Arquivo do dia: 22/07/2010

O Porto de Santos em Documentário

Hoje22, às 18h30, no Teatro Guarany, acontece o lançamento do documentárioO Porto de Santos: Navegando pela História”, dos diretores Fábio Woody e Jayme Serva, que resgata a importância histórica do porto da cidade de Santos e cujo mote, busca valorizar o papel da região no desenvolvimento do País. Idealizado pela Neotropica Editora Multimídia, o filme foi produzido pela Lei de Incentivo à Cultura e contou com o apoio da Santos Brasilmaior operadora de contêineres brasileira.

O projeto envolveu amplo trabalho de pesquisa de historiadores e educadores, que durante 14 meses, trabalharam com mais de 5 mil documentos pesquisados e mais de 2 mil imagens catalogadas.

O DVD interativo de 26 minutos de duração traz documentos iconográficos, imagens, biografias de personagens históricos e de grupos sociais que fizeram parte da história. Apresenta também os legados históricos que podem ser conhecidos e visitados na atualidade.

O documentário é na verdade, a peça central do projeto ‘O Porto de Santos e a História do Brasil’ e, que também inclui um manual para orientação dos professores, além de um Guia de Referências Históricas, Turísticas e Culturais, que reúne os principais patrimônios construídos ao longo da história da região, com mapas de localização e breve descrição dos pontos para visitação na Baixada Santista.

Os materiais serão distribuídos no segundo semestre para mais de 300 escolas das cidades do Estuário de Santos: Santos, Guarujá, Bertioga, Cubatão e São Vicente.

O documentário estará disponível em livrarias e lojas especializadas podendo ser adquirido também pelo site: www.navegandopelahistoria.com.br.

Teatro GuaranyPraça dos Andradas, 100Centro Histórico Tel.: (13) 32268000

Milena Travassos Expõe Sala de Jejum

HETEROTOPIAS é o projeto que acontece na casa de Artes ALPENDRE, na praia de Iracema, em Fortaleza. A programação é GRATUITA e hoje, às 19h, será aberta a exposição Pequena Sala de Jejum, da artista Milena Travassos.

A Visitação pública começa amanhã, e permanecerá em cartaz até 12 de agosto / segunda a sexta 17 -21H

O Alpendre fica na rua José Avelino, 495.

  
SONATA, obra de Milena Travassos, uma Artista Contemporânea de rara expressividade e acurada sensibilidade. Conferir a expô atual de Milena é obrigatório para quem curte Arte.

Todos ao ALPENDRE !

 
 

Alinne Moraes e Wagner Moura Filmam em Paulínia

Alinne Moraes, que terminou há poucos dias de gravar participação no longa HELENO (ao lado de Rodrigo Santoro), prepara-se para voltar ao estúdio neste sábado (24). A  atriz vai gravar no Polo de Cinema de Paulínia (SP) o filme O Homem do Futuro, no qual vai contracenar com Wagner Moura. 

 

O papel de Alinne, Helena, uma top model internacional que é o objeto de desejo de Zero, o “Homem do Futuro”, inicialmente seria de Ana Paula Arósio, que deixou o filme para dedicar-se a essa nova fase.  “Ela alegou problemas pessoais”, explicou Vanessa Freitas, assessora de imprensa da Conspiração Filmes.

 

Alinne Moraes: beleza, charme e competência de volta à telona

O Homem do Futuro é um projeto do cineasta Cláudio Torres, filho de Fernanda Montenegro, que tem no currículo a direção dos filmes Redentor e A Mulher Invisível. A trama, uma ficção científica misturada com comédia, conta a história de Zero (Wagner), um cientista frustrado e amargurado. Quando, sem querer, ele faz uma viagem no tempo que o leva de volta ao passado, decide correr trás das oportunidades que deixou passar, como um romance com Helena (Alinne), uma linda mulher por quem era apaixonado vinte anos atrás.

Minas na Bienal de Liverpool

 Artes Plásticas: a fotografia "Enamorados" da artista plástica mineira Laura Belém, na Bienal de Veneza em 2005. (Foto Divulgação)
Fotografia Enamorados da artista plástica mineira Laura Belém, na Bienal de Veneza em 2005

Vários artistas da América Latina participarão da próxima Bienal de Liverpool, batizada de Touched, a ser realizada entre 18 de setembro e 28 de novembro, sob a tutela do italiano Lorenzo Fusi.

