Arquivo do dia: 20/11/2011

O CARTEIRO – Filme de Reginaldo Faria assume inspirações e faz convite à ternura e ingenuidade das primeiras paixões

CANDÉ FARIA: estreia na telona com atuação  convincente e digna de aplausos…

Primeiro trabalho em longa-metragem de ficção da produtora gaúcha TGD Filmes, O Carteiro é o mais recente filme do ator/diretor Reginaldo Faria, que estava há 27 anos sem filmar. O filme encerrou a mostra competitiva do Festival de Gramado este ano e foi exibido na competitiva internacional do VIII Amazonas Film Festival.

Integrante de um dos clãs do cinema brasileiro, Reginaldo Faria cresceu no meio. Ao lado do irmão, Roberto Farias (que dirigiu e produziu os três filmes emblemáticos com o Rei Roberto Carlos), viveu a rotina dos sets e estreou como diretor em 1969 com a comédia “Os Paqueras”, sucesso de público, com as divas Leila Diniz e Darlene Glória no elenco. Fez outros filmes do gênero, experimentou o policial em “Barra Pesada” (77) – que ele considera seu melhor filme – e o último foi a comédia “Aguenta, Coração” (84).

Na volta de Reginaldo aos sets, após longo hiato, motivado por problema de saúde que o deixou meses de cama, percebe-se os sentimentos motivadores a nortear o diretor, fazendo-o optar por fazer uma comédia romântica, leve, cujo foco está entre a nostalgia de um tempo feliz e a esperança de dias menos áridos, violentos, descartáveis, tal como o diretor declarou meses atrás: “Estamos vivendo tempos de extrema paranóia e neurose, as pessoas e o sistema estão partindo para uma loucura. Resolvi sair disso.”  

Ao lado do filho Marcelo, Reginaldo diz: Trabalhar em família é algo que vem de longa data. Virou tradição”.

Como homem de cinema, Reginaldo não poderia deixar de colocar esses sentimentos em seu mais recente trabalho autoral. Assim, a delicadeza tão bem representada em O Carteiro por seu filho mais novo, o jovem e talentoso Candé Faria, é bem um espelho do que o próprio diretor pensa da vida e desses novos tempos, onde a modernidade nem sempre significa melhoria e progresso:

“A nossa cultura está se esvaindo, está indo para o bueiro. Na música popular, o refrão é mais importante do que a letra. Hoje você fica vendo um monte de besteira porque as pessoas não têm imaginação nenhuma, não têm criatividade. Você vai se perdendo dentro desse esvaziamento cultural, inclusive no cinema brasileiro.”

O Carteiro mostra um artista por trás das câmeras, interessado sobretudo em dialogar com gerações mais jovens, arriscando-se a falar sobre um tema tão em desuso como a elaboração de cartas. Em plena era de e-mails e redes sociais, Reginaldo se aventurou num tema aparentemente desinteressante, mas afirma que amou fazer o filme:

“Não se pode subestimar a inteligência e a sensibilidade da plateia. Não acredito que as pessoas estejam se afastando tão radicalmente do que é mais humano. Quanto mais você tocar no assunto, mais sensibiliza as pessoas. O que a gente tem de fazer é atrair as pessoas para isso. Como ? Fazendo um filme como eu fiz.” 

De fato, O Carteiro tem uma ambiência de romantismo, bem temperada com momentos de descontração e bom tom de comédia – especialmente através dos personagens principais. O diretor consegue conduzir o espectador por um benfazejo estado de afetividade e pureza, quase perdido na voracidade destes tempos modernos  nos quais ter a informação “da hora” e o smartphone mais moderno parece ser o grande trunfo para a maioria.

Candé Faria faz o carteiro atrapalhado e romântico do filme O Carteiro…

Ressalte-se: para alcançar êxito nesta sua empreitada, o cineasta encontrou na dupla vivida por Candé Faria e Felipe de Paula intérpretes à altura. Os atores, em atuações convincentes, parecem dois amigos de longa data, tal a sintonia contagiante com a qual contracenam. Não resta dúvida: Candé Faria e Felipe de Paula são os grandes luminares de O Carteiro.

Candé Faria e Felipe de Paula: dupla super afinada conduz trama de O Carteiro

Argumento inusitado e interessante, baseado em história veridica acontecida na localidade gaúcha de Vale Vêneto –  distrito de colonização italiana de São João do Polêsine, próximo a Santa Maria, no Rio Grande do Sul -, o roteiro é do próprio Reginaldo e foi filmado nos meses de maio e junho de 2010.

