Arquivo do dia: 22/10/2010

Tem Brasileiro na Bienal de Vídeo Criativo

Imagem de 'Birds on The Wires', do brasileiro Jarbas Agnelli.
Imagem de ‘Birds on The Wires’, do brasileiro Jarbas Agnelli (Foto: Reprodução)

O Museu Guggenheim de Nova York anunciou ontem 25 finalistas da primeira edição da You Tube Play – Bienal de Vídeo Criativo, entre os quais está o trabalho “Birds on The Wires”, do brasileiro Jarbas Agnelli.

Os finalistas do concurso, organizado pela fundação nova-iorquina Solomon Guggenheim, saíram de uma seleção de 23 mil vídeos, de 91 países.

A obra do brasileiro Jarbas Agnelli mostra 38 pássaros pousados em cabos de alta tensão. A imagem formada é impressionante. Os cabos representam linhas de partitura, enquanto a distribuição das aves no cenário configura notas musicais, criando uma bela melodia.

Entre outros trabalhos selecionados, há 12 vídeos dos Estados Unidos. Outros países que emplacaram finalistas são Chile, Alemanha, Reino Unido, Canadá, África do Sul e Holanda.

A bienal foi lançada em junho passado pela fundação nova-iorquina em colaboração com o site YouTube e a empresa HP.

A cerimônia de anúncio dos finalistas, promovida no museu Guggenheim de Nova York, contou com a participação de artistas e com um show da banda americana Ok Go, cujo clipe Here it Goes Again venceu, em 2006, o prêmio YouTube de vídeo mais criativo do ano.

Festival de Brasília Já Tem Selecionados

A comissão organizadora do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro está divulgando os selecionados para sua 43º edição. Para compor a mostra competitiva em 35 mm foram escolhidos seis filmes de longa-metragem e 12 filmes de curta-metragem. Já a competição digital terá 22 títulos entre curta e média-metragem. No total, o festival recebeu 455 inscrições, sendo 36 longas e 118 curtas em 35mm e 301 curtas/médias em digital. 

Liliam M - relatório confidencial

Cena de ‘Liliam M. – relatório confidencial’, que vai abrir
o Festival de Brasília. (Foto: Divulgação)

Com forte teor político e marcado por uma seleção de produções inéditas, a mostra será abertura com exibição da cópia restaurada de Liliam M. – relatório confidencial (1975), de Carlos Reichenbach. Com narrativa fragmentada, a história gira em torno do depoimento de uma mulher que muda de identidade e parte em busca de sua liberação sexual.

À epoca do lançamento, Liliam M. – relatório confidencial foi considerado “subversivo” pelo censores da ditadura e teve 20 minutos de cenas cortadas. A protagonista era vivida pela atriz Célia Olga Benvenutti, que contracenava com Benjamin Cattan e Sérgio Hingst.

Na cerimônia de abertura, haverá ainda exibição do curta-metragem 50 anos em 5, de José Eduardo Belmonte. O festival será aberto em solenidade no Teatro Nacional Cláudio Santoro, dia 23 de novembro. O encerramento será no Cine Brasília, dia 30 de novembro, com entrega dos prêmios aos cineastas agraciados.

Confira os filmes SELECIONADOS:

Longas
“A alegria”, de Felipe Bragança e Marina Meliande
“Amor?”, de João Jardim
“O mar de Mário”, de Reginaldo Gontijo e Luiz F. Suffiati
“O céu sobre os ombros”, de Sérgio Borges
“Transeunte”, de Eryk Rocha
‘Vigias”, de Marcelo Lordello

Curtas
“A mula teimosa e o controle remoto”, de Hélio Villela Nunes
“Acercadacana”, de Felipe Peres Calheiros
“Angeli 24 horas”, de Beth Formaggini
“Braxília”, de Danyella Neves e Silva Proença
“Cachoeira”, de Sergio José de Andrade
“Café Aurora”, de Pablo Pólo
“Contagem”, de Gabriel Martins e Maurilio Martins
“Custo zero”, de Leonardo Pirovano
“Fábula das três avós”, de Daniel Turini
“Falta de ar”, de Érico Monnerat
“Matinta”, de Fernando Segtowick
“O céu no andar de baixo”, Leonardo Cata Preta

