Arquivo do mês: novembro 2010

Diversas Faces da Homossexualidade

Imprensa Oficial Livro revela diversas faces da homossexualidade
Organizada por Horácio Costa, Berenice Bento, Wilton Garcia, Emerson Inácio e Wiliam Siqueira e coeditada pela Imprensa Oficial e Edusp, obra tem artigos apresentados por especialistas em congresso sobre o tema. O lançamento acontece sábado, 4 de dezembro), às 16 horas, na Casa das Rosas, em São Paulo.
Anualmente, no mês de junho, várias cidades brasileiras são cobertas por bandeiras coloridas e tomadas por multidões que se reúnem para celebrar a diversidade e festejar a visibilidade conquistada no espaço social – a Parada Gay realizada em São Paulo é apontada como a maior do mundo. Apesar disso, o Brasil ainda está entre os primeiros países no índice de crimes de ódio contra homossexuais. Direitos básicos, como o casamento, são negados. Esta é uma das várias questões abordadas por “Retratos do Brasil Homossexual – Fronteiras, Subjetividades e Desejos”, livro que a Imprensa Oficial lança em parceria com a Edusp no próximo sábado, 4 de dezembro, a partir das 16 horas na Casa das Rosas – Av. Paulista, 37.A publicação traz artigos e ensaios apresentados durante o IV Congresso da Associação Brasileira de Estudo da Homocultura (Abeh), realizado na USP em setembro de 2008. Cerca de 1/3 deles foi selecionado pelos organizadores para fazer parte da obra. O restante foi reunido em um CD, que acompanha o volume. A organização é de Horácio Costa, presidente da Abeh na época do congresso, Berenice Bento, Wilton Garcia, Emerson Inácio e Wiliam Siqueira Peres.A obra é dividida em cinco partes, cada uma com artigos relativos aos respectivos temas: Homocultura e Direitos Humanos , Homocultura e Literatura, Homocultura e Artes, Universo Trans e Pensar “Identidades”. Alguns dos textos foram produzidos por participantes do congresso que vieram da América Latina e da Espanha, como Fernando Grande-Marlaska, juiz em exercício na Audiência Nacional, equivalente ao Supremo Tribunal Federal espanhol.

O primeiro texto trata de uma das questões mais polêmicas discutidas atualmente, a união entre pessoas do mesmo sexo. “Assegurar somente aos heterossexuais a possibilidade de formar uma família afronta o princípio da igualdade. E, como que vivemos em um Estado democrático de direito – e vivemos – não há como condenar à invisibilidade uma parcela de cidadãos. É uma forma muito perversa de exclusão”, afirma Maria Berenice Dias. De acordo com ela, desde 1992 o Brasil é signatário do Pacto dos Direitos Civis e Políticos da ONU, que em dois artigos proíbe a discriminação por motivo de opção sexual. “Ou seja: negar direitos aos homossexuais é descumprir tratados internacionais, o que compromete a credibilidade do país perante o mundo”. Para ela, isso acontece porque a aparente restrição constitucional, ao invés de sinalizar neutralidade, encobre um grande preconceito que motiva a omissão do legislador, porque existe o receio de ser rotulado de homossexual, desagradar seu eleitorado e comprometer sua reeleição. Isso impede a aprovação de qualquer projeto que assegure direitos à parcela minoritária da população.

Entre os diversos assuntos abordados na obra estão as diferenças entre os movimentos americano e brasileiro na luta pelos direitos homossexuais; o debate sobre a diversidade de gêneros; o homoerotismo nas poesias brasileira, portuguesa e mexicana do Modernismo; o humor e a homofobia; as representações do gay no teatro brasileiro; o tratamento dedicado aos travestis em algumas cidades brasileiras; trajetória da militância política de gays e lésbicas no País; as práticas sutis de discriminação; os efeitos das chamadas club drugs, substâncias utilizadas principalmente por frequentadores de clubes noturnos e raves para facilitar a interação social; e o papel desempenhado pelos veículos de imprensa destinados ao público gay na construção das diferentes identidades da comunidade homossexual.

Imprensa Oficial

Retratos do Brasil Homossexual – Fronteiras, Subjetividades e Desejos
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Edusp
Lançamento: 04/12 (sábado)
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Horário: 16h00

Moreira Salles, Guardião da Cultura Brasileira

Acaba de chegar ao Instituto Moreira Salles o acervo pessoal do escritor Carlos Drummond de Andrade. A coleção ainda será submetida a inventário e catalogação mas é composta por livros da biblioteca de Drummond, edições de publicações do próprio escritor, cartas, desenhos, fotos e todas as crônicas que ele escreveu para o Jornal do Brasil, de 1969 a 1984. Todos esses documentos estavam sob os cuidados da família. A coleção ficará sob a guarda do IMS em regime de comodato, por dez anos.

Casa onde nasceram e cresceram Walter Salles e o caçula João Moreira Salles: transformada em Instituto, é hoje um templo onde repousam preciosidades da Cultura Brasileira

Aproveitando o recém-lançamento de Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema, nova edição do livro concebido pelo próprio Drummond em 1967, ampliada pelo também poeta Eucanaã Ferraz, o Instituto Moreira Salles preparou um vídeo especial para seu site com 11 traduções do poema No meio do caminho

Participaram da produção David Arrigucci Jr., Matthew Shirts, Paulo Schiller, Jean-Claude Bernardet, Carlos Papa, Yael Steiner, Heloisa Jahn, Pieter Tjabbes, Jana Binder, Sidney Calheiros, Laura Hosiasson e Eucanaã Ferraz.

