Arquivo do dia: 26/04/2011

Cinema na Cidade das Águas


Abertas inscrições ao III Festival de Cinema do Congo.

Nesta terceira edição, o CineCongo homenageará o ator paraibano Luiz Carlos Vasconcelos, que receberá o troféu Ricardo Duarte em reconhecimento à sua obra e pela contribuição que tem dado ao cinema no Estado. Já foram congratulados com o troféu o cineasta Torquato Joel e a atriz Marcélia Cartaxo.  

As inscrições vão até 25 de julho, e a direção do CineCongo espera inscrições de filmes de todas as regiões da Paraíba, haja vista que o Festival vem contribuindo para a produção, exibição e difusão do cinema produzido no Estado.

Para escrever os filmes deverá ser solicitado através do e-mail cinecongo@yahoo.com.br a Ficha de Inscrição.

O Festival de Cinema do Congo constitui sua mostra nas seguintes categorias:

Panorama Congo

(Para filmes produzidos da Cidade)

Panorama Interior

(Para cidades paraibanas com até 150 mil habitantes (Censo IBGE: 2009)

Panorama Cidades Grandes

(Para cidades paraibanas com mais de 151 mil habitantes (Censo IBGE: 2009)

Panorama Brasil

(Para todos os Estados Brasileiros, exceto Paraíba)

O Festival de Cinema do Congo vai acontecer de 22 a 25 de setembro, no Auditório Municipal na Cidade do Congo, no Cariri Paraibano.

Para mais Informações, www.cinecongo.blogspot.com

O Homem do Futuro…

PRIMEIRO TEASER DE O HOMEM DO FUTURO

 

A Conspiração Filmes e a Paramount Pictures divulgaram o primeiro teaser do longa-metragem O Homem do Futuro, de Claudio Torres, que estreia a 2 de setembro.

Estrelado por Wagner Moura e Alinne Moraes, O Homem do Futuro é uma comédia romântica sobre amor e escolhas. A trama é regada a rock and roll e temperos de ficção científica. Também estão no elenco Maria Luiza Mendonça, Gabriel Braga Nunes e Fernando Ceylão. 

Link para fazer download do teaser: http://www.sendspace.com/file/v2p0d9

 SINOPSE

Zero é um cientista brilhante e solitário que acredita ser infeliz porque 20 anos atrás foi humilhado pelo grande amor da sua vida. Ao tentar criar uma forma revolucionária de energia, volta acidentalmente ao passado e se vê diante da chance de encontrar a si mesmo (20 anos mais jovem) e “corrigir“ os erros de sua própria vida.

Tentar manipular os caminhos do tempo é mais difícil e confuso do que possa parecer.  

Beleza e sensualidade de ALINNE MORAES deve levar muita gente aos cinemas

FICHA TÉCNICA 

ESCRITO E DIRIGIDO POR | Claudio Torres

PRODUZIDO POR | Claudio Torres | Tatiana Quintela

PRODUÇÃO EXECUTIVA | Eliana Soarez | Pedro Buarque de Hollanda

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA | Ricardo Della Rosa, ABC

DIREÇÃO DE ARTE | Yurika Yamasaki

FIGURINO | Marcelo Pies

MAQUIAGEM | Martin Macias Trujillo

MONTAGEM | Sergio Mekler

SUPERVISOR DE EFEITOS | Claudio Peralta

MÚSICA ORIGINAL | Luca Raele | Maurício Tagliari

SOM DIRETO | Jorge Saldanha

SUPERVISÃO DE SOM | Miriam Biderman, ABC

MIXAGEM | Rodrigo Noronha

PRODUTORA DELEGADA | Valéria Amorim

SUPERVISORA DE PÓS-PRODUÇÃO | Mônica Siqueira

COORDENADORA DE PRODUÇÃO | Jenifer Marques

COORDENADORA PRODUÇÃO EXECUTIVA | Mirela Girardi

DIRETORA ASSISTENTE | Isabel Valiante

COLORISTA | Sergio Pasqualino

ASSISTENTE DE MONTAGEM | Mariana T. Becker

PRODUÇÃO DE ELENCO | Cibele Santa Cruz

PRODUÇÃO| Conspiração Filmes

COPRODUÇÃO | Globo Filmes | Lereby Produções

Ottokar Runze, Expoente do Cinema Alemão

Runze em Oberhausen

Primeiro plano de Marion (Nina Ross) num momento de descontração no estúdio, preparando-se para interpretar sua última canção no filme, um momento inesquecível

Um dos personagens deste fragmento de cena, sempre muito discreto, é o agente infiltrado da GESTAPO. O espectador saberia descobri-lo em tempo?

