Arquivo do mês: junho 2011

Raízes do Brasil inspira parceria Aurora de Cinema e Coletivo Inconsciente

MUÇUEMBA: curta-metragem une produtoras cearense e gaúcha

Cenário paradisíaco de Jericoacoara é a moldura imagética do novo curta

Tudo nasceu meio por acaso, no caminho que transportava o ônibus de Fortaleza a Jericoacoara. Ali, esta redatora e o dileto amigo Leo Tabosa, realizador pernambucano (titular do Departamento de Cultura da Universidade Católica de Pernambuco, e premiado diretor do documentário “Retratos”), matavam as saudades de alguns meses sem se ver, botavam a conversa em dia e trocavam idéias sobre fatos vários, desde prospecções sobre como aproveitar os dias na praia de Jeri (para onde estavam indo por conta da segunda edição do Festival de Cinema Digital) até o movimento cultural em Pernambuco, novas tecnologias, roteiros de cinema, etc.

Leo Tabosa e Aurora esboçaram primeiros passos sob o olhar atento de Filipe Wenceslau

Foi então que nasceu a idéia de pegar uma carona na ensolarada poética de Jeri e criar um curta novo, primeira parceria nossa. E logo veio-me a idéia de aproveitar o diretor gaúcho Zeca Brito (também ator, cantor, compositor, filho de atores, realizador premiado e amigo mais que querido) para protagonizar o roteiro.

E a história foi-se fazendo ao longo dos sete dias passados ao sabor do vento, da maresia, do contato com amigos e novos colegas, dos bons pratos nos restaurantes Casa da Amélia e Na Casa Dela, dos adoráveis banhos de mar, das deliciosas tapiocas da Hosana e, sobretudo, a partir da releitura de textos de três grandes da análise histórico-sócio-político-cultural e antropológica do país: Sérgio Buarque de Hollanda, Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro.

É pouco ?

Então aguarde novos posts para saber mais sobre MUÇUEMBA…

… O filme de uma década a ser inventada…

Insensato Coração: Bom Elenco,Trama Convincente e Temas Relevantes Abordados com Competência

Diálogos convincentes. grandes interpretações e trama incisiva fazem de INSENSATO CORAÇÃO uma das mais importantes novelas da década

O capítulo de ontem. por exemplo, dia em que o banqueiro Cortez é preso quando vai deixar o país, e o bandido LEO é completamente desmascarado, foi SENSACIONALLLLL !

GILBERTO BRAGA e RICARDO LINHARES estão fazendo uma novela contundente, importante, NECESSÁRIA, e a competente direção do núcleo de DENNIS CARVALHO só contribui para alavancar ainda mais a trama, um retrato acerbo e bem fundamentado sobre o tipo de país e sociedade em que vivemos.

Sobretudo ontem com as cenas fortes da perseguição ao milionário bandido e ao malvado Leo – pontificando a música Que País é Este ? -, a novela esnobou aptidão e capacidade de expor problemas sérios.

Gabriel Braga Nunes ganhou presente de Gilberto Braga e responde com competência esmerada. Autor é o melhor desde Janete Clair,  com quem diz ter aprendido tudo

Difícil assisti-la e não identificar imediatamente problemas sérios vividos recentemente no país, bem como facilmente identifica-se ações e atitudes semelhantes entre diversos personagens e cenas da vida cotidiana.

Com atores dando show de interpretação, e diálogos escritos com competência e senso de oportunidade, INSENSATO CORAÇÃO consegue mobilizar a atenção e logo ganha a adesão até do mais incauto espectador, tal a potência de suas denúncias e a sensibilidade emocional com a qual os personagens foram construídos – pelos autores e seus respectivos atores.

Paola Oliveira e Maria Clara Gueiros são primas na trama das 21h

Sem esquecer de falar na forma relevante e adequada com a qual diversos temas pulsantes são abordados na novela, com invejável propriedade – sendo ademais a força das imagens uma garantia de que as polêmicas colocadas ecoam fundo no inconsciente de quem as assiste: a questão da homofobia, dos rumos que as relações afetivas estão tomando nos dias que correm, da chamada ‘esperteza’ como varal para a falta de escrúspulos, da preponderância inadequada que o dinheiro vem tomando ante às relações sociais.

