Arquivo do mês: fevereiro 2011

CAETANO: Declarações Polêmicas e Inteligência Afiada

Conquistadas as plateias no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, o show zii e zie, de Caetano Veloso, chega ao formato DVD, pela Universal, com o selo MTV Ao Vivo (a emissora vai exibi-lo às 21h30 de terça-feira, dia em que começam as vendas nas lojas). Amalgamado à jovem banda Cê – Pedro Sá na guitarra, Marcelo Callado na bateria e Ricardo Dias Gomes no baixo e no teclado -, ele reconstrói músicas da Tropicália para cá, seus “transambas” e “transrocks”, arranjadas a quatro.

Marcos de Paula/AE

Marcos de Paula/AEPaizão – O DVD de ‘zii e zie’ sai por insistência do filho Zeca, que assina a codireção

A gravação foi no Rio, há quatro meses. São 23 faixas. Sob a proteção da asa-delta que lhe serve de cenário, de inspiração carioca, Caetano, que ano que vem chega aos 70, conversa, pula, rebola. Hoje, não mais, lamenta, já que teve uma hérnia de disco, empecilho para pular o carnaval como gosta.

Nos extras, há bastidores interessantes das marcações de palco e da costura do repertório, como o nascimento do arranjo de Lapa, ponto alto de zii e zie, no estúdio, com os “meninos”. A música é uma das que foram testadas antes na série de shows Obra em Progresso, de maio de 2008. Estes também foram registrados e as imagens seguem num disco à parte, vendido numa edição especial, a R$ 49,90. O CD sai a R$ 29,90.

Na quinta-feira à noite, o compositor baiano falou ao Estado sobre esse e outros temas, da discussão sobre a relativização dos direitos autorais ao estilo Dilma de governar.

O DVD está saindo por insistência do seu filho Zeca, de 18 anos, que assina como codiretor. Mas hoje para você, como para tantos artistas, não tem sido um caminho natural CD virar DVD?

Acontece muito, mas o plano do escritório e da gravadora era nenhum. Quando as gravadoras podiam, antigamente, isso já vinha no pacote. Foi difícil pra Paulinha (Lavigne, produtora), porque ela não conseguia patrocinador. Ninguém se animou. Ela fez economias e fez por conta própria, organizando os trabalhos que eu tinha pra financiar esse, e procurando fazer da maneira mais barata possível.

O DVD começa com A Voz do Morto, uma música esquecida nos anos 60, seguida de Sem Cais, que é do repertório de zii e zie, e, depois, vem um clássico, Trem das Cores. Como se dá essa mistura?

Eu acho que é muito forte que um número alto de canções tropicalistas esteja tão sintonizado com o repertório novo. Todas elas se harmonizam muito bem. Deu um show mais agradável de assistir do que o Cê, embora eu ache o disco melhor, porque minhas composições são mais concentradas. O show do zii eu gosto mais, porque é mais fluido, mais palatável.

Depois de cinco anos e dois trabalhos, você vai continuar trabalhando com a banda Cê?

Quero fazer pelo menos mais um CD. Tenho mais ou menos claro uma ideia de como vai ser, mas não muito, porque estou totalmente dedicado a fazer o CD da Gal. Estou compondo todas as canções, coproduzindo as faixas, trabalhando com o Moreno (Veloso, seu filho mais velho), Kassin, Rabotnik.

Quais são os planos para o carnaval? Vai levar sua namorada argentina para ver os trios em Salvador?

Não sei. Tive uma hérnia de disco e a primeira coisa que a fisioterapeuta disse foi: “Não pule”. Então não vou pra rua na Bahia, como eu gosto. O Paraíso do Tuiuti (pequena escola de samba do Rio) me homenageia e eles me convidaram a participar…

Em sua coluna no jornal O Globo, você vem falando da questão dos direitos autorais e do Creative Commons, mas sem fechar questão. Sendo um dos maiores arrecadadores de direitos autorais do Brasil, e informado que está sobre o assunto, ainda não tem uma opinião formada?

