A IMAGEM DO CINEMA DA FRONTEIRA

Festival em Bagé tem caráter internacional, ancorado no melhor da tradição artística do município gaúcho

A gravura que ilustra o cartaz e demais peças de divulgação do III FESTIVAL CINEMA DA FRONTEIRA é uma criação do saudoso e festejado artista GLAUCO RODRIGUES.

Natural de Bagé, expoente da arte da gravura, com seu traço original, GLAUCO RODRIGUES, ainda nos anos 50, através da nova figuração, colocou o município gaúcho no mapa das artes plásticas brasileiras.

Posteriormente, através da investigação da cor e luminosidade nacional, e profundamente influenciado pelo viés tropicalista, Glauco se pôs a decodificar o Brasil e sua carnavalização antropofágica. Foi através da imagem de São Sebastião, padroeiro de Bagé e do Rio de Janeiro, que o artista pôde exercer sua maior obsessão: realizou em vida mais de 100 imagens retratando o santo padroeiro.

Em 2011, após 5 anos de seu falecimento, a viúva Norma Rodrigues cede ao III Festival Cinema da Fronteira, a imagem de São Sebastião decapitado, criação exponencial de Glauco.

A ideia da Curadoria, embutida neste referencial artístico de GLAUCO RODRIGUES, encaminha para a possibilidade de viabilização de uma transfiguração de parâmetros culturais entre os bageenses e demais participantes, imbuída da intenção de tornar o festival um espaço livre para a confluência de idéias e sensorialidades, preenchendo vazios, e disseminando Arte, Cultura, Tradição, respeito à diversidade, transgressão e liberdade de expressão através da pluralidade do pensamento.

UM POUCO MAIS SOBRE GLAUCO RODRIGUES

Glauco Otávio Castilhos Rodrigues, nascido em Bagé em 1929 – e falecido no Rio em 2004 – era pintor, desenhista, gravador, ilustrador, cenógrafo.

Começou a pintar, como autodidata, em 1945. Em 1949, recebe bolsa de estudos da Prefeitura de Bagé e freqüenta, por três meses, a Escola Nacional de Belas Artes – Enba, no Rio de Janeiro. Em 1951, funda o Clube de Gravura de Bagé, com Glênio Bianchetti (1928) e Danúbio Gonçalves (1925). Fixa-se em Porto Alegre e participa do Clube de Gravura de Porto Alegre, fundado por Carlos Scliar (1920 – 2001) e Vasco Prado (1914 – 1998). Em 1958, muda-se para o Rio de Janeiro e integra a primeira equipe da revista Senhor. Reside em Roma entre 1962 e 1965. Ao retornar ao Brasil, participa de importantes exposições, como Opinião 66, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ. No fim da década de 1950, sua produção se aproxima da abstração. Volta à figuração no início dos anos 1960, e produz obras sob o impacto da arte pop, tratando, com humor, de temas nacionais como a imagem do índio, o carnaval, o futebol, a natureza tropical e a história do Brasil, que inspiram séries como Terra Brasilis, 1970, Carta de Pero Vaz de Caminha, 1971, No País do Carnaval, 1982 ou Sete Vícios Capitais, 1985. Na década de 1980, recebe o Prêmio Golfinho de Ouro Artes Plásticas do Governo do Estado do Rio de Janeiro e publica o livro Glauco Rodrigues, que reúne toda sua obra. Em 1999, recebe o Prêmio Ministério da Cultura Candido Portinari – Artes Plásticas.


Um dos mais festejados artistas plásticos do país, Glauco Rodrigues é bajeense. Ele é o autor da gravura que ilustra as peças publicitárias do III Festival de Cinema da Fronteira

Uma resposta para “A IMAGEM DO CINEMA DA FRONTEIRA

  1. A mais bela arte de festival que já vi!

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