Arquivo do dia: 15/07/2010

Deborah Secco no Teatro Santa Isabel

Nada do tradicional até que a morte os separe. Em Mais uma vez Amor, peça teatral com Deborah Secco e Erom Cordeiro, os personagens Lia e Rodrigo vivem um amor eterno cheio de encontros e desencontros, começos e recomeços. “Talvez não conte a sua história, mas com certeza vai passar por ela”, promete Deborah. Nas idas e vindas, os dois vivem intensamente uma história de amor que vai de encontro ao ideal de casamento feliz e muitos filhos correndo pela casa.

De hoje a domingo, o público recifense vai conferir em primeira mão, o resultado de uma intensa rotina de um mês de ensaio. Isso mesmo. Tudo foi concebido em pouco menos de trinta dias. Apesar disso, o elenco garante que a sintonia em palco é muito grande e que o público vai se divertir e emocionar com o enredo. Mais uma vez amor marca a volta de Deborah aos palcos, onde começou sua carreira de atriz, e sua estreia nos bastidores, como coprodutora. “Eu sempre dizia que queria voltar aos palcos. Se você espera os convites, eles vêm na hora errada. Quando consegui uma brecha, vi que ou eu produzia, ou não rolava. Recebi três convites depois, mas não eram o que eu queria fazer”, explica a atriz, que está de folga da televisão até o início das gravações da próxima novela das 8, escrita por Gilberto Braga, ainda sem título definido.

As transformações acontecem na frente do público, que assiste a mudanças de cenários e personagens, enquanto são projetada imagens que marcam a passagem de tempo e da história do país. Durante o período de ensaios, despertou interesse o fato de Deborah ficar só de calcinha em cenas quentes. “É o menos importante da peça. É como usar peruca no final, um elemento cênico. As pessoas têm que desfocar disso. Não é gratuito, nem comercial. É necessário para contar a história“, minimiza, bastante à vontade com a situação. De qualquer forma, quem se agradou com as fotos sensuais feitas para a Playboy em 1999 e 2002 terá a chance de vê-la ao vivo. Ou esperar a estreia do filme O Doce Veneno do Escorpião, protagonizado por ela no papel da prostituta Bruna Surfistinha.

Assim que leu o texto de Roseane Svartam (que dirigiu a adaptação para o cinema), Lulu Silva Telles e Ricardo Perroni, Deborah decidiu que queria encená-lo. “Pensei direto no Neco (Ernesto Piccolo), diretor da primeira montagem”. A escolha de Erom como companheiro de palco também foi imediata, embora através de teste de elendo. “Ele leu o texto e olhou fundo nos meus olhos. Naquela hora eu olhei para o pessoal da produção e já sabia: é ele”, lembra Deborah. Os dois se conheceram em 2006, nas gravações da novela América, em que Erom interpretou Zeca, peão que namorava Júnior (Bruno Gagliasso).

O espetáculo segue para Maceió, João Pessoa, Fortaleza e Salvador. “Recife é praça sempre incrível. As pessoas têm o hábito de ir ao teatro, respeitam. É uma emoção pisar no Santa Isabel”, defende Deborah. “Tudo calhou para que fosse aqui. A primeira montagem também estreou aqui. Vamos começar com o pé direito”, completa Erom.

Serviço
Mais uma vez amor, com Deborah Secco e Erom Cordeiro
Quando: 15 a 18 de julho (quinta a domingo), às 21h
Onde: Teatro Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio)
Informações: 3232-2940
 
 

 

Ao Mestre do Clarinete

Sob aplausos, músicos e amigos dão adeus a Paulo Moura

Foi sem música, mas com aplausos, que familiares, músicos, artistas, gente famosa e anônima, se despediu do maestro, clarinetista e saxofonista Paulo Moura. Ele foi velado nessa quarta (14) no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, centro do Rio, palco de muitos de seus shows.

Fotos: Hélio Motta

Velório de Paulo Moura no Teatro João Caetano, no Rio

A despedida musical ocorreu no último sábado, com Moura ainda vivo, no quarto da Clínica São Vicente, na Gávea, onde ele estava hospitalizado. A viúva de Moura, a psicanalista Halina Grynberg, contou que ela e um grupo de amigos, entre os quais o sobrinho Gabriel Moura, o tecladista Wagner Tiso, e o violonista Marcelo Gonçalves, fizeram um sarau. “Achamos que ia fazer bem para ele ouvir música. Cantamos, conversamos e, de repente, ele pediu o clarinete. Pensei que estava de brincadeira, mas ele tocou e surpreendeu a todos”. Com os amigos, Moura tocou pela última vez. Foi Doce de Coco, de Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho.