Tenho desejo de fazer algum tipo de mediação, ajudar a manter a discussão num nível bom. Ninguém pode negar o conceito de direito autoral e ninguém pode negar a existência da internet. A briga não pode ser maluca. Há canções, como Minha Mulher Não Deixa Não, que ouvi na Bahia, que não são de ninguém. É interessante, mas isso não quer dizer que Garota de Ipanema não seja de Tom Jobim, que Saudade da Bahia não seja de Dorival Caymmi.

Você está na lista do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) de 2009, publicada em 2010, como o autor com terceiro maior rendimento do País.

Então eu acho que devo defender o Ecad… (risos)

Esse dado mostra que, em 2009, o primeiro lugar foi do Victor, da dupla Victor & Léo, depois vieram Roberto Carlos e você.

Eu adorei essa companhia, não sabia. É bom estar em terceiro lugar, é o lugar de Alegria, Alegria no festival (de 1967)… Ou terá sido quarto? (foi quarto)

Você diz que não “entende de dinheiro”. Não sabe quanto recebe de direitos?

Realmente não faço as contas, não pergunto, isso é muito ruim. Mas sei que o Ecad passou a arrecadar melhor nos últimos anos, todo mundo diz isso. Você vê que o Roberto Carlos se pronuncia nitidamente, chegou a dizer que faria uma passeata se quisessem acabar com o Ecad. Alguns dos que defendem o Creative Commons dizem que o Ecad é uma caixa preta, os outros, que o Ecad é transparente. A indústria são várias camadas que vão se acomodando, não se pode chegar como se fosse o anjo exterminador.

Em mais de 40 anos de carreira, o que lhe deu mais dinheiro: venda de disco ou show?

O que se diz é que se ganha mais dinheiro com show. Quando eu estava na Inglaterra (nos anos 70), o pessoal dizia: os Rolling Stones, The Who e Led Zeppelin gastam fábulas pra produzir um show, com o qual eles não ganham quase nada, para poder vender o disco. No Brasil, nessa época, já era pelo menos igual ou superior o que se ganhava em shows em relação aos discos. Ou seja, os brasileiros já estavam acostumados a isso. Aqui, o show de sucesso lotava a casa e você ganhava mais dinheiro do que com os discos. Ficou mais parecido com o que era no mundo de língua inglesa, e lá ficou mais parecido com o que nós éramos. É a brasilificação do mundo.

Li que você está “adorando” o governo Dilma.

O Lula era show business, e eu já sou muito show business. Há um alívio geral. Mesmo em quem adorava Lula, com o show permanente, eu noto isso. Não necessariamente desmerece Lula, porque são personalidades diferentes. O Lula encheu o saco, mas o Lula é maravilhoso. Esse período Fernando Henrique Cardoso-Lula foi auspicioso para o Brasil, era muito uniforme, um contínuo, embora os petistas digam que não. Eles terem chegado lá já é algo bom, mesmo que não tivessem conseguido resultados para a população. É por isso que a gente engole mensalão, compra de deputados para a reeleição de Fernando Henrique…

Você leu o texto de Antonio Risério, publicado no “Estado”, em que ele fala que Pernambuco está em fogo alto, e a Bahia, em banho-maria?

Ele está certo. Você chega ao Recife e sente que há uma ideia a respeito de como tratar a cidade. Em Salvador, não. Você não sabe se o prefeito conversa com o governador. Parece uma cidade abandonada, é feio, é triste. E o Recife está maravilhoso.

Diz-se, em tom de piada, que “Caetano opina sobre tudo”. Você dá muita entrevista, fala em todos os documentários sobre música. Sente-se superexposto?

Me chamam pra falar… Mas o Nelsinho Motta está em mais! Às vezes tenho vontade de parar, não falar. Eu gosto de dar entrevista, mas quando eu leio raramente gosto, e, muitas vezes, eu fico amargurado.

Roberta Pennafort / RIO – O Estado de S.Paulo

Poderosa Voz, Marya… Bravo, Rodrix !

