Arquivo do dia: 03/06/2010

Reta Final para Festival da LAPA

 

Cidade da Lapa (Paraná) inova ao criar

Festival de Cinema totalmente voltado

para filmes de época.

 

Tradição histórica da cidade, que fica próxima a Curitiba,

proporciona o clima ideal para um evento único, que enfatiza prêmios

de Cenário (em reconstituição histórica), Fotografia, Figurino e Maquiagem.

 

O Brasil já conta hoje com mais de 200 Festivais e Mostras de Cinema. Nenhum, porém, igual ao Festival da Lapa, cidade histórica paranaense situada a 70 quilômetros de Curitiba.

 O Festival da Lapa – que tem como slogan “Cinema num Cenário Histórico” – é o único do país onde a Mostra Competitiva de Longas Metragens é composta exclusivamente por filmes ambientados em épocas passadas. 

A proposta de seus organizadores é justamente a de unir a tradição histórica da Lapa com a magia de um cinema que tem como preocupação recriar antigas ambientações.  

Organizado pelo Instituto Borges da Silveira e pelo Instituto Histórico e Cultural da Lapa, o evento chega à sua quarta edição agora em 2010, onde será realizado entre os dias 9 e 13 de junho.

Em suas três primeiras edições, em 2005, 2007 e 2008, o Festival da Lapa acumulou um público de aproximadamente 30 mil pessoas, nas exibições ao ar livre, em frente ao Panteon dos Heróis, e no restaurado Cine Imperial, bem como nas demais atividades proporcionadas pelo evento.

Para Maria Inês Pierin Borges da Silveira, presidente do Instituto Histórico da Lapa, “a realização do Festival, numa das mais antigas e bem preservadas cidades do Paraná, além de propiciar sua inserção no cenário do audiovisual nacional, visa incrementar o turismo na região e também contribuir para a descentralização da cultura no país”. 

 

Diferencial: Filmes de época

Desde 2008, o Festival da Lapa realiza a inédita Mostra Competitiva Internacional de Filmes de Época. Por meio desta competição de filmes de longa-metragem, recorte inédito em termos de perfil de mostras e festivais de cinema brasileiros e até do exterior, “a intenção do Festival é fazer uma justa homenagem aos filmes e profissionais que se dedicam a construir e reconstituir de modo audiovisual histórias que se passam ou passaram em tempos não atuais”, explica Maria Inês.

O Festival da Lapa considera filmes de época as produções que possuem no mínimo cinquenta por cento (50%) da sua duração ambientada em período até o final dos anos 1970, caracterizadas por um ou mais dos elementos: texto, cenário, objetos de cena, figurino e maquiagem.

A Mostra Competitiva de Filmes de Época premiará com o Troféu Tropeiro as categorias: Melhor Filme, Melhor Cenário, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem. Segundo a organizadora, a competitiva de filmes de época representa para o Festival um elemento chave de identificação do evento com o espaço onde o mesmo acontece.

“A cidade da Lapa invariavelmente tem sido escolhida como cenário de filmes históricos. Suas ruas, suas praças e suas construções são preservadas pelo zelo do povo lapeano, nada mais justo, portanto, do que homenagear a cidade com esta premiação”, conclui Maria Inês.

É neste sentido que o Festival da Lapa pretende, além de contemplar o público do interior com a nova produção audiovisual – tanto do Brasil como do exterior – incentivar a disseminação cultural, dando oportunidade ao surgimento de novos talentos e o enriquecimento da experiência estética da população.

Além das Mostra Competitiva de Filmes de Época, o Festival da Lapa também terá o Mapa-Piá – mostra audiovisual para o público escolar do município, a exibição dos episódios do “Casos e Causos” da RPC – Rede Paranaense de Comunicação, mesas redondas sobre audiovisual e a realização de oficinas de produção e interpretação.

 Lapa: um pouco de história

A Cidade da Lapa originou-se de um pequeno povoado às margens da antiga estrada da mata – uma parte do histórico caminho que ligava Viamão (RS) a Sorocaba (SP). Um desses conhecidos “pousos” dos tropeiros recebeu a denominação de Capão Alto, no ano de 1731, quando a capitania de São Paulo resolveu criar um registro para cobrança de pedágio de gado que transitava à margem do Rio Iguaçu. A Lapa ficou conhecida como Registro, embora fosse Capão Alto o nome original.

Passaram-se mais de 200 anos e outras denominações até o nome Lapa.