Foi na pequena localidade do interior gaúcho – cuja paisagem contribui fortemente para a beleza da fotografia de Roberto Henkin – onde Reginaldo encontrou o cenário ideal para ancorar o universo de Victor, o carteiro fascinado por poesia e Machado de Assis, cujo hábito cotidiano é violar a correspondência dos moradores. Victor conhece todas as paixões e intrigas da comunidade, e conta com a cumplicidade do companheiro de trabalho, Jonas (Felipe de Paula). Os dois se divertem interferindo nas mensagens, tanto para confundir, como para dar ‘uma mãozinha’ a corações desesperados. Até o dia em que Victor se apaixona por uma jovem recém-chegada à cidade (interpretada com a docilidade necessária pela atriz Ana Carolina Machado), que faz sua estréia em longa com O Carteiro.

Como diz o próprio Reginaldo, “Sou apaixonado pelo cinema italiano: Fellini, Monicelli, desde o neorrealismo, eu tenho um pouco essa influência, me fascina essa linguagem europeia de fazer cinema”. Portanto, nada tão bom como encontrar Vila Vêneto para contar essa história, assumidamente influenciada pelo tom de comédia italiano, e indubitavelmente disposta a espalhar a ternura, valorizar afetos, destacar a candura dos gestos mais banais e corriqueiros entre os apaixonados, de todas as idades, e proporcionar momentos de ‘escape’ da agitação, tantas vezes doentia do mundo contemporâneo.

Consagrar a delicadeza como  pedra fundamental para o bom andamento das relações, parece também ser um dos objetivos do diretor, alcançado com grande dose de acerto.

Segundo o produtor executivo de O Carteiro, Beto Turquenitch, a produção foi orçada em R$ 3 milhões, mas custou R$ 1,3 milhão, com equipe 90% composta por gaúchos.

Candé e Reginaldo Faria nas filmagens em Vale Vêneto, interior gaúcho…

Com uma acurada direção de fotografia de Roberto Henkin, direção de arte de Eduardo Antunes e boa trilha de Ricardo Leão, O Carteiro tem no elenco – além da citada dupla Candé Faria e Felipe de Paula, e da estreante Ana Carolina Machado -, Anselmo Vasconscelos, Zé Victor Castiel, Ingra Liberato, Fernanda Carvalho Leite, Dany Stenzel, André José Adler, Marco Suhre, Marcelo Faria e o próprio Reginaldo em participação especial. A estreia está prevista para o primeiro semestre de 2012. 

Semana passada, o filme esteve em exibição em Portugal, e foi escolhido para encerrar o 6° Funchal International Film Festival, na Ilha da Madeira, considerado um dos mais importantes da Europa.

* Candé Faria, Ingra Liberato, Felipe de Paula e Ana Carolina Machado são os integrantes do elenco de O Carteiro que estiveram em Manaus para realçar a exibição do filme na mostra competitiva do concorrido Festival. Conquistaram a todos com simplicidade e simpatia. Não faltaram fãs à procura da bela e sempre cordial Ingra Liberato nem adesões imediatas às carismáticas figuras de Candé Faria e Felipe de Paula, nem o carinho pela meiguice da atriz Ana Carolina Machado.

O elenco  principal de O Carteiro com o cineasta Reginaldo Faria…

Quem acompanhava a equipe em todas as circunstâncias era uma bonita, simpática e alegre Fabiana Santana da Silva, baiana adotada pelo Rio Grande, que assina toda a produção de finalização de O Carteiro, e fez bonito na divulgação do filme em todos os espaços do Amazonas Film Festival. 

 Reginaldo Faria: “Minha faculdade de cinema foi feita através da luta, do trabalho. Eu só queria ser um cineasta de qualquer maneira.”

Solidariedade na dor de MARADONA

Diego Maradona chegou à sua casa na Argentina em meio a uma manifestação de luto nacional no domingo após sua desesperada viagem desde Dubai para tentar ver a mãe com vida pela última vez se revelou infrutífera, informou a imprensa local.

 Maradona era profundamente ligado à mãe e não conseguiu chegar a tempo de ainda vê-la viva…

Dalma Franco de Maradona, conhecida pelos argentinos como Dona Tota, morreu aos 81 anos em uma clínica em Buenos Aires onde ela se tratou várias vezes de um problema no coração.