‘Ainda me emociono muito quando escuto e canto as músicas do meu pai. Mas, em 2010, comecei a amadurecer essa ideia e, quando apareceu o convite do Sesc Rio, decidi que a hora havia chegado’.

 

Foi uma bela surpresa ouvir Marya Bravo. Cantando pela primeira vez um repertório exclusivo com canções do pai, o músico ZÉ RODRIX, Marya confirma no palco a vocação e talento herdado do pai, e o faz de forma poderosa e emocionante.

Várias vezes, foi aplaudida em cena aberta no aconchegante Teatro SESC de Copacabana, espaço a ser mais visitado e frequentado por cariocas, fluminenses e turistas.

 

Zé Rodrix e Marya Bravo
DE PAI PRA FILHA – MARYA BRAVO relembra o pai Zé Rodrix

Marya conta que, após a morte do pai, em 2009, foi convidada diversas vezes para fazer shows com canções dele. Chegou a cantar uma música ou outra em algumas apresentações, mas a emoção ainda a impedia de criar um espetáculo todo em homenagem a Zé Rodrix.

Parece que a espera valeu a pena: MARYA brilha no palco e leva às lágrimas os que. como eu. muito se lembram do irreverentemente inteligente Zé Rodrix.

Sobretudo quando canta sentada numa das escadarias do palco-arena do SESC Copacabana – e uma projeção exibe imagens do artista e seus parceiros. Um tom intimista assue o palco e faz reviver canções, imagens e a tristeza pela saudade do pai que por certo habitará Marya vida afora.

E ainda mais quando sua voz irretocável revive Eu vou Comprar esse Disco:

Eu vou comprar esse disco que toca sempre no rádio
Dizendo tudo o que eu sinto
Eu sei que o cara que canta
nem sabe que eu existo
Mas a historia que ele conta
Parece feita sob medida pra mim
E é por isso que eu vou comprar esse disco
Que cada vez que eu escuto me dá um nó na garganta
Talvez o cara que canta
Também se sinta sozinho
Mas ele conta essa historia triste
E num instante eu já não estou tão sozinho
Eu vou comprar esse disco
E me trancar no meu quarto
E vou ouvir esse disco
Até que a saudade de quem não me ama
Saia de cima de mim…

Depois de muitos aplausos e uma emoção pairando no ar porque perpassante nos muitos corações ancorados no SESC Copacabana, MARYA BRAVO volta para o BIS cantando, conforme esperado, CASA NO CAMPO, a belíssima e arrepiante canção, imortalizada pela “pimentinha” ELIS REGINA…

Não há como não aplaudir e gritar BRAVO, Marya !

 

* Um pouco mais sobre MARYA BRAVO:

Estreou no cenário artístico aos 4 anos de idade, quando gravou o jingle da Cremogema. Depois, a filha dos músicos Lizzie Bravo e Zé Rodrix ganhou o mundo, estudou teatro em Nova York, passou num teste da peça ‘Hair’ e excursionou por seis anos pela Europa. Voltando ao Brasil, participou de mais de 10 espetáculos musicais, como ‘A Ópera do Malandro’, ’7, O Musical’, ‘Beatles num céu de Diamantes’, ‘Cauby! Cauby!’ e ‘Oui Oui… A França é aqui’.

 

Bela imagem no CD de estréia de Marya Bravo, à venda no Teatro do SESC

SHOW no SESC Copacabana

 ‘De pai para filha – Marya Bravo canta Zé Rodrix’
Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana, (21) 2547-0156
Terças e Quartas, 21h

Até 2 de março

Ingressos: R$ 16 (inteira); R$ 8 (classe, estudantes e maiores de 60 anos); R$ 4 (comerciários)
Funcionamento da bilheteria: a partir das 15h
Venda antecipada até 19h
Capacidade: 242 lugares

JORGE SALOMÃO Revive HÉLIO OITICICA e Platéia Delira

É o que diz a antenada HILDEGARD ANGEL em sua coluna do GLOBO:

