Arquivo do dia: 29/06/2010

Ouvindo Herbert Vianna…

Do conterrâneo nordestino, paraibano do coração, uma das primeiras composições, lançada no disco O Passo do Lui, de 1984 – e começava minha longa estrada de fã do Artista e do grupo por ele liderado.

PARALAMAS, Forever !

Os livros na estante

Já não têm mais

Tanta importância
Do muito que eu li
Do pouco que eu sei
Nada me resta
A não ser a vontade de te encontrar
E o motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar

Ao seu lado
Só pra ler

No seu rosto
Uma Mensagem de Amor

HERBERT VIANNA: Sensacional guitarrista, letrista de escol, Artista necessário. Como vinho, melhor a cada ano. Saravá !

CINESUL Termina com Homenagem à Cinédia

 

Caixa de texto:   Divulgação Na noite do último domingo, dia 27, em cerimônia no Centro Cultural Correios, encerrou-se a 17ª edição do CinesulFestival IberoAmericano de Cinema e Vídeo, com a premiação – troféu Cinesul -, pelo júri oficial, de produções do México, do Uruguai e do Brasil, além de uma co-produção entre a Espanha e os Estados Unidos.

Eleitos pelo júri, o mexicano Tierra Madre, de Dylan Verrechia (Melhor Filme de Ficção); “Sociedade de La Nieve”, do diretor uruguaio Gonzalo Arijón (Melhor Longa Documentário). Na Mostra Competitiva Videosul, de Curtas e Médias-metragens, o vencedor na categoria documentário foi o 7Voltas (Melhor Documentário), do brasileiro Rogério Nunes.  Já Flat Love (Espanha/Estados Unidos), de Andrés Sanz, foi considerado o Melhor Filme de Ficção.

Três longas receberam Menção Honrosa, também do júri oficial: Mentiras Piadosas (Argentina/Espanha), de Diego Sabanés, Sombras (Espanha/França), de Orion Canals e Perdão Mister Fiel (Brasil), de Jorge Oliveira.

Os favoritos do público em longas de ficção e de documentário foram: La Buena Nueva (Espanha), de Helena Taberna e Perdão Mister Fiel. Já na mostra Videosul, foram escolhas do público Recife Frio (Brasil), de Kleber Mendonça, como Melhor Ficção, e o “Coletivo” (Brasil), de Liara Castro, na categoria documentário.

Na cerimônia de encerramento, a diretora Alice Gonzaga recebeu prêmio e homenagem pelos 80 anos dos estúdios CINÉDIA, fazendo questão de ressaltar a importância dos técnicos: ‘Meu pai dizia que os técnicos e operadores eram a alma dos filmes e de fato sem eles nenhuma produção da Cinédia teria chegado ao fim. Esse prêmio também é para todos os técnicos’.

Alice segue os passos do pai, Adhemar Gonzaga: valorização dos técnicos é fundamental

Ao fim da homenagem e entrega da premiação a Alice Gonzaga, foram exibidos Adhemar Gonzaga, de Jurandyr Gonzaga, Flat Love, Coletivo e 7 Voltas.

Confira todos os  premiados:  

Júri Oficial – Longa de Ficção:Tierra Madre” (México), de Dylan Verrechia.

Menção honrosa:Mentiras Piedosas” (Argentina/Espanha), de Diego Sabanés.

Júri Oficial – Melhor Documentário:La Sociedad de La Nieve” (Uruguai), de Gonzalo Arijón.

Menção honrosa:Sombras” (Espanha/França), de Orion Canals; e “Perdão Mister Fiel” (Brasil), de Jorge Oliveira.

Videosul – Curtas / Médias-metragens – Melhor documentário:7 Voltas” (Brasil), de Rogério Nunes.

Melhor Ficção:Flat Love” (Espanha/Estados Unidos), de Andrés Sanz.

Menção Honrosa:Karai Norte” (Paraguai), de Marcelo Martinessi.

Voto Popular – Melhor Longa Documentário:Perdão Mister Fiel” (Brasil); “Estela” (Argentina); e “El Diario de Agustín” (Chile/Venezuela), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

Melhor Longa Ficção:La Buena Nueva” (Espanha); “La Virgen Negra” (Venezuela); e “A Canção de Baal” (Brasil), 1º, 2º, 3º, respectivamente

Videosul – Melhor Ficção:Recife Frio” (Brasil); “Ernesto no País do Futebol” (Brasil); e “Karai Norte” (Paraguai), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

Melhor Documentário:Coletivo” (Brasil); “El Precio de la Semilla” (Argentina); “SaaraOásis da Amizade” (Brasil), 1º, 2º e 3º, respectivamente.