Déborah Secco e Leo Miggiorin: personagens do lado leve, empatia popular

LEO MIGGIORIN, magnânimo; Antônio Fagundes, sempre ótimo em qualquer papel; Herson Capri e Gabriel Braga Nunes, maiorais; Petrônio Gontijo e Cássio Gabus Mendes, ótimos; Ana Lúcia Torre e Nathália Thimberg, esplêndidas; Maria Clara Gueiros, Glória Pires, Rosi Campos e Deborah Secco, irretocáveis; Camila Pitanga, Paola Oliveira, Ricardo Tozzi e Eriberto Leão pontuando com beleza, talento e versatilidade momentos cruciais… esses e muitos outros são um auxílio luxuoso para os criadores de INSENSATO CORAÇÃO, a quem aplaudimos com louvor. 

NOTA DEZ !

Nathália do Valle, Déborah Secco e Herson Capri: elenco fundamental para condução da trma

Déborah Secco e Leonardo Miggiorin, que vem arrasando numa interpretação convincente e na medida certa. Sempre uma alegria vê-lo em cena !

Maria Clara Gueiros responde por algumas das melhores cenas… Supimpa !

Camila Pitanga, Lázaro Ramos e Petrônio Gontijo: momentos marcantes

Fagundes, Gabriel e Natália: família cheia de problemas

Glória Pires e Gabriel Braga Nunes: atores destacam-se na trama de Gilberto Braga

Pinheiros Ganha Novo Espaço Cultural

AVA – All visual arts apresenta “5 + 1 – sobre papel”
Exposição coletiva com seis artistas inaugura novo espaço cultural em Pinheiros

Abertura, 2 de julho, sábado, das 11h às 17h.

Visitação de 4 de julho a 15 de agosto

Ale Skaff, Cassiano Reis, Fernando Ekman, Israel Kislansky, Paulo Sayeg e Laura Stankus 

Um novo espaço cultural nasce em São Paulo. É a AVAAll visual arts. Localizado à Rua Mateus Grou, 513-A, no bairro de Pinheiros, será inaugurado no próximo dia 2 de junho, sábado, a partir das 11 horas, com a mostra “5 + 1 / Sobre Papel” com a qual abre seu programa de exposições temporárias. A mostra, que tem curadoria do critico de arte Enock Sacramento,  reúne obras sobre papel de autoria de Ale Skaff, Cassiano Reis, Fernando Ekman, Israel Kislansky, Paulo Sayeg e Laura Stankus e permanece até 15 agosto.

 

Ale Skaff, arquiteto e urbanista pelo Mackenzie e fotógrafo pelo SENAC, com atuação no campo da cenografia,  apresenta quatro técnicas mistas criadas com carvão, pastel e aquarela. Cassiano Reis, ilustrador com atuação em diversos jornais e revistas de São Paulo, entre os quais Folha de S. Paulo,  Vida Simples, Superinteressante, Alfa, Vital e Joyce Pascovitich, mostra dois desenhos realizados com sumiê referenciados em memórias familiares. Fernando Ekman,  recentemente premiado no Salão de Arte Contemporânea de Santo André e com exposição aberta no Museu de Arte de Goiânia, apresenta aquarelas recentes em que recria objetos diversos em aquarela (ventilador, rádio de pilha, máquina fotográfica) e em aquarela e nanquim (máquina de escrever, velocípede). O escultor Israel Kislansky participa da mostra com desenhos aquarelados que ele normalmente realiza a partir da modelo posada para ser servir de referência para a criação de uma escultura, numa espécie de ritual de aproximação e conhecimento de formas e volumes. 