Brasília pegou fogo neste domingo, com o encerramento da exposição Hélio Oiticica: O Museu é o Mundo, com performance do poeta, escritor Jorge Salomão, no Museu da República
Eram quatro da tarde quando o som detonou nas caixas as músicas de Jimmy Hendrix
Jorge não usou sunga, mas um short. Também não estava de salto, mas sapatos prateados. E vestia uma camisa branca em que lia-se, na frente, “Eu sou” e, atrás, completava a frase “Hélio Oiticica”…
Gritando ao microfone frases de Hélio Oiticica como “eu não penso, eu não ligo, eu fascino”, assim chegou Salomão, enquanto um balão vermelho subia aos ares da Capital Federal. Depois, Jorge iniciou a leitura do texto Experimentar o Experimental de HO
Uma leitura recheada de acentuações guturais e de dramaticidade, criação dos irmãos Andreas e Thomas Valentin que será repetida em Belém e no Rio, onde a exposição também será mostrada…
Para terminar, perguntado por um jornalista como se conceituaria, se poeta, se escritor se etecétera e tal, Jorge Salomão, no calor de sua performance, não vacilou e soltou: “Sou um explosivo”…
Fotos de Andreas Valentin

Grandes Atrizes numa Peça de Mulheres, Pra Mulheres…

Fui ao teatro assistir ao espetáculo Amores, Perdas e Meus Vestidos

Noite de quinta, que começou com insólito banho, na gelada embora gostosa, água do mar  do Leblon…

De lá, uma ida ao Teatro para ver mais um texto bem elaborado pela sempre instigante e eloquente ADRIANA FALCÃO.

Amores, Perdas e Meus Vestidos, sala FERNANDA MONTENEGRO do Teatro Leblon. Casa cheia, estréia da querida INGRA LIBERATO no espetáculo dirigido com leveza, competência e bom gosto por Alexandre Reinecke.

Trata-se de interessante comédia, a qual ganhou montagens de sucesso em países como EUA e Argentina, e no Rio segue a mesma trilha. A versão brasileira do fenômeno de bilheteria off-Broadway Love, Loss and What I Wore (adaptado pelas irmãs Ephron do best-seller homônimo de Ilene Becker-man), é um matelassê de lembranças femininas (engraçadas, tristes, felizes, alegres, sensíveis, críticas, questionadoras). Essas são fruto da vivência pessoal da autora, a qual, após abrir seu closet, inspira-se nas peças mais marcantes e começa a discorrer sobre fatos e observações trazidos por cada um desses modelos.

Em cena, Ivone Hoffmann, Arlete Salles, Thaís Araújo e Ingra Liberato abordam com invejável espontaneidade temas caros ao universo feminino, como dilemas sobre qual sapato usar e “angústias” no momento de escolher o vestido certo para impressionar numa festa.

Casa lotada, aplausos em cena aberta, uma estréia impressionante de INGRA LIBERATO: com apenas três dias de ensaio, a atriz assume o elenco com envergadura de veterana, um luxo para poucas !

INGRA revelou-se atriz capaz de qualquer desafio. Pois não é nada fácil pegar “um espetáculo já andando”, caminhando em trilhos bem pavimentados, e mostrar-se em nível semelhante de interpretação.

O espetáculo é vigoroso, contemporâneo, sem nenhum papel principal, com todas as atrizes tendo chance de igualmente destacar-se. O que todas fazem com maestria, inoculando na platéia uma vontade natural de gargalhar e aplaudir. Coisa rara e benfazeja.

Direção, iluminação e trilha sonora compõem uma unidade cênica que facilita o desenrolar das histórias pessoais de cada personagem e sublinham a interpretação vigorosa e sensível destas 4 respeitáveis atrizes de nossa enorme constelação de grandes intérpretes.

Caso você esteja no RIO, curtindo este adorável verão carioca – como esta redatora -, não deixe de conferir AMORES, PERDAS & MEUS VESTIDOS !

