Sessões lotadas e boas surpresas no VI COMUNICURTAS

Aberta na noite daa última semana de agosto, como acontece todo ano, a sexta edição do ComuniCurtas acontece em Campina Grande, sob o comando de André da Costa Pinto, e, mais uma vez, supera a edição anterior.

Festival promovido e incentivado o ano inteiro pela Universidade Estadual da Paraíba, através de seu departamento de Comunicação Social, o festival foi aberto este ano com homenagens e a exibição do curta RESTA UM, exercício audiovisual coletivo que tive a honra de conduzir , conseguindo unir os talentos de Ingra Liberato,  Rosamaria Murtinho, Sílvio Tendler, Miguel Jorge, Bruno Safadi, Henrique Dantas, Alex Moletta e Samuel Reginatto e Júlio Léllis, entre alguns outros.

Saudados pelas profícuas palavras do Pró-Reitor Antônio Guedes Rangel Jr. – que enfatizou a disposição da Universidade (UEPB) em incentivar cada vez mais a produção aduiovisual em Campina Grande -, a alegria estampada no rosto dos que todas as noites afloram ao amplo espaço do SESC, não deixa dúvidas: André da Costa Pinto idealizou, foi à luta e conseguiu realizar um dos mais carismáticos festivais de cinema do país, com tudo para tornar-se um pólo aglutinador dos mais concorridos do Nordeste, posto muito tempo alcançado pelo festejado GUARNICÊ de São Luís do Maranhão.

A presença de Ingra Liberato na abertura desta sexta edição foi um trunfo muito aplaudido – é fácil observar nas fotos que pipocam nas redes sociais, tendo a atriz entre fãs e admiradores de todas as idades. Com a elegância própria das mulheres que sabem se afirmar com simplicidade e simpatia, Ingra foi capa de todos os principais jornais da Paraíba entre domingo e segunda. Chegando em Campina, deu entrevistas, autógrafos, não se furtou a estar entre os flashes que A todo momento lhe alcançavam e subiu ao palco para falar da alegria de estar lançando o RESTA UM.

Afinal, foi aqui em Campina Grande o ‘batismo oficial’ do filme, já que foi a primeira vez que INGRA pôde acompanhar um lançamento, tendo ademais a grata sartisfação de ser acolhida por platéia lotada e acolhedora.

Antes da exibição de RESTA UM, o festival exibiu um vídeo em homenagem aos dois cineastas hjomenageados deste ano, os paraibanos Marcus Villar e Torquato Joel – o vídeo foi idealizado pelo jovem realizador Kennel Rógis, aliás, um dos fortes concorrentes do festival com seu belo filme de estréia , o doc Travessia, ambientado em sua Coremas natal.

Após Ingra e eu (que tive a honra de subir ao palco com esta fina flor do teatro-cinema- TV ) dividirmos com os campinenses a satisfação de realizar RESTA UM “porque o Resto é sempre maior do que o principal” -, a tela transformou-se num mosaico de filmes de todos os quadrantes, e tem sido assim toda noite, com uma diversidade de olhares e narrativas que muitas vezes surpreende pela qualidade do inusitado e a riqueza de sensibilidades, nem sempre alcançadas em painel tão eclético.

Aliás, vi aqui em Campina um curta do qual preciso ter uma cópia. Trata-se de instigante roteiro de Fernando Ventura, O Quinto Beatle, tão inusitado quanto interessante . Narrativa bem construída, de fácil absorção, a qual se acompanha com atenção e risos benfazejos até o final. Fernando deve ser mais um entre tantos fãs dos fantásticos de Liverpool. Pensando assim fica mais fácil entender como construiu o encontro insuspeito entre o eterno-Beatle Paul McCartney e um jovem paraibano, na pacata Campina Grande dos anos de 1960. Uma idéia poderosa, que mistura ficção e documentário (?) – vi muitas pessoas comentando a respeito e imaginando como foi a tal passagem de Paul por Campina) – e chega à tela de forma despretensiosa e criativa, com a eloquencia de um ator  de grande envergadura, que conduz o filme com precisão de ourives. Ele é Chico Oliveira, tão desconhecido da maioria de nós quanto fartamente competente. Este filme de Italo Brito e Fernando Ventura é um pitéu entre tantos curtas vistos este ano. Creio que vá rodar muitos festivais, não só pelo constante e crescente interesse que a a obra antológica dos Beatles desperta nas mais distintas platéias como por tratar-se de filme bem realizado, em todos os aspectos. E vem de Campina Grande, mais um curta realizado com o precioso apoio da UEPB (exemplo a ser seguido por Universidades do país inteiro) e o constante e vigoroso apoio que André Costa repassa aos que estão em seu entorno. Ah, André, você bem poderia ser dez….

Após a noite de estréia 2011 do ComuniCurtas, a coordenação promoveu uma acolhedora  recepção no bar Opção, onde uma roda de chorinho acompanhou conversas animadas e muita tietagem. Afinal, além da presença iluminadora de INGRA, ali estava outro doce de pessoa, que tem muito mais admiradores do que se possa imaginar: Elke Maravilha. 

ELKE no palco fala sobre o documentário com ela, feito por Júlia Rezende

Gal Cunha Lima, Gilberto Perin, Luís Carlos, borges, Itamar Borges, Ana Célia e o casal de realizadores argentinos Judith e Martin Barra, que trouxe uma Mostra Argentina ao ComuniCurtas

Aurora, Ingra Liberato e Arly Arnaud no brinde inaugural do ComuniCurtas… 

Em outro post, mais ComuniCurtas.

3 Respostas para “Sessões lotadas e boas surpresas no VI COMUNICURTAS

  1. Fábio Takahashi

    Que bom estar aqui, com vc, e participar de tudo isso; aqui, ali, acolá…rs.

  2. Adorei seu blog e a forma como você escreve! Amei também o post sobre o Comunicurtas! Esperarei os próximos babados por aqui! 😀 E meu blog, se quiser ver, é esse: http://www.eso-digo-yo.blogspot.com Quase nunca posto, mas tudo bem. kkkkk Beijãooo!

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