Arquivo do dia: 23/11/2011

Uberlândia promove cinema brasileiro

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 O cineasta e produtor Carlos Segundo idealizou e coordena a Mostra…

O AURORA DE CINEMA parabeniza e deseja todo sucesso !

Ver cinema independente em Rio Claro

 
 
O município de Rio Claro (SP) oferece uma novidade aos admiradores da Sétima Arte. Desde 2009, o grupo Kino-olho organiza na cidade o Festival Internacional de Cinema Independente – FIIK, o qual leva ao público a chance de assistir a filmes num clima de magnetismo, em meio a fantasia do cinema mundial, pipoca e platéia seleta.
 
Os concorrentes da Mostra procuram fazer um cinema autoral, no qual o diretor inova na estética e no conteúdo. Assim, o material a ser exibido instiga a uma reflexão, buscando olhar o Cinema como algo novo, não apenas como um mero passatempo. 

A terceira edição do Festival Internacional de Cinema Independente Kino-Olho (FIIK), acontecerá dias 24, 25, 26 e 27 no Casarão de Cultura, oferecendo novidades ao público rioclarense, como a mudança de Mostra para Mostra Competitiva em 5 categorias (Ficção, Documentário, Película, Experimental e Curta Kino-Olho). Os primeiros colocados em cada categoria receberão o troféu Chapéu de Palha, uma escultura inédita de autoria do artista rioclarense Lacerda.

 
O juri é formado pelos participantes do Grupo Kino-Olho, os quais elegeram, entre mais de 400 filmes inscritos, os primeiros em cada categoria, mas na mostra competitiva Curta Kino-Olho, o juri será o público, que receberá cédulas para votar no filme que mais gostar. A cada final de sessão, será anunciado o vencedor e entregue troféu e certificado. 

Mais uma novidade nas sessões: sexta-feira haverá exibição de filmes de película em 35mm, proporcionando ao público uma grande qualidade e oportunidade de conhecer de perto uma projeção no formato. Outra grande surpresa é a Mostra Especial Late Corazón, com a exibição de 3 longas inéditos do importantíssimo cineasta argentino Raúl Perrone.

 
“Podemos fazer cinema. Faz-se cinema fazendo”, diz Raúl Perrone. Hoje, com mais de 30 produções em sua filmografia, o cineasta continua fiel aos seus princípios e na contramão da moda. Todos os filmes de Perrone foram filmados em Ituzaingó: uma vez, ele escutou que não se podia falar de algo que não se conhecia. Essa ideia, associada às suas fobias (como viajar), o fizeram aferrar-se à sua cidade natal, e ele fez de Ituzaingó um cenário perfeito para suas tramas, onde se sente profundamente cômodo para filmar. Há mais de dez anos, ele desenvolve uma oficina de cinema aí, onde toda tarde de quinta-feira se filma um curta, o qual é assistido e comentado – uma espécie de Grupo Kino Olho argentino. 
 
Os filmes de Perrone serão exibidos dias 24, 26 e 27, a partir das 18 horas. A curadoria e parceria desta mostra é de Natália Barrenha, e a legendagem das obras é de Bruno Barrenha. O FIIK é uma realização Prefeitura e Secretaria da Cultura de Rio Claro junto ao Grupo Kino-Olho e Cia. Quanta de Teatro. 

Catálogo em pdf para impressão 
http://www.4shared.com/document/jS3OEjrj/catalogo2011.html 

Programação completa: 

DIA 24 DE NOVEMBRO 
– 20 HORAS 
– Casarão da Cultura (Esq. Avenida 3 com rua 7) 
MOSTRA COMPETITIVA 

BREVE PASSEIO 
15 minutos 
Dir. Rafael Jardim 
A Pedido da nora grávida, Margarida foi deixada num asilo pelo filho, que prometeu buscá-la após o nascimento do bebê. Alguns anos se passam e Margarida continua no asilo, onde fez amigos e agora planeja um passeio para conhecer sua neta. 

