Arquivo do dia: 07/10/2010

Encantando no Teatro da Praia…

Exiba Eu Canto,...jpg na apresentação de slides      

 

 

 

 APRESENTA:
 
 
APRESENTA:

 

 
 
 
           
               
UM ESPETÁCULO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIA 
OUTUBRO E NOVEMBRO
NO TEATRO DA PRAIA – AS 17h00

(RUA JOSÉ AVELINO,662 – PRAIA DE IRACEMA) 

ESTRELANDO:

 

INTEIRA R$ 10,00 – MEIA R$ 5,00 

TODA CRIANÇA TEM FASCINAÇÃO PELO FAZ-DE-CONTA, POR HISTÓRIAS QUE A LEVAM A UM MUNDO DE BELEZA E ENCANTAMENTO. DIANTE DISSO, RESOLVEMOS CRIAR UMA OPORTUNIDADE MÁGICA DE ENTRAR NO UNIVERSO DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS, CONVIDANDO ASSIM CRIANÇAS E ADULTOS A TEREM ESSA FANTÁSTICA EXPERIÊNCIA.

NA NOSSA HISTÓRIA, UMA DUPLA DE ATORES CONTAM, CANTAM E ENCANTAM A TODOS, ENCENANDO HISTÓRIAS QUE ACRESCENTAM AO IMAGINÁRIO INFANTIL UMA FELICIDADE ONDE A ARTE E A CULTURA SALTAM DOS LIVROS E VÃO CONTRIBUINDO COM A CONSTRUÇÃO DE SEUS SABERES NUM APRENDIZADO LÚDICO, SENSÍVEL E, ACIMA DE TUDO, HUMANO. 

* O texto é do ator, diretor e produtor de teatro cearense, CARRI COSTA, fundador e gestor do Teatro da Praia.

FAÇAM A GAROTADA SE DIVERTIR !

ACOSTUMEM AS CRIANÇAS A GOSTAR DE OUVIR HISTÓRIAS !

VAMOS AO TEATRO ! 

 

Lilian Lemmertz para Sempre

COLEÇÃO APLAUSO
Imprensa Oficial

Biografia de Lilian Lemmertz Será lançada no Rio

Uma das mais bonitas, elegantes e talentosas atrizes das décadas de 60 e 70 e 80, Lilian Lemmertz protagonizou inúmeras peças teatrais, novelas e filmes. Seus trabalhos estão todos detalhados na biografia Lilian Lemmertz – sem rede de proteção assinada por Cleodon Coelho para a Coleção Aplauso. Lançamento acontece dia 13, às 19 horas, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro

Lilian Lemmertz – sem rede de proteção
Cleodon Coelho
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Coleção Aplauso
R$ 30,00A biografia de Lilian Lemmertz é uma das poucas da Coleção Aplauso, pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, não escritas em primeira pessoa. Sua morte prematura, em 1986, privou o país não apenas de seu talento, mas também de sua elegância e assombrosa capacidade de dominar a cena. Escrito pelo jornalista e roteirista Cleodon Coelho a partir de pesquisa e entrevistas com a filha, familiares e amigos, Lilian Lemmertz – sem rede de proteção faz um retrato minucioso da atriz que foi uma das protagonistas das artes visuais dos anos 60, 70 e início dos anos 80 no Brasil. Costumava emendar um trabalho no outro, incluindo peças que passavam de três horas de duração. O lançamento está marcado para a próxima quarta-feira (13 de outubro), às 19 horas, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro – Rua Afrânio de Melo Franco, 290, loja 205 A.

“Durante três anos, mergulhei em arquivos de jornais e conversei com muita gente que conviveu de perto com ela, como Eva Wilma, Stênio Garcia, Tony Ramos e Lidia Brondi. Mas o livro é também o retrato de uma família dedicada às artes. Uma história que começou com Lilian, seguiu com Julia e, agora, a neta Luiza, que está iniciando na carreira. Foi uma honra poder recriar a trajetória de uma atriz tão importante, que desapareceu tão cedo”, afirma Cleodon.