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A arquiteta, cenógrafa e ilustradora Laura Stankus, que participa no momento da Quadrienal de Cenografia de Praga, integra a mostra com uma série de obras de pequenos formatos realizadas com nanquim sobre papel na qual a figura da mulher e um toque surrealista são recorrentes. Para completar o time, Paulo Sayeg  integra a mostra com uma obra poderosa, instigante e vital, na linha das que o projetaram como um dos maiores desenhistas de sua geração no Brasil.

 

A  AVA – Al visual arts foi criada pela economista  Cristina Carvalho Oliveira, empresária oriunda da área financeira,  e é gerenciada por Maria Fernanda Calil Angelini.  Sua abertura oficial vem reforçar a representatividade do bairro de Pinheiros no contexto cultural da cidade de São Paulo. Sediando mais de 10 galerias de arte com programação ativa, localizadas sobretudo nas ruas Mateus Grou, Virgílio de Carvalho Pinto, Arthur de Azevedo, João Moura e Ferreira de Araújo, o bairro de Pinheiros abriga ainda importantes instituições culturais da cidade tais como o Instituto Tomie Ohtake, o SESC Pinheiros e o Centro Brasileiro Britânico.  

 

Para o crítico de arte e curador desta coletiva, Enock Sacramento, “trata-se de seis artistas com linguagens diferentes, mas com um traço em comum: a obstinação pela qualidade.” .

Quem informa é minha amiga Solange Viana. 

SERVIÇO:

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5+1 sobre papel

Obras sobre papel

Exposição coletiva com Ale Skaff, Cassiano Reis, Fernando Ekman, Israel Kislansky, Paulo Sayeg e Laura Stankus

Curadoria: Enock Sacramento

Abertura, 2 de julho, sábado, das 11h às 17h.

ISRAELdesenho.jpgVisitação de 04 de julho a 15 de agosto de 2011

AVA All visual arts

Rua Mateus Grou, 513-A, Pinheiros

Tel  11  3031.2181

www.avaonline.com.br

Para Aprender ‘O Ator Verdadeiro’

 
CINÉDIA Promove Oficina de Interpretação para Cinema

Com Fernando Arze

 
A oficina é um intensivo de oito aulas (quatro semanas), baseado em técnicas do ator e diretor Sanford Meisner (aluno de Stanislavski) e do diretor e roteirista David Mammet. A oficina é única no seu gênero pois as técnicas a serem praticadas ainda não foram ensinadas no Rio. Elas ajudarão o ator a ter uma compreensão do que é a arte de atuar em projetos de cinema, vídeo e televisão. Ferramentas são dadas para que cada um possa mergulhar no seu íntimo, e assim, tente evitar clichés e idéias pré-concebidas para a execução do trabalho: dar vida a uma cena.

 
4 de julho – 2ª e 4ª-  14h h às 17:30h – R$ 440,00 ou 2x R$220,00
8 aulas – total 28 horas – Nos dias: 4/6/11/13/18/20/25 e 27 de julho

Arze em cena. Conhecimento da profissão será transmitido em 8 aulas
 
Fernando Arze formou-se, como profissional, na respeitada American Academy of Dramatic Arts de Nova York. É ator/pesquisador de linguagens teatrais, diretor e roteirista. Ultimas interpretações incluem “Poder Paralelo”, da Rede Record, e “O Interrogatorio”, direção Eduardo Wotzik, peça que durou 24 horas.
 
Em 2007, a peça “Aos Peixes”, sua primeira direção, ganhou cinco prêmios no Festival de Teatro Cidade do Rio de Janeiro, incluindo melhor montagem e melhor direção. Também foi indicado a prêmios por roteiros seus. Dirigiu e produziu curtas indicados a importantes festivais. Produziu e ministrou oficinas de teatro e cinema em âmbito nacional e internacional. É co-fundador do grupo Independente de Nós Mesmos que tem uma preocupação continua com a pesquisa de evolução no teatro e do ator como ferramenta de compreensão da condição humana.
 
Arze atuando após formatura na American Academy of Dramatic Arts de Nova York

Cinédia Cena Criativa

Rua Santa Cristina, n° 5 – Glória

Tel. (21) 2221-2633

Vandré no próximo Festival ARUANDA

  

Inscrições para o Festival de Documentários mais importante do Nordeste podem ser feitas até 20 de Agosto.