O jornal onlineelargentino.com disse que o médico pessoal de Maradona confirmou que o craque soube da morte de sua mãe durante o vôo.

A notícia foi dada no meio da partida do campeonato argentino da primeira divisão entre Independiente e Olimpo no subúrbio de Avellaneda e houve um minuto de silêncio antes do início do segundo tempo.

Desesperado por volver

Maradona, o mais velho dos três filhos homens e sua quinta criança, era muito próximo da mãe e que tinha feito uma nova tatuagem com os dizeres “Tota eu te amo” nas costas antes de mudar-se para Dubai em agosto para treinar o Al Wasl.

Ela disse uma vez ter previsto uma vida brilhante para seu filho quando, em seu batismo, uma estrela de uma das janelas da igreja refletiu no chão em frente a eles.

 

Maradona tem tatuado nas costas 'Tota eu te amo' - Arquivo/Reuters
Arquivo/Reuters
Maradona tem tatuado nas costas ‘Tota eu te amo’  

Maradona várias vezes relembrou os sacrifícios que ela e seu pai fizeram pela família quando viviam em uma favela na periferia da capital antes que seu genial filho se tornasse jogador de futebol e os tirasse da pobreza.

“Ele é a grande coisa que a vida me deu,” disse ela quando pediram para falar do filho.

Falleció la madre de Diego Maradona

Ele uma vez disse a respeito dela: “Ela sempre queria que nós comêssemos. Toda vez que a comida chegava (à mesa), ela dizia que estava com dor de estômago. Era uma lorota, ela dizia isso porque não havia comida para todos.”

O atacante do Manchester City, Sergio Aguero, casado com a filha mais nova de Maradona, Gianina, e pai de seu primeiro neto, Benjamin, escreveu em sua conta no Twitter: “Um dia muito triste… Obrigado pelo apoio. Estamos todos com Diego e a família.”

* Com informações da REUTERS

Adeus a Adriano Reys

O Aurora de Cinema presta homenagem ao ator…

Ator de cinema, teatro e televião, Adriano Reys, morreu por volta das 9h30 deste domingo (20) o ator Adriano Reys.

Segundo Vivi Cantinho, que era casada com o ator havia 29 anos, Adriano tinha 78 anos, sofria de câncer no fígado e no peritônio e estava internado no Hospital Copa D’Or, na Zona Sul do Rio, havia dez dias. 

O velório será às 14h deste domingo, das 14h às 18h, na capela 2 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul. O corpo do ator será cremado daqui a 4 dias no Crematório do Caju, na Zona Portuária.

 Com  a companheira Vivi… Adriano não deixa filhos.

Carreira
Adriano Reys nasceu no Rio de Janeiro em 20 de julho de 1934. Começou sua carreira artística no cinema já em 1953. Fez vários filmes, entre eles: “Os Três recrutas”, “É pra casar?”, “Dupla do barulho”, “Malandros da quarta dimensão”, “Leonora dos sete mares”, “Angu de caroço”, “O golpe”, “Aí vamos cadetes”, As sete Evas”, “No tempo dos bravos”, “Os apavorados”, “Garota de Ipanema”.

Adriano Reys (Foto: Reprodução/TV Globo)
Adriano Reys (Foto: Reprodução/TV Globo)

Como fez sucesso no cinema, foi chamado para a televisão. Na década de 70, esteve na TV TUPI de São Paulo aparecendo nas novelas como “Bel amy”, “Rosa dos ventos”, “Ídolo de pano”, “Ovelha negra”, “A viagem”, “Éramos seis” e “O direito de nascer”.

 
No megasucesso Vale Tudo, de Gilberto Braga,  com Beatriz Segall…

Em meados de 1980, foi para a TV Globo. Fez sucesso nas novelas “Barriga de aluguel”, “Mulheres de areia”, “Idade da loba” (na TV Bandeirantes), “Do fundo do coração” (na TV Record), e “Kubanacan” (novamente na Globo).

 

Durante seus mais de 50 anos de carreira, participou de mais de 50 novelas e 20 longa-metragens. Entre seus trabalhos notáveis está o personagem Renato Filipelli, da novela Vale Tudo. Seu último trabalho foi em 2009, na Rede Record, na trama de Mutantes – Promessas de Amor.

