Arquivo do mês: julho 2010

Reta Final para o Curta Santos

Prorrogadas as inscrições para o maior festival de curtas-metragens do litoral paulista, a ser realizado de 14 a 18 de setembro.  

As Mostras Competitivas são divididas em quatro categorias: 

MOSTRA OLHAR CAIÇARA UNIVERSITÁRIA:

podem se inscrever trabalhos acadêmicos e de conclusão de curso produzidos pelos alunos de faculdades da região. Serão selecionados 10 filmes que concorrerão nas categorias melhor curta, melhor direção e melhor montagem.

MOSTRA OLHAR CAIÇARA INDEPENDENTE: podem se inscrever trabalhos produzidos no litoral paulista, sem apoio de grandes produtoras. Serão selecionados 10 filmes que concorrerão aos prêmios de melhor documentário, melhor ficção, ator, atriz, direção, roteiro, montagem, som e fotografia. do país.

MOSTRA DE VIDEOCLIPE CAIÇARA: serão selecionados 10 videoclipes produzidos na região que concorrerão nas categorias melhor videoclipe, melhor direção e melhor performance.

MOSTRA DE VIDEOCLIPE BRASILIS: serão selecionados 10 videoclipes produzidos em todo o país que concorrerão nas categorias melhor videoclipe, melhor direção e melhor performance.

Ney Latorraca e Toninho Dantas na edição 2009 do CURTA SANTOS… Saudade de tanta coisa boa… 

Idealizado pelo querido TONINHO DANTAS – ator, escritor, poeta, produtor e agitador cultural santista -, cuja partida para o andar de cima aconteceu este ano, o CURTA SANTOS está sendo levado adiante pelo também produtor e ator JUNINHO BRASSALOTTI e faz bela e merecida HOMENAGEM a seu fundador ao colocar o rosto de Toninho no material de divulgação do festival, um dos mais organizados, concorridos e bem realizados do país. 

VIDA LONGA PARA O CURTA SANTOS !

TRIBO DO TEATRO na Roquette-Pinto

Primeira audição foi ontem mas você pode acessar a Roquette-Pinto FM (94,1) a qualquer momento pelo site www.94fm.rj.gov.br

   

O programa que recomendamos é o  

Tribo do Teatro,

comandado pelo ator e jornalista Sérgio Fonta   

 

 
* Entrevista: Sergio Fonta conversa com a atriz e cantora Laila Garin, que faz sucesso no espetáculo Eu te amo mesmo assim (Teatro das Artes).
  
* Dica da semana:   Especial: nota para Cissa Guimarães.
 
* Dionysos também lê:  Arquitetura do espetáculo (teatro e cinemas na formação da Praça Tiradentes e Cinelândia), de Evelyn Furquim.
  
 
Contato: Rádio Roquette-Pinto FM / Arte em Movimento / Tribo do Teatro (Av. Erasmo Braga, 118 / 11º)
 
 
 

Vá ao teatro !

 

Você precisa de teatro e o teatro precisa de você !

 

 

Vídeo Índio Brasil em Bauru

A terceira edição do Vídeo Índio Brasil (VIB), que começa HOJE, vai contemplar este ano cidades de todos os estados brasileiros.

Até 7 de agosto, serão exibidos filmes com temática indígena em Bauru e mais de cem cidades, simultaneamente. Desde 2008, o VIB é realizado em Mato Grosso do Sul, estado com a segunda maior população indígena do país, tendo Campo Grande como cidade sede.

Em Bauru, o festival será realizado no Museu da Imagem e do Som, que fica na quadra 3 da Rua Rio Branco. Todos os dias, às 14 horas, haverá programação de diferentes filmes, sempre com entrada franca.

Neste ano, estiveram na disputa 80 filmes de todo o Brasil para compor a mostra audiovisual do projeto. A curadoria do VIB selecionou longas e curtas-metragens nas categorias documentário, ficção e animação, compondo um painel diversificado de produções que mostram, por meio do audiovisual, peculiaridades das culturas indígenas de todo o país.

Mobilidade Urbana é Tema de Festival

 

Festival vai premiar vídeos e fotos feitos com câmeras ou celulares

Um festival de fotos e vídeos feitos com câmeras digitais ou aparelhos celulares vai premiar os melhores trabalhos dentro do tema Mobilidade Urbana, dividido em três propostas: Um dia sem meu carro, Vida sobre duas rodas e Cidade e circulação.

