Arquivo do dia: 09/07/2011

MESSI sua a camisa pela seleção ARGENTINA

Forma como a delegação albiceleste viajará a Córdoba segue indefinida. Árbitro peruano apita jogo decisivo contra a Costa Rica

Por Marcos Felipe Direto de Córdoba, Argentina

 
Messi treino Argentina (Foto: Marcos Felipe / Globoesporte.com)
Messi no CT de Ezeiza
(Foto: Marcos Felipe / Globoesporte.com)

Depois do treinamento pela manhã de ontem, todo o elenco da seleção Argentina ganhou folga. Mas o craque Messi preferiu trabalhar. Provando que ama a seleção de seu pais, MESSI passou o dia de folga dedicado a trabalhos físicos no CT de Ezeiza. 

Num rápido papo com o jornal “Olé”, Messi, que sofreu uma pequena pancada no tornozelo no jogo contra a Colômbia, disse que se sente bem.

– Me sinto bem e com vontade. Não tenho dúvidas que a seleção vai se classificar – afirmou La Pulga.

A “final” contra a Costa Rica, segunda-feira, em Córdoba, será apitada por Victor Rivera.

Viagem complicada

Esta tarde, a seleção Argentina treina no CT de Ezeiza, em Buenos Aires, mas ainda sem saber como viajará para Córdoba: ônibus ou avião. O motivo para a indefinição são as cinzas do vulcão chileno Puyehue, que complica o tráfego aéreo no país.

– Estamos esperando relatórios do serviço meteorológico. A decisão sairá à tarde. Se formos de ônibus, partiremos à noite – afirmou Andres Ventura, assessor de imprensa da AFA, lembrando que a viagem de ônibus entre Buenos Aires e Córdoba dura cerca de dez horas.
 

Marcos Paulo: Cinema, Força e vontade de voltar a Grécia

Fernando Schlaepfer/EGO

Marcos Paulo: viagem à Grécia após a cura da doença 

O ator e diretor MARCOS PAULO, um dos mais bonitos artistas que o Brasil já viu, vive uma fase dificil. Às vésperas de sua estreia como diretor de cinema, à frente do longa “Assalto ao Banco Central” – que chega aos cinemas no próximo dia 22 – e comemorando nada menos que 55 anos de carreira, o ator e diretor da TV Globo enfrenta uma batalha contra uma doença séria, descoberta há alguns meses. Mas ele não pára  – nem pensa em parar. 

“Enquanto eu tiver força, e cabeça, e minha profissão me permite trabalhar até muito velho, tanto como ator e diretor, eu não quero parar, eu não posso parar, eu tenho que estar em movimento”, disse ele em entrevista ao EGO em seu apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, ontem, 8 de julho. 

Aos 60 anos, Marcos Paulo, que começou no teatro aos 5 e aos 15 já estava na TV, levado pelo pai de criação, o autor Vicente Sesso, falou sobre seus projetos de trabalho e a luta contra a doença: “Não vai ser a primeira guerra que eu enfrento nem a primeira batalha que vou vencer.” Confira os principais trechos da entrevista:

 

“Assalto ao Banco Central”

“Desde que aconteceu o assalto, em 2005, o assunto me interessou muito. Não pela apologia ao bandido, ao crime, mas pela precisão cirúrgica e competência com que eles conseguiram fazer esse trabalho. Eles conseguiram fazer um túnel de 80 metros, passando por baixo de um canal, sem provocar um curto circuito, sem arrebentar um cano e saindo exatamente embaixo do cofre do Banco Central. Ou seja, é um trabalho de mestres.” 

Estreia no cinema
“Demorei a estrear como diretor de cinema porque queria uma história que me animasse muito e também me sentir maduro para dirigir. Apesar de ter entrado na TV em 1978, isso já tem 30 e poucos anos, eu queria que, quando eu colocasse a mão no cinema, não fosse uma brincadeira. Queria poder fazer um filme legal, com uma história bacana, porque o filme fica na história da gente, na história de um país. Queria fazer um filme com a certeza de que estava colocando a mão na massa com a quantidade certa de farinha, de água, de ovo, de todos os ingredientes.” 

