Arquivo do dia: 01/07/2010

O Canto de Beatriz Azevedo

 
BEATRIZ AZEVEDO acrobeat music
Other / música brasileira
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JOSÉ MIGUEL WISNIK RECOMENDA.

Só isso já vale uma audição…

 

 

Sesc Araraquara

2 de julho sexta às 20:00h

http://tinyurl.com/34x3lwd

Radio France Internationale, Musiques du Monde

9 de julho sexta às 21:30h (em Paris) 16:30h (horário do Brasil)

http://www.rfi.fr/emission/musiques-monde

Ritmo Brasil – Rede TV

11 de julho domingo às 18:15h

http://www.redetv.com.br/ritmobrasil/

Sesc Santana

29 de julho quinta às 21:00h

100 Pagu 120 Oswald – show com Beatriz Azevedo, José Miguel Wisnik, Celso Sim, Cristóvão Bastos.

http://tinyurl.com/29cru2q

 

 

Coleção FILME CULTURA

 

 

 Todos os números históricos da revista Filme Cultura que circularam entre 1966 e 1988 estão finalmente preservados. O Centro Técnico AudiovisualCTAv/SAV/MinC‘ acaba de editar uma coleção com cinco livros de capa dura contendo as 48 edições do período, além de duas revistas especiais, feitas para os festivais de Cannes e Berlim. O projeto é uma iniciativa do Instituto Herbert Levy e tem patrocínio da Petrobras. Além da coleção histórica impressa na edição facsimilar, as quase 4.000 páginas publicadas naquele período já estão disponíveis no setor de periódicos da Biblioteca Nacional em microfilmes e, a partir de hoje, dia 1º de julho, estarão também no site: www.filmecultura.org.br. 

A revista Filme Cultura voltou a circular em 2010 e tem cinco novas edições garantidas neste mesmo projeto. O nº 51 será lançado amanhã, dia 2, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, no mesmo dia da “Edição Fac Similar Revista Filme Cultura”.

Clássicos do cinema brasileiro, como Eles não Usam Black-Tie, são enfocados na Filme Cultura

Em seu período histórico, a Filme Cultura foi editada sucessivamente pelo INCE (Instituto Nacional do Cinema Educativo); pelo INC (Instituto Nacional de Cinema); pela Embrafilme (Empresa Brasileira de Filmes); e pela FCB (Fundação do Cinema Brasileiro). Depois de 19 anos fora de circulação, o CTAv (Centro Técnico Audiovisual) da SAv (Secretaria do Audiovisual) do MinC (Ministério da Cultura), lançou em 2007 o nº 49, Edição Especial comemorativa dos 70 anos do INCE. Em abril de 2010 foi lançado o nº 50 e a revista voltou a circular regularmente com periodicidade trimestral.

Os cinco volumes da coleção fac-similar reproduzem fielmente as edições de 1966 a 1988 de Filme Cultura. Ali, foi feita a crônica do cinema brasileiro e, de importantes aspectos do cinema internacional no período. Em suas páginas, encontram-se textos hoje clássicos de Jean-Claude Bernardet, Sérgio Augusto, Antonio Moniz Vianna, Ismail Xavier, Inácio Araújo, João Luiz Vieira, Rogério Sganzerla e Jairo Ferreira, entre muitos outros. A revista contou com

Ely Azeredo, Flávio Tambellini, David Neves, José Carlos Avellar, Cláudio Bojunga e João Carlos Rodrigues, entre seus editores.

O conteúdo da revista abrangia críticas de filmes, ensaios, pesquisas, entrevistas, perfis, catalogação de diretores brasileiros e internacionais, bem como artigos sobre técnica, produção, mercado, festivais e premiações. Há também um precioso material iconográfico sobre a história do cinema brasileiro, fundamental para cinéfilos, pesquisadores e estudantes. 

A Coleção pode ser encontrada ao preço de R$ 100, nas principais livrarias do Brasil.

Os pontos de venda, válidos também para os números recentes da revista, são divulgados no site: www.filmecultura.org.br

Filme Cultura Nº 51

 A edição nº 51 de Filme Cultura é centrada nos personagens do cinema brasileiro. Como Gustavo Dahl, diretor da revista, destaca no editoriala proposta deste número de Filme Cultura é recontextualizar a questão dentro do cinema brasileiro histórico, moderno ou contemporâneo.’.

Assim, personagens populares, marginais e intelectuais, personagens de documentários e de tramas multiplot receberam a atenção de articulistas do corpo de redatores da revista, bem como de convidados de diversas regiões do país além de distintas inserções no estudo do cinema brasileiro.