Rica em turismo histórico, cultural e religioso, a cidade foi palco do Cerco da Lapa, episódio ocorrido durante a Revolução Federalista em 1894, quando o lugar se tornou arena de um sangrento confronto entre as tropas republicanas, os chamados pica-paus (legalistas) e os maragatos (federalistas), contrários ao sistema presidencialista de governo. Lapa resistiu bravamente até que os lapeanos comandados pelo General Antônio Ernesto Gomes Carneiro, caíram em combate. Resistiram ao cerco por 26 dias, mas sucumbiram ante ao maior número do exército Federalista.
A batalha deu ao Marechal Floriano Peixoto, chefe da República, tempo suficiente para reunir forças e deter as tropas federalistas. Ao todo foram 639 homens entre forças regulares e civis voluntários, lutando contra as forças revolucionárias formadas por três mil combatentes. Os restos mortais do General Carneiro, assim como de muitos outros que tombaram durante a resistência, estão sepultados no Panteon dos Heroes, vigiados permanentemente por uma guarda de honra do exército brasileiro

Serviço: 

Festival da Lapa – Cinema num Cenário Histórico

De 9 a 13 de junho na cidade da Lapa (PR).

 

 

Informações e programação completa no www.festivaldalapa.com.br

Mafalda, a argentina, Emplaca Uma Década

Reprodução

Mafalda, personagem famosa, publicada em tiras de 1964 a 1973

As quatro décadas que separam a primeira tira de Mafalda do livro Que Presente Inapresentável não mudaram a forma de Quino interpretar o mundo. Nos anos 60, ao ouvir que a TV era “veículo de cultura“, Mafalda concluía: “Se fosse a cultura, descia do carro e ia a pé.” Em cartum da coletânea lançada em 2004, um homem constata, aturdido: “Graças à internet, agora posso ler a imprensa internacional e saber na hora que horror está o mundo.”

Três títulos que saem agora no Brasil – 10 Anos com Mafalda, com todas as tiras da personagem, publicadas entre 1964 e 1973, Humanos Nascemos, original de 1987, e Que Presente Inapresentável – permitem perceber como Quino encontrou diferentes maneiras de reiterar suas convicções ao longo da carreira. E foi por essa eficácia em retratar a evolução das mazelas do mundo que causou tamanha repercussão seu anúncio, em abril do ano passado, de que ficaria um tempo sem desenhar para “renovar ideias”.

“Sigo desenhando coisas para mim. O que não estou é publicando neste momento”, afirmou Quino, de Buenos Aires, em entrevista por telefone ao Estado, na última semana. “Estou sempre buscando temáticas que ainda não tenha abordado, e isso é muito difícil. É algo sobre o que prefiro não falar porque ainda não sei qual é a via a seguir.”

Quem acompanha de perto a trajetória do autor, no entanto, sabe que há outra razão para a pausa. Há dois meses, o cartunista passou por uma cirurgia no olho direito devido ao glaucoma do qual sofre. Não foi a primeira vez que se submeteu a operação contra a doença, que pode levar à cegueira; nos últimos anos, passou por uma série delas. Daniel Divinsky, editor de Quino na Argentina, já chegou a sentenciar: “Creio que o ‘até logo’ disfarce um ‘até nunca’. Para ele, é uma decisão dolorosa. O glaucoma foi se agravando, ele não vê com precisão para desenhar bem e fica insatisfeito com o que faz.”

Mas novas publicações do artista estão prometidas. A Ediciones de la Flor, que o publica na Argentina, afirma ter material para lançar uma série temática. Também por aqui deve sair, sem data definida, uma preciosidade.

Trata-se de Mundo Quino: primeiro volume com cartuns do argentino, de 1963, cujo prefácio da edição argentina dos anos 90 inclui um mea-culpa do autor. No texto, ele diz ser “estranha a sensação” de reencontrar um Quino com o qual se identifica e do qual se sente diferente. “Por um lado, era capaz de uma simplicidade e uma frescura que hoje invejo. Por outro, descubro-me autor de desenhos de um racismo que, para ser brando comigo, qualificaria de inconsciente, mas não menos detestável”, escreve.

Pessimismo. Hoje, Quino diz acreditar que não mudou. Ao menos, avalia, não se tornou mais pessimista do que era. “O mundo foi que mudou para pior, em especial após o 11 de Setembro, quando perdemos segurança. A política também piorou, perdeu muito terreno frente ao poder econômico”, argumenta. Mas parecia mais otimista o cartunista que, em 1987, na entrevista de abertura do volume 10 Anos com Mafalda, dizia acreditar que a “inteligência humana saberá sobrepor-se a todos os perigos”.