 

Fernando Schlaepfer/EGO

Marcos Paulo: mais projetos de cinema

Novos filmes
“Fiquei muito animado e tenho outros projetos para fazer. Quero deixar claro que fazemos um filme inspirado em fatos reais. Não é um documentário nem um docudrama. É importante que as pessoas saibam que é um trabalho inspirado em fatos reais. Foi uma história de ficção partindo de fatos reais.”

Personalidade inquieta
“Em 1970 cheguei na Globo como o galãzinho da vez. Em 1978 fazia papéis de meninos bonzinhos, galãzinhos. Enchi a paciência do Daniel Filho (diretor da Rede Globo) para fazer o bandido de uma história. Em 1978 tive vontade de virar o jogo e partir para outra coisa. Conversando com o Boni (ex-diretor da Central Globo de Produções), fui embora para Nova York e morei lá um ano, onde estudei direção. Quando voltei para o Brasil, já foi como diretor. Sempre fui insatisfeito com as coisas, tentando descobrir um outro lado meu.”

Insatisfação
“Eu continuo sendo insatisfeito. Acho que, como disse a avó gaúcha de um amigo meu, a gente não pode colocar o pijama para sestear, fazer a sesta, dormir à tarde. Quando acontece isso, você praticamente está assinando seu atestado de óbito. Enquanto eu tiver força, e cabeça, e minha profissão me permite trabalhar até muito velho, tanto como ator e diretor, eu não quero parar, eu não posso parar, eu tenho que estar em movimento.” 

 

O câncer
“Quando você encara uma doença como essa é importante ter objetivos, ideias de trabalho para frente, não pode parar. Só parei para pensar nela nos momentos em que o tratamento me fez parar para descansar e dar um tempo para o corpo. A doença não me atrapalhou em nada. Apesar da reação ser esperada, o tratamento, sim, mexeu comigo. Sabia que em alguns momentos isso iria acontecer. Nos momentos que isso não acontece, estou em absoluta atividade. Eu não consigo ficar parado.”

Descoberta da doença
“A primeira sensação que tive foi de que havia perdido a batalha. Porque achava que nunca ia ter essa doença. A segunda reação que eu tive foi: ‘Não perdi a batalha, eu sou um ser humano e ele é passível de ficar doente. Agora eu tenho uma guerra pela frente com várias batalhas e vamos embora’. Não vai ser a primeira guerra que eu enfrento nem a primeira batalha que vou vencer. 

Na verdade, acho que a segunda grande sensação foi eu me sentir um ser humano e não um deus, um super-homem. Na verdade, a gente nunca sente que é vulnerável. Sempre achei que comigo não iria acontecer nada. Mas a cada vez que me sentia assim, levava uma cacetada. Talvez a primeira delas tenha sido em 1975, quando sofri um feio acidente de moto. São coisas que acontecem na vida da gente para colocarmos o pé no chão e que nos mostram que somos vulneráveis e que temos que tomar cuidado.” 

Aos 60 anos 
“Foi num momento em que estou fazendo 60 anos, que é uma idade emblemática. Acho que aconteceu numa hora que me faz rever muitas coisas na vida. As que foram feitas e as que virão. A pergunta não é por que aconteceu isso comigo, mas sim para que está acontecendo isso comigo. Daqui a um tempo acho que encontrarei a resposta. ”

 

Como as filhas souberam
“Não foi fácil. Tenho duas filhas adultas [Vanessa, 39 anos, do namoro com a modelo italiana Tina Serina, e Mariana, 30, filha do casamento com Renata Sorrah], e a menor, de 11 anos [Giulia, do casamento com a atriz Flávia Alessandra]. Chamei as três para jantar e contei para elas. Elas deveriam saber por mim. Se soubessem por outras vias iam se sentir traídas. Assim como resolvi abrir publicamente. 