CLARA 
16 minutos 
Dir. Eduardo Henrique Annize Liron 
Senhora idosa perde-se numa busca pelo marido ausente em meio a um labirinto de memória e lapsos decorrentes da Doença de Alzheimer. Acaba sendo levada a uma situação extrema onde se vê obrigada a confrontar-se com seu próprio futuro. 

ÚLTIMOS DIAS 
15 minutos 
Dir. Yves Moura 
O último dia de funcionamento de um antigo restaurante e as relações estabelecidas entre seus funcionários e sua última cliente. 

NOOTRÓPICOS 
15 minutos 
Dir. Bruno Decc 
Em algum lugar, em uma data qualquer, um homem maltrapilho e moribundo interrompe sua constante jornada ao encontrar um objeto de grande importância. 

ILHAS CAYMAN 
15 minutos 
Dir. Gabriel Perrone 
Motorista de taxi leva um passageiro que não sabe dizer o endereço do seu destino, mas ao dar as orientações pelo caminho, o taxista descobre estar indo para sua própria casa e que o cliente é o amante de sua mulher. Momentos críticos na vida de um homem podem ser a base para toda uma mudança em relação à vida. 

SPECTACULUM 
15 minutos 
Dir. Juliano Luccas 
Lupa é um homem solitário e cheio de manias que busca reviver seu passado perdido nas memórias. Lupa é como todos nós: tem um lado ridículo, torto e puro. Ele é um espelho onde o homem se reflete de maneira grotesca e deformada. É a sombra. Spectaculum é um filme sobre a busca pela inocência, pela ingenuidade. 

A LENDA DA ÁGUA 
5 minutos 
Dir. Luana Mucci 
Um líquido incolor, insípido e inodoro é revelado. Até então não se sabe de sua existência, nem seu nome. Sua história é contada e a cada momento, nos surpreendemos por nos perguntarmos se já não ouvimos esta história antes. 

HOMEM ILHA 
11 minutos 
Dir. Ana Paula Sobreiro e Daniela Camila 
Um velho marujo recorda sua vida e decisões. Enchalhado emu ma ilha deserta, tem tempo todo para pensar no que já fez, e no que abandonou. Tudo isso porem está a somente alguns metros de distância, e parece aproximar-se a cada dia mais. 

A FÁBULA DA CORRUPÇÃO 
Dir. Lisandro Santos 
Em um armazém de beira de estrada, um homem vive em paz com seus animais de estimação: o cão vigia a casa, o gato caça os ratos e o jumento é o meio de transporte. No porão da casa habitam vários ratos que vivem roubando comida em quantidades tão pequenas que não prejudicam o negócio, mas a chegada de um rato estranho acaba com a harmonia do mercadinho. 

CONFINADO 
20 minutos 
Dir. Rafael Lobo 
Sabe toda aquela baboseira de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro? Pedro só se interessava pela droga do livro. 

DIA 25 DE NOVEMBRO 
20 HORAS 
Casarão da Cultura (esquina da avenida 3 com rua 7) 
MOSTRA COMPETITIVA – 35MM 

IVAN 
17 Minutos 
Dir. Fernando Rick 
Ivan é um ator de teatro decadente, que distribui folhetos vestido de personagem de desenho animado em plena luz do diapara tentar arrecadar seu ganha-pão. Vive em um cortiço imundo onde os seus únicos amigos são um travesti chamado Darlene Starr e Jone Jackson, rapaz que ganha a vida imitando o astro Michael Jackson. Como milhões, de brasileiros, sua vida e seu cotidiano são cercados de miséria e pobreza. Ivan não consegue aceitar sua situação e as pessoas ao seu redor, preferindo muitas vezes se dedicar a seus livros e discos antigos, na solidão de seu quarto. Porém, um dia, durante um teste de casting para um programa de TV, ele tem uma iluminação que transformará sua vida e a de seus poucos amigos. 