Um desses artistas é a brasileira Laura Belém, que trabalha em Belo Horizonte, criadora de instalação baseada em antiga lenda sobre um templo existente numa ilha e que tinha 20 sinos, cujo som podia ouvir-se a partir de longe.

A ilha e seu templo terminaram desaparecendo no oceano, mas os sons dos sinos não chegaram nunca a serem esquecidos por um marinheiro que os escutava a partir das profundezas do mar.

Participam também artistas cubanos, mexicanos e espanhóis.

Xica da Silva no MoMA

  

 Trinta e quatro anos depois da estreia de Xica da Silva (1976) nas telas brasileiras, o filme protagonizado por Zezé Motta estreia em Nova York, com legendas em inglês e a presença do diretor Cacá Diegues e da atriz para apresentar o longa ao público da oitava edição do Premiere Brazil !. 

  O festival de cinema brasileiro anual do MoMA, que segue até dia 29, homenageia o alagoano CACÁ (um dos ícones do Cinema Novo) com a exibição do longa já citado e de Bye bye Brasil (1979). Ambos foram adquiridos pelo Museu para fazer parte de seu acervo cinematográfico, e suas cópias restauradas poderão ser exibidas para cinéfilos americanos. 

Ao lado da brasileira Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio, que faz a curadoria da mostra nova-iorquina junto de Jytte Jensen, responsável pelo departamento de filmes do MoMA, Zezé Motta disse que se sentia tão emocionada quanto na época da estreia do filme no Brasil. 

– Sei que pelo menos 20 pessoas foram testadas para fazer a Xica. Não acreditava que pudesse ser escolhida até o dia em que recebi um telefonema da produção e a pessoa do outro lado da linha disse: “Bom dia, senhora Xica da Silva” – recorda a atriz, cujo currículo antes do filme resumia-se a oito anos de teatro e pequenos papéis na televisão. 

Cacá Diegues, que viajou direto do Festival de Paulínia (SP) para Nova York, ressaltou a importância da atriz para o longa: 

Estava convicto na época de que, se não encontrasse a pessoa ideal para o papel, abandonaria o projeto. Na condição de atriz, cantora e dançarina, Zezé reunia todos os predicados necessários para o papel. 

 

A história da ex-escrava, um personagem real, era até então desconhecida do grande publico. Cacá conta que ouviu falar dela graças ao samba do Salgueiro, de 1963, e a partir dali decidiu levar sua trajetória para o cinema. A divertida sátira de costumes que ele produziu em 1976 é citada até hoje, embora o cineasta lamente que nem todos levem em consideração o contexto político brasileiro da época em que o filme foi feito. 

Existe uma concepção errada quanto ao meu filme, que vive se repetindo – salientou o cineasta. – Não se trata de um filme sobre escravos ou sobre a sua herança étnica, mas sobre os exageros a que as pessoas podem chegar com uma liberdade obtida a partir de uma opressão extrema. Eu queria antecipar e comemorar o fim da ditadura que estava para ocorrer no Brasil. Não queria esperar por uma revolução, e sim comemorar o fim daquele período negro. 

Distribuído às portas da abertura, o filme não foi censurado, apesar da forte interpretação de Zezé Motta e das alegorias sobre os abusos que quem está no poder pode cometer. Dentro desse contexto, o filme é visto pelo MoMA como um importante documento da época em que foi produzido, e por isso mesmo merece lugar em seu acervo. 

A cenografia e o roteiro já são um espetáculo à parte – enaltece Jytte Jensen. – Quando levamos em consideração as condicoes em que foi realizado, o filme se torna ainda mais espetacular. Não é à toa que o filme faz sucesso até hoje

Relacionada à personagem até hoje, Zezé Motta não se mostra incomodada com a referência constante. 

Antes de fazer o filme eu só tinha saído do Brasil três vezes e, graças a ele, fui a 17 países para apresentá-lo – celebra a atriz. – Basta dizer que todos os papéis que consegui na televisão ou no cinema depois foram de protagonistas ou de personagens marcantes. A imagem mítica de Xica da Silva me acompanha e me dá muito orgulho. 

* Texto de Franz Valla, especial p/o JB   

  

Zezé Motta: interpretar Xica da Silva abriu portas para a atriz