Cinema é Caldo de Cana ao ar livre no Centro Histórico de Recife

 

Pela décima primeira vez, curtas ao ar livre nas sessões caldo de cana

 

O Cine Chinelo NoPe aporta no Recife Antigo para mais dois dias de sessões de curtas-metragens. Este ano, as sessões vão acontecer dias 2 e 3 de dezembro, na Rua da Alfândega.

A sessão Caldo de Cana começa às 20h e, as pessoas que quiserem exibir seus filmes , devem entregá-los entre às 17h e 19h, no Bar do João, na Rua da Moeda – o bar estará sinalizado com um banner do evento. Após a sessão do dia 2, uma banda sem nome, formada por olindenses, fará um show instrumental. O nome da banda será criado na ocasião, tornando o show ainda mais integrado ao conceito caldo de cana. Já no dia 3 quem se apresenta é Wassab com sua sonoridade visual e, fechando a noite no palco caldo de cana, o potiguar Sonic Junior dispara energia em waveform pelas caixas.

O Cine Chinelo NoPE consiste na exibição de produtos audiovisuais produzidos, mais expressivamente, em Pernambuco. No entanto, a democrática estrutura de inserção deixa sempre a possibilidade de exibição de filmes de qualquer estado do Brasil e até do mundo, como já ocorrido em edições anteriores, nas quais foi exibido o filme Chain, realizado em Los Angeles pela carioca Ana Costa Ribeiro.

Como é feito há mais de 7 anos, as pessoas levam seus filmes e disputam espaço, amigavelmente, nos 150 minutos de exibição disponíveis diariamente. Não há curadoria: os filmes serão exibidos mesmo sem a produção do festival conhecê-los.

Segundo o Coordenador Geral da Mostra, Gê Carvalho, “existe uma relação sui generes entre o Cine Chinelo NoPE e os realizadores pernambucanos. A confiança na produção dessas pessoas é o que até hoje nos estimula a fazer o evento e o espaço é disputado numa boa porque prezamos pela qualidade da exibição, mesmo tendo tantas variáveis externas incontroláveis, como por exemplo, carros e ruídos. O público é muito especial, e isso também chama a atenção dos realizadores para o Cine Chinelo NoPE”.

Enquanto são exibidos os filmes, acontece o “Livre Registro”, documentário filmado espontaneamente pelo público presente em cada exibição e posteriormente montado, editado e distribuído pela produção do Cine Chinelo NoPE.

Recife é hoje um grande canal de deságue de produções cinematográficas, com a produção independente crescente, como se pode notar pelo número de curtas disponibilizados nas dez edições do Cine Chinelo NoPE. Nesse tempo, foram exibidos, aproximadamente, 400 filmes e, na última edição, 32 curtas-metragens, totalizando pouco mais de 300 minutos de projeção. Assim como no ano passado, a mostra é transmitida via streaming, através da internet. A transmissão é ao vivo, com acesso livre, podendo assim, impulsionar cada vez mais a visibilidade da mostra e seus incentivadores.

Além do reconhecimento geográfico, o Cine Chinelo NoPE também oferece uma premiação em parceria com a Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC). O Prêmio Melhor Filme para Reflexão será julgado por três cineclubistas filiados à FEPEC. Como na edição anterior, os realizadores podem ser congratulados pelo empenho em realizar obras que estimulem os questionamentos, debates e, consequentemente, formação de público.

Essa premiação possui um troféu especifico, produzido pela FEPEC. Além do prêmio, todos os realizadores que exibirem seus filmes podem disponibilizá-los para exibições em cineclubes filiados à entidade, que representa a atividade no estado. Já aqueles que chegam ao Recife Antigo desavisados, poderão contar com auxílio dos flanelinhas, identificados com colete da mostra.  

HISTÓRIA – Como Surgiu o Cine Chinelo NoPE

O Cine Chinelo surgiu enquanto o pernambucano Gê Carvalho (Galego) morava em Niterói (RJ) como uma brincadeira para o então novo ciclo de amizade criado naquela cidade. No evento, quando feito entre quatro paredes, o público era composto por amigos, os quais optavam por entrar de chinelo ou pagar uma prenda “cinematográfica-teatral” após a sessão.

A primeira vez no Recife, o Cine Chinelo, que ganhou o complemento “NoPE” para identificar e distinguir o novo núcleo “cine chinelesco”, aconteceu na garagem do edifício sem nome e sem número, em Candeias, onde morava o então idealizador. Um telão, um projetor e uma caixa de som fizeram muita gente parar numa rua qualquer, toda esburacada, para ver filmes de realizadores pernambucanos.

Após seis anos de realizações, na agitada Rua da Moeda, o Cine Chinelo NoPE é realizado hoje na Rua da Alfândega, no bairro do Recife Antigo por entre mesas, cadeiras, amigos e ideias surgidas entre um filme e outro.

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