Comandado por Lúcio Villar (com produção-executiva do professor e cineasta Bertrand Lyra), o festival será realizado na capital paraibana de 9 a 14 de dezembro e este ano terá como homenageado especial o compositor Geraldo Vandré.

Lúcio Vilar e Geraldo Vandré conversam em restaurante paulista. Foto: Darlan Ferreira
Geraldo Vandré lê termo de compromisso do Festival
 
Geraldo Vandré, autor da célebre canção que se tornaria hino de resistência à ditadura militar no Brasil , “Pra não dizer que não falei das flores”, promete retornar à Paraíba, onde nasceu, em dezembro próximo e será por um  motivo muito especial: ele é o homenageado do 7º Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, constituindo-se na primeira vez em que o artista será agraciado por um festival de cinema. Quem informa é o jornalista e coordenador-geral do evento, Lúcio Vilar.´
O encontro entre Vandré e Lúcio aconteceu num restaurante no centro da capital paulista, onde foi oficializado o anúncio da homenagem que “sensibilizou o artista”, segundo relato de Vilar, ainda sob o impacto das conversas que consumiram a tarde inteira do último dia 7 de maio.
 
– “Estava muito ansioso por esse momento, pois nunca havia visto o Vandré de perto, mas o encontro foi o mais informal possível”, disse o coordenador que tomou a decisão pela homenagem em razão da participação do artista num filme realizado nos anos 60, hoje reconhecido como um “clássico” da década ‘cinemanovista’.
 
A Hora e Vez de Augusto Matraga é baseado em obra de Guimarães Rosa e foi lançado em 1965. O longa foi dirigido por Roberto Santos, cuja música é assinada por Geraldo Vandré. Na época, o filme recebeu os prêmios de melhor argumento, diálogo, direção e ator (Leonardo Villar) na I Semana do Cinema Brasileiro, em Brasília, em 1966.
 
Os passos do tão esperado encontro do diretor do Festival com o mito da MPB
 
 Já passava das 13h quando um táxi estacionou próximo aonde aguardava ansiosamente por um dos maiores nomes da música popular brasileira de todos os tempos. Geraldo Vandré desce do carro, e nos cumprimentamos pela primeira vez. Caminhamos da Martins Fontes, onde nos encontrávamos, na direção do Largo do Paissandu, transitando por ruas abarrotadas de ambulantes e trabalhadores que se despediam do meio expediente de um sábado de temperatura em declínio.
 
Em restaurante na região central que serve um impecável ‘mexidinho de ovos’, e onde já é velho habitué, sua presença é saudada afetivamente pelo proprietário e seus garçons. É aí que Vandré aceita o convite, autografa o documento oficial, e me revela uma curiosidade. Sua opção por viajar de carro, e que gostaria de refazer o percurso mais uma vez dirigindo até João Pessoa para participar do festival Aruanda.
 
Compartilhei que tal idéia também me fascinava, mas que nunca havia consumado tal intento. Ele, além de me ‘desafiar’ a encarar a empreitada, justificou as razões de ordem filosófica, digamos assim.
 
– “De massificação, basta a daqui de baixo. Ônibus aéreo jamais!”, pontificou. E lembrou da viagem que fez, num Galaxi que conserva até hoje, de São Paulo à Anápolis, no final de 1968, ainda sem a informação de que o AI-5 havia sido decretado, e que teve que retornar com o cancelamento de um dos shows. Contou com riqueza de detalhes como conseguiu passar incólume por todas as barreiras policiais encontradas no caminho, para me ‘desafiar’ novamente:
 
– “E por que você não conversa com uma grande empresa em João Pessoa para apoiar o festival e colocar um automóvel para que possa ir dirigindo até lá?”, disse assim, na lata, ao que lhe devolvi, de imediato, tratar-se de uma simpática, sedutora e boa idéia de marketing a se pensar. Quem sabe, possa interessar aos senhores empresários do setor (alguém aí se habilita a alavancar a imagem de sua empresa por uma causa justa?…).
 