Sala Fernanda Montenegro do TEATRO LEBLON. Excelente pedida, um refresco na alma, cada vez mais importante nos dias desta modernidade líquida tão bem enunciada por Zygmunt Bauman… SARAVÁ !!!

Rô Caetano Vê INSENSATO CORAÇÃO…

 
Com a sensatez, perspicácia e olhar acurado que lhe são próprios, querida jornalista MARIA DO ROSÁRIO CAETANO faz breve mas judiciosa análise da novela INSENSATO CORAÇÃO, do craque do estilo, GILBERTO BRAGA, atual atração das 21h na TV Globo.

Glória Pires e Gabriel Braga Nunes: fortes emoções aguardam desenrolar da trama…

Fiquei feliz de ver que minha admiração por Gilberto tem uma parceira da envergadura de Rô… parece que, como eu, ela também é uma noveleira braba

EBAAAAAAAAAAAA !!!

Vamos ao comentário:
 
            Li, com imenso atraso, em O Globo, análise de Patrícia Kogut (de quem sou leitora fiel) sobre possíveis causas da novela de Gilberto Braga & parceiros ainda não estar bombando no ibope.

Entre outras razões, ela aponta a semelhança de papéis atribuidos a determinados atores. Ou seja, eles (os atores) estariam, em curto espaço de tempo, repetindo  personagens muita semelhantes, ainda muito presentes na lembrança dos espectadores…

Paola Oliveira e Maria Clara Gueiros também na nova trama de Gilberto Braga

Na minha avaliação (ainda não perdi um só capítulo da novela de Braga!!!!), esta é uma causa secundaríssima.
Creio que o que está pegando é o tratamento OUSADO das relações familiares (a anatomia
rodrigueana de famílias disfuncionais), o sexo onipresente e despudorado e… também …. o racismo da sociedade brasileira. Ou, pelo menos, de parte dela. Com ousadia (muita CORAGEM, mesmo!),Braga & parceiros entregaram a um ator negro (Lázaro Ramos, talentosíssimo, que eu amo!!!) o papel de um PEGADOR.

E pegador de mocinhas brancas, louríssimas (como a maravilhosa, neste tipo de papel!!!, Debora Secco: a maluquete dela é fascinante!!!).
Lázaro — repito — é talentosíssimo e está dando conta do RECADO, com louvor.

Lázaro e Pitanga: dupla ainda vai dar muito o que falar…

Para agravar, em mentes mais fechadas,  ele nem é um tipo bonitão (como Rodrigo Santos, Toni Garrido, Seu Jorge, César Negro: é este o nome do black lindíssimo de “Boleiros 1”???)… Eu custo a esperar as entradas dele (Lázaro Ramos)… A sequência em que ele levou Carol (Pitanga) para um passeio de iate foi show… e o dia em que ele perfumou o dito cujo???

Fico pensando numa “Senhora de Santana” (lembram delas???) vendo isto. Deve ficar escandalizada e mudar de canal… Gilberto Braga pagou caro pela ousadia inicial de “O Dono do Mundo” (Fagundes desfrutando das primícias de Mallu Mader, antes do jovem marido dela!!!). É gente conservadora que está rejeitando a novela…

Deborah é destaque como Natalie Lamour: ibope sobe quando personagem aparece

 

Eu não me interesso pelo casal protagonista, achei as cenas a la AEROPORTO ultra-inconvincentes, folhetinescas demais… mas estou
adorando as partes “família” rodrigueana… E adorando ver o show de atrizes como
Ana Lúcia Torre (ouvi entrevista maravilhosa dela na Rádio Jovem Pan, incluindo REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR), Glória Pires, Debora Evelyn e Debora Secco (pavorosa em novela em que fazia uma roceira!!!), inigualável… Ninguém faz uma “bonitinha mas ordinária-angelical” melhor do que ela atualmente !!!!