Fernanda Montenegro e Selton Mello ganharam matérias especiais pela riqueza de suas galerias de personagens.

A revista traz também as mesmas seções do nº 50, que lançam um olhar às margens do mercado, à história do cinema brasileiro e a disciplinas correlatas à do cinema.

Confira abaixo a lista das matérias da Filme Cultura 51: Editorial por Gustavo Dahl; O filho desviante e a morte do pai’, por João Silvério Trevisan; Quando a narrativa perde o centro’, por Cléber Eduardo; A vida depois do doc, por Carlos Alberto Mattos; Coutinho, o cinema e a gente, por Daniel Caetano; Heróis do real‘, por Carlos Alberto Mattos; Carapiru e Orson Welles: a melhor defesa é o ataque, por Daniel Caetano; Entrevista com Silvio de Abreu’, por Daniel Caetano.

Personagens e tipos do cinema popular, por João Carlos Rodrigues; Intelectuais na linha de frente’, por Luís Alberto Rocha Melo; Margem sem limites, por Cássio Starling Carlos; Zulmira, Romana, Dora… Fernanda, por Ivonete Pinto; Entrevista com Selton Mello; Um filme: Estômago’’, por Fábio Andrade e Rodrigo de Oliveira; Perfil: Walter da Silveira, advogado do cinema‘, por Orlando Senna; Cinemateca de textos: Jean-Claude Bernardet; Outro olhar: Grande sertão: veredas, Avancini em grande estilo‘, por João Carlos Rodrigues; E agora, Laís (Bodanzky)?; E agora, Ivan (Cardoso)?; Lá e cá: O desconhecido cinema de nossos vizinhos argentinos, por Daniel Caetano; Busca avançada: Cinema passageiro, por Carlos Alberto Mattos; Curtas: De/com/sobre/para Helena Ignez’, por Joana Nin; Atualizando: A morte do transfer?’, por Marcelo Cajueiro; Livros: História e economia do cinema e do audiovisual no Brasil: passado, presente e futuro‘, por André Gatti; Peneira digital’, por Carlos Alberto Mattos; ‘Cinemabilia: Simão, o caolho.

Acesse: http://carmattos.wordpress.com / https://twitter.com/carmattos

Imprensa Oficial Convida à Leitura

 

 

A magia dos livros na mostra

“Imprensa Oficial, Um Convite à Leitura”, em cartaz

a partir de  sábado na Estação Pinacoteca

 

 

 

A exposição terá mais de 300 livros de várias áreas do conhecimento, resenhas, frases, fotos e textos de autores e artistas, além de vitrines com raridades, processos e projetos gráficos e objetos ligados ao mundo da leitura, das artes, ciências, história e literatura. No Espaço do Leitor, os visitantes poderão folhear e conhecer as obras, algumas já esgotadas. O tema central da mostra envolve o universo dos livros, leitura, linguagem, biblioteca, palavras. Entre os destaques, o belíssimo Livro das Horas de Dom Fernando, de aproximadamente 1378, produzido em edição facsimilar. 

A partir deste sábado, 3, a Estação Pinacoteca vai se transformar em palco para o livro, protagonista principal da exposição Imprensa Oficial –  Um Convite à Leitura.

Com mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², a exposição trará belíssimas edições representando 18 áreas do conhecimento, com os livros em exposição, todos resenhados, fotos, frases e textos de prestigiados autores e artistas editados pela Imprensa Oficial. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é Alex Wissenbach, da PW Editores. A exposição poderá ser visitada até  15 de agosto na Estação Pinacoteca, Largo General Osório, 66, 3º andar, Centro. 

Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, Carybé, Renina Katz, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Machado de Assis, Lasar Segall, Jorge Schawrtz, Oswald de Andrade, Alberto da Costa e Silva, William Faulkner, Oscar Niemeyer e Jorge Luis Borges estarão presentes na exposição, com livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor.  Com o foco nos temas palavras, linguagem, leitura e biblioteca, a mostra terá, ainda, 163 títulos da Coleção Aplauso e várias outras coleções publicadas pela Imprensa Oficial.

O presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Hubert Alquéres, destaca o objetivo da iniciativa: “Tivemos o prazer de receber o convite da Estação Pinacoteca para montar essa exposição e queremos dar a nossa contribuição colocando à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa, muitos em coedição com universidades e instituições culturais. Nossa proposta é criar ambientes para instigar os visitantes e provocar  sua interação com a linguagem e a palavra”.

