Arquivo do dia: 27/05/2011

Inscrições ao Sétimo CURTA CANOA

Badalada praia cearense vai abrigar mais um festival de Cinema em setembro


 

Realizadores brasileiros de produções em curta-metragem podem se inscrever até 30 de junho para a Mostra Competitiva do VII CURTA CANOA – Festival Latino-Americano de Cinema de Canoa Quebrada, a acontecer de 10 a 17 de setembro na praia de Canoa Quebrada, em Aracati, Ceará.

As inscrições estão abertas para filmes e vídeos de documentário, ficção, animação ou experimental, com duração máxima de 20 minutos, concluídos a partir do ano de 2009. As inscrições são gratuitas. 
 

Para inscrever-se, o interessado deve preencher e enviar a ficha de inscrição disponível na página do festival na Internet: http://www.jalimaproducoes.com.br .  Essa ficha deverá ser enviada via e-mail e o original deverá ser impresso, assinado e remetido pelos Correios junto com o DVD da obra inscrita para:

VII CURTA CANOA – Festival Latino-Americano de Cinema de Canoa Quebrada – Inscrição Mostra de Filmes e Vídeos. Endereço: Rua João Cordeiro, 2380 / 303 – Bairro Joaquim Távora – Fortaleza – Ceara CEP: 60.110-301. 
 

A seleção das obras caberá a uma comissão integrada por três pessoas de notório saber na área do audiovisual, nomeadas pela diretoria do festival. A lista com os títulos selecionados será divulgada no site do festival a partir de 30 de julho.

 

No Curta Canoa 2011 serão agraciados com o troféuLua Estrela, vencedores nas seguintes categorias:

Mostra Competitiva de Filmes em Película 35mm:

Melhor Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Trilha Original, Direção de Arte, Ator, Atriz e Melhor Som. Mostra Competitiva de Vídeo: Melhor Vídeo, Direção, Roteiro, Fotografia, Trilha Original, Direção de Arte e Melhor Som.  Será concedido também prêmio em dinheiro ao melhor filme e melhor vídeo. O valor será fixado pela diretoria do festival após a avaliação dos resultados das parcerias. 
 

Além das mostras competitivas de filmes e vídeos brasileiros de curta-metragem, o Curta Canoa conta ainda com a Mostra Latino-Americana de Curtas e a Mostra de Longa- Metragem, de caráter não competitivo, compostas de vídeos e filmes convidados pela direção do festival. A programação terá também oficinas e seminários, tendo como foco principal a defesa do meio ambiente. 
 

Adriano Lima a todo vapor cuidando de mais uma edição do CURTA CANOA

O VII Curta Canoa é uma realização da J.A.Lima Produções, com patrocínio do BNB, COELCE e FAZAUTO. Apoio Cultural: Centro Técnico Audiovisual – CTAV, SEBRAE/CE, Instituto Social de Arte e Cultura do Ceará – ISACC. Este projeto é apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – Lei Estadual Nº 13.811, e Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. 
 

SERVIÇO

Curta Canoa 2011 – Inscrições até 30 de junho

Festival acontecerá de 10 a 17 de setembro na praia de Canoa Quebrada, em Aracati, Ceará. Regulamento e ficha de inscrição no site www.jalimaproducoes.com.br 

Info: 85-3251.1105 / 85-9635.3880 / 85-3226.0751 / 88-9951.7070. E-mail: curtacanoa@jalimaproducoes.com.br

Cine Ceará Será Lançado Hoje em Juazeiro do Norte

O 21º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema apresenta nesta manhã a programação oficial do evento a ser realizado em Juazeiro do Norte entre 9 e 16 de junho, no Memorial Padre Cícero e no Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri.

A apresentação será feita durante café da manhã no Palácio da Microempresa, sede do Sebrae – Juazeiro do Norte (Rua São Pedro, s/n – Matriz), a partir das 8 horas, com a presença do Reitor da Universidade Federal do Ceará, Prof. Jesualdo Farias, do prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana, e do diretor executivo do Cine Ceará, Wolney Oliveira.

Esta é a primeira vez que o Festival sai da capital cearense e realiza atividades no interior do Estado, em paralelo à programação em Fortaleza.

Com o tema Religião e Religiosidade no Cinema, o 21º Cine Ceará presta homenagem aos 100 anos de emancipação política de Juazeiro do Norte, conquistada por meio do trabalho social, religioso e político realizado pelo Padre Cícero na região do Cariri.   

Com entrada franca a todas as exibições, o Cine Ceará em Juazeiro do Norte conta com parte da programação de Fortaleza por meio da Mostra Audiovisual e Educação, composta pela exibição de filmes, e ainda com o Seminário Religião e Religiosidade no Cinema, que ocorrerá apenas no município.  

O Cine Ceará levará ao público mais de 100 produções de cinema e vídeo brasileiras e ibero-americanas, promovendo o intercâmbio entre profissionais de audiovisual e oferecendo espaço aos novos talentos da área. O festival realiza as Mostras Competitivas em longa e curta metragem, homenageia profissionais e personalidades do audiovisual e insere à programação seminários, oficinas e mostras especiais. 

