Arquivo do mês: julho 2011

Dideus Salles lança JITIRANAS DE LUZ na Terça

O mais recente livro do escritor DIDEUS SALLES terá coquetel de lançamento terça que vem, 19:30h, no Centro Cultural Oboé.

“Jitiranas de Luz” tem prefácio do poeta Dimas Macedo e diversos autores fazendo uma apresentação do autor.

 

Quem é DIDEUS

 

Foi numa fazenda, batizada de Várzea do Canto, na freguesia cearense de Independência, no segundo dia do quarto mês do terceiro ano da década de sessenta, no século XX, que os pássaros saudaram pela primeira vez o canoro colega Dideus Sales. O poeta, que depois fez crisma pública como radialista, jornalista, declamador, compositor e produtor cultural, herdou dos pais, José Pereira e Cordeira Sales, o amor pelo mágico universo sertanejo. Quando contava apenas três carnavais, no ano de lutas de 1966, sua família migrou para Crateús, a mais próspera das urbes beijadas pelo Rio Poty, aonde o poeta iniciou seus estudos e posteriormente ingressou no rádio como comunicador, profissão dos seus pendores. Residindo em Aracati, atualmente dirige e edita a revista  “Gente de Ação”. Publicou 12 livros, o mais recente é “Jitiranas de Luz”(2011). 

 

 

JITIRANAS DE LUZ 

 

Neste livro, o leitor encontra uma porção generosa de versos de inaudito vigor, lavrados pela inteligência e pelo talento do poeta Dideus Sales, cujo nome há muito se inscreve entre os melhores criadores da arte poética da nordestinidade, vazada em textos clássicos ou populares. Os versos laborados com a pertinência de quem vive as demandas do povo e saboreia os frutos sazonados da sabedoria sertaneja, são como uma deliciosa iguaria que o poeta prepara para servir aos que têm uma espécie de paladar na sensibilidade. Este livro de Dideus Sales será sem dúvida um prato saboroso para quantos apreciem uma boa leitura. 

 

 

“Este livro é uma inspirada e sonorosa viagem pelas coisas sublimes e espontâneas do Ceará. Um abraço generoso às raízes. Uma cuia de água fresca das nascentes telúricas do sertão. O Ceará original”.

 

– Juarez Leitão (da Academia Cearense de Letras)

 

O texto desta jornalista segue abaixo, na íntegra:

De Repente, Um Mote, Um Galope, Um Motivo pra Sorrir

É prazerosa de ler a poética de Dideus Salles. Falando de gestos, situações, sentimentos, prazeres e dissabores do cotidiano, flui leve e sobranceira como cachoeira escorrendo em dia de pouco sol no sertão. Por meio de rimas, versos e motes, ele apercebe-se de fatos, pessoas e cenas triviais.

Dideus revela com maestria suas origens, advindas da pequena Crateús (de meu querido e saudoso amigo Dedé), e traduz, com gostosa leveza, estados de ânimo, circunstâncias, questões existenciais e até eventos, como uns tantos nos quais emboladores, repentistas e violeiros são o foco principal.

Uma parte disso está aqui e a nós cabe lê-lo, dividir com os amigos e fazer com que isso reverbere em muitas trilhas. E como não se encantar com versos como os de CADA MINUTO QUE MORRE

Vivi toda a exuberância

dos dias de juventude

cheio de gozo e virtude,

amores em abundância,

não calculei a distância

do auge até o meu fim,

hoje extenuado, enfim,

percebo que o tempo corre.

Cada minuto que morre,

mata um pedaço de mim.

 

Entre decassílabos, galope, martelo, oitava, sextilha e trova, Dideus desenha um autêntico matelassê de frases e versos bem construídos, os quais vamos lendo de uma vez só – como aconteceu comigo – tal é a naturalidade com a qual “associa-se” a alguns outros tantos trovadores da mesma cepa. Como por exemplo no poema dedicado aos maiorais do acordeon, Bento Raimundo e Edilson Vieira. Ou como em Noite de Violas:

 O mar com sua grandeza,

os campos com suas flores,

a noite com seus mistérios

e as estrelas multicores

são enfeites dos repentes

dos geniais cantadores. 