Filme de João Jardim Impressiona Brasília

Amor ? enfoca relacionamento marcado pela violência física, e recebe aplausos

 

Paixão de trapo e farrapo, que funciona a tapas e beijos? É mais ou menos o mote central de Amor?, de João Jardim, mix de ficção e documentário muito aplaudido pelo público do Cine Brasília. O diretor parte de uma pesquisa com pessoas que viveram relacionamentos marcados pela violência física e, a partir desses casos reais, faz atores e atrizes interpretarem as histórias. O modus operandi dialoga com o já clássico documentário de Eduardo Coutinho, jogo de cena, no qual atrizes interpretam relatos reais. ´Com a diferença de que o filme do Coutinho joga com a ambiguidade entre realidade e encenação, ao passo que no meu é dito que tudo é encenação, logo de início`, diz o diretor.


Foto: Heloisa Passos/Divulgação
 

Amor? tem momentos fortes, em especial graças à atuação de intérpretes como Angelo Antonio, Júlia Lemmertz, Silvia Lourenço e outros, que emprestam credibilidade e dramaticidade às falas. É um filme da fala. E do rosto do ator como tela das emoções. E no que consistem esses depoimentos? Em histórias nas quais as notas do amor e do desejo se entrelaçam com as da violência física.

Ao todo, são oito relatos, sete heterossexuais, apenas um relembrando a turbulenta relação entre duas mulheres. Esse caso de amor lésbico, com todas as suas complicações, paixões e preconceitos envolvidos, é um dos que atingem maior grau de densidade emocional em todo o conjunto de histórias. Silvia Lourenço e Fabíula Nascimento interpretam o casal.

Amor ? foi bem aplaudido no final, palmas que continuaram durante os créditos, quando são apresentados os intérpretes, muitos deles rostos conhecidos da televisão como Du Moscovis, Lilia Cabral e Mariana Lima.

Curtas

Os curtas da noite também foram bons, em especial A mula teimosa e o controle remoto, de Hélio Vilela Nunes (SP), história infantil deliciosa sobre a convivência de dois meninos, um da cidade outro do campo. Um tem problemas com a mula que empaca, o outro, o filho do patrão, traz como brinquedo uma maravilha tecnológica, um aviãozinho acionado por controle remoto. O encanto está na maneira como as duas realidades dialogam.

Café Aurora, de Pablo Polo (PE), investe num visual sofisticado para dar conta de um entrecruzamento de experiências Um garçom se encanta pelo mundo das esculturas, enquanto a artista plástica saboreia o ótimo café feito pelo garçom Refinado.

Os nomes dos contemplados saberemos hoje à noite quando forem distribuídos os Candangos, os troféus do Festival de Brasília, depois da exibição hors concours de Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, em cópia restaurada.

* Informações do Diário de Pernambuco

Um Amor Cigano em A Última Palavra…

Especializandos Realizam Filmagens em Tempo Recorde

Tudo começou com a idéia do trabalha o ser apresentado como conclusão de curso. Turma 2 da Especialização em Audiovisual em Meios Eletrônicos (Universidade Federal do Ceará): Júnior Caval pensava em fazer um documentário e nos contou que haveria apenas um personagem ficcional e que gostaria que nós interpretássemos o papel. Não pensei duas vezes: a tela de cinema me atrai ainda mais que o palco… Algumas semanas depois, entre conversas, idéias de trabalhos, tarefas das disciplinas a cumprir, rápidas férias e participação minha em alguns festivais de Cinema, Júnior me contou da necessidade de mudar o rumo do projeto. Faria então uma ficção e não um Doc. Perguntou se topávamos e a nova idéia me atraiu ainda mais.

 Atores em cena.  

Aurora Miranda Leão, Luzy Gomes e Arthur Leite gravam no Passeio Público…

Assim nasceu A Última Palavra, roteiro do publicitário cearense Júnior Caval com direção de fotografia de Lília Moema, produção de Luzy Gomes com auxílio luxuoso de Alberto Maia e do jovem realizador Arthur Leite (conterrâneo de Quixeré, selecionado com projeto de Doc para o Revelando os Brasis), Still de Cris Queiroz, atuação de Jeane Ramos da Silva e colaboração de muita gente.

Depois de alguns encontros, bate-papos e ensaios, as gravações foram marcadas para o último findi de novembro: 26, 27 e 28. E hoje escrevo com alegria e satisfação pelo dever cumprido: gravamos nas primeiras horas do sábado , 27, e no início da tarde de domingo, 28, A Última Palavra estava pronto para ganhar a ilha de edição.

 Esther sofria porque amava muito, já Carmen era uma mulher com prazo vencido.

História de Amor sem final feliz para Cigana Carmen…

Aguarde notícias em breve. E acompanhe no twitter: http://twitter.com/auroramleao

Glauber Rocha Homenageado no Festival de Brasília

Leão de Sete Cabeças, restaurado, será exibido HOJE em sessão especial

Guardado durante 30 anos na Cineteca Nazionale di Roma, o filme Leão de Sete Cabeças, primeira produção de Glauber Rocha fora do Brasil, foi finalmente restaurado e será exibido em sessão especial no Festival de Brasília.