Em Juazeiro do Norte, o seminário terá atividades entre 12 e 14 de junho, no Memorial Padre Cícero. A abertura será feita com aula-espetáculo do escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna. Junto ao filósofo João Vila-Chã, o escritor também irá compor mesa- redonda na qual será debatido o longa O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, baseado na obra homônima de Suassuna. O encerramento será marcado pela palestra do jornalista e biógrafo cearense Lira Neto, autor de vários livros-biografias, entre eles Padre Cícero: Poder, fé e guerra no sertão. 

Sobre o Cine Ceará

O 21° Cine Ceará é promovido pela Universidade Federal do Ceará, numa realização da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura (Secult) e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A produção é da Associação Cultural Cine Ceará e tem patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), como a Oi, a Petrobras e o BNDES,. Na região do Cariri, o festival conta com apoio da Prefeitura de Juazeiro do Norte, subsede do evento. 

21º Cine Ceará em Juazeiro do Norte

9 a 16 de junho

Local: Memorial Padre Cícero e Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri

Entrada franca todos os dias do Festival

 

21º Cine Ceará em Fortaleza
Data: 8 a 15 de junho

Local: Theatro José de Alencar

Entrada franca de 9 a 14 de junho

Mais informações: www.cineceara2011.com

Deborah Colker Estréia Novo Espetáculo e diz que ainda vai ser CARNAVALESCA

 

Após temporada no Cirque du Soleil, coreógrafa estreia trabalho mais “maduro” e inspirado em obra russa

Depois de coreografias entre vasos espalhados no chão, escaladas sincronizadas em paredes, comissões de frente em escolas de samba do Rio, apresentação na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, e até empréstimos de sua dança ao badalado Cirque du Soleil, Deborah Colker foi buscar no clássico “Evguêni Oniéguin”, do escritor russo Alexandr Púchkin, do século 19, o balé que apresenta agora.
 
Completando 18 anos com sua companhia de dança, Deborah parece sentir a responsabilidade de suas últimas investidas rumo a uma maior projeção internacional. Com Tatyana, ela se reencontra com o clássico, deixando um pouco de lado a estética moderníssima que se tornou marca de seu balé.

Deborah apenas pontua as cenas de seus bailarinos com rápidas entradas no palco do Theatro Municipal do Rio, onde estreou na noite dessa quarta-feira, 25. A idade, ela diz, já é outra. “Não dou conta. Agora, por exemplo, está todo mundo descansando, e eu estou aqui no teatro”, diz, aos 50 anos. 

Fotos Isabela Kassow

Há dois anos, ela comandou “Ovo”, se tornando a primeira brasileira a criar um espetáculo para o canadense Cirque du Soleil. Elogios não lhe faltaram. Mais até do que os que ouviu ao criar coreografias de comissões de frente da escola de samba Viradouro, do Rio de Janeiro, de 2004 a 2006. Ao menos no mundo do carnaval, Deborah não conseguiu a unanimidade que conquista nos teatros. Sua passagem não foi marcada apenas por notas 10. “Mas ainda quero ser carnavalesca”, projeta.

Uma árvore em cena

Tatyana é uma história de amor em que dois personagens vão se transformando, marcando a passagem do campo para a cidade. Uma árvore metálica de 6,5 metros de altura, revestida de madeira, criada pelo cenógrafo Gringo Cardia, compõe o primeiro ato do espetáculo. “É a vida no campo, o espaço imaginário, sonhador e lúdico”, explica Gringo, que acompanha Deborah desde o começo da companhia. No segundo ato, telas gigantes que projetam linhas em computação gráfica tornam a cena mais, digamos, racional e urbana. É aí que a apresentação fica mais interessante, ganhando agilidade e temperatura. O público viaja para o palco.

Tatyana chama atenção por duas coisas, que diferem dos trabalhos anteriores de Deborah. É um espetáculo linear, onde uma história é contada; e a coreografia dialoga com o clássico. “Não me incomodo de transitar no clássico sendo uma artista contemporânea. Talvez este seja o sinal de que amadureci, após 12 espetáculos”, diz.

A seguir o papo com a coreógrafa.

iG: Quando surgiu a ideia de “Tatyana”?
Deborah Colker: Em 2005, logo depois que fiz “Cruel”, que fala sobre o desejo que a gente às vezes não reconhece. Ali comecei a perceber a minha necessidade pela dramaturgia. Com “Ovo” (Cirque du Soleil), fui obrigada a criar uma história que falasse para o netinho, para o pai e para o avô. Aí me senti pronta para “Tatyana”.

E por que uma história russa?
Deborah Colker
: Comecei a fazer a minha adaptação assim que li a sinopse, achei incrível. A história gira em torno de Tatyana, uma menina introspectiva, que tem como hábito a leitura compulsiva de livros. Ela não é triste, apenas sozinha. Até conhecer um homem, que depois diz não ao seu amor. Foram dois anos de montagem do espetáculo. 