Nascida em Porto Alegre, em 15 de junho de 1938, Lilian nunca foi motivo de grandes preocupações em relação aos estudos. Dona de uma beleza clássica, rapidamente se transformou numa das manequins mais conhecidas da capital gaúcha antes de se tornar atriz. “Nunca pensei em ser atriz realmente. Estudava balé por estudar, sem pretensões. Um dia, Antônio Abujamra, com quem eu fazia inglês, me apareceu com um convite para integrar o elenco do Teatro Universitário da União Estadual dos Estudantes (UEE), que iria montar À Margem da Vida. Recusei. Em casa, comentei com a mãe, sem um pingo de entusiasmo. Para minha surpresa, ela achou uma ótima idéia. Leu a peça e começou a insistir para que eu aceitasse o convite”, disse em entrevista.

Aos 18 anos, Lilian Lemmertz entrava em cena para interpretar Laura Wingfield em “À Margem da Vida”, clássico de Tennessee Williams. Seu desempenho lhe rendeu o troféu Negrinho do Pastoreio de revelação dramática feminina, concedido pelo jornal Folha da Tarde.

A querida filha Júlia: cada vez mais parecida com a mãe

Destaque nos palcos locais, logo chamou a atenção da TV e participou de novelas ao vivo. Casada com Linneu Dias, em 1963 tiveram a filha, Julia. Um dia recebeu um telegrama de Walmor e Cacilda Becker para que ela e o marido estivessem em São Paulo no dia 24 de setembro, as passagens estavam à disposição e os contratos firmados. Uma hora depois de chegar à capital paulista, ela e o marido já estavam no Teatro Cacilda Becker lendo com o diretor Hermilo Borba Filho o texto de “Onde Canta o Sabiá”. Um mês depois, Lilian estreava nos palcos paulistanos, atuando ao lado de Walmor, um de seus principais parceiros de cena.

Em “A Noite do Iguana”, dividiu o palco com Cacilda Becker. Seus desempenhos eram sempre elogiados pela crítica, mas Lilian ainda não tinha certeza de que queria mesmo seguir na profissão. Até que recebeu o convite para atuar em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” “Foi então que assumi a condição de querer ser atriz e me apaixonei definitivamente pelo ofício”. Desde aquele espetáculo não parou mais de trabalhar. No final da década de 1960 a atriz ostentava o título de musa do cinema, tendo participado de diversos filmes de Walter Hugo Khouri, entre outros diretores renomados, como Sylvio Back, Eduardo Escorel e Rodolfo Nanni.

No início de 1968 foi convidada pela extinta TV Excelsior para atuar na novela “O Terceiro Pecado”. No ano seguinte fez “A Menina do Veleiro Azul”, na mesma emissora. Em 1971, recebeu o primeiro convite para integrar o elenco da TV Globo na trama “O Cafona”, de Bráulio Pedroso. Passou ainda pelas TVs Record e Bandeirantes.

Seu papel mais marcante em novelas da Globo foi em Baila Comigo, no início dos anos 80. Interpretou a primeira das muitas personagens com nome Helena, do autor Manoel Carlos. Havia até quem perguntasse se aquela era sua primeira novela, mesmo com 25 anos de carreira. Na Globo gravou também “Final Feliz” e teve pequenas participações em “Roque Santeiro” e “Guerra dos Sexos”. Depois fez “Partido Alto”.

No dia 5 de junho de 1986, porém, depois de tentar falar com ela durante todo o dia, a filha Julia resolveu ir ao apartamento da mãe para ver o que estava acontecendo. Quando entrou, encontrou-a caída na banheira. Provavelmente na madrugada anterior tinha sofrido um enfarte no miocárdio, o que encerrou precocemente sua carreira aos 48 anos.