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Deborah Secco: performance estupenda da atriz ganha elogios de Rô Caetano, que assinamos embaixo… Deborah vai “arrebentar” na trama gilbertobraguiana

Entre os homens, dá gosto ver Carvana rabugento-resmungando, Lázaro arrasando como PEGADOR (sem ter phisique-de-role para tal, só com o TALENTO), Gabriel Braga Nunes (que vi em Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo, em bela dupla com Paloma Duarte), etc….
Os diálogos “familiares-rodrigueanos” da  novela estão demais !!!!

Hugo Carvana em ótima atuação, ao lado do diretor Dênnis Carvalho: ponto alto de INSENSATO

         P.S. – Maurício Stycer escreveu um texto dos mais interessantes-instigantes, ontem, na Folha sobre o personagem de Lázaro Ramos. Mas não concordo com ele. Ele diz que o personagem é um negro que não sofre preconceito. Que é bem aceito sem causar nenhum contratempo, como o casal de gays de “Paraíso Tropical”.

Para mim, Lázaro interpreta um personagem cheio de arestas. Ele, quando era pobre, passou por maus bocados e contou isso a Carol (Pitanga) no passeio de iate. Mostrou-se ressentido pela pobreza de outrora, pelo pai alcóolatra (Milton Gonçalves, que entrará dentro de algumas semanas), pela discriminação que sofreu…

Mas hoje, famoso como designer, entra e sai em lugares finos, como se fosse BRANCO. É assim, no Brasil. PELÉ está aí para provar. Famoso e rico, ele é recebido em todos os salões. O personagem do Lázaro é o “Pelé de Gilberto Braga” (e Débora Secco é a Xuxa Meneghell dele)… Mas está na cara que ele faz o que faz com as mulheres (uma por noite, sem repetir, como se elas fossem um “vestido” aliás, um terno Armani) para se vingar de discriminações dos tempos em que era pobre e filho de alcoólatra.

Adeus a Isabella “Capitu”…

Morreu na noite de terça, no RIO, aos 72 anos, a atriz Isabella Cerqueira Campos, protagonista de CAPITU, dirigido por Paulo César Saraceni, um marco do Cinema Novo. Isabella, como era conhecida, lutava contra um câncer de mama.

Atriz de cinema, televisão e teatro, Isabella nasceu em Novo Mundo, na Bahia, em 27 de julho de 1938. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio, onde estudou teatro e dança. Trabalhou como comissária de bordo e tornou-se modelo em Paris, tendo desfilado para a Maison Dior em 1960.

A atriz Isabella no filme 'Capitu' / Arquivo - Reprodução

Dois anos depois, voltou para o Rio e deu início à carreira de atriz com a peça “A prima dona”. Sua estréia nos cinemas aconteceu no mesmo ano, no filme “Os apavorados”, a última chanchada da Atlântida, seguido por Cinco vezes favela, de Cacá Diegues, um dos marcos do Cinema Novo.

Isabella tornou-se uma das musas do movimento e seu trabalho mais marcante foi Capitu, de 1968, dirigido por Paulo Cesar Saraceni, que viria a ser seu marido. A atriz viveu a protagonista, ao lado de Othon Bastos como Bentinho, e Raul Cortez como Escobar.

ISABELLA: beleza e elegância ganharam as telas do país nos anos de 1960/70

Na televisão, Isabella foi destaque em novelas como “Passos dos ventos”, de 1968, e “A cabana do Pai Tomáz”, de 1971, e no seriado “Sítio do Pica Pau Amarelo”, de 1978.

No teatro, estrelou peças como “Dura lex sed lex, no cabelo só Gumex”, de 1965, “Viver é muito perigoso”, de 1968, “Quinze anos depois”, de 1985, “Amar se aprende amando”, de 1987, e “Cora Coralina”, de 1989.

Nos anos 1970, ela casou-se com o cineasta Carlos Frederico Rodrigues, com quem trabalhou em filmes como “A possuída dos mil demônios”. Na década seguinte, Isabella mudou-se com o marido para Visconde de Mauá, onde fundou o Teatro da Montanha.