Assim como diz em seu poema Chuva de Repentes, apresenta-se disposto a plantar num roçado de sonhos, cantando o cheiro e a cor da terra e de nossa gente para depois colher, e assevera: “palavra é assinatura, não precisa testemunha”.

E como um menestrel a exibir “seu trabalho competente deixando o público envolvido na magia do repente”, planta a esperança e espalha entusiasmo, propondo:

“Ao deitar-se em seu divã

sonhe um mundo de bonança

e borde um lindo amanhã

Com fios de esperança”.

É uma grata satisfação ter a obra de Dideus agora compilada em livro. Vamos à leitura !

Regina Braga e a polêmica da sexualidade

 

“Tenho certeza de que o ser humano é bissexual”

A atriz Regina Braga, mãe de Gabriel Braga Nunes, o Léo de Insensato Coração, disse em entrevista ao Sexta Cultural do Jornal do Terra ter a certeza de que o ser humano é um animal bissexual e se disse envergonhada com o preconceito existente até hoje pelas pessoas em relação ao tema. “É uma coisa tão ultrapassada. Eu acho tão absurdo a humanidade ainda ter esse tipo de problema, pois é a coisa mais natural do mundo”.

Para reforçar sua teoria, a atriz, que atualmente representa uma poetisa homossexual no monólogo Um Porto para Elizabeth Bishop, no Teatro Eva Herz, em Sampa, disse ter ela mesma uma atração por mulheres, afirmando não dizer isso apenas como uma frase de efeito.

“Eu sinto que somos as duas coisas, que temos essa possibilidade na sexualidade. Acho que iremos nos envergonhar no futuro. A humanidade vai falar, ‘como é possível que as pessoas fossem tão atrasadas, primitivas'”, explicou.

A personagem que Regina interpreta é exatamente a mesma que fez quase dez anos atrás, quando estreou pela primeira vez na peça. Mas, segundo ela, o fato de estar mais velha torna toda a interpretação muito mais difícil. “Antes, o vigor físico normal já era suficiente para eu fazer o espetáculo. Agora, não. Tenho que me preparar. Estou virando uma monja. Em dia de espetáculo, tenho que trabalhar com o corpo, com a voz. Teatro na terceira idade é assim”.

O monólogo Um Porto para Elizabeth Bishop é apresentado todas as quartas e quintas, às 21h, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Os ingressos para a peça, em cartaz até 25 de agosto, custam R$ 40.

Filme de Júlio Léllis será lançado no ComuniCurtas

 
 

Depois de selecionado para o festival de TRIBECA, cuja curadoria é de Robert Redford e Fernando Meirelles, o longa MEA CULPA, primeira ficção do cineasta mineiro JÚLIO LÉLLIS, chega ao Brasil e terá seu lançamento oficial no Festival Comunicurtas, festival comandado pelo aguerrido cineasta André da Costa Pinto, e que será aberto dia 29 de agosto em Campina Grande.

Mariana Terra e Daniel Del Sarto também estão no elenco de MEA CULPA..
 
A sinopse diz: Matriarca de uma família sofre um pequeno acidente que a faz relembrar um grande trauma que mudou a sua vida e de suas filhas. Ela recorre a uma psicóloga que acaba envolvida de forma singular na história. Baseado em fatos reais. O filme foi produzido sem nenhuma espécie de patrocínio. Seleção oficial do 9th Cine Fest Brazil-New York.
 
Direção: Julio Lellis
roteiro e edição: André Damin
diretor de fotografia; Pedro Maia
diretor de arte: Raphael Moura e Christina Saboia
trilha sonora: Breno Pessurno
Produção: Sinos Filmes
 
ELKE faz participação especial no filme de Julinho Léllis
 
Elenco:
Daniel Del Sarto, Silvia Stutz, Mariana Terra, Mitzi Evelyn, Miro Marques, Breno Pessurno, Nádia Figueiredo, Lúcia Paiva, Antônio Mattos, Vanessa Amorim, Thay Lellis
 