Marion tenta convencer o amigo a uma tomada de posição diante da situação de como fugitivo

Registramos anteriormente,  numa visão histórico-panorâmica simplificada, a participação de vários realizadores para o ressurgimento do cinema germânico. Por lapso, omitimos o nome de Ottokar Runze, o qual também contribuiu, então com 37 anos, para o ímpeto do “Junger Deutscher Film” (JDF), nome pelo qual o Novo Cinema Alemão ficou conhecido e teve seu ponto de partida em 1962, no Oberhausen Manifesto. Como se recordarão os cinéfilos, trata-se de documento assinado naquele Film Festival por um grupo de 26 escritores e cineastas a exigirem liberdade para contestar certas restrições e exigências às vezes descabidas das convenções da indústria e de produtores, bem como as normas de caráter comercial para o cinema. Havia realmente algo de novo no ar.Houve aliás quem visse a influência da Nouvelle Vague sobre vários realizadores da Europa. Mesmo não sendo a NV um movimento formal, mas antes o trabalho de cineastas franceses com idéias renovadoras abrangendo grande variedade de temas, emprego de atores pouco conhecidos, filmagens fora dos estúdios, câmara na mão, espontaneidade dos diálogos, fluidez do ritmo, ruptura com o cinema um tanto teatral de então, etc. O princípio básico da NV, recorde-se, era o do “auteur”, ou seja, cada filme expressava a visão pessoal e as idéias do seu “metteur-en-scène”.

Nos primeiros tempos, como se sabe, o triunvirato formato pelos jovens François Truffaut, Jean-Luc Godard e Claude Chabrol esteve sob a influência de André Bazin (1918-1958), crítico, teórico, diretor da “Cahiers du Cinèma”, prestigiosa revista de análises e ensaios da melhor qualidade. Oportuno citar aqui as observações do escritor Neil Thomas para quem a NV nasceu da intelectualização dos filmes franceses dos anos 1950 e início da década de 60, com sua explosão de energia criativa. Foi de fato um movimento marcante do cinema francês.

Diferente da NV, todos eles críticos e redatores da Cahiers sob a liderança de Bazin, principalmente como reação aos métodos convencionais do cinema clássico, o denominador comum do jovem cinema alemão foi uma afronta espontânea à qualidade de vida burguesa, embora a filosofia e o estilo dos seus diretores variassem muito, individualmente: suas realizações foram limitadas por um zelo similar revolucionário e uma visão de vida humanística, quando não com freqüência fatalista.

Os novos cineastas alemães também exigiam liberdade de expressão em face das restrições impostas pela indústria, do contrário não se poderia criar um Novo Cinema Alemão. O Manifesto de Oberhausen veio para ficar. Digam-no Roland Suso Richter, Florian von Donnersmark, Tom Tykwer, Jo Baier, Ray Müller, Jean-Marie Straub e as qualidades dos filmes dos anos 70. As décadas de 80 e 90 já traziam outros enfoques temáticos e destacavam mulheres cineastas, como Agnieska Holland e Doris Döorie, ao lado de Percy Adlon, Eberhard Junkersdorf, Michael Klier, e Hans W. Geissendorfer, Edgar Reitz, Roger Fritz e Will Temper, dentre outros.

Sobre Bazin

Muito grande foi a autoridade intelectual de André Bazin (leia-se “O Que É Cinema?”) sobre os “nouvelle vagueurs” franceses, considerados por muitos como o “professor dos meninos”. Bazin, recorde-se, privilegiava a “mise-en-scène” e não a montagem, bem assim os estilos fundados no plano-sequência e na profundidade de foco dos filmes de Welles tão bem analisados por ele numa coletânea de artigos dedicada ao gênio de Wisconsin, o “enfant terrible” de “Kane” e “Ambersons”.