“MARADONA é Insuperável”

Quem diz é o zagueiro alemão Arne Friedrich, que aguarda com grande expectativa a próxima partida de sua seleção pela Copa do Mundo.

O primeiro motivo, é claro, se refere ao desafio de ajudar sua equipe a dar mais um passo rumo ao quarto título mundial. O segundo, informa nesta terça-feira o site oficial da Fifa, é ligado a sua grande admiração pelo técnico da equipe adversária, Diego Armando Maradona, que comandará a Argentina no confronto das quartas de final do torneio contra a Alemanha.

Segundo o site da Fifa, que cita declarações do jogador ao portal oficial da Federação Alemã de Futebol, o atleta acredita que Maradona é a grande atração do Mundial. “Como jogador, e agora como técnico, ele é insuperável. Para mim, ele foi o maior jogador de futebol que já existiu, e vai permanecer nessa condição. Desta forma, mesmo indiretamente, é ótimo o confronto com ele, e será mais bonito ainda se ganharmos de seu time”, diz Friedrich.

Carlitos Tevéz: jogadas sensacionais no Mundial

De acordo com as informações divulgadas, o zagueiro considera a Argentina um adversário superior individualmente, mas aposta na força coletiva da equipe alemã para a vitória. “A Argentina é a favorita”, afirma o zagueiro, que destaca, entre os atletas adversários, os atacantes Lionel MessiCarlos Tevez. “Porém, temos que fazer com que o time seja capaz de apresentar soluções criativas. Estamos coesos, como equipe, e mostramos até agora capacidade de nos mantermos assim frente às seleções que enfrentamos”, acrescentou.

Alemanha e Argentina se enfrentam no próximo sábado, às 11h, na Cidade do Cabo, pelas quartas de final do Mundial da África do Sul.

Toda a nossa TORCIDA e preces indormidas pela VITÓRIA da brilhante seleção comandada por MARADONA.

Só ouvir, durante todo este período do Mundial, em todas as transmissões televisivas onde o futebol é destaque, que “Argentina é a favorita”, “Argentina é a melhor seleção até agora”, “Argetnina é a grande favorita do Mundial” – sobre uma seleção que chegou à Copa desacreditada, já é um som paralâmico em nossos ouvidos atentos e apaixonados.

Fora do time contra a Coreia do Sul, Maradona beija Verón, após substituição no jogo contra Nigéria

Maradona beija Verón após partida contra a Nigéria,  seu estilo habitual de tratar os jogadores

Só por estar assim, e continuar em campo, despertando a máxima atenção até dos adversários, a seleção de MARADONA, MESSI, TEVÉZ, PALERMO, Agüero, Milito, Di Maria, Mascherano, Higuain, Heinze, Sérgio Romero, Gutiérrez, Samuel, Mancuso e toda a trupe da alviceleste, já é CAMPEÃ.

 SARAVÁAAAAAAAAA !!!

Adelante, Companheros ! E vamos a ganar !

Dançar pra bem dançar

cartaz

 Um convite a TODOS e TODAS que queiram dançar com mais liberdade de movimentos e com desenvoltura, revelar seu potencial em TODOS os ritmos e TODAS as danças  !

3as e 5as de 17 às 18:15H                        a partir de 01 de julho

sábados de 9 às 10:30H

1x – R$ 45,00

2x – R$ 60,00

3x – R$ 70,00

Aula avulsa – R$ 15,00

A Flor na Boca do Homem

 


PAGU na Casa das Rosas

 COM DOCUMENTOS INÉDITOS, FOTOBIOGRAFIA EDITADA pela IMPRENSA OFICIAL e Unisanta retrata trajetória de Patrícia Galvão, a musa modernista

“Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão”, de Lúcia  é editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Editora Unisanta.  

Escritora, jornalista, militante política e mulher de teatro, Patrícia Galvão (1910-1962) lutou com paixão em muitas trincheiras. Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão, de Lúcia Maria Teixeira Furlani e Geraldo Galvão Ferraz, coedição da Imprensa Oficial do Estado e da Editora Unisanta, retraça a rica trajetória da musa dos modernistas a partir de amplo material iconográfico e muitos documentos inéditos. O lançamento será dia 1o. de julho, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas, à Avenida Paulista número 37. Viva Pagu também é o nome da mostra que será inaugurada no mesmo dia no local.