Exibição acontece às 17h desta segunda, com entrada gratuita, no Cine Brasília. A restauração faz parte da segunda fase do projeto Coleção Glauber Rocha, que, na primeira, já restaurou os filmes Barravento, Terra em Transe, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro e A Idade da Terra.

A iniciativa é uma realização do Tempo Glauber e da filha do cineasta, Paloma Rocha, com aporte financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, Governo da Bahia, e das Secretarias de Fazenda e Cultura do Estado da Bahia, e contou com apoio da Associação Baiana de Cinema e Vídeo(ABCV), da Cinemateca Brasileira e da Cineteca Nazionale di Roma. O projeto também abarca as restaurações dos filmes Cabeças Cortadas, Claro, Câncer e História do Brasil.

A história da restauração de Leão


O original do filme do filme foi repatriado da Itália para o Brasil em 2009, quando a parceria entre Tempo Glauber, Cinemateca Brasileira, ABCV e Cineteca Nazionale di Roma foi formalizada, com incentivo da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A restauração consistiu primeiramente no escaneamento no formato 4K e o restauro digital em 2K, realizado pelos Estúdios Mega.

O processo possibilitou a confecção de uma nova matriz, em alta definição, e um novo negativo em 35mm. A versão original do áudio em vários idiomas foi recuperada a partir de uma única cópia 35mm – que estava em avançado estado de deterioração – e de fitas Umatic. O restauro foi executado pela JLS Facilidades Sonoras.

O Filme

O cenário de Leão de Sete Cabeças é o Congo Brazaville de 1969. Vivendo no exílio imposto pela ditadura militar brasileira, Glauber Rocha, principal nome do Cinema Novo, expõe neste filme o colonialismo europeu que domina a África a as tentativas do povo nativo em se libertar desse domínio. Assim, Glauber continuou retratando as mazelas que tanto afligem os países pobres e fez disso marca da sua obra cinematográfica.

Quando Leão de Sete Cabeças estava sendo produzido, os críticos acreditavam que Glauber deveria filmar apenas paisagens em seu próprio país. Mas, quando o filme foi concluído, viram que o argumento se mostrou falho. O  longa demonstrou perfeita integração com a evolução estética glauberiana, embasada na linguagem visual e cênica de uma espécie de “pan-terceiromundismo”, e apresentou personagens arquétipos, todos com algum tipo de poder.

De um lado, os pilares do imperialismo – invasores europeus e norte-americanos, além da Igreja e seu eterno cortejo ao poder. A elite local era um fantoche denominado e coroado presidente. Do outro, os revolucionários locais, contraditórios em suas lutas e indecisos entre a centralização do movimento e a manutenção do sentimento tribal, mesmo em busca de um objetivo comum: a liberdade perante o colonialismo estrangeiro.

Para a professora de Cinema e ensaísta  da UFRJ, Ivana Bentes, “o que Glauber parece dizer é que nenhuma explicação histórica, sociológica, marxista ou capitalista, pode dar conta da complexidade e tragédia da experiência da pobreza”, constata.

Glauber imaginou o filme como uma epopéia africana, pensando-a como ponto de vista do homem do Terceiro Mundo, se opondo aos filmes comerciais que tratavam de safáris, ao modelo de concepção dos brancos em relação àquele continente. Para ele, trata-se de uma teoria sobre a possibilidade de um cinema político, feito na África justamente porque o cineasta acreditava ser o lugar que possuía os mesmos problemas do Brasil.

Ele complementa esse pensamento declarando sua aversão à leitura sociológica da miséria feita pela esquerda, visto no manifesto Estetyka do Sonho, escrito em duas versões(1966 e 1971), e que bebe nas fontes dos seus filmes realizados nesse período. Nesse texto, relata sua impotência e perplexidade perante as ditaduras militares, a fragilidade de intelectuais, artistas e militantes em combatê-las, além da acomodação popular que resulta nessa tragédia.

Glauber acredita que para superá-la é preciso seguir pelo caminho dos sonhos do cinema, provocando distúrbios nos códigos (sociais, políticos, estéticos, de comportamento), algo que já vinha sendo explorado em sua obra. Para alguns autores, Leão de Sete Cabeças pode ser visto como o elo perdido entre Terra em Transe e A Idade da Terra, a chave do enigma que liga a primeira parte da carreira de Glauber (os anos 60) com a segunda (de 1970 a 1980).

Preservação da obra de Glauber Rocha

Um dos objetivos da restauração de Leão de Sete Cabeças é dar continuidade à disseminação da obra de Glauber Rocha em alta qualidade, já que há grande aumento na demanda pelos filmes do cineasta, tanto nas escolas de cinema, quanto nos festivais nacionais e internacionais, e, por fim, para uso de trechos em documentários.

Todos querem assistir à obra de Glauber, em bom ou mal estado, mas isso tem obrigado os detentores das cópias não restauradas a fornecer material de má qualidade, incompleto e deteriorado, o que causa constrangimento e não divulga a sua obra como deveria. A partir de 2003, com o advento da Coleção Glauber Rocha, esta realidade começou a mudar.

As cópias restauradas em formato de cinema digital, DVD e película de 35mm permitem que os filmes sejam distribuídos para mostras nacionais e internacionais, além da exibição em salas de cinema comerciais, universidades e outros espaços onde a obra de Glauber tem alcance bastante significativo. O filme Terra em Transe, por exemplo, após a restauração, atingiu a marca de 10 mil espectadores nas salas de cinema, em apenas duas semanas em cartaz.