Nos palcos, participou de peças como Laços Eternos, A Elizabeth Taylor do Brasil e Jornada de um Poema.

Os vencedores do Mix Brasil

A 19ª edição do Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual termina hoje mas a cerimônia de premiação, e de certa forma, de encerramento do evento, aconteceu quinta, 17, no Cinesesc, em São Paulo.

Claudia Ohana apresentou 'A Novela das Oito', filme que teve pré-estreia na cerimônia de premiação - Ida Feldman
Ida Feldman
Claudia Ohana apresentou A Novela das Oito, filme que teve pré-estreia na cerimônia de premiaçãoO curta-metragem Na Sua Companhia, de Marcelo Caetano, foi o grande vencedor do Coelho de Prata, prêmio oficial do Mix, levando dois troféus do júri: melhor filme e melhor direção. Caetano já havia ganho o prêmio de diretor ano passado com Bailão, filme sobre uma boate no centro de São Paulo, frequentada por homossexuais mais velhos. Em Na Sua Companhia, o foco continua sendo os locais da região central, emoldurados por entre um homem na faixa dos 40 anos com um vinte anos mais jovem. A pouca ousadia e a falta de conflitos do roteiro não pesaram, porém, na decisão do júri.

 
Na sua Companhia, curta de Marcelo Caetano, é o grande vencedor…
 

O público escolheu Joelma, de Edson Bastos, que conta a história da primeira transexual da Bahia. Violento e com uma narrativa não-linear, o filme é um documento importante para a cinematografia LGBT do país.

Jiboia, da Rafael Lessa, foi o agraciado com o Prêmio Aquisição do Canal Brasil, formado por um júri de jornalistas e críticos de cinema. Intenso – como costumam ser as histórias sobre lésbicas nos cinemas – o filme ousa em contar a história de um romance entre uma cabeleireira, com histórico criminal de pedofilia, e a filha de 14 anos da dona do salão.

Em conversa com o Estadão.com.br, o diretor diz: a história é a mesma defendida em sua tese de mestrado na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Parte da força do filme está na atuação segura das atrizes, em especial de Gilda Nomacce, atriz há muitos anos no teatro, que só agora está sendo revelada ao grande público. Gilda também está no premiado Trabalhar Cansa, de Marco Dutra.

O filme já passou pelo Festival Internacional de Curtas de São Paulo, entre outros eventos, e promete seguir carreira internacional. No último Festival de Berlim, o diretor apresentou projeto para transformá-lo num longa, que também deve contar com a atriz no papel principal.

Já a sexualidade na terceira idade foi lembrada no ótimo Três Vezes por Semana, de Chris Reque. A história gira em torno de Silvia (Irene Brietzke, premiada como melhor intérprete), uma senhora que mora sozinha numa casa caindo aos pedaços e que encontra as amigas em aulas de hidroginástica. Neste microcosmo das piscinas, ela vive uma mentira e uma mudança está reservada para a sua vida.

André Fischer, um dos diretores do Festival Mix Brasil, avalia a 19ª edição como positiva, e salienta o aumento de notas altas do público para os filmes concorrentes em relação a anos anteriores, o que avaliza a programação.

Programação, aliás, que Fischer acredita ter sido menos experimental. “Não dá para falar que foi comercial, mas são filmes mais fáceis para o público.” Entre os longas internacionais, o festival trouxe trabalhos consistentes, como Ausente,de Marco Berger, premiado com o Teddy (o prêmio LGBT do Festival de Berlim) e Romeus, de Sabine Bernardi.

Outras manifestações artísticas como o teatro, música e fotografia, que se juntaram ao cinema e voltaram com peso maior nesta edição, devem manter sua importância em 2012, adianta o diretor. Todas as sessões dos espetáculos, a preços populares, tiveram ingressos esgotados. Que se solidifique um Mix cada vez mais diversificado e que possa explorar de todas as formas o universo LGBT.