Um espetáculo mais clássico. “Talvez seja sinal de que amadureci”, diz Deborah 

No Brasil, dois anos não é muito tempo para uma montagem?
Deborah Colker
: É longo para o padrão de montagem teatral. As pessoas montam uma peça em, no máximo, sei lá, uns três meses. Quando se tem muito dinheiro, a gente ensaia seis meses (risos). Imagina então o que é ficar dois anos. É um trabalho mais sofisticado, um processo de muita experimentação.

Um processo caro, inclusive.
Deborah Colke
r: Sim. Mas não sei de valores. Se você me perguntar quanto vale “Tatyana”, não sei dizer. Quem cuida disso é João Elias, produtor executivo da companhia. São 17 bailarinas em cena. Todas com carteira assinada, plano de saúde, vale-alimentação… Além dos quatro técnicos de cena, dois assistentes, professores… É uma equipe gigante e com trabalho estável. Fora a equipe de criação, que muda a cada espetáculo. Por isso digo que meu processo de criação se parece mais com cinema do que com o teatro.

Entre seus últimos trabalhos, “Tatyana” é um espetáculo mais clássico. Cansou-se de ser contemporânea?
Deborah Colke
r: Não (risos)! Adorei isso, gosto de fazer algo clássico… Clássico no sentido de certas regras. Não me incomodo de transitar no clássico sendo uma artista contemporânea. Só fiquei com cinco personagens de todo o livro, e trouxe o autor para dentro. Então, sim, é atitude contemporânea. Ao mesmo tempo, tem estrutura clássica, segui a linha linear da história. A linguagem é clássica, a maneira que me relacionei com a música também. Talvez este seja o sinal de que amadureci, após 12 espetáculos na carreira.

Por que você entra cada vez menos em cena nos seus espetáculos?
Deborah Colker
: Porque não dou conta. Agora, por exemplo, está todo mundo descansando, e eu estou aqui no teatro, falando com você. Tenho dois filhos, um neto, carreira internacional… Foram decisões forçadas das quais não me arrependo. Quando assinei com o Cirque em 2006, sabia que teria uma ponte aérea Rio-Montreal, que não é Rio-São Paulo. Sabia que minha vida ia mudar. E mudou.

Como foi esta mudança?
Deborah Colker
: Em tudo que você possa imaginar. Estou indo no dia 15 de junho para Chicago, nos Estados Unidos. Não sou obrigada a ir ao Cirque o tempo todo, mas a imprensa me quer para as estreias. Me ligam dizendo que tenho que ir, porque todo mundo quer me ver. “Ovo” está arrebentando no mundo inteiro. 

“Faça sol ou faça chuva, estou na minha aula de balé” 

Tem previsão para vir ao Brasil?
Deborah Colker
: Sabe que sempre pergunto isso quando me ligam lá do Cirque? Mas não há qualquer previsão. Eles ficam rodando os Estados Unidos e, em 2012, vão para a Austrália. Acho que devem segurar para estrear por aqui em 2016, por causa das Olimpíadas.

No que sua passagem pelo Cirque du Soleil te acrescentou como coreógrafa?
Deborah Colker
: Me deu o diploma de diretora. Não tem mais essa de ser só uma coreógrafa. Nunca vou deixar de ser coreógrafa, é parte de mim. Mas agora também sou diretora. O Cirque me deu experiência e respaldo incríveis. Nada é maior do que aquilo. Não tem Broadway ou Disney que seja mais do que aquela arena.

Você voltaria a coreografar uma ala de escola de samba?
Deborah Colker: Não comandaria mais uma ala, porque ia querer fazer daquela ala uma escola à parte. Mas eu seria uma carnavalesca de uma escola. Aliás, é um desejo cada vez mais forte em mim.

Te incomodou, na época que foi coreógrafa de carnaval, não ter sido entendida pelos jurados?
Deborah Colker
: Tirei duas notas baixas, mas foram descartadas, então fiquei com notas máximas… Ah, não me incomoda porque as pessoas sempre me criticam, faz parte. O trabalho do crítico é esse, o cara que dá nota quer isso. Já me chamaram até para ser jurada, eu não fui. Não quero dar nota para o trabalho dos outros. Meu trabalho é fazer e ser julgada.

Apesar de ter 50 anos, você mantem o pique nos palcos. De onde vem esta vitalidade de uma avó que parece ser a netinha dançando?
Deborah Colker: (Risos). Sou apaixonada pela vida, pelas pessoas. Aprendo toda hora, a cada dia percebo que não sei de nada. Tenho tanto para aprender. As emoções, afetos, emoções que guiam o homem… Se posso falar que tenho algum segredo? Faça sol ou faça chuva, estou na minha aula de balé. Isso é uma chave-guia, aquela chave que abre qualquer porta. 

Uma árvore metálica faz parte do cenário, assinado por Gringo Cardia

Uma árvore metálica faz parte do cenário, assinado por Gringo Cardia

* Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro

Serviço:
Tatyana – Cia. de Dança Deborah Colker
HOJE, às 21h; Dia 28, às 17h e 21h; Dia 29, às 17h
Local: Av. Almirante Barroso, 14 / 16. Centro, RJ (bilheteria)
Preços: a partir de R$ 20 (galeria lateral)