Mostra competitiva digital

“Com a mosca azul”, de Cesar Netto
“Dalva”, de Filipie Wenceslau
“De bem com a vida – Carlos Elias e o samba em Brasília”, de Leandro Borges
“Do andar de baixo”, de Luisa Campos e Otavio Chamorro
“Entrevãos”, de Luísa Caetano
“Esta pintura dispensa flores”, de Luiz Carlos Lacerda
“Herói”, de Thiago Ricarte
“Lendo no escuro”, de Marcelo Pedrazzi
“My way”, de Camilo Cavalcante
“Naquela noite ele sonhou com um mar azul”, de Aristeu Araújo
“Negócios à parte”, de Juliana Botelho
“O eixo”, de Ricardo Movits
“O filho do vizinho”, de Alex Vidigal
“O gato na caixa”, de Cauê Brandão
“O silêncio do mundo”, de Bárbara Cariry
“Onde você vai?”, de Victor Fisch
“Queda”, de Pablo Lobato
“Queimado”, de Igor Barradas
“Só mais um filme de amor”, de Aurélio Aragão
“Tempo de criança”, de Wagner Novais
“Traz outro amigo também”, de Frederico Cabral
“Últimos dias”, de Yves Moura

Mais de R$ 555 mil devem ser conferidos em prêmios aos vencedores. Sendo R$220 mil para longas-metragens em 35mm, R$70 mil para curtas ou médias-metragens em 35mm e R$65 mil para os curtas em formato digital. Além disso, um Júri Popular premiará dois títulos em 35mm, sendo R$ 30 mil para o melhor longa-metragem e R$ 20 mil ao melhor curta.

Selecionados ao Fest ARUANDA

Sexta edição do FestCine Aruanda: 11 a 16 de dezembro em João Pessoa  

* Com informações de Maria do Rosário Caetano

Selecionados 48 curtas-metragens nas categorias ficção, documentário, experimental e animação.

 

A comissão julgadora foi formada pelo produtor Heleno Bernardo, pelo professor de Publicidade e Propaganda, e designer gráfico, Alexandre Câmara, e pelo cineasta e professor Bertrand Lira. Por decisão da comissão, as categorias videoclipe e vídeo de um minuto ficaram de fora desta edição do Fest Aruanda pela quantidade incipiente de trabalhos inscritos e pela insuficiente qualidade técnica e estética das obras.das obras.

Por outro lado, Bertrand Lira, realizador com vasta experiência em comissões e júris de festivais (entre eles o de Gramado e o de Brasília) acredita que o nível dos trabalhos inscritos no Fest Aruanda, de um modo geral,  tem surpreendido pela diversidade de temas, qualidade técnica e estética dos trabalhos. “A produção aumentou significativamente e credito isso à facilidade de acesso às novas mídias, barateamento dos equipamentos e a criação de novos cursos de audiovisual em todo o país”, avalia Bertrand atual coordenador do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Produção Audiovisual (Neppau) do departamento de Mídias Digitais responsável pelo festival.

RELAÇÃO DOS SELECIONADOS

 

CHEIROSA, do mineiro Carlos Segundo, é um dos curtas em competição

FICÇÃO:

Los minutos, lãs horas, de Janaina Marques Ribeiro (CE)

Aviário, de Daniel Favaretto (SP)

Feliz Aniversário, de Fábio Souza (RJ)

A Distração de Ivan, de Cavi Borges e Gustavo Mello (RJ)

Cheirosa, de Carlos Segundo (MG)

Um par a outro, de Cecília Engels (SP)

O tempo das coisas, de Jacqueline M. Souza e Marcos Flávio Hinke (PR)

Bode Movie, de Taciano Valério (PE)

Senhoras, Adriana Vasconcelos (DF)

Operação Mamãe, Marise Farias (RJ)

Rua Mão Única, André Gevaerd (SP)

Feijão com Arroz, Daniela Marinho (DF)

Vela ao crucificado, Frederico Machado (MA)

3.33, de Sabrina Greve (SP)

Nego fugido, de Cláudio Marques & …(BA)

Semeador urbano, de Cardes Amâncio (MG)

Eu não sei andar de bicicleta, de Diego Florentino (PR)

Ensaio de cinema, Allan Ribeiro (RJ)

Um par, de Lara Lima (SP)

Made in Taiwan, de Daniel Araújo (PB)

Direita, de Marcelo Quixaba Gonçalves (PB)

Desassossego, de Marco di Aurélio (PB)

DOCUMENTÁRIO

Lapidar o Bruto, de Natália Queiroz (SP)

É muita areia pro meu caminhãozinho, de Ana Paula Guimarães e Eduvier Fuentes Fernández (SP)

Último retrato, de Abelardo de Carvalho (RJ)