Participação especial: Elke Maravilha e Cristina Prochaska

SAAP Realiza Congresso em Córdoba

Historia de la Sociedad Argentina de Análisis Político (SAAP)La Sociedad Argentina de Análisis Político (SAAP), fundada en 1982, es una asociación civil sin fines de lucro que nuclea a politólogos argentinos y a profesionales vinculados a la Ciencia Política. Con 250 socios plenos (asociados graduados), la SAAP promueve diversas actividades entre las que se destaca la organización de los Congresos Nacionales de Ciencia Política, conjuntamente con Universidades Públicas y Privadas y otras instituciones vinculadas a la disciplina. En el ámbito internacional, la SAAP es miembro permanente de la International Political Science Association (IPSA), y en esa condición ha organizado con particular éxito el Congreso Internacional de Ciencia Política realizado en Buenos Aires en 1991, al cual asistieron 1400 participantes de 55 países. 

 
Palacio Anchorena, Museo Metropolitano
Sede de la SAAP gracias a la hospitalidad
del Consejo de Buenos Aires.
Cabe destacar que la SAAP sucedió a la Asociación Argentina de Ciencia Política fundada en 1957 como representante de la Argentina en la IPSA.

Como parte de su tarea de divulgación e información a sus miembros, la SAAP edito periódicamente hasta el año 2001 el Boletín SAAP, que fue continuado por la nueva revista de la SAAP cuyo primer número fue editado a fines del año 2002, y el sexto en septiembre de 2006. La revista se distribuye entre profesionales, docentes, investigadores y alumnos asociados a la entidad, como así también a Institutos, Fundaciones y Centros vinculados con la Ciencia Política. También se cuenta con una página web y se envía un boletín informativo semanal a socios y establecimientos académicos.

Paralelamente a ello, la SAAP promueve actividades tendientes a la actualización metodológica y temática de sus miembros, incluyendo mesas redondas, conferencias, seminarios y concursos.

Como evento importante se organizó el 14 de agosto de 2006 el Segundo Encuentro Nacional de Directivos de Carreras de Ciencia Política, Relaciones Internacionales y afines, al que asistieron 35 autoridades provenientes de Facultades, Centros y Programas de todo el país.

Además brinda el servicio del Boletín Informativo quincenal sobre actividades académicas, cursos, jornadas, conferencias, publicaciones, etc. a través de la Página Web http://www.saap.org.ar

La Sociedad Argentina de Análisis Político agradece la hospitalidad del Consejo de Buenos Aires por albergar la sede oficial de la SAAP.

Objetivos

Como entidad científica y académica, la SAAP se organiza, privilegia y tiene como objetivos principales los siguientes:

  • Contribuir a la mayor difusión y desarrollo de la Ciencia Política y disciplinas afines en el campo científico,   académico, docente y de la investigación, con el objeto de mejorar sus métodos, técnicas y resultados.
  • Establecer relaciones de cooperación con Universidades, Postgrados, Facultades y Departamentos –tanto públicos como privados– como así también, con Centros de Investigación y Asociaciones afines y conexos con el campo del análisis político, de la teoría política y de áreas de estudios de carácter científico que se especialicen en las relacionadas con Ciencia Política, tanto de nuestro país como del extranjero.
  • Potenciar y desarrollar los instrumentos y mecanismos idóneos para concretar el intercambio de información, documentación e investigación en el área de la Ciencia Política en el ámbito nacional e internacional.
  • Organizar bianualmente los Congresos Nacionales de Ciencia Política y las Reuniones de Autoridades de carreras de grado y posgrado de universidades públicas y privadas de Ciencia Política y materias afines de todo el país.
  • Brindar información académica a través del Boletín electrónico quincenal y editar la Revista de la SAAP.
  • Representar a la comunidad científica vinculada con la disciplina ante la Internacional Polítical Science Association (IPSA)

Para velar por el cumplimiento de dichos objetivos, los miembros de la Asociación eligen una Comisión Directiva en elecciones periódicas, la última fue realizada en julio de 2008. Han ejercido la Presidencia de la SAAP, Oscar Oszlak (1983-1992), Edgardo Catterberg (1992-1993), Arturo Fernández (1993-1995 y 2000-2008), Eugenio Kvaternik (1995-2000). Desde desde julio de 2008, el presidente es Miguel De Luca.