Os papos foram muitos, mas não poderia faltar o registro à “Fabiana”, canção que fez para a Aeronáutica, cuja cópia em formato de bolso me presenteou. Pedi para que autografasse e revelei que ele era a segunda personalidade artística a quem fizera pedido semelhante. O saudoso Zé Kéti foi o primeiro, também aqui em São Paulo nos anos noventa.
 
– “Não há um segundo sem um primeiro”, disse-me um Vandré generoso e descontraído, logo tascando sua assinatura.
 
Entre alguns poucos goles de cerveja e saídas para fumar (aqui é proibido fazê-lo em recinto fechado), aquele homem de cabelo tingido pelo néon do alto de seus 76 anos me impressionava a cada nova fala, sempre com algo espantosamente instigante sobre o Brasil, resquícios e fragmentos que ficaram de sua época e o ‘fastio cultural’ que perpassa novas gerações de gostos e sentidos duvidosos.
 
Estava diante de um mito. Sim, é verdade. Ali estava o homem que, sozinho, colocou o Maracanãzinho a seus pés para seguir a canção, braços dados ou não. Descobri, porém, muito mais. Muito além, portanto, da cristalização desse mesmo mito. Enxerguei Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, homem extremamente lúcido e pé no chão, pronto a falar duras e cristalinas verdades de modo refinado e elegante, dado o aguçado senso crítico que impressiona profundamente quem se coloca na condição de seu interlocutor.
 
Saímos do restaurante e refizemos o percurso novamente a pé, desta vez pelos calçadões de artérias comerciais do centro de São Paulo. Sentamos em um banco de praça, por sugestão sua, meio que para não interromper a inspirada prosa, agora cortada por rajadas geladas de vento da tarde que já avançava para seu breve lusco-fusco nesse outono paulistano com cara de inverno.
 
Despedimo-nos outra vez na Martins Fontes. Sigo o caminho de volta com a absoluta certeza de que havia experimentado um sentimento sem precedentes. Melhor ainda é saber que esse privilégio será compartilhado por um número ainda maior de pessoas, com sua presença na abertura do Fest-Aruanda.
 
(*) Lúcio Vilar é professor da UFPB, coordenador do Fest-Aruanda e pós-doutorando da ECA-USP.
 
Clássico do cinema nacional está na programação
 
Segundo o coordenador do FestAruanda, o filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” terá exibição especial na noite da abertura oficial do 7º Fest-Aruanda, dia 9 de dezembro no Hotel Tambaú, Paraíba . Antes, o cantor e compositor será homenageado pela organização do festival com a entrega dos troféus Aruanda (de Contribuição ao Cinema Nacional e Contribuição à Música Popular Brasileira nas décadas 1950-1960).
Reportagem: Bernadete Duarte
Fonte: Canal Brasil

Carrossel das Espécies por Ivaldo Bertazzo

CONVITE 

Cia. TEATRODANÇA

IVALDO BERTAZZO

 

EM CORPO VIVO – CARROSSEL DAS ESPÉCIES 

ESTREIA: 

DIA 27 DE JUNHO

SEGUNDA, 21h 

LOCAL: ESPAÇO TOM JOBIM – RUA JARDIM BOTÂNICO, 1008 – JARDIM BOTÂNICO – RJ 

 

DIREÇÃO GERAL: IVALDO BERTAZZO

ELENCO: REGINA ELENA MESQUITA, RUBENS

CARIBÉ E CIA. TEATRODANÇA IVALDO BERTAZZO

RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE

DURAÇÃO : 90 MIN 

VÁLIDO TAMBÉM PARA TEMPORADA DE 28 A 30 DE JUNHO ENQUANTO HOUVER DISPONIBILIDADE DE LUGARES

Rio Gay de Cinema em Julho

 O Rio Festival Gay de Cinema é o festival internacional de filmes LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) de ficção, documentário e experimental, em longa e curta metragens, brasileiros e estrangeiros. O festival vai acontecer de 1 a 10 de julho no Odeon Petrobras e no Cine Cultural Justiça Federal. 