OS VENCEDORES

Júri Popular
Melhor longa-metragem: Tomboy, de Celine Sciamma
Melhor Documentário: Olhe Pra Mim de Novo, de Kiko Goiffman e Cláudia Priscilla
Melhor Curta Nacional: Joelma, de Edson Bastos
Melhor Curta Estrangeiro: Amor a 100ºC, de Kim Jho Gwang Soo

Prêmio Ida Feldman: Eliad Cohen (Arisa)

Prêmio Aquisição do Canal Brasil: Jiboia, de Rafael Lessa

Júri técnico:
Melhor Curta-Metragem Nacional: Na Sua Companhia, de Marcelo Caetano
Melhor Direção: Marcelo Caetano, por Na Sua Companhia
Melhor Interpretação: Irene Brietzke, por Três Vezes por Semana
Melhor Roteiro: Cris Reque, Três Vezes por Semana
Melhor Direção de Arte: Andar pelas Ruas de Brasília
Melhor Fotografia: Assunto de Família, de Caru Alves

* Informações de Marcio Claesen – estadão.com.br

Dicionário de Curtas e Médias Brasileiros será lançado esta semana

 
 

 DICIONÁRIO DE FILMES BRASILEIROS – CURTA E MÉDIA METRAGEM em edição revista e atualizada.

Será lançada no próximo dia 23 de novembro a 2ª edição, totalmente revista e atualizada, do Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem, de Antonio Leão da Silva Neto. Trata-se do mais completo levantamento já feito sobre a produção brasileira de curtas e médias, englobando obras realizadas tanto em película (Super-8, 16mm e 35mm) como também em formato digital.

Foram catalogados 21.686 filmes e mais de cinco mil diretores, com sinopses e ficha técnica completa, incluindo técnicos, elenco, argumento, participações em festivais, premiações, comentários, curiosidades, enfim, tudo que foi possível informar nesse incrível e árduo trabalho de pesquisa editado em 1.270 páginas.

Resultado de 10 anos de pesquisas, o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem aborda desde o início do cinema no Brasil (quando Affonso Segreto, de volta da França com uma câmera na mão adquirida dos irmãos Lumière, realiza as primeiras imagens da Baía da Guanabara), caminha pela longa produção oficial do INCE, depois INC e posteriormente Embrafilme, enfoca os ciclos regionais e os curtas clássicos, até chegar aos dias de hoje, com a explosão da produção digital.

Editado pelo IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura, com patrocínio do FNC – Fundo Nacional de Cultura, órgão ligado à Secretaria do Audiovisual e ao MinC – Ministério da Cultura, com apoio da Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem tem apresentação da produtora e curadora Raquel Hallak, prefácio do cineasta/produtor cultural  Francisco César Filho (Chiquinho) e orelha da capa do cineasta/jornalista Alfredo Sternheim.

Sem pretensão de esgotar o assunto, o livro engloba tudo o que já foi publicado até hoje sobre curtas e médias brasileiros, além de dados adicionais e raros de filmes produzidos e nunca exibidos, ou mesmo desaparecidos. Por seu grau de profundidade e riqueza de dados, este Dicionário é fonte de informação obrigatória e imprescindível para qualquer cinéfilo ou pesquisador de cinema.

 O AUTOR 

Antonio Leão da Silva Neto nasceu na cidade de São Paulo, em 1957. É apaixonado por cinema desde criança, quando começou a frequentar os cinemas do bairro do Ipiranga. Seu interesse por cinema brasileiro teve início nos anos 60, vendo a série ‘Vigilante Rodoviário’ e filmes do Mazzaropi. No final dos anos 60, passou a colecionar filmes na bitola 16 mm. Com Archimedes Lombardi, fundou em 1992 a ABCF – Associação Brasileira de Colecionadores de Filmes em 16 mm, entidade que reúne colecionadores de todo o Brasil, com a finalidade de catalogar, preservar e exibir filmes raros, em sessões gratuitas no auditório da Biblioteca Municipal do Ipiranga, hoje Biblioteca Temática Roberto Santos, em São Paulo. Nos anos 90, passou a catalogar atores e filmes brasileiros em fichas tipográficas feitas especialmente para essa finalidade. Esse arquivo originou o livro Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro, em 1998, dicionário pioneiro com 1.400 biografias de artistas brasileiros. Em 2002, lançou o segundo livro, Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa-metragem, que lista toda a produção nacional desde 1908, esgotado desde 2004. Em 2006, concluiu e lançou seu mais ousado projeto, Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média-metragens’ que lista toda a produção nacional nessas categorias desde 1897, conseguindo cadastrar mais de 18 mil filmes brasileiros com até 60 minutos de duração, livro produzido com seus próprios recursos. Pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, lançou em 2006, ‘Ary Fernandes, sua Fascinante História’ e, em 2008, ‘Miguel Borges, Um Lobisomem Sai da Sombra’, livros contando vida e obra de dois grandes cineastas brasileiros. Em 2009, lança a edição atualizada do já consagrado ‘Dicionário de Filmes Brasileiros – Longa-metragem’. A versão atual, corrigida e atualizada, teve apoio do FNC – Fundo Nacional de Cultura, do IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura e da Rede 2001 Vídeo. Na sequencia, em 2010, lança a atualização de seu primeiro livro, “Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro”, totalmente remodelado e atualizado, com mais de 1000 novas biografias e o inédito Dicionário de Fotógrafos do Cinema Brasileiro, ambos pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Em 2011 lança-se ao desafio de atualizar seu dicionário de curtas, agora com a inclusão de filmes em suporte digital. Seus nove livros hoje são fonte de referência obrigatória para bibliotecas, escolas, redações de jornais e revistas, e emissoras de rádio e televisão, além de frequentemente utilizados por profissionais da área e o público interessado em geral. Formado em economia pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo, com pós-graduação em Administração Financeira e Recursos Humanos, sempre atuou na iniciativa privada em cargos executivos. Como grande apaixonado por cinema, principalmente o brasileiro, percebendo uma grande lacuna no nosso mercado editorial nessa área, dedica todo tempo vago a pesquisas direcionadas ao resgate da memória cinematográfica nacional. 