As áreas temáticas do Congresso da SAAP são:

1. Relaciones Internacionales.
2. Teoría y Filosofía Política.
3. Estado, Administración y Políticas Públicas.
4. Opinión Pública, Comunicación y Marketing Político.
5. Política Comparada.
6. Instituciones Políticas.
7. Historia y Política.
8. Desarrollo, Enseñanza y Metodología de la Ciencia Política.
9. Género y Política.

* Na próxima quarta-feira, 27 de julho, a SAAP faz a abertura oficial de seu X Congresso, que acontece até dia 30 em Córdoba, a segunda maior cidade argentina em número de habitantes.

RÁPIDO PASSEIO por CÓRDOBA

Cursos de espanhol en Argentina
Sua Fundação se realizou às margens do rio Suquìa em 6 de julho de 1573 e chamava-se originalmente Córdoba da Nova Andalucía, sendo seu fundador o fidalgo espanhol Jerônimo Luis Cabrera. Esta importante cidade é muito moderna e a cada vez sabe-se conservar mais seus edifícios da época colonial erguidos durante os séculos XVII e XVIII.

 Historia
Em 1614 os jesuítas fundaram a Universidade Nacional de Córdoba, a primera Universidade de Argentina e a segunda da América Latina, na qual estudaram importantes pessoas da política e da cultura.
Nas ruas e avenidas cordobesas, a arquitetura colonial mescla-se com modernos edificios. Pode-se percorrer por ruas comerciais muito acolhedoras, cheias de galerias, shoppings e cafes.

Em Córdoba, o turista pode realizar os circuitos que ligam a praça San Martín, a Catedral, o Cabildo Histórico, a quadra de La Luces com a Igreja da Companhia de Jesus, a casa de Trejo, o Colégio Nacional Monserrat e o museu Fray Jose Antonio de San Alberto.

A oferta turística se incrementa com a encosta do rio Suquía, o estádio de Córdoba e o prédio Feriar, onde há exposições internacionais durante todo o ano. Córdoba tem uma importante vida cultural, com múltiplas salas de espetáculos artísticos e culturais. É um importante centro industrial onde se desenvolvem fortes atividades, como a agricultura e a pecuária. e de igual maneira a mineração, sendo fonte de enorme riqueza para a região.

O Palácio da Justiça, projeto dos arquitetos Hortal e Godoy, projetado em 1925 e erguido em 1936.

Plaza de San Martin é referência de Córdoba. Prédios residênciais e centros de compras se espalham pela região. Na calle Trejos, sul da praça, localizam-se as construções coloniais.

Também apresenta atrativos espaços verdes. Entre todos, se sobressai o Parque Sarmiento, projetado pelos finais do século passado pelo arquiteto francês Carlos Tahys.

Música e Liberdade para celebrar Argentina

VINÍCIUS, Defensor da Liberdade

Próxima segunda, toma a rota argentina. Sigo para falar de um de meus temas prediletos: VINÍCIUS DE MORAES, que eu amo desde pequeninha… vou defender trabalho no 10º Congresso da Sociedade Argentina de Análises Políticas (SAAP), que será realizado de 27 a 30 de julho, em Córdoba.

10° Congreso SAAP

10° CONGRESO NACIONAL DE CIENCIA POLÍTICA
“Democracia, Integración y Crisis en el Nuevo Orden Global: Tensiones y desafíos para el análisis político”
Ciudad de Córdoba, 27 al 30 de julio de 2011.

Organizan SAAP y Universidad Católica de Córdoba

Si desea recibir más información sobre el X Congreso Nacional de Ciencia Política
comuniquese via email a 10congreso@saap.org.ar


O Congresso será aberto pela presidente Cristina Kirchner e tem como tema “Democracia, Integración y Crisis en el Nuevo Orden Global: Tensiones y desafíos para el análisis político”

 

Meu trabalho tem como título A Música como um grito de Liberdade: a importância de Vinícius de Moraes para a consolidação da democracia na América Latina

  

Retorno e toma a rota da Paraíba: vou participar da quinta edição do festival CINEMA COM FARINHA, idealizado e coordenado por Deleon Souto, que será na cidade de Patos, de 3 a 7 de agosto.