CAOS 
15 minutos 
Dir. Fábio Baldo 
Em meio à seca, dois homens se entregam às forces da natureza e iniciam uma jornada sem volta rumo à paranóia. 

PINBALL 
18 Minutos 
Dir. Ruy Veridiano 
Jovem faz uma bruxaria que não dá certo, foge do cemitério e encontra-se com a Morte em um fliperama sombrio e mal freqüentado. Entre diálogos metafísicos e recordes de pinball, ela tenta enganar a morte e ter mais uma chance no jogo. 

DUAS VIDAS PARA ANTONIO ESPINOSA 
16 Minutos 
Dir. Caio D’andrea e Rodrigo Fonseca 
Alberto Espinosa, seu irmão mais novo Antonio e seus amigos decidem aterrorizar uma família indígena que está acampada em suas antigas propriedades. O reflexo dessa noite é o aparecimento de uma figura misteriosa que busca implacavelmente um acerto de contas. 

DIA 26 DE NOVEMBRO 
20 HORAS 
Casarão da Cultura (esquina da avenida 3 com rua 7) 

 
MOSTRA COMPETITIVA KINO-OLHO 

O BOM, O MAU E O SUJO 
Dir. Bruno Barrenha; 
Três pistoleiros. Três distintas estradas para um mesmo acaso. Três sombrias facetas afastadas das Leis no Oeste. Um único desejo: a morte através do fervoroso duelo que mais tarde tocaria o agourento sino no centro de uma pacata vila. No acerto de contas final, entretanto, tudo não passou de “três homens em conflito”. 

PELEJA DE TIO SAM CONTRA ZÉ MOLESTA 
Roteiro Fernanda Tosini 
Adaptação do poema de Ferreira Gullar “Peleja de Tio Sam contra Zé Molesta”, que conta em rítmo de cordel o duelo entre o norte-americano Tio Sam contra o nordestino Zé molesta em Nova Iorque. 

O TESTE 
Roteiro Claudio Lopes; 
O roteiro surgiu com proposta de mostrar através da miséria humana, como podemos tocar ou propriamente misturar sem medos: o sagrado e o profano de uma forma simples e corriqueira, apenas no ato de necessidade extrema. Uma mulher de luto, com 2 filhos pequenos, temente a Deus, não conseguindo trabalho para sustentar o que o marido sustentara há anos, como o próprio alimento da casa, busca na sua fragilidade psicológica, moral, financeira e por último física, a falsa liberdade através corpo/objeto. Surge uma oportunidade! Um teste para um filme pornográfico. 

O SONHO 
Roteiro Val Morari 
História baseada nas lembranças de Val Morari a respeito de seu pai falecido, interpretado pelo personagem “Matuto”. 

INFERNO 
Roteiro João Paulo Miranda Maria; 
A história remete a uma situação de senzala, onde um negro é torturado e tratado como escravo. Porém ao final deste curta-metragem o espectador percebe que esta não é a verdadeira história. 

BRÁS CUBAS 
Roteiro Isadora Maria Torres 
Curta-metragem baseado em um dos capítulos da obra de Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas), onde o personagem apresenta a existência humana num tom pessimista e niilista. 

ALGUMA COISA ESCAPA 
Roteiro Claudia Seneme do Canto 
Uma história não linear, que interpretada por dois personagens; um cego sanfoneiro e uma vendedora de loja de roupas, narra a mudança do cotidiano de suas vidas após um roubo. 

BICHO FOLHARADA 
Idéia Hermes Dias Brito 
A seca chega a floresta e os animais precisam se ajudarem para manterem sua reserva de água. Mas um deles, o Coelho, resolve não ajudar. Assim sem poder beber da água dos amigos, o Coelho cria seu plano de sobrevivência. 