Bazin privilegiava também a verdadeira “continuidade fílmica” e reproduzia situações dramáticas de forma mais realística, deixando a interpretação de determinadas cenas mais com o espectador e menos com o ponto-de-vista da montagem. Alguns cineastas alemães assimilaram muitos dos ensinamentos de Bazin, aliás leitura obrigatória para todos quantos estudam cinemas e dirigem filmes.

Direção do elenco

Quanto à condução dos intérpretes, Runze não poderia ter feito melhor. Todos estão afinados com seus papéis e mesmo os personagens secundários não comprometem sua participação no drama. Para Nina Ross sobram encômios. São expressivos seus cantos de protesto, não só a prolação das palavras, como a expressividade das suas imagens-rosto. Vale a pena transcrever pequena parte dos versos da bela melodia criada por Heinz Eisler, a última, um canto de saudade, libertador, no qual imagens metafóricas e hiperbólicas se combinam harmoniosamente para dar aos versos um caráter invulgar. /”Meu dia está sombrio/Seu dia está sombrio/ Vamos juntos, queremos nos dar as mãos E nos entendermos muito bem. /O caminho é longo, o caminho é tortuoso, Com certeza seremos premiados.

/Queremos nos prender a alguma idéia realmente feliz E ter um castelo /na lua Um pouco de saudade, um raiozinho de sol, Uma saudade dos dias sombrios/ Saudade, não importa por qual razão /Um pouco de saudade e um sonho efêmero Saudade que jamais acabe, mintamos para nós mesmos /Enganemo-nos penetrando neste mundo e uma vez nele /Transformemo-nos em príncipes e princesas, seres de ouro, /Um pouco de saudade, /um sonho efêmero, Uma saudade que jamais acabe (…)

Senso do cinema

Próximo ao final, Runze surpreende ao produzir um efeito criativo com a colagem de dois planos sucessivos, de tal modo o espectador não perca a continuidade da narrativa visual. Vemos e ouvimos Nina cantando, mas Runze corta e retorna para a jovem em procedimento de aborto, enquanto a enfermeira lhe deixa cair gotas de anestésico na meia-máscara e lhe pede para soletrar os números… Na sua categoria de filme dedicado a todos quantos foram forçados e deixar sua pátria em busca de uma sobrevivência mais digna, “Der Vulkan” é uma realização como poucas dirigida por quem conhece o metiê. O arremate mesmo se dá no face-a-face com a presença do agente infiltrado. O espanto é de quem se vê a sós com uma mulher bonita e decidida, mas o espanto também é nosso. Vemos os dois personagens: eles não se falam. Não há nada a dizer. As imagens dizem tudo.

O ponto final

Dos conflitos vividos pelos personagens do drama e da tensão crescente a caminho do clímax e das imagens-significantes, como se lê na tipologia de Truffaut, (surpresa, choque ou impacto), chega-se ao final. Antes já se vira como a jovem grávida, submetida depois a um aborto, prepara o seu suicídio. O ponto vermelho no braço e sua posição no estrado dizem tudo. Só uma voz parece dizer “a morte é a noite fria” e “a vida, um dia abafado”… Ecoam algumas frases como “Éramos estranhos em nossa própria terra”, enquanto as imagens parecem sugerir outras como “Hoje somos pessoas em trânsito, sem destino fixo”. “Onde estão nossos amigos?”, alguém pergunta. “Todos executados em Sachenhausen”, um campo de extermínio só possível de existir em nosso mundo louco. Pior, havia outros campos da espécie para eliminar judeus e até crianças como em Auschwitz.

A câmara em posição “plongée” leva o espectador aos companheiros em volta do túmulo, enquanto a objetiva se vai movimentando em torno deles. De lá o ajuste de contas entre Marion e o agente infiltrado, como já referido. Depois se torna bastante expressivo o uso dos planos próximos quando a fumaça das locomotivas parece mesclar-se ao apito dos trens e casar-se com o choro de Nina e a despedida de amigos a caminho da Espanha fascista de Franco. Poucas vezes, aliás, se lê num filme o significado intrínseco das imagens-movimento dos trens de ida-e-volta. Runze encerra sua obra-mestra com a volta de Mãe Schwalbe ao mesmo cemitério onde as folhas amareladas do outono começam a cair como na abertura do filme. Um plano visualmente rico capta, à direita, Marion de costas, com seus cabelos louros, e ao fundo, longe, em profundidade, vê-se apenas o espaço vazio. Cai o pano.