Paulista de São José do Rio Preto, onde nasceu em 15 de julho de 1932, Paulo Moura era considerado um dos maiores instrumentistas da música brasileira. Ganhou seu primeiro clarinete aos 8 anos e aos 11 anos começou a acompanhar o conjunto de seu pai em bailes populares. Tocou com grandes nomes como Ary Barroso, Tom Jobim, Elis Regina, Paulinho da Viola, Elis Regina e Marisa Monte. Também acompanhou astros internacionais como Lena Horn, Cab Calloway, Nat King Cole, Ella Fitzgerald, Cannonball Adderley, Sammy Davis Jr e Marlene Dietrich. Com mais de 40 discos lançados, ele ganhou o Grammy em 2000 por seu disco “Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas”.

Os músicos Milton Nascimento e Gabriel Moura, sobrinho de Paulo Moura

“Levei o maior susto. Há duas semanas atrás eu o vi. Estava sorridente. Ele era um camarada sem fronteiras. Foi um dos primeiros que me receberam quando cheguei. Ele me abraçou como a um irmão. Vim com uma música diferente e ele não se importou”, lembrou Milton Nascimento, que se apresentou no João Caetano com Moura no espetáculo Milagre dos Peixes, em 1971. O cantor chegou ao velório por volta das 15h30 e foi cumprimentar familiares.

O teatro foi aberto às 11h para a cerimônia. Halina Grynberg e o filho do casal, Domingos, colocaram em cima do caixão um chapéu do músico e, em frente, um quadro com o retrato de Moura. O caixão ficou o tempo todo fechado. “O chapéu era como uma coroa que ele carregava”, afirmou Halina. Flores e uma bandeira da Imperatriz Leopoldinense também ornaram o caixão.

A atriz e cantora Zezé Motta considerou a morte do músico uma “perda para o mundo”. Zezé e Moura participaram do CD “Quarteto Negro”, lançado em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no país.

 
Pery Ribeiro dá último adeus ao amigo Paulo Moura

Amiga de longa data, Alcione lembrou de momentos felizes com o clarinetista. “Ele dizia que eu tinha um pandeiro no peito. Estreamos a série Seis e Meia no Teatro João Caetano”, recordou.

Após o velório, o corpo de Moura seria levado para ser cremado, numa cerimônia restrita à família no cemitério do Caju, na zona portuária do Rio.

Paulo Moura deixa música inédita gravada com o sobrinho Gabriel Moura que deve ser lançada em breve com o título Ao velho Pedro – homenagem ao pai do artista.

 
*Com reportagem de Fernando Magalhães, do iG

Setembro tem Festival em Toronto

O Festival Internacional de Cinema de Toronto vai inaugurar sua 35a edição com Score: A Hockey Musical, comédia de temática esportiva que marca o retorno do festival a sua tradição de começar com uma produção canadense.

Anunciado como o filme a ser exibido na sessão inaugural de gala de um festival que funciona como início extra-oficial da temporada de premiações do Oscar, Score é um entre centenas de filmes que serão mostrados em Toronto este ano. O festival acontecerá entre 9 e 19 de setembro

Os filmes que fazem sucesso em Toronto frequentemente acabam fazendo o mesmo no Oscar, e o nível de negócios fechados este ano no festival servirá como barômetro do estado de saúde do setor de cinema independente.

 A escolha de Score foi feita após as críticas suscitadas no ano passado pela exibição da produção britânica Creation na primeira noite, rompendo com a prática passada do festival de abrir com um filme canadense. 

Como se quisesse compensar pela polêmica, Score promete ser repleto de elementos canadenses. O filme inclui participações de várias celebridades canadenses, entre elas o pai do grande jogador de hóquei Wayne Gretzky, e trata de um esporte às vezes descrito como religião no país setentrional.

 Score: A Hockey Musical capta elementos chaves da identidade canadense: nossa paixão por nosso passatempo nacional, nosso estilo musical singular e nosso humor especial”, disse em comunicado o diretor do festival, Piers Handling.