ÁLVARO DE CAMPOS 
Roteiro Alyne Arins 
Micro-série de 4 episódios, que narram desde a volta de Àlvaro de Campos do oriente, refletindo e discutindo junto a outros seus pensamentos, até seu encontro com seu mestre Alberto Caeiro. Adaptação dos poemas do poeta Fernando Pessoa. 

MOSTRA COMPETITIVA DIA 27 DE NOVEMBRO 
20 HORAS 

E AQUELE PROJETO AINDA ESTARÁ NO AR 
22 minutos 
Dir. Laura Barile 
O documentário apresenta uma reflexão sobre a possibilidade de qualidade na TV brasileira a partir da atuação de duas produtoras da década de 1980: TVDO e Olhar Eletrônico. 

SMOLARZE 
15 minutos 
Dir. Piotr Zlotorowicz – POLÔNIA 
“A tender observation of couple of charcoal burner’s daily life, like a fairytale from a lost world – but without the happy end of wealth and happiness” 
– DOK Leipzig Programmer 
Guided by the singular and attentive regard of the director, we share a brief moment of the life of these two peoble Who work amongst coal in the mountains. 

ELE ERA UM MENINO FELIZ – O Menino Maluquinho, 30 anos depois 
20 Minutos 
Dir. Caio Tozzi e Pedro Ferrarini 
Documentário que retrata a tragetória do Menino Maluquinho, um dos personagens mais importantes da literatura infantil brasileira, através do olhar de seu criador, o escritor e cartunista Ziraldo Alves Pinto. Em um depoimento emocionante, o autor volta ao ano de 1980 para contar histórias sobre o processo criativo do livro, o impacto que a obra alcançou em seu lançamento, dentre muitas outras curiosidades. 

NÚMERO ZERO 
22 Minutos 
Dir. Claudia Nunes 
A ONU estima a população mundial de meninos de rua em 150 milhões. destes, cerca de 40% são sem teto, porcentagem sem precedentes na história da civilização. Na America Latina, eles são 40 milhões. No Brasil, meninos e meninas de rua goianos encantam-se tanto por uma câmera que apropriam-se dela para contar suas histórias. 

A ESCOLA DE BAMBU 
15 Minutos 
Dir. Vinicius Zanotti 
Na periferia de Monróvia, capital da Libéria, pais africano devastado por uma guerra civil entre os anos 1989 e 2003, Sabato Neufville ergueu uma escola com paredes de bamvu e teto de folhas de zinco. No local, 160 crianças são alfabetizadas e adquirem noções de geografia, história. inglês e ciências. Como o pais não conta com educação gratuita, este funcionário da ONUr remunera do próprio bolso os professores da comunidade de Fendell, onde os vencimentos podem não chegar a 10 dólares americanos ao mês. 

DEJAVU 
04 minutos 
Dir. Verena Kael 
Construção de uma narrativa não linear através de imagens do Rio de Janeiro: A praça Cinelândia de hoje e registros em Super 8 de uma família de férias nos anos 30. Ambos possuem inserção de cenas de beijos cinematográficos com Greta Garbo, etc. A trilha sonora é uma narrativa de mediação francesa em conjunto com o Hino Nacional brasileiro. 

THE CAT 
03 Minutos 
Dir. George Ungar – CANADA 
Like wild animals who go to mysterious watering holes in the jungle to quench their thirst, human beings too seek out passion in secret journeys to riverbanks of sexual desire. The Cat is an experimental film/poem about this powerful human experience. 

 

MOSTRA ESPECIAL Raúl Perrone: Late corazón (Dias 24, 26 e 27 às 18 horas) 

Labios de churrasco – 62 minutos – DIA 24 às 18 horas 
Graciadió – 78 minutos – DIA 26 às 18 horas 
5 pal’ peso – 80 minutos – DIA 27 às 18 horas

Joelma e Chimbinha terão história contada no Cinema

Eles já venderam 13 milhões de discos, mas trilharam um longo percurso até chegar aqui. E nem sempre foi fácil.