Foram selecionados 6 longas e 35 curtas metragens,brasileiros e estrangeiros. Cinco longas estréiam no festival. Destaque para Strapped (EUA) de Joseph Graham que mostra um garoto de programa, de corpo atraente e personalidade forte, que se perde num prédio que mais parece um labirinto e muda o olhar sobre si ao encontrar alguém que lhe mostra algo que nunca havia sentido. Is It Just Me? (2010) de JC Calciano, que fala sobre os acidentes de um relacionamento online. E a estréia da diretora brasileira Fernanda Cardoso com a produção norte-americana Bloomington.

 

35 filmes participam da Competição de Curta, sendo que 28deles são inéditos. Brasil, EUA, Polônia, Portugal, Reino Unido, Singapura,Suécia, Suíça, Tailândia e Taiwan estão na disputa. Os melhores filmes serão escolhidos pelo público e Júri Especializado, e ganharão o Troféu do Rio Festival Gay de Cinema

O festival tem a cara do Rio de Janeiro e é dedicado a todos os simpatizantes e apaixonados pelo cinema. Quem convida são Alexander Mello e Leandro Morais.
AGENDA 

Dia 30 de junho, Quinta

ODEON PETROBRAS

22h – Programa Especial de Abertura do Rio Festival Gay de Cinema 

Dia 1 de julho, sexta 

CINE CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

16h – Longa-metragem: Bloomington

18h – Competição de Curta 1 

ODEON PETROBRAS

20h – Longa-metragem: Strapped 

THE WEEK RJ

23h – Festa Rio Festival Gay de Cinema 

Dia 2 de julho, sábado 

CINE CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

16h – Competição de Curta 2

18h – Longa-metragem: House of Boys 

ODEON PETROBRAS

20h – Competição de Curta 7 e Bate Papo: “De Oscar Wilde ao Rio Sem Homofobia”

22h – Longa-metragem: Is It Just Me ? 

Dia 3 de julho, domingo 

CINE CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

16h – Competiçãode Curta 3

18h – Longa-metragem: Die Schwestern

ODEON PETROBRAS

20h – Competição de Curta 6

22h – Longa-metragem: House of Boys 

Dia 4 de julho, segunda 

ODEON PETROBRAS

20h – Competição de Curta 5

22h – Competição de Curta 4 

Dia 5 de julho, terça 

ODEON PETROBRAS

20h – Competição de Curta 3

22h – Longa-metragem: Como Esquecer – Com presença da equipe do filme.

Ana Paula Arósio protagoniza Como Esquecer, de Malu di Martino…

Dia 6 de julho, quarta 

CINE CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

16h – Competição de Curta 4

18h – Competição de Curta 5 

ODEON PETROBRAS

20h – Competição de Curta 2

22h – Longa-metragem: Bloomington 

Dia 7 de julho, quinta 

CINECULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

16h – Longa-metragem: Como Esquecer

18h – Competição de Curta 6 

ODEON PETROBRAS

20h – Competição de Curta 1

22h – Longa-metragem: Die Schwestern 

Dia 8 de julho, sexta 

CINE CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

18h – Competição de Curta 7

20h – Longa-metragem: Strapped 

Dia 9 de julho, sábado 

CINE CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

18h – Premiados2011: Curta-metragem

20h – Premiados 2011: Longa-metragem 

Dia 10 de julho, domingo 

CINE CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

18h – Premiados2011: Longa-metragem

20h – Premiados2011: Curta-metragem 

Bilheteria e Valores dos Ingressos 

ODEON PETROBRAS

Tel.:(21) 2240-1093 (bilheteria)

Valor do ingresso da sessão: R$12,00 e R$6,00 (meia-entrada) 

CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

Tel.:(21) 3261-2565 (bilheteria)

O Rio por Jorge Salomão e as lentes de Berg Silva

BERG SILVA inaugura hoje a exposição de fotos Meu Rio, no restaurante Sobrenatural, em Santa Teresa. Jorge Salomão faz o texto da mostra, contando um pouco de nossa cidade através das fotos.