Para Ouvir a Música do Descobrimento

O Festival Internacional de Música do Descobrimento surgiu da idéia de implantar algo diferente na região, que promovesse a cultura sem fronteiras, estimulasse o desenvolvimento econômico loca e contribuísse para transformação social, por meio do acesso a gratuito à produção cultural. 

É um evento cultural, social, econômico e educativo. A idéia principal é garimpar novos talentos. Assim, o Festival, pelo seu grande alcace social, fuciona como uma vitrine, oferencendo possibilidades para artistas, valorizando e apoiando talentos.
O Festival é de caráter competitivo, gratuito, aberto a todos os estilos, inclusive a canções internacionais. As músicas inscritas são indéditas, com temas que vão do rural ao urbano. Em quatro edições tiveram espaço no evento estilos como pagode, sertanejo, gospel, MPB, instrumental entre outros.
As composições são julgadas por um júri e o Festival não conta com divisão de categorias. Portanto, qualquer participantes, seja ele solo, banda ou grupo de qualquer parte do mundo, está apto a participar e concorre, sem diferenças de posição, com todos os inscritos.

O Festival acontece em Porto Seguro, cidade onde cultura e história proporcionam fortes emoções, na Avenida Portugal, conhecida como Passarela do Álcool, espaço onde também acontece o carnaval da cidade. O mês é novembro e o Festival conta com uma ampla ingra-estrutura, equipe de profissionais qualificados e divulgação nos principais meios de comunicação do Brasil.

Para saber mais, acesse http://www.festivaldodescobrimento.com.br/

Filhos de João é uma ode à Amizade e à Alegria

 

Os Novos Baianos na década de 1970: espírito hippie e transformação depois de visita de João Gilberto

 

Documentário do baiano HENRIQUE DANTAS reúne depoimentos saborosos sobre o grupo NOVOS BAIANOS

O espírito libertário e a criatividade musical – especialmente na mistura de ritmos brasileiros como frevo, baião e choro com o rock – foram a marca registrada dos Novos Baianos, uma das mais famosas bandas dos anos 1960-1970. A memória do grupo, e também de uma época marcada por muitos enfrentamentos com a ditadura militar, ressurge no documentário “Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano”, de Henrique Dantas.

Vencedor do Prêmio do Júri e do Júri Popular do Festival de Brasília de 2009, e do prêmio Melhor Direção de longa documentário no VI Festival de Goiânia do Cinema Brasileiro ano passado, Filhos de João estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Vitória, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Porto Alegre e Campinas.

Depois de um flerte inicial com o rock, visível em seu primeiro disco, “É Ferro na Boneca” (1970), o grupo vive uma guinada fundamental a partir do encontro com o compositor João Gilberto, então voltando de uma temporada nos EUA. Por causa desse contato, os jovens músicos redescobriram os ritmos brasileiros que entrariam na sua fórmula, mudando definitivamente seu rumo. Por isso, o documentário se chama Filhos de João.

Curiosamente, João Gilberto é a maior das grandes ausências do filme. Apesar de reiteradas tentativas, ao longo dos penosos 11 anos que levou para finalizar a produção, o cineasta Henrique Dantas não conseguiu ouvir o compositor, mais uma vez honrando sua fama de difícil.

Falta ao filme, igualmente, uma entrevista com a única mulher do grupo, Baby Consuelo, vista apenas em imagens de arquivo. Mas aí a razão foi bem diferente. Baby foi entrevistada por Dantas e sua participação figurava na versão editada do filme até o momento em que a cantora fez exigências financeiras incompatíveis com o pequeno orçamento do diretor.

Outros integrantes foram bem mais generosos, caso de Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Galvão, Gato Félix, Bola Moraes, Paulinho Boca de Cantor e Charles Negrita, todos dando depoimentos longos e saborosos, permitindo reconstituir a trajetória da banda. Observações certeiras surgem, igualmente, das conversas com Tom Zé e Dadi, ex-integrante do grupo.

Entre as imagens de arquivo, algumas das mais curiosas foram filmadas em super-8, acompanhando o período em que o grupo viveu junto numa comunidade no interior carioca. Na época, lembram os integrantes, eles guardavam todo o dinheiro ganho nos shows sem contar, numa sacola, de onde quem precisava se servia.