Lucia Maria reuniu documentos de e sobre Pagu durante mais de vinte anos. Na fase final do processo, nos últimos cinco anos, contou com a  ajuda do jornalista Geraldo Galvão Ferraz, filho da escritora. O livro traz muitas fotos, mas também desenhos, cartas e textos. Todas as cartas são inéditas, além de fotos e vários textos – como “Microcosmo”, que ela escreveu na prisão, em 1939, e duas peças teatrais inéditas: “Parque Industrial”, baseada no romance homônimo publicado em 1933 e “Fuga e Variações”, escrita em 1952.

A autora comenta que Patrícia é personagem típica de um tempo de grandes paixões: “Ela documentou seu próprio cotidiano, marcado por uma busca constante. Esta fotobiografia recupera as oscilações de uma vida tumultuada, contraditória e destaca a intensidade com que ela abraçou as causas. Ainda é tudo muito atual, seus questionamentos, sua busca. O livro demonstra que sua vida valeu a pena”.

Na introdução, Geraldo Galvão Ferraz, filho de Patrícia e co-autor da obra, diz que trabalhar no livro foi, de certa maneira, um jeito de conhecer Pagu e reencontrar, quarenta e quatro anos depois, Patrícia/Pat/Pagu e, até mesmo, Zazá: “Infelizmente, não conheci Pagu. Eu a chamava de Mau, cognome certamente forjado no carinho das intimidades de mãe e filho. Minha mãe não gostava de ser chamada de Pagu. Era um nome que ficara no passado, quando ela vivia outra vida, buscava outros ideais, jogava-se apaixonadamente em defesa de outras bandeiras. Temos certeza de que quem for ver/ler este livro conhecerá uma Pagu da qual nunca se suspeitou. Afinal, nossa proposta não era roubar a alma de ninguém, mas fazer nossos eventuais leitores se aproximarem dela. Se conseguirmos isso, nosso objetivo estará realizado”.

 “Patrícia Galvão tem uma biografia extraordinária. Entregou-se de corpo e alma em várias frentes culturais e políticas, movida por ideais que continuam na ordem do dia, como a justiça social e a transformação do homem por meio da cultura”, lembra Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

 A vida de Pagu é apresentada em três blocos. O primeiro fala das origens da família e vai até os dezoito anos da biografada, quando conheceu o poeta modernista Raul Bopp, que a apresentou a Oswald de Andrade. 

O segundo bloco começa com o início de sua relação com Oswald, com quem teve um filho, Rudá, em 1930, e vai até sua libertação, em 1940, muito debilitada depois de passar quatro anos e meio em vários presídios políticos, onde sofreu torturas. Primeira mulher presa no Brasil por motivos políticos, em 1931, Pagu, foi detida dezenas de vezes por sua militância comunista. Entre 1933 e 1935 visitou a China, o Japão, a União Soviética e passou uma temporada em Paris, onde também foi presa.

Durante a estadia em Moscou, desencantou-se com o comunismo, mas pouco depois de retornar ao Brasil, em 1935, foi presa em consequência do fracassado movimento comunista de 1935. Parte considerável da iconografia deste bloco é formada por reproduções facsimilares de cartas (principalmente as enviadas para Oswald, de quem se separou em 1935, e Rudá) e de informes e prontuários do Deops, mostrando que era vigiada de perto pelo governo de Getúlio Vargas.

Os últimos 22 anos de sua vida são apresentados no terceiro bloco, período no qual a militância política aos poucos deu espaço à militância cultural. Pagu casou-se com Geraldo Ferraz e ambos trabalharam em vários jornais de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos – cidade onde se fixaram em 1954. Ela manteve intensa atividade como cronista e crítica literária, além de se envolver cada vez mais com teatro, traduzindo, produzindo e dirigindo peças de autores praticamente ignorados no Brasil dos anos 1950, como Francisco Arrabal, Eugène Ionesco e Octavio Paz. Tornou-se uma das principais animadoras do teatro amador santista, origem de nomes como Plínio Marcos.

O volume traz ainda uma cronologia; uma bibliografia de obras de Patrícia Galvão; uma bibliografia sobre ela; um breve capítulo sobre o envolvimento de Pagu com a cidade de Santos, muito presente na vida dela na adolescência, na fase de militância política – quando residiu na cidade e trabalhou como operária – e nos últimos anos de vida.