Nos dias atuais, a inteligência humana lhe parece uma praga. Na conversa com a reportagem, Quino reproduz argumentos negativos sobre os transgênicos (“Me parece que está muito mal regulado, ninguém controla como deveria fazer”). a internet (“Ela cria um excesso de informação entre gente que não se comunica pessoalmente, e isso me parece bastante triste”), o futebol (“Não há outro esporte que provoque tantas mortes e violência como ele. Me interessa só como fenômeno social”) e a projeção internacional do Brasil (“Isso foi algo já programado desde os tempos do Kissinger”). Proprietário de apartamentos em Buenos Aires, Madri, Paris e Milão, casado há 50 anos com a mesma mulher, Alicia Colombo, e admirador de vinhos e de boa comida, Quino parece ao menos interessado em tentar retirar do mundo o que de bom, apesar de tudo isso, ele ainda pode lhe oferecer.

10 Anos Con Mafalda

Autor: Quino. Editora Martins Fontes (R$ 52 – 193 páginas).

Humanos Nascemos

Autor: Quino. Editora Martins Fontes (R$ 45 – 126 páginas).

Que Presente Inapresentavel!

Autor: Quino. Editora Martins Fontes. (R$ 36 – 134 páginas).

McCartney Condecorado

Ex-beatle Paul McCartney recebe do presidente dos EUA, Barack Obama, o prêmio Gershwin de contribuição à música

Ex-beatle Paul McCartney recebe do presidente dos EUA, Barack Obama, o Prêmio Gershwin de contribuição à música.

Viva PAUL McCARTNEY !

BEATLES FOREVER !!!

CINE AMOR Começa Amanhã

Começa amanhã em Nova Friburgo, na serra fluminense, a primeira edição do Festival CineAMOR, que vai reunir um pacote de 40 produções – entre longas e curtas-metragens – sobre histórias de amor. A programação, dividida em mostras temáticas, promete três títulos ainda inéditos no circuito comercial brasileiro: Brilho de uma paixão, de Jane Campion, cinebiografia do poeta britânico John Keats, que participou da competição do Festival de Cannes ano passado; Coco Chanel e Igor Stravinsky, de Jan Kounen; e Cartas para Julieta, de Gary Winick.

Cena do antológico FILME DE AMOR, de Júlio Bressane

Os quinze curtas da seleção serão exibidos em mostra competitiva, cujo vencedor será eleito por voto popular. Entre estes estão três filmes selecionados por concurso promovido pelo festival, escolhidos entre 120 roteiros enviados de todo o país. Os vencedores receberam R$ 60 de prêmio; em contrapartida, se comprometeram a filmá-lo na cidade e a exibi-los em primeira mão durante o evento.

São eles: A florista do outro lado da praça, de Guga Caldas; Um outro ensaio, de Natara Ney; e Love express, de Patrícia Lopes e André Pellenz.

Escrito em 2004, o roteiro do curta de Guga Caldas foi adaptado para a paisagem de Nova Friburgo.

Quando soube do concurso, decidi pesquisar sobre a cidade ver se dava pra ambientar o filme lá. Descobri em Nova Friburgo o cenário ideal, principalmente por causa da relação da cidade com o cultivo de flores, as quais ocupam, como o título do curta sugere, papel importante na trama – explica Caldas. – Curiosamente, alguns problemas do roteiro original acabaram solucionados nessa adaptação de cenário. O roteiro é uma versão melhorada do inicial.

André Pellenz, que rodou na região o curta Que horas são ?, em 2006, viu no concurso uma nova oportunidade para voltar à cidade. Love express fala sobre duas pessoas que se conhecem em um serviço de encontros para solteiros.

Os dois protagonistas de certa forma se acham, e passam a justificar sua presença ali – conta o diretor. O filme procura mexer com esse preconceito, pois é normal pensar que quem vai a um lugar desses tem algum problema.

Primeiro Filme em Mostra Internacional

A Mostra Internacional do Primeiro Filme, em Timbaúba (PE), é uma jornada cultural de exibição fílmico, COMPETITIVA e INFORMATIVA, cuja finalidade é apresentar obras de novos realizadores do PRIMEIRO FILME (brasileiros e estrangeiros), oportunizando-os ao ingresso no mercado de exibição da Arte Cinematográfica e a promoção de encontros com realizadores atuantes no mercado.

Para conhecer o regulamento, entrar em contato com os organizadores e realizar inscrições, basta acessar: http://www.primeirofilme.com/