Uma parcela razoável desse dinheiro foi gasta na aquisição de uniformes e bolas de futebol, já que vários integrantes dedicavam-se diariamente ao esporte – com direito a partidas com a participação de profissionais como o tricampeão de 1970 Jairzinho. Moraes Moreira conta no filme que passou pela cabeça de alguns dos músicos inclusive largar tudo pelo futebol.

Desse rico painel evocado pelo documentário, visualiza-se uma época em que fica evidente a influência hippie, nesse viés libertário do comportamento da banda, o que lhe valeu não poucos problemas com as autoridades vigentes, em plena ditadura. E clareia-se, igualmente, a vibrante criatividade de vários integrantes dos Novos Baianos que, apesar de separados por problemas internos em 1974, continuam individualmente carreiras de expressão.

* O texto é da agência Reuters

N.R.: O documentário de Henrique Dantas, ao qual tive a honra de assistir e premiar em Goiânia (integrante do júri que era), é um primado de resgate da vivência de um grupo que marcou a história da Música Brasileira, e vale a pena ser visto como registro desse  tempo tão importante e feliz na reunião de tantos músicos de talento e versatilidade. Henrique Dantas acertou, com impressionante sensibilidade, ao conseguir transpor pra tela todo o clima mágico no qual parece ter sido forjada a amizade entre aqueles amigos que gostavam das mesmas coisas e apostavam nos mesmos sonhos.

Filhos de João é uma experiência super feliz e um acerto do começo ao fim, provando ser possível fazer muito mesmo com poucos recursos. Sobretudo, assiste-se ao filme num clima de total adesão e é impossível não rir em muitos momentos e sair do cinema inteiramente tomado por aquela emoção contagiante que nos leva a ter saudade de um tempo feliz, que não vivemos mas intuímos pelas imagens reveladoras e os depoimentos instigantes que Henrique conseguiu agregar.

Um documentário para figurar na história da MPB.

Nossos PARABÉNS a Henrique Dantas pela ousadia de realizá-lo.

Documentário de Campina Grande flagra vítima da chuva

Ele queria ser vendedor de sapato e foi ator em documentário sobre trabalho infantil

Menino de 10 anos sofria preconceito por trabalhar como catador de lixo.
menino morto chuva PB (Foto: Wagner Pina/Curta Quando Eu Crescer/Divulgação)

Deyvison, de beleza morena e sorriso cativante, catava lixo para ajudar a família a sobreviver e foi arrastado pela chuva na Paraíba
(Foto:Wagner Pina/Quando Eu Crescer/Divulgação)

O menino José Deyvison Fernandes, de 10 anos, que morreu na Paraíba vítima das fortes chuvas que atingiram o estado desde o fim de semana, é o personagem principal do documentário Quando eu crescer, que trata do  preconceito sofrido por crianças que trabalham.

O filme foi lançado na noite de ontem no Sesc de Campina Grande sob clima de luto, segundo o diretor Emmanuel Dias, aluno do premiado cineasta André da Costa Pinto (idealizador e coordenador-geral do festival ComuniCurtas de Cinema, que acontece todos os agostos em CG). O garoto foi levado pela enxurrada quando sua casa desabou durante a chuva de domingo (17), mas o corpo foi encontrado somente na quarta-feira.

“Precisávamos de uma criança que tinha que ajudar a família trabalhando e sofria preconceito por isso. A diretora da escola do Deyvison nos apresentou a ele, pois ele trabalhava diariamente em um lixão para ajudar a mãe com recursos, e sofria preconceito dos colegas da escola”, afirma Dias ao G1.
 

Quando eu crescer (Foto: Divulgação)
Cartaz do documentário “Quando eu  crescer”
 
Segundo ele, o menino era chamado de “Zé do Grude” pelos colegas e pedia sempre à diretora ajuda para fugir das brincadeiras ruins dos alunos da escola.

“Ele era muito carinhoso, sempre sorria. Dizia que gostava de trabalhar para ajudar a família. Tudo o que ele tinha até hoje era proveniente do lixo, pois ele vivia no lixão no bairro de Mutirão, onde morava”, acrescenta o diretor estreante.