O objetivo, segundo a Emdec, é estimular as produções com foco nas questões da Mobilidade Urbana em Campinas e incentivar o desenvolvimento da percepção da população sobre a cidade e para reflexões que remetam às formas de deslocamento, seja pelo transporte público, a pé, de carona e outros meios alternativos ao carro. Além disso, também é uma forma de reduzir acidentes, promover uma convivência harmônica na circulação e a valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural, que pode ser contemplado nos trajetos de cada cidadão.

Em Um dia sem meu carro, os participantes podem destacar o uso do transporte coletivo, da bicicleta, pequenos trajetos a pé, caronas programadas, ou seja, alternativas que garantam benefícios ao meio ambiente e melhorias na qualidade de vida.

Já na proposta “Vida sobre duas rodas”, o enfoque deve ser o crescimento da frota de motos, dos acidentes, iniciativas para mudar este quadro e como conciliar o espaço no trânsito entre motociclistas, ciclistas, motoristas e pedestres, de maneira harmoniosa e segura.

A principal novidade do festival deste ano, no quesito temática, foi Cidade e Circulação. Neste item, os participantes poderão abordar o conhecimento e valorização da cidade, do seu patrimônio histórico, artístico e cultural, parques, praças e jardins, a partir do olhar que o trajeto a pé possibilita no relacionamento entre o ambiente urbano, rural e de seus cidadãos.

O 2º Festival ArteMOB vai integrar a programação da Semana Municipal de Trânsito. Os trabalhos selecionados serão veiculados durante o evento e no site da Emdec. Também podem ser apresentados em eventos técnicos da área como congressos, seminários e outros.

SERVIÇO:

Inscrições até 1º de setembro: www.emdec.com.br

Cada participante pode inscrever apenas um vídeo em um dos três temas definidos e até três trabalhos fotográficos para cada tema na categoria fotografia

   

Promovido pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o ArteMOB deste ano prevê duas categorias, audiovisual e fotografia, e vai distribuir R$ 6 mil aos vencedores.
 

O ArteMob é destinado àqueles que se dedicam à produção artística construída em movimento.

Cinemateca Exibe Caso dos Irmãos Naves

Neste sábado, dia 31, às 14h, acontece na Cinemateca Brasileira, sessão do Projeto Univercine – parceria firmada entre a Unifesp (USP) e a Cinemateca Brasileira – oferecendo ao público, a chance de conhecer profundamente o cinema nacional. Neste sábado, é a vez da exibição de O Caso dos Irmãos Neves, filme do diretor Luiz Sérgio Person (“São Paulo S.A.”), que narra a história real de um dos  mais famosos erros judiciários da justiça brasileira, ocorrido no interior de Minas Gerais durante a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas.  

A prisão e tortura de dois irmãos agricultores, forçados a confessar injustamente um assassinato que não cometeram. Contundente em sua denúncia dos métodos de investigação baseados na tortura.

Anselmo Duarte – em raro papel de vilão -, dá vida ao  impiedoso comissário de polícia, enquanto os irmãos são representados de forma poderosa por Raul Cortez e Juca de Oliveira.

Após a sessão, haverá debate com a presença dos professores, Bruno Konder Comparato e Maria Fernanda Lombardi Fernandes. A mediação será de Mauro Rovai.

O Caso dos Irmãos Naves (Brasil196792′) Direção: Luiz Sérgio Person Com: Raul Cortez, Juca de Oliveira, Anselmo Duarte, John Herbert, Sérgio Hingst e Lélia Abramo, entre outros

Onde: Cinemateca BrasileiraLargo Senador Raul Cardoso, 207 Tel.: (11) 35126111 (r. 215

Entrada Franca

 

Teatro do Nordeste

 

Mostra Nordeste do XVII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT), a acontecer de 4 a 11 de setembro na cidade serrana do Ceará, teve 77 trabalhos inscritos das nove regiões do país. Desse total, nove foram selecionados, sendo um de cada estado, numa decisão da coordenação do evento, visando a fortalecer a representatividade dos estados no Festival. O resultado da seleção das Mostras que compõem a Programação Paralela, voltadas somente para grupos cearenses, será anunciado dia 10 de agosto.