Cangaço no Cinema Brasileiro

Annablume Editora e Livraria Cultura Shopping Varanda Mall 
convidam para lançamento do livro de  
 
Marcelo Dídimo  
 

 

  
 
 
Dia 13 de outubro, quarta, às 19h30 

  
Av. Dom Luis, nº. 1010 – Meireles – Fortaleza (85) 4008.0800

 
  
 
  

 Para alcançar os resultados aqui apresentados o autor esmiuçou arquivos, bibliotecas e cinematecas, empenhando-se em um verdadeiro corpo-a-corpo com todo e qualquer material que pudesse contribuir para que seu trabalho atingisse a abrangência desejada. Em assim fazendo, demonstrou que os filmes de cangaço podem não constituir “o cinema brasileiro por excelência”, mas deram origem a um gênero tipicamente brasileiro. E, desse gênero, Marcelo Dídimo traçou um panorama vasto e original que se traduz em contribuição das mais importantes para os estudos de cinema no Brasil.

– Marcius Freire

 

Master Class com Todd Lawrence Stone

 

Inscrições abertas para Master Class com Todd Lawrence Stone, da Trisha Brown Dance Company (EUA)
 
 
 

A oficina será realizada dias 20 e 21 como parte do 2º Encontro Terceira Margem, das 15 às 18h na sala de dança do Sesc Senac Iracema. São 20 vagas, voltadas para profissionais de dança com experiência.   

 

Esta aula de técnica oferece uma oportunidade de trabalhar com profundidade o alinhamento do corpo e os fundamentos que permitem explorar os detalhes e o rigor do estilo de movimento de Trisha Brown. Com ênfase em encontrar modos fáceis e dinâmicos de se mover, os alunos aprenderão frases de movimento do repertório da Companhia.

Todd Lawrence Stone é membro da Trisha Brown Dance Company desde 1998. Trabalhando com a coreógrafa, participou da criação de dez peças do repertório da Companhia. Leciona tanto independentemente como para a TBDC por todo o mundo, tendo mais recentemente compartilhado seus ensinamentos no Centre Nationale de Danse, em Paris (França).

A Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par 2010 – 2º Encontro Terceira Margem é apresentada pela Petrobras e BNDES, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. Patrocínio: Oi, Banco do Nordeste do Brasil – BNB e Fundação Nacional de Artes – Funarte. Apoio cultural do Ministério da Cultura – MinC, Governo do Estado do Ceará através da Secretaria da Cultura – SECULT e Oi Futuro.

Inscrições pelo Portal da Bienal de Dança: www.bienaldedanca.com (Link: De Par Em Par 2010). Informações: terceiramargem@bienaldedanca.com e 85-3268.3034.

Canal Brasil em Outubro

 

 
 
     

Zéu Britto é um dos grandes trunfos do CANAL   

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
   
 
     

Tropa de Elite 2 é Cinema Político

“Minha lealdade como cineasta não é ao Estado”, diz José Padilha

Diretor de “Tropa de Elite 2” ataca pirataria e defende cinema político :

 “Sou financiado pelos milhões de brasileiros que pagam seus impostos, compram produtos e geram lucros  para as empresas que aplicam no audiovisual”

Foto: Divulgação

Em coletiva realizada na manhã desta quarta (06.10), no Theatro Municipal de Paulínia, interior de São Paulo, equipe e elenco do filme Tropa de Elite 2 demonstraram ansiedade em saber a opinião dos jornalistas sobre a sequência do sucesso de 2007, Tropa de Elite.

A expectativa, que já era alta, aumentou vigorosamente após o término da primeira projeção, ocorrida na noite anterior, que foi ovacionada pelo público. Isso, somado à notícia de que o longa vai estrear amanhã em 636 salas, promete gerar uma discussão quente sobre temas espinhosos de política e sociedade brasileiras, não por acaso permeados pela corrupção.

A estrela da coletiva foi o cineasta José Padilha, conhecido por seus trabalhos politizados, como os documentários “Ônibus 174” (2002) e “Garapa” (2008) – e também pelo primeiro “Tropa de Elite”. Com o discurso afiado, o diretor alegou não ter sentido haver pressão em sua realização por estar lidando com dinheiro de incentivo fiscal.

“O financiamento público não é um financiamento do Estado. É um financiamento do público. O Estado não produz riqueza nenhuma. O Estado cobra impostos. Então a minha lealdade como cineasta não é para o Estado, pois não me sinto financiado por ele. Me sinto financiado pelos milhões de brasileiros que pagam seus impostos, compram produtos e geram lucros para as empresas que aplicam no audiovisual. Então o comprometimento é com o meu público”, explicou.