Saiba mais sobre o Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média Metragem

  • Plano geral da obra: título; ano de produção ou lançamento em mostras/festivais; cidade e estado onde o filme foi produzido; ficha técnica; cromatismo (p&b/colorido); bitola em que o filme foi concluído; minutagem; elenco/participações/depoimentos; resumo do argumento; comentários; participações em mostras/festivais e premiações.
  • O dicionário contempla filmes produzidos em película cinematográfica (8mm, Super-8, 9,5mm, 16mm e 35mm) e também formato digital (VHS, Betacam, HD, etc), de 1 a 60 minutos de duração.
  • ficha técnica: Informa todos os técnicos que atuaram no filme, números musicais, companhia produtora, distribuidora, se p&b ou colorido, bitola, minutagem, gênero, empresa onde foi feita a sonorização, sistema de som,  laboratório, etc.
  • comentários: Espaço aberto para toda e qualquer informação adicional ou mesmo curiosidade sobre o filme. Nesse campo, entre outras coisas, foi informado: notas de produção, curiosidades, comentários do autor, dos produtores/diretores, etc.

             Ficha Técnica:

Livro: Dicionário de Filmes Brasileiros – Curta e Média-Metragem
Autor: Antônio Leão da Silva Neto
Edição: IBAC – Instituto Brasileiro Arte e Cultura

Formato:
17 x 24 cm

Capa: – 4 cores – com fotos de cena de 9 (nove) curtas clássicos brasileiros – 1-Aruanda, 1960, PB, dir: Linduarte Noronha; 2-Ilha das Flores, 1989, RS, dir: Jorge Furtado; 3-Rota de Colisão, 1999, RJ, dir: Roberval Duarte; 4-Dos Restos e das Solidões, 2005, CE, dir: Petrus Cariry; 5-O Maior Espetáculo da Terra, 2005, MG, dir: Marcos Pimentel; 6-Yansan, 2006, SP, dir: Carlos Eduardo Nogueira; 7-Calango Lengo, Morte e Vida Sem Ver Água, 2008, RJ, dir: Fernando Miller; 8-Os Sapatos de Aristeu, 2008, SP, dir: Luis René Guerra; 9-Ensaio de Cinema, 2009, RJ, dir: Alan Ribeiro.

Edição Limitada

N° Páginas: 1270
Distribuição Gratuita – Solicitações por dicionariodefilmes@ibacbr.com.br, telefone (11) 6944-7850, com Ângela.
 

SERVIÇO:

Noite de autógrafos com o autor, Antônio Leão da Silva Neto e a presença de diretores, atores, jornalistas, críticos, e personalidades ligadas ao Cinema Brasileiro.

Data: 23 DE NOVEMBRO de 2011

Horário: A PARTIR das 20h
Local: ESCOLA CIDADE – FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

Endereço: RUA GENERAL JARDIM, 65 – VILA BUARQUE, SÃO PAULO, atrás da Praça da República, quase em frente à sede da Aliança Francesa.
Mais Informações: 11-3258-8108 (Escola da Cidade) ou IBAC: (11) 6944-7850, com Ângela.