O poeta JORGE SALOMÃO, baiano apaixonado pelas belezas do Rio…

SALOMÃO diz: “Quando a lente foca e o click é acionado, o resultado é misterioso: é o Rio que se revela das lentes de Berg Silva//Ele é ágil na arte de fotografar e o Rio surge nas suas intensidades: excessiva beleza da sua sinuosa geografia, seus momentos mágicos//A cidade entre o mar e a montanha. Cheia de bossas, de requebros, de novidades: a cidade e seus matizes. Esse é o Rio de Berg Silva. Fotos de rara beleza: uma poética nova”…                                     

* Esta nota foi pinçada da coluna de HILDEGARD ANGEL. no jornal O Gloho

O Palhaço une talento de Selton como Ator e Diretor

Selton Mello tem 38 anos. Mas, se funcionário padrão fosse, já poderia pedir a aposentadoria por tempo de serviço. “Tenho 30 anos de carreira”, contabiliza, sorrindo.

“Nisso, sou meio parecido com os palhaços, que crescem no picadeiro, que se sucedem de geração em geração”, diz o ator. “Comecei a ser ator muito pequeno… Era mágico. Adorava ver aquelas câmeras, aquela gente…”

Não é preciso ser psicanalista para perceber que, por trás do nariz vermelho de Benjamin, protagonista de O Palhaço, esconde-se a face íntima de Selton, aquela que a maquiagem disfarça.

O filme, que será exibido pela primeira vez no Festival de Paulínia, em julho, mergulha no universo circense em busca de uma resposta: o que significa, na essência, ser um artista?

  Guilherme Maia/Divulgação  
O ator Selton Mello em cena de "O Palhaço" (2011), dirigido por ele próprio
O ator Selton Mello em cena de “O Palhaço” (2011), dirigido por ele próprio

DUAS FACES

Em seu segundo longa como diretor, Selton parece ter unido as duas versões de sua carreira: a cômica e a densa.

É como se, depois de uma década, os personagens de “O Auto da Compadecida” e “Lavoura Arcaica” se reencontrassem, amalgamados.

“Não pensei nisso, mas o circo tem uma mistura de sentimentos, é melancólico, mas divertido…”, reflete.

“O filme fala sobre identidade, e este é um momento feliz para mim”, diz. “O filme tem essa calma, essa delicadeza. O personagem está em crise, mas o filme homenageia o lado bendito da vida.”

Nesse sentido, O Palhaço é o oposto de Feliz Natal, sua estreia na direção. Hoje, Selton define o primeiro filme como um grito. “Era como se eu quisesse dizer: ‘Também sou isto aqui!’ Foi o início de uma nova fase.”

Essa novidade contempla, cada vez mais, a direção. Além dos dois longas, Selton dirigiu um episódio da série “A Mulher Invisível” e o talk-show “Tarja Preta”.

Seu desejo com O Palhaço, “comédia lírica” que estreia em outubro, é fazer algo popular e profundo.

“Não me conformo que, para fazer sucesso, um filme tenha que abrir mão de camadas mais sensíveis.”

NA ESTRADA

Antes de construir seu picadeiro, Selton pegou a estrada atrás de circos e histórias. O primeiro palhaço que conheceu, em 2009, foi Biribinha, de Maceió. O que deu nome ao personagem do filme foi Benjamin de Oliveira (1870-1954), ex-escravo que fugiu para seguir um circo.

Antes de tomar para si o papel, ofereceu-o a Wagner Moura e Rodrigo Santoro. Os dois tinham problemas de agenda. E os dois perguntaram: “Por que você não faz?”.

Selton achou boa a ideia e chamou, para ser seu pai, também palhaço, Paulo José. “Pra mim, era uma alegria ver o Paulo, o Macunaíma [do filme de Joaquim Pedro de Andrade], ali comigo.”

Como em Feliz Natal, ele se esmerou no elenco. Estão em cena, por exemplo, Teuda Bara, do Grupo Galpão, e o cantor Moacyr Franco.