Saiba mais

“Le Cinéma Allemand”, de Bernard Eisenschitz, Paris: Nathan, 1999;

“20 Ans de Cinéma Allemand”, de J. L. Pessek, Centre O. Pompidou, Paris, 1978;

“As Teorias dos Cineastas”, de Jacques Aumont, 2ª ed. Papirus Editora, 2008;

“O Que É Cinema ?” (Qu´est-ce que Le Cinéma?), de André Bazin, Col. Horizonte de Cinema, Brasiliense e Livros Horizonte, 1992;

“França”, de Neil Thomas, Larousse do Brasil, São Paulo, 2009;

“Movies, A Language in Light”. de Richard L. Stromgren & Martin F. Norden, Prentice Hall, Inc. Englewood Cliffs, New Jersey 07632, 1984;

“The Film Encyclopedia”, de Ephraim Katz, 3rd. ed. revised by F.Klein & R.D.Nolan, Harper Perennial, New York, NY, 1998; e

“Cinema as Art”, de Ralph Stevenson & J. R. Debrix, Baltimore, Maryland, USA, 1970.6.

Mais sobre Cinema de Ottokar Runze

Filmografia de Runze: 18 filmes

 
  

  

   

 Cena de de “Uma vida Perdida” (Verlorenes Leben, 1976)

Runze tornou-se prestigiado diretor cinematográfico nos anos 70, 80 e 90. Como em 2000 voltou-se mais uma vez para a TV alemã, incluímos nesta filmografia 4 dos seus filmes feitos para a tecnologia de telecomunicações. Ei-los todos:

1.”O Vulcão” (Der Vulkan, 1999);

2.”Cem Anos de Brecht” (Hundert Jagre Brecht, 1998);

3.”Cela: Laura, meu Anjo” (Tatort – Laura, mein Engel, 1994) (TV);

4.”Poeira de Ouro” (Gold Staub, 1993) (TV);

5.”Linda” (Linda)” (1991);

6.”As Irmãs Hallo” (Die Hallo Sisters, 1990);

7.”O Céu Roubado” (Der Verunteute Himmel, 1990) (TV);

8.”O Farejador” (Der Schnüffler, 1983);

9.”Sociedade Permissiva” (Feine Gesellschaft – besch rankte Haftung (1981);

10.”Estrela sem Céu” (Stern ohne Himmel, 1980);

11.”O Assassinato” (Der Mörder, 1979);

12.”O Estandarte” (Die Standarte, 1977);

13.”Vida Perdida” (Verlorenes Leben, 1976);

14.”Faca nas Costas” (Das Messer im Rücken, 1975);

15.”Em nome do Povo” (Im Namen des Volkes, 1974);

16.”O Lorde von Barmbeck” (Lord von Barmbeck, 1973);

17.”Viola e Sebastian” (Viola und Sebastian, 1972);

18.”O Dinheiro Está no Banco” (Das Geld liegt auf der Bank, 1971) (TV);

Muitos dos filmes citados acima tiveram outros títulos nos EUA e em países da América do Sul e da Europa subordinados à sigla AKA ou aka (also known as). De muitos deles, por isso ou por aquilo, não há cópias disponíveis em DVD, pelo menos até agora. Quem possui algumas, não quer emprestá-las…

Ainda Runze

“Segundo li, a maioria dos filmes bem cotados na filmografia de Runze foram exibidos com êxito em vários países europeus. Não encontrei registro da projeção desses filmes no Brasil. Não causa espanto serem tão poucos os cinéfilos conhecedores do moderno cinema alemão! Quem só apreciou Murnau, Sternberg, Stroheim e outros mestres do cinema clássico simplesmente parou no tempo!” Orestes Lima Jr., excerto de carta encaminhada a uma das produtoras alemãs em 2007″.

Opiniões

“A maestria demonstrada por Runze no jogo de luzes, tanto nos espaços interiores como ao ar livre, deve ter sido fruto não só de sua afinidade com refletores como de sua experiência no teatro e na TV, sabendo-se ter sido ele, também falante de outros idiomas, incumbido de dublar filmes estrangeiros para a língua alemã. Nada como a experiência vivida por trás das câmaras para agudizar a visão de quem filma”. Sandra Brennan, biógrafa de Ottokar Runze, citada por Fechner in “Cem Anos de Brecht” (1998).