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MOSTRA NORDESTE 

Há três edições a programação da Mostra Nordeste era composta apenas por espetáculos convidados, indicados por uma curadoria. Na 17ª edição, foram abertas novamente as inscrições para esta mostra, que recebeu uma considerável demanda de propostas. Os 77 espetáculos foram inscritos por 70 companhias teatrais de toda a região.

  

ESPETÁCULOS SELECIONADOS

 

VÔO AO SOLO – Invisível Companhia de Teatro (AL). Direção: Marco Antônio de Campos;

UMA VEZ NADA MAIS – Carambola (BA). Direção: Hebe Alves;

AS TRÊS IRMÃS – Grupo de Estudos e Trabalhos em Stanislavski – GETS (CE). Direção: Graça Freitas;

PAI E FILHO – Pequena Companhia de Teatro (MA). Direção: Marcelo Flecha;

A CASA DE BERNARDA ALBA – Grupo Harém de Teatro (PI). Direção: Arimatan Martins;

RASIF – MAR QUE ARREBENTA – Coletivo Angu de Teatro (PE). Direção: Marcondes Lima;

MILAGRE BRASILEIRO – Coletivo de Teatro Alfenim (PB). Direção: Márcio Marciano;

DEUS DANADO – Cia A Máscara de Teatro (RN). Direção: Marcelo Flecha;

CACUETE – A INCRÍVEL PERFORMANCE DE CRENDICES – Projeto Cacuete (SE). Direção: Maycira Teles Leão.

 O FESTIVAL 

Além da Mostra Nordeste, o FNT conta em sua programação com as Mostras FNT no Maciço, Palco Ceará, Infantil e Te-Ato à Meia-Noite, voltadas para grupos cearenses. Ao longo dos oito dias de Festival, acontecem ainda ciclo de debates, oficinas, apresentação de teses ou dissertações de pesquisadores e lançamentos de livros, entre outras atividades que compõem o Programa de Formação do FNT. 

O XVII Festival Nordestino de Teatro é uma realização da Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga (AGUA).

 SERVIÇO 

XVII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT) – De 4 a 11 de setembro em Guaramiranga (CE). Informações: 85-3246.2353 e 3246.2339 (Fortaleza),  85-3321.1405 (Guaramiranga). fnt@agua.art.br / www.agua.art.br.

Rosemary Estréia no Teatro de Santos

O espetáculo O Que Terá Acontecido a Rosemary? será encenado dia 7 de agosto no Teatro Braz Cubas, em Santos. A temporada da peça se estende até 26 de Setembro, sempre aos sábados e domingos, às 21 horas.
 
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Com inspiração nas antigas chanchadas do cinema brasileiro, a peça mostra o embate entre duas irmãs: Rosy e Betty Blue, suas aventuras e desventuras em busca da fama, sucesso e reconhecimento.

Tendo como fio condutor uma paródia dos clássicos filmes O Que Terá Acontecido a Baby Jane e A Malvada, ambos com Bette Davis, o espetáculo está calcado na interpretação dos atores, onde há o resgate do humor popular com uma embalagem cênica moderna.

Sobre o Besteirol

No alvorecer da década de oitenta, um movimento-artístico-teatral tomou de assalto os palcos do eixo Rio /São Paulo, firmando-se como um dos últimos da cena contemporânea brasileira a ter grande expressão.
Amado e odiado na mesma proporção, o Besteirol – terminologia imortalizada numa crítica teatral ao espetáculo As 1001 Encarnações de Pompeu Loredo, de Mauro Rasi e Vicente Pereira -,  detém um séqüito de detratores e entusiastas.
Recheado de referências que vão da comédia popular ao Teatro de Revista com seus números de cortinas e comperes, do Teatro Épico- que teve sua fonte nos números de Cabaré de Karl Valentin- às Chanchadas da Atlântida, uma coisa é certa: raso e superficial os espetáculos desta natureza jamais foram.
Paródias, paráfrases, estilizações, metáforas, intertextualidade, metalinguagem, distanciamento, critica mordaz aos costumes, antropofagia dos conceitos pequenos burgueses, tudo isto se justapõe de maneira bem humorada, irreverente e sarcástica.

