Dideus Salles lança JITIRANAS DE LUZ na Terça

O mais recente livro do escritor DIDEUS SALLES terá coquetel de lançamento terça que vem, 19:30h, no Centro Cultural Oboé.

“Jitiranas de Luz” tem prefácio do poeta Dimas Macedo e diversos autores fazendo uma apresentação do autor.

 

Quem é DIDEUS

 

Foi numa fazenda, batizada de Várzea do Canto, na freguesia cearense de Independência, no segundo dia do quarto mês do terceiro ano da década de sessenta, no século XX, que os pássaros saudaram pela primeira vez o canoro colega Dideus Sales. O poeta, que depois fez crisma pública como radialista, jornalista, declamador, compositor e produtor cultural, herdou dos pais, José Pereira e Cordeira Sales, o amor pelo mágico universo sertanejo. Quando contava apenas três carnavais, no ano de lutas de 1966, sua família migrou para Crateús, a mais próspera das urbes beijadas pelo Rio Poty, aonde o poeta iniciou seus estudos e posteriormente ingressou no rádio como comunicador, profissão dos seus pendores. Residindo em Aracati, atualmente dirige e edita a revista  “Gente de Ação”. Publicou 12 livros, o mais recente é “Jitiranas de Luz”(2011). 

 

 

JITIRANAS DE LUZ 

 

Neste livro, o leitor encontra uma porção generosa de versos de inaudito vigor, lavrados pela inteligência e pelo talento do poeta Dideus Sales, cujo nome há muito se inscreve entre os melhores criadores da arte poética da nordestinidade, vazada em textos clássicos ou populares. Os versos laborados com a pertinência de quem vive as demandas do povo e saboreia os frutos sazonados da sabedoria sertaneja, são como uma deliciosa iguaria que o poeta prepara para servir aos que têm uma espécie de paladar na sensibilidade. Este livro de Dideus Sales será sem dúvida um prato saboroso para quantos apreciem uma boa leitura. 

 

 

“Este livro é uma inspirada e sonorosa viagem pelas coisas sublimes e espontâneas do Ceará. Um abraço generoso às raízes. Uma cuia de água fresca das nascentes telúricas do sertão. O Ceará original”.

 

– Juarez Leitão (da Academia Cearense de Letras)

 

O texto desta jornalista segue abaixo, na íntegra:

De Repente, Um Mote, Um Galope, Um Motivo pra Sorrir

É prazerosa de ler a poética de Dideus Salles. Falando de gestos, situações, sentimentos, prazeres e dissabores do cotidiano, flui leve e sobranceira como cachoeira escorrendo em dia de pouco sol no sertão. Por meio de rimas, versos e motes, ele apercebe-se de fatos, pessoas e cenas triviais.

Dideus revela com maestria suas origens, advindas da pequena Crateús (de meu querido e saudoso amigo Dedé), e traduz, com gostosa leveza, estados de ânimo, circunstâncias, questões existenciais e até eventos, como uns tantos nos quais emboladores, repentistas e violeiros são o foco principal.

Uma parte disso está aqui e a nós cabe lê-lo, dividir com os amigos e fazer com que isso reverbere em muitas trilhas. E como não se encantar com versos como os de CADA MINUTO QUE MORRE

Vivi toda a exuberância

dos dias de juventude

cheio de gozo e virtude,

amores em abundância,

não calculei a distância

do auge até o meu fim,

hoje extenuado, enfim,

percebo que o tempo corre.

Cada minuto que morre,

mata um pedaço de mim.

 

Entre decassílabos, galope, martelo, oitava, sextilha e trova, Dideus desenha um autêntico matelassê de frases e versos bem construídos, os quais vamos lendo de uma vez só – como aconteceu comigo – tal é a naturalidade com a qual “associa-se” a alguns outros tantos trovadores da mesma cepa. Como por exemplo no poema dedicado aos maiorais do acordeon, Bento Raimundo e Edilson Vieira. Ou como em Noite de Violas:

 O mar com sua grandeza,

os campos com suas flores,

a noite com seus mistérios

e as estrelas multicores

são enfeites dos repentes

dos geniais cantadores. 

Assim como diz em seu poema Chuva de Repentes, apresenta-se disposto a plantar num roçado de sonhos, cantando o cheiro e a cor da terra e de nossa gente para depois colher, e assevera: “palavra é assinatura, não precisa testemunha”.

E como um menestrel a exibir “seu trabalho competente deixando o público envolvido na magia do repente”, planta a esperança e espalha entusiasmo, propondo:

“Ao deitar-se em seu divã

sonhe um mundo de bonança

e borde um lindo amanhã

Com fios de esperança”.

É uma grata satisfação ter a obra de Dideus agora compilada em livro. Vamos à leitura !

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