Selton se prepara, agora, para colocar no mundo seu palhaço. “É um momento novo o de falar sobre o filme. Mas vai ser bom fazer isso. Vou ter muito prazer em apresentar o meu palhaço.”

* Texto de ANA PAULA SOUSA

Festival de PAULÍNIA: Júri e Programação

 
O IV Paulínia Festival de Cinema divulga a programação, bem como o júri de longas e curtas.  

JÚRI 

Longas (Documentário e Ficção):

Denise Weinberg (atriz), Heloisa Passos (diretora de fotografia), Isabela Boscov (crítica de cinema), Gustavo Moura (documentarista) e Sérgio Rezende (diretor). 

Curtas (Regional e Nacional):

Bruno Torres Moraes (ator), Daniel Ribeiro (diretor), Leila Bourdoukan (produtora e jornalista), Pedro Butcher (jornalista) e Sérgio Borges (diretor). 

PROGRAMAÇÃO 

Quinta-feira, 7 de julho

20h: Cerimônia de Abertura; exibição do longa-metragem Corações Sujos, de Vicente Amorim; (sessão fechada para convidados)

23h: Paulínia Fest: Rita Lee e DJs Addictive TV 

Sexta-feira, 8 de julho

Selton Mello e Paulo José, protagonistas de O Palhaço, que estará em competição

18h: Curta Nacional: O Cão, de Emiliano Cunha e Abel Roland

18h30: Documentário: Uma Longa Viagem, de Lúcia Murat

20h30: Curta Nacional: Polaroid Circus, de Marcos Mello e Jacques Dequeker

21h: Ficção: O Palhaço, de Selton Mello

23h: Paulínia Fest: Caetano Veloso e Seu Jorge 

Sábado, 9 de julho

18h: Curta Nacional: A Grande Viagem, de Caroline Fioratti

18h30: Documentário: Rock Brasília – era de ouro, de Vladimir Carvalho

20h30: Curta Nacional: Tela, de Carlos Nader

21h: Ficção: Meu País, de André Ristum

23h: Paulínia Fest: Gilberto Gil e Vanessa da Mata 

Domingo, 10 de julho

18h: Curta Nacional: Café Turco, de Thiago Luciano

18h30: Documentário: A Cidade Imã, de Ronaldo German

20h30: Curta Nacional: Trocam-se Bolinhos por Histórias de Vida, de Denise Marchi

21h: Ficção: Onde Está a Felicidade?, de Carlos Alberto Riccelli 

Segunda-feira, 11 de julho

18h: Curta Regional: Argentino, de Diego da Costa

18h15: Curta Nacional: Off Making, de Beto Schultz

18h30: Documentário: Ibitipoca, Droba pra Lá, de Felipe Scaldini

20h30: Curta Nacional: Qual Queijo você quer?, de Cíntia Domit Bittar

21h: Ficção: Os 3, de Nando Olival 

Terça-feira, 12 de julho

18h: Curta Regional: Adeus, de Alessandro Barros

18h15: Curta Nacional: Uma Primavera, de Gabriela Amaral Almeida

18h30: Documentário: Ela Sonhou que eu Morri, de Maíra Bühler e Matias Mariani

20h30: Curta Nacional: O Pai Daquele Menino, de Raul Arthuso

21h: Ficção: Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra 

Quarta-feira, 13 de julho

18h: Curta Regional: 3×4, de Caue Nunes

18h15: Curta Nacional: Acabou-se , de Patrícia Baía

18h30: Documentário: As Margens do Xingu – vozes não consideradas, de Damià Puig

20h30: Curta Nacional: O Cavalo, de Joana Mariani

21h: Ficção: Febre do Rato, de Cláudio Assis 

Marcos Paulo é o diretor do filme que encerra o festival de Paulínia

Quinta-feira, 14 de julho (sessão fechada para convidados)

19h: Cerimônia de Encerramento; exibição do longa Assalto ao Banco Central, do ator e diretor de cinema e TV, Marcos Paulo.