Agora, os criadores da Banda Calypso terão sua história documentada em filme, cuja direção será de Caco Souza. A produção começa em 2012 e vai mostrar como o casal venceu as difíceis condições cotidianas até chegar ao estrelato meteórico.

“Eles passaram fome, eram bem pobres. A Joelma veio de Almerim, uma cidade extremamente precária. Chimbinha é de Marajó, que também não fica atrás. No filme, vamos mostrar esse contraste: a beleza da região amazônica e a falta de estrutura de lá, as dificuldades”, adianta Caco, que esteve com Chimbinha e Joelma segunda-feira, para acertar detalhes do roteiro. “Será um marco comemorativo na nossa carreira e deve mostrar ao público, além da trajetória artística da Banda Calypso, um lado menos conhecido da dupla”, deseja Chimbinha.

Em relato ao diretor do longa, Joelma confessou que era muito difícil ter acesso à música em sua cidade: “Ela me disse que não tinha televisão. Em Almerin não pegava nem rádio. Tudo chegava em fita K7. Era a única forma de ter acesso”, conta Caco.

A peregrinação dos dois em Belém até se conhecerem, também será evidenciada: “Eles já tinham um material bacana. Mas as rádios não davam atenção. Foi uma trilha difícil. A Joelma sabia do trabalho de Chimbinha como produtor e foram apresentados por uma amiga em comum. Essa é uma grande história de amor que deu certo”, diz Caco Souza.

O cineasta não revela o nome da atriz que deverá viver Joelma na telona: “Só posso dizer que é uma atriz que está muito a fim de fazer. Ela tem muitas semelhanças físicas com a Joelma e entende como queremos contar essa história. Está todo mundo muito curioso, mas ainda não posso revelar. Para Chimbinha, temos dois ótimos atores, mas ainda não fechamos”.

Segundo Caco, que dirigiu recentemente o longa 400 Contra 1, o filme vai ser uma superprodução, em parceria com a Playarte. “Ela entrou de cabeça com a gente. Estamos só dependendo da finalização do roteiro para fecharmos o orçamento. Vamos começar a filmar no comecinho de 2013”, revela ele, esperando ultrapassar o sucesso de  Dois Filhos de Francisco (2005), que levou 5,3 milhões de espectadores aos cinemas. “Independentemente de ser sobre alguém famoso, é um bom filme. O nosso também traz uma história muito bonita”.

O guitarrista da banda também quer aproveitar o filme para chamar atenção para questões ambientais com a produção. “Como já fizemos em diversos momentos com nossa música, gostaríamos também de falar dos problemas que afligem a Amazônia, um patrimônio dos brasileiros que serve a toda a humanidade”, diz Chimbinha.

* Com informações de Guilherme Scarpa, jornal O Dia

Primeiro Plano de Cinema em Juiz de Fora

Com o tema Olhar de novo, será aberta no próximo dia 28 a décima edição do Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, que vai até 3 de dezembro.

Ao longo de 6 dias, serão exibidos seis longas de diretores estreantes e mais de 50 curtas, nas mostras competitivas e de mercocidades. O festival terá também a estreia do filme contemplado com o prêmio Incentivo Primeiro Plano 3 e a Sessão Escola.  

 

Na noite de abertura, próxima segunda, será exibido o premiado longa
A hora e a vez de Augusto Matraga“, de Vinicius Coimbra, grande vencedor do Festival do Rio deste ano. Baseado no conto de Guimarães Rosa, o filme conta a história de Augusto Matraga, fazendeiro falido e violento que vive acima da lei no sertão mineiro.  

O longa tem elenco formado por nomes como João Miguel, no papel de Matraga, Vanessa Gerbelli, como Dionóra, José Wilker, na pele de Joãozinho Bem-Bem, e Chico Anysio, que encarna o Major Consilva. A produção foi um dos destaques do Festival do Rio, ao arrebatar cinco troféus: Melhor Longa-Metragem de Ficção (voto popular e júri oficial), Melhor Ator (João Miguel) e Melhor Ator Coadjuvante (José Wilker), além de um prêmio especial para Chico Anysio. 