Sinopse

Os crimes do abominável regime nazista, segundo escreve Mark Deming, sejam eles de ordem política ou não, constituem provavelmente um dos maiores tesouros encontrados pelos produtores e diretores cinematográficos para fazer um filme. Isso não deve surpreender, é normal, pois os maiores crimes da história neste mundo louco e sem sentido dentro do qual vivemos sempre podem chocar as pessoas. “Der Vulkan”, de um diretor independente e bom profissional, foi adaptado com ponto de apoio em livro antinazista. Difere o filme, no entanto, dos padrões tradicionais, pois não se vêem campos de extermínio, tampouco cenas de torturas ou de violência explícita, a não ser no começo das ações, quando um grupo de oficiais uniformizados das SS invade o pequeno teatro onde atua Marion von Krammer (Nina Ross), a personagem central, cantora de prestígio popular, para quebrá-lo e destruí-lo pelo fogo. Marion ousa criticar alto e bom som os beleguins nazistas, chamando-os de “gentinha” (Menschen) repetidas vezes por tudo quanto estavam fazendo arbitrária e covardemente.

Em verdade, o perigo nazista como um todo é mostrado via diálogos e nas reações individuais e na recriação cinematográfica de uma atmosfera, bem assim nas ações subreptícias dos agentes, infiltrados da temível Gestapo e nas dos confiscadores de passaportes capazes de invadir o quarto de um casal bem à vontade para levar consigo o amante da jovem, quase em trajes menores, para acareações…

Os atores do drama

A maior parte dos atores foi escolhida a dedo por Runze, também o produtor do filme. Assim, tão logo entra em cena a Mãe Schwalbe (Katharina Thalbach) ou se abre a cortina, como dizem no teatro, percebemos estar diante de quem conhece o metiê ou entendeu bem, como atriz veterana, tudo quanto quis dela o “metteur-en-scène”. A protagonista vivida pela jovem Nina Ross foi premiada como a Melhor Atriz do Festival de Cinema de Montreal de 1999. Coube-lhe o papel de Marion von Krammer. E como Nina se sai bem, mormente quando muda o tom das canções! Amiga de um grupo de compartriotas residentes na Cidade-Luz, Nina irá conviver com vários personagens e atores como Udo Samel (Professor Abel), o líder oficial do grupo, Martin Korella (Christian Nickel), um jovem autor insatisfeito, Kickjou (Boris Terral, amante de Martin). Stefan Kurt interpreta o agente infiltrado. V. será capaz de descobri-lo?

Nina Ross também se distinguiu pelo seu compromisso social, ou seja, a atriz apóia as ações “Make Poverty History” contra a mutilação genital feminina e diz, alto e bom som: “Para mim, a tortura da mutilação genital é um dos piores crimes praticados em nome da assim chamada honra existente na Terra. Sonho ser possível eliminar essa forma de barbárie e de dominação sobre as mulheres.” Um mundo realmente louco este nosso.

Nina vem de uma família liberal. Seu pai, Willi Hoss, é sindicalista e político (membro do Bundestag pelo Partido Verde). Sua mãe, Heidemarie Rohweber, também atuou como atriz do Staatstheater e mais tarde como diretora do Wurtembergischen Landesbühne Esslingen. Em 2006, segundo lemos nos informes publicados sobre “Der Vulkan”, Nina interpretou o personagem titulo do filme “Yella”, dirigido por Christian Petzold. Por esse papel, Nina foi também premiada com o Urso de Prata de Melhor Atriz na edição de 2007 do Festival de Berlim.

Visão crítica

“O Vulcão” não entrou em nosso circuito comercial,mas foi exibido há tempos na telinha e de uma cópia em VHS foram feitas outras três em DVD para presentear um casal de amigos cinéfilos. Uma outra foi entregue ao crítico e cineasta Wálter Hugo Khoury quando aqui esteve fazendo um filmete para o Banco do Nordeste. “O Vulcão” foi considerado uma das melhores realizações antinazistas dos anos 90, opinião expressa também pelo saudoso cineasta de “Amor, Estranho Amor”.