A curadora da mostra, Cecília Scharlach, explica que haverá também um espaço especial para os leitores e quatro vitrines com prêmios, peças gráficas, como convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostrando o processo de produção do livro até a impressão.  Em uma das vitrines estará exposto o Livro de Horas de Dom Fernando, obra considerada um divisor de águas nos sistemas de gravação e impressão da Imprensa Oficial. “Os livros constantes da mostra são resultado de edições próprias da Imprensa Oficial, e também de nossas parcerias com editoras universitárias (Edusp, Edugmg, Unicamp, UnB, Eduel etc.) e insitutições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles, entre outros. Há ainda edições institucionais de interesse gráfico-editorial. Outra novidade é o lançamento ainda nesta semana: a caixa com os jornais Ex, resgate de nossa memória histórica, jornalística e política.” 

Frases de João Guimarães Rosa, Silviano Santiago, José Saramago,  Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Julio Cortázar, William Shakespeare, Jorge Luis Borges, Victor Hugo e António Lobo Antunes, entre outros grandes escritores, ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa, por exemplo, a escolhida foi: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.

Os livros selecionados representam várias áreas do pensamento e literatura: Artes; Arquitetura, Urbanismo, Meio Ambiente e Design; Fotografia; Ciências; Literatura; Cinema, Teatro, Dança e Música; História e Jornalismo; Coleção Aplauso (Perfil, Especial, Cinema Brasil, Roteiros, Televisão, Teatro Brasil e Crítica); Coleção Gilberto Freyre; Coleção Uspiana; Coleção Artistas da USP; Coleção Crítica e Modernidade; Coleção Palco Sur Scène; Coleção Formação da Estética; Coleção Artistas Brasileiros; Coleção Inventário Deops; Coleção Imprensa em Pauta.

Entre os destaques, duas produções da Imprensa Oficial vencedoras do título de Livro do Ano, mais disputado prêmio literário brasileiro, concedido pela Câmara Brasileira do Livro: Resmungos, de Ferreira Gullar em 2007 e Monteiro Lobato livro a livro – Obra infantil , em 2009, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini

Em todo acervo,  há obras premiadas e de excelência gráfica como Arte sacra colonial: barroco memória viva; Cadernos de desenho (Tarsila do Amaral), Caixa Modernista (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi): da gravura à arte pública, Mestres do modernismo, Roupa de artista: o vestuário na obra de arte, Igrejas paulistas:  barroco e rococó, Um olhar sobre o design brasileiro, Clarice: fotobiografia, Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX, Joias da Mata Atlântica, Coleção Multiclássicos; Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985(), Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987), Noivas da seca: cerâmica popular do vale do Jequitinhonha, Catedral da Sé De humani corporis fabrica. Epítome. Tabulae sex.

 

Da Coleção Aplauso, serão 163 títulos, dos mais atuais como Sérgio Ricardo – canto vadio  e Célia Helena – uma atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez: sem medo de se expor  até os primeiros editados, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.

Outra atração será o quiosque para venda de todas as edições da Imprensa Oficial, montado ao lado da Cafeteria, no piso térreo. Os livros serão vendidos com desconto para professores e funcionários públicos.

LIVRO DAS HORAS 

O destaque da mostra é O Livro de Horas de Dom Fernando, de 1378, em edição fac-similar a partir de seu original conservado no acervo da Fundação Biblioteca Nacional. Orações em latim com caracteres góticos e iluminação atribuída ao artista italiano Spinello Spinelli compõem a obra, coedição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e da Fundação Biblioteca Nacional, em tiragem reduzida e numerada manualmente.

O exemplar vem acondicionado em caixa e acompanhado de “A imagem e a semelhança: o Livro de horas de Dom Fernando”. Esta publicação traz ensaios de Vera Lúcia Miranda Faillace a respeito dos livros de horas e uma reflexão de Luiz Armando Bagolin sobre o trabalho do pintor e do fotógrafo na utilização de cores e luz, ressaltando a reprodução com qualidade do original nesta edição fac-similar. Bagolin ainda constrói um memorial em torno da produção do livro, anotando detalhes do estudo de cores e das discussões a respeito da aplicação de ouro ou tinta metálica na impressão.

O códice encomendado por dom Fernando, rei de Portugal, desperta enorme interesse nos pesquisadores por sua beleza, elevada qualidade artística e história. Os motivos de este ser o destaque da coleção de livros de horas da Biblioteca Nacional tornam-se evidentes ao se folhear esta edição. Há imagens e cercaduras magníficas, miniaturas, bordaduras, iluminuras, sutilezas de cores se desdobrando em semitons, o realce do lápis-lazúli e o ouro aposto sem parcimônia sobre o pergaminho, reproduzidos com excelência na edição fac-similar.