Este movimento é comparado a outros importantes da década de 80, em outros países, como por exemplo A Ridiculous Theatrical Company, nos Estados Unidos, que trouxe à cena a obra dramatúrgica de Charles Ludlam (O Mistério de Irmã Vap), e a Movida Madrileña, na Espanha, que revelou nomes como Pedro Almodóvar.


Diversos atores e autores vieram renovar a cena neste período, como Miguel Falabella, Vicente Pereira, Mauro Rasi, Hamilton Vaz Pereira, Maria Lucia Dahl, Guilherme Karam, Duse Nacaratti, Ricardo Almeida, Miguel Magno, Diogo Vilela, Louise Cardoso e tantos outros. E espetáculos ficaram na história, como Sereias da Zona Sul, Doce Deleite, Camila Backer Lives in Concert, Pedra – A Tragédia, Classificados Desclassificados e Quem tem Medo de Itália Fausta ?, este último, considerado o epíteto do Teatro Besteirol.

Neste ano de 2010, quando se comemoram 30 anos do surgimento do BESTEIROL, Santos poderá apreciar o espetáculo O Que Terá Acontecido A Rosemary? 

  Ficha técnica    

Autor: Kadu Veríssimo

Direção: André Leahun 

Produção: Casa 3 de Artes


Elenco:

Kadu Veríssimo
Junior Brassalotti
Luiz Fernando Almeida

Quando:

de 7 de agosto até 26 de Setembro, sábados e domingos, 21 horas.

Ingressos:

Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira),

R$ 15,00 (lista de desconto)

e R$ 10,00 (classe artística, estudantes e idosos). 

Onde:

Teatro Municipal Brás Cubas

Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias.

A peça tem apoio de Trajano Bar, Metropole Restaurante, Lavanderia Londres, A Mineira Pao de Queijo, Secretaria Municipal de Cultura de Santos e Prefeitura Municipal de Santos.

* N.R: Os votos do Blog Aurora de Cinema para  o sucesso do espetáculo e que a temporada tenha êxito de público e crítica.

Juninho Brassalotti é um amigo super querido, ator de talento, versatilidade e produtor cultural de invejável capacidade.

O Besteirol, gênero imortalizado pelo saudoso e queridíssimo MAURO RASI, precisa ser mais divulgado no país. As novas gerações pouco ou nada conhecem dele de fato. Nós AMAMOS o gênero e trabalhamos, sempre nos é dada a chance,  pra que seja reconhecido em todo o país como uma das boas contribuições brasileiras ao movimento teatral do mundo.

Mauro Rasi: humor refinado, inteligência aguçada, dramaturgia rica em questionamentos e versatilidade, escritor deixou enorme lacuna na cena artística brasileira… Saudades de Mauro Rasi…

SARAVÁ !!! Viva MAURO RASI !!! SALVE o BESTEIROL !!!

VAMOS AO TEATRO conferir O Que Terá Acontecido a Rosemary?

Walter Firmo em Campinas para Mês da Fotografia

Na próxima segunda, 5 de agosto, às 19h30, ocorre o lançamento oficial do Festival Hercule Florence e do Mês de Fotografia de Campinas.  O lançamento contará com palestra sobre a obra do fotógrafo carioca Walter Firmo, além de uma apresentação musical e da exibição de um curta-metragem produzido em parceria pelos estúdios Ateliê da Imagem e Art Salon. O evento será no CPFL Cultura (Rua João Figueiredo Correa, 1632, bairro Chácara das Flores). 

Entre as atividades que compõem o Mês da Fotografia de Campinas, está a quarta edição do Seminário Imagem e Atualidade, promovido pela PUC-Campinas, de 17 a 20 de agosto. A atividade faz parte do Festival Hercule Florence e do Mês de Fotografia, de 2 a 31 de agosto, que entre as atividades terá palestras, oficinas e exposições espalhadas por diversos pontos de Campinas. 

O objetivo do Seminário é debater o cenário da atividade fotográfica, estimulando a reflexão dos profissionais de fotografia, mas também de estudantes e interessados na área. A programação completa será disponibilizada, em breve, no Portal PUC-Campinas. 