O som do tempo, de  Petrus Cariry (CE)

O Divino, de repente, de Fábio Yamaji (SP)

Família Vidal, de Diego Benevides (PB)

Iolovitch: o azul de Brasília, de Adriana de Andrade (DF)

Contracorrente, de Ismael Farias, Leandro Cunha e Paulo Roberto (PB)

Menino Artífice, de Ana Célia Gomes (PB)

Retratos, de Leo Tabosa e Rafael Negrão (PE)

Oscar 07/02, de João Krefer (PR)

A minha amiga: um breve relato sobre nós, de André Costa (PB)

EXPERIMENTAL

1:21, Adriana Câmara (PE)

Nem dia, nem noite, Roderick Steel (SP)

Reciclando formas: a arte de Ana Christina, de Laurita Caudas e Elisa Cabral (PB)

Sintonize-se, de Jonathas Falcão (PB)

Bokeh, de Breno César (PE)

Relativamente Inconsciente, de Claudinei Foganholi (SP)

Súbito, de Breno César (PE)

ANIMAÇÃO

Quando as cores somem, de Luciano Lagares (SP)

Ser humano, de Fernando Pinheiro (MG)

O acaso e a borboleta, de Tiago Américo e Fernanda Correa (PR)

Bailarino e o bonde, de Rogério Nunes (SP)

O ciclo, de Maurício Ramos Marques (PR)

O retorno de Saturno, de Lisandro Santos (RS)

Uma estrela no quintal, de Danielle Divardin (SP)

Bailarino e o Bonde, filme que vem colecionando prêmios por onde passa: Bonito a mais não poder…

Sabrina Greve de Volta aos Palcos

Ligações Perigosas tem estréia marcada para dia 23, SÁBADO, no Taatro FAAP, em Sampa.

A delicadeza da composição interpretativa de SABRINA GREVE pode ser conferida por quem estiver em Sampa… VIVA, Sabrina !

Mais informações:

 http://www.faap.br/teatro/index.htm

Aplauso para a História de São Paulo

Imprensa Oficial
Imprensa Oficial
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Novo de Flávio Frederico na Mostra de Sampa

BOCA DO LIXOum dos Destaques da 34ª MOSTRA INTERNACIONAL de CINEMA

 O longa-metragem estrelado por Daniel Oliveira que interpreta Hiroito de Moraes Joanides, um dos bandidos mais procurados na década de 60, fala da Boca do Lixo, região de prostituição no centro de São Paulo nos anos 50. 

Vencedor dos prêmios de Melhor Fotografia e Melhor Montagem no Festival do Rio 2010

 

SESSÃO NA MOSTRA INTERNACIONAL:

 

DIA 26 DE OUTUBRO, TERÇA-FEIRA, às 22h10, NO UNIBANCO ARTEPLEX

BOCA DO LIXO narra a história de Hiroito de Moraes Joanides, o rei da Boca do Lixo (Daniel de Oliveira). Adaptado da biografia escrita por ele próprio, este longa retrata a atmosfera de São Paulo dos anos 50 e 60. Apesar de existir uma grande dose de violência nas façanhas e histórias, muitas vezes elas parecem românticas perto das supersofisticadas organizações criminosas atuais. Tratava-se de uma marginalidade diferente da dos dias de hoje. Poucas armas de fogo circulavam e o tráfico de drogas começava a se estabelecer na região, que no futuro se transformaria na  conhecida Cracolândia.

No filme, aparecem detalhes sobre o quadrilátero que nasce em São Paulo, logo após o fechamento das zonas de prostituição nas ruas Itabocas e Aimorés, no bairro do Bom Retiro. A  Boca do Lixo era o principal ponto de encontro de boêmios, malandros, prostitutas e outros personagens que formavam o universo noturno da época.

“Não tivemos o objetivo de fazer uma adaptação fiel ao romance, muito pelo contrário; a partir de um determinado momento da pesquisa resolvemos nos libertar dos personagens originais e transformá-los em outros. Apenas o personagem de Hiroito manteve maiores semelhanças com o verdadeiro”, comenta o diretor.
O filme retrata o período de 1952 a 1963, desde a adolescência de Hiroito até sua prisão definitiva em 1963. Paralelamente, traça um retrato da história da Boca do Lixo, desde o fechamento da Zona Aberta até a criação da Boca nos Campos Elíseos com as mudanças nas formas de prostituição e o surgimento de bares, boites e retaurantes. Mostra a decadência pela qual a região passou quando é tomada pelo tráfico de drogas e a polícia fecha o cerco aos principais criminosos.