 SERVIÇO 

Exposição de Livros da Imprensa Oficial na Estação Pinacoteca.

A partir de sábado (03) de julho até 15 de agosto.

Estação Pinacoteca
Largo General Osório,66 – Centro – Tel. 11 3335-4990
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Ingresso combinado (Pinacoteca e Estação Pinacoteca): R$ 6,00 e R$ 3,00 
Grátis aos sábados | Estudantes com carteirinha pagam meia entrada.
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60  não pagam.

A Arte de Evandro Carlos Jardim

 

EVANDRO CARLOS JARDIM: NO MASP
e na IMPRENSA OFICIAL
 

 

Artista faz releitura da mostra de 1973, realizada no mesmo Masp, da qual manteve o nome: “a noite, no quarto de cima, o cruzeiro do sul, lat. sul 23º32’36”, long.w.gr. 46º37’59”. Na abertura, HOJE (1º de julho), será lançada publicação com 20 imagens, algumas inéditas.  

 

Um caminhante que circula pela cidade de São Paulo, atento a todos os detalhes, colhendo referências e registrando suas impressões sobre lugares e figuras em pinturas, colagens e gravuras. Com esta temática e um conjunto de obras que revisita a sua série intitulada “a noite, no quarto de cima, o cruzeiro do sul, lat. sul 23º32’36”, long.w.gr. 46º37’59”, o desenhista, pintor e gravador Evandro Carlos Jardim expõe no Masp – Museu de Arte de São Paulo (Av. Paulista, 1.578), até 22 de agosto, cerca de 250 trabalhos. Em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Evandro produziu para a abertura da mostra, marcada para HOJE, 1º de julho, às 19 horas, uma plaquete (pequeno livro, de 26 páginas) com 20 imagens, impressa em dois tons de preto. 

Com projeto gráfico do fotógrafo João Luiz Musa, a publicação reproduz algumas imagens expostas e outras gravuras inéditas produzidas pelo artista – entre essas, duas da Pinacoteca do Estado, sede anterior da Escola de Belas Artes e onde Jardim estudou. Para este trabalho, Jardim criou múltiplas possibilidades de leitura e de associação entre as imagens próximas e distantes como forma de explorar os mesmos lugares da cidade de São Paulo e seus arredores.

 

Já a exposição pode ser considerada uma releitura da mostra que Evandro produziu em 1973 e expôs no mesmo Masp, com curadoria de Pietro Maria Bardi. A atual tem curadoria do artista Luiz Armando Bagolin e reúne desenhos, gravuras, pinturas, fotografias, cadernos de anotações e objetos feitos ao longo destes 37 anos, pertencentes à coleção do artista e de coleções particulares. Algumas obras produzidas para a época estarão expostas, junto com outras do mesmo tema, “revistas” pelo artista.  

Os textos assinados por Pietro Maria Bardi e Antonio Maluf para o catálogo da exposição de 1973 foram reeditados e “dialogam” com o atual, de Luiz Armando Bagolin.

 Sobre o artista 

Nascido em 1935, Evandro Carlos Jardim estudou pintura, modelagem e escultura, entre 1953 e 1958, e gravura em metal com Francesc Domingo Segura, entre 1956 e 1957, na Escola de Belas Artes de São Paulo. Paralelamente à carreira artística, é professor universitário em várias instituições, como a Escola de Belas Artes, a FAAP e a ECA-USP. Em 1987 foi convidado a coordenar ateliês livres, como o Ateliê Experimental de Gravura Francesc Domingo, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), e a Oficina de Gravura em Metal do Sesc Pompéia, ainda em atividade. Entre diversas outras exposições, participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1967, da 2ª Jovem Arte Contemporânea do MAC-USP, em 1968, e da 38ª Bienal de Arte de Veneza, em 1976, representando o Brasil.

CARPINEJAR e o Amor Feminino

Eu acho que saber namorar é realmente incomodar, provocar, é ser uma agência de notícias. Se eu almoço sozinho, por exemplo, eu não consigo fazê-lo sem ligar para minha namorada e perguntar o que ela almoçou. Eu quero saber o que ela está comendo, o que ela está fazendo naquele momento. Agora, se a pessoa pensar que o outro não merece saber, se não tiver paciência, é isso que acaba um relacionamento: é a impessoalidade.

