Arquivo do dia: 23/05/2011

OFICINAS de Cinema Antecipam Grande Festival em Bagé

Começam semana que vem, na gaúcha BAGÉ, as oficinas Cinema Para Todos do Festival de Cinema da Fronteira. 

Durante todo este ano, diversas atividades voltadas ao fomento da produção audiovisual serão realizadas pela Secretaria Municipal de Cultura de Bagé, em parceria com a UNIPAMPA e o IFSul, culminando com um grande Festival, marcado para acontecer em novembro. A grande novidade do Festival deste ano será a mostra competitiva da produção regional.

 Assim, a primeira oficina do projeto Cinema Para Todos do Festival de Cinema da Fronteira contempla o gênero do terror, visando a atrair o público jovem, que começam a despertar para o cinema através dos filmes de gênero. A oficina começa segunda, 30 de maio, e as inscrições estão abertas na Secretaria Municipal de Cultura.

 

PROJETO

CINEMA PARA TODOS

Gênero: Terror

  

OBJETIVO 

No intuito de levar à comunidade de Bagé o acesso à linguagem audiovisual, o projeto Cinema Para Todos propõe um curso de 5 aulas de 6 horas/aula, com conteúdo teórico e prático, mais 2 aulas de 12horas/aula, com a prática de gravação de um curta-metragem no gênero terror. Este conteúdo proporcionará aos alunos a possibilidade de realizar vídeos de diferentes naturezas: comercial, experimental, artístico, vídeo-clipe musical, documentário e ficção, de mini, curta, média e longa metragem, utilizando diferentes suportes de captação: câmeras digitais, domésticas, semi-profissionais, aparelhos celulares, máquinas de fotografia e webcam.

Maria Elisa em tempo de filmagem: roteirista vai ministrar aulas em Bagé…

O curso será ministrado pela diretora, produtora, roteirista e diretora de arte Maria Elisa Dantas, graduada em Realização Audiovisual pela UNISINOS. Com foco na prática, a ministrante propõe aos alunos o aprendizado dos conceitos teóricos diretamente unidos à experiência empírica. Dessa forma, os alunos realizarão um total de 2 curtas-metragens de 10 minutos, ao longo do curso.   

A partir da aproximação à realização audiovisual, o aluno pode explorar as mídias e janelas disponíveis para exibição do conteúdo produzido: internet, TV e festivais de cinema, bem como qualquer outra exibição viável ao produto final. Desta maneira, jovens talentos podem se expressar nas diferentes vitrines ofertadas pelo audiovisual, permitindo uma outra maneira de utilizar a criatividade, as emoções e o seu próprio tempo.            

 CRONOGRAMA e CONTEÚDO 

Aula 1 –  Introdução à realização audiovisual – Do roteiro até a produção

  • Parte teórica: Linguagem audiovisual – o que é plano, sequência, storyline, argumento, escaleta, roteiro, decupagem, direção, produção, assistência de direção, direção de fotografia, direção de arte, direção de som e montagem.
  • A idéia e sua viabilização prática. Como escrever o roteiro. Exemplos.
  • Conceitos básicos de produção: locação, alimentação, transporte, organização da equipe e escolha do elenco.
  • O que é um vídeo comercial, experimental, artístico, vídeo-clipe musical, documentário e ficção, de mini, curta, média e longa-metragem.
  • Parte técnica: Realização em aula de um storyline por aluno, para curta-metragem de 5 minutos.
  • Leitura do material produzido em aula e escolha de dois storylines para produção do argumento.
  • Produção do argumento em aula.
  • Escolha da turma para 6 alunos roteiristas.  
  • Atividade extra-classe: Os roteiristas escolhidos deverão escrever dois roteiros de 5 páginas cada um e levar na aula 3.

 

Aula 2 – Produção, Direção de Fotografia, Direção de Arte e Direção de Som

  • Parte teórica: Leitura dos argumentos escritos pelos alunos.
  • Conceitos de produção, descritos a partir do argumento dos alunos. Como viabilizá-lo de maneira prática. Etapas de produção. Planilhas.
  • Detalhamento das funções de cada membro da equipe, hierarquia, relacionamento em set. 
  • Luz, cor-luz, RGB e temperatura de cor. Terminologia técnica. Luz de ataque, contra-ataque e preenchimento. Exemplos diversificados de direção de fotografia, em diferentes suportes de captação.
  • Detalhamento dos conceitos de direção de som.
  • Detalhamento dos conceitos de direção de arte. 
  • Parte técnica: Os alunos entrarão em contato novamente com os suportes de captação. Movimentos de câmera.
  • Divisão das equipes em: 2 diretores, 1 assistente de direção, 2 diretores de fotografia, 1 diretor de arte, 2 diretores de som, 2 produtores e 1 montador (que também fará parte de uma das funções realizadas em set).
  • Produção em aula de dois mini-metragens de um minuto, a partir de roteiros levados pela ministrante do curso. 

 

Aula 3 – Produção e preparação das equipes para a realização dos curtas

Parte teórica: Leitura e discussão dos roteiros dos curtas metragens.

  • Recapitulação de todo o conteúdo estudado em aula.
  • Parte técnica: Produção dos curtas-metragens. 

Aula 4 – Gravação dos curtas 

Aula 5 – Gravação dos curtas.  

Aula 6 – Montagem dos curtas. 

Aula 7 – Montagem dos curtas.