Sobre Walter Firmo 

Fotógrafo carioca formado no fotojornalismo, Walter Firmo faz parte da historia da fotografia brasileira. Estreou no jornal Última Hora em 1957 e desde então esteve nos mais importantes veículos de imprensa brasileira: Jornal do Brasil, revistas Realidade, Manchete, Veja e Istoé. Em 1986 fundou e dirigiu o Instituto Nacional de Fotografia da FUNARTE e desde 1992 distribui seu conhecimento fotográfico em cursos por todo o país.

Expõe suas fotos nos principais centros culturais do país e do exterior. Recebeu diversos prêmios e homenagens, como o Prêmio Esso de Jornalismo pela reportagem Cem dias na Amazônia de Ninguém, uma série de cinco reportagens (texto e fotos) publicadas no Jornal do Brasil em 1963, o Golfinho de Ouro, concedido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro em 1985, e nove vezes o Prêmio Internacional de Fotografia Nikon.

A qualidade do trabalho de Walter Firmo pode ser notada nos livros: “alter Firmo. Antologia Fotográfica, Paris parada sobre imagens e Rio de Janeiro cores e sentimento, além de diversas participações em livros de fotografia e exposições coletivas. Recebe o reconhecimento internacional quando citado no verbete “fotografia” da Enciclopédia Britânica, em 1971. O acervo de FIRMO cobre fatos relacionados a uma temática social e bem brasileira, registrando nosso folclore, nossa cultura e personagens típicos, de norte a sul do país, além de célebres figuras da cultura brasileira.

 SERVIÇO:

Lançamento do Festival Hercule Florence e do Mês de Fotografia de Campinas

Data: 5 de agosto

Horário: 19h30

Local: CPFL Cultura (Rua João Figueiredo Correa, 1632, bairro Chácara das Flores)

Entrada gratuita

Em Veneza, O Mundo é Belo

Curta brasileiro será exibido no Festival de Veneza

O Mundo É Belo, filme do “quase” cearense Luiz Pretti (cineasta residente em Fortaleza há alguns anos), é uma das sete produções latino-americanas que irão participar da mostra Horizontes, dentro da categoria de média e curta-metragem, no 67o Festival de Veneza, que começa dia primeiro de setembro. Há ainda produções da República Dominicana, México, Argentina, Brasil e Equador.

A organização do festival italiano, que apresenta amanhã em Roma a programação do evento, antecipou os nomes dos filmes que participarão da mostra Horizontes, que conta com seus próprios prêmios.

Na categoria de média ou curta-metragem, também competem o argentino “En el Futuro”, de Mauro Andrizzi; “El Pozo”, de Guillermo Arriaga; e “Man in a Room”, de Rafael Palacio Illingworth; “Indefatigable’, de Ruth Jarman e Joe Gerhardt (Equador/Reino Unido).

Os longas espanhóis “Caracremada”, de Lluís Galter, e o documentário “Guest”, de José Luis Guerín, também participam da mostra “Horizontes”, que é dedicada às novas correntes cinematográficas, sem distinção de gênero ou duração.

Nesta edição, o júri dessa mostra será presidido pela cineasta iraniana Shirin Neshat, ganhadora do Leão de Prata na última edição do festival com o filme Zanan Bedoone Mardan. Também integram o júri tunisiana Raja Amari, o filipino Lav Diaz e o italiano Pietro Marcello, assim como o crítico austríaco Alexander Howarth.

Em comunicado, o presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, explicou que, neste ano, a mostra Horizontes, criada em 2004, se abre a todas as obras consideradas “fora de formato”, com um “olhar mais amplo e dinâmico para os novos caminhos das linguagens que confluem para o cinema”

Mais da BOSSA NOVA na Tela


Em fase de finalização, longa com o baterista Argus Montenegro, veterano da Bossa Nova – considerado pela crítica,  músicos e público especializado um dos mais virtuosos bateristas do mundo 

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A trajetória profissional, as experiências de vida e visões sobre a música de um dos bateristas mais talentosos do Brasil e do mundo estão documentadas no longa-metragem Argus Montenegro & a instabilidade do tempo forte

Dirigido por Pedro Lucas e produzido por Aletéia Selonk, numa realização da Artéria Filmes e Okna Produções, o documentário está em fase de finalização e tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2011. O projeto é patrocinado pela NET e Intral, através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul (LIC/RS) e recebeu recursos do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte). 

