Arquivo do dia: 16/07/2010

Paulínia Aplaude BABENCO

Aplaudido de pé por mais de 1,3 mil pessoas que lotaram o Theatro Municipal de Paulínia, Hector Babenco recebeu emocionado o troféu Menina de Ouro das mãos do prefeito José Pavan Junior. Logo após a exibição de um clipe com cenas de seus principais filmes e depoimentos de importantes nomes da cinematografia nacional sobre os métodos do cineasta, como os atores Paulo José e Maria Luísa Mendonça e os diretores Arnaldo Jabor e Sérgio Machado, Babenco subiu ao palco e agradeceu: “Quando me convidaram para receber esse prêmio do festival, me perguntei o que tinha feito de errado para merecer isso”, brincou.

Babenco e a atual mulher, a atriz Bárbara Paz: aplausos na noite Paulínia 

Durante o agradecimento, Babenco relembrou os tempos de quando começou a fazer cinema e falou com saudosismo dessa época. “Nunca estudei cinema, nunca me rendi a nenhuma norma ou nenhuma escola. Eu só queria fazer cinema, briguei e acabei fazendo”, afirmou. “Sou de uma era quase paleolítica de se fazer cinema. Hoje é tudo feito com mais facilidade e rapidez. É impressionante como uma ideia logo se transforma em algo projetável”, completou. 

O cineasta declarou que pretende continuar trabalhando e elogiou a iniciativa do Pólo Cinematográfico de Paulínia, segundo ele, um modelo de produção a ser seguido, já que incentiva e abre espaço para o cinema nacional.

 

 

Sônia Braga e Raul Julia em cena do clássico de Hector Babenco, baseado na obra do argentino Manuel Puig

Exibição de O Beijo da Mulher Aranha 

A primeira noite do Paulínia Festival de Cinema também teve como destaque a irreverente apresentação dos mestres de cerimônia, Fernanda Torres e Lázaro Ramos. Segundo o secretário de Cultura, Emerson Pereira Alves, Paulínia vem cumprindo uma etapa importante da trajetória do Pólo Cinematográfico ao mostrar que está contribuindo para a consolidação de um cinema que cresce cada vez mais. “Em Paulínia, a Cultura venceu a Política e estamos traçando um caminho na história do cinema”. 

A noite de abertura foi encerrada com a exibição da cópia restaurada, inédita no Brasil, do mais premiado filme de Hector Babenco, O Beijo da Mulher Aranha, marcando 25 anos do longa. A cópia restaurada foi exibida pela primeira vez na última edição do Festival de Cannes e, em Paulínia, foi recebida com aplausos pelo público da sessão. 

A 3a. edição do Paulínia Festival de Cinema prossegue até dia 22 com extensa programação que vai da exibição de curtas e longas-metragens a debates, palestras e realização de workshops ( www.culturapaulinia.com.br).

Mais um Roteiro pela APLAUSO

Grifado para segunda, às 19h, no Theatro Municipal de Paulínia, onde acontece a terceira edição do Festival PAULÍNIA de Cinema, o lançamento do livro Dores & Amores com roteiro de Patrícia Müller e Dagomir Marquezi.
 

O roteiro do filme inédito do diretor Ricardo Pinto e Silva é o novo livro da Coleção Aplauso. A comédia romântica conta a história dos encontros e desencontros amorosos dos personagens principais, Júlia e Jonas, e de outros casais que integram a trama, e deixa evidentes as diferenças entre homens e mulheres no modo de encarar os relacionamentos e, principalmente, o amor.

Emílio Di Biasi na Coleção Aplauso

 

 

A longa carreira em teatro e televisão deste que é um dos mais atuantes e criativos artistas brasileiros é agora contada em detalhes e fotos no livro Emilio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz, escrito pela jornalista Erika Riedel. O lançamento do novo título da Coleção Aplauso é na próxima terça (20), em Sampa

Emilio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz

Erika Riedel  Coleção Aplauso / Imprensa Oficial do Estado de São Paulo     620 páginas        R$ 15,00