Extras do DVD 

Os DVD’s contêm documentários especialmente realizados sobre cada filme, dirigidos por Paloma Rocha e Joel Pizzini. Neles estão reunidas entrevistas com elenco e equipe, cenas de arquivo, entrevistas inéditas com Glauber Rocha, o trailer original, artigos e reportagens, análise crítica feita por especialistas, versões de roteiros, roteiros, cartazes, trilha sonora, desenhos e story-board, tudo o que compreende o processo de criação e de produção intelectual do artista.

Patrimônio histórico e cinematográfico reunido e vivo 

O próprio Glauber, em 1980, escreveu uma carta preocupado com a recuperação dos negativos originais destes filmes. O documento foi editado e utilizado na apresentação do projeto, que ainda relata a necessidade da atenção e dos cuidados urgentes com os negativos originais para que seu processo de deterioração, já avançado, não acabe por prejudicar de modo irreparável a história do cinema brasileiro, no caso da perda definitiva de algum filme. 
Ficha técnica

O Leão de Sete Cabeças
Direção: Glauber Rocha
Elenco: Rada Rassimov, Jean-Pierre Léaud, Giulio Brogi, Hugo Carvana, Gabrielle Tinti, René Koldhoffer, Baiack, Miguel Samba, André Segolo, Aldo Bixio, povo e dançarinos do Congo
Dedicatória: a Paulo Emilio Sales Gomes
Companhia produtora: Polifilm
Produtores: Gianni Barcelloni e Claude Antoine
Diretor de produção: Giancarlo Santi
Gerente de produção: Marco Ferreri
Assistente de direção: André Gouveia
Argumentistas e roteiristas: Gianni Amico e Glauber Rocha
Diretor de fotografia: Guido Cosulich
Som direto: José Antônio Ventura
Montadores: Eduardo Escorel e Glauber Rocha
Letreiros: Francesco Altan
Música: Folclore africano, Baden Powell e uma versão do Hino Nacional francês cantada por Clementina de Jesus
Locações: Brazzaville (Congo)

Equipe de restauro
Direção do projeto: Paloma Rocha
Curadoria e pesquisa: Joel Pizzini
Direção de produção: Márcia Cardim
Direção de fotografia: Luis Abramo
Assistente de direção: Sara Rocha
Restauração de imagem Mega e
Restauração de Imagem Mega e Som: Cinemateca Brasileira, Estúdios Mega e JLS Facilidades Sonoras
Apoio Financeiro: Fundo de Cultura da Bahia, Governo da Bahia e Secretaria Estadual de Fazenda e Cultura
Realização: Paloma Cinematográfica, Cardim Projetos e Soluções Integradas e Associação Baiana de Cinema e Vídeo – ABCV
Apoio: Associação dos Amigos do Tempo Glauber e Comunika Press

Serviço
Exibição de Leão de Sete Cabeças, filme restaurado de Glauber Rocha
em Sessão Especial no Festival de Cinema de Brasília 2010
Onde: Cine Brasília – Endereço: EQS 106/107, em Brasília-DF
Quando: 29/11/2010
Horário: 17h
Acesso livre

Hector Babenco Restaurado em Coleção

COLEÇÃO HECTOR BABENCO chega às lojas HOJE

 

Nesta segunda, 29 de novembro, a COLEÇÃO HECTOR BABENCO chega às lojas, físicas e virtuais do Brasil com preço sugerido de R$ 229,00. A caixa contém oito DVDs, embalados em digistak, com os filmes: O Rei da Noite (1975), Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977), Pixote, A Lei do Mais Fraco (1980), O Beijo da Mulher Aranha (1985), Brincando nos Campos do Senhor (1991), Coração Iluminado (1996), Carandiru (2003), O Passado (2007). Esta é a primeira vez que os filmes O Rei da Noite; Pixote, A Lei do Mais Fraco e O Beijo da Mulher Aranha chegam ao mercado de DVD.

O próprio diretor cuidou do restauro e da remasterização dos títulos mais antigos. Pixote, A Lei do mais Fraco e O Beijo da Mulher Aranha foram restaurados digitalmente quadro a quadro em Los Angeles, tendo o som remasterizado passando para Dolby Digital. Já O Rei da Noite e Lucio Flávio, o Passageiro da Agonia foram enviados para a Deluxe, no Canadá, onde passaram pelo processo de Digital Wash (limpeza digital da imagem).

 

Hector Babenco nasceu em Buenos Aires. Faz parte de uma geração que não cresceu assistindo à televisão e que tinha no cinema a referência de como outras culturas distantes contavam suas histórias. Em 1975, Hector fez seu primeiro filme, O Rei da Noite, com Paulo José e Marília Pêra. Dois anos depois, naturaliza-se brasileiro para fazer um filme que, pela primeira vez, em plena ditadura militar, narrava as impunidades das atividades do Esquadrão da Morte carioca e das relações corruptas entre polícia e marginais. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia cativou o grande público ao contar uma história de cunho social de maneira simples e direta. Com 5,4 milhões de espectadores, Lúcio Flávio torna-se a quarta maior bilheteria da história do cinema brasileiro.