O filme acompanha o convalescimento desse artista, que não aceitou as transformações do mercado musical nas últimas décadas e se recusou a deixar de tocar por falta de espaço para o estilo de música que praticava: Bossa Nova, Jazz e Música Centro-Americana. Em uma pequena casa, no bairro Glória, em Porto Alegre, Argus Montenegro se recuperava de um acidente que o afastou das apresentações em público havia cinco anos. Possuidor de um talento natural para contar histórias, ele narra a sua trajetória e a da música no Brasil dos últimos cinqüenta anos, apresenta suas composições e demonstra porque a música brasileira possui soberania inquebrantável.

 

No início dos anos 60, Argus Montenegro participou das noites musicais no Beco das Garrafas, tocando com grandes nomes da música brasileira e do jazz mundial, tais como Sérgio Mendes, Tom Jobim, Carlos Lira e Antônio Solero. Como músico de orquestra, conheceu os ritmos afro-caribenhos da América Central e, tocando para estrangeiros, descobriu a singularidade da música brasileira. Embora tenha vivido no ostracismo em sua própria cidade natal, Porto Alegre, Argus gozou de reconhecimento internacional, principalmente nos Estados Unidos, onde foi convidado a morar, tocar e ensinar música.

 

O documentário resgata a importância de Argus Montenegro e oferece ao grande público o melhor da música brasileira, a partir da sabedoria de quem já tocou com grandes músicos e participou de eventos internacionais como o FREE JAZZ FESTIVAL. É também a oportunidade de reafirmar as raízes do instrumento bateria, suas possibilidades rítmicas, sua poética e sua contribuição à cultura musical brasileira e internacional.

QUEM SÃO 

DIRETOR
Pedro Isaías Lucas Ferreira: Bacharel em Direção de atores pelo Departamento de Arte Dramática do Instituto de Artes da UFRGS. Atuou nos seguintes filmes: roteiro e codireção do curta-metragem A Sétima Arte (1999, 16mm, ficção: exibido na mostra paralela do Festival de Gramado 2000); Roteiro e direção o documentário Africanos, sobre estudantes africanos em universidades de Porto Alegre (em fase de produção); Roteiro e assistência de direção do documentário Caminhos de Pedra – Tempo e Memória na Linha Palmeiro (direção de Pedro Zimmermann, 2008, HD); Roteiro do documentário Arte, Ordem e Caos, sobre arte e cultura no evento Fronteiras do Pensamento 2007 (direção de Pedro Zimmermann, 2008, HD).

EMPRESAS PRODUTORAS: 

 

   

Artéria Filmes: Há seis anos atuando na produção audiovisual de Porto Alegre, a Artéria Filmes tem em seu currículo principal documentários e vídeos institucionais, entre eles: Os Novos Rumos da Agroecologia, vídeo digital Institucional financiado pela Comunidade Européia para o CETAP-Centro de Tecnologias Alternativas e Populares (21 min, junho/julho 2005); MTV-Unisinos Experience- ID’s de animação para o projeto MTV-Unisinos Experience, e entrevistas com professores, alunos e personalidades da cidade (evento realizado em 2005 em escolas de segundo grau de Porto Alegre); Documentário Fórum Social Mundial 2005, projeto longa metragem em vídeo digital em fase de pós-produção, direção de Ivanir Migotto; Mau Hábito, documentário média-metragem, vídeo digital, direção de Rafael Gue Martini.

 

Okna Produções: é um bureau de produção audiovisual criado em 2006, com sede em Porto Alegre. Atualmente, realiza vários projetos audiovisuais para cinema e televisão, entre documentários e filmes de ficção, de curta, média e longa-metragem. Promove, ainda, eventos ligados ao audiovisual, a fim de fomentar a formação de público para a produção independente. Entre seus principais trabalhos destacam-se os longas A Última Estrada da Praia (2010) e Walachai (2009); os médias-metragens Um Animal Menor (2010) e Caminhos de pedra (2008); e os curtas Enciclopédia (2009), Livros no Quintal (2009), Hóspedes (2008) e Um dia como hoje (2007).