O poeta gaúcho FABRÍCIO CARPINEJAR, pérola rara, está lançando novo livro. Desta vez é Mulher Perdigueira, pela Bertrand Brasil…

“… Porque amar não é um vexame. Escândalo mesmo é a indiferença.” (Fabrício Carpinejar)

 As pessoas deviam fazer seguros de vida para não confundi-lo com amor. Porque amor é justamente isso, é ficar inseguro, é ter aquele medo de perder a pessoa todo dia, é ter medo de se perder todo dia. É você se ver mergulhado, enredado, em algo que você não tem mais controle. Mas aí o que fazemos? Amamos com limite para não sofrer. Mas eu prefiro muito mais quem se ilude a quem é cético; precisamos desta ilusão que é justamente aceitar o risco que estamos correndo.

Lagosta, Sardinha e Canoa:a Tribo é de JAH

A TRIBO DE JAH, som arretado vindo do Maranhão – reggae da melhor qualidade – é atração deste sábado na Praça VERDE do Centro Dragão do Mar de Arte & Cultura.

Ao lado deles, os cearenses da banda FACULDADE MENTAL

O show abre a programação de férias na capital cearense marcando o lançamento de três eventos no litoral leste cearense: V Festival da Lagosta (Icapuí), III Festival da Sardinha (Caponga) e VI Festival Latino-Americano de Curta-Metragem de Canoa Quebrada – Curta Canoa.

Os shows começam às 21 horas e será feita uma retrospectiva, em telão, desses 5 anos do Curta Canoa, festival latino-americano de curtas-metragens, coordenado por Adriano Lima

Fauzi Beydoun, vocalista da Tribo de Jah, diz que a banda traz um show totalmente novo e com músicas antigas repaginadas: “É este show que vamos mostrar com exclusividade para o cearense”. Na sexta, 2, Fauzi e os outros integrantes da Tribo farão palestra sobre o tema Superação, a partir das 20 horas no Teatro do Centro Dragão do Mar.

UM POUCO DOS FESTIVAIS

Os festivais da Lagosta, da Sardinha e Curta Canoa são três projetos que investem na cultura de seus respectivos municípios, envolvendo a comunidade por meio de palestras, seminários e oficinas, explorando como tema principal a defesa ao meio ambiente. Os três festivais também impulsionam o setor turístico do Estado ao proporcionar aos visitantes a oportunidade de conhecer a culinária regional e assistir ao melhor da produção latino-americana de filmes de curta-metragem.

O Festival da Lagosta está chegando à quinta edição com um verdadeiro banquete de pratos à base de lagosta. Dos dias 30 de julho a 1º de agosto, além da gastronomia, moradores e visitantes de Icapuí poderão conferir atrações culturais e feira de artesanato. A promoção é da associação Grupo de Desenvolvimento do Turismo de Icapuí – GDTur, com apoio do Sebrae/CE e da Prefeitura Municipal de Icapuí.

O Festival da Sardinha acontece na praia da Caponga de 12 a 15 de agosto. Em sua terceira edição, apresenta várias iguarias da culinária cearense, feitas com sardinha. Atividades culturais também marcam a programação. O Festival é uma realização da Associação dos Empreendedores de Turismo, Artesanato e Cultura de Cascavel (Assetuc) e conta com apoio da Prefeitura Municipal de Cascavel, por meio da Secretaria de Turismo.

Conhecido como Curta Canoa, o Festival Latino-Americano de Curta-Metragem de Canoa Quebrada já é tradição entre cinéfilos e estudiosos de Cinema. A sexta edição será de 18 a 25 de setembro, na praça de Canoa Quebrada, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e Ministério da Cultura – Lei Rouanet e FNC. Apoio cultural: SEBRAE, FAZAUTO e BNB.

Todos os eventos são realizados pela J. A. Lima Produções, tendo à frente o gestor cultural e cineasta Adriano Lima.

SERVIÇO
Festa de lançamento do Festival da Lagosta, Festival da Sardinha e Curta Canoa – 3 de julho (sábado), a partir das 21 horas na Praça Verde do Centro Dragão do Mar, com show das bandas Tribo de Jah e Faculdade Mental. Ingresso: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Pontos de vendas: Bilheteria do Dragão do Mar; Loja Surf Beat (Praça do Ferreira e North Shopping); Aloha Surf Shop (Shopping Benfica). A palestra da Tribo de Jah sobre superação, dia 2 de julho (sexta), às 20 horas, no teatro do Centro Dragão do Mar, tem acesso gratuito. Informações: (85) 3251-1105.