 

O seu filme seguinte, Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980), ao ser exibido no MoMA de Nova York, na mostra New Films, New Directors, repercutiu na imprensa americana. Pixote é considerado o melhor filme estrangeiro de 1981 pelas associações de críticos de Los Angeles e de Nova York. No final dos anos 80, Pixote é eleito pela revista Première o terceiro melhor filme estrangeiro da década, atrás de Fanny & Alexander, de Ingmar Bergman, e de RAN, de Akira Kurosawa. O DVD de Pixote, a Lei do Mais Fraco, inclui o documentário Pixote in Memorian, de Felipe Briso e Gilberto Topczewski, exibido nos Festivais É Tudo Verdade e III Paulínia Festival de Cinema.

O reconhecimento de Pixote no mercado internacional fez com que o projeto seguinte do diretor fosse em inglês. O Beijo da Mulher Aranha, baseado no romance de Manuel Puig, com William Hurt, Raul Julia e Sônia Braga, foi rodado em 1984. O Beijo da Mulher Aranha é apontado como a primeira produção independente do cinema em língua inglesa. O Beijo recebeu 4 indicações para o Oscar®: diretor, filme, roteiro adaptado e ator. William Hurt, protagonista do filme, levou a estatueta de Hollywood e a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O filme foi visto por mais de 10 milhões de espectadores em todo o mundo. O DVD do filme traz um making of totalmente novo e inédito.

 William Hurt interpreta Luis Molina no clássico O Beijo da Mulher Aranha

O produtor de Um Estranho no Ninho e Amadeus, Saul Zaentz, tentava há 30 anos filmar Brincando nos Campos do Senhor, romance do americano Peter Matthiessen, sobre a ocupação da Amazônia, a partir dos anos 50, pelos missionários religiosos americanos. Babenco escreveu o roteiro a quatro mãos com o francês Jean-Claude Carrière, roteirista de A Bela da Tarde e outros filmes de Buñuel. Entre pré-produção e filmagem de Brincando nos Campos do Senhor (1990), Babenco passou três anos na floresta amazônica. O diretor conseguiu reunir um elenco internacional com Kathy Bates, Tom Waits, Tom Berenger, Daryl Hannah, John Lithgow e Aidan Quinn para filmar durante 160 dias em locação.

Em 1998, Babenco realizou Coração Iluminado, com Xuxa Lopes e Maria Luisa Mendonça, rodado na Argentina. O roteiro foi escrito com Ricardo Piglia e traz referências autobiográficas de um primeiro amor da adolescência. Coração Iluminado foi o primeiro longa que Babenco realizou em seu país natal.

Carandiru é de 2003. O filme é uma adaptação para o cinema do best-seller do Dr. Drauzio Varella, Estação Carandiru, com histórias de internos contadas ao médico na Casa de Detenção de São Paulo, instituição na qual 111 presos foram mortos durante invasão da Tropa de Choque da Polícia Militar, em 1992. O filme foi assistido por mais de 5 milhões de espectadores apenas no Brasil.

 

Gael Garcia Bernal e Babenco no set de O Passado

O seu filme mais recente é baseado no romance O Passado, do argentino Alan Pauls, uma história sobre a permanência do amor depois da separação. Filmado em 2006, em Buenos Aires e São Paulo, O Passado conta a história de um jovem casal, Rimini (Gael García Bernal) e Sofia (Analía Couceyro), que depois de 12 anos juntos resolve se separar.“O filme lida com as conseqüências que um grande amor do passado pode ter no presente”, diz o cineasta. 

Este ano, Hector dirigiu a peça teatral HELL,  protagonizada pela atriz Bárbara Paz e em cartaz em S.Paulo. O texto da peça foi baseado no livro HELL,  escrito pela  francesa  Lolita Pille, e adaptado por Babenco e Marco Antonio Braz.

Os filmes da COLEÇÃO HECTOR BABENCO:

 

O REI DA NOITE

Brasil, 1975, 97 min, cor, Fulscreen 4×3, 18 anos

Áudio: Português 2.0

Legendas: Espanhol,Inglês e Português

Elenco: Paulo José e Marília Pêra.

Na São Paulo dos anos 1940, um homem galanteador e boêmio inicia um caso amoroso com duas jovens irmãs. O problema é que elas são filhas da melhor amiga da mãe dele. E o Don Juan paulista acaba se casando com uma mulher com quem ele vive brigando.

Prêmios:

Vencedor do Festival de Brasília – Melhor Ator – Paulo José

 

LÚCIO FLÁVIO, O PASSAGEIRO DA AGONIA

Brasil, 1977, 120 min, cor, Fulscreen 4×3, 18 anos.

Áudio: Português 2.0
Legendas: Espanhol, Inglês e Português

Elenco: Reginaldo Farias, Milton Gonçalves, Paulo César Peréio, Ana Maria Magalhães, Grande Otelo, Lady Francisco, Ivan Cândido, Stepan Nercessian

A trajetória do ladrão de bancos que monopolizou as manchetes da crônica policial do país com seus assaltos audazes e suas fugas espetaculares. Pouco antes de morrer, ele revelou a um repórter detalhes sobre o envolvimento da polícia com o mundo do crime. Baseado no livro de José Louzeiro.