O fato de você ser uma pessoa pública e ser passível de uma doença não é vergonha nenhuma. Ela hoje é praticamente uma epidemia. Depois que você entra nesse mundo, você descobre várias pessoas que já passaram ou passam por isso. Isso não é ‘privilégio’ só seu. Acontece até com pessoas do seu círculo de amizades. Acho que a melhor coisa que fiz foi ter aberto e falar.”

Como descobriu
“Descobri a doença porque faço check-up de seis em seis meses. Há seis meses não tinha nada. Nos últimos exames, em abril, o tumor apareceu. Acho que estou passando o para as pessoas uma mensagem superimportante. Qualquer doença que é descoberta no início, com o avanço da medicina, tem mais chances de obter a cura.”

Tratamento
“Acabei minha quimioterapia e radioterapia. Diria que é meu primeiro estágio. Tenho um exame grande daqui a cinco semanas, quando eu e os médicos vamos ver que atitudes tomar.”

Equilíbrio
“Acho que o trabalho é um dos tripés da vida junto com a família. Isso é o que move a gente e nos toca para frente. Não posso reclamar da vida não. Meu tripé está bem implantado (risos).”

Sonho quando receber alta
“A primeira coisa que quero fazer é uma grande viagem. Talvez voltar para a Grécia, que é um lugar que eu amo. Um país lindo e com gente muito gostosa de conviver. Depois, voltar e tocar os projetos para frente. Para o ano que vem tenho duas novelas, e uma minissérie para o semestre que vem.”

 * Entrevista de Luciana Tecídio, do EGO (Rio)

Cinema no Brasil completa 115 anos …

Apesar de historiadores divergirem sobre o endereço exato da exibição, Rio vai instalar placa comemorativa na Rua do Ouvidor

Em uma sala alugada do Jornal do Commercio, na Rua do Ouvidor, centro do Rio, ocorreu há exatos 115 anos a primeira sessão de cinema do Brasil. Para marcar a data, a RioFilme anunciou que vai colocar uma placa indicando o local.
“Foi uma iniciativa do belga Henri Paillie, um exibidor itinerante”, lembra o pesquisador Hernani Heffner, especialista em restauro de filmes. Paillie mostrou aos cariocas oito filmetes de cerca de um minuto, com interrupções entre eles. Provavelmente, haviam sido comprados na França e vistos pela Europa, alguns retratando apenas cenas pitorescas do cotidiano.

As exibições duraram duas semanas, contou ontem Heffner, e ficaram restritas aos cariocas mais abastados. “Paillie cobrava ingresso e não era barato. O cinema era para a elite, não para o povão, uma atividade de luxo. Ele era um personagem obscuro. O que se sabe é o que saiu na imprensa à época.”

Segundo o livro Palácios e Poeiras: 100 anos de Cinemas no Rio de Janeiro, da pesquisadora e dona da CINÉDIA, Alice Gonzaga, a sessão ocorreu no número 57 da Rua da Ouvidor. A numeração mudou nesses 115 anos – não é possível saber ao certo em qual das lojas foi.

Luiz de Barros e Adhemar Gonzaga: pioneiros a quem muito deve o Cinema Brasileiro

Hoje popular, a Rua do Ouvidor era sofisticada, a mais importante da então capital do País. Reunia lojas de todos os gêneros, redações de jornais, livrarias e pedestres em suas melhores roupas. Foi a primeira a receber iluminação a gás, em 1860.

O pioneirismo continuou ao abrigar não só a primeira exibição de filme projetado em tela diante de uma plateia – antes só era possível a experiência individual, pelo cinematógrafo inventado por Thomas Edison, em 1888 -, mas também a primeira sala fixa e regular de cinema: o Salão de Novidades Paris, inaugurado em 1897 por Pascoal Segreto, no ano seguinte à sessão celebrada pela placa.

