Arquivo do dia: 08/11/2011

Hoje tem Beto Brant na tela do Amazonas

Cineasta já está em Manaus e seu filme é o mais aguardado do Festival

O mais novo filme do cineasta Beto Brant, que causou sensação no Festival do Rio, será exibido esta noite na Mostra competitiva de Longas-Metragens do Amazonas Film Festival.

Camila Pitanga protagoniza e vive, pela primeira vez no cinema, uma prostituta…

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, novo longa de Renato Ciasca e Beto Brant, só chega ao circuito comercial em 9 de março do próximo ano mas o filme já provoca muito interesse. Foi a pré-estreia mais concorrida da última edição dxo Festival do Rio e esta noite promete lotar o Theatro Amazonas. 

Baseado em obra do escritor Marçal Aquino, parceiro de Beto em outros trabalhos, e estrelado por Camila Pitanga (no papel da ex-prostituta Lavínia), Zécarlos Machado (pastor Ernani, marido de Lavínia) e Gustavo Machado (um fotógrafo de passagem pelo interior da Amazônia), foca o olhar sobre a história do triângulo amoroso formado por esses personagens.

A questão da devastação da Amazônia, através do corte ilegal de madeira e também da força das populações locais em promover um pensamento de resguardo da floresta, são o tema de fundo da história.

“Não só da madeira, mas de tudo que influencia essas irregularidades, que são muito maléficas e trazem situações como o tráfico de drogas e a prostituição”, diz o diretor Renato Ciasca. “Os temas são abordados de maneira poética, mas contundente”.

Ainda sobre a temática, Ciasca afirma tratar-se de uma uma história de amor, onde é “super pertinente” a questão do triângulo amoroso. “Nesse caso, todos os vértices são legais, são bons, todo mundo está dando seu melhor. Nas novelas, geralmente há o bom, o mau, o velho, o moço, e no filme não: cada um está seguindo sua vida, suas determinações”.

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O processo de produção de Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios começou, oficialmente, em 2006. Lembro de estar no Festival de Cinema de Goiânia, onde também estavam Beto e Marçal, e os dois falarem sobre o desejo de levar essa obra ao cinema.

De lá pra cá, foram diversas viagens à Amazônia até que, em 2009, a locação foi definida: “Fizemos uma viagem de mais de três mil quilômetros no Pará à procura dessa locação”. Segundo os diretores, a experiência foi enriquecedora.

“Esse contato com o Norte do Brasil, com outro tipo de pensamento, de vocabulário, foi muito proveitoso não só para nós, diretores, mas para toda a equipe”. Vale lembrar: a equipe é formada por pessoas de diversos estados brasileiros, o que permitiu um ambiente multicultural. ” Foi uma profusão de sotaques, de costumes, uma grande troca entre as pessoas da equipe”, rememoram.

Ao todo, foram seis semanas de filmagens, mas os diretores e o ator Gustavo Machado passaram cinco meses em Santarém, para onde levaram todos os equipamentos e pessoas da produção, e onde montaram uma cidade fictícia. O restante da equipe foi chegando conforme suas atribuições, e Camila Pitanga chegou cerca de duas semanas antes das filmagens.

Depois daí, o caminho foi o processo de pós-produção, com a revelação, edição, montagem e ajustes finais. “Não começamos as filmagens antes porque queríamos ter dinheiro o suficiente para a finalização do filme, terminar o processo de uma só vez”, diz Renato Ciasca.

Camila Pitanga, em papel que deverá marcar sua carreira, vai atrair muito público aos cinemas…

Beto Brant, cineasta que sempre desperta interesse e provoca polêmica…

SERVIÇO

VIII Amazonas Film Festival

Exibição de Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios …

* Novo filme de Beto Brant e Renato Ciasca na Mostra Competitiva Internacional

A partir das 20h…

ENTRADA FRANCA