Seu último trabalho foi uma participação especial no filme Brasília 18%, de Nelson Pereira dos Santos, em 2006. No ano seguinte, ela apareceu nas telas em depoimento ao documentário Panair do Brasil, de Marco Altberg.

* Conheci ISABELLA ano passado. Nos encontramos numa manhã de muito sol e calor na praia de COPACABANA, apresentada pela querida amiga DÉBORA TORRES – cineasta, idealizadora e coordenadora-geral do Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro. 

Débora tinha ido passar uma temporada na capital carioca e era hóspede de Isabella, a quem conheceu num dos muitos festivais de cinema que acontecem no país, e teve oportunidade de homenagear ISABELLA no respeitável FESTCINE GOIÂNIA, tornando-se desde então sua grande amiga, coisa muito típica de Débora, um amor de pessoa…

Em nosso encontro na praia, ISABELLA – muito elegante, educada, meiga e bonita, mesmo com o passar do tempo -, se protegia do sol com um enorme chapéu e um guarda-chuva… Na ocasião, me contou da amizade ainda mantida com o cineasta Paulo César Saraceni, seu primeiro marido, e disse que seu grande objetivo era publicar um livro contando bastidores do cinema, através de sua experiência como uma das grandes presenças do Cinema Novo.

Depois daquele dia, mantivemos contatos por e-m e cheguei  até a indicar algumas editoras pra Isabella… há tempos, sentia falta das mensagens dela… não sabia que estava doente…

Reproduzo aqui o primeiro e-m que recebi de ISABELLA, repleto de afeto e delicadeza :

Fofésima Aurora,

Adorei te conhecer e fiquei encantada com o e-mail que você
me enviou. Que bom encontrar pessoas como você e Débora,
verdadeiros dinâmos, tônico para a alma.
Não se atreva a vir aqui ao Rio sem me procurar e 
espero que isto aconteça em breve. 
Quero estar com você e usufruir de alguns momentos ao seu lado. 
Pessoas como você não são apenas para a gente conhecer e tchau. 
São pra gente conviver. 
Como foi de carnaval? Beijos da Isabella

Guardo de ISABELLA a lembrança de uma bela senhora, elegante, de traços muito finos, simpática, delicada, um exemplo do que é uma verdadeira DIVA.

Saudades de ISABELLA !

Que Deus a receba e lhe dê muita PAZ…

* Os Filmes nos quais ISABELLA atuou:

 – Cinco Vezes Favela(1962), episódio de Marcos Farias;
– Os Apavorados (1962), de Ismar Porto;
– O Desafio (1965), de Paulo César Saraceni;
– Proezas de Satanás na Vila do Leva e Traz (1967), Paulo Gil Soares;
–  Capitu (1968), de Paulo César Saraceni;
– Pedro Diabo ama Rosa Meia-Noite (1969), de Miguel Faria Jr.;
– O Bravo Guerreiro (1969), de Gustavo Dahl;
– A Cama ao Alcance de Todos (1969), de Daniel Filho e Alberto Salvá;
– Barão Olavo, O Horrível (1970), de Júlio Bressane;
– Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa (1971), de David Neves;
– A Possuída dos Mil Demônios (1971), de Carlos Frederico;
– As Quatro Chaves Mágicas (1971), de Alberto Salvá;
– A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Jr.;
– Lerfá Mú (1979), de Carlos Frederico Rodrigues;
– Parceiros da Aventura (1980), de José Medeiros;
– O Mundo a Seus Pés (1987), curta de Carlos Frederico.

Walter Salles Leva à Tela Clássico de Kerouac

   

Primeiras imagens do longa On The Road, dirigido por Walter Salles e estrelado por Kristen Stewart 

Um dos filmes mais aguardados, há muitos anos, On The Road , baseado no clássico de Jack Kerouac, deve estrear ainda este semestre.

Dirigido por Walter Salles, o longa-metragem é inspirado no livro homônimo de Jack,  ícone da geração beat, e estrelado por Kristen Stewart, atriz de Crepúsculo.

