Cinema Incrementa Alegria e Amizades em Canoa

Passava um pouco das 15h quando a Van me pegou. Iríamos eu, Mallu Moraes, Adriano Lima e Calebe Pimentel rumo à Canoa, mas antes demos uma parada providencial na acolhedora casa de Dona Fátima, a mãe de Adriano, que nos recebeu com seu sorriso largo e generosa rodada de café com leite, pão, tapioca, suco e doce de caju, e muita rapadura… Tudo azul pra começar aquela que seria uma viagem inesquecível. Da casa de Dona Fátima, fomos buscar Iziane Mascarenhas, colega de teatro e cinema que há tempos eu não via…

E a estrada fez brotar conversas muito interessantes entre a trinca feminina de atrizes. Passavam das 18h quando chegamos a Aracati, telão armado no meio da praça, onde dali a pouco haveria mais uma sessão de cinema. Da terra de Adolpho Caminha à Canoa, sede do festival latino-americano de curtas-metragens, é um pulo.

       A primeira parada foi na casa da produção, onde Virgínia Oriá (nossa querida Vivi) era só abraços e sorrisos pra nos acolher. Com ela, estavam Ronélio, responsável pelo Transporte, Brenda, e o sempre prestativo Amaury. Chegamos à praça do Telão, toda ornamentada com motivos de cinema – uma graça ! Entre tecidos verdes e brancos, um cenário convidativo anunciava as sessões que se estendiam até pouco mais das 22h.

No outro dia fui descobrir quem havia criado aquelas peças tão bacanas e funcionais homenageando a Sétima Arte e deixando a cidade com uma cara de Capital do Cinema. Foi então que conheci a simpatia de Fernanda Sommerfeld, antenada e sempre pronta a consertar qualquer galho… Saravá !

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       E logo nesta primeira noite de minha chegada, ao adentrar a praça, avistei um carioca querido, André Miguéis, amigo botafoguense como eu, que tive a alegria de conhecer num festival em Paranapiacaba, um Poeta das Imagens. André estava acompanhado de Limdembergue Oliveira, (ator de seu curta Pronta Entrega), que logo virou Lim pra animada turma que conseguimos formar, e que fez de Canoa um lugar tão especial nesta penúltima semana de setembro, onde a Lua alargou fronteiras e disseminou amizades. Um luxo para poucos !

          Pouco depois, chegava outro amigo de tantas e agradáveis histórias, o gaúcho Zeca Brito, realizador, ator, cantor (uma das mais belas e afinadas vozes que ouvi nos últimos tempos). E com o correr dos dias, outros amigos fui fazendo e reencontrando: Cid Nader, sempre atualizando seu Cinequanon; Sônia Lage, respondendo pela Assessoria de Imprensa; Helton Villar e sua brava equipe organizando diariamente o Cine Jornal; Síria Mapurunga, cobrindo o festival para o Diário do Nordeste; Khalil e sua bela companheira Lourinha; a doce Mônica de Adriano; Mariley Carneiro, jornalista de Goiânia; Carlos Arthur e Henrique Oliveira (jovens realizadores de Quixeré); Estevan Silveira (Curitiba); Sidnéia Luiza (da famosa praia Redonda); Juliana Milheiro (Rio); a jovem realizadora cearense Nany; Antônio Luís Mendes (premiado diretor de fotografia, companheiro da apaixonada Iziane, que chegou quase nos finalmente, mas que foi uma glória para nossa convivência); a meiguice de Liége Nardi (festival de Gramado); Diego Müller (RS), e o impagável Dizô (fotógrafo de Brasília e jornalista do SBT).

               Durante a semana do Curta Canoa, estrategicamente agendado pra semana de Lua Cheia – por conta disso, a próxima edição já tem data certa -,  a alegria era nosso café matinal: o dia começava com muito sol, protetor solar, chapéu e desejo de cair no mar. Descendo as falésias rumo à praia, essa festa da cor com a água adorável do verde mar bravio do Ceará, não tinha hora pra acabar. E haja peixe, camarão e até caranguejo, que minha amiga Iziane acabou encontrando, de tanto procurar, na barraca Antônio Coco. Que maravilha ! Relembrar é quase viver de novo…

E pra coroar nossos momentos já tão cheios de quietude e fanfarronices, nada melhor que passar na Broadway, a rua principal da cidade, onde um garçom pra lá de “interessado” nos aguardava. Os pratos eram ótimos e fartos mas, aos nossos pedidos, ele sempre respondia com um “Cadê a ficha ?” – a ficha era inicialmente o voucher, depois o ticket (cedido pelo festival pras refeições), e acabou virando ficha ali naquele restô de Dona Neide Gaúcha, enquanto o garçom virou simplesmente o Zé da Ficha…

       Não faltaram convites para ver o pôr-do-sol e acabamos embarcando nessa mágica aventura, onde vimos o Astro-Rei “papocar” com a rapidez de um raio: no que o visitante vai pegar a máquina na bolsa, o Sol já sumiu… Mas no segundo convite, aproveitei pra provocar, relembrando a velha máxima de que os homens preferem sempre olhar o pôr-do-sol e nunca se lembram da chegada da Aurora, tão mágica… e assim, meus amigos queridos resolveram me premiar: na virada da última noite em Canoa, de sábado pra domingo – depois de uma festa simples e sensacional que a equipe de Adriano nos proporcionou, com muita dança e cerva de graça -, fomos pra beira-mar aguardar o tal momento mágico… Pouco depois das 5h, ao som de muito reggae, nossos olhares avistaram a Aurora… que há tempos eu não via ! Saravá !!!

       Mas tudo tem um The End, pra depois de novo recomeçar, e é essa possibilidade que alivia a saudade que agora cada um tem na mochila e no coração. Salve Canoa Quebrada ! Parabéns a Adriano Lima por conseguir chegar à sexta edição de festival tão bem pensado e por formar a equipe que nos acolhe com tanto carinho e prestatividade. E nos aguardem ano que vem. Canoa Quebrada, até 2011 ! Saravá !

Fico devendo novo post pra falar dos filmes e fotos com momentos marcantes do Festival…

 

 

 

 
 

             

        

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