Plano de exposição

O filme abre de forma invulgar: num cemitério francês, vazio naquele fim de tarde, onde caem as folhas amareladas do outono, uma mulher, Mme Schwalbe, citada anteriormente, dirige-se ao espectador (voz over) e faz pequena analogia entre as folhas e os refugiados alemães judeus em fuga pela França. Todos eles estavam ali, dispersos, mas de alguma forma juntos. Aqueles tempos já se foram, fugiram, irreparavelmente. Fica a lembrança de Nina Ross, cantora de prestígio popular vinculada ao grupo: liderava-o, aliás, ajudando os amigos a fugirem, atuava em reuniões sigilosas e bares da noite. Os eventos mostrados na tela daí em diante foram vivenciados por Mme. Schwalbe, como se ela estivesse narrando para os espectadores os dramas vividos por todos os amigos e companheiros. Próximo ao final ela se reencontra com os sobreviventes daqueles tempos amargos…

Dirigido por quem sempre abominou as ditaduras de qualquer espécie, “O Vulcão” revela, ao longo dos seus 90 minutos de proficiência técnica e senso de oportunidade relativo à escolha do momento e do tempo de duração das imagens, o chamado “timing” do cineasta, enquanto a interação dos ritmos externo e interno também contribui para a fluidez narrativa.

Fique por dentro e atento à teoria

Teoria do Filme. O vocábulo “teoria” tem sido definido pelos mestres como o conjunto de princípios fundamentais duma arte ou duma ciência. Uma teoria do filme, portanto, como a vêem os enciclopedistas Ephraim Katz e seus dois assessores Fred Klein e Ronald Dean Nolan (v. Para Saber Mais), tenta explicar a natureza intrínseca do cinema e analisa como os filmes produzem efeitos emocionais e cognitivos em quem assiste a eles. Com freqüência, as teorias do filme (defendidas pelos livros dos mais importantes teóricos do planeta, como Münsterburg, Arnheim, Aumont, Bazin, Stephenson, Debrix, May, Eisenstein, Burch, Pudovkin, Agel, Stam, Balázs, Kracauer, Epstein, Martin, Kulechov, Dulac, Mitry, Metz) colocam o cinema num contexto mais amplo (sócioeconômico, político, psicológico, filosófico) e provêem uma estrutura para avaliação do mérito artístico. Diferente da prática jornalística, concernente antes à interpretação e julgamento de filmes específicos, a teoria do filme busca estabelecer princípios aplicáveis a todos os filmes.

Imprensa Oficial de SP Comemora 120

 

 

MINUTO Terá Concurso Inédito

 Trailler do Meu Filme é totalmente aberto ao público e distribuirá R$10 mil em prêmios 

Quem nunca se imaginou dentro de um filme? Ou ainda, quem nunca imaginou o próprio filme, daqueles que passa na nossa cabeça todos os dias, com começo, meio e fim sendo projetado na tela, pequena ou grande? 

Pois chegou a hora de tirar as idéias da cabeça e botar a mão na massa! Com o concurso inédito “O Trailler do Meu Filme” o Festival do Minuto incentiva a todos a dar o primeiro passo na produção daquele que pode ser o filme de suas vidas: Seja ele inédito ou não, documentário ou ficção, filme mudo ou musical. 

O que importa é que o trailler seja próprio, pessoal e intransferível, que da forma que for, evoque tudo aquilo que o cinema e o vídeo são capazes de evocar em cada um de nós: o trailler de seu filme predileto, de um filme que nunca existiu, de uma situação qualquer ou ainda um trailler da própria vida. 

“A Proposta é totalmente aberta, para que as pessoas se sintam à vontade para criar coisas instigantes e criativas”, explica Marcelo Masagão, diretor do Festival. 

O concurso é aberto para todos e as inscrições vão até 20 de setembro. Os melhores vídeos receberão prêmios em dinheiro: no total, serão distribuídos R$10 mil aos vencedores. O patrocínio é da NET, maior empresa de multisserviços via cabo da América Latina, que oferece serviços em TV por assinatura, banda larga e telefonia fixa. 

Vale lembrar que não será permitido o uso de imagens de filmes que já existem, o objetivo do concurso é, antes de mais nada, estimular a criatividade dos participantes.   