Padilha deixou claro que acredita no cinema político e no poder de um filme – ou um conjunto de filmes – interferir na realidade e provocar uma reação, tanto do público quanto de pessoas que ocupam “cargos chave” do governo.

“Alguns políticos reagiram ao filme antes mesmo do lançamento, dizendo ‘eu não sou o deputado tal’, ‘eu não sou o governador do filme’. O fato é que o roteiro aborda acontecimentos modificados, mas reais. Houve uma rebelião em Bangu, políticos do Rio estão em fotos com milicianos de verdade, existiu um pedido de CPI que foi aberto só após a pressão da mídia… O governador do filme não é um governador, pois esses acontecimentos passaram por governos diferentes, mas alguns políticos insistem em se identificar”, disse.

Outra questão levantada envolve a data de lançamento do filme, que chega aos cinemas do país em meio ao segundo turno da disputa pela presidência da República. “O ano estava difícil para datas, pois tínhamos uma Copa do Mundo e logo depois as eleições. E mais tarde tem a estreia do novo ‘Harry Potter’, o que diminuiria bastante o número de salas. Tínhamos duas datas: 03 de setembro e 08 de outubro. Como o filme não ficou pronto em setembro, lançamos agora”, explica Padilha.

Quanto a uma possível influência de Tropa de Elite 2 no segundo pleito, o diretor revelou um certo pessimismo, alegando que “tudo o que o filme trata infelizmente continuará sendo verdade antes e depois dessa eleição.” “Se o filme fizer a Dilma ou o Serra falarem de segurança pública, estou feliz.”

Esquema de segurança e criação coletiva

Em meio a muitas perguntas políticas, José Padilha jogou até em si a culpa de não se falar tanto do filme como cinema. Mas quando o fez, desmistificou o curioso processo de segurança para impedir que o filme fosse pirateado – como ocorreu com o primeiro “Tropa de Elite”.

“O que aconteceu no primeiro filme foi um trauma”, explicou o ator Wagner Moura. “Era revoltante ouvir pessoas dizendo que nós vazamos a cópia para promovê-lo ou que era um jeito de democratizar o audiovisual. Mas o que aconteceu foi um roubo”, desabafa.
Na sequência, Padilha atacou a pirataria, elencando diversos motivos para condená-la, como a sonegação fiscal, competição ilegal e corrupção de autoridades. “Não dá para aceitar que o Ministério da Cultura aceite a pirataria dessa forma, por isso montamos um esquema de segurança.”

“Onde existia o filme em formato digital havia câmeras, senhas de acesso e nenhuma conexão de internet. Finalizamos o longa apenas em película, então para roubá-lo a pessoa precisaria pegar sete rolos enormes de negativos, exibir o filme no cinema e filmá-lo com uma câmera”, disse o cineasta.

Após sua conclusão, Tropa de Elite 2 teve todas as cópias numeradas, o que facilitaria a identificação do cinema que deixar o filme vazar – caso isso aconteça após seu lançamento. “É caro tomar essas medidas, aumentou bastante o nosso orçamento, mas as leis do Brasil são coniventes com quem pirateia”, encerrou.

Outro ponto abordado por Padilha foi a criação coletiva de um longa. De acordo com ele, o diretor não é autor do filme, pois está sujeito a “insights” constantes de outros membros da equipe e elenco, que colaboram para a realização da fita.

“O cinema brasileiro tem melhorado muito nos últimos tempos, e isso não quer dizer que os diretores melhoraram, mas sim que as equipes técnicas têm melhorado. Se eu quiser estragar o filme, os outros não vão deixar.”

Para evitar o que ocorreu no filme anterior, que acabou sendo montado duas vezes, o diretor pediu que o montador Daniel Rezende participasse de todo o processo de filmagem, fato considerado incomum no cinema e que reforça a tese de criação coletiva de Padilha.

“Unir a pós-produção com a pré-produção é algo que não costuma acontecer. Nunca ouvi história de montador no set – uma facção inclusive diz que o montador deve se distanciar das filmagens, manter seu olhar fresco, mas, neste caso, ajudou bastante”, contou Daniel.