Prêmios:

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo – Júri Popular

Vencedor do Kikito – Festival de Cinema de Gramado – Melhor Ator para Reginaldo Farias

Vencedor do Kikito – Festival de Cinema de Gramado –  Melhor Ator Coadjuvante para Ivan Cândido

Vencedor do Kikito –  Festival de Cinema de Gramado –  Melhor Fotografia

Vencedor do Kikito – Festival de Cinema de Gramado –  Melhor Montagem

Indicado ao Prêmio  Kikito de Melhor Filme

 

PIXOTE – A LEI DO MAIS FRACO

Brasil, 1982, 128 min, cor, Fulscreen 4×3, 18 anos.

Áudio: Português 2.0

Legendas: Espanhol, Inglês e Português

Elenco: Fernando Ramos da Silva, Marília Pêra, Jardel Filho, Jorge Julião, Gilberto Moura, Tony Tornado, Elke Maravilha

Após ser recolhido a um reformatório em São Paulo, um menino de rua foge em meio a uma rebelião, vivendo de pequenos assaltos no submundo.

Prêmios:

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme da Associação de Críticos de Filmes de Boston

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro da Associação de Críticos de Los Angeles

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Festival de Biarritz

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro pelo Círculo/Associação de Críticos de Filmes de Nova York

Vencedor do Leopardo de Prata para Hector Babenco do Festival Internacional de Filmes de Locarno – Suíça – categoria melhor filme estrangeiro.

Vencedor do Prêmio de Melhor Atriz para Marília Pêra pela Associação Nacional de Críticos dos Estados

Vencedor do Prêmio de Melhor Atriz para Marília Pêra da Associação de Críticos de Filmes de Boston

Vencedor do Prêmio de Menção Honrosa para Hector Babenco do Festival Internacional de Filmes de San Sebástian – Espanha

 

O BEIJO DA MULHER-ARANHA

Brasil/EUA, 1985, 120 min, cor, Widescreen Anamórfico, 16 anos.

Áudio: Inglês 2.0
Legendas: Português, Espanhol e Inglês
Elenco: William Hurt, Raul Julia, Sonia Braga, José Lewgoy, Milton Gobçalves, Miriam Pires, Nuno Leal Maia, Fernando Torres, Patrício Bisso, Herson Capri, Antônio Petrin, Miguel Falabela, Claudio Curi

Em uma prisão na América do Sul, dois prisioneiros dividem a mesma cela. Um é homossexual e está preso por comportamento imoral e o outro é um prisioneiro político. O primeiro, para fugir da triste realidade que o cerca, inventa filmes cheios de mistério e romance, mas o outro tenta se manter o mais politizado possível em relação ao momento que vive. Mas esta convivência faz com que os dois homens se compreendam e se respeitem.

Prêmios:

Vencedor do Prêmio de Melhor Ator para William Hurt do National Board of Review

Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Ator para William Hurt – Festival de  Cinema de Cannes

Vencedor do Oscar de Melhor Ator para William Hurt

Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado

Indicado ao Oscar de Melhor Filme

Indicado ao Oscar de Melhor Diretor

Vencedor do Prêmio BAFTA de Melhor Ator para William Hurt – Prêmio da Academia Britânica de CInema

Indicação à Palma de Ouro para Hector Babenco – Festival de  Cinema de Cannes

Vencedor do Prêmio David di Donatello de Melhor Ator Estrangeiro para William Hurt

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator para William Hurt

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator para Raul Julia

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante para Sonia Braga

Vencedor do Independent Spirit Award, Prêmio Special Distinction

Vencedor do Prêmio de Ator do Ano para William Hurt do Círculo/Associação de Críticos de Filmes de Londres

Vencedor do Prêmio de Melhor Ator para William Hurt da Associação de Críticos de Filmes de Los Angeles

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de Toronto

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de Seattle

Vencedor do Festival Internacional de Filmes de Tokyo  para Hector Babenco

 

BRINCANDO NOS CAMPOS DO SENHOR

Brasil, 1991, 186 min, cor, Fulscreen 4×3, 16 anos.

Áudio: Inglês 2.0
Legendas: Português, Espanhol e Inglês

Elenco: Tom Berenger, Tom Waits, Daryl Hannah, Kathy Bates, John Lithgow, Aidan Quinn, Stênio Garcia, Nelson Xavier, José Dumont

Um casal de evangélicos e seu filho pequeno embrenham-se na selva amazônica brasileira para catequisar índios ainda arredios à noção de Deus. Martin Quarrier (Aidan Quinn) é sociólogo e termina sendo motivado pelas experiências de outro casal, os Huben. As intenções religiosas e a harmonia entre brancos e índios no local ficam instáveis devido à presença de Lewis Moon (Tom Berenger), um mercenário descendente dos índios americanos.

Prêmios:

Vencedor do Prêmio de Melhor Trilha Sonora pela Associação de Críticos de Filmes de Los Angeles 91

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora 92

 

CORAÇÃO ILUMINADO

França/Brasil/Argentina, 1996, cor, Letterbox 4×3, 16 anos.

Áudio:Espanhol 2.0

Legendas: Português, Espanhol e Inglês

Elenco: Miguel Ángel Solá, Maria Luisa Mendonça, Walter Quiroz, Xuxa Lopes, Norma Aleandro, Villanueva Cosse, Oscar Ferrigno Jr., Alejandro Awada, Carlos Briolotti, Daniel Fanego, Luis Luque, Arturo Maly, Mariano Marín, Guillermo Pfening

Após 20 anos, Juan (Miguel Angel Solá) retorna a Buenos Aires para visitar seu pai que está morrendo. Lá, tenta encontrar Ana (Maria Luísa Mendonça), seu antigo amor, e conhece Lilith (Xuxa Lopes), uma mulher com quem revive a mesma paixão.
Filme autobiográfico de Hector Babenco, cineasta argentino naturalizado brasileiro. Participou da Mostra Competitiva do Festival de Cannes em 1998.