Poucos artistas nacionais possuem currículo tão extenso quanto Emilio Di Biasi. Somente a cronologia dos trabalhos no teatro e televisão ocupa 10 páginas do livro que conta em detalhes a vida e obra desse ator e diretor que teve o primeiro contato com o teatro de forma inusitada para um menino de sua idade na época: a ópera. E ao contrário do que grande parte das crianças de hoje pensaria sobre esse programa – estamos falando da década de 1940 –, sua expectativa pelo dia era tão grande que ficou até doente na véspera. Filho de italianos, o pai o levou para ver “A Tosca”, de Puccini, no Teatro Municipal de São Paulo. Desde então Emílio nunca mais largou o teatro, mesmo sem lembrar exatamente como foi o espetáculo – desse dia guardou a sensação de encantamento. E é essa história que abre o novo livro da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Emílio Di Biasi – O tempo e a vida de um aprendiz, escrito pela jornalista Erika Riedel e com lançamento marcado para terça-feira (20 de julho), às 18h30, na Loja de Artes da Livraria Cultura (Conjunto Nacional – Av. Paulista 1.475).

Sua vida no palco começou durante o curso ginasial em São Paulo, no Colégio São Bento, quando participou de uma opereta depois de passar  por testes. Um pouco mais tarde, trabalhando no Citibank, onde entrou como office-boy, ingressou no grupo de teatro da empresa, “Os Diletantes”, pelo qual encenou diversas peças. Depois atuou em grupos amadores, mas sem a garantia de que conseguiria sobreviver do teatro e temendo a reação do pai pela escolha pelos palcos, prestou concurso para o Banco do Brasil. Passou, começou a trabalhar e, ao mesmo tempo entrou na faculdade de Direito do Largo São Francisco. Porém, mal assistia às aulas, uma vez que era da turma dos boêmios e abandonou o curso no fim do segundo ano. Quando foi chamado por Antonio Abujamra para atuar em uma peça do Teatro Oficina começou a carreira profissional, tentando conciliar com a vida de bancário.

 Na seqüência, Abujamra criou um outro grupo e chamou Emílio para algumas peças, como Sorocaba, Senhor e Terror e Miséria do III Reich e outras. Di Biasi descreve na obra o trabalho que desenvolvia voltado para a conscientização política, especialmente da classe operária e dos estudantes, por meio das peças.  

Em uma das passagens do livro, ele narra o dia em que eclodiu o golpe militar de 1964, quando estava em Porto Alegre para uma estréia. “Fomos para uma praça em frente ao teatro São Pedro ver no que podíamos ajudar, a gente estava disposto até a pegar em armas. Clima de revolução mesmo. Foi um momento fascinante. A gente era revolucionário no teatro e de repente surgiu a oportunidade de ser revolucionário fora do teatro”. Nessa época, ainda era funcionário do Banco do Brasil. Mas após o terceiro pedido de licença não remunerada para excursionar com o grupo, saiu de lá e assumiu a carreira profissional de teatro.

Outro trecho da obra é a viagem de navio para a Europa, para onde foi disposto a passar algum tempo e ter contato com o teatro daquele continente. Para isso, conseguiu uma bolsa do Itamaraty, que embora curta ajudava a pagar algumas despesas. Ficou quase um ano em solo europeu, assistindo a ensaios e fazendo pequenos estágios em produções na Itália, França, Alemanha, Inglaterra. Chegou até a fazer um teste para um filme de Fellini. 

A primeira peça que Di Biasi dirigiu foi Cordélia, espetáculo com Norma Bengell como protagonista e que enfrentou problemas com a censura – em sua narrativa ele descreve também as dificuldades em se fazer e tentar sobreviver de teatro naquela época de repressão política e as “visitas” que os artistas recebiam de homens do DOPS. Apesar disso, fez sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro e, a partir de então, sua carreira de diretor foi em frente.  

Na década de 1980, Emilio chegou à televisão. Sua primeira novela foi na TV Bandeirantes. Ali também fez sua primeira direção, na novela “Os adolescentes”. A ida para a Rede Globo aconteceu em 1988, para ser assistente de direção da novela “Vida Nova”, de Benedito Ruy Barbosa. Mais para a frente tornou-se diretor do Departamento de Recursos Artísticos da emissora. Ao mesmo tempo, dirigia também algumas novelas, como “Renascer”, “Rei do Gado” e “Esperança”, todas em parceria com Luiz Fernando Carvalho e de muito sucesso. Passou também pela Record e Cultura.  