Festival do Minuto abre inscrições para concurso voltado a universitários de todo o país 

Festival do Minuto Universitário tem tema livre e inscrições podem ser realizadas até 20 de setembro 

Vale tudo: de administração de empresas a artes cênicas, passando por medicina, arquitetura, psicologia, relações internacionais, jornalismo e, acreditem, física, química e matemática.  Não importa de que curso você é estudante ou qual carreira pretende seguir. Tampouco importa se é da área de exatas, humanas ou biológicas. Menos ainda em qual região do país está a sua universidade, se no interior, capital, norte ou sul. 

Para participar do II Festival do Minuto Universitário, basta estar cursando ensino superior e, claro, ter uma boa idéia. 

O concurso, voltado para universitários, está pela segunda vez nas ruas (a primeira foi em 2005) e distribuirá R$20 mil em prêmios. O patrocínio é da NET, maior empresa de multisserviços via cabo da América Latina, que oferece serviços em TV por assinatura, banda larga e telefonia fixa.  

O objetivo é incentivar a produção de vídeos por jovens nos quatro cantos do Brasil: seja para pensar questões de suas áreas de atuação, para aplicar conhecimentos específicos de seus cursos através do audiovisual, ou, simplesmente registrar um dia em sua universidade, o tema é livre e, como sempre, o que vale é a criatividade. 

Os vídeos serão analisados por uma equipe de curadoria do Festival, que dessa vez, contará com vinte curadores júniors e universitários, que serão contratados especialmente para esse concurso, de forma a aproximar os olhares e perspectivas dos que concorrem ao dos que avaliam. 

As inscrições já estão abertas e seguem até 20 de Setembro, data limite. 

Para Marcelo Masagão, criador e curador do Festival, a produção de vídeos minuto ultrapassa em termos didáticos o interesse espontâneo demonstrado pelos estudantes, revelando-se uma eficaz ferramenta de discussão audiovisual. 

“Muitos professores universitários adotam o formato minuto em sala por ser um formato excelente para discussão da linguagem audiovisual”, diz Masagão.

III Theória de Fotografia e Vídeo

 

Nos próximos dias 28 e 29 de abril, o Museu do Homem do Nordeste realiza a III Theória – Mostra de Fotografia e Vídeo, com o tema “Imagem: peça de convicção?”

A Mostra nasceu da parceria estabelecida entre o Museu e os profissionais de imagem, sobretudo fotógrafos e cineastas, e converteu-se, desde 2009, num programa de prospecção do Nordeste, apropriado como objeto de estudo antropológico.

O tema proposto para a III THEÓRIA é deliberadamente provocativo, posto que a imagem seja, sem dúvida, um instrumento poderoso ― às vezes decisivo ― da autoridade etnográfica. Imagem é prova, e como coadjuvante da narrativa etnográfica tem, como no Direito, o valor atribuído ao testemunho ocular. Esse é o tema, o papel da imagem na construção da autoridade etnográfica, cujo mau uso pode subtrair do “Outro” o direito de dizer quem é. Participe, “olhe” conosco! 

:: Saiba Mais

THEÓRIA: “acto de ver, de observar, de examinar; acto de ver um espectaculo, de assistir a uma festa; daí, a própria festa, festa solene, pompa, procissão, espetáculo, teoria; deputação (das cidades da Grécia às festas solenes de Olímpia, de Delpos e de Corinto ou aos templos de Zeus Nemeu, de Apolo Délio); função de teoro; contemplação do espírito, meditação, espírito; especulação teórica, teoria (em oposição à prática)”, pelo lat. Theória, “a especulação, a investigação especulativa”. Séc. XVI, segundo Morais. (Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, José Pedro Machado)

 :: Serviço 

Data: 28 e 29 de abril

Horário: 14 às 18 h

Local: Auditório Benício Dias – Museu do Homem do Nordeste

Av. 17 de Agosto, 2187. Casa Forte – Recife – PE

Telefone: (81) 3073 6332 / 6394

Inscrições: preencha a ficha de inscrição AQUI e envie para o e-mail museologia@fundaj.gov.br

PROGRAMAÇÃO 

Quinta-feira, 28 de abril  

14h – Abertura

Prof. Fernando Freire – Presidente da Fundaj

Rita de Cássia Araújo – Diretora de Documentação/Fundaj

Vânia Brayner – Coordenadora geral do Muhne/Fundaj

Maria Fernanda Oliveira – museóloga, coordenadora de Museologia do Muhne/Fundaj 

14h30 – Conferências 

João Roberto Ripper – fotógrafo (RJ)