Prêmios:

Indicado a Palma de Ouro para Hector Babenco, pelo Festival de Cinema de Cannes

Indicado ao Condor de Prata de Melhor Atriz para Maria Luiza Mendonça pela Prêmio da Associação de Críticos de Cinema da Argentina

Indicado ao Prêmio de Melhor Diretor para Hector Babenco pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Atriz para Maria Luiza Mendonça pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Fotografia  pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

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Wagner Moura é um dos destaques de CARANDIRU…

CARANDIRU

Brasil, 2003, 146 min, cor, Letterbox 4×3, 16 anos.

Áudio:Português 2.0

Legendas: Português, Espanhol e Inglês

Elenco: Rodrigo Santoro, Maria Luisa Mendonça, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Caio Blat, Luiz Carlos Vasconcelos, Milton Gonçalves, Ivan de Almeida , Ailton Graça, Aida Leiner, Rita Cadillac, Gero Camilo, Júlia Ianina, Sabrina Greve, Floriano Peixoto

A história começa quando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS no maior presídio da América Latina: a Casa de Detenção de São Paulo. Ali, toma contato com o que, aqui fora, temos até medo de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. O Carandiru, com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver. Não é pouco e é o suficiente para que ele, fascinado, resolva iniciar um trabalho voluntário. O oncologista famoso, habituado à mais sofisticada tecnologia médica, vai praticar medicina como os antigos: com estetoscópio, olhar sensível e muita conversa.

Prêmios:

Escolhido para a Seleção Oficial da Palma de Ouro, pelo Festival de Cinema de Cannes

Vencedor do Prêmio de Melhor Som da ABC da Cinematografia

Indicado ao Prêmio de Melhor Filme pelo Festival Internacional de Filmes de Bangkok

Vencedor do Prêmio de Melhor Filme pelo Festival de Filmes de Cartágena

Indicado ao Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo Festival de Filmes de Cartágena (para 19 atores do filme)

Vencedor do Prêmio de Melhor Diretor para Hector Babenco pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Vencedor do Prêmio de Melhor Roteiro Adaptado pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Ator para Rodrigo Santoro pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Atriz para Maria Luisa Mendonça pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Filme pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Direção de Arte pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Fotografia pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Figurino pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Montagem pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Maquiagem pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Trilha Sonora pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Som pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil

Indicado ao Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil para Sabotage

Indicado ao Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo Grande Prêmio de Cinema do Brasil para Leona Cavalli

Vencedor do Prêmio de Público para Hector Babenco pelo Festival de Filmes de Havana

Vencedor do Prêmio Glauber Rocha  para Hector Babenco pelo Festival de Filmes de Havana

Vencedor do Prêmio Casa das Américas  para Hector Babenco pelo Festival de Filmes de Havana

Vencedor do Prêmio OCIC  para Hector Babenco pelo Festival de Filmes de Havana

Vencedor do Prêmio Rádio Havana para Hector Babenco pelo Festival de Filmes de Havana

Vencedor do Prêmio Saul Yelín para Hector Babenco pelo Festival de Filmes de Havana

Vencedor do Prêmio de Voto Especial do Júri para Hector Babenco pelo Festival de Filmes de Havana

Indicado ao Prêmio Melhor Filme para Hector Babenco pelo Festival de Filmes de Mar Del Plata

Indicado ao Prêmio Paz pela Associação Política de Filmes dos EUA

O PASSADO

Argentina/Brasil, 2007, 112 min, cor, Letterbox 4×3, 16 anos.

Áudio:Espanhol 2.0

Legendas: Português, Espanhol e Inglês
Elenco: Gael García Bernal, Mabi Abele, Mariana Anghileri, Mimí Ardú, Paulo Autran, Ana Celentano, Analía Couceyro, Marta Lubos, Miriam Odorico, Gustavo Pastorini, Claudio Tolcachir

Rimini é um jovem tradutor que termina o casamento de 12 anos com Sofia, sua primeira namorada. O acontecimento faz com que ele se envolva com outras mulheres, mas sua vida amorosa sempre acaba sendo conduzida pela presença de Sofia.

Mais APLAUSO para Pixinguinha

 

 

Aruanda Começa dia 10

      

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Programção do concorrido festival paraibano terá 48 filmes para concorrer em quatro categorias: ficção, documentário, experimental e animação. O evento é promovido pelo Núcleo de Estudos, Pesquisa e Produção Audiovisual (Neppau), da UFPB.

“A produção aumentou significativamente e credito isso à facilidade de acesso às novas mídias, ao barateamento dos equipamentos e à criação de novos cursos de audiovisual em todo o país”, diz documentarista Bertrand Lira, coordenador do Neppau, do departamento de Mídias Digitais, responsável pelo festival.

O sexto Festival Aruanda do Audiovisual Universitário Brasileiro foi criado com o objetivo de fomentar, reconhecer e contemplar os novos talentos e futuros profissionais da área do audiovisual no circuito estadual, regional e nacional. O FestAruanda também coloca João Pessoa em destaque no circuito do cinema nacional. O festival tem patrocínio do MinC, BNB, Caixa Econômica Federal e Fundo Municipal de Cultura.

