 1933 e “Fuga e Variações”, escrita em 1952.

A autora comenta que Patrícia é personagem típica de um tempo de grandes paixões: “Ela documentou seu próprio cotidiano, marcado por uma busca constante. Esta fotobiografia recupera as oscilações de uma vida tumultuada, contraditória e destaca a intensidade com que ela abraçou as causas. Ainda é tudo muito atual, seus questionamentos, sua busca. O livro demonstra que sua vida valeu a pena”.

Na introdução, Geraldo Galvão Ferraz, filho de Patrícia e co-autor da obra, diz que trabalhar no livro foi, de certa maneira, um jeito de conhecer Pagu e reencontrar, quarenta e quatro anos depois, Patrícia/Pat/Pagu e, até mesmo, Zazá: “Infelizmente, não conheci Pagu. Eu a chamava de Mau, cognome certamente forjado no carinho das intimidades de mãe e filho. Minha mãe não gostava de ser chamada de Pagu. Era um nome que ficara no passado, quando ela vivia outra vida, buscava outros ideais, jogava-se apaixonadamente em defesa de outras bandeiras. Temos certeza de que quem for ver/ler este livro conhecerá uma Pagu da qual nunca se suspeitou. Afinal, nossa proposta não era roubar a alma de ninguém, mas fazer nossos eventuais leitores se aproximarem dela. Se conseguirmos isso, nosso objetivo estará realizado”.

 “Patrícia Galvão tem uma biografia extraordinária. Entregou-se de corpo e alma em várias frentes culturais e políticas, movida por ideais que continuam na ordem do dia, como a justiça social e a transformação do homem por meio da cultura”, lembra Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

 A vida de Pagu é apresentada em três blocos. O primeiro fala das origens da família e vai até os dezoito anos da biografada, quando conheceu o poeta modernista Raul Bopp, que a apresentou a Oswald de Andrade. 

O segundo bloco começa com o início de sua relação com Oswald, com quem teve um filho, Rudá, em 1930, e vai até sua libertação, em 1940, muito debilitada depois de passar quatro anos e meio em vários presídios políticos, onde sofreu torturas. Primeira mulher presa no Brasil por motivos políticos, em 1931, Pagu, foi detida dezenas de vezes por sua militância comunista. Entre 1933 e 1935 visitou a China, o Japão, a União Soviética e passou uma temporada em Paris, onde também foi presa.

Durante a estadia em Moscou, desencantou-se com o comunismo, mas pouco depois de retornar ao Brasil, em 1935, foi presa em consequência do fracassado movimento comunista de 1935. Parte considerável da iconografia deste bloco é formada por reproduções facsimilares de cartas (principalmente as enviadas para Oswald, de quem se separou em 1935, e Rudá) e de informes e prontuários do Deops, mostrando que era vigiada de perto pelo governo de Getúlio Vargas.

Os últimos 22 anos de sua vida são apresentados no terceiro bloco, período no qual a militância política aos poucos deu espaço à militância cultural. Pagu casou-se com Geraldo Ferraz e ambos trabalharam em vários jornais de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos – cidade onde se fixaram em 1954. Ela manteve intensa atividade como cronista e crítica literária, além de se envolver cada vez mais com teatro, traduzindo, produzindo e dirigindo peças de autores praticamente ignorados no Brasil dos anos 1950, como Francisco Arrabal, Eugène Ionesco e Octavio Paz. Tornou-se uma das principais animadoras do teatro amador santista, origem de nomes como Plínio Marcos.

O volume traz ainda uma cronologia; uma bibliografia de obras de Patrícia Galvão; uma bibliografia sobre ela; um breve capítulo sobre o envolvimento de Pagu com a cidade de Santos, muito presente na vida dela na adolescência, na fase de militância política – quando residiu na cidade e trabalhou como operária – e nos últimos anos de vida.