Arquivo do dia: 26/11/2010

Miguel Rômulo Revela Intensidade da Situação Carioca

O ator Miguel Rômulo

Jovem e talentoso ator Miguel Rômulo, 18, usou o Twitter para pedir “abrigo” em meio aos ataques que assustam a população do Rio de Janeiro desde o último dia 21.

O ator, que nasceu na Tijuca (zona norte), está em cartaz com o espetáculo Tango, Bolero e Cha Cha Cha, no Teatro Clara Nunes, na Gávea (zona sul).

Por isso, ele pede aos seguidores para que, caso alguém more perto do teatro, o acolha em sua casa.

“Tenho um espetáculo de quinta a domingo, moro no meio da guerra civil… alguém gostaria de me abrigar por 4 dias?”, escreveu.

O ator é conhecido por novelas como “Caras e Bocas” e “A Favorita”, além de ter sido apresentador do programa TV Globinho.

Como disse nosso querido HERBERT VIANNA, POETA da Música Brasileira, de fina sutileza e precisa perspicácia: “No Caos, ninguém é Cidadão”…

* Daqui torcemos para o RETORNO da PAZ no Rio e para que Miguel Rômulo consiga o abrigo de que precisa para prosseguir fazendo, sem sobressaltos, o trabalho que faz tão bem e com tanta dedicação.

Que DEUS o proteja, Miguel !

Uruguai quer Docs Políticos

Abertas até 30 de dezembro inscrições para o Globale 2011, festival de documentários políticos e sociais, a acontecer em Montevidéu em maio de 2011.

O Festival foi criado em 2003 na Alemanha para difundir produções que abordem temas atuais relacionados à globalização capitalista.

Serão aceitas inscrições de filmes que não ultrapassem 90 minutos e tenham legenda em espanhol.

 Mais informações: www.festivalglobale.org

Sexta é dia de TRIBO DO TEATRO

HOJE, 26 de novembro...
a Roquette-Pinto FM (94,1), apresenta, 
ao meio-dia e meia, o programa TRIBO DO TEATRO
Acompanhe: 94fm.rj.gov.br 
 
* edição anterior pode ser ouvida em qualquer outro horário, acessando o site da emissora). 
  
  
* Entrevista: Sergio Fonta conversa com a atriz e jornalista Jalusa Barcellos, idealizadora da Escola das Artes Técnicas, há sete anos formando profissionais de excelência para o mercado de trabalho
 
 
* Dica da semana:   Maria do Caritó, de Newton Moreno, com Lília Cabral (Teatro dos Quatro)
     
* Dionysos também lê –  Livros de ontem e de hoje: Peças, Pessoas, Personagens, de Décio de Almeida Prado (Ed. Companhia das Letras)
 
* Bastidores –  Mais uma opção de comédia: O Pintor, direção de Guilherme Piva, no Teatro do Leblon 
 
  
Contatos
Rádio Roquette-Pinto FM / Arte em Movimento / Tribo do Teatro (Av. Erasmo Braga, 118 / 11º)
 
Remessa de livros: Rua Paula Freitas 45 / 801  cep: 22040-010  Rio de Janeiro-RJ
 
Vá ao teatro ! 
Você precisa de teatro
e o teatro precisa de você !

Festival de Brasília é Notícia

Novos realizadores do cinema brasileiro, mediados pela jornalista Maria do Rosário Caetano, colocaram seus trabalhos em debate público na manhã de ontem, no Hotel Kubitschek Plaza. A rodada de perguntas e respostas foi iniciada por Sérgio de Andrade e Daniel Turini, que exibiram na abertura da mostra competitiva 35mm os filmes Cachoeira e Fábula das Três Avós, respectivamente. 

Sérgio de Andrade, representante do norte do país (quebrando jejum de 39 anos em que o Festival não selecionava um filme dessa região), contou ter feito várias alterações no roteiro: “os índios trouxeram muita informação e o eixo dramático sofreu mudanças”, disse. Para Sérgio de Andrade, a intenção de seu “pseudo-documentário” é mostrar o homem do Amazonas.

Protagonista de Cachoeira, Begê Muniz, hoje estudante de teatro em São Paulo, afirmou que índios hoje tem imagens de homens brigando por terra. Disse, também, que quando os indígenas falam de outros estados brasileiros dizem: “lá no Brasil”, como se fossem estrangeiros. 

Elogiado por ter feito uma produção direcionada ao público infantil, Daniel Turini disse que seu curta é fruto de muita leitura de fábulas e não escondeu que Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carol, é a influência mais presente: “No inicio, quando alguém fazia comparações, eu negava. Depois eu mesmo vi que tinha influências”, concluiu o diretor adiantando que um longa infantil é seu próximo projeto. 

Um Ovni estranho e obscuro. A definição que A Alegria recebeu este ano na França, quando participou da Quinzena da Realizadores do Festival de Cannes, agrada Felipe Bragança e Marina Meliande. Os diretores afirmaram que “não é um filme feito para adolescentes”. 

Realizado com R$ 750 mil, o filme, que já tem distribuidor no Brasil – Adhemar Oliveira -, entrou na Quinzena de Cannes convidado pelo diretor artístico Frederic Boyer, que assistiu ao trabalho anterior da dupla, A Fuga da Mulher Gorila. “Até os franceses já sentiram um cheiro diferente”, disse o diretor afirmando acreditar que platéias mais jovens vão se entusiasmar com o filme, situado no universo fantástico. 

Sobre a escolha de artistas não profissionais para o elenco, o diretor disse gostar de “misturar os tons. Tainá Medina foi escolhida (protagonista) porque foi a única que acreditou que poderia atravessar uma parede”.  

Programação completa: www.festbrasilia.com.br