Inscrições para festival sobre energia Nuclear e Urânio

2º International Uranium Film Festival está previsto para acontecer em maio/junho de 2012, quando vai acontecer o evento da ONU Rio+20, no Rio de Janeiro.

Cineastas, documentaristas, filmmakers e produtores de todo o mundo podem enviar seus filmes sobre o complexo nuclear ou radioatividade até 31 de janeiro de 2012. Mais informações www.uraniumfilmfestival.org/html/film_entry.html

Longa de Fabiano de Souza vai abrir Festival de Santa Maria

A Última Estrada da Praia, de Fabiano de Souza, na noite de abertura

A 10° edição do SMVC acontece de 5 a 10 próximos em Santa Maria com homenagem a Carlos Gerbase, transmissão via web, a programação em vários cineclubes e o lançamento do longa-metragem inédito, A Última Estrada da Praia, de Fabiano de Souza.

A partir do tema Recomeçar Sempre,  o festival selecionou trabalhos de dez estados brasileiros para as Mostras Competitivas. São animações, documentários, ficções e videoclipes, com as mais diferentes estéticas e narrativas, dos quais 11 curtas da Mostra de Santa Maria e Região, 30 curtas da Mostra Nacional e 11 trabalhos da Mostra de Videoclipes.

Confira a lista dos selecionados:

Mostra de Santa Maria e Região

A Grande Sacada
Direção: Diego Lermen de Araujo
Ficção / 10min 31seg

Às Seis Horas da Tarde
Direção: Helquer Paez
Ficção / 24min 52seg  

Aluga-se Quarto para Moça
Direção: Joel Cambraia Machado
Ficção / 20min

Ares de Inverno
Direção: Matheus de Toledo Panta
Ficção / 7min 42seg

Bambola
Direção: Antonio Capellupo e Marina La Rocca Cóser
Ficção / 1min 26seg

Cedo ou Tarde
Direção: Liciane Brun
Ficção / 16min / Santa Maria- RS  

Eu Bebo Sim
Direção: Noe Perrando da Silva e Gilberto Rezer
Documentário / 24min

Homem Arroz
Direção: Fabrício Koltermann
Ficção / 17min / Restinga Sêca- RS

Meninice
Direção: Neli Mombelli e Rafael Rigon
Documentário /2min 18seg

Negócios são Negócios
Direção: Leandro Passos Rodrigues
Ficção / 13 min

O Confronto 2: A Vingança
Direção: Marcel Ibaldo
Ficção / 04min 02seg

Mostra Nacional

A Dama do Peixoto
Direção: Douglas Soares e Allan Ribeiro
Documentário / 11min /  Rio de Janeiro – RJ

A Fábula da Corrupção
Direção: Lisandro Santos
Animação / 08min 15seg  / Porto Alegre – RS

A Fábrica
Direção: Aly Muritiba
Ficção / 15min /Curitiba- PR  

À Sua Imagem e Semelhança
Direção: Thiago Lira
Documentário /18min / Recife- PE

Angeli 24 Horas
Direção: Beth Formaggini
Documentário / 25min /  Rio de Janeiro- RJ

Casa Afogada
Direção: Gilson Vargas
Ficção / 13min 30seg / Porto Alegre – RS

Café Aurora
Direção: Pablo Polo
Ficção / 19min / Recife – PE

Café Turco
Direção: Thiago Luciano
Ficção / 18min / São Paulo – SP

Cedo ou Tarde
Direção: Liciane Brun
Ficção / 16min / Santa Maria- RS

Corneteiro Não se Mata
Direção: Pablo Müller
Ficção / 19min 40seg / Santa Cruz do Sul – RS

Diga para Minha Família que Estou Preso
Direção: Leonardo Remor e Daniel Eizirik
Animação / 2min 40seg / Rio de Janeiro – RJ

Escola de Bambu
Direção: Vinicius Zanotti
Documentário /15min / São Paulo – SP

Flash
Direção: Alison Zago
Ficção / 17min 02seg / São Paulo- SP

Janela Molhada
Direção: Marcos Enrique Lopes
Documentário / 22 min / Recife – PE

KinOpoÉTicaS – Katari Kamina
Direção: Pedro Dantas
Documentário/ 14min 45seg / São Paulo – SP