Ela interpreta Marylou, uma menina de 16 anos que percorre os Estados Unidos ao lado do namorado Dean Moriarty, vivido pelo ator Garret Hedlund, de Tron.

Ainda conta com a participação de Alice Braga e Gisele Itié, que interpreta Antonia. “Ela é a paixão mexicana do protagonista Sal Paradise”, diz Gisele, referindo-se ao protagonista da história.

O filme foi rodado parte na Argentina, parte no Canadá, e deve levar muito público às salas de cinema do mundo.

 

 

Fotos: Divulgação

Teatro Musical Carioca em Livro

 

 

Lançamento é segunda, na Casa de Cultura LAURA ALVIM, no coração de IPANEMA.

 

IMPERDÍVEL !!!

Coleção Aplauso - Em Busca de um Teatro Musical Carioca Casa de Cultura Laura Alvim Imprensa Oficial Governo do Estado de São Paulo Imprensa Oficial

 

Papo de Cinema na Livraria Cultura

Um programa pra colocar na agenda: terça que vem, na Livraria Cultura da Dom Luís, em Fortaleza.

FLORIPA Recebe Inscrições de Filmes Infantis

  

De HOJE até 2 de abril podem ser realizadas inscrições de filmes para a Mostra Competitiva da 10ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, um dos mais importantes festivais do segmento no Brasil, a ser realizado de 23 de junho a 10 de julho na capital catarinense.

Serão aceitas produções nacionais de todos os gêneros e formatos, direcionadas ao público infanto-juvenil e inéditas em Santa Catarina. Diretores e produtores podem acessar regulamento e ficha de inscrição www.mostradecinemainfantil.com.br. Os filmes selecionados serão divulgados no final do mês de maio. Curtas e longas internacionais, médias e longas brasileiros integram mostras especiais e não-competitivas.

O festival premia, em parceria com a TV Brasil, quatro curtas-metragens nas categorias de melhor ficção, melhor animação, júri popular e prêmio especial das crianças. A escolha dos vencedores é realizada por um júri oficial e também um júri especial, formado por crianças. Além do troféu, os vencedores recebem prêmio aquisição da TV Brasil no valor de R$ 5.000,00.

A décima edição da Mostra é a celebração de um projeto iniciado em 2002, o qual chamou a atenção de todo o país para a importância de se desenvolver e fortalecer o cinema nacional para as crianças. A cada ano os números de filmes e de público são ampliados. Na primeira edição, atingiu 2,5 mil pessoas, e em 2010, 26 mil. Neste ano a expectativa é de chegar a 30 mil crianças. Somente ano passado foram exibidos um total de 92 filmes: 73 curtas brasileiros na Mostra Competitiva, longas internacionais e nacionais em pré-estreia, além das sessões especiais com curtas do Irã, Índia, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Rússia, França, Bélgica, Holanda e Estados Unidos.

Logo Mostra 2011

Durante o festival, a exibição dos filmes é realizada também como uma ação voltada à inclusão social e construção da cidadania através do cinema. Alunos das escolas da rede pública ganham transporte para assistir às sessões gratuitas durante a semana, e a preços populares nos fins de semana. Paralelamente, ocorrem oficinas para estudantes e professores, debates com especialistas em educação e cinema, produtores e realizadores.

Nesta edição do festival, a programação inclui o 7º Encontro Nacional do Cinema Infantil, e também será realizado o 4º Pitching, que escolhe um projeto de longa-metragem para participar de um Fórum de Financiamento na Suécia, além do 4º Fórum de Cinema e Educação.

A Mostra realiza uma parceria com a Programadora Brasil (Ministério da Cultura) e com a Distribuidora Curta o Curta. Os filmes encaminhados para o festival serão sugeridos para inclusão nos catálogos de títulos infantis destes dois projetos, cabendo aos próprios a seleção final. Estas parcerias permitem que crianças de todo o país tenham acesso à atual produção brasileira de cinema infantil.

 A Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis é uma realização da Lume Produções Culturais com apoio de patrocinadores.