João Miguel em cena do filme Augusto Matraga, que vai abrir o festival mineiro…

A noite de abertura também terá a exibição dos curtas Luminaris, animação do argentino Pablo Zaramella, e Bomba, de Francisco Franco. Este último foi viabilizado pelo prêmio Incentivo Pimeiro Plano 3, conquistado com “Cachorro morto”, na última edição do festival. 

Melhor dos Melhores 

A competitiva O melhor dos melhores de todos os tempos segue com votação aberta até 2 de dezembro, no site oficial (www.primeiroplano.art.br). No endereço, todos os curtas vencedores do júri popular das edições anteriores, na mostra competitiva regional, podem ser assistidos para que seja escolhido um vencedor, a ser exibido novamente no Primeiro Plano

Primeiro PlanoFestival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades foi aprovado pelas leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura. A edição 2011 tem patrocínio do Fundo Nacional de Cultura e da Prefeitura de Juiz de Fora e é uma realização do Luzes da Cidade – Grupo de Cinéfilos e Produtores Culturais, da Universidade Federal de Juiz de Fora e da Secretaria do Audiovisual/ Ministério da Cultura. 

Programação 

Segunda, 28 de novembro

20h Abertura
Bomba“, de Francisco Franco, Incentivo Primeiro Plano 3
A hora e a vez de Augusto Matraga“, de Vinicius Coimbra

“Luminaris”, de Pablo Zaramella (AR) 

Terça, 29 de novembro

15h Sessão Escola
17h Mostra Competitiva Regional 1
19h Mostra Competitiva Nacional 1 
21h Estréia de longa: “Trabalhar cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra 

Quarta, 30 de novembro

15h Sessão Escola
17h Mostra Competitiva Regional 2 
19h Mostra Competitiva Nacional 2 
21h Estréia de longa: “Malditos cartunistas”, de Daniel Garcia e Daniel Paiva 

Quinta, 1º de dezembro

15h Sessão Escola
17h Mostra Competitiva Regional 3 
19h Mostra Competitiva Nacional 3 
21h Estréia de longa: “Estrada para Ythaca”, de Coletivo Alumbramento 

Sexta, 2 de dezembro

15h Sessão Escola
17h Mostra Mercocidades de Curtas
19h Mostra Competitiva Nacional 4 
21h Estréia de longa: “Las Acacias”, de Pablo Giorgelli 

Sábado, 3 de dezembro

14h Mostra Audiovisual de Juiz de Fora 1
16h Mostra Audiovisual de Juiz de Fora 2
18h Estréia de longa: “Ibitipoca, droba pra lá”, de Felipe Scaldini

20h Cerimônia de Encerramento 

Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades

De 28 de novembro a 2 de dezembro

Espaço Alameda de Cinema

(Rua Morais e Castro 300, Alto dos Passos)

Cinema é Caldo de Cana ao ar livre no Centro Histórico de Recife

 

Pela décima primeira vez, curtas ao ar livre nas sessões caldo de cana

 

O Cine Chinelo NoPe aporta no Recife Antigo para mais dois dias de sessões de curtas-metragens. Este ano, as sessões vão acontecer dias 2 e 3 de dezembro, na Rua da Alfândega.

A sessão Caldo de Cana começa às 20h e, as pessoas que quiserem exibir seus filmes , devem entregá-los entre às 17h e 19h, no Bar do João, na Rua da Moeda – o bar estará sinalizado com um banner do evento. Após a sessão do dia 2, uma banda sem nome, formada por olindenses, fará um show instrumental. O nome da banda será criado na ocasião, tornando o show ainda mais integrado ao conceito caldo de cana. Já no dia 3 quem se apresenta é Wassab com sua sonoridade visual e, fechando a noite no palco caldo de cana, o potiguar Sonic Junior dispara energia em waveform pelas caixas.