Kopeck
Direção: Jaime Lerner
Ficção /12min 40seg /Porto Alegre – RS  

Melhor Que Aqui
Direção: Eduardo Wannmacher
Ficção / 10min 14seg /  Porto Alegre- RS

Naiá e a Lua
Direção: Leandro Tadashi
Ficção / 13min / São Paulo- SP

O Cão
Direção: Abel Roland e Emiliano Cunha
Ficção/ 9min 39seg / Porto Alegre – RS  

O Céu no Andar de Baixo
Direção: Leonardo Cata Preta
Animação / 15min / Belo Horizonte – MG

Ivan Araújo Costa, ou simplesmente Ivan Cineminha, é o incrível paraibano personagem de Doc  concorrente (na foto, com o diretor de fotografia, João Carlos Beltrão)…

O Contador de Filmes
Direção: Elinaldo Rodrigues
Documentário/ 15min / João Pessoa – PB

Peixe
Direção: Rogério Nunes
Animação / 2min 09seg / São Paulo – SP  

Ponto G – Amor à Flor da Pele
Direção: Marcelo Vogelaar
Ficção / 20min  / São Paulo – SP

República dos Ratos
Direção: Beto Mattos
Ficção / 25min / Porto Alegre – RS

Retrato Falhado
Direção: André Warwar
Ficção  / 18min / Rio de Janeiro – RJ

Sala de Milagres
Direção: Cláudio Marques e Marília Hughes
Documentário / 13min  / Salvador – BA

Travessia
Direção: Kennel Rógis
Documentário / 13min 50seg / Coremas – PB

Telefone de Gelo
Direção: Fabiano de Souza
Ficção / 15min / Porto Alegre – RS

Timing
Amir Admoni
Ficção / 8min / São Paulo – SP

Um Conto à Deriva
Direção: Germano de Oliveira
Ficção / 15min 40seg / Porto Alegre – RS

Fabiano de Souza, que terá longa lançado no festival e concorre com um curta, ao lado de Walter Webb no Festival de Maracanaú (CE)…

Mostra de Videoclipes

Belezura
Direção: Jackson Abacatu
Compositor: Thiago Delegado
2min 40seg / Belo Horizonte- MG

Good Feelings
Direção: Matheus de Toledo Panta
Banda: Jaloux
4min 7seg / Santa Maria – RS

Ilusão de ótica
Direção: Vlamir Cruz e Ricardo Pinto
Grupo: Os Artistas Estagiários
02min 30seg / Natal – RN

Linha Reta
Direção: Leandro Schirmer
Compositor: Locomotores
2min57seg / Porto Alegre – RS

Maniac For the Missing Sound
Direção: Leandro Schirmer (co-direção Amarello Rodrigues)
Banda: It\’s
3min 03seg/ Porto Alegre – RS

O Acelerador
Direção: Henrique Spiazzy
Banda: Birosocks
1min 62seg / Santa Maria – RS

One Sky (Um céu)
Direção: Chris Jahara e Maíra Lana
Compositores: Gonçalo Cruz e Caio Márcio,
2min 46seg / Rio de Janeiro – RJ

Quase Tudo de Amor
Direção: Marcel Magalhães, André Aragão e Gabriel Azevedo
Compositor: Icaro Reis
3min02seg / Aracaju – SE

Saio nas Ruas
Direção: Henrique Spiazzy
Banda: Letargia
3min 52seg / Santa Maria – RS

So High
Direção: Henrique Spiazzy
Banda: The Nookies
4min 30seg / Santa Maria – RS

Sol de Cada Manhã
Direção: Othello Nogueira
Banda Hesh
4min 05seg / Porto Alegre – RS

Brasileiro em trilha de filme americano

Música do cantor brasileiro John Kip é tema de filme americano

 

Já está disponível na internet a cena do filme americano A Box For Rob com trilha sonora do cantor e compositor brasileiro John Kip. O artista é responsável pela música-tema do drama de Renzo Vasquez, com produção da Uptone Pictures e da Moving Box.

O filme tem participado de circuitos em festivais como Sundance, Charlotte, Nashville, Chicago, Toronto, Cucalorus, Las Vegas, entre outros. A previsão é de que ele seja exibido nas TVs de todo o mundo, iniciando pelos mercados americano e europeu, a partir do primeiro trimestre de 2012. 

Para conferir, acesse o canal de John Kip no YouTube, http://www.youtube.com/johnkipoficial