OS SELECIONADOS

Ficção:

“Los minutos, lãs horas”, de Janaina Marques Ribeiro (CE)
“Aviário”, de Daniel Favaretto (SP)
“Feliz aniversário”, de Fábio Souza (RJ)
“A distração de Ivan”, de Cavi Borges e Gustavo Mello (RJ)
“Cheirosa”, de Carlos Segundo (MG)
“Um par a outro”, de Cecília Engels (SP)
“O tempo das coisas”, de Jacqueline M. Souza e Marcos Flávio Hinke (PR)
“Bode Movie”, de Taciano Valério (PE)
“Senhoras”, Adriana Vasconcelos (DF)
“Operação Mamãe”, Marise Farias (RJ)
“Rua Mão Única”, André Gevaerd (SP)
“Feijão com arroz”, Daniela Marinho (DF)
“Vela ao crucificado”, Frederico Machado (MA)
“3.33”, de Sabrina Greve (SP)
“Nego fugidio”, de Cláudio Marques (BA)
“Semeador urbano”, de Cardes Amâncio (MG)
“Eu não sei andar de bicicleta”, de Diego Florentino (PR)
“Ensaio de cinema”, Allan Ribeiro (RJ)
“Um par”, de Lara Lima (SP)
“Made in Taiwan”, de Daniel Araújo (PB)
“Direita”, de Marcelo Quixaba Gonçalves (PB)
“Desassossego”, de Marco di Aurélio (PB)

Documentário

“Lapidar o bruto”, de Natália Queiroz (SP)
“É muita areia pro meu caminhãozinho”, de Ana Paula Guimarães e Eduvier Fuentes Fernández (SP)
“Último retrato”, de Abelardo de Carvalho (RJ)
“O som do tempo”, de Petrus Cariry (CE)
“O Divino”, de repente, de Fábio Yamaji (SP)
“Família Vidal”, de Diego Benevides (PB)
“Iolovitch: o azul de Brasília”, de Adriana de Andrade (DF)
“Contracorrente”, de Ismael Farias, Leandro Cunha e Paulo Roberto (PB)
“Menino artífice , de Ana Célia Gomes (PB)
“Retratos”, de Leo Tabosa e Rafael Negrão (PE)
“Oscar 07/02”, de João Krefer (PR)
“A minha amiga: um breve relato sobre nós”, de André Costa (PB)

Experimental

“1:21”, Adriana Câmara (PE)
“Nem dia, nem noite”, Roderick Steel (SP)
“Reciclando formas: a arte de Ana Christina”, de Laurita Caudas e Elisa Cabral (PB)
“Sintonize-se”, de Jonathas Falcão (PB)
“Bokeh”, de Breno César (PE)
“Relativamente inconsciente”, de Claudinei Foganholi (SP)
“Súbito”, de Breno César (PE)

Animação

“Quando as cores somem”, de Luciano Lagares (SP)
“Ser humano”, de Fernando Pinheiro (MG)
“O acaso e a borboleta”, de Tiago Américo e Fernanda Correa (PR)
“Bailarino e o bonde”, de Rogério Nunes (SP)
“O ciclo”, de Maurício Ramos Marques (PR)
“O retorno de Saturno”, de Lisandro Santos (RS)
“Uma estrela no quintal”, de Danielle Divardin (SP)

França Recriada na Guanabara

Responsável pelo argumento, roteiro e direção do filme Em louvor do Paraíso, Fernando Monteiro planeja recriar o Brasil de 1550 para contar a história da invasão francesa no Brasil. O fio condutor dessa empreitada é a missão liderada por Nicolas Durand de Villegagnon. Com apenas três embarcações, ele se aproveitou da fragilidade da proteção portuguesa no Brasil e invadiu a Baía de Guanabara para fundar a França Antártica no Rio de Janeiro.

Monteiro levou seis meses para escrever o roteiro, após pesquisa sobre Villegagnon, que o levou até à Europa para levantar informações no Instituto das Índias Ocidentais, em Sevilha, e na Ilha de Malta. Segundo ele, o navegador francês conseguiu apoio do rei Henrique II, mas decisivo foi o patrocínio dos protestantes franceses. Sem enfrentar resistência portuguesesa, o episódio da França Antártica dura quase três anos.

O filme vai contemplar parte dessa aventura, até o retorno de Villegagnon à França na tentativa de conseguir mais recursos para resolver problemas enfrentados na colônia. ´É quando os portugueses se aproveitam e expulsam os franceses`, observa Monteiro. (T.C.)

* Informações do Diário de Pernambuco

A Última Palavra é Ser Cigana…

 

Jornalista Aurora Miranda Leão assume cigana Carmem em belo roteiro de Júnior Caval, cujas filmagens aconteceram neste sábado e serão encerradas neste domingo, em Fortaleza.

Filme é trabalho de conclusão de curso da Especialização em Audiovisual 2 da UFC e reúne vários alunos: Lília Moema pilota Direção de Fotografia, Luziany responde pela produção com Alberto Martins, Cris Queiroz divide still com o próprio Júnior Caval, Aurora e Arthur Carvalho (promissor cineasta de Quixeré, em fase de produção de seu roteiro premiado pelo projeto Revelando os Brasis)… 

Curta A Última Palavra deve trazer boas surpresas, incluindo belo trunfo na área musical… aguarem outros posts…