Deyvison dizia que, quando fosse adulto, gostaria de ser vendedor de sapatos. “Desde a primeira vez que perguntei para ele o que ele queria ser quando crescer, ele respondeu que gostaria de ser vendedor de sapatos. Explicava que, como sapatos eram caros, ele iria ganhar muito dinheiro”, afirma Emmanuel Dias.

As chuvas, que deixaram mais de 8 mil desabrigados e dois mortos na Paraíba, derrubaram a casa de Deyvison na madrugada de domingo (17). Com o desmoronamento, o garoto e a mãe foram arrastados pelas águas.  A mãe foi resgatada com vida ainda no domingo, mas o filho continuava desaparecido até a quarta-feira, quando a Defesa Civil do estado confirmou que o corpo havia sido localizado.

menino morto chuva PB (Foto: Wagner Pina/Curta Quando Eu Crescer/Divulgação)
Dayvison, durante as filmagens (Foto: Wagner Pina/Quando Eu Crescer)

“A mãe está na casa das lideranças da comunidade e é muito pobre, também trabalhava no lixão. Ela se sente culpada pela morte do filho, pois, quando a água arrastou eles, ela segurou por um momento nas mãos de Deyvison, e depois teve que soltar, devido à correnteza”, diz o diretor.

“O Deyvison era um menino simples, fechado no início. Nunca tinha visto uma câmera e um microfone antes, ficou com medo no início e não queria gravar. Mas aos poucos ele foi se entrosando com o grupo”, afirma o diretor. Emmanuel é aluno do Curso de Extensão em Produção de Documentário da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), pelo qual produziu o filme em que o garoto atua.

Além de Deyvison, houve outra morte pelas chuvas na Paraíba: uma criança de dois meses, vítima do desabamento de uma casa em Puxinanã.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo 

BAGÉ Celebra 200 como Território Internacional da Música Clássica

 FIMP- Festival Internacional Música no Pampa www.fimp.com.br

  • Dr. Marcos Machado foi quem teve a idéia. É bageense, radicado nos Estados Unidos há 16 anos.
    Prof. de contrabaixo na University of Southern Mississippi, criador e diretor do www.bass-symposium.com  
  • Marcos conheceu o Maestro Jean Reis, que tem uma larga experiência como criador e Diretor Artístico do www.festivalmúsicanasmontanhas.com.br, em Poços de Caldas, com doze edições já realizadas.  
  • Marcos Machado e Jean Reis decidiram então formatar o projeto para Bagé, apresentando-o à Prefeitura/ Secretaria Municipal de Cultura. A idéia foi abraçada e inserida no calendário do município porque o prefeito e o secretário sapiran brito perceberam seu grande alcance educacional e de desenvolvimento.

  • O FIMP tem o selo da Lei Rouanet/ Ministério da Cultura. Quem realiza o FIMP é a Prefeitura de Bagé/ Secretaria Municipal de Cultura. Está inserido no calendário do município.

  • São patrocinadores da 2ª edição: CGTEE- Eletrobrás, Unimed Região da Campanha, DAEB, Peruzzo Supermercados e Clínica Previtali. Apoio institucional do Governo do Rio Grande do Sul/ Secretaria Estadual de Cultura, Clube Comercial, 3ª Brig. C.Mec, UNIPAMPA, URCAMP e da Maya Espaço Cultural.

Comemorando 200 anos da Rainha da Fronteira,
a  Prefeitura de Bagé/ Secretaria Municipal de Cultura,

realizam a 2ª edição do FIMP- Festival Internacional Música no Pampa

 

Durante 11 dias, Bagé se transformna em capital da música erudita, reunindo músicos de destaque no país e no mundo. Participam do festival alunos do Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Venezuela, México, Estados Unidos, China, Israel e Suíça. A realização é da Prefeitura de Bagé e Secretaria Municipal de Cultura. Todos os concertos são gratuitos. 

 

“Será um evento extraordinário, digno das comemorações do bicentenário do município. Não apenas valoriza Bagé como um evento turístico, mas é a democratização do acesso à cultura na forma musical, proporcionando a gratuidade dos espetáculos e aproximando a comunidade da música erudita”, ressalta o prefeito Dudu Colombo. 
 