Este empresário italiano radicado no Rio trouxe da França a inovação dos irmãos Lumière um ano após sua projeção inaugural. Antes do Salão, a cidade só tinha acesso às chamadas “vistas” (filmetes) por meio de exibidores ambulantes, como Paillie, que usavam equipamentos de projeção franceses para mostrar a novidade em diferentes espaços, como teatros e cafés – daí a dificuldade de se precisar o endereço da primeira sessão.

Controvérsia. O tempo deixou esmaecidos esses registros. “Tem uma história que as primeiras imagens do Rio foram filmadas pelo irmão do Paschoal, Afonso Segreto, que chegava da Europa. Seria uma tomada da entrada da Baía de Guanabara. Essas imagens não existem mais”, diz o professor de Cinema da Universidade Federal Fluminense, José Marinho de Oliveira.

“Homenagem faz quem quer, do jeito que quer, mas não há nenhuma confirmação da primeira sessão”, diz José Inácio de Melo Souza, autor do livro Imagens do Passado, que fala dos primórdios do cinema no Rio e em São Paulo. “Essa primeira sessão seria a do filme do Segreto, mas nunca se soube ao certo. Eles deveriam colocar a placa falando da abertura do Salão de Novidades, seria mais correto.”

A placa está sendo confeccionada e será colocada pela RioFilme e pela Subsecretaria de Patrimônio da Secretaria de Cultura. O presidente da RioFilme, Sérgio Sá Leitão, disse que está a par da controvérsia. “Mas consideramos que há elementos suficientes para assegurar que neste dia, na Rua do Ouvidor, foi exibido um filme. E muito provavelmente foi a primeira vez na cidade e no País. A ideia é assinalar o pioneirismo do Rio e sua vocação precoce para o cinema.”

Cena da comédia Acabaram-se os otários, primeiro filme sonoro brasileiro

CURIOSIDADES

Primeira sala
Paschoal Segreto criou no Rio, em 1897, o Salão de Novidades Paris.

Primeiro sucesso
Com 800 exibições, foi o média metragem Os Estranguladores (1906). Filmes sobre crimes davam maior audiência.

Dublagem ao vivo
Na virada da década de 1910, as películas eram “cantadas”, isto é, com atores dublando-se ao vivo, por trás da tela, com base em imagens já gravadas.

A chegada dos americanos
Em 1911, eles abriram no Rio o Cinema Avenida para exibir exclusivamente filmes da Vitagraph. Com a 1ª Guerra Mundial, a produção europeia se enfraquece e os EUA passam a dominar o mercado mundial.

O primeiro filme sonoro brasileiro
Foi a comédia Acabaram-se os otários (1929), de Luiz de Barros.

O Cinema do futuro em expô no Rio

Laboratório desenha o cinema do futuro 

Câmeras e equipamentos de altíssima resolução – as mais inovadoras do cinema mundial – expostos em show room 

Amanhã, 10 de julho, o salão de eventos do Hotel Merlin, em Copacabana, abre espaço a um laboratório que reproduzirá imagens capturadas em 5K e 3D com câmeras Epics, as mais inovadoras do mercado cinematográfico. É a primeira vez no mundo que este equipamento está sendo utilizado para a realização de um filme e a primeira equipe brasileira que opera tal tecnologia.

As imagens capturadas no primeiro dia de gravação do curta-metragem Cinco ou seis ensaios em busca de uma narrativa ou Estereoensaios serão apresentadas para análise da equipe. É a primeira vez que o estereógrafo norte-americano Keith Collea, que trabalhou em “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” e veio ao Brasil para participar do projeto, manuseia as Epics. Símbolo de inovação, as câmeras são capazes de reproduzir a melhor imagem digital já gerada e são sonho de consumo de todo cineasta. James Cameron comprou 50 delas para filmar a seqüência de Avatar.

Durante o show room, pesquisadores e técnicos envolvidos no projeto farão um overview das primeiras imagens filmadas. Um Scratch Lab será montado para reproduzir e começar a trabalhar com as imagens capturadas e responder questões relacionadas à construção de narrativas com imagens ainda não vistas.