O Cine Chinelo NoPE consiste na exibição de produtos audiovisuais produzidos, mais expressivamente, em Pernambuco. No entanto, a democrática estrutura de inserção deixa sempre a possibilidade de exibição de filmes de qualquer estado do Brasil e até do mundo, como já ocorrido em edições anteriores, nas quais foi exibido o filme Chain, realizado em Los Angeles pela carioca Ana Costa Ribeiro.

Como é feito há mais de 7 anos, as pessoas levam seus filmes e disputam espaço, amigavelmente, nos 150 minutos de exibição disponíveis diariamente. Não há curadoria: os filmes serão exibidos mesmo sem a produção do festival conhecê-los.

Segundo o Coordenador Geral da Mostra, Gê Carvalho, “existe uma relação sui generes entre o Cine Chinelo NoPE e os realizadores pernambucanos. A confiança na produção dessas pessoas é o que até hoje nos estimula a fazer o evento e o espaço é disputado numa boa porque prezamos pela qualidade da exibição, mesmo tendo tantas variáveis externas incontroláveis, como por exemplo, carros e ruídos. O público é muito especial, e isso também chama a atenção dos realizadores para o Cine Chinelo NoPE”.

Enquanto são exibidos os filmes, acontece o “Livre Registro”, documentário filmado espontaneamente pelo público presente em cada exibição e posteriormente montado, editado e distribuído pela produção do Cine Chinelo NoPE.

Recife é hoje um grande canal de deságue de produções cinematográficas, com a produção independente crescente, como se pode notar pelo número de curtas disponibilizados nas dez edições do Cine Chinelo NoPE. Nesse tempo, foram exibidos, aproximadamente, 400 filmes e, na última edição, 32 curtas-metragens, totalizando pouco mais de 300 minutos de projeção. Assim como no ano passado, a mostra é transmitida via streaming, através da internet. A transmissão é ao vivo, com acesso livre, podendo assim, impulsionar cada vez mais a visibilidade da mostra e seus incentivadores.

Além do reconhecimento geográfico, o Cine Chinelo NoPE também oferece uma premiação em parceria com a Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC). O Prêmio Melhor Filme para Reflexão será julgado por três cineclubistas filiados à FEPEC. Como na edição anterior, os realizadores podem ser congratulados pelo empenho em realizar obras que estimulem os questionamentos, debates e, consequentemente, formação de público.

Essa premiação possui um troféu especifico, produzido pela FEPEC. Além do prêmio, todos os realizadores que exibirem seus filmes podem disponibilizá-los para exibições em cineclubes filiados à entidade, que representa a atividade no estado. Já aqueles que chegam ao Recife Antigo desavisados, poderão contar com auxílio dos flanelinhas, identificados com colete da mostra.  

HISTÓRIA – Como Surgiu o Cine Chinelo NoPE

O Cine Chinelo surgiu enquanto o pernambucano Gê Carvalho (Galego) morava em Niterói (RJ) como uma brincadeira para o então novo ciclo de amizade criado naquela cidade. No evento, quando feito entre quatro paredes, o público era composto por amigos, os quais optavam por entrar de chinelo ou pagar uma prenda “cinematográfica-teatral” após a sessão.

A primeira vez no Recife, o Cine Chinelo, que ganhou o complemento “NoPE” para identificar e distinguir o novo núcleo “cine chinelesco”, aconteceu na garagem do edifício sem nome e sem número, em Candeias, onde morava o então idealizador. Um telão, um projetor e uma caixa de som fizeram muita gente parar numa rua qualquer, toda esburacada, para ver filmes de realizadores pernambucanos.

Após seis anos de realizações, na agitada Rua da Moeda, o Cine Chinelo NoPE é realizado hoje na Rua da Alfândega, no bairro do Recife Antigo por entre mesas, cadeiras, amigos e ideias surgidas entre um filme e outro.