A direção artista do FIMP está a cargo do maestro Jean Reis, enquanto a direção pedagógica cabe ao músico bageense radicado nos Estados Unidos, Marcos Machado. Serão três modalidades de apresentação. Os concertos noturnos irão ocorrer no Clube Comercial, às 20h – com exceção do espetáculo de encerramento, marcado para o Ginásio Militão, no dia 30. As apresentações acadêmicas são realizados por alunos do FIMP, tendo como palco o Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA). Os concertos comunitários caracterizam-se pelos espetáculos realizados em entidades, instituições e hospitais. Isso sem contar as oficinas que serão ministradas pelos grandes nomes da música erudita que estarão na Rainha da Fronteira. “Este ano, são 16 professores do Brasil, Argentina, Armênia, Geórgia, República de Montenegro, Sérvia e Eslovênia, muitos radicados nos Estados Unidos e França, além de 11 músicos brasileiros convidados”, explica uma das organizadoras do FIMP, Sônia Alcalde


 Abertura foi ontem à noite, em grande estilo… Serão 11 dias de Concertos Noturnos, Acadêmicos, Comunitários e aulas durante todo tempo.
Ao todo, 26
momentos de música, destacando-se a erudita. 

IMBA, Instituto Municipal de Belas Artes, no Solar da Sociedade Espanhola, é sede do festival que celebra a música erudita em Bagé.  

No 1º FIMP eram 9 professores.
Neste ano, são 16 professores do Brasil, Argentina, Armênia, Geórgia, República de Montenegro, Sérvia e Eslovênia,
muitos radicados nos Estados Unidos e França, além de 11 músicos brasileiros convidados.
 

Até 15 de julho, inscreveram-se alunos de 10 países:
Brasil, Uruguai, Argentina, China, Israel, Paraguai, Venezuela, Estados Unidos, México e Suíça.  
 

Do Brasil, além de Bagé, estão inscritos jovens de
32 cidades de 11 estados brasileiros,
superando, até agora, 60% das inscrições da primeira edição. 
 

As inscrições continuam abertas para participar de aulas, ou como alunos ouvintes,
podendo ser feitas diretamente na Secretaria do Festival, que funciona no IMBA – Instituto Municipal de Belas Artes.
 

Mais informações: www.fimp.com.br

RESTA UM na noite de Fortaleza

Um filme só acontece depois que chega ao espectador. Por isso, você é a pessoa mais importante desta noite de TERÇA na qual RESTA UM será exibido, pela primeira vez, em Fortaleza.

O CONVITE para esta noite no Centro Cultural Oboé tem a intenção de ser espalhado por aí aos quatro ventos pra que possamos ter uma sessão de cinema com casa cheia.


Aurora Miranda Leão e Rubens Ewald Filho durante o período de gravações em Goiânia…

Vá e leve os amigos ! Se não puder ir, pelo menos recomende a uma porção de parceiros porque, afinal, sempre RESTA UM

Venha você também descobrir porque O Resto é sempre maior que o Principal…

 

FICHA TÉCNICA e ARTÍSTICA RESTA UM 

Argumento, Roteiro, Fotografia e Direção – Aurora Miranda Leão

Trilha: Ricardo Bacelar

Câmera adicional – Julinho Léllis

Imagens de celular: Aurora M. Leão e Ingra Liberato

Contribuição afetiva – Rubens Ewald Filho

Colaboração no Roteiro: Alex Moletta,Miguel Jorge,Rogério Santana 

Estrelando INGRA LIBERATO

 Participação: Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler, Bruno Safadi, Samuel Reginatto, Miguel Jorge, Henrique Dantas, Carol Paraguassu e Patrícia Luciene

Produção: Aurora M. Leão e Julinho Léllis 

Edição: Aurora Miranda Leão e Lília Moema

Filmes citados:  Amanda & Monick, de André da Costa Pinto

                              Aos Pés, de Zeca Brito

                              Áurea, de Zeca Ferreira

                             Harmonia do Inferno, de Gui Castor     

 

Realização: Aurora de Cinema & Cabeça de Cuia Filmes       

                                      

RESTA UM – LANÇAMENTO em Fortaleza
HOJE, 19, 19:30h
COQUETEL no Centro Cultural Oboé – rua MARIA TOMÁSIA, 531

Informações: 3264.7038
ENTRADA FRANCA