O filme é uma iniciativa do grupo de trabalho do Programa de Visualização Remota de Aplicações Avançadas, promovido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). 

Serviço:

Data: 10/07/2011 – domingo

Hora: 15h às 22h

Local: Salão de eventos do Hotel Merlin – Avenida Princesa Isabel, 392, Copacabana.

Billy Blanco deixa enorme e ótimo repertório

O cantor e compositor paraense Billy Blanco faleceu na manhã de hoje, às 7h, aos 88 anos, vítima de parada cardíaca. O músico estava internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Pan-Americano, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro. Desde outubro de 2010 sofria as consequências de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, apesar do quadro estável, desde dezembro do ano passado não conseguia mais falar. O corpo está sendo velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro até as 22h, e deverá ser cremado amanhã.

William Blanco Trindade, o Billy Blanco, é um dos compositores mais importantes da Música Popular Brasileira. Nasceu em Belém em 1924. Já aos 10 anos praticava poesia, fazendo suas redações em versos. Interessou-se pela música desde cedo, fazendo inicialmente paródias, com letras diferentes em músicas conhecidas.

A ida para o Rio de Janeiro lhe proporcionou gravar as primeiras músicas, o que não havia conseguido em São Paulo. Daí por diante, frequentando o meio musical, conheceu Dolores Duran, que o apresentou a Lúcio Alves, Dick Farney, Silvio Caldas, Isaura Garcia, Elizete Cardoso e Radamés Gnattalli. Seu primeiro sucesso foi Estatutos da Gafieira, cantado por Inesita Barroso, e regravado por vários cantores.

“Billy Blanco é um dos maiores compositores da MPB. Deixa alguns sambas antológicos, onde a ironia e o humor se sobressaem, como todo bom sambista da história da MPB. No entanto, apesar de morar há tantos anos fora do Pará, nunca perdeu a sintonia com a cultura e os valores da terra. Vou procurar homenagear a sua despedida com uma gravação histórica”, declarou o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves Fernandes.  

Billy foi parceiro de Baden Powell, Tom Jobim e Sebastião Tapajós, entre outros grandes compositores. Com Baden, compôs o clássico Samba Triste, e mais de 50 gravações no exterior. Criou um estilo próprio, descrevendo com perspicácia as situações à sua volta, ora com humor (talvez sua face mais conhecida), ora no gênero exaltação; outras vezes, falando de amor e desilusão.

“Um baluarte, um desbravador. Desde os anos 50 compondo, seja com a turma da Bossa Nova ou com outros músicos. Cidadão do mundo, um compositor com material inédito, ainda a ser descoberto”, destacou o músico Sebastião Tapajós, parceiro em mais de 60 músicas, pouquíssimas gravadas.

Crônicas – Quando Billy Blanco apareceu no cenário musical foi comparado a Noel Rosa, pela graça com que fazia crônicas musicais do Rio de Janeiro. Ele, que descreveu tantos personagens, também se tornou uma figura do Rio – andando sempre de branco, com um vasto bigode e rabo-de-cavalo por Copacabana.

“A obra de Blanco não se limita ao Pará. É um legado musical do Brasil e do mundo, que perde um artista fantástico, um compositor maravilhoso. Fica a missão cumprida de um espírito brincalhão. Uma obra que não será esquecida”, assegurou o cantor e compositor Nilson Chaves.

Quando sofreu um enfarte, em 1995, o compositor conta que foi recusado na entrada do céu porque esqueceu o “passaporte carimbado”, e voltou para fazer mais “uns sambas pro povo”. De sua produção musical, com cerca de 500 músicas, 300 foram gravadas pelos mais respeitáveis artistas da música brasileira, como Maria Bethânia, Emílio Santiago, Zé Renato, Elis Regina, João Gilberto e as paraenses Lucinha Bastos Leila Pinheiro.

Texto de José Augusto Pacheco – Secult do Pará