Fundador do projeto Imagens do Povo. Publicou o livro “Imagens Humanas” uma coletânea com 195 fotos, produzidas ao longo de 35 anos de imersão em lutas sociais, por ele abraçadas como ideais de vida. Ripper é fotógrafo documentarista com a atuação na área de Direitos Humanos. É um dos fundadores da agência Imagens da Terra, cobrindo temáticas sociais diversas em viagens pelo Brasil durante cerca de 10 anos. Em 2004, criou a Escola de Fotógrafos Populares na Maré no Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, associada a uma agência-escola e um banco de imagens, constituindo o projeto Imagens do Povo.

Kita Pedroza – fotógrafa (RJ)

Jornalista, coordenadora da Agência-Escola Imagens do Povo, do Observatório de Favelas (RJ). Mestrado em Sociologia e Antropologia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – UFRJ. Por seu trabalho de registro do Sistema Socioeducativo do Rio, o Museu a convidou para ministrar a oficina “Vejo o mundo como sou” para as reeducandas da Colônia Penal Feminina do Recife, dentro do projeto Museu. 

15h10 – Intervalo 

15h40 – Conferência 

Emiliano Dantas – fotógrafo (PE)

Com diversos trabalhos de etnografia visual, atuou nos projetos Museu Múltiplo – Itinerância do Museu do Homem do Nordeste e na Exposição em Processo do Museu da Abolição (MIC); na pesquisa acadêmica O Japão não é longe daqui: Interculturalismo, consumo e estilos de vida; e nas pesquisas culturais Sambadas do Amaro Branco; Orixás – uma tradição viva, Imaginário dos candomblés de Pernambuco; Brasil 500 anos Reflexões – O ensino e o edifício desde o descobrimento ou de Olinda até Várzea, dentre outras. Realizou a curadoria da exposição fotográfica do II Theória

16h – Debate 

17 h – Abertura da Exposição de Fotografia: Museu Múltiplo – Colônia Penal Feminina do Recife – Bom Pastor. Curadoria: Emiliano Dantas 

Sexta-feira, 29 de abril 

14 h – Conferências 

Milton Guran (RJ) – Fotógrafo e Antropólogo

Antropólogo e fotógrafo, doutor em Antropologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França; mestre em Comunicação Social pela Universidade de Brasília – UNB, com pós-doutorado na Universidade de São Paulo – USP. Autor de “Agudás – os brasileiros do Benim” e de “Linguagem Fotográfica e informação”, entre outros títulos. Realizador e coordenador-geral do FotoRio – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro. 

Leonardo Castro Gomes (PE) – Pesquisador em linguagens do audiovisual e mestre em comunicação, coordenador do Curso de Cinema Digital da AESO. 

14h40 – Debate 

15h40 – Intervalo 

16h – Mostra de Vídeos Curadoria de Kleber Mendonça Filho.

Jornalista, cineasta e crítico de cinema, é programador do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e do Janela Internacional de Cinema do Recife. Autor dos filmes A Menina do Algodão (2003), Vinil Verde (2004), Eletrodoméstica (2005), Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006), Crítico (2008) e Recife Frio (2009), recebeu mais de 100 prêmios no Brasil e no exterior, em festivais como os de Brasília, Gramado, Hamburgo, Karlovy Vary, Roterdã, Clermont-Ferrand, BAFICI e Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes.

SOLIDÃO PÚBLICA
Daniel Aragão
PE, 2008, 16’, cor e P&B, digital

MENINO-ARANHA
Mariana Lacerda
PE/SP, 2008, 13′, cor, 35mm

GAROTAS DE PONTO DE VENDA
Marcelo Lordello
PE, 2007, 26′, cor, digital 

NEGO FUGIDO
Claudio Marques e Marilia Hughes
BA, 2009, 16’, cor e P&B, 35mm

 AS AVENTURAS DE PAULO BRUSCKY
Gabriel Mascaro
PE, 2009, 20′, cor, digital 

AVE MARIA OU MÃE DOS SERTANEJOS
Camilo Cavalcante
PE, 2009, 12′, cor, 35mm