Sua participação no cinema, começando por Filme Demência, de Carlos Reichenbach, também é lembrada no livro.  

Sobre a autora

Paulistana, Erika Riedel começou sua carreira na área econômica do jornal O Estado de S. Paulo, para o qual retornou alguns anos depois e passou pelas áreas de artes plásticas, música clássica e teatro. Atualmente desenvolve seus trabalhos na SP Escola de Teatro e é autora de dois textos teatrais: “Folheto” e “Os sapatos azuis da Poodle Branca ”. É crítica teatral e membro da Associação Paulista de Críticos de Arte desde 2005. Para escrever o livro, teve diversos encontros com Emílio Di Biasi.

Leitura Dramática de Cinema

  

  

   

Leitura do roteiro, ou teste de audiência, ocorrerá no 3º Festival de Cinema de Paulínia com a presença dos principais atores do filme, como o libanês Mounir MaAsri e a poetisa e atriz Elisa Lucinda.   

Em fase de pré-produção e com início das filmagens previsto para 1o. de setembro, o filme A Última Estação (uma co-produção das produtoras ASACINE e Cinevideo) terá uma leitura dramática do  roteiro da obra aberta ao público, a partir das 10h deste domingo (18), no Theatro Municipal de Paulínia (Avenida Prefeito José Lozano Araújo, 1.551, bairro Parque Brasil – Paulínia – SP). A apresentação acontecerá durante o III Festival de Cinema de Paulínia, cidade onde serão rodados 60% do filme. A leitura do texto terá a participação dos principais atores do elenco, entre eles o libanês Mounir MaAsri e a consagrada atriz e poetisa Elisa Lucinda, além da jovem revelação brasiliense Clara Lobato, que fará sua estreia no cinema. Na segunda (19), diretor e roteirista participam de debate, no qual o público poderá dar opiniões sobre o texto e sugerir mudanças.  

   

 A Última Estação é uma narrativa bem-humorada e poética sobre a trajetória de vida de Tarik (Mounir MaAsri), um libanês que ainda menino é obrigado a deixar sua terra natal – envolvida em uma guerra que eclodiu no Oriente Médio – e migrar com a família para o Brasil, onde chega em um navio italiano de imigrantes. Meio século depois desse choque cultural, ele resolve reassumir sua condição de muçulmano, motivado pela morte da mulher e pelos preconceitos em relação aos muçulmanos depois do ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center. Ao lado de sua filha temporã, Tarik inicia uma nova jornada, cruzando o país de São Paulo a Belém do Pará, disposto a resgatar histórias e tradições e os velhos companheiros de viagem.  O elenco traz ainda nomes como Chico Sant’Anna (prêmio de melhor ator no XII Cine-PE); João Antônio, ator radicado em Brasília, que integra o elenco da maioria dos filmes produzidos na região centro-oeste; Sérgio Fidalgo, ator de talento reconhecido e também conhecido como o apresentador oficial do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; e Narciza Leão, que atuou em diversos filmes, como os premiados “Simples Mortais” e “Araguaya, a Conspiração do Silêncio”.

Para Mônica Monteiro, Carol Guidotti e Luciana Pires, diretoras da Cinevideo, e Márcio Curi, diretor da ASACINE esta produção poderá ser o início de outros projetos com o mundo árabe. “Embora pareçam culturas totalmente antagônicas, temos na nossa cultura brasileira influências muito marcantes herdadas do mundo árabe, contribuições que vão da arte até a culinária, mas que muitas vezes passam despercebidas. Uma produção como esta, que terá tomadas realizadas nos dois países, ajudam a resgatar esses laços, essa conexão cultural”, destaca Luciana. 

 Teste de audiência

A leitura dramática, ou teste de audiência, faz parte de uma série de quatro apresentações realizadas nas cidades onde será filmado A Última Estação. O objetivo é colher impressões de públicos distintos que poderão ser utilizadas na redação final do roteiro. A experiência é rica tanto para os realizadores da obra quanto para o público, que tem a oportunidade de participar de um exercício de aprendizagem sobre a técnica de elaboração do roteiro.Em contrapartida, para diretor e roteirista é fundamental para a composição dos personagens, afinar o elenco e encontrar o tom ideal de cada cena, conforme explica o roteirista Di Moretti: “Essa interação contribui para melhorar a qualidade do texto e consequentemente do filme, já que o roteiro é peça-chave para a condução da narrativa da história, mas sua função dentro de uma produção cinematográfica ainda não é totalmente compreendida, tanto por parte do público quanto da crítica. As únicas interfaces do roteirista durante o projeto do filme são geralmente o diretor e o produtor. Fora isso, seu trabalho é recluso e isolado”.  