 

Ficha Técnica 

BOCA DO LIXO

Direção: Flavio Frederico

Brasil – 2010 – 100min – 16 anos

Gênero: Drama

Roteiro: Mariana Pamplona/Flavio Frederico

Elenco: Daniel de Oliveira, Hermila Guedes,Milhem Cortáz, Paulo César Pereio, Jeferson Brasil, Maxwell Nascimento, Camila Leccioli, Juliana Galdino, Claudio Jaborandi ,Leandra Leal

Produtores: Flavio Frederico / Pablo Torrecillas / Rodrigo Castellar

Diretora de Produção: Beatriz Polati

Diretor de Fotografia: Adrian Teijido

Diretor de Arte: Alberto Grimaldi

Sinopse: Adaptado da autobiografia de Hiroito de Moraes Joanides (Daniel de Oliveira), o filme retrata a atmosfera noturna da Boca do Lixo, região de prostituição no centro de São Paulo nos anos 50 e 60. Oriundo de uma família de classe media alta, Hiroito frequentava a Boca apenas como boêmio em busca de aventuras sexuais, até que uma tragédia pessoal provoca uma mudança em sua vida. Seu pai é violentamente assassinado e Hiroito é acusado pelo crime. Dois meses depois deste acontecimento, Hiroito compra dois revólveres e se muda para a Boca, tornando-se rapidamente um dos bandidos mais procurados pela polícia. 

Exibições na 34ª Mostra Internacional de São Paulo:

Dia 26/10 (terça-feira)

Local: Unibanco Arteplex – Shopping Frei Caneca

Sala 1

Horário: 22h10

Dia 30/10 (sábado)

Local: Cinemateca Brasileira

Sala BNDES

Horário: 14h30

Dia 31/10 (domingo)

Local: Multiplex Marabá

Sala 2

Horários: 20h30

Sobre o diretor 

Flavio Frederico é carioca. Estudou Arquitetura e Cinema na Universidade de São Paulo. Em 1998 co-produziu seu terceiro curta, “Todo Dia Todo” com a Superfilmes. O filme foi premiado em Bilbao, Barcelona, Montecatini, San Francisco, Odense e Munich. No Brasil recebeu os prêmios principais na Jornada de Cinema da Bahia e no Festival do Rio. Esteve na seleção oficial do Festival de Cinema de Nova York, Sundance, Rotterdam, entre outros. Em 1999, seu primeiro curta documental, “Copacabana”, foi premiado em Gramado, Brasília, Recife, Curitiba e no Festival “É Tudo Verdade”. Esteve também  nos festivais de Rotterdam, Oberhausen, Vila do Conde e no London Film Festival/00.

Seu  primeiro longa, Urbânia, com apoio fianceiro do Fundo Hubert Bals da Holanda, foi lançado em 2001 tendo sido premiado em Gramado e na Jornada da Bahia. Foi selecionado para os festivais de Rotterdam, Montreal, Mannheim-Heidelberg, NY Latin Beat, Mar del Plata entre outros. Comercialmente foi lançado em salas de São Paulo, Rio, Porto Alegre e Vitoria. Em 2002, o curta “Ofusca”, teve sua estréia mundial no Festival de Oberhausen e foi premiado nos Festivais de Recife, Cuiabá e no festival Luso Brasileiro. Em 2003 e 2004 lança dois documentários para tv: “Serra”, e “São Paulo – retratos do mundo”, ambos selecionados para o festival “É Tudo Verdade”. Seu último curta metragem “Red”(2005), recebeu os prêmios de melhor filme pelo júri popular, melhor direção e melhor fotografia no Festival de Cuiabá, melhor direção no Festival de Vitória e melhor roteiro no Festival de Belém.

Em 2006, Caparaó, um documentário de longa-metragem, venceu a competição brasileira do Festival É Tudo Verdade e levou os prêmios principais do Recine 2006. Foi lançado em salas comerciais de 13 cidades brasileiras em 2007. Fez também a produção executiva dos longa metragens; “Seja o que Deus quiser”(2002) e “Nome Próprio”(2007) de Murilo Salles e “Árido Movie”(2005) de Lírio Ferreira. Em 2008, lançou no Festival “É Tudo Verdade” seu quinto documentário: “Quilombo, do Campo Grande aos Martins”, premiado no Festival Guarnicê, Mostra Etnográfica do Rio, Recine/09 e no Reel Sisters