Sinopse 

O filme A Última Estação narra  as travessias que Tarik, o protagonista, é obrigado a fazer ao longo de sua vida, em busca da felicidade. Sua primeira diáspora, ainda menino, acontece em 1950. Ele, o irmão mais novo e outros quatro meninos libaneses fogem dos reflexos da guerra no Oriente Médio, cruzam o Oceano Atlântico em um navio italiano de imigrantes e se abrigam em um Brasil que começa a acordar para o desenvolvimento. A derradeira diáspora acontece 51 anos mais tarde, quando Tarik atravessa o país, de São Paulo a Belém do Pará, onde cada parada se transforma em uma verdade fabulosa;  como nos contos das “Mil e Uma Noites” aprende que  todo sentimento é rebelde e  pode pegar de surpresa o coração mais desavisado. 

Produção  

A Última Estação é uma co-produção entre a ASACINE Produções, principal produtora de cinema da Capital Federal, e a Cinevideo Produções. Em sua trajetória, iniciada em 1993, a ASACINE coleciona os principais prêmios nas três categorias (longa-metragem 35mm, curta-metragem 35mm e curta-metragem 16mm) do Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, um feito inédito.  Focada em conteúdos principalmente para cinema e televisão, as conquistas da produtora não se limitam ao Distrito Federal. No Festival de Gramado de 2004, o filme Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo, foi premiado com oito kikitos, entre eles o de melhor filme pela crítica. A empresa agora alia sua experiência na área cinematográfica à da Cinevideo, produtora que depois de investir na África e América Latina – com a realização de minisséries de ficção, documentários e programas de TV – abre uma nova área, com produções com apelo comercial também no mundo árabe. É o caso de A Última Estação, que deve chegar aos cinemas em 2011.

 Ficha técnica  

Diretor: Marcio CuriRoteirista: Di Moretti  

Elenco: Mounir MaAsri, Elisa Lucinda, Clara Lobato, Chico Sant´Anna, João Antônio,  Narciza Leão, Sérgio Fidalgo 

 Serviço

Dia: 18 de julho –  Leitura dramática Horário: 10h    Local: Theatro Municipal de Paulínia Endereço: Avenida Prefeito José Lozano Araújo, 1.551, bairro Parque Brasil – Paulínia – SP   

Dia: 19 de julho – Debate com roteirista e diretor Leitura dramática Horário: 9h Local: Espaço Cultura do Shopping Rodoviário de Paulínia  

Endereço: Avenida Prefeito José Lozano Araújo, 1.551, bairro Parque Brasil – Paulínia – SP  

Tribo do TEATRO no Rádio

Nesta sexta, 16 de julho, ao meio-dia e meia, na Roquette-Pinto FM (94,1) ou pelo site www.94fm.rj.gov.br

  
Tribo do Teatro  também pode ser ouvido em qualquer outro horário, durante toda a semana, acessando o site da emissora 
 
 
* Entrevista: Sergio Fonta conversa com o diretor João Fonseca, em cartaz com vários espetáculos sob sua direção, entre eles Alvodoamor, este ao lado de Vinicius Arneiro (Teatro Gláucio Gill)   
  
* Dica da semana: espetáculo Casa de Laura, encerrando mais uma temporada no próximo sábado, na Casa de Cultura Laura Alvim
 

* Dionysos também lê:  O Teatro & Eu, de Sérgio Britto.
   
* Bastidores: O III Festival de Teatro da Língua Portuguesa (FestLip), no Rio. 
 
Tudo, com detalhes, você ouve sexta-feira na 94 FM.

 

 

Contatos: Rádio Roquette-Pinto FM / Arte em Movimento / Tribo do Teatro (Av. Erasmo Braga, 118 / 11º)

ou  alazuli@terra.com.br 

 

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